Estabelecer uma correlação directa, como a imprensa faz todos os anos, entre os resultados nos exames do secundário e a excelência educativa já é um passo arriscado. Fazê-lo, juntando na mesma listagem, e sem nenhuma ponderação, escolas onde os alunos provêm de ambientes familiares de baixo capital cultural e económico com as escolas onde estudam os filhos da elite é uma lamentável mistificação que não acrescenta nenhum esclarecimento sobre o trabalho das escolas e os níveis de aprendizagem dos alunos. É um poderoso instrumento de marketing das escolas privadas e pouco mais. Mas, curiosamente, se há critério que uma leitura mais atenta dos rankings nos permite é vislumbrar a força do meio social nos resultados escolares. Este mapa distrital dos resultados, descoberto através do País Relativo, chama-nos a atenção para a verdadeira dicotomia. Mais do que escolas privadas e públicas, existe um fosso entre os bons resultados dos alunos das escolas do litoral e os das escolas do interior.
Peguemos no exemplo do Colégio São João de Brito. Este estabelecimento, que há mais de seis anos que não sai dos cinco primeiros lugares do ranking, pertence à Companhia de Jesus. A Companhia de Jesus tem mais dois colégios e afirma que a qualidade educativa e formação de professores são idênticas em todas as escolas. A diferença é que o Instituto Nun´Álvares, em Santo Tirso, e o Colégio da Imaculada Conceição, em Cernache, Coimbra, têm um contrato de associação com o Estado que os obriga a aceitar alunos de todos os estratos sociais. Se a única diferença é o meio social e a localização mais periférica, vale a pena comparar os seus resultados. O Colégio São João de Brito aparece em quarto lugar no ranking, o Colégio da Imaculada Conceição em 75.º e o Instituto Nun´Álvares em 161.º lugar. Não se pense que é um resultado fortuito. É assim desde sempre. O ano passado o São João de Brito ficou em 3.º, o Nun´Álvares ficou em 177.º e a Imaculada Conceição em 91º.
No dia em que todos os colégios da Companhia de Jesus tiverem os mesmos resultados escolares que o selecto São João de Brito, com quem partilham o projecto educativo e métodos de ensino, estou disposto a discutir as vantagens das escolas privadas e a sua suposta excelência. Até lá, mudem o disco e procurem as causas para o insucesso escolar nacional noutro lado que não o habitual chavão do facilitismo e experimentalismo das escolas públicas.
77 comentários 31 Out 08 em Educação



O pior cego é aquele que não quer ver… a isso podemos ainda acrescentar o nº de alunos por turma nos colégios privados considerados de excelência( não se aproximam nem de longe ao nº de alunos das turmas normais das escolas públicas, e nas escolas públicas as turmas só são reduzidas porque comportam alunos com NEE e muitas vezes de diferente natureza: cegos, surdos,autistas,paralisia cerebral, hiperactivos, défice cognitivo etc, isto é reduz-se o nº de alunos e depois incluem 5 com NEE o que vai equivaler ao nº de alunos ou + de uma turma normal).
Para além do mais as notas no privado muitas vezes não correspondem à realidade…os directores dos colégios “levantam” os níveis/notas porque os papás pagam e se os meninos não tiverem boas notas mudam de colégio.
Mas isso não interessa nada porque o que está a dar é destruir a escola pública e apelidar todos os professores de inúteis e incompetentes!
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Não devia era haver ensino privado.
A rede publica é mais que suficiente para um ensino de qualidade e para garantir algumas coisas importantíssimas:
Transmisão de valores Democráticos e
Republicanos;
Real igualdade de oportunidades e
Criação de um ambiente com várias culturas e classes sociais.
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Os resultados entre escolas privadas e públicas nas mesmas condições sociais e económicas são iguais.
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Não consegui perceber nada do post com o qual estou em completo acordo.
Na realidade estabelecer uma correlação directa, como a imprensa faz todos os anos, entre a classificação do Estrela da Amadora e a excelência do seu lote de jogadores é um passo arriscado
estou disposto a discutir as vantagens das escolas privadas e a sua suposta excelência.
Eu não.
O que estou disposto é ver se arranjo dinheiro para quando as minhas netinhas forem para a escola puderem ir para um bom privado e aliás fiz aqui uma sondagem na rua e onze em cada dez pessoas desejam exactamente o mesmo.
No dia em que todos os colégios da Companhia de Jesus tiverem os mesmos resultados escolares que o selecto São João de Brito, com quem partilham o projecto educativo e métodos de ensino, estou disposto a discutir as vantagens das escolas privadas e a sua suposta excelência.
Então mas o senhor não consegue compreender que ao serem forçados a aceitar pessoas que não estão minimamente interessadas em apreender e apenas frequentam a escola porque são obrigadas o nível tem que descer.
Um exemplo que o senhor talvez compreenda é obrigar o Machester United a ter que colocar como titulares o Polga e o Rochemback.
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Concordo inteiramente com a análise do Post.
Há mais diferenças; os professores do ensino público por princípio não são despedidos, por isso todo o investimento profissional que fazem provém da sua responsabilidade e competência.
No ensino privado actua a lei do mercado. Há que obter resultados por isso os professores investem bastante na manutenção do seu posto de trabalho.
Aqui já as motivações são diferentes.
Os meus filhos frequentaram dois dos melhores colégios privados de Lisboa, sempre entre os 10 primeiros do ranking, e duas Escolas Secundárias, Miraflores a Amélia Rey Colaço.
Em termos de ensino em nada as escolas públicas ficavam atrás das privadas. Na primeira principalmente, os professores excediam em muito as suas competências e além de serem óptimos professores eram pessoas extraordinárias, que faziam o que podiam para ajudar os alunos.
As instalações eram bem melhores.
O que leva os pais a investirem bastante dinheiro no ensino privado é a segurança e o atendimento personalizado.
Para alguns será ainda a formação. Vivemos numa sociedade democrática e há outras formas de cultura que não só a republicana e laica.
A real igualdade de oportunidades conseguir-se-á, quando a nossa sociedade evoluír e aceitar o cheque educação.
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O “post” e o mapa que o acompanha são perfeitamente elucidativos.
Os meus filhos sempre andaram em escolas públicas e os meus netos vão no mesmo caminho.
E, além disso, tenho um filho que lecciona numa escola pública.
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-Podem dar a volta que entenderem ao ranking, até mesmo fazer o pino, o post está correcto, existe diferença entre Litoral e Interior, tudo isso. MAS, o ano passado existiu ranking, a realidade social não se alterou este ano, e todas as escolas públicas desapareceram dos primeiros 15 lugares. Ou melhoraram os melhores privados, ou pioraram os melhores públicos, eu aconselharia a medir os resultados das escolas públicas melhor colocadas no ano anterior.
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Caro António de Almeida ,
É verdade, mas olhe que no ano passado já só existiam 2 escolas nas 15 “melhores”. Uma em 10.º e outra em 15.º. Posto isto, o melhor é mesmo esperar pela média das escolas privadas e das públicas para termos uma visão de conjunto mais nítida. O ano passado a diferença era de 0,7%, favorável às escolas privadas. Vamos a ver, este ano ainda não vi esses números em lado nenhum.
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Por que motivo é que o ensino deve ser obrigatório?
Pode-se (e deve-se) obrigar alguém a estudar?
Se o estado obriga a que todos estudem, por que é que não obriga a que todos os intervenientes na educação cumpram o seu papel?
As notas de exame são apenas uma ligeira variável a ter em conta. Quando os media fazem o escalonamento de escolas pelas notas dos exames estão a revelar incapacidade para realizar uma outra.
