Bem, a ser verdade fica a questão: Será que será apresentada queixa em tribunal ou ficará tudo no âmbito da escola? Por uma questão de coerência… Isto sim já poderá ser caso de Justiça…
Há vários casos semelhantes nas escolas do 1ºciclo do EB,mas muitos pais não apresentam queixa.Aqui na freguesia onde moro existe uma escola do 1º ciclo onde várias crianças do 1ºano se queixaram de levar com uma cana na cabeça,de lhe darem puxões de orelhas.A queixa não avançou porque a professora pediu transferencia de escola.É provavel que quando tiverem quinze anos se lembrem da professora lhes bater com a cana na cabeça quando tinham 6 anos.
Quando eu andei na escola, a autoridade da escola era reforçada pela família , e a da família reforçada pela escola. Se eu fosse para casa queixar-me da fita cola o mais certo era levar outro castigo lá em casa ,ah pois era , por não me saber comportar num espaço fundamental para o meu crescimento. Os pais confiavam no descernimento dos professores e vice versa.
Mas pronto agora estamos numa época em que as pitas de 13 anos saem à noite pros copos com o consentimento dos papás que precisam da noite livre para irem também e encontram-se todos lá , na curte: profs , pais e filhos.
Aulas de Inglês… que sorte, o meu não tem…
Virados para a parede, concordo plenamente.
Fita-cola na boca? Sinceramente, depende do tipo de mau comportamento… há verdadeiras pestes nessas idades.
A questão é: se são mesmos muuuito mal comportados, os pais que processaram a professora não lhes farão muito pior em casa?
Há muitas maneiras de acalmar uma criança. É bem vindo em http://papalvosdotcom.blogspot.com para ver algumas delas.
Viradas para a parede, ainda por cima sentadas. Que horror! Que barbaridade! Fita-cola na boca? estavam amordaçadas! A professora devia ser taliban. Os pais, deviam tê-la apedrajado, até à morte, pois claro! As HC (horíveis criancinhas), apenas estavam a exercer o seu legítimo direito, de serem mal comportadas.
A escola foi muito branda com a professora. Deveria tê-la condenado a 350 chicotadas.
Tenho dito.
Não me surpreende nada que surjam agora, em catadupa, exemplos de excessos por parte de professores, quanto mais não seja, para (os do costume) poderem argumentar que os professores também erram e que sempre são responsáveis pela confusão que (não – nunca sei de que lado está a maré de opiniões) grassa na escola pública.
Para que não haja um linchamento em praça pública, urge que se saiba se o episódio se passou com uma professora, licenciada/bacharel, com formação pedagógica, devidamente colocada / contratada, com direito a 14 salários por ano; ou se se trata de uma desgraçada a RECIBOS VERDES, a receber pouco mais de SEIS EUROS À HORA, à mercê da exploração da Câmara Municipal de Guimarães, que teve o azar (ou sorte, porque seis euros sempre são melhores do que nada para quem não tem melhor) de fazer de monitora de ATL em jeito de “Relou, aim ior ingliche titcher”, de fim de dia, e que se passou perante o comportamento dos anjinhos, que não a vêem como professora, mas como o bombo da festa!
Estar virado para a parede de fita-cola na boca é mau, e não a quero desculpar, mas, para um desespero desses, tenho a certeza que lhe passou fazer coisa pior pela cabeça!
Daniel, não sejas tão dramático, ninguém exigiu castigos desses género.
Mas já agora aproveito para dizer que a aluna do Carolina Michaelis já tinha sido castigada sendo mandada para a biblioteca da escola (tal como o professor charrua).
É assim que o ministério da educação trata as bibliotecas, como lugares de castigo… depois admirem-se que os putos não gostem de ler ou de frequentar bibliotecas.
Hiiiii, que trauma do catano.
Fita-cola e tromba virada para a parede.
Coitada da parede.
Não sei bem o que caberá dentro do conceito de maus-tratos infantis; receio que nem esses três ímpares pares de pais o saberão, e como a ignorância lhes gerou medo, agiram desta notável forma.
Tudo para o tribunal!, toda a leviana estupidez do país tem de ser levada a juízo, nem que seja apenas pela contraposição…
Não façam isto às crianças, dêem-lhes antes chocolate generosamente, assim chegarão aos quarenta com a saúde arruinada, e uma medonha educação alimentar; é dar-lhes hábitos e meios para decaírem.
Isto é ridículo. Agora tinham que arranjar uma notícia de maus tratos de uma professora aos alunos.
Esta COLEGA errou no método de reprimenda. O que fizeram os fedelhos? Será comportamento repetitivo? Estaria já desesperada?
Quantas lambadas eu levei? Nem têm conta!!!
Fiz alguma vez queixa aos meus pais? Nunca!!!
Porquê! Porque eles sabiam dar-me MAIS educação.
Ele errou. Isso é óbvio. Mas cabe aos pais que ouvem as queixas dos filhos não retirarem a autoridade aos professores. Nada pior do que os filhos irem para a escola a saberem que os pais repreenderam ou ralharam à sua professora. Os filhos nunca devem saber das medidas que os pais tomam quando não concordam com uma atitude de um professor (mesmo que má). Principalmente nestas idades.
Estes meninos, a partir de agora, serão os REIS do Mundo.
Pais, nós professores estamos na escola para ensinar e educar os vossos filhos. Queremos-lhes bem!!!
«Esta COLEGA errou no método de reprimenda. O que fizeram os fedelhos? Será comportamento repetitivo? Estaria já desesperada?»
Bem, já estamos no ponto em que pomos uma adulta e um miúdo de sete anos no mesmo plano. Daqui a pouco chegamos ao bersário. Uma sociedade que em que um professor justifica uma colega com o que fizeram «os fedelhos» é uma sociedade infantilizada.
Leio aqui alguns outros comentários e fica-me a esperança que não sejam pais ou que sendo escrevam estas coisas sem pensar muito no assunto.
Tita, fico contente por agora começar a haver a preocupação de um julgamento na praça pública. E posso saber que culpa têm miúdos de sete ou oito anos da professora estar a recibos verdes?
Grande parte dos comentários são a achar normalíssimo que se ponha fita cola na boca de uma criança. A insanidade é já absoluta. Desisto.
Proponho que se envie uma equipa psi-socio-whatever com a Joana Amaral Dias e o DO, para apelarem ao bom senso e prestarem declarações ao “24 horas” e ao Correio da Manhã.
A professora que fez isto é uma besta. E não vale a pena tentar arranjar justificação para o sucedido porque ela não existe.
Já nem vou falar da cobardia que é fazer isso a crianças.
A justificação do dinheiro então é simplesmente estúpida. E eu não estou a falar de uma postura sobranceira de alguém que tem um ordenado de mil euros ou mais. Nem 500 nem 100. O meu marido ganha 4 euros à hora e não faz isso. Nem nunca faria… tenhamos em atenção sobretudo: A CRIANÇAS!
Se existe alguém que não tem culpa de tal selvajaria neoliberal são as crianças. Os pais até podem ter… mas as crianças…
Anda uma certa histeria à volta dos telemóveis e da indisciplina. Uma criança não tem 15 anos. Não é que a de 15 seja adulta, porque não é, mas também não é criança. Uma criança que tenha 8 anos ou 10 é simplesmente indefesa, sobretudo (e não podemos ignorar este factor) do ponto de vista físico.
E não vale a pena virem com o argumento enjoativo e repetido ad nauseam do eduquês e do mito do bom selvagem, que todos nascemos intrinsecamente bons, porque não se trata disso. Trata-se simplesmente do respeito que devemos ter pelas pessoas. E só por acaso, os “putos” são pessoas… pequeninas, mas são pessoas.
Daniel, tenho que te dizer, e isto pode ser baseado na “fé”, mas não acredito que isto seja regra. Agora, um caso já é mau, de facto, quanto mais 10 ou 100 (escolha aleatória de números).
Este meu comentário prende-se com a circunstância de a referida notícia ser verdadeira. Sim, porque só o mais incauto cidadão é que não põe em causa nos dias de hoje a veracidade das informações que lhe chegam.
Ou este blog não tinha o nome que tem, certo?!
Mas acredito que, infelizmente, tenha acontecido.
Muito bem.
Pelo que li aqui nesta serie de comentarios
( e noutros em outros lugares)
vamos todos unir-nos na “cacetada as criancinhas!”
Sim senhor que maravilha.
Quando os putos se portarem de maneira que a gente nao goste va de estalada e pontape, fita cola e mais sei la o que porque assim e se “edunca”.
Nem nos melhores tempos do salazar–que neste
momento deve estar a dar voltas na cova sentindo a maior satisfaçao.
Fantastico!
Agora sim e que isto vai andar para a frente.
Ve-se bem o que esta a acontecer a este pais.
Entao “ta ban ” façam isso e depois quando ficarem velhinhos e sem força logo se verao os resultados.
Com fita cola na boca? Em meninos de sete anos?
Além da violência psicológica , há aqui um abuso físico.
Parece-me claramente matéria criminal.
Não deveria o PGR intervir?
Ora bolas! Então desista! Porque se não tem estofo ou o raio que lhe queira chamar para aceitar opiniões livres num espaço de debate que se apelida de livre, não está a fazer rigorosamente nada! Nada!
Aliás, não é de agora que demonstra abertamente a sua intolerância para com opiniões contrárias às suas. E esse será sempre o seu pecado. Poderá argumentar de forma brilhante, falar de forma brilhante e escrever do mesmo modo mas enquanto não tiver a flexibilidade de aceitar livremente as opiniões de outros, Daniel Oliveira, o senhor não valerá mais do que as suas palavras.
Como pode ler pelas várias intervenções quer o seu ponto de vista quer o de Daniel Oliveira não colheram muitos apoios.
Mas eu estou ao vosso lado, mais do seu é claro!
Estive mesmo agora a ler a biografia do Charles Manson, (em inglês obviamente), que eu também comecei, por acaso na 2ª classe, a estudar línguas.
E que diz ele?
Pois que não se sente culpado, porque ainda estava a chorar quando matou a Sharon Tate, e isto porque desde os cinco anos que anda atormentado com a imagem de um Kinder Chocolate que um miúdo lhe tirou no jardim infantil e veio a professora aos grandes berros castigá-lo só porque ele disse a f Word.
Se a Patrícia (não é da escola pois não?) for psicóloga marque-me uma consulta.
Já agora berçário está mal escrito.
É nele que se aprende a escrever bem.
Lembro-me da minha professora do ensino básico, a D. Graça que nos acompanhou da primeira à quarta classe.
Toda a gente gostava da D. Graça, nós, os pais, etc..
Acontece que a D. Graça, desde a segunda à quarta classe passou por um processo de divórcio muito difícil, e sendo uma pessoa nervosa o inevitável aconteceu.
Descontou em nós, nos alunos indisciplinados. Cometiamos horrores como: chegar atrasados do recreio, levantarmo-nos da carteira se ela se ausentava, não saber responder se éramos chamados ao quadro.
O remédio era o mesmo: bofetadas na cara. Imensas bofetadas.
Mas talvez a maior parte dos comentadores ache normal que uma criança de sete anos leve uma bofetada que façam os seus óculos voar de uma ponta à outra de uma sala de 20m2.
Enfim… sinceramente se eu voltar a ver a D. Graça (que, espero , nunca mais tenha ensinado) vou dizer-lhe uma ou duas palavrinhas acerca do que penso dela. Mas na altura era regra.
Era o 80, como esta professora, mas era a regra.
Tristes tempos estes em que as únicas opções são os extremos irracionais…
Um colega meu também levou fita cola na boca durante a primária e não ficou traumatizado. Conheço muita gente que ficou de pé virado para a parede para a parede e não se tornaram marginais por causa disso.
Que exagero, as pestes não estão quietas e caladas e uma coisinha como por virado para a parede e fita cola na boca, cai o carmo e a trindade.
Os paizinhos dos meninos defendem o quê, afinal? Castigos como no tempo deles?
Fico pasmo. Mas vocês são pais?! Ó meus caros, um professor que tenha a ousadia de colocar o meu filho virado para a parede com fita cola na boca durante uma hora é processada, no mínimo. E terá sorte se eu não fizer uma peixeirada na escolà à frente dele ou dela. Que vocês aceitem isso e aplaudam, é convosco. Há pais para tudo. E nem estou minimamente interessado na treta da perda da autoridade da professora perante os meninos, patatipatata. Ninguém lhe coloca fita adesiva na boca e ponto final. Guardem-na para os vossos filhos. Eu não acredito que quem critique aqueles pais, seja também pai ou mãe. Não acredito simplesmente. Tá tudo doido, ó quê?
“Grande parte dos comentários são a achar normalíssimo que se ponha fita cola na boca de uma criança. A insanidade é já absoluta. Desisto.”
Totalmente de acordo consigo, Daniel. No entanto, acho que também deveria desistir de “considerar como certo” tudo o que se diz na CS acerca dos professores. E seria interessante investigar (um jornalisata pode fazer isso melhor que eu) se se trata de uma professora mesmo ou de alguém que o ME pôs, através da Câmara Municipal, a ensinar inglês a criancinhas como se o estivesse a fazer a adultos…
Meu caro Daniel, concordo em absoluto com o que escreve no post e neste último comentário.
E o comentário do Tiago Soares Carneiro é manifestamente esclarecedor. De que muitos professores se acham com o rei na barriga e que se consideram no direito de fazer o que quiserem com os seus alunos e que os pais têm obrigação absoluta de lhes dar toda a cobertura. Lamentável.
Subscrevo inteiramente o último comentário do Daniel.
Quando vejo comentários como:
“Virados para a parede, concordo plenamente.
Fita-cola na boca? Sinceramente, depende do tipo de mau comportamento… ”
“Fita-cola na boca? estavam amordaçadas! A escola foi muito branda com a professora. Deveria tê-la condenado a 350 chicotadas.”
“urge que se saiba se o episódio se passou com uma professora, licenciada/bacharel, com formação pedagógica, devidamente colocada / contratada, com direito a 14 salários por ano; ou se se trata de uma desgraçada a RECIBOS VERDES, a receber pouco mais de SEIS EUROS À HORA”
“Coitada da parede.”
“Esta COLEGA errou no método de reprimenda. O que fizeram os fedelhos? Será comportamento repetitivo? Estaria já desesperada?”
“e os coitadinhos ficaram recalcados ? foi ?”
O problema meu caro é que boa parte dos que comentaram são provavelmente professores, o que é por demais revelador…
Tristeza de comentários. Ou não são pais ou os filhos são anjinhos; há professores que odeiam os alunos, os pais dos alunos, a escola, o sistema, o ministro, o governo, patati…patatá, e alguns devem andar por aqui.
Mudem de emprego.
Paulo J. Vilela, não tenho qualquer tolerância para quem acha que tapar a boca de crianças com fita-cola é aceitável. Nenhuma! Zero! E nem disse aqui o que faria se algum professor (ou seja quem for) o fizesse com a minha filha. Aí veria até que ponto vai a minha intolerância nesta matéria.
Pergunto-me se as pessoas que usaram tanta ironia, sarcasmo, e cinismo nos comentários, terão filhos… e será que estes gostam dos Pais que têm?
O meu filho de 8 anos portou-se mal na escola, a professora adverte-o e comunica-me a situação. Em casa falei com ele, e expliquei por A + B que ele foi incorrecto etc, etc. Acreditem ou não, ele percebeu!
Oh Isabel Coutinho, você numa “posta” anterior desabafou que alguns comentadores neste blogue “só à chapada”. Eu concordo! Até lhe peço a si e aos restantes, que se coloquem em fila que eu faço esse jeitinho.
Fita cola na boca de uma criança… para atingir que objectivo???
Venho só compatilhar a minha experiência.Tenho 51 anos e andei num infantário dos 3 aos 6 anos onde a educadora me punha fita cola na boca na hora de dormir porque eu não me calava.
Traumatizada eu???? Nunca.Mas hoje sou mãe e avó e se fizessem isso a algum dos meus filhos via-me obrigada a explicar á professora como se lida com as crianças.
Sugiro a muitos dos comentadores que por aqui “postaram” o seguinte: coloquem vocês mesmos fita-cola na boca e, de caminho, atem também as mãozinhas para ver se não escrevem mais barbaridades.
Tenho que acrescentar que quando li a noticia pensei que fosse uma peta do dia 1 de Abril.
De qualquer modo fosse ou nao; a verdade e que depois de algumas das atoardas que ja li o efeito
foi revelador.
Extraordinario.
Não vejo qual é o problema. Não vão ficar com trauma nenhum por causa de uma fita-cola na boca. Se se quer educação na escola e o Daniel acha que os professores devem EDUCAR as crianças, então a fita-cola na boca é muito pouco! Nada me chocaria se a professora desse umas boas réguadas nas “crianças”. Os tempos que correm EXIGEM TRATAMENTO CHOQUE contra a má educação que prolifera na escola pública (e privada).
O Daniel Oliveira, sobre este assunto, parece uma barata tonta, diz-se e contradiz-se: quer a escola a educar, mas uma reprimenda por parte da professora é quase um crime e um atentado aos direitos humanos.
Não tem que ver com o post. O inquérito é um sucsesso. E a Ana Drago vai vencer. Será a nova Coordenadora da Comissão Política do Bloco. Com esta votação!
o título deste post é desonesto. E inquina o debate.
Repudio o saudosismo caceteiro da velha escola da réguada. Mas repudio também o ponto de vista conformado e idealista que a esquerda tem demonstrado sobre o problema da indisciplina / violência nas escolas. O idealismo é muito bonito, mas pouco prático.
Não creio que o país tenha exigido maus tratos infantis ou juvenis aos alunos da parte dos professores. E por isso, o título do seu post é desonesto.
