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	<title>Comentários em: O economicamente correcto</title>
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	<link>http://arrastao.org/e-a-economia-estupido/o-economicamente-correcto/</link>
	<description>Os suspeitos do costume</description>
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		<title>Por: jcd</title>
		<link>http://arrastao.org/e-a-economia-estupido/o-economicamente-correcto/comment-page-1/#comment-48669</link>
		<dc:creator>jcd</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Oct 2008 09:42:22 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;i&gt;&quot;Mas o que são os “colaboradores” na novilíngua de que fala o Pedro? São pessoas que têm todas as obrigações para com a empresa mas empresa não tem qualquer obrigação para com elas.&quot;&lt;/i&gt;

Excepto a de pagar o salário, trabalhem ou não, colaborem ou não, produzam ou não, tenha a empresa lucro ou não. Um pequeno detalhe.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><i>&#8220;Mas o que são os “colaboradores” na novilíngua de que fala o Pedro? São pessoas que têm todas as obrigações para com a empresa mas empresa não tem qualquer obrigação para com elas.&#8221;</i></p>
<p>Excepto a de pagar o salário, trabalhem ou não, colaborem ou não, produzam ou não, tenha a empresa lucro ou não. Um pequeno detalhe.</p>
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		<title>Por: LF</title>
		<link>http://arrastao.org/e-a-economia-estupido/o-economicamente-correcto/comment-page-1/#comment-48642</link>
		<dc:creator>LF</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 15:01:38 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/?p=5231#comment-48642</guid>
		<description>Excelente post.
Só não sei quem defende que a comunicação social é tendencialmente de esquerda. Só ao Alberto João Jardim me lembro de ouvir dizer isso.
Quando todas as empresas de comunicação social são grandes sociedades cotadas em bolsa, pouco mais há a dizer.

Sobre o &quot;economicamente-correcto&quot;, aconselho humildemente a leitura de um texto que há algum tempo atrás escrevi sobre o tema:

http://fumo-sem-fogo.blogspot.com/2007/07/ensaio-epistemologia-da-economia-por-lf.html</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente post.<br />
Só não sei quem defende que a comunicação social é tendencialmente de esquerda. Só ao Alberto João Jardim me lembro de ouvir dizer isso.<br />
Quando todas as empresas de comunicação social são grandes sociedades cotadas em bolsa, pouco mais há a dizer.</p>
<p>Sobre o &#8220;economicamente-correcto&#8221;, aconselho humildemente a leitura de um texto que há algum tempo atrás escrevi sobre o tema:</p>
<p><a href="http://fumo-sem-fogo.blogspot.com/2007/07/ensaio-epistemologia-da-economia-por-lf.html" rel="nofollow">http://fumo-sem-fogo.blogspot.com/2007/07/ensaio-epistemologia-da-economia-por-lf.html</a></p>
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	<item>
		<title>Por: Stran</title>
		<link>http://arrastao.org/e-a-economia-estupido/o-economicamente-correcto/comment-page-1/#comment-48622</link>
		<dc:creator>Stran</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 01:07:55 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Lam,

&quot;Teve origem no “patronato”, nos empresários e, até à data, o que tem servido é para domesticar e co-responsabilizar aqueles que não foram responsáveis por alguns maus caminhos percorridos pelas empresas&quot;

Se eu tiver que dizer apareceu com algum consultor que, como você ou eu, estão no meio da cadeia e têm uma maior amplitude de visão. Talvez um pequeno revolucionario que tentou criar um cavalo de troia, que agora nós teremos que saber utilizar (concordo com o que você disse).

&quot;Creio aliás que não estaremos muito longe do dia em que o Dr. Ricardo Salgado, o Dr. Fernando Ulrrich, o Dr. Cadilhe, etc, me considerem “parceiro de negócios”…&quot;

Qd isso acontecer não se esqueça de pedir acções,  dividendos e prémios dignos de um parceiro...