Podiam fazer um escalonamento por quantidade de “xamon” consumido, ou pelo número de agressões, ou pelo número de camisolas desportivas com capuz, ou pela quntidade de pólos, ou pela quantidade de mensagens trocadas durante as aulas…
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As escolas privadas, na minha altura, eram feitas para os burrinhos…as publicas eram para toda a gente. E agora toda a gente sempre é mais gente
, felizmente. Deixaram de sair miudas e miudos para o mercado de trabalho com 9 anos, como aconteceu com colegas meus…E queixam-se de quê? E cheques educação, oh querida, e os alunos não são subsidiados nas escolas privadas? ah são sim, veja lá bem o assunto…
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Sugiro a leitura de um artigo escrito pelo principal responsável da introdução dos rankings em Portugal, David Justino, publicado em 3 de Novembro do ano passado no Expresso (http://umbigoaoquadrado.files.wordpress.com/2007/11/justino.jpg). Nele pode ler-se esta espantosa frase: “Não há nenhum determinismo social na diferenciação social dos exames.” O autor fabrica, admito que sem intenção, um monumental embuste baseado numa suposta análise estatística em que se comparam resultados de médias de exames com quatro indicadores de enquadramento social. A metodologia é errada e conduz a conclusões inaceitáveis sob o ponto de vista substantivo. A única forma de analisar o impacto do lugar de classe nos resultados dos exames é levantar os dados individualmente, questionando a profissão dos pais e, eventualmente, o seu nível de escolaridade, e fazer uma simples regressão estatística. Estou disposto a apostar uma quantia considerável em como o peso da estratificação social nos resultados dos exames não é despiciendo.
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Excelente argumentação, meu caro Pedro.
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Concordo com o que escreveu.
Só se poderia concluir que o ensino no colégio de São João de Brito é de facto o melhor, se fizessemos uma troca de alunos: os que lá andam iriam para uma escola pública daquelas tipo “musgueira”, e os alunos desta, iriam para o colégio São João de Brito. Os professores não trocavam. Esperavamos 2 anos e faziamos os exames e comparavamos os resultados. Queria ver o que iriam dizer aqueles, que sempre e invarivelmente nesta altura, dizem cobras e lagartos das escolas públicas e promovem as privadas.
Há coisas na escola pública que estão muito mal. Não se pode negar isso. Ela recebe alunos com todos os problemas que há e mais alguns. Acrescentando a isso, a constante desautorização a que os professores têm sido sujeitos, e as politicas zigue zague do ME. O resultado disso é a balburdia que se conhece em muitas escolas. Mas dai a dizer que é tudo mau, vai um grande passo. Há escolas que fazem milagres com os alunos que têm. Há outras que nem por isso, depende de muitos factores.
Isabel 5
“No ensino privado actua a lei do mercado. Há que obter resultados por isso os professores investem bastante na manutenção do seu posto de trabalho.”
Se há coisa que não actua no ensino privado é a lei do mercado. É de conhecimento geral como se entra como professor para essas escolas. O factor C predomina.
Tenho colegas na minha escola (e já conheci outros, noutras por onde fui passando) que acumulam o lugar do público, com horas do privado. Portanto, os mesmos professores trabalham nos 2 sistemas. O que eles comentam, é que trabalham muito mais no público, porque os alunos são incomparavelmente mais complicados e dificeis. As aulas que vão dar ao privado são um “biscate”.
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Só uma questão: e se pura e simplesmente os senhores padres estão a maquilhar a verdade e realmente o melhor ensino que eles providenciam fica mesmo no S. João de Brito?
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Muito boa argumentação.
Aliás nenhum colégio com contrato de associação, os tais que são frequentados por todos, aparece nos primeiros lugares. Serão piores que os elitistas de Lisboa?
É como refere os rankings são propaganda gratuita ao ensino privado.
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Excelente post que toca no cerne da questão.
A utilização de falsos rankings é apenas uma técnica de marketing do sistema privado em detrimento do público.
“O que estou disposto é ver se arranjo dinheiro para quando as minhas netinhas forem para a escola puderem ir para um bom privado “….
Pois, naturalmente. Mas os outros, os que não têm dinheiro para por os netinhos queridos no privado, têm igual direito aos netinhos do dito senhor a um ensino de qualidade e às oportunidades de futuro. Ou não?
Claro que o sistema privado ( católico incluido) é muito mais que um projecto educativo, tem a ver com um elitismo muitas vezes bacoco e provinciano e com a manutenção de status….
Por isso mesmo o cheque ensino é uma aberração, pois mesmo com cheque ensino nunca um colégio privado de elite aceitaria alunos de nível diferente ou com necessidades educativas especiais ou meninos com qualquer tipo de deficiência. Não é bom tom, percebem?
Eu por mim tive filhos e eu prórpia frequentei uma escola pública que aparece sistematicamente no ranking das melhores do país. E, não tenho dúvidas que, mesmo aí, mais do que a qualidade dos professores ou métodos pedagógicos, os factores socioeconómicos e os contextos sociais dos alunos e das famílias são determinantes para o sucesso escolar.
Portanto, há que insvetir com seriedade no sistema público, pois é a única forma de esbater as desiguldades sociais e dar oportunidade aos melhores.
Mas, sobretudo, há que apostar na qualidade de vida das pessoas e nos contextos socioeconómicos em que vivem as nossas crianças e dolescentes.
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Sua suposta excelência, LOL, LOL, LOL.
Ou seja segundo a sua análise não há escolas privadas com elevados níveis de excelência, LOL, LOL.
Oh Pedro Sales, se o ridículo matasse !!!!
Oh homem, para ridicularizar os desmandos do ME não necessita de nivelar por baixo, não acha? Nem sempre é correcto fazer análises com bases em preconceitos, pois, isso tolhe de sobremaneira a clarividência de pessoas inteligentes, como é o caso do PS!
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Ainda bem que se divertiu Ibn Erriq. Eu próprio também acho piada à sua dificuldade de entendimento de um texto.
De resto, se o ridículo matasse não andava meio país a repetir os disparates sobre as melhores escolas. Usar como indicador de excelência os resultados dos exames de escolas que escolhem os seus alunos e que, como aqui diz um comentador, rejeitam os que têm dificuldades de aprendizagem para se manterem à tona do ranking, é que é um disparate. E nada inocente.
Há escolas privadas de excelência? Claro que sim. Mas não é com estes rankings que dá para distinguir quais são.
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LR,
existe essa hipótese, claro, mas ela continua sem explicar um dado. Por que razão as “melhores” escolas privadas estão todas no litoral e nos centro dos grandes centros urbanos?
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Eu andei sempre no ensino público, se fosse escolher hoje teria ido para o privado onde é preciso separar o bom ensino privado do mau que serve apenas para ter boas notas. O ensino privado é um pouco elitista é certo, mas como as classes mais desfavorecidas têm comparticipação na propina não lhes é vedada a entrada.
Eu penso que um factor muito importante é a estrutura orgânica do privado em relação ao público, no privado sabe-se quem manda, no público o corporativismo inquina o processo pedagógico (para dar o eduquês não é preciso saber muito), na escola secundária onde andei havia um professor que se metia com as alunas, toda a gente sabia e hoje ainda está a dar aulas até ao dia que apanhe zagalote no lombo. No privado isto tinha sido tratado com a devida expulsão e queixa ao MP.
Por falar de eduquês, no outro dia a mãe de um puto que anda no sexto ano pediu-me que desse uma explicação ao filho a matemática no dia seguinte, a meio da manhã do dia seguinte a senhora liga-me a desmarcar a explicação pois o filho andava muito atarefado a fazer um inquérito sobre o bullying…eduquês.
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Meu caro Pedro:
Considero que o seu post coloca questões interessantes mas tem algumas imprecisões mais ou menos explícitas.
1º O contrato de associação é uma opção. é por isso injusto dizer que se é OBRIGADO a aceitar alunos de classes várias sociais. E então não poderia a companhia de Jesus por fazer funcionar o Colégio são João de Brito de acordo com esse contrato? Não! A lei só prevê esse contratos como forma de suprimir a falta de escolas públicas em algumas zonas. Aliás, os colégios que têm contrato de associação em zonas em que foram abrindo mais escolas são muitas vezes pressionados a reduzir o nº de turmas por serem (imagino) mais solicitados que as escolas públicas.
