Os articulistas e colunistas podem fazer coro. Mas os professores são muitos, têm influência social e estão em todo o lado. São fazedores de opinião descentralizados. E dois terços deles vieram a Lisboa manifestar-se. Quem, no governo, não souber medir a dimensão do problema que tem entre mãos está enganado na vida que escolheu. Ou muito me engano ou Sócrates viu, a partir de ontem, a sua maioria absoluta seriamente comprometida.


Sem respostas ao post “Isto não está bom, caro engenheiro”  

  1. 1 1  Alexandre

    Eram todos comunistas, engenheiro?

  2. 2 2  Fado Alexandrino

    Daniel Oliveira mede as coisas ao alqueire.
    Vieram muitas pessoas a Lisboa manifestar-se sob o tema de “Não à Avaliação” com um folclore extraordinário, as televisões deram substantivo tempo de antena, colocaram meios avantajados para cobrir o acontecimento, jornalistas por todo o lado, até helicópteros, entrevistaram sumidades, houve discursos emotivos e até o supremo comandante dos sindicatos falou.
    E por isso Sócrates deve mandar a ministra dar uma volta se não quiser que lhe aconteça o mesmo.

    Acontece que as coisas não funcionam assim.
    Para uma apreciável quantidade de pessoas, não vou pôr-me aqui a medi-las, as reclamações dos professores radicam apenas em questões salariais, horários e regalias.
    E nesta altura em que em Portugal só se vêm e sentem dificuldades, é difícil sentir simpatia por estas causas.

    Acresce que Sócrates não pode demitir a ministra.
    Isso sim, era auto demitir-se.

    Nota. Este texto não foi corrigido por Manuel Leão, e pode conter erros.

  3. 3 3  Rui Monteiro

    E repare no seguinte, Daniel:
    A esmagadora maioria dos professores são mulheres; para efeitos de contas não estaremos talvez longe da verdade se dissermos que a manifestação teve apenas 20% de homens.
    Ora, à volta de 80 000 mulheres na rua faz, talvez desta, a manifestação com maior número de mulheres, aqui em Portugal.
    E eu tive colegas ao meu lado que estavam grávidas; que abdicaram do seu dia de aniversário; que vieram com longuíssimas horas de viagem; que deixaram os seus homens para trás!
    Aguém pode acreditar que isto não significa, não vai significar nada?
    Com a profunda influência social que as mulheres têm (muito mais do que os homens)?

  4. 4 4  emely

    Também, ontem, ao “eixo” passou-lhe a manifestação grande, não a anteviu nem fez referência de jeito à vontade dos professores, como descrente da sua força. E só o Daniel ainda tentou à pressa dizer qualquer coisa. Que vocês passam aquele tempo a discutir uns cos outros pa não dizerem de substancial nada.

    Então aquele Nunes, deus ma livre, hahaha, a atrapalhar os demais em nítido ruído, é um trapalhãozito, enquanto o Matos, coitado, até com piada, leva um tempão pa sugerir que queria dizer qualquer coisa e faltou-lhe tempo, a taramelar tudo, que deus lha perdoe, god! E depois, todos, mas todos, não podem é com nada do Norte, cegos de uma avenida, o cc e a gulbenkian, mais a praça das nações e são bento, em dia que dê na tv, em conversa do santana e socrates. Nóssa sinhora!

  5. 5 5  atom

    A manif não tem a importância que a cerimónia da atribuição dos Óscares da Luta pela Liberdade pelo Mestre-de-cerimónias e conhecido Wrestlinger da Liberdade Artur Santos Silva tem.
    O referido Sr. está preocupado, eu também comungo com essa preocupação pois qualquer dia teremos além de das “multidões de comunistas e outros antidemocráticos disfarçados de professores” que vaiam as reuniões do PS, receio bem, polícias a perguntar nas sedes do PS quantas pessoas vão às reuniões que vão organizar, com a desculpa que é para “recolher elementos para facilitar o transito”. E isto é atentatório da Liberdade. O meu apoio ao Sr. Ministro.

  6. 6 6  Professor Paulo

    O dia é memorável. Num país onde a luta não tem enormes tradições, ver tanta gente assim é um acontecimento. Sem dúvida não se tratava de luta a doer, estilo greve com perda de salário, mas mesmo assim… 80.000 (ou 100.000 como rapidamente arredondaram) é muita coisa, sobretudo tratando-se de um pretexto meramente corporativo. Entre professores, familiares, amigos e militantes do PC era mesmo muita gente desfilando. O engenheiro faria bem acautelar-se. O problema é de uma dimensão sem precedentes. Coisas assim podem fazer muito mal mesmo na popularidade e estabilidade, por pouco que o povo demore mais algum tempo a compreender os reais motivos dos protestos.
    Estão de parabéns todos os manifestantes, inspiradores e organizadores, com especial relevo na FENPROF e no PC para Mário Nogueira, Carvalho Silva, Jerónimo de Sousa.
    Depois desta estrondosa vitória na defesa dos interesses de uma corporação, os professores vão demonstrar mais uma vez o sentido de responsabilidade de que têm feito prova, razão pela qual o povo espera agora que os interessados deixem em paz a ministra, para que ela tenha a disponibilidade necessária para se ocupar dos interesses do país, dos pais e sobretudo dos alunos.

  7. 7 7  Sérgio A. Correia

    Mais do que uma manif contra a ministra, foi uma demonstração clara do descontentamento em relação a este governo de sábios arrogantes e convencidos.

  8. 8 8  Lino José

    ” Mas os professores são muitos, têm influência social e estão em todo o lado. São fazedores de opinião descentralizados. E dois terços deles vieram a Lisboa manifestar-se. ”

    Eu pergunto : e todos aqueles milhares de portugueses que não são muitos, não têm influência social, não têm os demagogos arregimentados enfim, não são uma Classe Corporativa, como é ? Têm de se resignar a sobreviver e a verem este país adiado por cobardia politica dos Governos face às Corporações ?

    Não posso dizer que você me desilude com um post miserável como este porque há muito que eu compreendi que a Esquerda portuguesa, para além de estúpida é assim que pensa.

    No seu entender um Governo legítimo, posto a governar por decisão livre do Povo, deve mandar o Respeito por si próprio às malvas e passar a ser lacaio de uns quantos em detrimento de todos os outros.

