Relação entre os salários dos gestores e dos trabalhadores que menos recebe numa mesma empresa:
Portugal: 32 vezes mais
Espanha: 15 vezes mais
Reino Unido: 14 vezes mais
Alemanha: 10 vezes mais

Rendimento anual médio do gestor
Reino Unido: 700.000€
Portugal e Espanha: 257.000€
Alemanha: 170.000€

Rendimento anual médio do trabalhador
Alemanha: 31.000€
Espanha e Reino Unido: 23.500€
Portugal: 16.500€

Estudo da empresa de consultadoria Mercer divulgado pela SIC.


27 respostas ao post “Em terra de cegos quem decide o seu salário é rei”  

  1. 1 1  k7pirata

    Claro que todos os gestores se aplicam ao sketch do Gato Fedorento:
    “Burro eu?……..Ahhhh!”

  2. 2 2  Tonibler

    Sim, o resultado de uma economia estatizada é esse. Mas não és a favor disso?

  3. 3 3  Daniel Oliveira

    Tonibler, mostre-me lá um dado em que se baseie essa afirmação. A Alemanha é o exemplo da economia sem Estado e o Reino Unido tem excesso de presença estatal?

  4. 4 4  josé Manuel Faria

    Os gestores portugueses são muito bons, privados e estatais ( o salário destes nunca deveriam ultrapassar o vencimento do PR), os trabalhadores muito maus e preguiçosos.

    Isto precisa de levar uma grande volta.

  5. 5 5  Hugo Ricardo

    Trabalhei 10 anos numa multinacional americana que fechou recentemente,
    Vivi ao vivo essa situação, em que os gestores tinham autonomia para rever os seus salários
    Foi tanto ou tão pouco que ate o chairman da delegação europeia ficou chocado com a situação.
    Mas apesar da empresa fechar a fabrica, os gestores ficaram lá todos é este o nosso pais .
    Revoluções sem sangue meus amigos, digam um pais onde deu resultado,

  6. 6 6  David Mestre

    Os numeros nao apresentam uma correlacao matematica. Embora nao tenhamos o salario minimo anual poderiamos retira-lo via a relaçao entre o salario tecto e a taxa apresentada. O salario britanico minimo seria de 50000 anuais. Nao ha abstract ou pdf que possamos consultar

  7. 7 7  Josué

    Este tonibair é cá uma vedeta…O ome não se enxerga?

  8. 8 8  nm

    eu tenho a impressão que quem divulgou o estudo foi o diário económico

  9. 9 9  Paulo

    Caro Daniel, E uma das soluções para diminuir o gap entre salários de gestores e trabalhadores em Portugal, está-se mesmo a ver, está na flexisegurança, nomeadamente na sua primeira parte… é ler o que diz a nova bíblia dos patrões portugueses (representados pelo Sr. Vanzeller - a propósito, com aquela história do aeroporto o dito Sr. tremeu mas não caiu…porque será?), dizia, é ler o tal famoso livro branco e as soluções que aponta…são de estarrecer. Com uma maior liberalização nos contratos de trabalho (na sua componente de vínculos) e com a possibilidade quase infinita que a globalização oferece de “se encontrar algum desgraçado deste mundo sempre disponível para receber um pouco menos “, teremos o paraíso na terra em Portugal. Ah, e o dito gap ainda se poderá alargar um pouco mais, por via naturalmente da melhoria do seu limite superior…estão a perceber!
    Abr, Paulo

  10. 10 10  David Fernandes

    Mas há quem tenha solução para isso. O Rui Tavares acha que o estado tem legitimidade para impôr tectos, MESMO na privada. (Cf. Expresso da Meia Noite de ontem). E não creio que falasse do estado Cubano.

  11. 11 11  Jam

    Os números não batem certo.

  12. 12 12  Henrique Morais

    Pura demagogia…. Se distribuirmos os salarios dos patroes pelos trabalhadores, estes vao receber mais meia duzia de euros. Se isso fosse soluçao para a crise economica estavamos nos muito bem.
    Se um admnistrador publico conseguir poupar ao estado milhares de euros, é preferivel ao que recebe menos e so da despesa, infelizmente as coisas parecem nao ser bem assim!