2º Obviamente, a proveniencia socio-cultural é fundamental para entender os resultados. Por isso é enganadora a comparação entre os 3 colégios que apresenta. O normal seria comparar os resultados entre colégios e escolas que trabalhem com o mesmo tipo de população escolar do ponto de vista socio-económico, o normal seria comparar escolas com caracteristicas parecidas. Nesse sentido é totalmente verdade que a metedologia dos rankings é errada. Mas no post que escreveu usa excatamente a mesma lógica na comparação que faz.
Pessoalmente, gostaria que se acabasse com os rankings que até acho que prejudica as escolas que os lideram.
3º Não é verdade que as escolas privadas recusem alunos com dificuldades. Fui aluno 11 anos de uma escola privada (não o São João de Brito). Tive negativas e dificuldades.
Houve alunos com dificuldades e não foram nem expulsos nem coisa que o valha!
é verdade que alguns alunos do secundário optam por sair desses colégios e também de escolas públicas, optando por ir para outros em que possam subir as médias. E isto pode ser questionado.
Mas afirmar de um modo generalista que as escolas “rejeitam os que têm dificuldades de aprendizagem para se manterem à tona do ranking” revela alguma demagogia e talvez preconceito. Com que base é que se afirma isto?
4º A Bluesmile diz que os colégios (incluindo católicos) não querem abrir-se à universalidade de proveniência dos seus alunos, mesmo que houvesse cheque ensino. Penso que há dados que vão em sentido contrario: os colégios católicos com contratos de associação são um desses dados. Mas há mais. Em espanha, por exemplo existe o sistema de Colégios Concertados também nas grandes cidades. Aí mutos colégios Privados católicos (dependendo da zona onde se insiram) estão abertos a alunos de distintas proveniencias sociais, económicas, culturais e geográficas.
Mas para que isto fosse possível era preciso que nos libertássemos do preconceito quanto ao ensino privado.
Não sei se o cheque de ensino seria a melhor solução para que os Colégios Privados fossem mais acessíveis. Sei que nenhum governo fez ainda o mínimo esforço para que isso acontecesse. Desconfio que para lá de discursos de circunstancia poucas pessoas querem mesmo arriscar no cheque ensino ou noutra forma de tornars mais universais os colégios privados. E disso, realmente, tenho muita pena.
O preconceito contra os Colégios privados tem como único resultado que se mantenha aquilo que se lhes crítica.
5º O mais importante de qualquer escola é a sua capacidade de acompanhar os alunos(seja privada ou publica). Pergunte-se aos alunos o que mais os marcou na sua escola ou colégio e pouco responderão que foram as aulas ou a “grande exigência”. Serão mais os que responderão que foi o sentirem-se acompanhados, o terem espaços onde descobriram coisas para lá do que vem nos livros. E aí é verdade que algumas escolas privadas (e também públicas) fazem um óptimo ivestimento. Mas não é por isso que aparecem nos jornais.
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Toda a acção provoca uma reacção
Cada vez mais professores de agrupamentos e escolas isoladas assumem-se contra a avaliação. A ministra disse ontem que os protestos se resumem a alguns professores, mas até a presidente da melhor pública do ano a contraria
In DN
Todos os anos mal é publicada a classificação das escolas, com as privadas sempre nos melhores lugares, aparecem logo análises para mostrar ou que a classificação é artificial ou para justificar a classificação das públicas.
Ninguém discute porque motivo, quem pode (com a saudável excepção dos activistas do Bloco de Esquerda) corre a meter os filhos nas escolas privadas.
Claro que toda a gente sabe que a grande diferença entre umas e outras é que nas privadas a disciplina é regra de ordem e na pública pode bater-se num professor.
Não é desculpa nenhuma as escolas públicas terem que aceitar toda a espécie de bandalhos que arrastam os traseiros nas cadeiras gastando o melhor do esforço dos pobres professores e gastando dinheiro que era mais bem empregue noutras aplicações.
Não quer estudar, rua com ele.
Os outros alunos, os professores e eu mesmo agradecíamos.
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Este post do Pedro Sales está baseado num erro metodológico. Se quer comparar a qualidade do ensino privado e público, tem de manter constantes todas as outras variáveis. Claro que isto é difícil num ambiente não controlado, mas podemos aproximar-nos desta ideia. Como? Comparando, usando os colégios supra citados, o S.João de Brito com outros colégios elitistas públicos (que os há!), preferencialmente lisboetas. Há que manter pelo menos um comparável nível de educação escolar dos pais, já que a educação apresenta uma persistência muito grande.
Depois faz-se o mesmo com o CAIC e com os outros da sua zona (geográfica e social), e depois com todos os outros privados que queiramos (sempre comparando com escolas com o mesmo nível económico/geográfico/escolaridade dos pais).
Só assim se conseguem distinguir os diferentes efeitos, destacando aquele que será devido ao facto de ser privado, ou não.
Não faço ideia qual seria o resultado, se calhar até reforçava a ideia do post, mas que estamos a ser fraquinhos na metedologia, aí não tenho dúvida…
[Responder]
Pedro Sales,
Quanto ao ranking estou completamente de acordo consigo. (ponto)
Deixe que lhe diga, que julgo ter compreendido muito bem o seu texto.
O Problema do seu texto é que tenta chegar a conclusões que não são nada atingíveis. Quer exemplos? pois bem.
Relativamente aos colégios da companhia de Jesus , a sua bitola só seria possível se o alunos fossem os mesmos, os professores os mesmos e as mesmas aulas. Bem pode ter o método que quiser mas os resultados dependeram sempre dos alunos e dos professores (admitindo que todas as restantes condições estão satisfeitas)
Não foi o Pedro Sales que escreveu isto? “estou disposto a discutir as vantagens das escolas privadas e a sua suposta excelência” Deixo-lhe um repto como podemos atingir a excelência se não formos rigorosos na avaliação?
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DN: Com que ideia ficou de Fernando Gouveia?
IRene Pimental: ELE ERA INTELIGENTE, UM ÓPTIMO INVESTIGADOR SOBRE O PCP E UM TÉCNICO QUE, SE NÃO TIVESSE FEITO PARTE DA POLÍCIA POLÍTICA, TERIA, PROVAVELMENTE FICADO NA HISTÓRIA PELAS SUAS CAPACIDADES
Palavras para quê? Mais uma “artista portuguesa”! Resta dizer que esta sra. também defende a tese de que não houve fachismo em Portugal.
Mas se Irene Pimental lava mais branco, Oliveira, Sales e Vieira são óptimos amaciadores prá roupa suja.
Preocupem-se é com o Zé Colmeia na CML e com o circo da vossa próxima convenção
[Responder]
Mas os outros, os que não têm dinheiro para por os netinhos queridos no privado, têm igual direito aos netinhos do dito senhor a um ensino de qualidade e às oportunidades de futuro. Ou não?
Sim, mil vezes sim e foi parcialmente respondido no post anterior.
Para não me repetir vou dar um exemplo, um pouco brutal.
Se num cesto tiver uma maça podre e não a retirar as outras vão todas apodrecer e no fim ninguém come nada.
Ontem, pelo canto do olho, acho que foi na SIC vi um bocadinho de uma reportagem onde um bando de alunos de uma escola cantava um rap que finalizava “vou cortar-te o cabelo à chapada”.
Aposto que muita gente achou gracinha.
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Por que razão as “melhores” escolas privadas estão todas no litoral e nos centro dos grandes centros urbanos?
Meu senhor, que raio de pergunta.
Evidentemente que é por ser nesses sítios onde há mais procura e logo onde a oferta deve ser feita.
O senhor já ouviu falar de economia de mercado?
Ou acha que a educação não pode ser mercado?
Se acha que não pode ser mande fechar as dez melhores universidades do Mundo que são todas privadas.
Se calhar aqui também os rankings estão errados.
[Responder]
Cernache fica em Coimbra? Hmmmm desde quando?
[Responder]
Levy
Se o sistema privado é tão “fácil”, se vive dos restos do público onde realmente se trabalha, porque que é que os privados não fecham a porta? Porque é que a maioria tem listas de espera?
