Não deixar de ler estes dois posts sobre os rankings das escolas. E também este e este.


Sem respostas ao post “Os factos I”  

  1. 1 1  Miguel Madeira

    E também este, que tem mais dados que o meu, e são ainda mais (i.e., menos) significativos:

    http://esquerda-republicana.blogspot.com/2007/10/ensino-pblicoprivado-e-seus-rankings.html

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  2. 2 2  Patrícia Ribeiro

    Eis a opinião de uma aluna que frequentou um colégio privado desde a 1ª classe até ao 12º ano:

    1. não há pachorra para a quantidade de considerações classistas que se ouvem por aí; é tão desprezível dizer que um aluno é ‘xunga’ por ter andado numa escola pública da baixa da banheira, como dizer que um aluno é um ‘cócó’ ou um ‘betinho’ só por ter andado num colégio privado;

    2. é absolutamente verdade que algumas escolas privadas convidam a sair alunos que tenham pelo menos duas negativas; e posto isto, é impossível querer comparar resultados com justeza; com certeza se as escolas públicas passassem a excluir os piores alunos os seus resultados seriam melhores, o que não cabe na cabeça de ninguém;

    3. o meio sócio-económico daqueles que frequentam as escolas privadas é um factor que, sem dúvida, favorece os resultados escolares;

    4. concordo que em algumas escolas públicas existe menos disciplina e organização, pq tenho irmãos que optaram a dada altura por passar para a escola pública e a diferença em termos de disciplina e organização foi notória; ou seja, depararam-se com um ensino mais ‘despreocupado’ e no todo passaram a ser menos acompanhados;

    5. concordo com a ministra da educação quando se recusa a alinhar nesta paranóia dos rankings já que per si, não significam rigorosamente nada;

    6. é realmente muito fácil vir dizer que o ensino privado é uma maravilha dos céus, quando se tem a sorte de poder gastar 400€ por mês na educação; sobretudo se compararmos com aqueles cujo ordenado não dá sequer para a prestação da casa; nestas circunstâncias está-se a comparar exactamente o quê?

    7. Finalmente, sobre o ensino católico privado que frequentei, sempre tive contacto com alunos de outros credos, ir à missa era opcional, e o ecumenismo era um tema recorrente nas aulas de religião e moral, que apesar de serem uma seca, serviam ao menos para nos pôr a dar opinião sobre uma série de temas sociais, morais e éticos. Até certo ponto, não creio que hoje as minhas opiniões políticas, sociais, morais e éticas sejam apenas o simples e estrito reflexo da fé católica.

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