  13. 13 13  Tonibler

    Daniel,

    “em terra de cegos quem decide o seu salário é rei”, não fui eu que dei o título ao post. E a decisão do salário é tanto mais segura quanto mais seguro fôr o lugar e o lugar tão mais seguro quanto mais garantido estiver o proveito que está tão mais garantido quanto mais controlado estiver o consumo público por parte de quem decide o seu salário. Claro que há sempre o caso dos nórdicos que serve de argumento a quem faz dos nossos pobres mais pobres…

  14. 14 14  PRS

    Mas para a generalidade dos nossos liberais, Cavaco ter mencionado os desproporcionados salários dos gestores, foi pura demagogia. De Lobo Xavier a Jorge Coelho e passando por Pacheco Pereira nenhum foi capaz de admitir que há de facto uma desproporção entre os salários dos gestores portugueses e os salários dos seus trabalhadores comparativamente à Alemanha, ao Reino Unido ou a outros países. É evidente que o problema não são os salários altos das pessoas (como se a questão residisse apenas na mesquinhez e na inveja): são sim os salários excessivos de algumas pessoas para a economia que temos e sobretudo quando comparados com os salários dos gestores de países mais desenvolvidos. Que eu seja ceguinha…

  15. 15 15  João Dias

    Acha o Rui Tavares muito bem.
    Por contraponto já parece legítimo que um gestor decida o seu ordenado e o dos seus dependentes, isto sabendo que quanto menos pagar mais lhe vai parar ao bolso, isso sim é relação simbiótica e justa em que uma das partes interessadas define o que lhe convém.

    Sejamos sérios, se falamos de mercado de trabalho e temos alguma sensibilidade social, é óbvio que não podemos aceitar a visão capitalista de que a mão-de-obra é apenas mais uma mercadoria sujeita às leis de oferta e procura…é isso que sucede actualmente, é nesse sentido que a globalização tem sido usada. Os empregadores procuram sempre quem se sujeite, e pior ainda, fazem tudo para que as circunstâncias que levam as pessoas a sujeitarem-se sejam realidade.

    Infelizmente o Estado, dominado pelo bloco central, tem sido sempre garante de que esta assimetria injusta se mantenha e, pior, que se agrave. Portanto não falem do papão estatal, porque que quando o Estado junta os nossos impostos para depois conceder a obra a uma empresa privada…não falta liberal que venere o Estado.

  16. 16 16  Daniel Oliveira

    Jam,
    Os primeiros números compara entre salário do gestor e dos trabalhadores MENOS BEM PAGOS. Os outros referem o salário médio dos trabalhadores.

  17. 17 17  David Fernandes

    João Dias,

    acha então, como o Rui Tavares, que o estado pode e deve definir tectos salariais nas empresas privadas.

    Muito bem, “sejamos sérios”; suponho que tenha uma ideia de como isso se faria: que critérios e que homens-deus teriam essa capacidade?

    Os políticos? Estes políticos? Ou nesse seu estado ideal os políticos seriam de outro tipo? E já agora “nós” seriamos também de outro tipo.

    Eu quero crer que não está a brincar; mas olhe que tá difícil.

  18. 18 18  H V&P

    Contrariamente a muitos, penso que Cavaco Silva (uma espécie de PR) fez bem em colocar a questão! Mas a forma como a colocou é desastrosa! Os salários dos gestores de empresas privadas (mesmo privadas!!!) não devem ser questionados! São decisões empresariais! Comentá-lo é mais uma manifestação da nossa mesquinhez e inveja nacional!
    No que diz respeito aos gestores públicos (onde se incluem todas as empresas controladas pelo Estado e Autarquias), aplaudo Cavaco Silva (embora, importa não esquecer, que no seu reinado, já o mesmo acontecia, com o seu silêncio cumplice!): os salários destes gestores, em regra, mais do que injustificados, são obscenos! Pornográficos, para usar um eufemismo!