P.S. o Futuro só a nós pertence. Acreditava nisso em miudo e ainda acredito (deve ser defeito de fabrico)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Lam,</p>
<p>&#8220;Teve origem no “patronato”, nos empresários e, até à data, o que tem servido é para domesticar e co-responsabilizar aqueles que não foram responsáveis por alguns maus caminhos percorridos pelas empresas&#8221;</p>
<p>Se eu tiver que dizer apareceu com algum consultor que, como você ou eu, estão no meio da cadeia e têm uma maior amplitude de visão. Talvez um pequeno revolucionario que tentou criar um cavalo de troia, que agora nós teremos que saber utilizar (concordo com o que você disse).</p>
<p>&#8220;Creio aliás que não estaremos muito longe do dia em que o Dr. Ricardo Salgado, o Dr. Fernando Ulrrich, o Dr. Cadilhe, etc, me considerem “parceiro de negócios”…&#8221;</p>
<p>Qd isso acontecer não se esqueça de pedir acções,  dividendos e prémios dignos de um parceiro&#8230;</p>
<p>P.S. o Futuro só a nós pertence. Acreditava nisso em miudo e ainda acredito (deve ser defeito de fabrico)</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Certamente! Em Portugal não há trabalhadores nem patrões. Somos todos colaboradores e empresários</title>
		<link>http://arrastao.org/e-a-economia-estupido/o-economicamente-correcto/comment-page-1/#comment-48587</link>
		<dc:creator>Certamente! Em Portugal não há trabalhadores nem patrões. Somos todos colaboradores e empresários</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Oct 2008 13:32:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/?p=5231#comment-48587</guid>
		<description>[...] os mesmos dos trabalhadores. Desculpem, dos colaboradores&#8221; escreveu Pedro Sales no Arrastão (O economicamente correcto) e eu gostava de ter escrito isto, limitei-me aqui a assinalar com negrito uma passagem [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] os mesmos dos trabalhadores. Desculpem, dos colaboradores&#8221; escreveu Pedro Sales no Arrastão (O economicamente correcto) e eu gostava de ter escrito isto, limitei-me aqui a assinalar com negrito uma passagem [...]</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: LAM</title>
		<link>http://arrastao.org/e-a-economia-estupido/o-economicamente-correcto/comment-page-1/#comment-48585</link>
		<dc:creator>LAM</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Oct 2008 13:07:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/?p=5231#comment-48585</guid>
		<description>Stran.
Eu compreendo o &quot;futuro&quot; que está a ver nas potencialidades dessa nova designação. Admito até que as organizações representativas (sindicatos, comissões de trabalhadores),  têm que dar um salto nas matérias de negociação. (Hoje em dia é absolutamente disparatado pretender avançar com greves, por exemplo, por diferenças de 1 ou até meio ponto percentual, e daí também a diminuição da capacidade de mobilização de sindicatos em muitos sectores).
Mas isso será &quot;o futuro&quot; a que essa nova designação se poderá prestar. Ela não surgiu para isso nem teve origem nos agentes mais interessados nesse (digamos assim), avanço social. Antes pelo contrário:
Teve origem no &quot;patronato&quot;, nos empresários e, até à data, o que tem servido é para domesticar e co-responsabilizar aqueles que não foram responsáveis por alguns maus caminhos percorridos pelas empresas. 
Até à data é isso.