    O Governo Sócrates se perder a maioria absoluta por ter afrontado os privilégios de uns poucos e de ter tido a Coragem de Governar e de Tomar Decisões não perde a Dignidade nem o Respeito de muitos Portugueses. Como eu, por exemplo, que até nem votei nele.

    Só mais uma nota : não são só os articulistas e os colunistas que fazem coro.

    Força Maria de Lurdes Rodrigues !

  9. 9 9  Ali

    Se calhar tás enganado. Desejos por realidade…

    Há mais de 200.000 profs em Portugal. Ontem estiveram talvez uns 40.000 na manif - e muitos nem sequer eram professores. E depois? Havia de ser giro, o país gerido pelos sindicatos, por aquele gajo do bigode da Fenprof. Tenho a certeza absoluta de que as reformas necessárias se vão fazer. Se não for com esta ministra, será com outro. A situação na Educação é insustentável. São seis mil milhões de euros mal empregues todos os anos.

  10. 10 10  C

    Dou por mim, conscientemente, em blogues de pessoas da comunicação social, a repetir a mesma coisa. O fenómeno ‘manifestação dos professores’ prende-se com uma voluntária união da classe em chamada de atenção para todos os problemas interiores e exteriores à vida nas escolas. Tendo sido a avaliação, por complexa e criadora de possíveis injustiças,a gota de água num mar habitado por algumas desgraças. Claro que nem todos os profissionais de educação serão dignos de o ser (tal como em qualquer género ou carreira), os do privado estão (com tudo o que isso implica)mais protegidos; no ensino público existem situações ligadas à actuação das famílias, da comunidade e de soluções políticas que podem/devem alterar comportamentos e atitudes que valorizem e respeitem professor enquanto tal. Que lhes devolva a auto-estima e compreenda o empenhamento.

  11. 11 11  ruy

    Não é uma reforma mas uma contra reforma para a educação, as medidas políticas que estão a ser implantadas por este governo no nosso ensino.
    Os professores são culpabilizados, não por serem menos exigentes, mas por serem exigentes de mais; não por saberem de menos, mas por saberem de mais.

    A “raiva” que esta contra reforma sente pelos professores, é seguramente pela dimensão humanista que a maioria dos professores possuem, pela sua abnegação pelo ensino que praticam, pelos valores éticos que transmitem aos seus alunos, por serem intelectuais e não apenas transmissores de conhecimentos desprovidos de valores de cidadania.
    O “desprezo” que a ministra manifesta por estes “professorzecos” (como os trata em privado), é por sentir que estes professores possuem uma dimensão humana incompatível com a sua “reforma”.

    Uma contra reforma onde não se deseja que os professores sejam educadores mas sim apenas instrutores; onde não se deseja um ensino humanista e universalista mas ao contrário um ensino vazio e alheio aos valores da cidadania, um ensino puramente tecnicista e utilitário.
    Um ensino onde não se formem cidadãos mas consumidores. Um ensino onde a socialização do aluno não se faça por padrões éticos e morais, de fraternidade, solidariedade, tolerância, abnegação, mas por uma socialização em que apenas conte o espírito individualista, egoísta e utilitário.

    E neste projecto neoliberal do governo Sócrates para o ensino, a avaliação dos professores é apenas um pequeno fragmento do puzle. O Estatuto do aluno, a nova organização da escola, o Estatuto da carreira docente, a nova configuração pedagógica, são as outras peças que o complementam.

    É preciso competir, e uma sociedade moderna é aquela na qual só os melhores triunfam; a crise do ensino resulta assim de um problema cultural provocado pela ideologia dos direitos sociais e a falsa promessa de que uma suposta condição de cidadania nos coloca a todos em igualdade de condições para exigir o que só deveria ser outorgado àqueles que, graças ao mérito e ao esforço individual, se consagram como consumidores empreendedores.

    É este o pensamento neoliberal.
    É esta a “modernidade” que se pretende para o ensino em Portugal.
    Retirar a Educação do campo social e político e ingressá-la no mercado para funcionar à sua semelhança; adequar a escola aos mecanismos do mercado.

    “Não basta ensinar ao homem uma especialidade. Porque ele se tornará assim uma máquina utilizável, mas não uma personalidade. Os excessos do sistema de competição e especialização prematura, sob o falacioso pretexto de eficácia, assassinam o espírito, impossibilitam qualquer vida cultural e chegam a suprimir os progressos nas ciências do futuro. É preciso, enfim, tendo em vista a realização de uma educação perfeita, desenvolver o espírito crítico na inteligência do jovem.” (…) “A compreensão de outrem somente progredirá com a partilha de alegrias e sofrimentos. A actividade moral implica a educação destas impulsões profundas”. (Albert Einstein)

    A manifestação dos professores, não foi apenas uma lição de cidadania que os professores deram ao governo.
    Foi uma lição de cidadania que deram ao País.

  12. 12 12  Luís

    Concordo consigo.
    Na minha terra diz-se que não nos devemos meter com os padres - eles têm o confessionário e o púlpito!
    Os professores têm os alunos, os pais (que não estão contra eles como se julga), os amigos e as famílias, a quem pregam “secas” de horas a tentar explicar a sua insatisfação.
    A verdade é que a corporação dos fazedores de opinião do regime está incomodada porque os professores puseram em causa o seu poder de manipular a opinião pública - tanto mais que os professores são a classe que mais devia ser capaz de interpretar a suas mensagens pró - regime.
    Enfim, os professores desobedeceram ao politicamente correcto.
    E fizeram-no dando uma grande lição do exercício da cidadania, de civismo, de inconformismo, de organização e de espírito de sacrifício.
    Uma lufada de ar fresco, foi o que foi.

  13. 13 13  Fersal

    ” …
    Como sucede com a generalidade das lutas de carácter sectorial, centradas na defesa de interesses profissionais, a sua capacidade para vingar na opinião pública e para vergar o poder político é reduzida.
    A reforma do ensino público é essencial à sustentabilidade da escola pública, à melhoria do seu desempenho e à correcção dos vergonhosos indicadores nacionais no que respeita ao insucesso escolar e ao défice de qualidade do ensino. Tínhamos escolas e professores a mais e qualidade e produtividade a menos. A escola funcionava a meio tempo para a generalidade dos alunos e nem sequer proporcionava aulas de substituição no caso de falta dos professores. Uma insólita carreira profissional “plana” fazia prevalecer a antiguidade, e não o mérito, na progressão profissional. Faltava tanto uma genuína avaliação de desempenho como mecanismos elementares de selecção qualitativa dos professores. Um sistema de autogestão no governo das escolas gerava “endogenia administrativa”, défice de autoridade e falta de responsabilidade perante o exterior. Em consequência da sua degradação, a fuga da escola pública acentuava-se. Era preciso mudar quase tudo. Como sucede com a generalidade das lutas de carácter sectorial, centradas na defesa de interesses profissionais, a sua capacidade para vingar na opinião pública e para vergar o poder político é reduzida. ”

    Gostaria muito de ter escrito isto !!!

