Desde que chegou ao governo, o partido socialista diminui em 16 por cento a percentagem do PIB afecta ao ensino superior. O peso das transferências públicas para as universidades passou de 73,4% em 2005 para 66,6% em 2009. Como as instituições começaram, entretanto, a pagar os 11% destinados à Caixa Geral de Aposentações, muitas universidades já admitem estar à beira da ruptura financeira e estar sem dinheiro para pagar o subsídio de Natal. Mariano Gago sacode a água do capote e diz que os problemas se resumem à má gestão, ameaçando despedir os prevaricadores. Olhando para os números não há como não lhe dar razão. Há mesmo um problema de gestão no ensino superior. Chama-se Mariano Gago.

Leitura recomendada: Universidade, Lda, de José Castro Caldas, nos Ladrões de Bicicletas.


23 respostas ao post “O mau gestor”  

  1. 1 1  xatoo

    Não é um problema de “pessoas”. Mariano Gago é uma pessoa honesta com provas dadas no campo científico e académico.
    É um problema de estruturas que se aproveita e e sem escrúpulos queima “pessoas” para atingir determinados fins – parece evidente a quase todos que a destruição do sistema público de ensino salta à vista de todos; e essa politica de destruir para construir de bandeja negócios privados tem sido levada a cabo tanto pelo PS como pelo PSD.
    Por isso, anda mal quem advoga a queima “como mau gestor” de mais uma pessoa, para de seguida vir outra pessoa fazer exactamente o mesmo.

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  2. 2 2  JLS

    Sinceramente, conheço de muito perto a Universidade do Minho. Também se gostam muito de queixar que não têm dinheiro… mas a verdade é que andam a construir 2 a 3 novos edifícios por ano e fazer bastantes renovações… Como o ministro diz, é mesmo má gestão.

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  3. 3 3  J Ferro

    xatoo: pois!
    “Mariano Gago é uma pessoa honesta com provas dadas no campo científico e académico.” E?…
    Quem disse o contrário. E o que é que essas provas dadas contribuem para ser ou não um bom gestor ou um bom ministro?
    Já agora, em Portugal, coisa única no mundo, as “provas dadas” são-no uma única vez, num único momento, a partir daí faz-se toda a carreira politica, às vezes académica, às vezes gestora de empresas públicas, á custa dessa provas dadas, sabe-se lá quando e em que circunstâncias.
    Há quantos anos Mariano Gago não “dá provas” no campo científico? E no académico? Há quantos anos…
    O conceito medivel de “lente” da defunta U de Coimbra já morreu há longos anos.
    Estas ladainha loudatórias só cheiram mal, só demosntram a nossa pequenez. É por este género de provas dadas que, em desenvolvimento científico, estamos atrás da Tunísia, da Argélia e muito longe do México, por exemplo. Em 2007, Portugal foi o 68 º país do mundo em publicação de artigos científicos. O Mariano Gago também não publicou nenhum…o resto é conversa.

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  4. 4 4  J Ferro

    Já agora, era bom que alguém comentasse as declarações absolutamente FASCISTAS, antidemocráticas, nojentas e pertencentes ao Portugal salazarento que, ao que parece, não sai de cima, que são reproduzidas no pequeno filme Youtube logo no inicio deste blogue.
    Não esquecer: esta mulher é ministra da educação de um governo democraticamente eleito. Quem é esta sinistra mulher, afinal?

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  5. 5 5  J Costa

    O Governo e o PS andam aflitos.
    Já perceberam que não voltam a ter maioria absoluta para fazer o que lhe apetece.
    Andam todos numa pressa danada para fazer os grandes negócios à custa do Estado (Investimentos públicos? E quem os vai pagar? E quando?) e para criar os jobs para os boys deles em todo o lado. Agora são as Universidades.
    E a mensagem é bem clara…
    Quanto à ministra da (des)educação, já desceu tão fundo (baixo) que não há comentário que chegue. Já não há pachorra…

