Através de uma perigranção a Karbala, feita por iranianos comuns, este excelente documentário, de Kevin Sim, vencedor do prémio BAFTA, faz uma viagem pelos fundamentos históricos da República Islâmica e pela história do Irão até hoje. Karbala é uma cidade santa para os xiitas e fica no Iraque. O resto é melhor verem. Como em todos os outros documentários aqui deixados, os filmes não correspondem obrigatoriamente à linha editorial do Arrastão.


2 respostas ao post “Doc à 6ª: “Era uma vez no Irão – Peregrinação a Karbala””  

  1. 1 1  Antonio Cunha

    linha editorial ? ehehehehehe

    E sobre o programa de governo do BE. Népias ?

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  2. 2 2  Toninho

    Porra!…outra vez o Irão.

    Depois segue-se Honduras – 2ª temporada.

    Então e sobre aquela região na China com um nome esquisito com’o caraças, não há notícias?

    Aquilo por lá parece que anda bem mais “animado”.

    Não me pretendo intrometer nas escolhas do Daniel quanto à sua linha editorial mas… tenha dó. :P

    Cumprimentos.

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    Daniel Oliveira Reply:

    Toninho, o senhor costuma ler o que eu escrevo sobre a China? Porque será que sempre que posto sobre um assunto querem que escreva sobre outro?

  3. 3 3  xatoo

    o que o Daniel escreve sobre o Irão é igual ao que escreve sobre a China – uma espécie de erecções mediáticas sobre a social democracia global pela qual trabalharam uma vida inteira o Kissinger e o Brezinski, os dois principais ideólogos dos 2 partidos únicos do imperialismo – é fácil de desmontar.
    Sobre a China basta procurar as fotografias da lider Uigur com o Bush. Vá lá, a fulana chama-se Rebiya Kadeer, e é uma empresária de sucesso segundo o JMF, outro ideológo da tribo neocon
    amanhã ou depois faço um post sobre isso, mas agora não me apetece sair do sol,
    ficar bem

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  4. 4 4  toino

    O Chora

    O ministro Manuel Pinho, após cornear, literalmente e de uma assentada, a Assembleia da República, o Governo a que pertencia, o cargo que ocupava e as regras básicas da civilidade, foi inevitavelmente despedido com os encómios da praxe – aqueles que, nos funerais, transformam qualquer morto num vivo acervo de virtudes.
    As exéquias ao turbulento governante prolongaram-se num «jantar de homenagem» enjorcado pelos colaboradores que o acompanharam na aventura ministerial e, para parecerem muitos, organizaram-se em pequena multidão, que ia desde os motoristas e contínuos aos secretários de Estado, assessores e outros consultores, presentes e pretéritos.
    Tudo isto dificilmente justificaria uma missa, e muito menos uma reportagem, quando um conviva salvou repentinamente a noite e o entremez.
    Foi ele António Chora, o dirigente sindical da Autoeuropa, que fez questão de se apresentar no Solar dos Presuntos (local do repasto) para declarar solenemente ao Pinho, ao jantar e a Portugal que «o ministro fez muito pela indústria do País».
    Tão salvífica prestação valeu ao Chora um lugar à esquerda do ministro, pois claro, e o destaque da sua presença no jantar em todas as reportagens do evento, enquanto ao Diário de Notícias dava a possibilidade de titular o seu relato com a ribombante afirmação «Manuel Pinho fez jantar de despedida com trabalhadores».
    A confirmá-lo, ali estava o Chora a brindar, animadíssimo, entrechocando copos com o próprio governante.
    Acontece que António Chora não é um simples operário entre os milhares da Autoeuropa: é sobretudo porta-voz da Comissão de Trabalhadores (CT) da empresa, papéis que lhe granjearam relevo nacional, no exercício dos quais conquistou inesgotáveis receptividades na Comunicação Social e aberta simpatia nos patrões e comentadores afins.
    Simpatias, aliás, exemplarmente resumidas e fixadas numa crónica de Emídio Rangel, esse opinador fatal, que incensava o Chora porque «fez recuar os anacrónicos sindicatos que temos no País», «tem conseguido travar as reivindicações sem nexo» e tem «provado à saciedade que a defesa dos interesses dos trabalhadores pode ser conciliada com a salvaguarda dos objectivos e propósitos da entidade empregadora». Por isso, lamentava que um plenário geral de trabalhadores tivesse «tramado o Chora» ao chumbar o pré-acordo que este havia cozinhado com a administração da Autoeuropa na sequência de mais uma chantagem, louvando-lhe, para cúmulo, a sua «imensa sabedoria» ao considerar «que os trabalhadores (seus camaradas de trabalho) confundiram as propostas de mais flexibilidade com perda de direitos adquiridos».
    Adaptando o aforismo, «diz-me quem te apoia e dir-te-ei quem és». No caso do Chora, o seu sindicalismo fica reforçadamente «dito» com os apoios que ele próprio já concede a ministros especializados em falências e despedimentos colectivos.
    Por isso não admira que Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda, se tenha apressado a demarcar-se do Chora, declarando que «esse jantar não tinha carácter de afirmação política e a participação de António Chora reporta exclusivamente a uma participação de carácter pessoal».
    É que o Chora também é dirigente do Bloco de Esquerda e, convenhamos, não fica bem a uma «Esquerda a Sério» ter um membro da sua Comissão Política a jantar louvores ao ministro do Executivo que mais à direita tem governado nas últimas décadas…

    Jornal Avante
    Henrique Custódio

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    Daniel Oliveira Reply:

    toino, existe uma coisa chamada link, ainda mais quando o comentario nada tem a ver com o post. Chama-se a isto parasitismo. Folgo em saber que tem tantas coisas a dizer sobre o Irão.

  5. 5 5  Nuno Jordão

    Como Levy Strauss referiu em relação à antropologia: o interessante não é ver as diferenças mas o que é comum, não é notar que uns dançam desta ou daquela maneira mas que todos se mexem ao som da música, dançam.
    È ver a mesma condição humana, os mesmos sonhos os mesmos desejos, em todas as culturas.
    Esquecer isto é que leva á incompreensão ao ódio e ás guerras.
    Obrigado por este, para mim, excelente, documentário.
    Nuno jordão

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  6. 6 6  Marco Oliveira

    Estes iranianos ainda têm liberdade de movimentos e liberdade religiosa. O mesmo não se pode dizer das minorias religiosas do Irão. Um documentário sobre essas minorias seria igualmente interessante.

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  7. 7 7  Duarte Sousa

    People and Power: Inside Iran

    http://www.youtube.com/watch?v=LSITy_taD3E

    (fonte: Al-Jazeera Network)

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  8. 8 8  Maria

    Pois está visto.
    Está visto que este tipo de multidões têm sempre uma história de sacrificio algures escondida ou não no seu passado e que nunca deram bom resultado.
    Foi assim na alemanha de hitler e será sempre assim.
    No Irão que pede a morte dos cristãos e dos judeus será também igual se as coisas não mudarem.
    Um horror em suma.

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