A “autoridade”, para mim, é sinónimo de melhores regras internas nas escolas, maior estabilidade nos regulamentos externos (da parte do ministério), vontade de actualizar os programas das disciplinas com criatividade e maturidade, reduzir as turmas de 30 alunos para 15 alunos no máximo, encaminhar para o ensino técnico aqueles que mostram menor apetência para empinar matéria, retirar aos pais, no seio dos conselhos de turmas, competências para aplicar sanções, que devem competir à escola e à escola apenas, promover o trabalho comunitário (plantar umas flores, varrer o páteo da escola, ajudar velhinhos em lares e esse tipo de coisas) como alternativa ao castigo. E por aí fora. Reforçar os métodos, não é sinónimo de aplicar maus tratos. Mas requer que o debate saia deste impasse e se permita a si mesmo sair deste vazio.
É claro que criminalizar a indisciplina nas escolas é um péssimo sinal: menoriza a própria escola que parece incapaz de conter o dano, e menoriza o sistema judicial que devia ter mais com que se preocupar.
Concordo consigo num ponto: a sociedade está completamente infantilizada.
Fado Alexandrino,isto não se trata de pontos de vista.O Sr.Procurador disse que tinha queixas tanto de professores como de pais dos alunos.Mas uma coisa tem os Srs.Professores que perceber,é precisamente com 6 anos que as crianças devem logo começar a respeitar a autoridade dos professores.Se assim não for é muito mais dificil que o façam quando forem adolescentes.Quanto a castigos fisicos a crianças eles são inaceitáveis,sejam aplicados pelos professores ou pelos pais.Não sou psicologa,mas já agora aconselho-o a consultar o site do Instituto de Apoio á Criança onde pode encontrar toda a legislação que existe relativamente aos direitos das crianças.
“Os filhos nunca devem saber das medidas que os pais tomam quando não concordam com uma atitude de um professor (mesmo que má). Principalmente nestas idades. Estes meninos, a partir de agora, serão os REIS do Mundo.”
Os filhos, e de preferência desde a mais tenra idade, devem SEMPRE saber que têm o direito de:
1. Não serem mal tratados;
2. recorrer a um adulto, normalmente os pais, sempre que suspeitem que tenham sido mal-tratados;
3. Saber que os adultos que lhes fizeram mal foram devidamente postos na ordem, isto é, castigados.
Uma coisa é pais a armarem aos cucos que vão bater à professora à frente dos filhos por coisa nenhuma. O que é um crime. Outra coisa, DIFERENTE, é um professor exceder largamente as suas competências para castigar e os pais tomarem as devidas medidas junto da escola e da justiça. As crianças, por saberem disso, não passam a ser os reis do mundo: passam simplesmente a saber que foi feita justiça.
Bom, eu vou anteceder o que quero escrever de “na minha modesta opinião”, e defendo tudo com unhas, dentes e vociferações: é muito minha, é muito modesta, e é uma muito intensa opinião.
Ainda a fome de exaltação… se é um disparate achar normalíssimo pôr-se fita-cola na boca de crianças, é igualmente um disparate achar-se anormalíssimo. Só nos sentimos bem nos extremos? Nos paroxismos?
O problema desta distorção de interpretação é olharmos para a situação e vermos as nossas próprias criancinhas viradas para a parede com fita-cola na boca.
Errado. Não são as nossas criancinhas. São outras criancinhas que não conhecemos, e podemos estar pateticamente enganados quando recorremos a essa ideia muito discutível de que nascemos intrinsecamente bons. Eu só tenho razões para achar o contrário. E não há correcção possível. Morreremos “maus”.
Se a irritação vem da (estimável, mas cega) presunção de que somos uns admiráveis pais, temos uns admiráveis filhos, que estão a ter uma admirável educação e terão um admirável futuro, estamos ou não a partir de um preconceito?. Sempre o fazemos, dirão. Sim, e estamos certos? Assim tão certos e com a barriguinha recheada de rei?
Sobre a intolerância do DO, compreendo o ofensivo que seja, o Daniel não consegue abstrair-se da própria noção de paternidade, e faz muito bem, é assunto em que não me vou intrometer, espero é que os resultados sejam tão bons, que não se meta a sua filhinha nas drogas, nem seja mal-educada ao ponto de deixar o carro em segunda fila, enfim, um desfiar de outros comportamentos vis que acredito estarem fora do controlo dos pais. O resto da sociedade não é tão exemplar quanto o Daniel, aqui sim, uma carneirada de maus exemplos, e não escondo a minha desonrosa contribuição. Pelo que leio nos comentários, tenho de idolatrar quase toda a gente, é só magníficos. Com uma cartilha para a educação magnífica.
Ora, bolas, pensei que não andávamos aqui a fingir que somos bons e importantes. E este engano é mesmo meu.
Lamento mesmo não conseguir trazer dentro da manga o exibicionismo e exarcebada auto-estima, é que me tenho na conta de um vulgar educador, hesito mesmo que o consiga disfarçar, nunca sei se me posso orgulhar ou martirizar, até imagino que a segurança com que educam as vossas crianças não inclua uma reprimenda sequer, com boa retórica criancinhas de 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14 anos obedecem às vossas vozes como que se operadas por um controlo remoto.
Extrapolar um “dá-me o telemóbel, já”, para uma dose de fita cola na boca de crianças de 7/8 anos, é de uma imbecilidade impressionante. Gostava imenso que os comentadores que acham natural e salutar este episódio da fita cola, se recordassem dos seus 7/8 anos, de regressarem de um período de férias e da naturalíssima excitação de contarem uns aos outros o que aconteceu nessas férias. Não se esqueçam: 7/8 anos; não 15/16 de “telemóbeis”, ou de salas de aula (SALAS DE AULA) onde se permite que cada (CADA) aluno tenha o seu “telemóbel” a reproduzir música (logo 20 ou 30 músicas diferentes em simultâneo) e ao mesmo tempo se discuta a autoavaliação dos estudantes. Tentar sequer aproximar os dois episódios, é dar um novo significado ao vocábulo pateta (vamos ficar por este vocábulo…).
As “aprendizagens”, as “competências”, as “assertividades” e derivados, começam pela noção de pedagogia. E toda esta desvairada introdução de termos novos para métodos caducos só pode ter uma resposta: aluno, professor, ensinar e aprender são únicas palavras-chave da educação na escola. Tudo o resto, sinceramente, é paisagem.
E quanto aos comentadores que acham que a lambada é a solução final… que tal um pouco de fita cola nessas boquinhas? Ou neste caso, nos dedinhos…
Pois bem, aceitemos que pôr fita-cola na boca duma criança (fita-cola essa que ela própria facilmente tira, se lhe for assim tão intolerável) é mau, é horrível, é abominável.
Ainda assim fica uma dúvida: é mau, horrível, abominável em comparação com o quê? Com um par de estalos? Com uma aula falhada? Com a barbaridade que é obrigar uma criança pequena a ficar 55 horas por semana na escola?
Se o Daniel Oliveira se declara absolutamente intolerante para com a fita-cola, então que intolerância lhe sobra para a escola a tempo inteiro – essa, sim, uma crueldade absolutamente desumana?
Este debate está inquinaddo pelo tabu irracional do contacto físico.
Há vários anos um adolescente americano residente em Singapura vandalizou com um spray vários automóveis. Foi condenado à pena de seis vergastadas. O mundo horrorizou-se, mas a pena foi aplicada. Logo a seguir voltou para os Estados Unidos e não sei o que foi feito dele depois disso.
Hoje, se for vivo, é um adulto, talvez na casa dos trinta. Imagino que a vida dele não seja muito diferente da de outros adultos da mesma idade: terá mais ou menos êxito na vida, será mais ou menos feliz, conforme as suas circunstâncias e o seu temperamento. Talvez de vez em quando tenha pesadelos com as vergastadas que levou, ou talvez não.
O que lhe teria acontecido se tivesse vandalizado automóveis num país ocidental em vez de o fazer em Singapura? Não teria sido sujeito a um castigo físico, isso nunca. Teria sido, provavelmente, preso. Talvez tivesse sido violado na prisão pelos outros reclusos. Talvez tivesse sido infectado com SIDA ou com hepatite B, ou talvez se tivesse viciado em heroína. Talvez já tivesse morrido, esqualidamente, há anos. E nós, na nossa boa consciência de ocidentais, acharíamos tudo isto perfeitamente normal.
Eis o que me perturba seriamente: horrorizamo-nos até ao fundo das nossas consciências com um castigo banal se ele for “físico”, mas aceitamos como normais as mais horrendas crueldades se não formos nós a sujar as mãos.
Os comentários a este post são dignos de um dos países europeus com mais graves casos de violência familiar – sobre mulheres e idosos, sim, mas também muito sobre crianças. Claramente, na cabeça de muitos portugueses, crianças são uma espécie de plasticina para esborrachar a nosso bel-prazer. E é esse o conceito de educar bem. Nem sei que diga.
…aliás, ao contrário do que aí se disse, acho que isto tem tudo a ver com as questões de indisciplina escolar. As crianças portuguesas são selvagens educadas por outros selvagens. O que, aparentemente, muita gente acha educativo ensinar-lhes é a lei do abuso de força e poder. Depois queixem-se que quando eles cresçam queiram também mostrar os dentes…
FuckItAll:
Choca-nos a violência física, que se pode medir, com que os portugueses tratam as suas crianças. Não nos choca, talvez por não se poder medir, a indiferença e o desamor com que os ingleses e os alemães tratam as suas.
Não haverá nisto tudo uma enorme dose de hipocrisia?
FuckItAll:
Quem me dera, a sério, que a civilização consistisse na renúncia ao uso da força. Quem me dera que pudéssemos ensinar isto às crianças.
Mas não podemos. Como escreveu Hannah Arendt, a função da escola é dar às crianças conhecimento do mundo tal como ele é. E o mundo tal como é é um mundo em que uns têm legitimidade para usar da força e outros não.
O episódio da fita-cola pode muito bem configurar um uso ilegítimo da força por parte da professora. Mas nesse caso, das duas, uma: ou definimos, em alternativa, um uso da força que seja legítimo, ou declaramos ilegítimo todo e qualquer uso da força por parte de quem tem autoridade.
Qual destas alternativas é a sua preferida?
J.L.Sarmento, este caso não é de violência física (ou não o é sobretudo), mas é de crueldade e humilhação. Viola o ponto 1 da Carta de Direitos da Criança aprovada em 1959 pela ONU, e só não viola o ponto 4 porque os pais, correctamente, tomaram a atitude que tomaram. Insisto, quem defende que educar bem é educar pela violência, física ou psicológica, está a pedi-las. Um dia os meninos crescem e é esse o critério que terão para lidar com situações de conflito.
A Professora do meu filho de 8 anos nunca pôs fita-cola na boca dos miudos ou lhes deu qualquer castigo para os disciplinar. Limita-se a abrir a goela e a gritar a plenos pulmões com eles. Todos os dias o meu filho chega com dores de cabeça, irritado, e fala alto que se farta. Queixa-se, eu explico-lhe que não é bom gritar com ninguém, mas que a professora está lá para dar a aula e ensinar os meninos, mas que se eles não estão calados a ouvir, a professora zanga-se e eles têm é de estar sossegados para que ela não grite e que ele pode também explicar isso aos colegas e assim fazer com que ela pare com isso. Não vou desautorizar nunca um professor à frente de um miudo de 8 anos. São assuntos para serem tratados por adultos e as criancinhas não têm nem conhecimentos nem vocabulário suficiente para participarem nisso. Se os professores dos meus filhos forem injustos ou abusarem de autoridade com eles, falo com os professores, mas os meus filhos nunca o sabem e acho que todos deviam fazer o mesmo. É para isso que existem horários de atendimento e reuniões de pais nas escolas.
E, para responder à sua questão, claro que num contexto escolar há usos legítimos da força e autoridade; este não é, certamente, um deles. É um abuso de força, e quem abusa da força deve ser desautorizado.
Mas como é possivel que se relativize o facto de uma professora colocar fita cola na boca de uma criança? E argumentam com as dificuldades do ensino, e falam na disciplina, e é pobre da professora isto e aquilo, bla bla bla… Ó meus caros, a questão não é se a criança fica ou não traumatizada, como diz aí, entre outros, uma comentadora que se diz avó (!). Eu admito até que haja crianças que não fiquem traumatizadas se levarem uma carga de porrada todos os dias com um pau do professor, e se tornem homens valentes e bons pais de familia e essas merdas todas. Já aqui li de tudo. A questão, ó meus amigos, é que com trauma ou sem trauma, os pais não devem admitir que uma professora, ou um sapateiro, ou um policia, ou quem quer que seja, feche as bocas dos seus filhos com fita cola! Custa muito entender isto? Que raio de pais e avós são vocês, caramba? Já não há homens e mulheres neste país, ou quê?
E isto e assim ; agora imaginemos que Jesus Cristo tinha decidido chamar a si as criancinhas com um rolo de fita cola numa mao e uma regua na outra.
Livra!
JLS, por fim (desculpem lá este mau-hábito de escrever aos bocados): não tenho nenhum particular preconceito contra a força física por oposição à psicológica, está a falar com a pessoa errada, quanto a isso.
Já que estamos a personalizar, deixo o meu bitaite. Tenho uma filha com 3 anos e meio, com a energia e vontades fortes próprias da idade, e garanto-lhe que não hesito por aí além em recorrer à tradicional palmada no rabo se for preciso. Há toda uma diferença entre isto e inventar castigos esquisitos para aplicar aos filhos dos outros perante a turma em que é suposto as crianças sentirem-se confortáveis e seguras. Garanto-lhe que se a educadora dela recorresse a qualquer método semelhante a este ia ter alguns dissabores. Este tipo de castigo não conduz à marginalidade (claro!), mas é um bom princípio para desenvolver uma má relação com a escola e com a autoridade.
Para acabar: já enjoa o choradinho da vida difícil que os professores têm. Eu sei que têm, que a profissão é difícil (por isso mesmo não é, ou não devia ser, para todos) e, neste país, com muito más condições. Não desculpa que se descarregue nas crianças. Quantos pais que maltratam os filhos o farão por terem vidas difíceis? Passamos a aceitar que o façam?
Ó José Luis Sarmento, você é uma pessoa sofisticada. A Ana Arendt, heim?… E a fita cola “pode configurar um uso ilegitimo da força por parte da professora” Ai pode? Tem a certeza? É melhor reunirmos uma comissão de avaliação para decidir isso.
Eu dava a Ana Arendt à professora.
FuckItAll:
Concordo consigo em tudo o que diz, só contesto o que fica por dizer. A fita-cola é pior pela crueldade e humilhação que representa (ou pode representar; as crianças são todas diferentes e não são necessariamente tão vulneráveis a certos símbolos como os adultos) do que pela sua componente física. E concordo que em contexto escolar há usos legítimos da força.
O que fica por saber é quais são esses usos. Que modalidades do uso da força são permitidas aos professores e quais não são? Não é que eu tenha resposta para isto, mas se o pai pode aplicar uma palmada e o professor não pode, então como é que se faz? Chama-se o pai ao emprego para vir aplicá-la?
Zita:
Tudo se pode e deve relativizar, sob pena de ficarmos horrorizados perante situações triviais e indiferentes perante as crueldades mais horrendas.
Quando vi esta notícia, ontem à noite, até pensei que o Daniel estava a ironizar. Hoje vi-a estampada do Público, com grande destaque, e tenho estado a ler os comentários aqui.
Não, não sou professora, como alguém alvitrou, mas tenho filhos e netos.
Não aceito castigos corporais. Nunca permitiria que um professor batesse num filho meu. Eu própria nunca apanhei, nem na escola nem em casa. E também não eduquei os meus filhos à pancada.
Agora, pôr uma criança, de castigo, virada para a parede, não tem nada de violento. Mesmo a fita-cola – que não existia no meu tempo – não magoa. Em contacto com a pele, a fita-cola não se aguenta muito tempo, e ainda menos se for numa zona húmida, como é a boca.
Pôr uma criança de castigo, quando ela não acata as normas que lhe são dadas, ou não cede a uma repreensão, é indispensável à educação da criança. A criança precisa de saber até onde pode ir. Todas elas tentam ultrapassar o limite. Se as deixam fazer o que querem, isto provoca-lhes um sentimento de insegurança.
Estabelecer regras e limites faz parte as obrigações dos adultos. E as crianças compreendem isso perfeitamente. Sabem distinguir se o castigo é justo ou injusto. Por isso o adulto tem obrigação de lhe explicar por que razão a pôs de castigo.
Interiorizar regras é necessário ao processo de desenvolvimento de qualquer criança.
Ninguém, se lembra de por um adolescente de 14 ou 15 anos, de castigo, virado para a parede. Mas numa criança pequena isso é suficiente para ela se compenetrar de que se portou mal. Isto é dar consciência à criança dos limites a que tem de observar.
Eu própria já pus a minha neta (de 5 anos) de castigo no canto, virada para a parede. Não por muito tempo, nem isso é necessário. E ela não ficou traumatizada. Nem sequer zangada comigo. Reconheceu apenas que, quando está entregue à avó, tem de fazer o que a avó manda. E que isso é para o seu próprio bem, não é um capricho da avó.
Bem, mas receio estar aqui a falar para o boneco. Não educar é tão mais fácil…
Depois não se queixem, quando mais tarde elas lhes vierem pedir contas da não-educação que tiveram.
José Luis Sarmento, não acredito que tudo se possa ou deva relativizar. Mas isso, como é lógico (e como se vê) ficará ao cuidado de cada um. Eu como pai (e como cidadão), condeno em absoluto o acto desta professora.