  14. 14 14  eu mesma: A Esfumaçada

    BOM DIA! …apesar de já ser de tarde..
    Estive a recuperar as forças depois do meu 1º MergulhoManif !!!
    Adorei! Adorei! Adorei! UMA CURTE!!!!!…e não acabou no Terreiro do Paço, não!… (ainda bem que foi ao Sábado!!)

    Que CCURTE! LINDO!

    Quase 70% dos professores lá foram!! (…ok! eu sei que também lá estive e nao sou “stôra”, mas eu fui “um mícron”, naquela FESTA!)
    Aquilo sim é a DEMOCRACIA!!!!!!!!!!!! Todos pudemos manifestar-mo-nos e ser-mos aplaudidos. E sem atropelos, sem desacatos , sem jactos de água e sem gás lacrimogéneo.

    Assim até dá vontade de repetir!
    “Bora” lá fazer uma GREVE de professores para fazer parar os outros 9 milhões e 900 mil portugueses e derrubar de vez este governo!!
    Isso era a CURTE suprema!!

    Com o entusiasmo até ia esquecendo.
    Ontem os meus amigos e amigas professores também me dsseram que os delegados sindicais andaram a perguntar-lhes se iriam à Manif.
    “Eh Pá!!! será que aprenderam com os polícias ou com o Socras???”, perguntei-lhes.
    Eles sossegaram-me logo dizendo que, se assim não fosse, teria sido muito complicado fazer chegar tanta gente a Lisboa. “Compreende-se”, respondi-lhes.

    Resta-me dizer: Parabéns a TODOS! VALEU!

    P.S.: Vi há pouco a 1ª Página do Público, onde se confunde o título com aquela MULTIDÃO. FANTÁSTICO ! PARABÉNS!

    (e ontem esfumaçei à vontade!!, claro!!)
    Beijokas

  15. 15 15  Primo de Amarante

    Gostava que lesse o que escrevo no meu blog

    http://www.margemesquerdatribunalivre.blogspot.com/

  16. 16 16  Primo de Amarante

    Gostava que entrasse no meu blog

    http://www.margemesquerdatribunalivre.blogspot.com/

  17. 17 17  Ente Lectual

    É. Ainda vai ter de, horror!, fazer uma coligação com o BE. Ou, mais provável o brilhante Menezes encarrega-se de manter o PSD no lugarzinho a que pertence, e continua tudo na mesma.

  18. 18 18  Bsantosrocha

    Um dia, ainda gostava de poder participar no programa EIXO DO MAL.

  19. 19 19  th3freakie

    Não sei não. O pessoal gosta de ver corporações (ou o que lhes parece ser uma corporação, vai dar ao mesmo) a levar na tola, por isso até pode ter ganho mais votos do que perdeu, especialmente à direita.

    Isto já para não referir a questão de se perdeu mesmo os votos dos professores. Os da minha familia bem o insultam e dizem nunca mais, mas em 2009 vão votar o quê? Menezes? Jeronimo? Louçã? Não estou a ver, não…

  20. 20 20  Rui Maio

    E os professores que não se deixem enganar pelas operações de cosmética da Sr.ª Ministra. Às televisões mostra-se inexpugnável mas já deve andar com os “calos bem apertados”! Se ela quer continuar a sua “rota-de-implementação-à-traulitada-do-modelo-de-avaliação”, nós, professores, também estamos dispostos a continuar o nosso luto e a nossa luta. E nem um nem outra terminaram ontem.

    “Não percam os próximos episódios porque nós também não!”

  21. 21 21  JC/Gato Maltês
  22. 22 22  Justicialista

    Daniel, mas ainda achas que o Sócrates consegue maioria absoluta? Para mim, isso já há muito que está fora de questão. Obteve-a em 2005 devido ao descalabro do seu oponente e ao facto de ser desconhecido do povo. Além disso, armou-se em vítima com a história do “sabe mesmo quem ele é?”. Mesmo que se arme em vítima novamente em 2009, Menezes seja igual a Santana, a verdade é que o povo já o conhece e não se deixa enganar. Nem Guterres com Portugal ao rubro com a Expo 98, Ponte Vasco da Gama, e Timor conseguiu maioria absoluta! Iria conseguir este acéfalo do Sócrates? LOL!

  23. 23 23  Ze de Faro

    Já viu a dimensão do problema Daniel? Tanta gente disponível para ir buscar o voto! Será desta que o Bloco passa à frente do PC? Faça bem as contas. Há ali muito terreno fértil.

    Os professores podem ser muitos mas os portugueses que trabalham fora do estado são muitos mais e já não ligam puto a esta palhaçada manifestativa nem estão disponíveis para sustentar mais esta classe de pedintes! Avaliação já. Ontem já era tarde.

    Já agora, quantos jovens tinha a manifestação?

  24. 24 24  Marialuís

    “Isto não está bom,caro engenheiro”
    Pois não, isto não está nada bom. E não está bom para ninguém, mesmo…
    Ontem, os professores manifestaram-se de uma forma cívica, com muita coragem, dignidade e decididos a não parar, caso as suas vozes não sejam ouvidas. É preciso que o ME compreenda e interiorize que os professores já não aguentam mais esta hipocrisia cínica que a senhora ministra deixa escapar nas suas intervenções públicas.Os professores não são os culpados do “CAOS” em que as escolas públicas se transformaram. Estas reformas não têm pés para andar e nunca poderão ser implementadas com sucesso, enquanto os professores não forem tratados com respeito. Não se podem introduzir mudanças contra quem as vai fazer. Não se podem fazer reformas quando se está de costas voltadas para os actores que as vão implementar. Os professores aceitarão uma avaliação (em moldes diferentes daqueles em que se fazia até agora) se,e, quando o ME lhes mostrar que esse processo é o único caminho capaz de melhorar o sucesso educativo dos alunos e não uma punição para os professores.Os professores precisam que este ministério implemente um clima de paz e não de crispação, propiciador de boas práticas lectivas, a bem dos alunos, pela dignificação da escola pública e pelo respeito que os professores merecem.