Deixe-me adivinhar; Devem ser os pais da classe média e média baixa que não têm onde gastar o dinheiro que lhes sobra e vão esturricá-lo nos colégios privados.
[Responder]
Ibn Erriq, Nuno e Zé Serrano,
É óbvio que a comparação entre as escolas da Companhia de Jesus não é rigorosa pelas razões que apontam, nomeadamente que “a sua bitola só seria possível se o alunos fossem os mesmos, os professores os mesmos e as mesmas aulas”.
Mas, reparem, o meu “erro” metodológico é o mesmo em que incorre toda a comunicação social quando refere o nome das “melhores” escolas com base nos resultados dos exames. O objectivo era mesmo esse. Provar a correlação entre os resultados e o meio. O “erro” não é erro. é propositado e, como se vê, esclarecedor sobre a forma como os rankings são tratados na comunicação social, ignorando que não há nenhuma ponderação nos seus resultados.
De resto, o post começa por desvalorizar essa correlação: “Estabelecer uma correlação directa, como a imprensa faz todos os anos, entre os resultados nos exames do secundário e a excelência educativa já é um passo arriscado. Fazê-lo, juntando na mesma listagem, e sem nenhuma ponderação, escolas onde os alunos provêm de ambientes familiares de baixo capital cultural e económico com as escolas onde estudam os filhos da elite é uma lamentável mistificação que não acrescenta nenhum esclarecimento sobre o trabalho das escolas e os níveis de aprendizagem dos alunos”.
Posto isto, a forma como a imprensa e dezenas de colunistas insiste nesse mesmo erro metodológico tem consequências perversas sobre o trabalho que centenas de escolas e os seus profissionais exercem por todo o país. Esforço e trabalho que não os impede de ver escarrapachado que as escolas que escolhem os seus alunos são as melhores do país.
[Responder]
The Studio,
Desde sempre, recapitule lá o seu conhecimento do país: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cernache
[Responder]
Na minha opinião, pode andar-se a discutir a eventual qualidade formativa das privadas à vontade, porque isso não explica rigorosamente nada. Aliás, nas escolas públicas, os professores são invariavelmente melhores, porque aí o sistema premeia a antiguidade e a experiência. Nas privadas, os professores entram quase sempre por cunhas, e muitas vezes nem se olha ao sítio onde tiraram o curso. Existirão excepções dos 2 lados, mas penso que no geral funciona assim.
Agora, mais importante: pergunto-me se algumas pessoas já terão convivido com crianças oridundas de diferentes estratos económicos. Eu já convivi, e é necessário chamar os bois pelos nomes: a grande diferença está no NSE. As crianças que frequentam o ensino privado são mais ricas, mais estimuladas, viajam mais, têm mais oportunidades desenvolvimentais, melhores condições de estudo, têm pais mais escolarizados e são mais inteligentes (quer por influências ambientais, quer genéticas). Por isso, estas crianças têm invariavelmente sucesso, quer em escolas públicas quer nas privadas. Conheço muita gente nestas condições que frequentou e frequenta a pública e têm tido sucesso académico,e conheço muita gente limitada que frequenta a privada, a aí não há suposta excelência formativa que ajude.
Por último, penso que a maior parte das pessoas que põe os filhos no privado o faz por puro snobismo. Uma das maiores aprendizagens que se pode ter é o contacto com mundos diferentes do nosso, e aí a escola pública é pródiga.
[Responder]
Zé Serrano:
Escreveu que :
“Os colégios (incluindo católicos) não querem abrir-se à universalidade de proveniência dos seus alunos, mesmo que houvesse cheque ensino. Penso que há dados que vão em sentido contrario: os colégios católicos com contratos de associação são um desses dados”.
Precisamente. São esses os exemplos de que haveria sempre um selecção de clientela.
Há Colégios Católicos Privados com contratos de associação ( ou seja, financiados por todos nós), onde é absolutamente vergonhoso, escandaloso mesmo, o sistema de selecção de alunos , que inclui cunhas, dinheiro, estratificação social e mesmo potencial rendimento escolar da criança.
Uma vergonha. E assim de repente podia citar dois ou três catolicíssimos colégios privados financiados pelo Estado, onde a maioria da população portuguesa residente na área geográfica abrangida por esses colégios não tem a mais remota possibilidade de lá ser admitida.
Colégios privados com contrato em que não há, como é “natural”, alunos com multideficiências, alunos nem com síndrome de Down, nem sequer meninos hiperactivos….
E sobretudo, não há, de certeza absoluta, meninos pobres, ou menisnos sem o “pedigree “necessário.
Também não há meninos imigrantes ou raramente de outras etnias que não a caucasiana…
Porque , esses meninos, para alguns fadistas alexandrinos, não saõ meninos mas ” a fruta podre do cesto”… A que se deita fora.
Volto a repetir – estamos a falar de algo fundamental. Estamos a falar de pessoas, estamos a falar do acesso à Educação de qualidade, estamos a falar do futuro deste país.
[Responder]
Já agora, porque é que nos Colégios Privados há melhores notas?
São o que eu chamo de “notas compradas”.
Veja-se o que se passa com as notas de Educação Física.
[Responder]
Bluesmile
Há escolas públicas em Lisboa, pagas por todos nós, onde só se entra com cunha.
Na maioria das outras escolas, fazem-se turmas especiais para filhos de professores e outros licenciados.
Os pais que têm os filhos nas escolas privadas, pagam o ensino público com os seus impostos e ainda o custo da escola onde têm os filhos. Acha que é por snobismo? É prazer de estragar dinheiro?
Os grupos culturais tendem a agrupar-se porque têm afinidades. É a Natureza. O socialismo contra isso nada pode. Os mais dotados tendem a juntar-se e os mais desfavorecidos também.
Só se contraria este principio misturando-os com critério.
A única possibilidade de promover a mobilidade social e a interculturalidade é o cheque-educação.
[Responder]
Para que conste os meus filhos frequentam o ensino privado, não por eu ter qualquer preconceito relativamente ao ensino público, muito pelo contrário. Mas tenho que reconhecer que as condições são à partida muito diferentes. As condições físicas são incomparaveis com as do ensino público o rigor e a exigência não são os mesmos, logo, os resultados não serão também os mesmos. Claro que pagar mensalidades acima do salário mínimo nacional é, não só, uma questão de possibilidade mas também de opção. As caraíbas têm que esperar
Cara Manuela Cameirão, de uma forma geral estou de acordo consigo, mas não deixo de notar um preconceito dos diabos no seu texto, por exemplo “Aliás, nas escolas públicas, os professores são invariavelmente melhores” e repare “invariavelmente!
Mas que interessa se os professores poderiam ser melhores, se depois, de facto, o resultado final de uma forma geral é pior? ATENÇÃO: não digo a responsabilidade que seja maioritariamente dos professores.
“penso que a maior parte das pessoas que põe os filhos no privado o faz por puro snobismo” Oh Manuela “a maior parte” e diz isto com base no conhecimento da maioria dos pais de alunos de escolas privadas ou é pura adivinhação. Haverá certamente algumas situações dessas, mas também há muitas de pais que fazem sacrifícios para darem aos filhos aquilo que eles acham melhor. Não concorda?
[Responder]
Blue smile:
Pelos vistos conhecemos realidades distintas.
Os Colégios com contrato de associação são, naturalmente, seguidos de perto pelo estado e os seus cristérios de selecção estão naturalmente sujeitos a inspeção. Alguns são rigoramente escurtinados.
Os Colégios com contrato de associação que conheço em Portugal não sofrem do problema a que faz referência.
E, ao contrário do que diz, têm alunos com dificuldades de vários níveis e também económicas.
É lamentável que associe privado e falta de honestidade. acredite que há colégios com contrato de associação que aplicam o dinheiro de forma rigorosa a favor dos seus alunos e que não fazem a selecção de que fala.