Quanto à palmada, decido também facilmente: a professora não pode bater no meu filho, a não ser em casos de legitima defesa (que também os há) e a legitima defesa está muito bem caracterizada na lei penal, pelo que não penso que haja muitas dúvidas a esse respeito. Mas isto, volto a dizer, é a minha opinião. Cada pai ou mãe tem a sua linha limite sobre o tratamento que admite que os professores dêm ao seu filho. Mas quanto a isto, felizmente, parece que é mais ou menos consensual na nossa sociedade que os professores não podem bater nos alunos. Pergunta o JLS como é que se faz? Ora, a professora ensina e mantém a disciplina de acordo com o que lhe ensinaram, com o seu bom senso, e com as melhores práticas do ensino. É dificil? Pois, qualquer profissão é dificil, quando é para se fazer bem.
Daniel:
Constituiria verdadeiro serviço público publicar esta caixa de comentários, pois ela é a demonstração inequívoca do nível de muitos dos nossos docentes.
Como e que se disciplinam as crianças e os jovens?
Como e que se pode trabalhar em conjunto tornando a vida em casa e nas escolas lugares onde e bom viver e conviver, aprender e partilhar?
Bom existem alguns livros e autores interessantes sobre essa materia.Mas na ausencia destes talvez um pouco mais de afecto e atençao e sobretudo uma
grande dose de inteligencia conseguissem resolver senao todos a maior parte de todos esses problemas de que tantos vem agora falar.
Olhe que os números têm que ser analisados antes de conclusões.
Eu, por exemplo, votei nela.
Porquê?
Porque é uma das poucas políticas, votei em mais duas, que eu queria que me subjugasse e não parasse antes de eu prometer votar em tudo o que ela quisesse, desde que não fosse matéria de política.
O que é interessante, pela ironia, no post e na maioria dos comentários, é os seus autores comungarem da ideia, correcta, de que a violência é a parteira da História. Apologistas da violência, acabam revelando-se empedernidos pacifistas.
O que fazem, quando equiparam qualquer castigo com o uso da violência, e ao repudiá-lo, é negar a necessidade da violência, quer nas relações sociais, quer na evolução histórica.
Esta gente é também contra a propriedade privada dos meios de produção e, em termos gerais, contra a propriedade. Agem, contudo, como se fossem proprietários dos seus filhos, propriedade na qual ninguém pode tocar.
E também está persuadida, esta gente, de que os seus filhos são o melhor do mundo: crianças com uma compreensão comparável ao melhor dos adultos. Melhores do que eles próprios, os seus pais, e por isso merecedoras de extremada protecção. Só não se compreende porque esta gente não educa e ensina os seus extremosos filhos e insiste em mandá-los para a escola.
Com uma tal ideologia, não admira que os portugueses gozem da legítima fama, vinda de tempos imemoriais, de serem um povo que não se governa nem se deixa governar. São os melhores do mundo, desde criancinhas. E continuam sendo os melhores do mundo quando adultos, porque não deixaram de ser criancinhas.
O país é de memória curta. E contra mim falo. Já ninguém se lembra da escandaleira que foi quando uma docente de uma pré-primária de Cabeceiras de Bastp colou as bocas dos seus alunos com fita-cola. Houve direito a fotos, devidamente fornecidas pela auxiliar de educação da escola. Foi o advento do jornalismo do cidadão contra o estado da Educação em Portugal.
Não sei se a história é verdadeira. Só sei que os castigos corporais há muito foram banidos da escola. E não é imaginável que um professor não saiba isso, pois as didácticas e as pedagogias que aprendeu, enquanto estagiário, insistem no abandono desses métodos.
Sem “lavar” essa história, convém recordar o que um dia escreveu Miguel de Unamuno, a propósito da liberdade: «diz-me se acreditas que a liberdade é deixar crescer um videira, sem lhe colocar esteios?»
Zita:
A profissão de professor é difícil, e nem eles estão à espera doutra coisa. Mas há uma diferença entre difícil e impossível. Não basta dizer “há outras maneiras de”, é preciso dizer quais. Proíbe-se a fita-cola? Então é preciso encarar a hipótese do tabefe. Proíbe-se o tabefe, como eu sou o primeiro a achar que deve ser proibido? Então há que encarar a hipótese das orelhas de burro. Proíbem-se as orelhas de burro? Então tem que se pensar numa outra forma de o professor poder exercer a força necessária, e só a necessária, e quando necessária, sobre o aluno. Mas tem de ser uma modalidade concreta, não uma generalidade qualquer.
A professora em causa, quando optou pela fita-cola em vez de, por exemplo, um bofetão, estaria porventura a pensar que estava a optar pela modalidade de castigo mais branda e que suscitaria menos objecções aos pais. Afinal suscitou fortíssimas objecções.
Se ela tinha alternativas, dê-me um exemplo concreto, e não as prescrições vagas e vazias que ando a ouvir preconizar há trinta anos. Caso contrário ficamos numa situação em que nem o professor, nem os alunos sabem o que a sociedade lhes permite e o que não lhes permite fazer.
INACEITÁVEL!!!
Não há justificação para uma atitude destas,PONTO.
Tenho andado por aqui a pregar aos peixinhos mas ninguém me ouve. Venham às escolas ver o que lá se passa. Venham conhecer os seus problemas. Venham perceber porque é que esta situação e a do Carolina tendem a aumentar, venham ver porque é que os filhos das classes mais desfavorecidas irão, cada vez mais, ser vitimas da verdadeira selecçao de classe…venham lá….
Neste caso, como no do Carolina, não há uma explicação racional, são situações limite com culpas repartidas. Os professores estão no limite da sua capacidade de resitência (era bom que tentassem perceber porquê) e tendem a reagir de forma irracional. Quanto aos alunos, o que se pode esperar de crianças que passam 8h na escola? Pensam que é possivel manter estas crianças 8 horas em situações de aprendizagem formal? Como se apetrecharam as escolas para ocupar estas crianças durante todo este tempo? Simplesmente não o fizeram. Sabem porquê? É simples: porque o ME não lhes dá recursos. Apela à imaginação dos professores, como se isto fosse uma questão de imaginação. O caso, em destaque, para mim é chocante, mas temo que possa acontecer muito pior.
Quanto ao Daniel, continua a tratar questões sérias de uma forma, descupe que lhe diga, irresponsável. Lança achas para a fogueira de uma forma que, a mim que me preocupo a sério com o assunto, me choca…quase tanto como os casos que tem destacado.
José Luís Sarmento,que os alunos precisem que os pais lhes digam aquilo que a sociedade lhes permite fazer é natural,agora os professores tem obrigação de conhecer as leis do Estado de Direito que é Portugal para saberem o que a sociedade lhes permite fazer.É evidente que pode haver interpretações diferentas no entanto existem normas,ou deveriam existir,nas escolas da forma como as questões da indisciplina devem ser resolvidas.Se isso não for suficiente para resolver as questões por se tratar de casos de violencia,temos os tribunais para decidir qual é a interpretação definitiva.Agora justiça pelas próprias mãos não é felizmente permitido em Portugal
Patrícia, o meu ponto é que as leis que regem a actividade dos professores são vagas e contraditórias. Quando o legislador não se quer comprometer com uma coisa nem com o seu contrário não há quem possa obedecer às leis.
Para quem há pouco tempo disse que havia uma enorme gritaria em volta destes assuntos, vejo que continua empenhado em continuar a falar deles.
Continua a escrever, porque lhe convém por motivos políticos: a sua abordagem da indisciplina na escola é meramente ideologica. No caso do Carolina desculpou a aluna, com a suposta ma actuação da professora. Neste caso, apenas pretende mostar que mais uma vez os professores é que agem mal.
Em relação ao caso em questão ele é tipico. Um professor não pode perder as estribeiras, seja em que circunstancias for. E muito menos entrar em cenas destas. Isso é muito dificil, porque a maioria dos alunos de hoje em dia são muito complicados, mal educados, barulhentos e agressivos, e negam a pés juntos aos pais os factos e as prevaricações q fazem.
Em casos como este da fita cola, no fim quem fica mal é a professora, mas foi provavelmente ela que deve ter assistido a alguma cenas daquelas que não lembram ao diabo.
Este caso é também, bem elucidadivo de como funcionam as coisas: os alunos podem fazer tudo e mais alguma coisa, que nada lhes acontece. Já os professores são rapidamente processados.
Daniel, preocupações com linchamentos em praça pública sempre houve! Aliás, creio que não preciso de lhe recordar quem atirou a primeira pedra no caso do Carolina Michaëlis! Dói-me enquanto professora (de Inglês, em Guimarães, ora veja lá a coincidência!) a truculência da opinião pública sobre a figura dos professores portugueses, de como são uns mandriões privilegiados que põem sempre os seus interesses à frente dos dos alunos, quando na maioria dos casos é muito diferente!
É verdade que os alunos não têm culpa de que a professora (já o tirei a limpo, é de facto o caso) seja mais uma das vítimas da precariedade, a recibos verdes, sem as “regalias” de uma segurança social ou de um IRS descontados na fonte, mas com todas as obrigações do professorado! É mais uma miserável com formação superior, que ganha menos do que uma mulher-a-dias, a quem pedem que ensine inglês a vinte e muitas crianças que já passaram cinco horas naquela mesma sala, porque dá jeito que os miúdos estejam ocupados enquanto os pais também estiverem.
As crianças não têm culpa da exploração de que é vítima a professora – não me vai ouvir a dizê-lo – mas posso assegurar-lhe de que há episódios de desobediência reiterada, desrespeito e displicência perante as actividades em que é preciso respirar muito fundo para não fazer algo pior! O não saber como é que se vai sobreviver durante o Verão é capaz de piorar as coisas e fazer alguém perder as estribeiras mais facilmente!
Não terá a ver com o caso, mas digo-lhe também que os pais acreditam em qualquer barbaridade que os filhos lhes digam. E se for sobre professores, ainda pior! No ano passado, um aluno meu queixou-se à mãe que eu tinha tatuagens (por acaso não tenho, mas acho que é algo que só a mim diria respeito), que não dava a aula e que ficava a falar ao telefone, que comia e bebia durante a aula. Posso assegurar-lhe de que NUNCA tive esse comportamento na minha vida profissional e que centenas de alunos meus o poderão asseverar. Ora a mãe, que nunca veio às reuniões de pais ao longo do ano, nem para receber os resultados do filho, alguém que nunca me chegou a conhecer, dirigiu-se de propósito à directora do colégio onde trabalho para me acusar dum comportamento que não é o meu! Infelizmente, esta atitude está perto de ser a regra. À menor suspeita, fundada ou não, de foul-play, o professor é quem recebe todas as críticas.
Voltando ao início, concordo consigo: o comportamento da colega é altamente reprovável; o não ter meios de repreender o mau comportamento, o não poder expulsar um miúdo (6-9 anos) da sala por muito escandalosa que seja a sua conduta (entendo-o bem: no meu colégio também não podemos), e a profunda precariedade em que a mergulham também o é!
José Luís Sarmento as leis a que me referi não são especificas da actividade dos professores,são as leis que se aplicam a todos os cidadãos.Em relação aos professores eles até estão mais protegidos pois todos os actos de violencia para com os professores são considerados crime público.Se o pai ou a mãe de um aluno agredir um professor está sujeito a uma pena mais agravada,do que se o fizer em relação a outra pessoa.
NO FINAL COLOCAREI AQUI O QUE REALMENTE ACONTECEU!!!
Meus caros
Na minha modesta opinião (se me permitirem) colocar fita cola na boca dos “meninos” não é correcto. Foi um erro.
É claramente um erro de alguém que já está em desespero e certamente já tentou “educar” os “meninos” de outra forma mais pedagógica.
Mas foi um erro.
Vamos crucificar? Eu não consigo. Eu estou na escola e vejo todos os dias os comportamento que temos que alterar. Não é fácil. Os professores/funcionários não têm ajuda quase nenhuma nesta matéria.
É óbvio que não se pode encobrir aos nossos filhos um comportamento GRAVE de um adulto perante eles. Mas é grave retirar a autoridade aos professores. As crianças começam por não respeitar os profs, logo passam para a família e logo passam para não respeitar ninguém.
O que eu faria neste caso:
1º – perguntava à minha filha o pq do castigo. Normalmente as crianças são puras e contam a verdade. Logo eu explicaria que ela teria que cumprir as normas de uma sala de aula pois só assim se aprende. E seria castigada por mim. Normalmente é uma semana sem TV. Ao 2º é um mês!!!
2º – iria à escola (e eu vou muitas vezes) perguntar à professora o que se passou. Se eu não concordasse com a professora eu dizer-lhe-ia. E tomaria as medidas apropriadas (na lei).
Caro Daniel
“Uma sociedade que em que um professor justifica uma colega com o que fizeram «os fedelhos» é uma sociedade infantilizada.”
O termo foi infeliz mas é realmente ridículo as manchetes que se fazem (se calhar a pedido pq convém) num caso que não o merece.
Os professores estão fartos de serem ridicularizados, denegridos, apelidados de mandriões, desautorizados.
Pedro Sá
“o comentário do Tiago Soares Carneiro é manifestamente esclarecedor. De que muitos professores se acham com o rei na barriga e que se consideram no direito de fazer o que quiserem com os seus alunos e que os pais têm obrigação absoluta de lhes dar toda a cobertura.”
Está completamente enganado. Eu não tenho esse problema.
Eu tenho a humildade de aceitar os meus erros. Tb erro. Mas nenhum pai me dá reprimendas à frente dos filhos. Se depois vai para casa dizer ao filho que esteve a “ralhar” ao professor, isso já é problema do pai. Cada um sabe da educação que quer dar aos filhos.
Volto a repetir!!! Isto não se aplica a casos graves.
Zita
“E terá sorte se eu não fizer uma peixeirada na escolà à frente dele ou dela. Que vocês aceitem isso e aplaudam, é convosco. Há pais para tudo. E nem estou minimamente interessado na treta da perda da autoridade”
Pois é. Há pais para tudo.
Loura
“Se os professores dos meus filhos forem injustos ou abusarem de autoridade com eles, falo com os professores, mas os meus filhos nunca o sabem e acho que todos deviam fazer o mesmo.”
CLARO como água.
Volto a repetir!!! Isto não se aplica a casos graves.
AGORA A HISTÓRIA REAL (recebi por email):
Sei o que se passou na escola de Guimarães e até foi uma mãe no próprio dia em que isto foi noticiado numa rádio local desmentir e contar a imprensa o que lhe tinha contado o próprio filho. O filho que estava na aula quando se passou esse episódio disse que estava a turma toda a colar folhas rasgadas que tinham, e a professora estava ajuda-los, no entanto estavam a fazer barulho quando a professora começou a mandar calar, ao que não se calaram. Depois então disse a um dos alunos que lhe poria fita cola na boca se não se calasse e este imediatamente lhe disse. “ponha professora, ponha” ela pôs e foi a risada total na turma até que mais dois alunos também lhe pediram o mesmo, mas ela acabou com a BRINCADEIRA e tirou logo a fita da boca do miúdo. Isto é o q?? agressão?? (atenção que isto foi contado por um aluno). Isto é um energúmeno de um pai que por algum motivo resolveu que queria ser manchete.. e já agora, sabem quem é esse pai?? O BRUXO DE FAFE. Sem comentários. Já que estamos na onda de queimar professores, bora lá queimar mais um. Haja vergonha neste país. A começar pela comunicação social.
É fácil crucificar os outros.
Nós somos sempre perfeitos!!!
Os nossos filhos são sempre uns “anjinhos”.
É bom bater nos que estão por baixo.
Fiquei com uma baleia atrás da orelha ao saber desta história pelo que tentei descobrir mais e encontrei o seguinte comentário no Público, que considero pertinente para a nossa reflexão a respeito dos tais julgamentos na praça pública:
“02.04.2008 – 15h45 – Miguel, Celorico de Basto
Isto está a chegar a um ponto onde até a palavra ridículo já nem assenta bem. Sei o que se passou na escola de Guimarães e até foi uma mãe no próprio dia em que isto foi noticiado numa rádio local desmentir e contar a imprensa o que lhe tinha contado o próprio filho. O filho que estava na aula quando se passou esse episódio disse que estava a turma toda a colar folhas rasgadas que tinham, e a professora estava ajuda-los, no entanto estavam a fazer barulho quando a professora começou a mandar calar, ao que não se calaram. Depois então disse a um dos alunos que lhe poria fita cola na boca se não se calasse e este imediatamente lhe disse. “ponha professora, ponha” ela pôs e foi a rizada total na turma até que mais dois alunos também lhe pediram o mesmo, mas ela acabou com a BRINCADEIRA e tirou logo a fita da boca do miúdo. Isto é o q?? agressão?? (atenção que isto foi contado por um aluno). Isto é um energúmeno de um pai que por algum motivo resolveu que queria ser manchete.. e já agora, sabem quem é esse pai?? O BRUXO DE FAFE. Sem comentários. Já que estamos na onda de queimar professores, bora lá queimar mais um. Haja vergonha neste país. A começar pela comunicação social.”
“Paulo J. Vilela, não tenho qualquer tolerância para quem acha que tapar a boca de crianças com fita-cola é aceitável. Nenhuma! Zero! E nem disse aqui o que faria se algum professor (ou seja quem for) o fizesse com a minha filha. Aí veria até que ponto vai a minha intolerância nesta matéria.”
Daniel,
Nem sequer escrevi que concordava ou discordava da atitude da professora.
Mas já agora fica a saber que discordo dela. Acho-a completamente desajustada e desproporcional.
Venho ao seu blog diáriamente mas raramente comento.
Apenas me insurgi contra a sua reacção.
Dizer que a insanidade é absoluta é insultar (não existe outra forma de o dizer) quem aqui vem e deixa o seu comentário. Mas tão grave quanto o insulto é a sua tentativa de acabar imediatamente com o debate com este tipo de afirmações.
Repito, este espaço é de livre acesso e o Daniel sabe que, quando aqui deixa um post, pode ter opiniões favoráveis e outra menos. Cabe-lhe a si, enquanto figura pública, abertamente defensor de direitos, liberdades e garantias e, acima de tudo, de tolerância (tomo como exemplo a questão do islão) não cair nesse tipo de contradições.
