Portugal é um dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) com maiores desigualdades na distribuição dos rendimentos dos cidadãos, ao lado dos Estados Unidos e apenas atrás da Turquia e México.

Gráficos retirados do Jornal de Negócios.


14 respostas ao post “Não sei porquê, ao ler esta notícia lembrei-me destes gráficos”  

  1. 1 1  Gnóstico

    É assim que se cria o extremismo e o mal estar social. Será assim tão estranho que nestas condições haja uma raiva crecente por parte de uma classe média cada vez mais pobre?

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  2. 2 2  Zé Preto

    Evolução dos Vencimentos da Administração pública dos corpos especiais desde 1979 e 2002. Juízes ganham em toda a linha!

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  3. 3 3  The Studio

    Salarios baixos e’ bom para o pais. E’ por isso que precisamos de mais imigrantes, porque se sujeitam a trabalhar por salarios mais baixos.

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  4. 4 4  zubelino

    Então e que tal relativizar mais um bocadinho? É que acho que esse índice já é demasiado específico, tente procurar algo mais genérico…
    Acha mesmo que é possível apontar as desigualdades nos rendimentos apenas com base nestes gráficos (especialmente o primeiro)?
    Atente por exemplo na Suíça. Lá vivi 17 anos da minha vida, distribuidos por Genebra, Berna e Lugano, que é como quem diz, em 3 Cantões diferentes. Vi pobreza e desigualdade, não haja dúvida, mas nunca num nível semelhante ao português. Agora, o “seu” rácio parece querer demonstrar o contrário…
    Partilho o seu ponto de vista, mas relativizar assim esta questão torna a questão social quase redundante.
    Tenho a certeza que existem melhores dados para provar a sua opinião…

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  5. 5 5  João Miranda

    Pedro Sales,

    Grande parte da desigualdade em Portugal é uma consequência das assimetrias regionais. Basta comparar o rendimento médio da grande Lisboa com o rendimento médio no Vale do Sousa. Diga-se que esta desigualdade é empolada pela concentração dos organismos superiores da função pública em Lisboa. Qual é a sua posição sobre a regionalização?

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  6. 6 6  BM

    Juízes 2 – Militares 1
    1979: juízes X militares em igualdade;
    1988: muito próximos
    1990: Cavaco (PM) e F. Nogueira (Justiça), decidem que aumentar os juízes era gastar pneauts.
    O que pode valer um bom padrinho no ministério.
    Valores em 2002:
    Coronel = 2500 euros // Juíz de Círculo = 5000 euros
    PS: nada a objectar que os juízes possam ganhar mais, considerando/mas tendo em conta:
    a) A estrutura anquilosada da tropa;
    b) A ineficácia da administração de justiça.
    Obs: processo idêntico, está em curso entre a GNR e a Tropa.
    Com vantagens para a GNR, por supuesto.
    A bem dos sustentáculos do regime.
    A bem da Nação.

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  7. 7 7  BM

    Gestores & Cia
    O mesmo se poderia dizer dos políticos.
    E dos pilotos da TAP.
    E…
    Se ganham assim tão pouco, porque não emigram?
    Alguem conhece algum político em serviço (militar) obrigatório?
    A bem da equidade.

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  8. 8 8  Pedro Bizarro

    Pelo que vejo, o primeiro gráfico mede o poder de compra (em relação ao custo de vida em cada país). O título do gráfico não reflecte isso: um gestor português não ganha mais do que um americano – tem maior poder de compra, porque o nosso custo de vida é mais baixo. Os gestores suecos ganham de certeza mais do que os nossos (se formos medir em dinheiro) mas compram menos, porque a vida na Suécia é cara, etc. Além de que estamos a falar de quadros intermédios e não de gestores de topo.

    No segundo gráfico, fala-se de salários reais em relação à média da zona euro. Não tem muito a ver e não se deve retirar destes dois gráficos que vivemos numa sociedade desigual.Até pode ser verdade, mas tal não é provado pelos gráficos exibidos.

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  9. 9 9  Pedro Sales

    Pedro Bizarro,

    Não me parece que, ganhando 55% do salário médio da zona euro, e com o custo de vida em Portugal, que é praticamente igual ao dos restantes países europeus, reste grande poder de compra. De resto, basta ver os níveis de endividamento dos portugueses (que têm ajudado a esconder muita coisa).

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  10. 10 10  Pedro Sá

    Para si isto estaria tudo bem se os níveis salariais fossem todos baixíssimos mas próximos uns dos outros, é a conclusão (NADA surpreendente) que eu tiro.

    Para a extrema-esquerda tudo o que não seja a igualdade em dinheiro é injusto. Quando isso seria a injustiça mais aberrante, e o caminho óbvio para a emigração em massa dos qualificados.

    Havia de ficar o Pedro Sales muito satisfeito mais os seus técnicos não qualificados. Sozinhos.

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  11. 11 11  Sérgio

    Pedro Sá, a conclusão que qualquer pessoa com 2 dedos de testa tira do post original é que os salários mais baixos deviam ser aumentados.

    Agora vá lá ler o Friedman e a Ayn Rand para se recuperar de ter sido exposto a uma ideia de justiça social…

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  12. 12 12  João Pedro

    Há outra desigualdade interessante: no nivel de estudos. Reparei num jornal que apesar de termos das escolaridades médias mais baixas da UE, somos dos países da UE com mais estudantes de pós-graduações, mestrados e doutoramentos. Isto deve querer dizer qualquer coisa em relação à disparidade de rendimentos.

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  13. 13 13  Dorean Paxorales

    Pedro Bizarro,

    Embora concorde que a comparação não esteja correcta, a verdade é mesmo essa: os salários dos gestores em Portugal são mais elevados (em valor absoluto) que em muitos países com custo de vida superior. Se for ao Brasil, a disparidade ainda é maior. Valor absoluto.

    Pedro Sales,
    O custo de vida em Portugal não é, de todo, comparável aos outros países. Mesmo usando apenas Lisboa como bitola não teríamos mais que duas ou três capitais europeias com índices equivalentes. E olhe que os outros também se endividam.

    A Mercer (como outras empresas) faz anualmente um estudo do custo de vida nas várias cidades do mundo para saber quanto terá de pagar aos “colaboradores” de lá. Dê uma olhada na tabela e veja se descobre Lisboa:
    http://www.mercer.com/costofliving#Cost_of_living_top_5_ranking_cities_by_region

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  14. 14 14  João Pedro

    Caros amigos,

    Parece que se estão a esquecer de um dado importante nas vossas comparações internacionais: os impostos que os portugueses pagam, incluindo gestores, são muito superiores aos de outros países sobretudo de fora da Europa. Um gestor americano paga uma ninharia de IRS comparado com o gestor português. Há que ter em conta que metade do que ganha por cá um gestor vai para os cofres do estado. Ou seja, o custo de vida devia incluir aquilo que o estado saca.

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