Quanto às notas mais altas, mais uma vez há dados nos 2 sentidos:
- há Colégios com notas mais altas e também os há com notas mais baixas o que implica que alguns alunos os abandonem por causa das médias. Normalmente, os que dão notas internas mais altas não costumam ser aqueles em que depois esas notas são confirmadas pelos exames nacionais.
e quanto ao resto do debate:
na discussão que por aqui vai continua claramente presente o preconceito contra os colégios privados.
é evidente que parte daquilo que foi dito do modo como os media tratam a questão dos rankings é verdade. Mas isso não pode ser a base para um discurso anti-privado baseado no “ouvi dizer que”, baseado em generalidades não concretizadas de que tudo são cunhas, notas compradas, alunos selecionados até ao mais infimo detalhe. Claro que a realidade não será toda ela imaculada…. mas certamente que também não é toda como alguns comentários parecem fazer crer.
No fundo a questão é saber se o ensino privado deve ou não existir e se, existindo, se devem criar condições para que haja a oportunidades de todos aqueles que desejem terem acesso a esse Ensino.
Pessoalmente penso que esta seria a forma mais justa, mas sei que esta não é provavelmente a mais verdadeiramente desejado e por isso nunca houve por parte de nenhum governo a mínima intenção de avançar nesse sentido.
Não sei se o cheque-educação é a solução ou se tudo passa por um aprofundamento da figura do “contrato de associação”, mas penso que se podia melhorar a situação.
[Responder]
Nas escolas, onde estudam os alunos de condição social privilegiada, os bons resultados são à custa de sessões de explicadores, pagas pelos cagões dos paizinhos num afã de expulsar as suas frustações, realizando-se através dos canudos dos seus filhos. Este sistema em nada nos garante que, a esmagadora maioria de alunos que entram nas Universidades sejam de facto os mais inteligentes.
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Isabel [35]
Há escolas públicas em Lisboa, pagas por todos nós, onde só se entra com cunha.
Quais?
Duvido. Já que as escolas tem de dar prioridade a quem mora na zona.
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Ibn Erriq: os colégios podem de facto ter melhores resultados, mas acho que isso não se deve a competências extra dos professores de lá face aos das públicas, mas sim ao facto de os alunos à partida já serem melhores. Aliás, bons alunos na escola pública também são bons alunos. E até conheço bastantes pais que têm filhos nas privadas, e repito: há bastante snobismo à mistura e cada vez mais o colégio onde os filhos andam é visto como um sinal de status. Acredito que haja quem faça sacrifícios para proporcionar uma boa educação aos filhos, mas muitas vezes o resultado conseguido é o mesmo do que na pública.
Quanto à questão dos colégios com contratos de associação, gostava de dizer, por experiência própria, que isso de entrar “toda a gente da área geográfica” é um engodo. Há sempre maneira de contornar isso.
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Oh Milu,
isto dava uma tese de doutoramento “Nas escolas, onde estudam os alunos de condição social privilegiada, os bons resultados são à custa de sessões de explicadores, pagas pelos cagões dos paizinhos num afã de expulsar as suas frustações, realizando-se através dos canudos dos seus filhos
De facto, há várias formas de expulsar frustrações, barbitúricos, álcool, canudos (para a coca), etc. Agora canudos dos filhos é a primeira vez que ouvi, leu isso em algum lado ou chegou lá sem ajuda?
Já agora de-nos os seu conceito de inteligência para todos ficarmos no mesmo comprimento de onda!
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1 – “Os pais que têm os filhos nas escolas privadas, pagam o ensino público com os seus impostos e ainda o custo da escola onde têm os filhos. Acha que é por snobismo? É prazer de estragar dinheiro?”
Claro que é por PURO snobismo. E uma certa mentalidade bacoca e provinciana.
Confirmada plenamente no parágrafo seguinte:
“Os grupos culturais tendem a agrupar-se porque têm afinidades. É a Natureza. O socialismo contra isso nada pode. Os mais dotados tendem a juntar-se e os mais desfavorecidos também.”
Claro que a “Natureza” nada tem a ver com esta dicotomia disparatada ou com este juízo de valor rresultante de uma análise estritamente ideológica.
2 – Não é verdade que o Estado fiscalize devidamente as escolas privadas com contrato de associação.
A ser assim, não existiriam as situações que relatei e que não resultam do “diz que disse” mas do conhecimento directo e pessoal dessa realidade.
É verdade que os Colégios jesuítas com contrato são uma excepção, aceitando todo o tipo alunos da sua área geográfica.
Mas noutros colégios privados católicos, é um escândalo o que se passa.
3 – O cheque ensino, à custa dos impostos de todos nós, seria mais uma burla institucional que apenas favoreceria apenas os mais privilegiados, acentuando ainda mais as desigualdades no acesso ao ensino de qualidade.
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Manuela Cameirão
Que em alguns casos seja um engodo (não o é nas escolas que eu conheço), não diz nada sobre a bondade o maldade da opção.
A possibilidade de dar a volta à lei e a regulamentos nos os torna maus.
Isso seria a mesma coisa que dizer que não vale a pena haver multas porque há pessoas ricas que se escapam das multas com sobornos.
Um contrato de associação bem implementado e com boa fiscalização não tem que ser gerador de engodos.
A questão é saber se a opção é em si mesma boa ou má.
A questão, para mim, é saber se o ensino privado deve ser uma possibilidade a que só alguns devem ter acesso ou se se devem criar mecanismos que o tornem mais acessível.
é claro que se pode defender o fim do ensino privado. Duvido é que isso seja Constitucionalmente sustentável.
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Manuela Cameirão, concordo quase completamente consigo! Eu também não disse que os resultados se devem à competência dos professores, disse exactmente o contrário.
O que contesto é este maniqueísmo, do publico é melhor que o privado e vice versa, ponto final.
Há exemplos de cada um das situações. há professores melhores e piores em cada um dos sistemas de ensino.
A mim o que me preocupa é está acontecer no ensino público que se tem vindo e degradar de dia para dia. Não será à toa que 100.000 professores saíram à rua.
Quanto ao snobismo claro que é verdade, infelizmente, conheço alguns casos
. mas daí a generalizar vai uma grande diferença!
Claro que os resultados se obtêm no ensino público podem ser o mesmo. Contudo, se quer ensino com condições iguais ás do finlandês em Portugal ……. conte as escolas do ensino básico que em Portugal têm ginásio, auditório, biblioteca, etc. e saberá do que falo.
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DA
Experimente inscrever o seu filho no Pedro Nunes. Lembro que esta escola está situada numa zona antiga com muitos moradores ainda da época. Não têm filhos em idade escolar.
Verifique se conseguir, como estão distribuidos os alunos nas turmas das escolas públicas e relação dessa distribuição com as profissões dos pais. Há pelo menos uma em cada ano.
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Nao tenho nada contra escolas privadas.
Quem tem dinheiro para la por os filhos pois concerteza , porque nao?
Escolas privadas ou escolas publicas tem antes do mais que ser boas escolas , independentemente dos dinheiros de cada um , ate porque o pais so lucra com escolas onde o ensino seja de boa qualidade. Agora se o ensino e de boa qualidade em todas as escolas , ou se as diferenças de qualidade sao estabelecidas pelo dinheiro de cada um, isso se e quando acontece e que e mauzito.
E muito mediocre.Portanto o que ha a fazer e estabelecer regras para que o ensino seja aquilo que deve ser seja onde for. E o ensino deve ser antes de mais nada exercido por pessoas decentes que percebam do seu oficio , que nao se deixem aliciar por prendas ou demais interferencias sejam elas quais forem. E que sejam capazes de perceber os seus alunos como individuos que existem muito para alem das classes socias ou meios de onde provem.
Se isto for feito todos lucraremos e decerto que todos seremos bem mais felizes.
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“ Para que conste os meus filhos frequentam o ensino privado, não por eu ter qualquer preconceito relativamente ao ensino público, muito pelo contrário. “
Ibn Erriq,
Os seus filhos frequentam o ensino privado porque você pode pagar, ponto final.
Nem estou a dizer se faz bem se mal, mas tudo o que acrescente a isto, é conversa da treta.