  25. 25 25  Carlos Silva

    Acaso pensa que os portugueses escolherão o homem de gaia que um dia chora e outro ri?
    Será que vão escolher o Paulo Portas? E imaginemos Jerónimo com uma maioria absoluta…e o Louçã a primeiro Ministro? De repente, sou levado a concluir que o povo tem uma imensa sabedoria. Só o Sócrates evitará o saque dos dinheiros públicos pelos grupos de interesse.
    Os profs deram um trsite exemplo ao País. Querem facilidades…A Ministra errou, pensou que o sentido de cidadania estivesse mais desenvolvido. Não está…para nosso mal e dos nossos filhos.

  26. 26 26  Manuel Silva

    Os jovens que se esforçam para cabar o curso com boas média e aceitam disputar lugares com base no mérito sabem que a posição dos professores radica apenas na defesa do “posto e dos privilégios”. Os jovens como eu querem sujeitar-se a avaliações. O futuro é dos melhores. Acordem…O Sócrates vai ter o meu voto.

  27. 27 27  Rui Maio

    Ze de Faro:
    jovens como eu (26 anos) vi por lá muitos!

  28. 28 28  Odete Pinto

    O que eu gostava de saber (e muita gente, creio) e os jornalistas ou não perguntam ou não publicam, é:

    1. O que foi discutido entre ministra/ ministério e sindicatos, durante as 107 reuniões ocorridas até agora?

    2. Será que os sindicatos, sobretudo Fenprof, sugeriram ou apresentaram outra hipótese/alternativa de avaliação?

    3. Ser á possível que os sindicatos, sobretudo ligados ao pcp-que-temos, façam algum dia parte da solução e não do problema?

  29. 29 29  nelio

    não sendo professor, convivo diariamente com muitos e conheço relativamente bem a realidade que se vive nas escolas. quando comecei a ler os comentários a este post, admirei-me como pode haver pessoas que da escola não sabem nada e conseguem encarar os professores como uma corporação de gente mal intencionada e preguiçosa, que vive à mama de quem trabalha e produz. como em todas as classes, nem todos são bons, nem todos se dedicam a cumprir a missão para a qual o povo português lhes paga, mas a realidade da escola, hoje em dia, é muito diferente de quando os linos josés lá andaram. a escola tem que lidar com toda os problemas sociais que atingem as famílias e os alunos, a maior parte das vezes sem ajuda de lado nenhum. os pais não vão às escolas, os profissionais da área da psicologia actuam apenas como orientadores de vocações. como conseguir sucesso num aluno que vem de uma família desestruturada, com grandes problemas afectivos? como conseguir sucesso com turmas de mais de vinte e cinco alunos irrequietos, viciados no audiovisual e sem qualquer respeito pelos adultos? a escola não chega para formar moral e civicamente uma nova geração. quando os pais, nas suas casas, começarem a educar os seus filhos, não os relegarem constantemente para segundo plano e não os recompensarem da sua pouca atenção que lhes dão com tudo o que os meninos querem, quando os pais, quando se divorciam, começarem a pensar no bem estar dos seus filhos e não em utilizá-los como arma de arremesso contra o ex-conjuge, quando os pais se preocuparem em transmitir valores, talvez aí a educação comece a fazer sentido e a surtir efeitos. a maior parte dos professores que conheço são bons e dedicados profissionais que não temem a avaliação e que estão empenhados em que a escola funcione bem e que os seus alunos tenham sucesso. não alinham é em palhaçadas mal alinhavadas e mal ponderadas, produzidas por pessoas que há muito estão fechadas em gabinetes e que da escola propriamente dita nada sabem. a manipulação de massas a que temos vinda a assistir em torno das questões relacionadas com a educação é absolutamente inqualificável. por isso tenho pena dos linos josés deste país que emprenham pelos ouvidos tudo o que o poder e a sua máquina de propaganda lhes impinge. tenho pena da sua limitação intelectual. mas não me parece que seja por aqui que o governo caia. este governo, embora tenha feito muita coisa mal, tem feito muita coisa bem também. não há no horizonte alternativas credíveis, o próprio presidente do p.s.d. o afirma num tiro no pé sem precedentes. não se pode julgar todo um executivo por ter entre os seus elementos uma ministra autista e mitómana.

  30. 30 30  Joca

    Aos que usam abusivamente o termo “corporações” para se referirem aos grupos profissionais, aqui fica um esclarecimento:
    1 - Já não estamos na Idade Média, portanto já não existem corporações para regular a actividade artesanal e comercial inter pares.
    2 - O corporativismo iniciado pelo fascismo italiano e implementado em Portugal durante o Estado Novo destinava-se a controlar a actividade económica e socioprofissional, de modo a apagar qualquer fagulha de conflitualidade sociolaboral. Típico de Estados autoritários, mas a nossa “democracia musculada” ainda não lhe chegou sequer perto.
    3 - No sentido correcto e contemporâneo do termo, uma corporação é uma grande empresa multinacional, cujo único fim é aumentar os lucros dos seus accionistas. Para isso, os padrões éticos tendem a ser muito flexíveis.

    Faz parte do léxico neo-liberal o epíteto “corporação” endereçado a associações socioprofissionais que tendam a resistir à lógica totalitária do empresarialismo enquanto modelo a implantar em toda a sociedade, mesmo em sectores de actividade onde o empresarialismo seja um absurdo (saúde, educação, segurança). Mas não existe qualquer fundamento que sustente essa designaçã, fora da conceptualização da ideologia neo-liberal.

  31. 31 31  João Grade

    vai uma partidinha de XADREZ?