  19. 19 19  Jam

    Jam,
    «Os primeiros números compara entre salário do gestor e dos trabalhadores MENOS BEM PAGOS. Os outros referem o salário médio dos trabalhadores»

    Se é esse o caso: qual é a relevância de aparecerem aí os números do Reino Unido, se o salário médio, dos gestores, é praticamente 30 vezes superior ao dos trabalhadores?

    É inútil, completamente abstracto, dizer que o salário mais baixo de X é tantas vezes maior do que o salário mais baixo de Y; se não for dito qual é o valor objectivo.

    Colocar essa comparação só pode ter como objectivo o “sensacionalismo”. Se estamos a falar apenas dos salários mais baixos, é uma minoria. Ideia que fica reforçada quando se enuncia a média, que é algo muito mais relevante e representativo. E é “sensacionalismo”, porque, em relação às médias, a do RU tem um desfasamento enorme. Os gestores, em média, recebem 30 vezes mais.
    Já em relação a Portugal, em média, recebem cerca de 15 vezes mais.

    Claro que isto tem de ser relacionado com o custo de vida, em determinado país. O salário real, ou o poder de compra, é o que mais interessa, no final.

    Vou fazer aqui uma presunção um bocado ampla de que o custo de vida no RU é mais elevado do que na Espanha. Bastante mais. Quando que, por comparação, o custo de vida em Portugal não será assim tão diferente do custo de vida em Espanha.
    Se, em média, um trabalhador do RU recebe tanto como um espanhol, então a diferença será algo dramática para alguém que viva no RU. Afinal, um gestor residente no RU recebe 30 vezes mais, enquanto um espanhol, apenas, cerca de 11 vezes mais.
    Claro que aqui é entra a pequena parte onde tem razão: o salário médio de um gestor espanhol é igual ao de um português. O custo de vida será relativamente semelhante. Mas um trabalhador português recebe, em média, bastante menos, os tais 16500 €. Ou seja, cerca de 15 vezes menos. Claro que a diferença também é significativa, principalmente pelo salário real, apesar de não ser tanto como no RU.

    Mas qual é o interesse em dizer, logo à partida, de uma forma totalmente abstracta, que o salário mais baixo de um gestor é 30 vezes mais alto do que o salário mais baixo de um trabalhador português? Não diz o valor concreto. É inútil. É impossível tirar, sequer, uma ideia genérica desses “valores”.

    Claro que você apenas seguiu a notícia da SIC. Deixou-se levar pelo sensacionalismo da coisa. Mas se o que motivou a notícia e o que motivará a argumentação que apresenta foi o discurso do PR:
    «Estaria Cavaco Silva a pensar neste e noutros casos, quando no seu discurso de Novo Ano criticou os salários desproporcionados dos gestores?»

    Então não é muito mais alarmante a desproporção existente no RU, do que a Portuguesa? Não querendo dizer, com isto, que a situação portuguesa não deve preocupara. Deve, principalmente em comparação com Espanha. Mas é sensacionalismo, puro, apresentar números perfeitamente inconsequentes, em primeiro lugar. Quando a realidade, a “média”, em relação a Portugal e ao RU, é exactamente oposta. 30 vezes para o RU, 15 para Portugal.

  20. 20 20  Josué

    A questão está na propriedade privada dos meios de produção,tudo o resto que se diga é para empatar,servir de tampão,escape,o q se quiser.A injustiça começa aí!

  21. 21 21  jofer

    Não é preciso ser doutor para ver que baixando os salário dos gestores para aumentar os dos trabalhadores que estão lá no fundo, não iria resolver o problema dos que pouco ganham.
    Há muitos que falam de inveja. Talvez até tenham alguma razão. Normalmente quem utiliza esse chavão, tem rabos de palha. Logo, tratam chamar invejosos aos pobres diabos que mal tem dinheiro para tomar uma bica por dia.. Tudo isto é uma questão de ética e moral. Depois vêm dizer que os trabalhadores portugueses são uns malandros.
    No estrangeiro são gabados. Cá dentro são uns malandros que produzem pouco.
    Os trabalhadores fazem aquilo que os que gerem madam fazer, e conforme as ferramentas que têm. O problema portugues não está nos trabalhasdores mas sim nos gestores.
    Aquilo que sempre disse e continuo a dizer, é que Portugal precisa de empresários, pois já tem patrões demais.