Pode…e espero bem que não, estar depois de devidamente formatados a criar betinhos…
A escola publica ao contrario da privada, tem tudo que uma criança precisa para crescer. Até aquilo que condenamos a falta de condições por exemplo, se calhar fá-los crescer…como os faz crescer o contacto com outras crianças que não tendo as condições dos seus filhos os colocam perante necessidades básicas que podem fazer dos seus filhos seres sociais, sem beliscar as capacidades intrínsecas dos seus rebentos.
Tudo o que possa criticar no ensino publico e se calhar com razão, tente mudar o sistema dentro do próprio sistema porque ao faze-lo está a criar condições para que os filhos dos que não podem pagar tenham um ensino melhor e não crie elites porque, um dos espíritos do 25 de Abril, foi criar um ensino publico para todos. Não se esqueça que entre os filhos dos que não podem pagar, existe também inteligência, temos é que dar-lhe iguais oportunidades.
Achar que tudo o que é cérebro se encontram nas zonas assinaladas a azul-escuro, é no mínimo cegueira patológica.
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Mistificação????
1- Se se estabelece uma relação directa entre a nota de um exame e a entrada na faculdade, porque não haviamos de fazer o mesmo em relação à escola?
2- Se temos que ponderar meios sociais, agregados familiares e recursos financeiros, então porque não se faz o mesmo em relação à faculdade? Porque tomamos o exame como uma prova imparcial! Só tem boa nota quem aprendeu e estudo!
3- Se há privadas também nos últimos lugares, porque raio é que os rankings têm que ser visto como um ataque à escola pública?
Desculpem, mas como eleitor do BE e como um gajo que fez exames nacionais há 4 anos (numa pública), não consigo compreender que impressão é que isto vos faz.
Levem o ranking a sério e indignem-se com o facto das escolas públicas estarem a estupidificar-se, a standardizar-se pela média a cada ano que passa, mesmo que o Ministério da Educação, perdão, o Ministério da Estatística tente inflacionar notas.
Preocupem-se com a imaturidade dos meninos que entram nas faculdades, tão verdinhos e ignorantes que é uma tristeza. Vocês que são malta que está ligada às faculdades sabem isto bem.
A educação é um direito de todos, mas não tem que ser assim, uma coisa fácil que se faz sem estudar, sem trabalho, e que não se pode dizer não a nenhum menino, nem o castigar, nem o fazer ver que se não fizer nenhum não chega a lado nenhum.
É que assim só estamos a formar mais eleitores ignorantes para a direita!
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Fui professor numa escola pública perto do Gerês. No mapa pode ser considerado meio urbano, mas na prática tinhamos um misto de rural e urbano. As turmas eram organizadas em função das zonas devido ao transporte escolar, dessa forma quando um autocarro se atrasava, era meia turma que se atrasava e era só uam questão de reajustar a programação da aula. A diferença de rendimento entre alunos que acordavam às 7:30, chegavam a pé ou de carro à escola e almoçavam em casa (só para dar alguns exemplos) era nítica quando comparada com alunos que muitas vezes às 7:30 já estavam no caminho para a escola, só chegando a casa doze horas depois. No papel tinhamos projectos curriculares de turma, adaptações programáticas e restante burocracia. Mas nada disso chega… as verdadeiras adaptações (de carga horária, de disicplinas, de tempo na escola)e meios (biblioteca, salas confortáveis…) esbarram no centralismo de Lisboa e num modelo demasiado rígido de educação.
Se os exames são realmente nacionais e se destinam a aferir resultados, então as escolas deviam ser livres, até ao momento do exame, de lecionarem o que era melhor para os seus alunos e os professores de escolherem as melhores matérias, sem terem de ficar presos a livros (alguém se imagina, num meio rural, a explicar a destilação do petróleo aos seus alunos porque é a única destilação referida nos livros de texto?) e a horários que sobrecarregam tudo e todos. Ou alguém ainda acha que um aluno de um meio rural precisa de ficar guardado na escola da mesma forma que um aluno urbano?
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Emanuel
Concordo absolutamente consigo.
Igualdade de oportunidades não é fazer exames nacionais diferentes conforme as conveniências estatísticas ou as capacidades dos alunos.
Baixar o nível dos exames nacionais para que não haja menos dotados, não é sério nem justo.
Permitir que para o mesmo exame nacional se possa lá chegar por diferentes meios, adaptados às caracteristicas dos alunos ou da região, isso “é muito à frente”.
Tal como para o cheque educação, vai demorar muito tempo até caírem os preconceitos e o medo de fazer diferente.
Se houvesse cheque educação e se morasse aí por perto, provavelmente os meus filhos frequentariam a sua escola.
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Duvido.
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Isabel,
O Pedro Nunes selecciona?
De pouco adianta, veja os resultados…
Pedro [48]
A mistificação é comparar resultados de escolas que seleccionam alunos com escolas que estão obrigadas a receber todos e toda a campanha pró-ensino privado que por estes dias ocupa os orgãos de comunicação social.
Se as escolas secundárias públicas seleccionassem alunos, e deviam ter essa possibilidade, de certeza que teríamos várias no topo do ranking.
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Emanuel,
A realidade que descreve conheço-a bem, na minha região havia ainda o problema da neve. Quando ameaçava nevar lá iam os miúdos do transporte escolar mais cedo para casa, pois, caso contrário os autocarros já não conseguiam chegar as terras mais altas, isto para não falar nos dias de escola que perdiam.
Bolota,
Não me parece que conheça as minhas motivações para fazer análises do que quer que seja.
Como já disse entre comprar um grande carro ou fazer férias caras prefiro fazer como os meus pais fizeram comigo, dar-lhes todas as condições que eu considere serem as melhores para eles. E como deve imaginar, não estou à espera que me digas quais são!
Quanto ao ensino público temo que não me possa dar lições de nenhuma espécie, frequentei a escola primária numa aldeia do Portugal profundo, quando as condições físicas não eram as melhores
. Depois passei pelas preparatória e secundária de província, por isso sei bem o que significa o ensino público. Isto só para não lhe falar de outras coisas.
Quanto aos betinhos há-os em todos os lados, desde as escolas públicas de zonas finas (Pedro Nunes por exemplos, como alguém já aqui falou) até as escolas privadas.
Como o Bolota diz “Achar que tudo o que é cérebro se encontram nas zonas assinaladas a azul-escuro, é no mínimo cegueira patológica.”
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Ibn Erriq,
“A mim o que me preocupa é está acontecer no ensino público que se tem vindo e degradar de dia para dia.”
Baseou-se em quê para dizer isso?
“Não será à toa que 100.000 professores saíram à rua.”
Até seria bom sinal se tivessem saído mais cedo, significaria que a bandalheira estava a ser combatida.
[Responder]
Explica-me uma coisa Sales, que não entendo. Mas defendes que todos os portugueses tenham acesso a uma educação como a do S. João de Brito ou que os do S. João de Brito tenham uma educação como a da EB23 Rute Marlene? É que, custam a mesma coisa e seria interessante perceber se a tua preocupação é com os putos ou se os putos devem ser condenados à eterna iliteracia matemática para que as tuas ideias não sofram com isso.
[Responder]
A verdade é que na escola publica se esta a diminuir a exigência para ficar bem nas estatísticas. Ensina-se da maneira mais soft possível, disciplina e regras são poucas, quando as há.
Concordo com o Pedro excepto na última frase. Mas achava muita fruta que um eleitor do BE não assumisse que todos os que votam na direita são ignorantes.
[Responder]
Tonibler,
Não ponho em causa que o São João de Brito seja uma boa escola. Mas não tenho nenhuma certeza que o São João de Brito seja melhor do que muitas escolas públicas que aparecem muito abaixo no ranking. A selecção social que o primeiro efectua deturpa a comparação, como se vê pelos resultados dos outros colégios da companhia de Jesus que não escolhem os seus estudantes. Posto isto, não percebo a conclusão que parece tirar de que a escola pública é uma bandalheira que condena os estudantes “à eterna iliteracia matemática”.