  32. 32 32  Anna Fernandes

    Caro Daniel:
    Não se deixe embalar pelos foguetes da comunicação social nem pelo espectáculo de rua… Os portugueses gostam de festas e, sobretudo, quando o autocarro é de graça e podem trazer toda a família para fazerem de profs.
    Eu sou professora há quase 30 anos - o período de vida da nossa democracia. A Escola Pública encontra-se doente, quase em coma e tudo quanto os professores que gritam. pedem, é que fique como está… quer dizer, que morra, conquanto isso não lhes dê trabalho! Mas há os que pensam para além disso, há os que lutam para a melhoria da Escola Pública, o que não é possível sem AVALIAÇÃO. Avaliação das organizações e dos seus funcionários, logo, também, dos docentes. Mas é verdade, os profs querem ser avaliados, não querem «esta» avaliação!! Qual querem? Onde estão os erros? Nenhum dos meus colegas me diz. Eu, que tenho estudado de forma aprofundada estes temas, considero um modelo muito justo e equilibrado. Mas foram exactamente os colegas que marcaram presença na manif.(direito que lhes assiste)que não responderam a nenhuma das minhas perguntas orientadas para uma solução alternativa. E caso para desconfiar que nem a legislação chegaram a ler… vão… porque vão…

  33. 33 33  Manuel Silva

    Os professores que ensinam o esforço são os que não se querem esforçar?!!

  34. 34 34  Ai Jesus!

    Um dia bem passado em democracia e, com sol radioso…

    Para os que tinham dúvidas das capacidades dos professores portugueses, ora aí está. Cidadãos a manifestarem o seu descontentamento, a exercer correctamente o seu dever cívico. Ao contrário de muitos que julgam que dever cívico é votar de 4 em 4 anos.

    Uma lição bem dada, na metodologia e no conteúdo. Eu dava-lhes “Excelente”. Com professores destes tenho esperança no futuro!

    Se for preciso dar outra aula, não há problema…

  35. 35 35  Joca

    Anna: tem estudado o assunto de forma aprofundada? Então diga-me: em que tese de mestrado se fundamentam os princípios gerais desta avaliação? Se realmente é professora e estudou de forma aprofundada o assunto, então saberá responder-me. Por outro lado, que outros modelos de avaliação conhece? Eu, sem ser especialista, poderia referir um mínimo de três - que foram descartados à partida porque não se encontram ancorados ao economicismo. Além disso, se realmente é professora, saberá que a contestação não se esgota no modelo de avaliação, mas em outras reformas que irão matar a ESCOLA PÚBLICA. Diga-me: qual é o seu diagnóstico sobre a doença da Escola Pública?
    Se souber responder a estas minhas perguntas, terei todo o gosto em debater consigo a questão - mas não aqui no espaço do Daniel, claro.

    Eu também não nasci ontem, e sei bem o que é uma campanha de contra-informação. Mas é fácil de separar o trigo do joio. Para bom entendedor…

    Cumprimentos,
    Joca

  36. 36 36  obscuroobjecto

    40.000 trabalhadores portugueses em Espanha vão ficar sem emprego.
    Mas o Daniel está preocupado é com os professores, que ganham muitissimo mais e trabalham menos que a maioria dos portugueses.
    É assim a esquerda caviar…

  37. 37 37  Patricia

    Tenho cá a impressão que o Cavaco vai acabar por resolver este assunto.Não é o engenheiro que segura a ministra,é o Presidente.Se assim não fosse o engenheiro fazia o que fez com o ministro da saúde.Esperemos que ele,o Presidente,em breve dirá de sua justiça,e com os valores que ele atinge nas sondagens tem margem de manobra para resolver este diferendo

  38. 38 38  Rafael Ortega

    Até podiam ter estado na manifestação os 150 mil professores que isso não mudava nada.
    Daqui a ano e meio os portugueses vão às urnas e vão perguntar-se:
    “Voto nos extremistas do BE, PCP ou CDS? Não. Então entre PS ou PSD o que faço? No «engenheiro» Sócrates não, que é arrogante. No Menezes não, que não sabe o que quer.”

    Isto contando que é Menezes que chega às eleições, mas não importa muito, pois hoje o PSD é igual ao litro.

    Os portugueses chegam às eleições e ou votam num dos partidos pequenos, por piada, ou, como eu, votam branco. Ou então escrevem uma asneira no boletim e o voto fica nulo.
    Ou então contribum para as nossas gigantescas taxas de abstenção.

    De qualquer forma duvido que Sócrates perca as eleições só porque ontem estiveram 100 mil em Lisboa. Até porque há muita gente que tem dos professores a ideia de que eles não querem a avaliação. O pior é que os professores pouco fazem para contrariar isso, não apresentando propostas concretas para melhorar o sistema que a ministra quer implementar. E ainda por cima agora o homenzinho de bigode da fenprof diz que o sindicato não fala com a ministra.
    Não há quem o entenda…

  39. 39 39  Junu

    Gostaria que a minha cara colega Anna Fernandes que é professora há cerca de 30 anos pensasse, explicasse o porquê da educação estar “doente e quase em coma” no nosso país. É fácil cair em visões simplistas, mais fácil é pensar com a cabeça dos outros do que com a nossa própria. Dou aulas há 10 anos e no espaço de uma década assisti a tantas mudanças, a tantos disparates que não é me é difícil compreender vários motivos pelos quais isto chegou ao que chegou. Em primeiro lugar parece que é ponto assente que quem vai para a tutela da educação acha que tem de deixar a sua marca. Não há, nem nunca houve uma estratégia de longo/médio prazo na educação, assim como nunca se insvestiu fortemente neste sector basilar de qualquer sociedade. Por outro lado, com a massificação do ensino o número de alunos cresceu exponencialmente, e não se soube dar resposta a este afluxo, optou-se pela massificação: turmas de 30 ou mais alunos, é claro que este é um ensino que só contempla os meadianos, excluindo forçosamente os alunos com mais dificuladades e não dando resposta aos alunos que precisam de ser mais estimulados. Suponho, que a colega ao longo dos seus 30 anos de carreira acompanhou as várias, desconcertantes e incongruentes mudanças nos currículos e nos programas, os quais fomentam cada vez mais a ignorância, falta de competências cognitivas, menosprezam a iniciativa e o espírito crítico, vejam-se os deinteressantes programas de portugês e filosofia. E nós professores somos meros agentes, representantes (i)legítimos daquilo que a tutela nos manda fazer. Tudo isto e muito mais leva à asfixia do nosso sistema de educação e essas são as causas graves, que não se resolvem com medidas avulso (milagrosas) que vão salvar o ensino. Enquanto não houver um investimento sério( e isso exige dinheiro) nas escolas, diminuindo o número de alunos por turma, criando projectos de escola de acordo com a população estudantil de cada meio, indo de encontro às expectativas dos nossos jovens, dotando-os e fomentando-lhes o gosto pelo saber, e não, apenas, dotando-os de competências técnicas que não são relevantes se não forem bem compreendidas, não iremos longe. O que temos vindo a assistir é ao continuo facilistismo e desresponsabilização dos nosssos jovens, tratando-os com uma condescendência confrangedora, não os preparando para uma vida e sociedade cada vez mais exigente. Paradoxalmente, vêem exigir aos professores aquilo que não querem, nem lhes interessa exigir aos nossos discentes. Nós não constamos das estatísticas da OCDE, o que é preciso é fazer ver que somos um país altamente alfabetizado, mas que sejamos altamente iletrados (xiu…isso não se sabe e quando se suspeita, assobia-se para o lado).
    Há uns anos, pressentindo o que por aí vinha dizia a uma das minhas turmas de Português: atenção voltamos à Escolástica, ( e depois explicava o que isso era) o saber fica numa cúpula distinta e o resto dos cordeiros seguem o rebanho.
    Não sejamos simplistas nas nossas análises, temos obrigação de ver mais fundo, não nos deixemos cair na politiquice ( como se tudo se resumisse à esquerda e à direita, às políticas de uns e de outros), desprendam-se das visões atávicas e analisem com seriedade o momento em que vivemos.