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  6. 6 6  João Gomes

    Lamentavelmente existem realmente muito maus gestores nas universidades Portugueses, e o ministro ao contrario do que se diz neste post não é um deles… Porque infelizmente pouca gente sabe, mas a Universidade do Porto tem de anualmente “oferecer” 9 milhões de euros para o fundo de coesão do Ensino Superior… Euros esses que vão directos para universidades como a Universidade do Algarve, da Madeira e pasme-se: Universidade de Coimbra… Esta é uma das razões pelo que a UP passará a ser uma Fundação Publica de direito privado, porque infelizmente enquanto a melhor universidade do pais continuasse a ter de dar tanto dinheiro a outras instituições porque os gestores que estão a frente destas universidades não as sabem gerir seria impossível manter-se ao nível que tem feito dela a única universidade portuguesa no ranking das 500 melhores universidades do mundo.
    A culpa não é do financiamento que as faculdades obtém do governo central ser maior ou menor..
    trata-se de grande parte delas não saberem gerir e encontrar outro tipo de financiamentos, e isso tem apenas uma razão:péssima gestão..
    E por curiosidade: o MIT é privado, e não tem financiamento federal nem estatal e no entanto é considerada das melhores.

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  7. 7 7  Maria

    Entao se as universidades admnistrarem mal os seus dinheiros a culpa agora e de Mariano Gago??

    Eu nao quero saber se Socrates vai conseguir a maioria nas proximas eleiçoes ou se vai ter que partilhar com o Psd ( vou -me fartar de rir se o Psd conseguir partilhar poderes e governos;la isso vou; mas estou-me nas tintas, quem os quer que apanhe com eles e parece que afinal ainda ha muitos que querem eles la sabem ) ou com outros;mas dai a esta loucura do mal pensar e mal dizer ainda vai uma grande distancia.
    Mariano Gago e um homem mais que decente e alvitrar que o mau governo de uns quantos senhores e culpa dele sem que disso se faça prova e absolutamente indesculpavel.

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  8. 8 8  Pedro Sales

    Maria e João Gomes,

    Primeiro nunca pus em causa a honorobilidade e decência do ministro. O que questiono é a política (do governo, xatoo, acontece que quem a aplica é Mariano Gago).

    Quanto ao resto parece-me que o post é claro. Desde que o governo tomou posse o financiamento para o superior não parou de descer e as faculdades passaram a ter que descontar 11% para a Caixa de Aposentações. Até podem existir maus gestores nas faculdades, não o discuto, mas como é que se fazem omoletes sem ovos?

    Em 2005, antes destes cortes, Portugal já era o segundo país que menos investia por aluno no ensino superior, gastando 6000 euros/ano. Pior só a Grécia, com 4285 euros anuais. Aqui ao lado, a Espanha despende 8399€, a Itália 10161 e a França 10332. Em nenhum país escandinavo a despesa fica abaixo dos 13 mil euros, valor também atingido pela Alemanha, Irlanda e Dinamarca.
    Mais informação pode ser consultada em :

    http://zerodeconduta.blogs.sapo.pt/444246.html

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  9. 9 9  Maria

    Pedro Sales
    eu percebi que o que escreveu nao poe em causa a honorobilidade e decência do homem, acho que ja o ministro sai um bocado xamuscado mas nao e disso que se trata.
    Acho que se ele Mariano Gago tiver culpas no actual estado de coisas, deve evidentemente ser responsabilizado.
    Disso nao tenho a minima duvida.
    Tenho e muitas duvidas se de facto se pode ou deve atribuir todas esta confusao com dinheiros que subitamente desaparecem das universidades ao ministro.
    Porque depois do que ontem vi e ouvi a proposito de bancos e dinheiros ali pelos pros e contras tenho que para mim que esta coisa da arte de fazer desaparecer milhoes, para alem de estar muito na moda tem tendencia a culpar os que se calhar nao sao tao culpados como isso.

    Esta historia das universidades parece-me muito mal contada e contada a pressa.
    Apenas isto e nada contra o que escreveu.