Creio aliás que não estaremos muito longe do dia em que o Dr. Ricardo Salgado, o Dr. Fernando Ulrrich, o Dr. Cadilhe, etc, me considerem &quot;parceiro de negócios&quot;...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Stran.<br />
Eu compreendo o &#8220;futuro&#8221; que está a ver nas potencialidades dessa nova designação. Admito até que as organizações representativas (sindicatos, comissões de trabalhadores),  têm que dar um salto nas matérias de negociação. (Hoje em dia é absolutamente disparatado pretender avançar com greves, por exemplo, por diferenças de 1 ou até meio ponto percentual, e daí também a diminuição da capacidade de mobilização de sindicatos em muitos sectores).<br />
Mas isso será &#8220;o futuro&#8221; a que essa nova designação se poderá prestar. Ela não surgiu para isso nem teve origem nos agentes mais interessados nesse (digamos assim), avanço social. Antes pelo contrário:<br />
Teve origem no &#8220;patronato&#8221;, nos empresários e, até à data, o que tem servido é para domesticar e co-responsabilizar aqueles que não foram responsáveis por alguns maus caminhos percorridos pelas empresas.<br />
Até à data é isso.</p>
<p>Creio aliás que não estaremos muito longe do dia em que o Dr. Ricardo Salgado, o Dr. Fernando Ulrrich, o Dr. Cadilhe, etc, me considerem &#8220;parceiro de negócios&#8221;&#8230;</p>
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	<item>
		<title>Por: Maria</title>
		<link>http://arrastao.org/e-a-economia-estupido/o-economicamente-correcto/comment-page-1/#comment-48578</link>
		<dc:creator>Maria</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Oct 2008 11:21:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/?p=5231#comment-48578</guid>
		<description>A palavra trabalhador ja nao esta na moda.
Agora e muito mais bonito dizer colaborador , porque nada como dar a ilusao de proximidade para que os sao dirijidos se sintam mais confortadinhos.Esta coisa da percepçao das realidades e das formas como se hao-de baralhar ha muito que ja entrou na concepçao filosofica dos que detem realmente o poder e o dinheiro.
Nada como dar outra carga as palavras para que mudando alguma coisa, tudo fique realmente na mesma.
E por essas e por outras que a lingua portuguesa e muito traiçoeira.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A palavra trabalhador ja nao esta na moda.<br />
Agora e muito mais bonito dizer colaborador , porque nada como dar a ilusao de proximidade para que os sao dirijidos se sintam mais confortadinhos.Esta coisa da percepçao das realidades e das formas como se hao-de baralhar ha muito que ja entrou na concepçao filosofica dos que detem realmente o poder e o dinheiro.<br />
Nada como dar outra carga as palavras para que mudando alguma coisa, tudo fique realmente na mesma.<br />
E por essas e por outras que a lingua portuguesa e muito traiçoeira.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Stran</title>
		<link>http://arrastao.org/e-a-economia-estupido/o-economicamente-correcto/comment-page-1/#comment-48573</link>
		<dc:creator>Stran</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Oct 2008 10:29:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/?p=5231#comment-48573</guid>
		<description>Caro Fernando,

&quot;Isso não impede que se discutam planos de formação ou gestão - ver Auto Europa e outros exemplos - mas de facto a linguagem que priviligia a expressão “colaborador” é feita exactamente para dar a sensação de “todos no mesmo barco”, tal como com isto da crise estamos “todos no mesmo barco”, desde o tipo que trabalha na estiva ao gestor do BCP.

Quanto à participação no capital da empresa (estamos a falar exactamente de quê? Acções?) não vejo em termos concretos o que é que a palavra “trabalhador” o impede em termos práticos.&quot;

Também eu sou &quot;aristrocracia do trabalho&quot;.

Ainda bem que pegou na AutoEuropa, não só porque é um bom exemplo como já tive o privilégio de negociar várias vezes com esse sindicato. E sei que é possível que o sindicato seja uma ajuda na gestão e proteja os interesses dos trabalhadores.

Antes de falar no &quot;capital da empresa&quot; vou abordar a questão da palavra. Também concordo que a palavra em si não faz nem impede nada. O que eu queria demonstrar é que a palavra é um sintoma nada mais do que isso. Verdadeiramente o que tem de mudar não é a palavra mas a mentalidade. O que me causa arrepio é que alguém como o Daniel, cujas posições conheço melhor do que as do Pedro, ainda defenda essa mentalidade com o fervor que defendeu.

A gestão ao substituir a palavra trabalhador por colaborador foi inteligente, mas ao mesmo tempo teve que ceder. Ao fazer essa cedência os sindicatos tiveram uma oportunidade (e têm) de melhorar as condições das pessoas que representam, oportunidade essa que constantemente desperdiçam.

Quanto à entrada no capital estou mesmo a falar de acções. Para mim não faz sentido nenhum que os trabalhadores não estejam representados nesse capital, visto que são colaboradores e que &quot;investem&quot; parte da sua vida particular nesses projectos (muitas vezes a maior parte). Ora se os trabalhadores passassem a ter assento no Board de gestão então de certeza que as politicas da empresa mudariam um pouco (não seria o paraiso mas melhorava bastante).