  40. 40 40  Pedro

    Mesmo que o ME e o PM vão fazendo algumas cedências não se pode esquecer o principal. Este ECD, este modelo de gestão e este modelo de avaliação nascido do aborto que foram os concursos para titular, não prestam! Assim como não presta esta equipa que foi posta lá com o intuito exclusivo de pôr os profs. de joelhos, acabar com a democracia na Escola e correr com os sindicatos (bons ao maus, representam os seus associados). Tanta humilhação, tanta ilegalidade para reduzir custos com salários só pode ter uma resposta. BASTA! E basta de comentários dos serventuáriaos desta liturgia macabra oficiada pelo falso engenheiro…gente como esta suporta todos os tiranetes de opereta que aparecerem desde que com isso ganhe algum.

  41. 41 41  tonibler

    Curioso como o manifestação de 100 ou 200 mil empregados já podem fazer mossa na decisão de 10 000 000 de patrões. Isto é que é poder aos trabalhadores, livra…

  42. 42 42  rouxinol

    É preciso capitalizar estes movimentos de associações socioprofissionais/corporações (a numenclatura é irrelevante) antes que se apague a chama. Os argumentos e a razão do protesto são aspectos secundários. Para cobrir essa lacuna, basta pegar num aspecto lateral do novo ECD, ou do novo modelo de gestão escolar (na ausência de qualquer uma das duas, basta referir um tal de “mal estar” ou o “ataque aos professores”).

    O DO já apanhou a agulha e, portanto, já pode agitar bandeiras: “transformando em avaliador quem chegou ao topo sem ser avaliado (…) prepara-se para promover pequenos tiranetes nas direcções escolares.”

    A deputada Ana Drago diz que a ministra é autista e que isto não é mais do que uma manobra para reduzir a factura salarial. Agitem-se as bandeiras.

    “resistir à lógica totalitária do empresarialismo enquanto modelo a implantar em toda a sociedade, mesmo em sectores de actividade onde o empresarialismo seja um absurdo (saúde, educação, segurança).”

    Boa tese, pá!
    Critérios de avaliação com alguma dinâmica competitiva é “empresarialismo” e “neo-liberal”.

  43. 43 43  Miguel

    Ou vão porque sabem que sem luta não chegam lá. Não quero desprestigiar a sua opinião, uma vez que é professora e seguramente sabe do que está a falar. Mas embora não sendo professor tenho muitos amigos que o são, e (pelo menos estes) estão plenamente conscientes do que está mal neste sistema de avaliação. Têm soluções e vontade para o diálogo não lhes tem faltado, mas sabem que ficando em casa… não chegam lá. Aprecio a sua luta, que acreditem que todos podem mudar as coisas. Falo do que vejo, claro está.

  44. 44 44  DCSA

    “Mas os professores são muitos, têm influência social e estão em todo o lado. São fazedores de opinião descentralizados.”

    O Guterrismo teve os professores sempre do seu lado e caiu de podre!

  45. 45 45  DCSA

    Ana Fernandes também sou professor e sou dos que acho este modelo de avaliação suportável. Aliás muitos dos que foram à manif, foram-no por outros motivos.

    Existe legislação bem pior produzida por este governo, como o Estatuto do Aluno e o concurso para professor titular.

  46. 46 46  Luis/th3freakie

    DCSA - pois isso é o que os professores da minha familia dizem também, mas expliquem-me isto: se esses são os problemas, porque é que só ouvimos falar/gritar/insultar sobre a avaliação?

    E por favor não me venham dizer que são os orgãos de comunicação social, que estes não conseguiam esconder se fossem 80.000 a gritar contra os estatutos, desde que os sindicatos assim tivessem orientado o protesto.

    …ou não são os professores que mandam nos sindicatos…?

  47. 47 47  Stran

    Cara Anna Fernandes,

    Antes demais espero que volte para ler as respostas ao seu comentário. Afinal não pode chegar cá, afirmar que ninguém lhe diz nada e depois não ler o que as pessoas têm para lhe dizer. Dessa forma é obvio que nunca ouve opiniões diversas das suas.

    1-”Eu sou professora há quase 30 anos - o período de vida da nossa democracia. A Escola Pública encontra-se doente…”
    Dado o teor completo do seu comentário, não para para pensar que possivelmente você é parte do problema?

    2- “Mas há os que pensam para além disso, há os que lutam para a melhoria da Escola Pública, o que não é possível sem AVALIAÇÃO.”
    Vi 100.000 dessas pessoas na Av. da Liberdade neste sabado, só pena que a ministra não os aceite ouvir e muitos decisores insistam em algo que não está correcto.

    3-”Mas é verdade, os profs querem ser avaliados, não querem «esta» avaliação!! Qual querem? Onde estão os erros? Nenhum dos meus colegas me diz.”
    Como já lhe disse anteriormente tem de ouvir para que alguém lhe consiga dizer alguma coisa. Um erro fácil de identificar é o seguinte:
    Julga que é correcto um sistema de avaliação onde os avaliadores são colegas (partilham o mesmo espaço profissional), não se encontram minimamente preparados para tal tarefa e onde esses avaliadores não foram por si avaliados com critérios que valorizavam o exercicício efectivo de docência?
    Julga um sistema de avaliação correcto em que não existe qualidade de informação no cruzamento de informação entre a avaliação e a auto-avaliação?