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  10. 10 10  J Ferro

    Isto é a Coreia do Norte, ou quê? Será o minsitro responsável pelas politicas, ou é o Sr. Prof. Mariano Gago que entrou num concurso “o mais sério e honesto de Portugal, o pai da ciência e dos saberes”? Que pobreza de debate…da Maria, nada espero a não ser a habitual “voz do dono”. Do rapaz Gomes do Porto (Gomes, no Porto, deve ser um vírus) gostei! Sobretudo daquela das melhores 500 universidades. E de “encontrar financiamentos”. É um óptimo principio para o desenvolvimento dum país. Sobretudo ESTE desenvolvimento. Á Milton Friedman. Que tãos bons resulatos está a ter na economia. E nas finanças. Falta a adesão das universidades. Que agora se chamam fundações.
    Ó Gomes, por exemplo, Faculdades com a de Letras e cursos como Cultura Clássica, Filosofia, Lietraruta Portuguesa, etc., etc. , não vão conseguir arranjar finaciamentos externos. Nem vão ser fundações. Então? Acabam-se com eles? Claros, só dão prejuízo, ainda por cima todos a viverem à custa da Universidade do Porto! Que bergonha, carago!! Isto o que dá é tecnologia, MIT, economia (com as prebisões do Daniel Vessa, da Un. do Porto, sempre certas). O resto, carago, é merda. Não têm pilim, fecham. Carago. E biba o FCP!! E o Madureira! E o pintinho! E todos a comerem à custa do Porto, carago!! Uma das melhores do mundo! Em 500!!

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  11. 11 11  João

    Em primeiro lugar, o custo do Estado por aluno quando comparado com os restantes países da União Europeia tem de ser visto à luz de outra coisa: o custo intrínseco da educação nesses mesmos outros países (custos com pessoal, com materiais, com livros, com infraestruturas…), não se pode fazer uma comparação directa.
    Em segundo, as universidade públicas são mal geridas, é um facto, gastam dinheiro em coisas desnecessárias, são incapazes de obter outros financiamentos que não o do Estado -salvo raras excepções e têm uma péssima distribuição de trabalho, quer entre docentes, quer nos restantes trabalhadores.
    O que as Universidades, e cada faculdade dentro delas, deviam ter feito era ter racionalizado os recursos, o modelo de gestão e o pessoal, em vez de terem tentado manter as suas coutadas.

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  12. 12 12  Manuel Leão

    Ainda acaba por conseguir um orçamento de montante igual ao do Ministério da Cultura se acaso se empolgar.

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  13. 13 13  Pedro Sales

    João,

    A metodologia que referi é a usada pela OCDE. Uma coisa é indiscutível: o estado tem cortado no financiamento às universidades e institutos.

    As instituições deviam recorrer ao financiamento externo, como acontece noutros países, nomeadamente os EUA? Claro. Mas, diga-me lá, que empresas e mecenas é que existem em Portugal que financiem as universidades ou apostem no recurso à investigação destas instituições. A iniciativa privada gasta 0,14% do Pib em investigação científica, o valor mais baixo da Europa. Por aí estamos falados.

    Há problemas de gestão? Não duvido, mas o problema central é que não têm dinheiro. É só comparar com os outros países europeus.

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  14. 14 14  Pacheco

    Parece que se esqueceu que o financiamento do Ensino Superior pode ter descido, mas em contrapartida o orçamento da FCT subiu e muito, e é preferivel e mais rigoroso financiar projectos do que pura e simplesmente financiar pessoas.

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  15. 15 15  João

    O Estado tem cortado no financiamento às universidades e institutos? Tem.
    Porquê? Por dois motivos: 1. Não tem dinheiro; 2. Tentar que as universidades se mexam e sejam capazes de captar interesse no sector privado.
    Não há empresas em Portugal que apostem no investimento à investigação? Procurem no estrangeiro, onde há muita e boa empresa a apostar na investigação em parceria com centros de investigação.
    O problema central é terem passado anos a replicar um modelo de academia obsoleto, com custos incomportáveis e estabelecendo coutadas de professores e conselhos directivos, o que levou a não terem criado estruturas que lhes permitam fazer alguma ligação ao mundo exterior ao das próprias universidades.
    Agora terão de o fazer e não sabem como, porque em muitos dos casos as faculdades são geridas por professores sem qualquer preparação em gestão, incapazes de conceber e estabelecer programas com entidades privadas para investigação.
    Atenção que há excepções como o pólo da Universidade Nova na margem Sul, a Universidade de Aveiro e a do Porto.