Isto é completamente off-topic e o Daniel pode achar ridículo eu dedicar tantas palavras a esta questão mas, com toda a honestidade, o assunto educação (ou falta dela) está a ser expremido de tal maneira que começa a perder toda a relevância e ,como tal, não me apetece dizer mais nada sobre ele.
Acho que deviam ser todos castigados:a professora, os alunos, os pais dos alunos e os pais dos pais dos alunos, pois não souberam transmitir aos filhos a educação que estes não deram aos netos.
José Luis Sarmento, sinceramente, não percebo as suas dúvidas. Se se proibe a fita cola é preciso encarar o tabefe? E orelhas de burro? Nem uma coisa, nem outra, como é óbvio. E a professora em causa achou que estava a optar pela modalidade mais branda, ao fechar a boca aos alunos com fita cola? Deviam então os pais estar agradecidos, suponho. No Natal vai receber um cabrito esfolado e três quilos de bacalhau de cada pai. A questão é a seguinte e qualquer pessoa entende: os professores não devem bater, nem inflingir outro tipo de castigos humilhantes. Ponto final. O professor, repito, desenvecilhe-se como quiser, o problema é dele, que o profissional é ele, mas não faça isso. Simplesmente, porque eu, como pai, não admito. Em termos simples: bater e humilhar, não. Não me parece que interpretar isto constitua uma grande angústia para quem quer que seja, incluindo os professores.
JC, se admites que a professora dos teus filhos lhes tabe a boca com fita cola, o problema é teu e dos teus filhos. Não tenho nada a ver com isso. Eu, pessoalmente, acho tal atitude execrável e não o admito. Deve ser por ser de extrema esquerda e contra a propriedade privada dos meios de produção e tal… Mas admito que haja pais que fiquem felizes com isso, enfim…
Numa turma estava uma professora e várias crianças a trabalhar com papel e fita-cola. As crianças estavam irrequietas, não se calavam, e a professora, na brincadeira, ameaçou-os que lhes punha fita-cola na boca. Um dos miúdos respondeu: “Ponha, professora, ponha!” A professora pôs, perante o riso deliciado de todos, incluindo o próprio. Ao verem aquilo as outras crianças também quiseram, e a professora fez-lhes a vontade. Depois achou que já chegava de brincadeira, tirou-lhes a fita-cola e a aula prosseguiu em boa paz e perfeita normalidade.
Em suma: aquilo que eu já suspeitava ser quase inócuo revelou-se afinal perfeitamente inócuo.
Tudo teria ficado por aqui se entre os pais das crianças não estivesse o famoso “Bruxo de Fafe”, que viu neste episódio uma oportunidade de se promover. E vai de apresentar uma queixa por maus tratos contra a professora. E imediatamente – até parece que por bruxaria – se transformou uma banalidade num horror.
Moral da história: ninguém diga que não se deixa enganar por bruxos. Nem mesmo gente tão culta e sofisticada como o Daniel Oliveira.
Garantiu-me, hoje, quem conhece o caso, que a exploração do mesmo é obscena. Aquilo foi, uma espécie de contrato lúdico que a professora estabeleceu com os alunos: «quem falar, leva um adesivo na boca!». E os “putos” até se divertiam com isso.
O pai é um tipo especial. Pode ser que ainda se venha a falar dele, por outras razões, garantiram-me.
Naturalmente, tudo serve para notícia, porque a notícia é, hoje, o que pode desencadear emoções, mesmo que sejam baixas e injustas. É a sociedade do circo, com feras na arena, macacos e tudo o resto…
Daniel, caíste no conto do vigário… Tu e alguns jornalistas, que deviam ir de castigo para o quadro escrever 100 vezes que uma notícia o é quando confirmada por duas ou mais fontes. O caramelo que escreveu esta não fez os trabalhos de casa.
A fonte utilizada é um bígaro profissional, o Bruxo de Fafe. A estorinha, contada pela mãe de outro aluno remete para uma brincadeira feita a pedido dos miúdos.
Cito de dois comentários escritos no Público;
“Sabiam que a notícia , no mesmo dia ,foi desmentida por um aluno da turma aos microfones da rádio (gravada)e divulgada às 8 horas ?Sabiam que foi um “brincadeira inocente” na tentativa de os cativar e que a fita não chegou para todos? Sabiam que todos queriam entrar na brincadeira? Sabiam que a fita não colava? Sabiam que ninguém ficou de costas para a parede? Sabiam que o executivo sabe a verdade sem precisar de ” inquérito interno”? Sabiam que o pai ameaçou a professora dentro e fora da escola, onde quer que a encontrasse? Sabiam que a autonomia das escola é uma falácia? Sabiam que os professores têm de obedecer à “lei da rolha”? Sabiam, sabiam…? Todos sabem…Ninguém age. A verdade diz-se off record. Alguém conhece o pai do menino? ”
“é que atendendo à profissão do Sr., Fernando Nogueira – bruxo diplomado- não podemos excluir a hipótese de ser ter tido alguma visão do além? Bem, se tivesse este rigor não tinha notícia para apresentar?”
O que me parece óbvio: o Bruxo de Fafe decidiu auto-promover-se à conta de uma mentira. A CONFAP dos 150 000 Euros aproveitou, porque tem de prestar serviço. E pelos vistos há quem tenha caído na esparrela…
Agora fora desta parvoíce (não o deve ser para a visada, é claro), duas coisas que digo eu:
- Nem se tratava de uma professora nem de uma aula de Inglês. A senhora em causa é contratada pela Câmara para guardar os meninos que já tiveram a sua dose diária de ensino, mas que o ministério acha que devem ficar na escola, sem estar sequer à guarda de alguém a quem se exija preparação para o fazer. O precariado aceita o trabalho, remunerado ao nível de caixa de supermercado, porque o desemprego obriga.
- Os comentários que se vão lendo aqui, e nos jornais, mostram-nos a família portuguesa no seu pior: porrada nos putos, era mas é à reguada, no meu tempo é que era bom, só se perdem as que caiem no chão… A discussão da violência nas escola no seu melhor, o puro nojo. Não nego com isto que muito mais nojo me mete um profe que agride os seus alunos, como era prática corrente no meu tempo. Só que se alguma coisa mudou foi precisamente o estarmos no tempo em que é mais fácil acontecer o inverso.
Adenda: se queres tratar da violência nas escolas, podes pegar no assunto onde ele é mais violento, popular, e preocupante. Basta uma pesquisa no youtube por “porrada hi5″. Tem 641,462 visualizações, qualquer coisa como metade dos alunos portugueses já o viu, comentou, fizeram remakes, o diabo a sete. Como não mete profes, ainda não apareceu na televisão (que eu saiba)…
José Luis Sarmento, o grave no meio disto tudo, nem sequer é o caso que nos é apresentado. Se foi brincadeira, tudo bem. Mas grave mesmo, e ridiculo, é haver tantos comentários de malta disposta a relativizar e a justificar um castigo de colar fita cola na boca dos miúdos durante uma aula, virados para a parede, com o argumento de que assim é que se fazem cidadãos, que as crianças não ficam traumatizadas com isso, de que coitados dos professores não sabem o que fazer, que pior seria bater, que pior ainda seria comer muitos chocolates, etc, etc. O que se descobriu aqui sobre o que muitos pais (!) pensam do que uma professora pode fazer aos seus filhos é que me espanta e indigna. Não é este caso concreto, que afinal não existe.
Caro Daniel Oliveira,
Para além das crianças e do que se passa nas escolas, agora começo a ficar preocupado com os adultos portugueses.
E também com os jornalistas.
Este comentário aí em cima do João Cardoso que desmente a notícia é verdade?
Patrícia, as leis a que se referiu são as que regulam as relações entre todos os cidadãos, mas as leis a que eu me referi são as que regulam especificamente o poder dos professores sobre os alunos. E das duas, uma: ou recusamos que tais leis existam, como a Joana Amaral Dias nos Prós e Contras, por acreditarmos que o carisma do professor deve ser sempre sempre suficiente para lhe assegurar a autoridade sejam quem forem os alunos e sejam quais forem as circunstâncias, ou atribuímos aos professores poderes específicos, para que ele saiba até onde pode ir no uso da força.
O que não podemos é ter leis vagas, contraditórias e ambíguas emanadas de um legislador que não se quer comprometer com nenhuma posição concreta. Nem podemos dizer, como você diz, que o problema é do professor e ele é que tem que o resolver. Seria assim se o professor não estivesse vinculado ao cumprimento de leis; mas uma vez que está o problema é do Estado.
Uma auxiliar de acção educativa queixou-se aos pais dos alunos que o professor da escola básica de Lagos, em Vila Nova de Gaia, maltratava os alunos. Consistia o procedimento do docente em colocar, na boca dos alunos – todos com necessidades educativas especiais e epilépticos -, pedaços de papel, com o fim último de os calar. Como consequência (natural), os pais apresentaram, em Março, uma queixa-crime. O professor, encontra-se, assim, afastado da escola, apesar da decisão definitiva do tribunal ainda não ser conhecida.
Uma outra queixa do mesmo teor, manifestada pelos pais de três crianças, agora na escola básica do Salgueiral, em Guimarães, foi também apresentada no tribunal, acusando a professora de maus tratos, ao proceder ao fechamento da boca dos alunos através duma fita adesiva, impedindo, portanto, os discentes de falarem ou mesmo bocejarem.
Posto isto, é caso para dizer a falta que um telemóvel faz nestas ocasiões.
“ouviu as exigências do país” se acha que este metodo de tortura são as exigências do país então percebo porque está o bloco de esquerda tão pindericamente representado na AR.
A proposito desse facto, inventado por bruxos ou nao a verdade e que muita gente se uniu num coro lastimavel em favor de mais insultos aos pais e familiares, de mais bofetadas e puniçoes as criancinhas .
Tivessem elas a idade que tivessem.E essa demonstraçao de falta de respeito
por crianças jovens e pais foi o ponto alto
( embora de um ponto de vista bastante baixo ) o
que mostrou as relidades onde certas pessoas se movem.Portanto respirar de alivio porque afinal nao era nada nao basta.
Àqueles que agora cantam vitória sobre o que realmente se passou na escola do Salgueiral: será que ainda não perceberam que o facto relevante neste post não é a notícia mas a caixa de comentários?
João, a propósito da sua adenda, era sempre bom lembrarmo-nos que, no que toca à violência na escola, os alunos são por definição os primeiros a ser agredidos, mais e mais continuadamente (uns pelos outros, sim, nem é preciso ir para casos de maus tratos por professores). O que me leva ao segundo comentário: em toda a conversa sobre “o estado a que isto chegou nas escolas” tem-me parecido sempre largamente esquecido que o objectivo do sistema escolar são (deviam ser) os alunos; e que se tem tendido a fazer recair sobre eles a responsabilidade de todos os problemas. Isto desconcerta-me, que nenhuma das categorias de adultos envolvidos (pais, professores, funcionários, administrações escolares e ministerial) se responsabilize por absolutamente nada, e que as crianças/jovens sejam vistos como uma espécie de “demónios no seio de nós”. Volte-se ao patético caso do telemóvel: porque é que se assume que o único adulto presente não deve ser responsabilizado também pela situação? Como é que isto não foi processado disciplinarmente dentro da escola, e o tem que ser através da comunicação social e dos tribunais? Não estou a desculpar, é claro, a histeria mal-educada da criança. Mas todo este sacudir da água do capote para cima de quem menos voz e poder tem, numa matéria que os afecta sobretudo a eles, me faz muita confusão.
FuckItAll, duas pequenas observações: concordo que o aluno deve ser o objectivo da escola, mas acrescento que o «eduquês» não pretende fazer dele o objectivo, mas o centro; e o centro não deve ser, nem o aluno, nem o professor, mas sim o ensino.
A segunda observação tem a ver com o seu pressuposto (parece uma evidência, não parece?) de que o aluno é quem tem menos poder na escola. Isto não é verdade: nas escola quem tem mais poder objectivo são os alunos; estejamos gratos pelo facto de a maior parte deles optarem por não fazer uso de todo o poder que têm. E quem tem mais voz junto dos media e do poder político são os pais, pelo menos enquanto os professores não começarem a mover-lhes processos cíveis e a exigir-lhes indemnizações avultadas sempre que tiverem razão para isso.
José Luis Sarmento as leis que se aplicam em relação ao uso da força são iguais para todos os cidadãos,ninguem pode utilizar a força fisica ou psiquica em relação a outra pessoa,se o fizer fica sujeito a procedimento criminal.O que me parece é que há uma certa confusão entre violencia e indisciplina.Os actos de violencia devem ser participados ás autoridades.Para os actos de indisciplina,cada escola colectivamente deve decidir qual a punição a aplicar nestes casos com regras claras do conhecimento tanto de alunos como de professores.
JLS, eu queria referir-me a poder e voz perante os centros de debate de onde emanam decisões sobre o sistema.
E o ensino não existe em abstracto, existe nas relações entre os vários agentes do processo educativo. E nessas relações, parece-me a mim, o aluno tem que ser o centro.
Tirando isso, suspeito que estamos de acordo quanto à necessidade de reformar profundamente objectivos, conteúdos e métodos de ensino. Três exemplos só, para confirmar se estamos ou não, grosso modo,de acordo:
1. É inaceitável que se tenha tornado o processo de avaliação (dos alunos) em algo que muda todos os anos e que visa apenas melhorar as estatísticas de sucesso escolar, impedindo com estas mudanças que os alunos percebam como estão (ou não) a progredir ou que façam qualquer planeamento dos estudos a mais do que o curto prazo. É também uma forma de tornar irreparável o insucesso real da aprendizagem, que só é detectado tarde demais para ser corrigido.
2. Acho igualmente inaceitáveis as alterações de conteúdo programático constantes, sobretudo as que seguem lógicas como aquela que retirava a leitura dos clássicos da literatura portuguesa para substitui-la por textos de jornais, internet, etc. O argumento era que os alunos estavam mais familiarizados com estes últimos. Então a escola está lá para lhes ensinar o que eles já sabem?! Para isso deixem-nos ir brincar, não vale a pena. Mas há outras lógicas igualmente perversas, como a de querer inserir constantemente novidades (como se o ensino básico e secundário servisse para criar cientistas de ponta, e não cidadãos com bases de formação sólidas).
3. Por fim, claro que é indispensável que haja formas rápidas e expeditas (desde que se garanta que sejam justas) de um aluno ser punido disciplinarmente quando pisa o risco. No meu tempo de liceu, se bem me lembro, as queixas eram processadas com muita rapidez e as sanções aplicadas em tempo útil. E era dissuasor (embora não se vá nunca evitar completamente problemas, e felizmente: são miúdos, não são robots). Desconfio que isto deve variar de escola para escola; e que agora há mais entraves, mas também que há uma enorme demissão dos professores em actuarem. Pode haver razões para isto, mas não se pode também aceitar.
A colega não precisava se comportar desta forma. Mas acredito sinceramente que os pais é que deveriam ser punidos pelos atos tresloucados e de mau gosto de seus filhos. Afinal são eles que os “educam” ou pelo menos tentam.
Esses dias vi uma cena pavorosa no Shoping.
Uma criança de mais ou menos uns oito anos dizendo para a mãe aos gritos: Você vai comprar. Você vai comprar agora o que eu estou pedindo…
Me digam sinceramente, são os filhos ou os pais que devem ser punidos? Será que os pais dessa criança não esqueceram de nada?
Gente!! Aonde é que foi parar o limite??????
e quando as criancinhas se tonarem uns selvagens , que vai processar os paizinhos ???
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Nem merece comentários:
-a escola
-os pais
-o país.
Um basismo e uma tristeza de mal-entendidos.
Vi.
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E podiam ouvir música no telemóvel, ou isso é só em francês?
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Bem, a ser verdade fica a questão: Será que será apresentada queixa em tribunal ou ficará tudo no âmbito da escola? Por uma questão de coerência… Isto sim já poderá ser caso de Justiça…
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Há vários casos semelhantes nas escolas do 1ºciclo do EB,mas muitos pais não apresentam queixa.Aqui na freguesia onde moro existe uma escola do 1º ciclo onde várias crianças do 1ºano se queixaram de levar com uma cana na cabeça,de lhe darem puxões de orelhas.A queixa não avançou porque a professora pediu transferencia de escola.É provavel que quando tiverem quinze anos se lembrem da professora lhes bater com a cana na cabeça quando tinham 6 anos.
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Quando eu andei na escola, a autoridade da escola era reforçada pela família , e a da família reforçada pela escola. Se eu fosse para casa queixar-me da fita cola o mais certo era levar outro castigo lá em casa ,ah pois era , por não me saber comportar num espaço fundamental para o meu crescimento. Os pais confiavam no descernimento dos professores e vice versa.
Mas pronto agora estamos numa época em que as pitas de 13 anos saem à noite pros copos com o consentimento dos papás que precisam da noite livre para irem também e encontram-se todos lá , na curte: profs , pais e filhos.
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Aulas de Inglês… que sorte, o meu não tem…
Virados para a parede, concordo plenamente.
Fita-cola na boca? Sinceramente, depende do tipo de mau comportamento… há verdadeiras pestes nessas idades.
A questão é: se são mesmos muuuito mal comportados, os pais que processaram a professora não lhes farão muito pior em casa?
Há muitas maneiras de acalmar uma criança. É bem vindo em http://papalvosdotcom.blogspot.com para ver algumas delas.
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Viradas para a parede, ainda por cima sentadas. Que horror! Que barbaridade! Fita-cola na boca? estavam amordaçadas! A professora devia ser taliban. Os pais, deviam tê-la apedrajado, até à morte, pois claro! As HC (horíveis criancinhas), apenas estavam a exercer o seu legítimo direito, de serem mal comportadas.