E este ano é um bom ano para introduzir esta noção. Passo a explicar:

- Quando se sentarem à mesa das negociações a gestão vai dizer não há dinheiro para aumentos e que está em causa os postos de trabalho;

- O Sindicato por mais que tente contraiar esta noção sabe que ela tem um fundo de verdade e não tem muito espaço de manobra;

- Desta forma muito provavelmente desta negociação vai existir um aumento muito ligeiro e nada mais;

- Ora o sindicato poderia ser inovador e dizer algo de: nós compreendemos que a empresa está em maus lençois que é um periodo muito complicado e que está disposto a fazer sacrificios, que todos estão no mesmo barco e que todos deverão fazer sacrificios;

- Isto é ouro para os ouvidos dos gestores;

- dessa forma está disposta a que não exista aumentos desde que passem a estar representados no capital da empresa (posso discutir pormenores desta modalidade);(P.S. com isto podem ganhar os dividendos que podem vir a ser superiores ao aumento que teriam);

Assim em vez de sairem sem grande resultado poderiam sair com um enorme trunfo para o futuro. E sim é indiferente que chamem trabalhadores ou colaboradores para proporem isto. Têm é urgentemente de mudar de actitude.

&quot;O que disse acima (e que espelha a minha própria posição ideológica) não significa que ande a fazer piquetes à porta da empresa ou que não esteja “habituado” ao trabalho “moderno”.&quot;

Compreendo perfeitamente, tenho aquela sensação de deja vu.

Julgo que deveriamos ponderar a criacção de uma organização que defendesse os nossos direitos (e convinha não lhe chamarmos &quot;sindicato&quot;, julgo que &quot;associação profissional&quot; soaria &quot;melhor ;-))</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Fernando,</p>
<p>&#8220;Isso não impede que se discutam planos de formação ou gestão &#8211; ver Auto Europa e outros exemplos &#8211; mas de facto a linguagem que priviligia a expressão “colaborador” é feita exactamente para dar a sensação de “todos no mesmo barco”, tal como com isto da crise estamos “todos no mesmo barco”, desde o tipo que trabalha na estiva ao gestor do BCP.</p>
<p>Quanto à participação no capital da empresa (estamos a falar exactamente de quê? Acções?) não vejo em termos concretos o que é que a palavra “trabalhador” o impede em termos práticos.&#8221;</p>
<p>Também eu sou &#8220;aristrocracia do trabalho&#8221;.</p>
<p>Ainda bem que pegou na AutoEuropa, não só porque é um bom exemplo como já tive o privilégio de negociar várias vezes com esse sindicato. E sei que é possível que o sindicato seja uma ajuda na gestão e proteja os interesses dos trabalhadores.</p>
<p>Antes de falar no &#8220;capital da empresa&#8221; vou abordar a questão da palavra. Também concordo que a palavra em si não faz nem impede nada. O que eu queria demonstrar é que a palavra é um sintoma nada mais do que isso. Verdadeiramente o que tem de mudar não é a palavra mas a mentalidade. O que me causa arrepio é que alguém como o Daniel, cujas posições conheço melhor do que as do Pedro, ainda defenda essa mentalidade com o fervor que defendeu.</p>
<p>A gestão ao substituir a palavra trabalhador por colaborador foi inteligente, mas ao mesmo tempo teve que ceder. Ao fazer essa cedência os sindicatos tiveram uma oportunidade (e têm) de melhorar as condições das pessoas que representam, oportunidade essa que constantemente desperdiçam.</p>
<p>Quanto à entrada no capital estou mesmo a falar de acções. Para mim não faz sentido nenhum que os trabalhadores não estejam representados nesse capital, visto que são colaboradores e que &#8220;investem&#8221; parte da sua vida particular nesses projectos (muitas vezes a maior parte). Ora se os trabalhadores passassem a ter assento no Board de gestão então de certeza que as politicas da empresa mudariam um pouco (não seria o paraiso mas melhorava bastante).</p>
<p>E este ano é um bom ano para introduzir esta noção. Passo a explicar:</p>
<p>- Quando se sentarem à mesa das negociações a gestão vai dizer não há dinheiro para aumentos e que está em causa os postos de trabalho;</p>
<p>- O Sindicato por mais que tente contraiar esta noção sabe que ela tem um fundo de verdade e não tem muito espaço de manobra;</p>
<p>- Desta forma muito provavelmente desta negociação vai existir um aumento muito ligeiro e nada mais;</p>
<p>- Ora o sindicato poderia ser inovador e dizer algo de: nós compreendemos que a empresa está em maus lençois que é um periodo muito complicado e que está disposto a fazer sacrificios, que todos estão no mesmo barco e que todos deverão fazer sacrificios;</p>
<p>- Isto é ouro para os ouvidos dos gestores;</p>
<p>- dessa forma está disposta a que não exista aumentos desde que passem a estar representados no capital da empresa (posso discutir pormenores desta modalidade);(P.S. com isto podem ganhar os dividendos que podem vir a ser superiores ao aumento que teriam);</p>
<p>Assim em vez de sairem sem grande resultado poderiam sair com um enorme trunfo para o futuro. E sim é indiferente que chamem trabalhadores ou colaboradores para proporem isto. Têm é urgentemente de mudar de actitude.</p>
<p>&#8220;O que disse acima (e que espelha a minha própria posição ideológica) não significa que ande a fazer piquetes à porta da empresa ou que não esteja “habituado” ao trabalho “moderno”.&#8221;</p>
<p>Compreendo perfeitamente, tenho aquela sensação de deja vu.</p>
<p>Julgo que deveriamos ponderar a criacção de uma organização que defendesse os nossos direitos (e convinha não lhe chamarmos &#8220;sindicato&#8221;, julgo que &#8220;associação profissional&#8221; soaria &#8220;melhor <img src='http://arrastao.org/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> )</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernando</title>
		<link>http://arrastao.org/e-a-economia-estupido/o-economicamente-correcto/comment-page-1/#comment-48566</link>
		<dc:creator>Fernando</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Oct 2008 01:26:56 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Stran,