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  16. 16 16  Maria

    Ora ca esta.
    Se o problema e uma fraca gestao financeira o problema e de quem anda a gerir esses dinheiros.
    Nao foi seguramente o Sr Mariano Gago quem andou a gerir os dinheiros das universidades.
    Se as universidades nao tem dinheiro para gerir porque nao o obtiveram, entao nao se percebe tao bem a tal ma gestao.Em vez de se começar a deitar abaixo Gago talvez fosse melhor tentar perceber quem e que anda a gerir mal o que .

    Ou o que esta na ordem do dia e zurzir no governo todo para depois da queda se sentarem outros nas cadeiras?
    E que se isso entao esta bem, bora la.

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  17. 17 17  J Ferro

    “Ou o que esta na ordem do dia e zurzir no governo todo para depois da queda se sentarem outros nas cadeiras?” Bem dito, Maria!
    Então não querem lá ver estes malandros e comunas a dizer mal do governo?! Se calhar eles querem é ir pra lá, os mandriões! O melhor é proibir de vez alguém “zurzir no governo”. E também os jornais, sacanas, deixam a partir de agora de zurzir. E para quê tantos partidos? Para zurzirem no governo e para irem para lá? Cabrões! Um partido chega. Assim já não há outros para zurzirem.
    Aprova-se na Constituição: Ponto 2 – é expressamente proibido zurzir no governo, sobretudo aqueles que querem ir para lá.
    E pronto. Agora sim. Fica o governo, a D. Maria e aquele rapaz que distribui pizas e que nunca zurziu no governo. O resto, incluindo eu próprio João Pedro Ferro, vai tudo para Peniche, Caxias, Aljube e Foz Côa.
    Heil Maria!! Heil, heil, heil!!
    Nota: e nos ciganos, pode-se zurzir, mesmo aqueles que querem ir para ciganos?

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  18. 18 18  Maria

    17 J Ferro
    12 Nov 2008 às 0:47

    “Para zurzirem no governo e para irem para lá? Cabrões! Um partido chega. Assim já não há outros para zurzirem.”

    “Heil Maria!! Heil, heil, heil!!
    Nota: e nos ciganos, pode-se zurzir, mesmo aqueles que querem ir para ciganos?”

    Nao ha duvidas.Passou-se.

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  19. 19 19  Sergio

    João Gomes escreve que a UP é “a única universidade portuguesa no ranking das 500 melhores universidades do mundo”. É falso.

    Se se refere ao Academic Ranking of World Universities compilado pela Shanghai Jiao Tong University, na última tabela (2008) constam duas universidades portuguesas: UP e UL.

    No The Times Higher Education – QS World University Rankings (2008), a UP nem aparece. Mas são incluídas três universidades portuguesas: UC, UNL, e UCP.

    Escusado será dizer que têm critérios diferentes. Mas dizer que a UP é superior a todas as outras é um engano. Mesmo na primeira tabela surge depois da UL.

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  20. 20 20  Sergio

    Em relação ao assunto… se calhar as universidades portuguesas ainda precisavam de menos dinheiro vindo directamente do orçamento de estado…

    Como professor universitário que optou por seguir carreira no estrangeiro, sei bem que a gestão das universidades portuguesas é incompetente e ineficaz… e que isso não tinha consequências enquanto o dinheiro continuava a aparecer.

    O estado devia ter um papel meramente administrativo – garantindo, p.ex., que as propinas são iguais nas universidades estatais. Pouco mais. A gestão das universidades devia ser privada. As universidades deviam ser avaliadas e concorrer entre si para receber dinheiro do estado. E teriam que provar a sua utilidade e capacidade todos os anos. (E como já foi referido, a FCT, põe a circular muito dinheiro nas universidades, para projectos concretos.)

    O João refere bons exemplos de universidades que têm conseguido angariar e gerar dinheiro com parcerias e projectos (UNL, UA, UP, e a UM, já agora). Mexam-se. Portugal tem bons investigadores e académicos. As boas universidades são poucas porque estas não tem autonomia e não são geridas, são sustentadas.