A escola foi muito branda com a professora. Deveria tê-la condenado a 350 chicotadas.
Tenho dito.
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Não me surpreende nada que surjam agora, em catadupa, exemplos de excessos por parte de professores, quanto mais não seja, para (os do costume) poderem argumentar que os professores também erram e que sempre são responsáveis pela confusão que (não – nunca sei de que lado está a maré de opiniões) grassa na escola pública.
Para que não haja um linchamento em praça pública, urge que se saiba se o episódio se passou com uma professora, licenciada/bacharel, com formação pedagógica, devidamente colocada / contratada, com direito a 14 salários por ano; ou se se trata de uma desgraçada a RECIBOS VERDES, a receber pouco mais de SEIS EUROS À HORA, à mercê da exploração da Câmara Municipal de Guimarães, que teve o azar (ou sorte, porque seis euros sempre são melhores do que nada para quem não tem melhor) de fazer de monitora de ATL em jeito de “Relou, aim ior ingliche titcher”, de fim de dia, e que se passou perante o comportamento dos anjinhos, que não a vêem como professora, mas como o bombo da festa!
Estar virado para a parede de fita-cola na boca é mau, e não a quero desculpar, mas, para um desespero desses, tenho a certeza que lhe passou fazer coisa pior pela cabeça!
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Daniel, não sejas tão dramático, ninguém exigiu castigos desses género.
Mas já agora aproveito para dizer que a aluna do Carolina Michaelis já tinha sido castigada sendo mandada para a biblioteca da escola (tal como o professor charrua).
É assim que o ministério da educação trata as bibliotecas, como lugares de castigo… depois admirem-se que os putos não gostem de ler ou de frequentar bibliotecas.
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Hiiiii, que trauma do catano.
Fita-cola e tromba virada para a parede.
Coitada da parede.
Não sei bem o que caberá dentro do conceito de maus-tratos infantis; receio que nem esses três ímpares pares de pais o saberão, e como a ignorância lhes gerou medo, agiram desta notável forma.
Tudo para o tribunal!, toda a leviana estupidez do país tem de ser levada a juízo, nem que seja apenas pela contraposição…
Não façam isto às crianças, dêem-lhes antes chocolate generosamente, assim chegarão aos quarenta com a saúde arruinada, e uma medonha educação alimentar; é dar-lhes hábitos e meios para decaírem.
Nova definição de educação: castigos diferidos.
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Desculpa lá, não tem nada a ver com isto… mas ó Daniel, no inquérito aqui ao lado a Ana Drago já está com mais 10 votos do que o Louçã!
O inquérito tem de ir abaixo! Qualquer dia és excomungado do Bloco!
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Enforquem-na!!!
Que malvada!!!
Isto é ridículo. Agora tinham que arranjar uma notícia de maus tratos de uma professora aos alunos.
Esta COLEGA errou no método de reprimenda. O que fizeram os fedelhos? Será comportamento repetitivo? Estaria já desesperada?
Quantas lambadas eu levei? Nem têm conta!!!
Fiz alguma vez queixa aos meus pais? Nunca!!!
Porquê! Porque eles sabiam dar-me MAIS educação.
Ele errou. Isso é óbvio. Mas cabe aos pais que ouvem as queixas dos filhos não retirarem a autoridade aos professores. Nada pior do que os filhos irem para a escola a saberem que os pais repreenderam ou ralharam à sua professora. Os filhos nunca devem saber das medidas que os pais tomam quando não concordam com uma atitude de um professor (mesmo que má). Principalmente nestas idades.
Estes meninos, a partir de agora, serão os REIS do Mundo.
Pais, nós professores estamos na escola para ensinar e educar os vossos filhos. Queremos-lhes bem!!!
Ridículo.
Enforquem-na!!!
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e os coitadinhos ficaram recalcados ? foi ?
sei que veio da imprensa escrita….mas era a peta do 1 de Abril, não era ??
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«Esta COLEGA errou no método de reprimenda. O que fizeram os fedelhos? Será comportamento repetitivo? Estaria já desesperada?»
Bem, já estamos no ponto em que pomos uma adulta e um miúdo de sete anos no mesmo plano. Daqui a pouco chegamos ao bersário. Uma sociedade que em que um professor justifica uma colega com o que fizeram «os fedelhos» é uma sociedade infantilizada.
Leio aqui alguns outros comentários e fica-me a esperança que não sejam pais ou que sendo escrevam estas coisas sem pensar muito no assunto.
Tita, fico contente por agora começar a haver a preocupação de um julgamento na praça pública. E posso saber que culpa têm miúdos de sete ou oito anos da professora estar a recibos verdes?
Grande parte dos comentários são a achar normalíssimo que se ponha fita cola na boca de uma criança. A insanidade é já absoluta. Desisto.
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Proponho que se envie uma equipa psi-socio-whatever com a Joana Amaral Dias e o DO, para apelarem ao bom senso e prestarem declarações ao “24 horas” e ao Correio da Manhã.
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A professora que fez isto é uma besta. E não vale a pena tentar arranjar justificação para o sucedido porque ela não existe.
Já nem vou falar da cobardia que é fazer isso a crianças.
A justificação do dinheiro então é simplesmente estúpida. E eu não estou a falar de uma postura sobranceira de alguém que tem um ordenado de mil euros ou mais. Nem 500 nem 100. O meu marido ganha 4 euros à hora e não faz isso. Nem nunca faria… tenhamos em atenção sobretudo: A CRIANÇAS!
Se existe alguém que não tem culpa de tal selvajaria neoliberal são as crianças. Os pais até podem ter… mas as crianças…
Anda uma certa histeria à volta dos telemóveis e da indisciplina. Uma criança não tem 15 anos. Não é que a de 15 seja adulta, porque não é, mas também não é criança. Uma criança que tenha 8 anos ou 10 é simplesmente indefesa, sobretudo (e não podemos ignorar este factor) do ponto de vista físico.
E não vale a pena virem com o argumento enjoativo e repetido ad nauseam do eduquês e do mito do bom selvagem, que todos nascemos intrinsecamente bons, porque não se trata disso. Trata-se simplesmente do respeito que devemos ter pelas pessoas. E só por acaso, os “putos” são pessoas… pequeninas, mas são pessoas.
Daniel, tenho que te dizer, e isto pode ser baseado na “fé”, mas não acredito que isto seja regra. Agora, um caso já é mau, de facto, quanto mais 10 ou 100 (escolha aleatória de números).
Este meu comentário prende-se com a circunstância de a referida notícia ser verdadeira. Sim, porque só o mais incauto cidadão é que não põe em causa nos dias de hoje a veracidade das informações que lhe chegam.
Ou este blog não tinha o nome que tem, certo?!
Mas acredito que, infelizmente, tenha acontecido.
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Muito bem.
Pelo que li aqui nesta serie de comentarios
( e noutros em outros lugares)
vamos todos unir-nos na “cacetada as criancinhas!”
Sim senhor que maravilha.
Quando os putos se portarem de maneira que a gente nao goste va de estalada e pontape, fita cola e mais sei la o que porque assim e se “edunca”.
Nem nos melhores tempos do salazar–que neste
momento deve estar a dar voltas na cova sentindo a maior satisfaçao.
Fantastico!
Agora sim e que isto vai andar para a frente.
Ve-se bem o que esta a acontecer a este pais.
Entao “ta ban ” façam isso e depois quando ficarem velhinhos e sem força logo se verao os resultados.
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Com fita cola na boca? Em meninos de sete anos?
Além da violência psicológica , há aqui um abuso físico.
Parece-me claramente matéria criminal.
Não deveria o PGR intervir?
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“A insanidade é já absoluta. Desisto.”
Ora bolas! Então desista! Porque se não tem estofo ou o raio que lhe queira chamar para aceitar opiniões livres num espaço de debate que se apelida de livre, não está a fazer rigorosamente nada! Nada!
Aliás, não é de agora que demonstra abertamente a sua intolerância para com opiniões contrárias às suas. E esse será sempre o seu pecado. Poderá argumentar de forma brilhante, falar de forma brilhante e escrever do mesmo modo mas enquanto não tiver a flexibilidade de aceitar livremente as opiniões de outros, Daniel Oliveira, o senhor não valerá mais do que as suas palavras.
Passe bem.
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Patricia 1 Abr 2008 às 22:58
Como pode ler pelas várias intervenções quer o seu ponto de vista quer o de Daniel Oliveira não colheram muitos apoios.
Mas eu estou ao vosso lado, mais do seu é claro!
Estive mesmo agora a ler a biografia do Charles Manson, (em inglês obviamente), que eu também comecei, por acaso na 2ª classe, a estudar línguas.
E que diz ele?
Pois que não se sente culpado, porque ainda estava a chorar quando matou a Sharon Tate, e isto porque desde os cinco anos que anda atormentado com a imagem de um Kinder Chocolate que um miúdo lhe tirou no jardim infantil e veio a professora aos grandes berros castigá-lo só porque ele disse a f Word.
Se a Patrícia (não é da escola pois não?) for psicóloga marque-me uma consulta.
Já agora berçário está mal escrito.
É nele que se aprende a escrever bem.
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Lembro-me da minha professora do ensino básico, a D. Graça que nos acompanhou da primeira à quarta classe.
Toda a gente gostava da D. Graça, nós, os pais, etc..
Acontece que a D. Graça, desde a segunda à quarta classe passou por um processo de divórcio muito difícil, e sendo uma pessoa nervosa o inevitável aconteceu.
Descontou em nós, nos alunos indisciplinados. Cometiamos horrores como: chegar atrasados do recreio, levantarmo-nos da carteira se ela se ausentava, não saber responder se éramos chamados ao quadro.
O remédio era o mesmo: bofetadas na cara. Imensas bofetadas.
Mas talvez a maior parte dos comentadores ache normal que uma criança de sete anos leve uma bofetada que façam os seus óculos voar de uma ponta à outra de uma sala de 20m2.
Enfim… sinceramente se eu voltar a ver a D. Graça (que, espero , nunca mais tenha ensinado) vou dizer-lhe uma ou duas palavrinhas acerca do que penso dela. Mas na altura era regra.
Era o 80, como esta professora, mas era a regra.
Tristes tempos estes em que as únicas opções são os extremos irracionais…
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Um colega meu também levou fita cola na boca durante a primária e não ficou traumatizado. Conheço muita gente que ficou de pé virado para a parede para a parede e não se tornaram marginais por causa disso.
Que exagero, as pestes não estão quietas e caladas e uma coisinha como por virado para a parede e fita cola na boca, cai o carmo e a trindade.
Os paizinhos dos meninos defendem o quê, afinal? Castigos como no tempo deles?
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Fico pasmo. Mas vocês são pais?! Ó meus caros, um professor que tenha a ousadia de colocar o meu filho virado para a parede com fita cola na boca durante uma hora é processada, no mínimo. E terá sorte se eu não fizer uma peixeirada na escolà à frente dele ou dela. Que vocês aceitem isso e aplaudam, é convosco. Há pais para tudo. E nem estou minimamente interessado na treta da perda da autoridade da professora perante os meninos, patatipatata. Ninguém lhe coloca fita adesiva na boca e ponto final. Guardem-na para os vossos filhos. Eu não acredito que quem critique aqueles pais, seja também pai ou mãe. Não acredito simplesmente. Tá tudo doido, ó quê?
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“Grande parte dos comentários são a achar normalíssimo que se ponha fita cola na boca de uma criança. A insanidade é já absoluta. Desisto.”
Totalmente de acordo consigo, Daniel. No entanto, acho que também deveria desistir de “considerar como certo” tudo o que se diz na CS acerca dos professores. E seria interessante investigar (um jornalisata pode fazer isso melhor que eu) se se trata de uma professora mesmo ou de alguém que o ME pôs, através da Câmara Municipal, a ensinar inglês a criancinhas como se o estivesse a fazer a adultos…
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Tadinha da profe…e tinham telemóveis, os malandros?
Abraço,
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Meu caro Daniel, concordo em absoluto com o que escreve no post e neste último comentário.
E o comentário do Tiago Soares Carneiro é manifestamente esclarecedor. De que muitos professores se acham com o rei na barriga e que se consideram no direito de fazer o que quiserem com os seus alunos e que os pais têm obrigação absoluta de lhes dar toda a cobertura. Lamentável.
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Subscrevo inteiramente o último comentário do Daniel.
Quando vejo comentários como:
“Virados para a parede, concordo plenamente.
Fita-cola na boca? Sinceramente, depende do tipo de mau comportamento… ”
“Fita-cola na boca? estavam amordaçadas! A escola foi muito branda com a professora. Deveria tê-la condenado a 350 chicotadas.”
“urge que se saiba se o episódio se passou com uma professora, licenciada/bacharel, com formação pedagógica, devidamente colocada / contratada, com direito a 14 salários por ano; ou se se trata de uma desgraçada a RECIBOS VERDES, a receber pouco mais de SEIS EUROS À HORA”
“Coitada da parede.”
“Esta COLEGA errou no método de reprimenda. O que fizeram os fedelhos? Será comportamento repetitivo? Estaria já desesperada?”
“e os coitadinhos ficaram recalcados ? foi ?”
O problema meu caro é que boa parte dos que comentaram são provavelmente professores, o que é por demais revelador…
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Tristeza de comentários. Ou não são pais ou os filhos são anjinhos; há professores que odeiam os alunos, os pais dos alunos, a escola, o sistema, o ministro, o governo, patati…patatá, e alguns devem andar por aqui.
Mudem de emprego.
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Paulo J. Vilela, não tenho qualquer tolerância para quem acha que tapar a boca de crianças com fita-cola é aceitável. Nenhuma! Zero! E nem disse aqui o que faria se algum professor (ou seja quem for) o fizesse com a minha filha. Aí veria até que ponto vai a minha intolerância nesta matéria.
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Pergunto-me se as pessoas que usaram tanta ironia, sarcasmo, e cinismo nos comentários, terão filhos… e será que estes gostam dos Pais que têm?
O meu filho de 8 anos portou-se mal na escola, a professora adverte-o e comunica-me a situação. Em casa falei com ele, e expliquei por A + B que ele foi incorrecto etc, etc. Acreditem ou não, ele percebeu!
Oh Isabel Coutinho, você numa “posta” anterior desabafou que alguns comentadores neste blogue “só à chapada”. Eu concordo! Até lhe peço a si e aos restantes, que se coloquem em fila que eu faço esse jeitinho.
Fita cola na boca de uma criança… para atingir que objectivo???
Mas que carneirada…
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Venho só compatilhar a minha experiência.Tenho 51 anos e andei num infantário dos 3 aos 6 anos onde a educadora me punha fita cola na boca na hora de dormir porque eu não me calava.
Traumatizada eu???? Nunca.Mas hoje sou mãe e avó e se fizessem isso a algum dos meus filhos via-me obrigada a explicar á professora como se lida com as crianças.
[Responder]
Sugiro a muitos dos comentadores que por aqui “postaram” o seguinte: coloquem vocês mesmos fita-cola na boca e, de caminho, atem também as mãozinhas para ver se não escrevem mais barbaridades.
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Tenho que acrescentar que quando li a noticia pensei que fosse uma peta do dia 1 de Abril.
De qualquer modo fosse ou nao; a verdade e que depois de algumas das atoardas que ja li o efeito
foi revelador.
Extraordinario.
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Não vejo qual é o problema. Não vão ficar com trauma nenhum por causa de uma fita-cola na boca. Se se quer educação na escola e o Daniel acha que os professores devem EDUCAR as crianças, então a fita-cola na boca é muito pouco! Nada me chocaria se a professora desse umas boas réguadas nas “crianças”. Os tempos que correm EXIGEM TRATAMENTO CHOQUE contra a má educação que prolifera na escola pública (e privada).
O Daniel Oliveira, sobre este assunto, parece uma barata tonta, diz-se e contradiz-se: quer a escola a educar, mas uma reprimenda por parte da professora é quase um crime e um atentado aos direitos humanos.
[Responder]
Não tem que ver com o post. O inquérito é um sucsesso. E a Ana Drago vai vencer. Será a nova Coordenadora da Comissão Política do Bloco. Com esta votação!
[Responder]
Daniel Oliveira,
o título deste post é desonesto. E inquina o debate.
Repudio o saudosismo caceteiro da velha escola da réguada. Mas repudio também o ponto de vista conformado e idealista que a esquerda tem demonstrado sobre o problema da indisciplina / violência nas escolas. O idealismo é muito bonito, mas pouco prático.
Não creio que o país tenha exigido maus tratos infantis ou juvenis aos alunos da parte dos professores. E por isso, o título do seu post é desonesto.
A “autoridade”, para mim, é sinónimo de melhores regras internas nas escolas, maior estabilidade nos regulamentos externos (da parte do ministério), vontade de actualizar os programas das disciplinas com criatividade e maturidade, reduzir as turmas de 30 alunos para 15 alunos no máximo, encaminhar para o ensino técnico aqueles que mostram menor apetência para empinar matéria, retirar aos pais, no seio dos conselhos de turmas, competências para aplicar sanções, que devem competir à escola e à escola apenas, promover o trabalho comunitário (plantar umas flores, varrer o páteo da escola, ajudar velhinhos em lares e esse tipo de coisas) como alternativa ao castigo. E por aí fora. Reforçar os métodos, não é sinónimo de aplicar maus tratos. Mas requer que o debate saia deste impasse e se permita a si mesmo sair deste vazio.
É claro que criminalizar a indisciplina nas escolas é um péssimo sinal: menoriza a própria escola que parece incapaz de conter o dano, e menoriza o sistema judicial que devia ter mais com que se preocupar.
Concordo consigo num ponto: a sociedade está completamente infantilizada.