Percebi o que quer dizer e até concordo com a explicação, mas apenas porque põe a claro o porquê da utilização da palavra &quot;colaborador&quot; enquanto forma de alterar a percepção das relações de trabalho. 

Tudo isto no tem muito a ver com questões ideológicas de fundo que não iremos aqui resolver, mas para mim os sindicatos existem enquanto representantes dos trabalhadores e não são neutros em termos de posicionamento ideológico no que toca às relações de trabalho: se o fossem provavelmente deixariam de existir, como de resto tem sido a tendência nas empresas americadas de novas tecnologias em que qualquer tentativa de formar um sindicato é imediatamente coartada -  se são &quot;colaboradores&quot; não precisam de sindicatos que são organizações de classe, e isso de classes é algo é visto como um entrave e uma linguagem &quot;desadequada&quot;.

Estranho também que as empresas se recusem a discutir a gestão das empresas com os sindicatos devido à utilização da palavra &quot;trabalhador&quot;, e se o fazem então mais razão tenho: não são as posições e propostas dos sindicatos que interessam mas sim a percepção que existe sobre o seu posicionamento. É natural que isto seja assim, mas mais uma vez demonstra que afinal isto existem uns colaboradores mais iguais que os outros :)

O trabalho enquanto mercadoria levar-nos-ia a longa discussão, bastanto para já dizer que de facto o trabalho enquanto mercadoria é a definição marxista. Isso não impede que se discutam planos de formação ou gestão - ver Auto Europa e outros exemplos - mas de facto a linguagem que priviligia a expressão &quot;colaborador&quot; é feita exactamente para dar a sensação de &quot;todos no mesmo barco&quot;, tal como com isto da crise estamos &quot;todos no mesmo barco&quot;, desde o tipo que trabalha na estiva ao gestor do BCP.

Quanto à participação no capital da empresa (estamos a falar exactamente de quê? Acções?) não vejo em termos concretos o que é que a palavra &quot;trabalhador&quot; o impede em termos práticos.

Resumindo ambas as palavras tendem simplesmente a espelhar a visão sobre as relações de trabalho, e as preferências são por isso não sustentadas en nada &quot;prático&quot; mas sim na preferência que existe em remover qualquer ideia de antagonismo entre o trabalho e o Capital (bem sei, já não se usa, estou a ilustrar um ponto).