    Afirma o J Ferro que “por exemplo, Faculdades com a de Letras e cursos como Cultura Clássica, Filosofia, Literaruta Portuguesa, etc., etc. , não vão conseguir arranjar finaciamentos externos.” Eu que sou de Humanísticas, posso dizer-lhe que há alternativas. Criar parcerias com universidades estrangeiras. Publicar livros e vendê-los aqui e no estrangeiro. Organizar conferências e cobrar entrada. Mas o ponto fundamental é este: essas faculdades e departamentos só devem ter a dimensão que precisam (como todas e todos, aliás) para acolher alunos de licenciatura e pós-graduações. Mais nada. A maior fatia de dinheiro devia vir dos alunos (e sim, as propinas deviam ser bastante mais altas): um bom departamento de filosofia com académicos de renome (como o da UNL) terá sempre mais alunos por causa do seu prestígio.

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  21. 21 21  Nuno Félix

    Este é o valor relativo que as Universidades Portuguesas perderam no todo do Orçamento Geral do Estado desde 2005.
    Esta foi e é uma opção política do Governo.
    Este é um erro estratégico.
    A convergência com a Europa não se fez de todo no todo do País. Motivos endógenos, exógenos ou estruturais e históricos. A verdade é que existe uma saída para este fado do Portugal pobre e analfabeto.
    O caminho está numa aposta forte e decidida num ensino de excelência e de acesso meritocrático sem nunca deixar de ser democrático. Mas este caminho não dá votos porque apenas produz efeitos visíveis a 20 anos. Onde estávamos Nós e a Irlanda em 1986? Imaginem como seria o Portugal de hoje, se o Prof. Cavaco e Silva, tivesse trocado algumas dezenas de quilómetros de auto-estrada, mais e melhores universidades abertas ao mundo e à sociedade civil?
    De oportunidades perdidas está a nossa história cheia! Deixa-me perplexo é a insensatez de quem nada aprende com as suas evidencias.
    Faria mais por Portugal, uma universidade de excelência cotada entre o top 20 do Mundo, do que a soma de todos os “PIN´S” que venham a ser concretizados.
    É a miopia da política feita para as próximas eleições que tem minado a aposta estratégica num ensino superior de qualidade e excelência.
    Sócrates arrisca, o reconhecimento do seu mérito governativo, quando com o distanciamento do tempo ficar conhecido como o primeiro-ministro do governo que, em termos relativos e comparados, menos investiu no Ensino Superior desde 1994.

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  22. 22 22  Paulo

    ” O peso das transferências públicas para as universidades passou de 73,4% em 2005 para 66,6% em 2009″. Certo, mas onde ir buscar o dinheiro que cubra a diferença de 8,4% entre 2005 e 2009? E, em termos globais, as universidades são mesmo minimamente bem geridas? E se não estiverem a ser bem geridas, seria de bom-senso retirar dinheiro doutros sectores para o confiar às universidades? Ou, em alternativa, aumentar os impostos? Indo por outro caminho, que ministros da tutela anteriores a Mariano Gago foram melhores gestores que Mariano Gago? Pedro Lynce? Graça Carvalho? No caso de terem sido melhores, foram-no por terem sido mesmo melhores, ou por “sacarem” mais dinheiro para as universidades? E que pessoa poderia substituir Mariano Gago, neste mesmo Governo, oferecendo uma melhor gestão do ensino superior? Enfim, perdoo-me tanta questão – nem lhe peço que responda – mas quando vejo um tipo como o Mariano Gago ser classificado de incompetente, a coisa dá-me para aqui.

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  23. 23 23  JLS

    «Quanto ao resto parece-me que o post é claro. Desde que o governo tomou posse o financiamento para o superior não parou de descer e as faculdades passaram a ter que descontar 11% para a Caixa de Aposentações.»

    A descida do financiamento não significa a descida de receitas. Como certamente saberá, as propinas aumentaram duplicaram.

    Mas isto vale apenas para a questão da boa ou má gestão das universidades.

    Já de uma perspectiva de política educativa, o aumento das propinas com a descida do financiamento directo estatal, já é condenável, como é foi há alguns anos atrás. Especialmente tendo em conta que, supostamente, o aumento das propinas deveria servir para um incremento de qualidade. As propinas são, aliás, taxas (o que implica uma contrapartida directa; ao invés, esse dinheiro é canalizado para outras coisas, nomeadamente os salários). Havendo vontade, poderia até haver brincadeiras em tribunal acerca disso.

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