[Responder]
Fado Alexandrino,isto não se trata de pontos de vista.O Sr.Procurador disse que tinha queixas tanto de professores como de pais dos alunos.Mas uma coisa tem os Srs.Professores que perceber,é precisamente com 6 anos que as crianças devem logo começar a respeitar a autoridade dos professores.Se assim não for é muito mais dificil que o façam quando forem adolescentes.Quanto a castigos fisicos a crianças eles são inaceitáveis,sejam aplicados pelos professores ou pelos pais.Não sou psicologa,mas já agora aconselho-o a consultar o site do Instituto de Apoio á Criança onde pode encontrar toda a legislação que existe relativamente aos direitos das crianças.
[Responder]
Tita,
segundo a sua lógica quanto menos se ganha mais moral se tem para aplicar maus tratos aos outros, correcto?
A partir de quantos euros, mais ou menos, é que passa a ser expectável que um adulto se comporte como tal?
[Responder]
Tiago Carneiro,
“Os filhos nunca devem saber das medidas que os pais tomam quando não concordam com uma atitude de um professor (mesmo que má). Principalmente nestas idades. Estes meninos, a partir de agora, serão os REIS do Mundo.”
Os filhos, e de preferência desde a mais tenra idade, devem SEMPRE saber que têm o direito de:
1. Não serem mal tratados;
2. recorrer a um adulto, normalmente os pais, sempre que suspeitem que tenham sido mal-tratados;
3. Saber que os adultos que lhes fizeram mal foram devidamente postos na ordem, isto é, castigados.
Uma coisa é pais a armarem aos cucos que vão bater à professora à frente dos filhos por coisa nenhuma. O que é um crime. Outra coisa, DIFERENTE, é um professor exceder largamente as suas competências para castigar e os pais tomarem as devidas medidas junto da escola e da justiça. As crianças, por saberem disso, não passam a ser os reis do mundo: passam simplesmente a saber que foi feita justiça.
[Responder]
Bom, eu vou anteceder o que quero escrever de “na minha modesta opinião”, e defendo tudo com unhas, dentes e vociferações: é muito minha, é muito modesta, e é uma muito intensa opinião.
Ainda a fome de exaltação… se é um disparate achar normalíssimo pôr-se fita-cola na boca de crianças, é igualmente um disparate achar-se anormalíssimo. Só nos sentimos bem nos extremos? Nos paroxismos?
O problema desta distorção de interpretação é olharmos para a situação e vermos as nossas próprias criancinhas viradas para a parede com fita-cola na boca.
Errado. Não são as nossas criancinhas. São outras criancinhas que não conhecemos, e podemos estar pateticamente enganados quando recorremos a essa ideia muito discutível de que nascemos intrinsecamente bons. Eu só tenho razões para achar o contrário. E não há correcção possível. Morreremos “maus”.
Se a irritação vem da (estimável, mas cega) presunção de que somos uns admiráveis pais, temos uns admiráveis filhos, que estão a ter uma admirável educação e terão um admirável futuro, estamos ou não a partir de um preconceito?. Sempre o fazemos, dirão. Sim, e estamos certos? Assim tão certos e com a barriguinha recheada de rei?
Sobre a intolerância do DO, compreendo o ofensivo que seja, o Daniel não consegue abstrair-se da própria noção de paternidade, e faz muito bem, é assunto em que não me vou intrometer, espero é que os resultados sejam tão bons, que não se meta a sua filhinha nas drogas, nem seja mal-educada ao ponto de deixar o carro em segunda fila, enfim, um desfiar de outros comportamentos vis que acredito estarem fora do controlo dos pais. O resto da sociedade não é tão exemplar quanto o Daniel, aqui sim, uma carneirada de maus exemplos, e não escondo a minha desonrosa contribuição. Pelo que leio nos comentários, tenho de idolatrar quase toda a gente, é só magníficos. Com uma cartilha para a educação magnífica.
Ora, bolas, pensei que não andávamos aqui a fingir que somos bons e importantes. E este engano é mesmo meu.
Lamento mesmo não conseguir trazer dentro da manga o exibicionismo e exarcebada auto-estima, é que me tenho na conta de um vulgar educador, hesito mesmo que o consiga disfarçar, nunca sei se me posso orgulhar ou martirizar, até imagino que a segurança com que educam as vossas crianças não inclua uma reprimenda sequer, com boa retórica criancinhas de 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14 anos obedecem às vossas vozes como que se operadas por um controlo remoto.
Vim ter a um mundo de fadas, posso entrar?
[Responder]
Minerva McGonagall,
Muito bem visto:
Uma professora castigar os meninos mandando-os para a biblioteca, é um contransenso.
[Responder]
Continuo a perceber essa do tabloide de esquerda, lembra-se Daniel?! Afinal está a sugerir ou a querer discutir o quê?!
[Responder]
Justicialista,
digamos que tapar a boca de uma criança com fita cola não é apenas uma reprimenda. é algo mais.
entre outras coisas elementares, como dificuldade em respirar e a crueldade do acto, a cola é tóxica, não é própria para o contacto com a pele.
[Responder]
Extrapolar um “dá-me o telemóbel, já”, para uma dose de fita cola na boca de crianças de 7/8 anos, é de uma imbecilidade impressionante. Gostava imenso que os comentadores que acham natural e salutar este episódio da fita cola, se recordassem dos seus 7/8 anos, de regressarem de um período de férias e da naturalíssima excitação de contarem uns aos outros o que aconteceu nessas férias. Não se esqueçam: 7/8 anos; não 15/16 de “telemóbeis”, ou de salas de aula (SALAS DE AULA) onde se permite que cada (CADA) aluno tenha o seu “telemóbel” a reproduzir música (logo 20 ou 30 músicas diferentes em simultâneo) e ao mesmo tempo se discuta a autoavaliação dos estudantes. Tentar sequer aproximar os dois episódios, é dar um novo significado ao vocábulo pateta (vamos ficar por este vocábulo…).
As “aprendizagens”, as “competências”, as “assertividades” e derivados, começam pela noção de pedagogia. E toda esta desvairada introdução de termos novos para métodos caducos só pode ter uma resposta: aluno, professor, ensinar e aprender são únicas palavras-chave da educação na escola. Tudo o resto, sinceramente, é paisagem.
E quanto aos comentadores que acham que a lambada é a solução final… que tal um pouco de fita cola nessas boquinhas? Ou neste caso, nos dedinhos…
Von
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Pois bem, aceitemos que pôr fita-cola na boca duma criança (fita-cola essa que ela própria facilmente tira, se lhe for assim tão intolerável) é mau, é horrível, é abominável.
Ainda assim fica uma dúvida: é mau, horrível, abominável em comparação com o quê? Com um par de estalos? Com uma aula falhada? Com a barbaridade que é obrigar uma criança pequena a ficar 55 horas por semana na escola?
Se o Daniel Oliveira se declara absolutamente intolerante para com a fita-cola, então que intolerância lhe sobra para a escola a tempo inteiro – essa, sim, uma crueldade absolutamente desumana?
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Este debate está inquinaddo pelo tabu irracional do contacto físico.
Há vários anos um adolescente americano residente em Singapura vandalizou com um spray vários automóveis. Foi condenado à pena de seis vergastadas. O mundo horrorizou-se, mas a pena foi aplicada. Logo a seguir voltou para os Estados Unidos e não sei o que foi feito dele depois disso.
Hoje, se for vivo, é um adulto, talvez na casa dos trinta. Imagino que a vida dele não seja muito diferente da de outros adultos da mesma idade: terá mais ou menos êxito na vida, será mais ou menos feliz, conforme as suas circunstâncias e o seu temperamento. Talvez de vez em quando tenha pesadelos com as vergastadas que levou, ou talvez não.
O que lhe teria acontecido se tivesse vandalizado automóveis num país ocidental em vez de o fazer em Singapura? Não teria sido sujeito a um castigo físico, isso nunca. Teria sido, provavelmente, preso. Talvez tivesse sido violado na prisão pelos outros reclusos. Talvez tivesse sido infectado com SIDA ou com hepatite B, ou talvez se tivesse viciado em heroína. Talvez já tivesse morrido, esqualidamente, há anos. E nós, na nossa boa consciência de ocidentais, acharíamos tudo isto perfeitamente normal.
Eis o que me perturba seriamente: horrorizamo-nos até ao fundo das nossas consciências com um castigo banal se ele for “físico”, mas aceitamos como normais as mais horrendas crueldades se não formos nós a sujar as mãos.
Sabe, Daniel? Se calhar sou eu que desisto.
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Quando vi o artigo, percebi logo que a demagogia iria aparecer.
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Os comentários a este post são dignos de um dos países europeus com mais graves casos de violência familiar – sobre mulheres e idosos, sim, mas também muito sobre crianças. Claramente, na cabeça de muitos portugueses, crianças são uma espécie de plasticina para esborrachar a nosso bel-prazer. E é esse o conceito de educar bem. Nem sei que diga.
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Essa Isabel Coutinho devia ter fita cola na boca.
Mas se canlahr ela gostava…
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…aliás, ao contrário do que aí se disse, acho que isto tem tudo a ver com as questões de indisciplina escolar. As crianças portuguesas são selvagens educadas por outros selvagens. O que, aparentemente, muita gente acha educativo ensinar-lhes é a lei do abuso de força e poder. Depois queixem-se que quando eles cresçam queiram também mostrar os dentes…
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FuckItAll:
Choca-nos a violência física, que se pode medir, com que os portugueses tratam as suas crianças. Não nos choca, talvez por não se poder medir, a indiferença e o desamor com que os ingleses e os alemães tratam as suas.
Não haverá nisto tudo uma enorme dose de hipocrisia?
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FuckItAll:
Quem me dera, a sério, que a civilização consistisse na renúncia ao uso da força. Quem me dera que pudéssemos ensinar isto às crianças.
Mas não podemos. Como escreveu Hannah Arendt, a função da escola é dar às crianças conhecimento do mundo tal como ele é. E o mundo tal como é é um mundo em que uns têm legitimidade para usar da força e outros não.
O episódio da fita-cola pode muito bem configurar um uso ilegítimo da força por parte da professora. Mas nesse caso, das duas, uma: ou definimos, em alternativa, um uso da força que seja legítimo, ou declaramos ilegítimo todo e qualquer uso da força por parte de quem tem autoridade.
Qual destas alternativas é a sua preferida?
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J.L.Sarmento, este caso não é de violência física (ou não o é sobretudo), mas é de crueldade e humilhação. Viola o ponto 1 da Carta de Direitos da Criança aprovada em 1959 pela ONU, e só não viola o ponto 4 porque os pais, correctamente, tomaram a atitude que tomaram. Insisto, quem defende que educar bem é educar pela violência, física ou psicológica, está a pedi-las. Um dia os meninos crescem e é esse o critério que terão para lidar com situações de conflito.
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A Professora do meu filho de 8 anos nunca pôs fita-cola na boca dos miudos ou lhes deu qualquer castigo para os disciplinar. Limita-se a abrir a goela e a gritar a plenos pulmões com eles. Todos os dias o meu filho chega com dores de cabeça, irritado, e fala alto que se farta. Queixa-se, eu explico-lhe que não é bom gritar com ninguém, mas que a professora está lá para dar a aula e ensinar os meninos, mas que se eles não estão calados a ouvir, a professora zanga-se e eles têm é de estar sossegados para que ela não grite e que ele pode também explicar isso aos colegas e assim fazer com que ela pare com isso. Não vou desautorizar nunca um professor à frente de um miudo de 8 anos. São assuntos para serem tratados por adultos e as criancinhas não têm nem conhecimentos nem vocabulário suficiente para participarem nisso. Se os professores dos meus filhos forem injustos ou abusarem de autoridade com eles, falo com os professores, mas os meus filhos nunca o sabem e acho que todos deviam fazer o mesmo. É para isso que existem horários de atendimento e reuniões de pais nas escolas.
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E o caso inverso?
http://sic.sapo.pt/online/noticias/mundo/20080402+Criancas+planeiam+morte+de+professora.htm
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E, para responder à sua questão, claro que num contexto escolar há usos legítimos da força e autoridade; este não é, certamente, um deles. É um abuso de força, e quem abusa da força deve ser desautorizado.
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Mas como é possivel que se relativize o facto de uma professora colocar fita cola na boca de uma criança? E argumentam com as dificuldades do ensino, e falam na disciplina, e é pobre da professora isto e aquilo, bla bla bla… Ó meus caros, a questão não é se a criança fica ou não traumatizada, como diz aí, entre outros, uma comentadora que se diz avó (!). Eu admito até que haja crianças que não fiquem traumatizadas se levarem uma carga de porrada todos os dias com um pau do professor, e se tornem homens valentes e bons pais de familia e essas merdas todas. Já aqui li de tudo. A questão, ó meus amigos, é que com trauma ou sem trauma, os pais não devem admitir que uma professora, ou um sapateiro, ou um policia, ou quem quer que seja, feche as bocas dos seus filhos com fita cola! Custa muito entender isto? Que raio de pais e avós são vocês, caramba? Já não há homens e mulheres neste país, ou quê?
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O bom senso morreu e até já foi enterrado…!!!
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E isto e assim ; agora imaginemos que Jesus Cristo tinha decidido chamar a si as criancinhas com um rolo de fita cola numa mao e uma regua na outra.
Livra!
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JLS, por fim (desculpem lá este mau-hábito de escrever aos bocados): não tenho nenhum particular preconceito contra a força física por oposição à psicológica, está a falar com a pessoa errada, quanto a isso.
Já que estamos a personalizar, deixo o meu bitaite. Tenho uma filha com 3 anos e meio, com a energia e vontades fortes próprias da idade, e garanto-lhe que não hesito por aí além em recorrer à tradicional palmada no rabo se for preciso. Há toda uma diferença entre isto e inventar castigos esquisitos para aplicar aos filhos dos outros perante a turma em que é suposto as crianças sentirem-se confortáveis e seguras. Garanto-lhe que se a educadora dela recorresse a qualquer método semelhante a este ia ter alguns dissabores. Este tipo de castigo não conduz à marginalidade (claro!), mas é um bom princípio para desenvolver uma má relação com a escola e com a autoridade.
Para acabar: já enjoa o choradinho da vida difícil que os professores têm. Eu sei que têm, que a profissão é difícil (por isso mesmo não é, ou não devia ser, para todos) e, neste país, com muito más condições. Não desculpa que se descarregue nas crianças. Quantos pais que maltratam os filhos o farão por terem vidas difíceis? Passamos a aceitar que o façam?
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Ó José Luis Sarmento, você é uma pessoa sofisticada. A Ana Arendt, heim?… E a fita cola “pode configurar um uso ilegitimo da força por parte da professora” Ai pode? Tem a certeza? É melhor reunirmos uma comissão de avaliação para decidir isso.
Eu dava a Ana Arendt à professora.
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FuckItAll:
Concordo consigo em tudo o que diz, só contesto o que fica por dizer. A fita-cola é pior pela crueldade e humilhação que representa (ou pode representar; as crianças são todas diferentes e não são necessariamente tão vulneráveis a certos símbolos como os adultos) do que pela sua componente física. E concordo que em contexto escolar há usos legítimos da força.
O que fica por saber é quais são esses usos. Que modalidades do uso da força são permitidas aos professores e quais não são? Não é que eu tenha resposta para isto, mas se o pai pode aplicar uma palmada e o professor não pode, então como é que se faz? Chama-se o pai ao emprego para vir aplicá-la?
Zita:
Tudo se pode e deve relativizar, sob pena de ficarmos horrorizados perante situações triviais e indiferentes perante as crueldades mais horrendas.
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Quando vi esta notícia, ontem à noite, até pensei que o Daniel estava a ironizar. Hoje vi-a estampada do Público, com grande destaque, e tenho estado a ler os comentários aqui.
Não, não sou professora, como alguém alvitrou, mas tenho filhos e netos.
Não aceito castigos corporais. Nunca permitiria que um professor batesse num filho meu. Eu própria nunca apanhei, nem na escola nem em casa. E também não eduquei os meus filhos à pancada.
Agora, pôr uma criança, de castigo, virada para a parede, não tem nada de violento. Mesmo a fita-cola – que não existia no meu tempo – não magoa. Em contacto com a pele, a fita-cola não se aguenta muito tempo, e ainda menos se for numa zona húmida, como é a boca.
Pôr uma criança de castigo, quando ela não acata as normas que lhe são dadas, ou não cede a uma repreensão, é indispensável à educação da criança. A criança precisa de saber até onde pode ir. Todas elas tentam ultrapassar o limite. Se as deixam fazer o que querem, isto provoca-lhes um sentimento de insegurança.
Estabelecer regras e limites faz parte as obrigações dos adultos. E as crianças compreendem isso perfeitamente. Sabem distinguir se o castigo é justo ou injusto. Por isso o adulto tem obrigação de lhe explicar por que razão a pôs de castigo.
Interiorizar regras é necessário ao processo de desenvolvimento de qualquer criança.
Ninguém, se lembra de por um adolescente de 14 ou 15 anos, de castigo, virado para a parede. Mas numa criança pequena isso é suficiente para ela se compenetrar de que se portou mal. Isto é dar consciência à criança dos limites a que tem de observar.
Eu própria já pus a minha neta (de 5 anos) de castigo no canto, virada para a parede. Não por muito tempo, nem isso é necessário. E ela não ficou traumatizada. Nem sequer zangada comigo. Reconheceu apenas que, quando está entregue à avó, tem de fazer o que a avó manda. E que isso é para o seu próprio bem, não é um capricho da avó.
Bem, mas receio estar aqui a falar para o boneco. Não educar é tão mais fácil…
Depois não se queixem, quando mais tarde elas lhes vierem pedir contas da não-educação que tiveram.
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José Luis Sarmento, não acredito que tudo se possa ou deva relativizar. Mas isso, como é lógico (e como se vê) ficará ao cuidado de cada um. Eu como pai (e como cidadão), condeno em absoluto o acto desta professora.
