
Com a queda dos últimos dias, o petróleo está nos valores de Setembro de 2007. Em Setembro do ano passado a gasolina custava 1,32€. Agora está a 1,39€. Como nos explicou o secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas, quando os preços subiam diariamente, qualquer alteração nos preços do petróleo e nos produtos refinados numa semana é reflectido no preço do produto na semana seguinte.
Como tenho a certeza que as regras de formação de preços se mantêm agora que o crude está a descer, estou certo que a gasolina vai descer sete cêntimos na próxima semana. É só esperar…



Carissimo Pedro Sales,
Vê-se mesmo que não entende nada de economia. A formação de preços é substancialmente diferente na subida do que na descida.
Quando sobe-se escolhe-se o produto que tiver maior subida quando se desce escolhe-se o que tiver menor descida.
É claro como água, quero dizer como crude!!!
Eu sei que venho atrasado o post está muito longe.
Queria lembrar que o Moita Flores esteve hoje na SiC 12:30h.
Este presidente de Câmara é o que tem mais pelouros em Portugal, deveria por isso estar mais tempo no seu trabalho.
São 18, 18 pelouros. Inacreditável.
Também há a questão da cotação do dólar, que tem de ser metida nessas contas…
Daniel Oliveira:
Então, é melhor esperar sentado. Mas pode ficar tranquilo. A entidade reguladora está atenta e, brevemente, terá o estudo concluído, em tempo record. Nunca uma entidade reguladora prometeu ser tão célere. Parece que o estudo vai estar mesmo pronto antes do completo desaparecimento das jazidas no mundo inteiro.
As perspectivas são, portanto, animadoras.
Esta descida é um sinal do que vem a seguir, que é a recessão.Não se traduz numa boa noticia,é só consequencia de que a economia vai ficar pior e por isso o consumo vai diminuir
Caro Stan,
Desculpe, mas eu só estou a usar as palavras do secretário-geral do sector e não foi isso que ele garantiu.
Caro Eduardo
Quanto à cotação do dólar, o euro desvalorizou-se cinco cêntimos em relação ao dólar a Setembro do ano passado, quando o crude valia o mesmo que agora. Mas, já agora, também é preciso recordar que o IVA desceu 1%.
Caro Pedro,
Vamos então ver se par a semana não entra também em linha de conta:
a) a cotação do dolar e dos derivados de petroleo;
b) as perdas com esta crise financeira;
para justificar uma descida menos acentuada ou mesmo inexistente
Stran,
Curioso que invoque as perdas com esta crise financeira. O que é que o consumidor, que não teve nada a ver quando a Galp subia os preços e tinha 2000 milhões de euros de lucros, tem a ver com os eventuais prejuízos da Galp?
eventuais, digo, pois ainda não vi nenhum sinal dessa contaminação.
Caro Pedro Sales,
Reparaste que estava a ser irónico?
E a cotação do dólar? Se as contas forem feitas em euros a diferença é muito maior por exemplo este extraído Extraído de ‘Um homem das cidades’:
«O preço médio do barril de petróleo em 2002 era de 66,61 €. Nesse ano, o preço médio do litro de gasolina 95 foi de 0,91 € e, o do gasóleo rodoviário de 0,67 €.
Hoje (6/10/2008), o petróleo cotava-se às 20:30 (hora de Lisboa) a 64,56 € (88,02 dólares) e nos postos da Galp, o litro da gasolina sem chumbo 95 custa 1,42 €, enquanto um litro de gasóleo custa 1,29 €.
Donde, hoje, o petróleo custa menos 2,05 € do que em 2002, mas o litro de gasolina custa mais 51 cêntimos (mais 56%). Extraordinaire, n’est-ce pas?» http://citadino.blogspot.com/2008/10/mrio-crespo-pactos-de-silncio.html
Possivelmente agora, em alturas de queda do preço do petróleo, a Galp mantém os preços mais elevados para estabelecer provisões de forma a pagar a taxa Robin dos Bosques quando a variação do preço do petróleo voltar ao sentido ascendente….
O melhor é esperarem sentados….
Por mais que nos custe admitir, não diz em nenhum lado que os preços tem que descer. O liberalismo assim o impôs….
É o livre mercado….Estúpidos!
Stran,
Não reparei não, apesar de ser evidente. Erro meu.
Não fosse a Galp uma empresa privada (praticamente) e os preços dos combustíveis não estariam nestes valores.
eu gostava de ver era o preço do leite e do arroz a descer.
com a gasolina sente-se logo.
quanto ao resto, olarilas, se podes podes, se não podes não podes…
Não fosse a Galp uma empresa privada (praticamente) e os preços dos combustíveis não estariam nestes valores.
Claro, eram fixados administrativamente e logo a gasolina era paga por todos.
Pelos que andam de carro e pelos outros que não o têm.
É como as SCUT’s.
Olha lá estou eu a pagar por aquele senhor que está quase a chegar à Covilhã!
Não há mérito nenhum- porquê continuar a dependência de um recurso que possibilitou o estilo de vida que levou a esta crise?
Nom_de_Guerre,
Se ler o post anterior percebe que não defendo a gasolina barata. mas entre isso e a especulação vai um grande passo. 1.30€, num país como o nosso parece-me um valor que já demove o consumo. Que não o faça tem outras razões que não o preço: estatuto social associado ao corre, má rede de transportes e por aí fora.
Oi Pedro,
Ok, no problem. Só estava a ficar assustados que a minha escrita tivesse o efeito contrário do que queria.
“Claro, eram fixados administrativamente e logo a gasolina era paga por todos.
Pelos que andam de carro e pelos outros que não o têm.”
Erro de raciocinio: bastava que a empresa fosse não lucrativa (ou com menos lucro) que o preço baixava e ninguém pagava as contas dos outros…
Mas essa sua optica tem um problema, pois também é verdade quem anda de automóvel paga por coisas que não usufrui, assim como quem fuma paga por coisas que não usufrui e bem que assim é!
Tem razão, é um preço quase impossível e que corresponderá a uma estratégia que poderá ser legítima comercialmente mas que se destina a espremer in extremis as economias de quem depende do combustível barato.
Na sequência dos motivos que enuncia, parece-me ainda um mistério a razão pela qual muitos cidadãos protestam frequentemente em nome de combustíveis acessíveis e não acompanham essa reinvindicação com a exigência de bons transportes públicos onde eles não existem.
Não pretendia criticar o conteúdo do post mas associar uma crise de combustíveis e económica a uma crise de certo tipo de comportamentos que parece emergente.