    “Eu, que tenho estudado de forma aprofundada estes temas, considero um modelo muito justo e equilibrado.”
    Ainda bem que o tem feito, pois então facilmente responde às questões levantadas anteriormente. É bom dialogar com alguém que “tenha estudado de forma aprofundada estes temas”. Agora será fácil responder que competências é que um avaliador deve ter para o ser e quais as que foram pedidas.
    Qual o periodo de implementação de um sistema de avaliação deste género. Qual as suas falhas e quais os mecanismos para os corrigir.

    Julgo que o primeiro erro é na escolha dos avaliadores (não se garantiu que os mais experientes seriam avaliadores,nem a qualidade dos mesmos nem a sua preparação), que foi claramente injusta.

    Gostaria de saber, se estudou tanto, porque é que considera correcto um sistema em que o avaliador pode ter menos experiência que o avaliado, menos conhecimentos do exercício efectivo de docência, não ter uma preparação prévia para ocupar este cargo, nem formação, não é um avaliador externo, entre outros problemas.

    “E caso para desconfiar que nem a legislação chegaram a ler… vão… porque vão…”
    Julgo que esta insinuação se aplica aos seus comentários, critica … por criticar…

  48. 48 48  Stran

    Luis,

    “…porque é que só ouvimos falar/gritar/insultar sobre a avaliação?”
    Tem de estar mais informado. Há muito que os professores vêm apontando os erros sucessivos deste ministério e desta ministra. Talvez você estivesse distraído, como muitos outros, pelos chavões da ministra que apelidou constantemente os professores que criticavam como pessoas com pouco capacidade de análise, desinformadas, que não queriam trabalhar. Os problemas nasceram antes desta avaliação. A avaliação foi apenas a gota de agua de um processo que já se iniciou há mais de um ano.

  49. 49 49  eu mesma: A Esfumaçada

    Junu :

    É mesmo docente de Português???

    O que pretende afirmar com esta frase:
    “Paradoxalmente, vêem exigir aos professores aquilo que não querem, nem lhes interessa exigir aos nossos discentes.”???

    “vêem” refere-se à 3ª pessoa do plural , do presente do indicativo, do verbo VER !!!! (e não do verbo Vir)

    A Ministra terá alguma razão… não lhe parece?!!!

  50. 50 50  JR

    “Mas os professores são muitos, têm influência social e estão em todo o lado.”

    isso era dantes. hoje os professores são um bando de ignorantes e iletrados, que se recusam a ser avaliados, como facilmente pode ser comprovado pelo discurso miserável (a maioria não sabe articular duas freses seguidas) e pelos erros de ortografia.

  51. 51 51  Luis/th3freakie

    Stran: Que os professores não gostam desta ministra já eu sei há muito tempo (bem, nem desta nem de nenhum(a) mas adiante) mas isso não responde à questão:

    As queixas são dirigidas todas à Avaliação, com uns pozinhos de “este tratamento insultuoso” e “um ambiente pior que o fascismo” à mistura, mas nunca concretizados em mais que a Avaliação pelas vozes que se ouvem (ler, Sindicatos).

    Ora das duas uma - ou os Sindicatos não são a voz dos professores, ou os professores aguentavam o resto desde que não houvesse avaliação.

    Eu não quero acreditar que seja a segunda - profissionais competentes não receiam avaliação, querem é condições para trabalhar (estauto, disciplina…) - mas por muito que eu queira, não é esse o foco da contestação que vejo.

  52. 52 52  Junu

    Cara esfumaçada:

    No meu texto não aparece apenas esse erro, dei conta algum tempo após publicar o comentário. Escrevi-o a correr e não voltei a ele, quando o reli dei conta de alguns erros e gralhas decorrentes da pressa com que redigi o texto.
    Não tive tempo de fazer uma adenda, portanto, desde já o meu muito obrigada pela correcção e chamada de atenção!
    Mas tenho pena de não ter nada mais válido para discutir comigo, a não ser um chorrilho de disparates que fez o favor de publicar num post seu!
    Lamento que se preocupe apenas com as árvores e não com a floresta.

    Cumprimentos

  53. 53 53  eu mesma: A Esfumaçada

    É sempre assim, na falta de argumentos…… ou o Silêncio ou a Ofensa.
    Mais um argumento a FAVOR da minista e da AVALIAÇÃO !

  54. 54 54  Mouro da Linha

    Manifestar-mo-nos? Ser-mos? Esfumaçada, acha mesmo que é assim que se escreve? Se prestasse mais atenção aos erros próprios em vez de andar à cata dos alheios à falta de melhores argumentos, a malta agradecia.

  55. 55 55  Nicolae

    Pois é Daniel, se isso acontecer ( maioria relativa em 2009 ) está na hora de juntares pessoal que queira efectivamente participar na governação em vez de se limitar a ficar a um canto a mandar bocas, e tomar conta do Bloco.
    Seriam bastante mais úteis ao país na próxima legislatura.

  56. 56 56  Stran

    Luis,

    Já lhe respondi, não é só o sistema de avaliação e já antes tinham criticado algumas outras medida medidas.

    Já lhe disse que tem de ler a evolução destes acontecimentos para realmente perceber totalmente a questão.

    Se quiser tem no meu blog um dossier educação onde pode acompanhar o evoluir de toda esta questão. Assim como o que se está a construir para o futuro.

    Mas se quiser manter o seu dogma então não leia mais nada…

  57. 57 57  laranjalima

    Eu estou deveras impressionada com a qualidade das intervenções que os anti-prof. aqui produzem!!! Bem ao estilo do português (medíocre e invejoso e, claro, ignorante…), falam, falam, mas não sabem o que dizem …. e o mais grave é que não se envergonham disso!!!

  58. 58 58  eu mesma: A Esfumaçada

    Stran:

    “Gostaria de saber, se estudou tanto, porque é que considera correcto um sistema em que o avaliador pode ter menos experiência que o avaliado, menos conhecimentos do exercício efectivo de docência, não ter uma preparação prévia para ocupar este cargo, nem formação, não é um avaliador externo, entre outros problemas.”