Quanto à palmada, decido também facilmente: a professora não pode bater no meu filho, a não ser em casos de legitima defesa (que também os há) e a legitima defesa está muito bem caracterizada na lei penal, pelo que não penso que haja muitas dúvidas a esse respeito. Mas isto, volto a dizer, é a minha opinião. Cada pai ou mãe tem a sua linha limite sobre o tratamento que admite que os professores dêm ao seu filho. Mas quanto a isto, felizmente, parece que é mais ou menos consensual na nossa sociedade que os professores não podem bater nos alunos. Pergunta o JLS como é que se faz? Ora, a professora ensina e mantém a disciplina de acordo com o que lhe ensinaram, com o seu bom senso, e com as melhores práticas do ensino. É dificil? Pois, qualquer profissão é dificil, quando é para se fazer bem.
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Daniel:
Constituiria verdadeiro serviço público publicar esta caixa de comentários, pois ela é a demonstração inequívoca do nível de muitos dos nossos docentes.
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Como e que se disciplinam as crianças e os jovens?
Como e que se pode trabalhar em conjunto tornando a vida em casa e nas escolas lugares onde e bom viver e conviver, aprender e partilhar?
Bom existem alguns livros e autores interessantes sobre essa materia.Mas na ausencia destes talvez um pouco mais de afecto e atençao e sobretudo uma
grande dose de inteligencia conseguissem resolver senao todos a maior parte de todos esses problemas de que tantos vem agora falar.
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josé manuel faria
Olhe que os números têm que ser analisados antes de conclusões.
Eu, por exemplo, votei nela.
Porquê?
Porque é uma das poucas políticas, votei em mais duas, que eu queria que me subjugasse e não parasse antes de eu prometer votar em tudo o que ela quisesse, desde que não fosse matéria de política.
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O que é interessante, pela ironia, no post e na maioria dos comentários, é os seus autores comungarem da ideia, correcta, de que a violência é a parteira da História. Apologistas da violência, acabam revelando-se empedernidos pacifistas.
O que fazem, quando equiparam qualquer castigo com o uso da violência, e ao repudiá-lo, é negar a necessidade da violência, quer nas relações sociais, quer na evolução histórica.
Esta gente é também contra a propriedade privada dos meios de produção e, em termos gerais, contra a propriedade. Agem, contudo, como se fossem proprietários dos seus filhos, propriedade na qual ninguém pode tocar.
E também está persuadida, esta gente, de que os seus filhos são o melhor do mundo: crianças com uma compreensão comparável ao melhor dos adultos. Melhores do que eles próprios, os seus pais, e por isso merecedoras de extremada protecção. Só não se compreende porque esta gente não educa e ensina os seus extremosos filhos e insiste em mandá-los para a escola.
Com uma tal ideologia, não admira que os portugueses gozem da legítima fama, vinda de tempos imemoriais, de serem um povo que não se governa nem se deixa governar. São os melhores do mundo, desde criancinhas. E continuam sendo os melhores do mundo quando adultos, porque não deixaram de ser criancinhas.
Cresçam, camaradas, cresçam!
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O país é de memória curta. E contra mim falo. Já ninguém se lembra da escandaleira que foi quando uma docente de uma pré-primária de Cabeceiras de Bastp colou as bocas dos seus alunos com fita-cola. Houve direito a fotos, devidamente fornecidas pela auxiliar de educação da escola. Foi o advento do jornalismo do cidadão contra o estado da Educação em Portugal.
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Não sei se a história é verdadeira. Só sei que os castigos corporais há muito foram banidos da escola. E não é imaginável que um professor não saiba isso, pois as didácticas e as pedagogias que aprendeu, enquanto estagiário, insistem no abandono desses métodos.
Sem “lavar” essa história, convém recordar o que um dia escreveu Miguel de Unamuno, a propósito da liberdade: «diz-me se acreditas que a liberdade é deixar crescer um videira, sem lhe colocar esteios?»
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Sobre este assunto escrevi de forma mais desenvolvida aqui:
http://legoergosum.blogspot.com/2008/04/o-horror-o-horror.html
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Meus amigos,
Acabei de ver na TV a reportagem que fizeram sobre o caso de Guimarães.
Pareceu-me que o entrevistado, pai de uma das crianças, é o “glorioso” bruxo de Fafe!
Este tema promete!
Abraços
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Zita:
A profissão de professor é difícil, e nem eles estão à espera doutra coisa. Mas há uma diferença entre difícil e impossível. Não basta dizer “há outras maneiras de”, é preciso dizer quais. Proíbe-se a fita-cola? Então é preciso encarar a hipótese do tabefe. Proíbe-se o tabefe, como eu sou o primeiro a achar que deve ser proibido? Então há que encarar a hipótese das orelhas de burro. Proíbem-se as orelhas de burro? Então tem que se pensar numa outra forma de o professor poder exercer a força necessária, e só a necessária, e quando necessária, sobre o aluno. Mas tem de ser uma modalidade concreta, não uma generalidade qualquer.
A professora em causa, quando optou pela fita-cola em vez de, por exemplo, um bofetão, estaria porventura a pensar que estava a optar pela modalidade de castigo mais branda e que suscitaria menos objecções aos pais. Afinal suscitou fortíssimas objecções.
Se ela tinha alternativas, dê-me um exemplo concreto, e não as prescrições vagas e vazias que ando a ouvir preconizar há trinta anos. Caso contrário ficamos numa situação em que nem o professor, nem os alunos sabem o que a sociedade lhes permite e o que não lhes permite fazer.
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INACEITÁVEL!!!
Não há justificação para uma atitude destas,PONTO.
Tenho andado por aqui a pregar aos peixinhos mas ninguém me ouve. Venham às escolas ver o que lá se passa. Venham conhecer os seus problemas. Venham perceber porque é que esta situação e a do Carolina tendem a aumentar, venham ver porque é que os filhos das classes mais desfavorecidas irão, cada vez mais, ser vitimas da verdadeira selecçao de classe…venham lá….
Neste caso, como no do Carolina, não há uma explicação racional, são situações limite com culpas repartidas. Os professores estão no limite da sua capacidade de resitência (era bom que tentassem perceber porquê) e tendem a reagir de forma irracional. Quanto aos alunos, o que se pode esperar de crianças que passam 8h na escola? Pensam que é possivel manter estas crianças 8 horas em situações de aprendizagem formal? Como se apetrecharam as escolas para ocupar estas crianças durante todo este tempo? Simplesmente não o fizeram. Sabem porquê? É simples: porque o ME não lhes dá recursos. Apela à imaginação dos professores, como se isto fosse uma questão de imaginação. O caso, em destaque, para mim é chocante, mas temo que possa acontecer muito pior.
Quanto ao Daniel, continua a tratar questões sérias de uma forma, descupe que lhe diga, irresponsável. Lança achas para a fogueira de uma forma que, a mim que me preocupo a sério com o assunto, me choca…quase tanto como os casos que tem destacado.
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José Luís Sarmento,que os alunos precisem que os pais lhes digam aquilo que a sociedade lhes permite fazer é natural,agora os professores tem obrigação de conhecer as leis do Estado de Direito que é Portugal para saberem o que a sociedade lhes permite fazer.É evidente que pode haver interpretações diferentas no entanto existem normas,ou deveriam existir,nas escolas da forma como as questões da indisciplina devem ser resolvidas.Se isso não for suficiente para resolver as questões por se tratar de casos de violencia,temos os tribunais para decidir qual é a interpretação definitiva.Agora justiça pelas próprias mãos não é felizmente permitido em Portugal
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Patrícia, o meu ponto é que as leis que regem a actividade dos professores são vagas e contraditórias. Quando o legislador não se quer comprometer com uma coisa nem com o seu contrário não há quem possa obedecer às leis.
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Isabel Coutinho
«Eu própria já pus a minha neta (de 5 anos) de castigo no canto, virada para a parede»
porque que não lhe colocou também fita-cola na boca? como sabe, esta não dura muito tempo colada especialmente em zonas húmidas, como na boca…
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Para quem há pouco tempo disse que havia uma enorme gritaria em volta destes assuntos, vejo que continua empenhado em continuar a falar deles.
Continua a escrever, porque lhe convém por motivos políticos: a sua abordagem da indisciplina na escola é meramente ideologica. No caso do Carolina desculpou a aluna, com a suposta ma actuação da professora. Neste caso, apenas pretende mostar que mais uma vez os professores é que agem mal.
Em relação ao caso em questão ele é tipico. Um professor não pode perder as estribeiras, seja em que circunstancias for. E muito menos entrar em cenas destas. Isso é muito dificil, porque a maioria dos alunos de hoje em dia são muito complicados, mal educados, barulhentos e agressivos, e negam a pés juntos aos pais os factos e as prevaricações q fazem.
Em casos como este da fita cola, no fim quem fica mal é a professora, mas foi provavelmente ela que deve ter assistido a alguma cenas daquelas que não lembram ao diabo.
Este caso é também, bem elucidadivo de como funcionam as coisas: os alunos podem fazer tudo e mais alguma coisa, que nada lhes acontece. Já os professores são rapidamente processados.
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Daniel, preocupações com linchamentos em praça pública sempre houve! Aliás, creio que não preciso de lhe recordar quem atirou a primeira pedra no caso do Carolina Michaëlis! Dói-me enquanto professora (de Inglês, em Guimarães, ora veja lá a coincidência!) a truculência da opinião pública sobre a figura dos professores portugueses, de como são uns mandriões privilegiados que põem sempre os seus interesses à frente dos dos alunos, quando na maioria dos casos é muito diferente!
É verdade que os alunos não têm culpa de que a professora (já o tirei a limpo, é de facto o caso) seja mais uma das vítimas da precariedade, a recibos verdes, sem as “regalias” de uma segurança social ou de um IRS descontados na fonte, mas com todas as obrigações do professorado! É mais uma miserável com formação superior, que ganha menos do que uma mulher-a-dias, a quem pedem que ensine inglês a vinte e muitas crianças que já passaram cinco horas naquela mesma sala, porque dá jeito que os miúdos estejam ocupados enquanto os pais também estiverem.
As crianças não têm culpa da exploração de que é vítima a professora – não me vai ouvir a dizê-lo – mas posso assegurar-lhe de que há episódios de desobediência reiterada, desrespeito e displicência perante as actividades em que é preciso respirar muito fundo para não fazer algo pior! O não saber como é que se vai sobreviver durante o Verão é capaz de piorar as coisas e fazer alguém perder as estribeiras mais facilmente!
Não terá a ver com o caso, mas digo-lhe também que os pais acreditam em qualquer barbaridade que os filhos lhes digam. E se for sobre professores, ainda pior! No ano passado, um aluno meu queixou-se à mãe que eu tinha tatuagens (por acaso não tenho, mas acho que é algo que só a mim diria respeito), que não dava a aula e que ficava a falar ao telefone, que comia e bebia durante a aula. Posso assegurar-lhe de que NUNCA tive esse comportamento na minha vida profissional e que centenas de alunos meus o poderão asseverar. Ora a mãe, que nunca veio às reuniões de pais ao longo do ano, nem para receber os resultados do filho, alguém que nunca me chegou a conhecer, dirigiu-se de propósito à directora do colégio onde trabalho para me acusar dum comportamento que não é o meu! Infelizmente, esta atitude está perto de ser a regra. À menor suspeita, fundada ou não, de foul-play, o professor é quem recebe todas as críticas.
Voltando ao início, concordo consigo: o comportamento da colega é altamente reprovável; o não ter meios de repreender o mau comportamento, o não poder expulsar um miúdo (6-9 anos) da sala por muito escandalosa que seja a sua conduta (entendo-o bem: no meu colégio também não podemos), e a profunda precariedade em que a mergulham também o é!
[Responder]
José Luís Sarmento as leis a que me referi não são especificas da actividade dos professores,são as leis que se aplicam a todos os cidadãos.Em relação aos professores eles até estão mais protegidos pois todos os actos de violencia para com os professores são considerados crime público.Se o pai ou a mãe de um aluno agredir um professor está sujeito a uma pena mais agravada,do que se o fizer em relação a outra pessoa.
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Zita disse:
Eu como pai (e como cidadão),(…)
Vamos lá ver, Zita, afinal você é pai ou mãe?
Pelo seu nome, convenci-me que era mulher. Em que ficamos? Desculpe a curiosidade.
[Responder]
NO FINAL COLOCAREI AQUI O QUE REALMENTE ACONTECEU!!!
Meus caros
Na minha modesta opinião (se me permitirem) colocar fita cola na boca dos “meninos” não é correcto. Foi um erro.
É claramente um erro de alguém que já está em desespero e certamente já tentou “educar” os “meninos” de outra forma mais pedagógica.
Mas foi um erro.
Vamos crucificar? Eu não consigo. Eu estou na escola e vejo todos os dias os comportamento que temos que alterar. Não é fácil. Os professores/funcionários não têm ajuda quase nenhuma nesta matéria.
É óbvio que não se pode encobrir aos nossos filhos um comportamento GRAVE de um adulto perante eles. Mas é grave retirar a autoridade aos professores. As crianças começam por não respeitar os profs, logo passam para a família e logo passam para não respeitar ninguém.
O que eu faria neste caso:
1º – perguntava à minha filha o pq do castigo. Normalmente as crianças são puras e contam a verdade. Logo eu explicaria que ela teria que cumprir as normas de uma sala de aula pois só assim se aprende. E seria castigada por mim. Normalmente é uma semana sem TV. Ao 2º é um mês!!!
2º – iria à escola (e eu vou muitas vezes) perguntar à professora o que se passou. Se eu não concordasse com a professora eu dizer-lhe-ia. E tomaria as medidas apropriadas (na lei).
Caro Daniel
“Uma sociedade que em que um professor justifica uma colega com o que fizeram «os fedelhos» é uma sociedade infantilizada.”
O termo foi infeliz mas é realmente ridículo as manchetes que se fazem (se calhar a pedido pq convém) num caso que não o merece.
Os professores estão fartos de serem ridicularizados, denegridos, apelidados de mandriões, desautorizados.
Pedro Sá
“o comentário do Tiago Soares Carneiro é manifestamente esclarecedor. De que muitos professores se acham com o rei na barriga e que se consideram no direito de fazer o que quiserem com os seus alunos e que os pais têm obrigação absoluta de lhes dar toda a cobertura.”
Está completamente enganado. Eu não tenho esse problema.
Eu tenho a humildade de aceitar os meus erros. Tb erro. Mas nenhum pai me dá reprimendas à frente dos filhos. Se depois vai para casa dizer ao filho que esteve a “ralhar” ao professor, isso já é problema do pai. Cada um sabe da educação que quer dar aos filhos.
Volto a repetir!!! Isto não se aplica a casos graves.
Zita
“E terá sorte se eu não fizer uma peixeirada na escolà à frente dele ou dela. Que vocês aceitem isso e aplaudam, é convosco. Há pais para tudo. E nem estou minimamente interessado na treta da perda da autoridade”
Pois é. Há pais para tudo.
Loura
“Se os professores dos meus filhos forem injustos ou abusarem de autoridade com eles, falo com os professores, mas os meus filhos nunca o sabem e acho que todos deviam fazer o mesmo.”
CLARO como água.
Volto a repetir!!! Isto não se aplica a casos graves.
AGORA A HISTÓRIA REAL (recebi por email):
Sei o que se passou na escola de Guimarães e até foi uma mãe no próprio dia em que isto foi noticiado numa rádio local desmentir e contar a imprensa o que lhe tinha contado o próprio filho. O filho que estava na aula quando se passou esse episódio disse que estava a turma toda a colar folhas rasgadas que tinham, e a professora estava ajuda-los, no entanto estavam a fazer barulho quando a professora começou a mandar calar, ao que não se calaram. Depois então disse a um dos alunos que lhe poria fita cola na boca se não se calasse e este imediatamente lhe disse. “ponha professora, ponha” ela pôs e foi a risada total na turma até que mais dois alunos também lhe pediram o mesmo, mas ela acabou com a BRINCADEIRA e tirou logo a fita da boca do miúdo. Isto é o q?? agressão?? (atenção que isto foi contado por um aluno). Isto é um energúmeno de um pai que por algum motivo resolveu que queria ser manchete.. e já agora, sabem quem é esse pai?? O BRUXO DE FAFE. Sem comentários. Já que estamos na onda de queimar professores, bora lá queimar mais um. Haja vergonha neste país. A começar pela comunicação social.
É fácil crucificar os outros.
Nós somos sempre perfeitos!!!
Os nossos filhos são sempre uns “anjinhos”.
É bom bater nos que estão por baixo.
Abraço
Tiago S. C.
http://democraciaemportugal.blogspot.com
P.S. – Estes debates são Democracia. Parabéns!
[Responder]
Fiquei com uma baleia atrás da orelha ao saber desta história pelo que tentei descobrir mais e encontrei o seguinte comentário no Público, que considero pertinente para a nossa reflexão a respeito dos tais julgamentos na praça pública:
“02.04.2008 – 15h45 – Miguel, Celorico de Basto
Isto está a chegar a um ponto onde até a palavra ridículo já nem assenta bem. Sei o que se passou na escola de Guimarães e até foi uma mãe no próprio dia em que isto foi noticiado numa rádio local desmentir e contar a imprensa o que lhe tinha contado o próprio filho. O filho que estava na aula quando se passou esse episódio disse que estava a turma toda a colar folhas rasgadas que tinham, e a professora estava ajuda-los, no entanto estavam a fazer barulho quando a professora começou a mandar calar, ao que não se calaram. Depois então disse a um dos alunos que lhe poria fita cola na boca se não se calasse e este imediatamente lhe disse. “ponha professora, ponha” ela pôs e foi a rizada total na turma até que mais dois alunos também lhe pediram o mesmo, mas ela acabou com a BRINCADEIRA e tirou logo a fita da boca do miúdo. Isto é o q?? agressão?? (atenção que isto foi contado por um aluno). Isto é um energúmeno de um pai que por algum motivo resolveu que queria ser manchete.. e já agora, sabem quem é esse pai?? O BRUXO DE FAFE. Sem comentários. Já que estamos na onda de queimar professores, bora lá queimar mais um. Haja vergonha neste país. A começar pela comunicação social.”