Digo isto sendo eu um quadro médio relativamente privilegiado (&quot;aristocracia do trabalho&quot; e coisa e tal) do sector privado, funcionando com prémios consoante avaliações de objectivos e prestação própria e da empresa, etc etc, pelo que a nível pessoal mais que habituado aos &quot;colaboradores&quot; e a todos os restantes termos. O que disse acima (e que espelha a minha própria posição ideológica) não significa que ande a fazer piquetes à porta da empresa ou que não esteja &quot;habituado&quot; ao trabalho &quot;moderno&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Stran,</p>
<p>Percebi o que quer dizer e até concordo com a explicação, mas apenas porque põe a claro o porquê da utilização da palavra &#8220;colaborador&#8221; enquanto forma de alterar a percepção das relações de trabalho. </p>
<p>Tudo isto no tem muito a ver com questões ideológicas de fundo que não iremos aqui resolver, mas para mim os sindicatos existem enquanto representantes dos trabalhadores e não são neutros em termos de posicionamento ideológico no que toca às relações de trabalho: se o fossem provavelmente deixariam de existir, como de resto tem sido a tendência nas empresas americadas de novas tecnologias em que qualquer tentativa de formar um sindicato é imediatamente coartada &#8211;  se são &#8220;colaboradores&#8221; não precisam de sindicatos que são organizações de classe, e isso de classes é algo é visto como um entrave e uma linguagem &#8220;desadequada&#8221;.</p>
<p>Estranho também que as empresas se recusem a discutir a gestão das empresas com os sindicatos devido à utilização da palavra &#8220;trabalhador&#8221;, e se o fazem então mais razão tenho: não são as posições e propostas dos sindicatos que interessam mas sim a percepção que existe sobre o seu posicionamento. É natural que isto seja assim, mas mais uma vez demonstra que afinal isto existem uns colaboradores mais iguais que os outros <img src='http://arrastao.org/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>O trabalho enquanto mercadoria levar-nos-ia a longa discussão, bastanto para já dizer que de facto o trabalho enquanto mercadoria é a definição marxista. Isso não impede que se discutam planos de formação ou gestão &#8211; ver Auto Europa e outros exemplos &#8211; mas de facto a linguagem que priviligia a expressão &#8220;colaborador&#8221; é feita exactamente para dar a sensação de &#8220;todos no mesmo barco&#8221;, tal como com isto da crise estamos &#8220;todos no mesmo barco&#8221;, desde o tipo que trabalha na estiva ao gestor do BCP.</p>
<p>Quanto à participação no capital da empresa (estamos a falar exactamente de quê? Acções?) não vejo em termos concretos o que é que a palavra &#8220;trabalhador&#8221; o impede em termos práticos.</p>
<p>Resumindo ambas as palavras tendem simplesmente a espelhar a visão sobre as relações de trabalho, e as preferências são por isso não sustentadas en nada &#8220;prático&#8221; mas sim na preferência que existe em remover qualquer ideia de antagonismo entre o trabalho e o Capital (bem sei, já não se usa, estou a ilustrar um ponto).</p>
<p>Digo isto sendo eu um quadro médio relativamente privilegiado (&#8220;aristocracia do trabalho&#8221; e coisa e tal) do sector privado, funcionando com prémios consoante avaliações de objectivos e prestação própria e da empresa, etc etc, pelo que a nível pessoal mais que habituado aos &#8220;colaboradores&#8221; e a todos os restantes termos. O que disse acima (e que espelha a minha própria posição ideológica) não significa que ande a fazer piquetes à porta da empresa ou que não esteja &#8220;habituado&#8221; ao trabalho &#8220;moderno&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: Stran</title>
		<link>http://arrastao.org/e-a-economia-estupido/o-economicamente-correcto/comment-page-1/#comment-48551</link>
		<dc:creator>Stran</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Oct 2008 22:21:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/?p=5231#comment-48551</guid>
		<description>Caro LAM,

Ainda bem que entrou na discussão.

Concordo com o que disse e passo a copiar:

&quot;Colaborador implica, ou independência (no sentido em que não tem responsabilidades hierárquicas e/ou de horários e/ou de representação); ou, ao contrário, que está implicado totalmente na vida da empresa, TOMANDO PARTE NA DEFINIÇÃO DOS SEUS OBJECTIVOS E/OU ESTRATÉGIAS.&quot;

Concordo 100%. E quem utiliza essa expressão ao o fazer (mesmo que para alguns seja apenas moda) está a aceitar essa definição. E isso foi e ainda é uma oportunidade de ouro para os colaboradores.

Se em vez de se querer recuar para a palavra &quot;trabalhador&quot; se defender a palavra colaborador já imaginou a mudança que isso implica. E se essa mudança acontecer nos sindicados então garanto-lhe que rapidamente que os colaboradores ganhariam muito com isso. Eu vou tentar explicar (infelizmente sou melhor oralmente do que a escrever, espero que me consiga expressar):

- um sindicato ao interiorizar a palavra trabalhador está a assumir plenamente o trabalho como mercadoria. Dessa forma a sua linha de acção prende-se principalmente com o factor monetário e gastam muitos recursos a discutir os 2,9% ou 3%, etc. algo que embora importante não acrescenta muito valor à bolsa do colaborador (por vezes estamos a falar de 5 euros mensais).