    Posso responder-lhe de duas maneiras, se me quiser ouvir /ler:

    1) Sim, pode ter/ser assim e isso não significa que esse professor seja incompetente para a tarefa de avaliar, pelo simples facto de que
    a) O QUE se quer avaliar (objectivos);
    b) O COMO se quer avaliar (quem faz, que instrumentos usa, quando usa, com quem usa, em circunstâncias o faz);
    c) O PORQUÊ da avaliação(porque é preciso avaliar, o que se pretende mudar, melhorar ou abolir ou porque se pretende inovar, criar algo novo);
    d) O PARA QUÊ avaliar (qual o resultado que se pretende alterar, melhorar, corrigir ; qual o resultado que se aceita como satisfatório, qual o resultado que não se aceita);
    são definidos por um conjunto de pessoas e implementados por o mesmo, ou por outro, conjunto de pessoas. Se esse conjunto de pessoas forem os pares de profissão, a única coisa que se poderá dizer é que chegarão a concenso muito mais facil e rapidamente.

    2)Se não têm formação, se é muito trabalho e responsabilidade a mais para os professores, podem sempre sugerir à ministra que contrate alguém como eu (que SEI fazer! e tenho feito muita) que, não sendo professora, conheço a didáctica e a pedagogia. Domino o assunto, sem dúvida, conheço a dinâmica escolar e os professores , tenho conhecimentos sobre comportamento e gestão de comportamento.. mas aí será não uma AUTO- avaliação e de pares, mas uma Hetero-avaliação e portanto Externa.

    É isto que eu ainda não percebi… qual delas os professores querem????
    (sei também que vou ficar sem resposta mais uma vez ou, em alternativa, voltarão a tentar ofender.. é o que se arranja…paciência)

  59. 59 59  Stran

    Cometeu logo no inicio da sua resposta o primeiro erro: “não significa que esse professor seja incompetente para a tarefa de avaliar” o que deveria avaliar é o sistema e não a pessoa.

    Mas agora às suas alternativas:

    1) “são definidos por um conjunto de pessoas e implementados por o mesmo, ou por outro, conjunto de pessoas”
    Consegue ser mais vaga? É que mais genérica do que foi parece impossível. Outro facto que não reparou neste sistema é que os avaliadores além de pares são colegas (literalmente) e esse é uma novidade uníca neste sistema de avaliação. Na sua experiência quantas vezes avaliou colegas suas? Normalmente quem me avalia ou é superior ou é externo e não conheço nenhum sistema como este. Se a escola passa a funcionar assim qualquer dia temos os alunos a avaliarem outros alunos!

    2) “Se não têm formação, se é muito trabalho e responsabilidade a mais para os professores, podem sempre sugerir à ministra que contrate alguém como eu (que SEI fazer! e tenho feito muita)…”
    Não basta dizer que SABE fazer, que provas é que tem do que afirma? este tipo de argumento não é válida para a discussão enquanto não demonstrar que SABE fazer e que fez muito! Pelas análises que tem efectuado julgo que não deverá ser a melhor pessoa para o efectuar (a dos professores), mas neste ponto pode-me contradizer facilmente apresentando provas do mesmo.
    Quanto à sugestão de ser externa, começa aì a sua contradição pois esse é uma das falhas deste sistema de avaliação.

    Julgo que ainda não contrapôs os erros que lhe coloquei neste sistema que vou tentar sintetizar mais uma vez:

    - Sistema de avaliação em que o avaliador é um colega;

    - Sistema de avaliação em que o avaliador é menos experiente que o avaliado;

    - Sistema de auto-avaliação inútil (dado que as informações não cruzam);

    - Sistema de avaliação em que um ponto da avaliação é a evolução das notas atribuidas pelo próprio avaliado;

    - Sistema de avaliação genérico e de dificil distinção entre os diferentes graus de apreciação (não é distinguível o que leva um professor a ter determinada nota);

    - Sistema de avaliação que serve de base para progressão na carreira e não como metódo de melhoria de qualidade do ensino.

    São apenas algumas falhas existentes neste sistema, que gostaria que me contradissesse, pois caso reconheça que eles existem então passa a fundamentar o protesto dos professores e a concordar com eles.

    Já agora, um pequeno àparte:

    1) “tenho conhecimentos sobre comportamento e gestão de comportamento” Se tem este conhecimento como afirma ter então como avalia o comportamento da Ministra? (Vá, peço-lhe que demonstre a sua fabulosa capacidade de avaliação que diz ter).

    2) “sei também que vou ficar sem resposta mais uma vez ou, em alternativa, voltarão a tentar ofender.. é o que se arranja…paciência”
    Primeiro, espero honestamente que o meu sarcasmo e ironia não a ofenda (se ofender peço desculpa e nas próximas respostas não o farei mais).
    Segundo, já lhe dei uma resposta, não pode continuar a afirmar que vai ficar sem resposta sob pena de estar a faltar à verdade.

  60. 60 60  eu mesma: A Esfumaçada

    Stran:
    Não me ofendeu coisa nenhuma.
    Apenas lhe direi que a Avaliação por Pares , é isso mesmo: Avaliação por Colegas !

    O meu saber também não pode ser avaliado por si, desculpe dizer-lhe, pois em todas as suas afirmações denota não dominar o assunto e, pior, não querer dominar.
    Além disso já aqui tentei fazer-me entender , tentei explicar por exemplo, a diferença entre eficiência e eficácia e, teimosamente , sim, é disso que se trata (!) não foi reconhecida essa diferença.
    Fico pois a saber que só os professores sabem TUDO !
    Como não sou professora … olhe ! não posso ensinar mais nada!

    P.S. Na universidade foi-me pedido (e aos meus colegas) pelos meus /nossos PROFESSORES que os avaliassemos!! Fizemo-lo por escrito e a seguir os professores promoveram o debate dessas avaliações. Ganhámos Todos sobretudo muita HUMILDADE! Ma pelos visto isso deve ser coisa de gente pequena…como eu e os meus professores.

  61. 61 61  eu mesma: A Esfumaçada

    Quanto à Avaliação Externa:

    Terá compreendido a minha ironia?

    De facto, acho que os professores que não se auto-reconhecem aptos ou adequados a auto-avaliarem-se e /ou a deixarem-se avaliar por pares (os colegas que estão na mesma escola), têm de encontrar uma outra solução!
    Se neste ponto a ministra está errada????… ESTARÁ!… ela e todos os antecessores!!!!
    Na verdade, se os professores pugnarem pela QUALIDADE, não podem mais continuar a querer / deixar que um(a) ministro(a) seja o bastonário da sua ordem profissional.
    Como já li algures, esta ministra está a ser Ministra da Educação , não Ministra dos Professores….este conflito de professores radica apenas e só nisso.
    Estarei enganada?

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