Um bem-haja.
[Responder]
“Paulo J. Vilela, não tenho qualquer tolerância para quem acha que tapar a boca de crianças com fita-cola é aceitável. Nenhuma! Zero! E nem disse aqui o que faria se algum professor (ou seja quem for) o fizesse com a minha filha. Aí veria até que ponto vai a minha intolerância nesta matéria.”
Daniel,
Nem sequer escrevi que concordava ou discordava da atitude da professora.
Mas já agora fica a saber que discordo dela. Acho-a completamente desajustada e desproporcional.
Venho ao seu blog diáriamente mas raramente comento.
Apenas me insurgi contra a sua reacção.
Dizer que a insanidade é absoluta é insultar (não existe outra forma de o dizer) quem aqui vem e deixa o seu comentário. Mas tão grave quanto o insulto é a sua tentativa de acabar imediatamente com o debate com este tipo de afirmações.
Repito, este espaço é de livre acesso e o Daniel sabe que, quando aqui deixa um post, pode ter opiniões favoráveis e outra menos. Cabe-lhe a si, enquanto figura pública, abertamente defensor de direitos, liberdades e garantias e, acima de tudo, de tolerância (tomo como exemplo a questão do islão) não cair nesse tipo de contradições.
Isto é completamente off-topic e o Daniel pode achar ridículo eu dedicar tantas palavras a esta questão mas, com toda a honestidade, o assunto educação (ou falta dela) está a ser expremido de tal maneira que começa a perder toda a relevância e ,como tal, não me apetece dizer mais nada sobre ele.
Cumprimentos.
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Acho que deviam ser todos castigados:a professora, os alunos, os pais dos alunos e os pais dos pais dos alunos, pois não souberam transmitir aos filhos a educação que estes não deram aos netos.
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José Luis Sarmento, sinceramente, não percebo as suas dúvidas. Se se proibe a fita cola é preciso encarar o tabefe? E orelhas de burro? Nem uma coisa, nem outra, como é óbvio. E a professora em causa achou que estava a optar pela modalidade mais branda, ao fechar a boca aos alunos com fita cola? Deviam então os pais estar agradecidos, suponho. No Natal vai receber um cabrito esfolado e três quilos de bacalhau de cada pai. A questão é a seguinte e qualquer pessoa entende: os professores não devem bater, nem inflingir outro tipo de castigos humilhantes. Ponto final. O professor, repito, desenvecilhe-se como quiser, o problema é dele, que o profissional é ele, mas não faça isso. Simplesmente, porque eu, como pai, não admito. Em termos simples: bater e humilhar, não. Não me parece que interpretar isto constitua uma grande angústia para quem quer que seja, incluindo os professores.
JC, se admites que a professora dos teus filhos lhes tabe a boca com fita cola, o problema é teu e dos teus filhos. Não tenho nada a ver com isso. Eu, pessoalmente, acho tal atitude execrável e não o admito. Deve ser por ser de extrema esquerda e contra a propriedade privada dos meios de produção e tal… Mas admito que haja pais que fiquem felizes com isso, enfim…
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Afinal o que se passou foi isto:
Numa turma estava uma professora e várias crianças a trabalhar com papel e fita-cola. As crianças estavam irrequietas, não se calavam, e a professora, na brincadeira, ameaçou-os que lhes punha fita-cola na boca. Um dos miúdos respondeu: “Ponha, professora, ponha!” A professora pôs, perante o riso deliciado de todos, incluindo o próprio. Ao verem aquilo as outras crianças também quiseram, e a professora fez-lhes a vontade. Depois achou que já chegava de brincadeira, tirou-lhes a fita-cola e a aula prosseguiu em boa paz e perfeita normalidade.
Em suma: aquilo que eu já suspeitava ser quase inócuo revelou-se afinal perfeitamente inócuo.
Tudo teria ficado por aqui se entre os pais das crianças não estivesse o famoso “Bruxo de Fafe”, que viu neste episódio uma oportunidade de se promover. E vai de apresentar uma queixa por maus tratos contra a professora. E imediatamente – até parece que por bruxaria – se transformou uma banalidade num horror.
Moral da história: ninguém diga que não se deixa enganar por bruxos. Nem mesmo gente tão culta e sofisticada como o Daniel Oliveira.
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Garantiu-me, hoje, quem conhece o caso, que a exploração do mesmo é obscena. Aquilo foi, uma espécie de contrato lúdico que a professora estabeleceu com os alunos: «quem falar, leva um adesivo na boca!». E os “putos” até se divertiam com isso.
O pai é um tipo especial. Pode ser que ainda se venha a falar dele, por outras razões, garantiram-me.
Naturalmente, tudo serve para notícia, porque a notícia é, hoje, o que pode desencadear emoções, mesmo que sejam baixas e injustas. É a sociedade do circo, com feras na arena, macacos e tudo o resto…
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Pergunto-me se algum de vocês também acha isto muito bem – já espero tudo:
http://jn.sapo.pt/2008/04/03/nacional/pais_denunciam_professores_maltratam.html
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Pergunto-me se algum de vocês também acha isto muito bem – já espero tudo:
http://jn.sapo.pt/2008/04/03/nacional/pais_denunciam_professores_maltratam.html
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Daniel, caíste no conto do vigário… Tu e alguns jornalistas, que deviam ir de castigo para o quadro escrever 100 vezes que uma notícia o é quando confirmada por duas ou mais fontes. O caramelo que escreveu esta não fez os trabalhos de casa.
A fonte utilizada é um bígaro profissional, o Bruxo de Fafe. A estorinha, contada pela mãe de outro aluno remete para uma brincadeira feita a pedido dos miúdos.
Cito de dois comentários escritos no Público;
“Sabiam que a notícia , no mesmo dia ,foi desmentida por um aluno da turma aos microfones da rádio (gravada)e divulgada às 8 horas ?Sabiam que foi um “brincadeira inocente” na tentativa de os cativar e que a fita não chegou para todos? Sabiam que todos queriam entrar na brincadeira? Sabiam que a fita não colava? Sabiam que ninguém ficou de costas para a parede? Sabiam que o executivo sabe a verdade sem precisar de ” inquérito interno”? Sabiam que o pai ameaçou a professora dentro e fora da escola, onde quer que a encontrasse? Sabiam que a autonomia das escola é uma falácia? Sabiam que os professores têm de obedecer à “lei da rolha”? Sabiam, sabiam…? Todos sabem…Ninguém age. A verdade diz-se off record. Alguém conhece o pai do menino? ”
“é que atendendo à profissão do Sr., Fernando Nogueira – bruxo diplomado- não podemos excluir a hipótese de ser ter tido alguma visão do além? Bem, se tivesse este rigor não tinha notícia para apresentar?”
O que me parece óbvio: o Bruxo de Fafe decidiu auto-promover-se à conta de uma mentira. A CONFAP dos 150 000 Euros aproveitou, porque tem de prestar serviço. E pelos vistos há quem tenha caído na esparrela…
Agora fora desta parvoíce (não o deve ser para a visada, é claro), duas coisas que digo eu:
- Nem se tratava de uma professora nem de uma aula de Inglês. A senhora em causa é contratada pela Câmara para guardar os meninos que já tiveram a sua dose diária de ensino, mas que o ministério acha que devem ficar na escola, sem estar sequer à guarda de alguém a quem se exija preparação para o fazer. O precariado aceita o trabalho, remunerado ao nível de caixa de supermercado, porque o desemprego obriga.
- Os comentários que se vão lendo aqui, e nos jornais, mostram-nos a família portuguesa no seu pior: porrada nos putos, era mas é à reguada, no meu tempo é que era bom, só se perdem as que caiem no chão… A discussão da violência nas escola no seu melhor, o puro nojo. Não nego com isto que muito mais nojo me mete um profe que agride os seus alunos, como era prática corrente no meu tempo. Só que se alguma coisa mudou foi precisamente o estarmos no tempo em que é mais fácil acontecer o inverso.
Adenda: se queres tratar da violência nas escolas, podes pegar no assunto onde ele é mais violento, popular, e preocupante. Basta uma pesquisa no youtube por “porrada hi5″. Tem 641,462 visualizações, qualquer coisa como metade dos alunos portugueses já o viu, comentou, fizeram remakes, o diabo a sete. Como não mete profes, ainda não apareceu na televisão (que eu saiba)…
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José Luis Sarmento, o grave no meio disto tudo, nem sequer é o caso que nos é apresentado. Se foi brincadeira, tudo bem. Mas grave mesmo, e ridiculo, é haver tantos comentários de malta disposta a relativizar e a justificar um castigo de colar fita cola na boca dos miúdos durante uma aula, virados para a parede, com o argumento de que assim é que se fazem cidadãos, que as crianças não ficam traumatizadas com isso, de que coitados dos professores não sabem o que fazer, que pior seria bater, que pior ainda seria comer muitos chocolates, etc, etc. O que se descobriu aqui sobre o que muitos pais (!) pensam do que uma professora pode fazer aos seus filhos é que me espanta e indigna. Não é este caso concreto, que afinal não existe.
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Caro Daniel Oliveira,
Para além das crianças e do que se passa nas escolas, agora começo a ficar preocupado com os adultos portugueses.
E também com os jornalistas.
Este comentário aí em cima do João Cardoso que desmente a notícia é verdade?
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Patrícia, as leis a que se referiu são as que regulam as relações entre todos os cidadãos, mas as leis a que eu me referi são as que regulam especificamente o poder dos professores sobre os alunos. E das duas, uma: ou recusamos que tais leis existam, como a Joana Amaral Dias nos Prós e Contras, por acreditarmos que o carisma do professor deve ser sempre sempre suficiente para lhe assegurar a autoridade sejam quem forem os alunos e sejam quais forem as circunstâncias, ou atribuímos aos professores poderes específicos, para que ele saiba até onde pode ir no uso da força.
O que não podemos é ter leis vagas, contraditórias e ambíguas emanadas de um legislador que não se quer comprometer com nenhuma posição concreta. Nem podemos dizer, como você diz, que o problema é do professor e ele é que tem que o resolver. Seria assim se o professor não estivesse vinculado ao cumprimento de leis; mas uma vez que está o problema é do Estado.
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o que escrevi sobre isto no meu blogue:
ver para crer
Uma auxiliar de acção educativa queixou-se aos pais dos alunos que o professor da escola básica de Lagos, em Vila Nova de Gaia, maltratava os alunos. Consistia o procedimento do docente em colocar, na boca dos alunos – todos com necessidades educativas especiais e epilépticos -, pedaços de papel, com o fim último de os calar. Como consequência (natural), os pais apresentaram, em Março, uma queixa-crime. O professor, encontra-se, assim, afastado da escola, apesar da decisão definitiva do tribunal ainda não ser conhecida.
Uma outra queixa do mesmo teor, manifestada pelos pais de três crianças, agora na escola básica do Salgueiral, em Guimarães, foi também apresentada no tribunal, acusando a professora de maus tratos, ao proceder ao fechamento da boca dos alunos através duma fita adesiva, impedindo, portanto, os discentes de falarem ou mesmo bocejarem.
Posto isto, é caso para dizer a falta que um telemóvel faz nestas ocasiões.
um abraço,
j. ricardo
http://www.rescivitas.blogspot.com
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“ouviu as exigências do país” se acha que este metodo de tortura são as exigências do país então percebo porque está o bloco de esquerda tão pindericamente representado na AR.
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A proposito desse facto, inventado por bruxos ou nao a verdade e que muita gente se uniu num coro lastimavel em favor de mais insultos aos pais e familiares, de mais bofetadas e puniçoes as criancinhas .
Tivessem elas a idade que tivessem.E essa demonstraçao de falta de respeito
por crianças jovens e pais foi o ponto alto
( embora de um ponto de vista bastante baixo ) o
que mostrou as relidades onde certas pessoas se movem.Portanto respirar de alivio porque afinal nao era nada nao basta.
O resultado foi mauzinho.
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Àqueles que agora cantam vitória sobre o que realmente se passou na escola do Salgueiral: será que ainda não perceberam que o facto relevante neste post não é a notícia mas a caixa de comentários?
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João, a propósito da sua adenda, era sempre bom lembrarmo-nos que, no que toca à violência na escola, os alunos são por definição os primeiros a ser agredidos, mais e mais continuadamente (uns pelos outros, sim, nem é preciso ir para casos de maus tratos por professores). O que me leva ao segundo comentário: em toda a conversa sobre “o estado a que isto chegou nas escolas” tem-me parecido sempre largamente esquecido que o objectivo do sistema escolar são (deviam ser) os alunos; e que se tem tendido a fazer recair sobre eles a responsabilidade de todos os problemas. Isto desconcerta-me, que nenhuma das categorias de adultos envolvidos (pais, professores, funcionários, administrações escolares e ministerial) se responsabilize por absolutamente nada, e que as crianças/jovens sejam vistos como uma espécie de “demónios no seio de nós”. Volte-se ao patético caso do telemóvel: porque é que se assume que o único adulto presente não deve ser responsabilizado também pela situação? Como é que isto não foi processado disciplinarmente dentro da escola, e o tem que ser através da comunicação social e dos tribunais? Não estou a desculpar, é claro, a histeria mal-educada da criança. Mas todo este sacudir da água do capote para cima de quem menos voz e poder tem, numa matéria que os afecta sobretudo a eles, me faz muita confusão.
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FuckItAll, duas pequenas observações: concordo que o aluno deve ser o objectivo da escola, mas acrescento que o «eduquês» não pretende fazer dele o objectivo, mas o centro; e o centro não deve ser, nem o aluno, nem o professor, mas sim o ensino.
A segunda observação tem a ver com o seu pressuposto (parece uma evidência, não parece?) de que o aluno é quem tem menos poder na escola. Isto não é verdade: nas escola quem tem mais poder objectivo são os alunos; estejamos gratos pelo facto de a maior parte deles optarem por não fazer uso de todo o poder que têm. E quem tem mais voz junto dos media e do poder político são os pais, pelo menos enquanto os professores não começarem a mover-lhes processos cíveis e a exigir-lhes indemnizações avultadas sempre que tiverem razão para isso.
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José Luis Sarmento as leis que se aplicam em relação ao uso da força são iguais para todos os cidadãos,ninguem pode utilizar a força fisica ou psiquica em relação a outra pessoa,se o fizer fica sujeito a procedimento criminal.O que me parece é que há uma certa confusão entre violencia e indisciplina.Os actos de violencia devem ser participados ás autoridades.Para os actos de indisciplina,cada escola colectivamente deve decidir qual a punição a aplicar nestes casos com regras claras do conhecimento tanto de alunos como de professores.
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JLS, eu queria referir-me a poder e voz perante os centros de debate de onde emanam decisões sobre o sistema.
E o ensino não existe em abstracto, existe nas relações entre os vários agentes do processo educativo. E nessas relações, parece-me a mim, o aluno tem que ser o centro.
Tirando isso, suspeito que estamos de acordo quanto à necessidade de reformar profundamente objectivos, conteúdos e métodos de ensino. Três exemplos só, para confirmar se estamos ou não, grosso modo,de acordo:
1. É inaceitável que se tenha tornado o processo de avaliação (dos alunos) em algo que muda todos os anos e que visa apenas melhorar as estatísticas de sucesso escolar, impedindo com estas mudanças que os alunos percebam como estão (ou não) a progredir ou que façam qualquer planeamento dos estudos a mais do que o curto prazo. É também uma forma de tornar irreparável o insucesso real da aprendizagem, que só é detectado tarde demais para ser corrigido.
2. Acho igualmente inaceitáveis as alterações de conteúdo programático constantes, sobretudo as que seguem lógicas como aquela que retirava a leitura dos clássicos da literatura portuguesa para substitui-la por textos de jornais, internet, etc. O argumento era que os alunos estavam mais familiarizados com estes últimos. Então a escola está lá para lhes ensinar o que eles já sabem?! Para isso deixem-nos ir brincar, não vale a pena. Mas há outras lógicas igualmente perversas, como a de querer inserir constantemente novidades (como se o ensino básico e secundário servisse para criar cientistas de ponta, e não cidadãos com bases de formação sólidas).
3. Por fim, claro que é indispensável que haja formas rápidas e expeditas (desde que se garanta que sejam justas) de um aluno ser punido disciplinarmente quando pisa o risco. No meu tempo de liceu, se bem me lembro, as queixas eram processadas com muita rapidez e as sanções aplicadas em tempo útil. E era dissuasor (embora não se vá nunca evitar completamente problemas, e felizmente: são miúdos, não são robots). Desconfio que isto deve variar de escola para escola; e que agora há mais entraves, mas também que há uma enorme demissão dos professores em actuarem. Pode haver razões para isto, mas não se pode também aceitar.
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A colega não precisava se comportar desta forma. Mas acredito sinceramente que os pais é que deveriam ser punidos pelos atos tresloucados e de mau gosto de seus filhos. Afinal são eles que os “educam” ou pelo menos tentam.
Esses dias vi uma cena pavorosa no Shoping.
Uma criança de mais ou menos uns oito anos dizendo para a mãe aos gritos: Você vai comprar. Você vai comprar agora o que eu estou pedindo…
Me digam sinceramente, são os filhos ou os pais que devem ser punidos? Será que os pais dessa criança não esqueceram de nada?
Gente!! Aonde é que foi parar o limite??????
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