  22. 22 22  João Dias

    David Fernandes,

    Não é preciso ser um homem-deus, o David não o é e percebe que a produtividade de um gestor não é, em termos médios, 32 vezes superior a de um trabalhador, logo não parece razoável que um gestor ganhe 32 vezes mais que os seus dependentes…até aqui estamos de acordo, certo?

    Aquilo que posso dizer é que os tectos salariais, na minha opinião, não seriam salários fixos, seriam rácios entre o capital disponível na empresa e os efectivos afectos a essa empresa. Ou seja eu nem sequer digo que um gestor não possa ganhar balúrdios, ele não o pode fazer é às custas dos baixos salários, e se obrigado a respeitar rácios isso não sucederia.

    Outra hipótese seria definir tectos salariais fixos, uma ideia seria nivelar o nível máximo pelo auferido pelo nosso PR, porque convenhamos não há cargo mais legítimo de ser bem pago do que aquele que tem uma legitimação democrática tão directa. (digo eu que não suporto o Cavaco)

    Ora, se as empresas não aderem à democracia, então a democracia há-de lá chegar por outras vias. Simples como isso, agora pergunto ao caro se acha a situação actual justa, ou seja quem pior pagar mais mete ao bolso…????

    Em relação aos políticos e a “nós” a resposta é simples, nós teríamos de ser do tipo “não me fazem de parvo” e logicamente que sendo “nós” desse tipo os políticos também seriam outros…e em democracia isso é possível.
    Mesmo assim esta pergunta não tem sentido algum, porque não é desculpa para não fazer o que é justo a imbecilidade dos dirigentes, é precisamente para combater os maus políticos que lhes exigimos justiça… Quem protesta por melhores condições não o vai deixar de fazer devido à fraca qualidade da classe dirigente, pelo contrário até protesta com mais vigor.

    Não, não estou a brincar, quando é para exigir justiça no mercado de trabalho não costumo brincar. Brincadeira, brincadeira é achar que é natural ou justo que sejam os gestores/patrões a nos condicionarem o orçamento a seu bel-prazer, tendo em conta que:

    1. Não são orgãos democraticamente eleitos para o efeito, são pessoas que tem esse poder porque tem mais dinheiro e têm os meios de produção.

    2. São parte directamente interessada, sendo que quanto menos pagarem e menos empregarem mais sobre para eles.

  23. 23 23  Joao da Silva

    Boa tarde,

    Tenho uma duvida.
    eu vivo em Inglaterra ha 3 anos, aqui o salario minimo eh de 5.52 libras hora, trabalhando 2080 horas por ano, um trabalhador recebe 11.480,6.
    Se a media dos gestores eh de 500 mil ano, com certeza havera gestores a ganhar 40 vezes mais que o trabalhador.
    E acreditem que existem muitos empregados a ganhar o salario minimo. Que o digam os polacos e nos portugueses.

  24. 24 24  Daniel Oliveira

    João, a comparação é dentro das mesmas empresas.

  25. 25 25  Rui Carlos Gonçalves

    Realmente também gostava de saber por que é que não foram comparados os salários médios.

    Será porque fazendo os cálculos dessa forma Portugal já não ficava em primeiro?

  26. 26 26  Bem Visto

    And the point is? Não seria tb de ter em conta as qualificações dos trabalhadores portugueses vs as dos gestores e a mesma relação nos países referidos? Ou a falta de habilitações literárias por cá só deve ser tida em conta quando é para dizer mal? :)

  1. 1 Great depression at b a n a n a l o g i c

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