- um sindicato que interioriza a palavra colaborador está a assumir a pessoa que representa como membro responsável pelo objectivo da empresa. Neste aspecto consegue ter um modo de actuação muito mais amplo. Desde logo fica legitimado pelos directores em discutir problemas de gestão (afinal são representantes de colaboradores) e poder influênciar as mesmas. posso dar um exemplo de acções que os sindicatos poderão defender:

- participação dos colaboradores no capital social da empresa (desta forma passariam mesmo colaboradores), que poderia ser feito através de aumentos de capitais próprios.

Que achas?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro LAM,</p>
<p>Ainda bem que entrou na discussão.</p>
<p>Concordo com o que disse e passo a copiar:</p>
<p>&#8220;Colaborador implica, ou independência (no sentido em que não tem responsabilidades hierárquicas e/ou de horários e/ou de representação); ou, ao contrário, que está implicado totalmente na vida da empresa, TOMANDO PARTE NA DEFINIÇÃO DOS SEUS OBJECTIVOS E/OU ESTRATÉGIAS.&#8221;</p>
<p>Concordo 100%. E quem utiliza essa expressão ao o fazer (mesmo que para alguns seja apenas moda) está a aceitar essa definição. E isso foi e ainda é uma oportunidade de ouro para os colaboradores.</p>
<p>Se em vez de se querer recuar para a palavra &#8220;trabalhador&#8221; se defender a palavra colaborador já imaginou a mudança que isso implica. E se essa mudança acontecer nos sindicados então garanto-lhe que rapidamente que os colaboradores ganhariam muito com isso. Eu vou tentar explicar (infelizmente sou melhor oralmente do que a escrever, espero que me consiga expressar):</p>
<p>- um sindicato ao interiorizar a palavra trabalhador está a assumir plenamente o trabalho como mercadoria. Dessa forma a sua linha de acção prende-se principalmente com o factor monetário e gastam muitos recursos a discutir os 2,9% ou 3%, etc. algo que embora importante não acrescenta muito valor à bolsa do colaborador (por vezes estamos a falar de 5 euros mensais).</p>
<p>- um sindicato que interioriza a palavra colaborador está a assumir a pessoa que representa como membro responsável pelo objectivo da empresa. Neste aspecto consegue ter um modo de actuação muito mais amplo. Desde logo fica legitimado pelos directores em discutir problemas de gestão (afinal são representantes de colaboradores) e poder influênciar as mesmas. posso dar um exemplo de acções que os sindicatos poderão defender:</p>
<p>- participação dos colaboradores no capital social da empresa (desta forma passariam mesmo colaboradores), que poderia ser feito através de aumentos de capitais próprios.</p>
<p>Que achas?</p>
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		<title>Por: Luis</title>
		<link>http://arrastao.org/e-a-economia-estupido/o-economicamente-correcto/comment-page-1/#comment-48544</link>
		<dc:creator>Luis</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Oct 2008 21:36:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/?p=5231#comment-48544</guid>
		<description>MInhoto... na verdade a empresa em que trabalho é privada. Aí trabalho e sou colaborador. E de facto o preço nada tem a ver com o valor... nem no sentido capitalista nem no sentido marxista (let teoria do valor trabalho e mais ainda a teoria do valor utilidade).  No sentido capitalista, se valor= preço então a negociação não existiria... ela existe porque se acredita que o preço pago pode ser superior (no lado de quem vende) ou inferior (no caso de quem compra).  Talvez o Marketing pessoal do Daniel não seja suficientemente liberal e capitalista :-)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>MInhoto&#8230; na verdade a empresa em que trabalho é privada. Aí trabalho e sou colaborador. E de facto o preço nada tem a ver com o valor&#8230; nem no sentido capitalista nem no sentido marxista (let teoria do valor trabalho e mais ainda a teoria do valor utilidade).  No sentido capitalista, se valor= preço então a negociação não existiria&#8230; ela existe porque se acredita que o preço pago pode ser superior (no lado de quem vende) ou inferior (no caso de quem compra).  Talvez o Marketing pessoal do Daniel não seja suficientemente liberal e capitalista <img src='http://arrastao.org/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
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