Os resultados educativos portugueses são maus? Claro que sim. Mas vale a pena pormos os olhos no ponto de partida. Há trinta anos, quase um em cada cinco portugueses era analfabeto Os países nórdicos chegaram aos 100% de alfabetização na transição para o século XX. Grande parte dos alunos que hoje está na escola, quando chega ao 6.º ano, não tem ninguém em casa que o ajude nos trabalhos de casa por que já é o membro da família com maior escolarização. Centenas de milhar de crianças que estão na escola chegaram lá sem ter um livro em casa e com pais e irmãos que nunca conheceram hábitos de estudo. O país real, o tal que anda no que chamas com algum desdém as EB23 Rute Marlene, é este. Queriam que, de um dia para o outro, tivessem os mesmos resultados que os alemães e franceses? Era bom, eu também gostava, mas as mudanças educacionais e culturais são lentas.
Foram cometidos muitos erros nas várias equipas que estiveram na 5 de Outubro, não duvido e não contesto, mas daí até criticar a escola pública de um país que tinha um atraso educacional de várias gerações porque este não está ao nível dos padrões dos países de topo da Europa, é que me parece excessivo. Devemos tentar melhorar, mas não vale a pena entrarmos em efabulações sobre o tempo mítico de uma escolaridade de excelência ,que supostamente tivemos e entretanto perdemos, por que isso é uma história que não pega.
[Responder]
Baseie-me simplesmente no facto do eduquês e o seu consequente facilitismo estar a arruinar a educação em Portugal. Que raio de escola queremos se não cultivamos o rigor e a exigência, que adultos viremos a ter?
Depreendo das suas palavras que a culpa de todos os males do ensino publico português é dos professores?
[Responder]
Esta coisa do “cheque educação” é uma grande fantochada.
Se há um serviço público, proporcionado pelo Estado e pago por todos os contribuintes que cobre todo o território, então para quê pagarmos duas vezes para que meia dúzia de famílias (suspeito, ainda por cima, que, como sempre, as mais abastadas) metam, por menos dinheiro os filhinhos em colégios da moda?
Este tipo de artimanhas que pretendem começar na Educação e na Saúde (outra idiotice para financiar os Hospitais privados), só trazem desigualdade e só priviligiam os mais ricos (ao contrário da propaganda).
E, como se provou à saciedade ultimamente, a privatização das funções do Estado, nunca traz nada de bom.
[Responder]
58.
Eu até sou professor.
[Responder]
Uma coisa lhe garanto a entrega da gestão das escolas ao professores, em 1974, foi dos maiores erros da educação em Portugal.
Ficaram tão bloqueadas, tão bloqueadas, que vivem para os interesses dos funcionários. Com a excepção de uma ou outra que teve a sorte de ter uma boa direcção.
[Responder]
Isabel 29
“Se o sistema privado é tão “fácil”, se vive dos restos do público onde realmente se trabalha, porque que é que os privados não fecham a porta? Porque é que a maioria tem listas de espera?”
Está propositadamente a misturar duas coisas: os alunos e os professores.
Não queria dizer que os professores do privado não trabalham, ou que trabalham menos que os do público. Apenas disse que os meus colegas referem isso: que o público é mais trabalhoso, porque os alunos são mais dificeis. Apenas isso.
Em relação aos restos de que fala, só se for dos professores, porque de alunos, como muito bem diz, têm listas enormes. Já o ME tem listas enormes de professores…
“Os pais que têm os filhos nas escolas privadas, pagam o ensino público com os seus impostos e ainda o custo da escola onde têm os filhos. Acha que é por snobismo? É prazer de estragar dinheiro?”
Esses pais deduzem o custo do colégio no IRS, por isso pagam menos IRS que os pais que têm os filhos no público.
O ME comparticipa parte dos custos dos colégio privados através de subsidios que lhes são atribuidos. Desta forma quem tem filhos a estudar em colégios, nunca paga a totalidade do seu custo, porque os restantes contribuintes, pagam a diferença. Há tempos li um orçamento do ME, e estava lá qualquer coisa como 354 milhões de euros para o ensino particular…
[Responder]
Queriam que, de um dia para o outro, tivessem os mesmos resultados que os alemães e franceses?
O senhor vive na eterna ilusão do fascismo e o seu texto ao mencionar que um em cada cinco português era analfabeto há trinta anos reforça a ideia.
O problema é que quem anda hoje nas escolas não tem trinta anos, já são os filhos dos filhos da revolução e aqui é que é preciso perguntar, o que é que fizemos em trinta anos que aliás são trinta e quatro.
Mas não interessa muito quantos anos passaram, porque com a ideia maravilhosa que as crianças não podem ser torturadas com exames, nem com disciplina nem com, horror dos horrores chumbos, daqui a outros trinta e quatro anos estaremos um pouco pior.
Helena Matos deu como exemplo um livreco onde a propósito da agressão ao meio ambiente e das maldades que o homem faz à Mãe Natureza se apontou as cidades como as grandes causadoras.
E que cidade (sic) foram buscar.
Claro, Manhattan.
Este exemplo é exemplar.
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Dizem que o mundo vai acabar, mas não acabou, vai-se acabando/O Homem vai-se matando fazendo a paz de vez em quando/Ninguém se respeita, a ganância corrompe os povos (…)”.
Está no Manuel de filosofia para o 10º Ano.
Assim se formam os portugueses que daqui a trinta anos estarão a escrever (com alguma dificuldade) textos a explicar porque é que o ensino está mau.
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1º De facto há inúmeras formas de olhar a Escola, os seus resultados e outras tantas formas de organizar e apresentar estatísticas. Do meu ponto de vista, este mapa mostra sim a média de “dézito” que vale a qualidade das políticas sociais, culturais e educativas dos nossos governantes que está muito muito longe da EXCELÊNCIA!
Escrevo isto porque acredito que o sucesso escolar depende directamente do bem estar social, cultural e físico dos alunos/estudantes e das suas famílias.
2º Pessoalmente também acredito que enquanto o CONHECIMENTO não for o âmago da Educação, dificilmente poderemos ter uma escola e uma educação com “E” grande. A Escola não se foca no CONHECIMENTO, foca-se nos problemas do Aluno/Estudante e dispersa-se com os constrangimentos sociais e culturais do seu contexto, com a burocracia e com as estatísticas.
Ou seja não depende da Escola tornar este mapa de Portugal mais Azul!!!
Saudações académicas do sempre Aluno e Estudante,
André Rangel
[Responder]
Ao Ibn Erriq
Serviu-lhe a carapuça? Lamento se foi esse o caso! Perdão!!
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Levy
O que se desconta no IRS pelos colégios privados é ridículo. O subsídio que o estado dá aos pais é a pedido, só apara casos de baixxíssimo rendimento e dá para pagar a inscrição. Poderá eventualmente comparticipar nas infraestruturas. E porquê?
Porque o ensino privado poupa imenso dinheiro ao Estado.
Eu tenho o direito constitucional de ter por exemplo 2 filhos e estudar, financiados pelo Estado. A escolaridade de cada um custa por ex. 400€.
Se eu puser os meus filhos num colégio privado o Estado, obrigado pela constituição a pagar a escolaridade deles, não paga. Logo poupa 800€, que eu pago do meu bolso.
Pode então argumentar: Os seus filhos podem sempre frequentar a escola pública, se não quer o problema é seu. Não temos nada a ver com isso. Ainda assim lhe proporcionamos a possibilidade de escolher, pois permitimos o ensino privado.
Ora o que aqui está em causa é um problema de liberdade. Porque é que, se eu não quiser gastar os 800€ na escola pública, o Estado não mos pode dar para eu poder pagar uma escola privada? Eu não tenho o direito que pôr os meus filhos numa escola que continue a educá-los nos valores em que eu os educo em casa? Eu não tenho o direito democrático de querer que os meus filhos não aprendam História com um professor comunista ressabiado, ou Educação Sexual com um eleitor do BE?
É que por muito bons que sejam tecnicamente falando, a escola FORMA. Forma a personalidade, o carácter, os valores, os ideais (ou a falta deles), porque dá referências e dá modelos.
Infelizmente ainda não ensina a pensar.
Uma Família é um grupo cultural. Quando uma criança nasce, dá-lhe um nome, um apelido que é uma marca de pertença, uma nacionalidade, uma religião, uma maneira de estar na vida ( e às vezes até um clube de futebol). Isso é um dever. Um dever a cumprir enquanto o filho for menor.
Eu, cidadã, neste momento não tenho a possibilidade de exercer esse dever de uma forma plena.
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Milu, Vexa deve ser uma boa alma, para nos tempos que correm andar a distribuir carapuças……
Fique Vexa sabendo que nem nos meus tempo de serrano (quando vivia acima dos 900 metros de altitude) com alguns graus abaixo do nível de congelação da água usei enfiei carapuça, portanto, não será agora.
Só tentava dizer que os maniqueísmo são a forma de os patetas discutirem, atiram para a frente com uma frase feita e zás metem toda a gente no mesmo saco! É burrice primária julgar que se conhece o mundo e as suas idiossincrasias.
Depreendo da sua constatação a saber que para ter chegado a tal conclusão das duas uma ou tem filhos em escola particular por caganeira ou se tivesse seria por esse motivo.
Para que saiba, há muita gente que leva os meninos em “caeynes” e “lamborgins”, mas também há quem os leve em carretas com 20 anos ou de transportes públicos, ao colégio de que falo. Ainda acha que toda a gente tem os filhos em escolas particulares porque é cagão? Pense o que quiser
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Não acho que TODOS os pais que têm os filhos em escola privadas sejam cagões, mas, os que conheço até são. Quanto ao meu primeiro comentário referia-me às escolas que detêm os melhores resultados dos alunos, sejam elas públicas ou privadas. Ainda não há muito tempo, li notícias que informavam de que as famílias portuguesas gastavam em explicações para os filhos uma média de cento e qualquer coisa euros mensais, famílias essas, de uma certa classe com alguns recursos, obviamente. Tudo isto para os filhos obterem notas altas para entrarem no ensino superior na área pretendida. Nos meus tempos de escola, andei ao frio e à chuva, mal agasalhada e sapatos cambados, a pé e de qualquer maneira, mas nunca precisei de explicadores e olhe que eram tempos em que os currículos escolares eram extensos além de cumpridos à risca. Quantos às notas foram sempre altas! Eu gostava de estudar… Só por isso!
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Ok Milu, estamos de acordo, e já gora, não avalie o mundo pelo seu bairro
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“ Não me parece que conheça as minhas motivações para fazer análises do que quer que seja. “
Ibn Erriq.
Ò pró quê disse.
(…) Os seus filhos frequentam o ensino privado porque você pode pagar, ponto final.
Nem estou a dizer se faz bem se mal…(…)
Não me faltava mais nada do que me intrometer na sua vida , a minha vidinha picorochina chega-me e sobraaaaaaaaaaaaaaaaaaa-meeeeeeeeeeeeeeee
“ Quanto ao ensino público temo que não me possa dar lições de nenhuma espécie “
Vou repetir-me…os defeitos do ensino publico, que são muitos, tente muda-los dentro do próprio sistema porque ao faze-lo está a criar condições para que os filhos dos que não podem pagar tenham um ensino melhor e não crie elites
Quanto aos betinho…acho que não é como diz, mas tudo bem que seja.
Eu como fiz o ensino primário todo de lousa e pouco mais…e não me acho trongo de todo, continuo a acreditar no ensino público.
Um exemplo??? Andei na lavoura de charrua nas unhas, hoje estou aqui a palrar consigo que foi formado…
Até tinha tempo para ir aos ninhos e á erva prós coelhos, coisa que hoje…ainda há ninhos??? E coelhos???
Não minem o ensino publico para depois valorizarem o privado, ( é ver a chusma de Faculdades cheia de falcatruas ) deixem os seus profissionais fazerem aquilo que sabem fazer, ensinar, não baralhem os putos com os Magalhães, melhorem as condições de vida dos pais e, vai ver que a nossa escola fica ao nível das melhores.
Já reparou que foi esta escola que formou Sócrates, Teixeira dos Santos e afins??? E dão cartas pelo mundo fora. Viu a lábia do Sócrates a apregoar o Tim-Tim?? Só uma grande escola é capaz de parir filhos assim.
PS: Razões para ser cagão, tinha o meu Domingos que não sabendo uma letra tamanho do castelo de Beja, mesmo só de lousa, conseguiu dar a cada filho a 4ª Classe.
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Uma vez falei com um professor de um país nórdico (peço desculpa mas não tenha a certeza de que país, foi um encontro em que estavam professores de distntos países) e sabe o que é que ele me disse que tinha permitido uma promoção de imgrantes e de classes com menos possibilidades económicas e o seu acesso à educação, o que é que tinha originado uma melhoria na escola pública: o cheque ensino!
talvez esta não seja a melhor coisa para aplicar directamente à nossa realidade. eu não tenho conhecimentos suficientes para dizer que este é o sistema ideal.
Mas acho graça que tanto se fala do ensino privado como um ensino para classes sociais mais favorecidas e se rejeitem todas as propostas para que ele possa ser acessível a TODOS!
queremos ou não que haja a real possibilidade de cada um escolher a escola em que estuda de acordo com o Projecto Educativo dessa escola e não com outros constrangimentos?
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desculpem ser repetitivo?
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Pedro Sales é enviesado porque pensa em função da ideologia e não em função do mundo real
Se aprofundasse um pouco mais o problema, veria que nas melhores escolas privadas, se bem que com a vantagem de terem alunos de ambientes sociais mais favorecidos, há metodologias e formas de funcionar que se fossem adoptadas pela escola pública muito melhorariam os seus resultados.
Não duvido nem um segundo que se das 20 melhores escolas, 17 fossem públicas, o PS cantaria aos sete ventos as vantagens do ensino público sobre o privado.
Se as escolas públicas são efectivamente tão boas como as privadas, porque motivos há tantos pais de classe média que fazem das tripas coração para conseguirem pagar as mensalidades dos seus filhos em colégios privados, em vez de simplesmente os porem nas igualmente boas escolas públicas e de graça? Serão todos estúpidos masoquistas?
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Este post do Pedro Sales põe o dedo na ferida, a saber, a clivagem litoral/interior. Muito elucidativa tb a comparação entre os resultados das várias escolas da Companhia de Jesus.
E dado que estamos a falar de médias, seria importante sabermos o número de alunos que as escolas privadas de sucesso levam aos exames, por oposição aos números das boas escolas públicas; estou aqui a usar como bitola os critérios de classificação do Ranking, enquanto aferição do “bom”, do “medíocre” ou do “mau”.
Evidentemente que a questão é mais complexa, pois uma escola pode ser boa, sem ter um resultado de relevo em tais rankings feitos de reducionismos tão ao gosto de uma preguiçosa comunicação social. Importa ter em atenção o meio envolvente, o meritório trabalho de muitas escolas públicas em contextos por demais adversos, e apesar da burocracia da 5 de Outubro que cada vez mais atrapalha, ao transformar o quotidiano dos professores num inferno burocrático.
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Bolota,
mais uma vez tira conclusões que podem não ser sequer próxima da realidade.
Fui formado sim senhor, mas de tenra idade já tinha calos das correias de junjir as vacas e tinha frieiras porque em pino do inverno madrugava mais que o sol, só porque gostava só pelo facto de gostar da geada
.
Por isso quando quizer falar de betinhos estarei ao seu dispor!
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Uma escola de excelência é aquela que recebe todos os alunos, incluíndo das 3 Instituições de Acolhimento de Crianças em Risco da sua cidade. Não tem abandono escolar. Do total de alunos que frequentaram o 9º ano, apenas dois não foram a exame. Dos que foram a exame passaram todos. As notas externas foram superiores às internas. Ficou em 61º lugar.
Imaginem o que uma escola destas não conseguiria fazer com os meninos do S. João de Brito!!!
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