Tendo em conta que o vídeo que aqui estava (o episódio da aluna do Porto com a professora) já foi sobejamente visto e que me é tecnicamente impossível tapar as caras das intervenientes, resolvi retira-lo. Um vídeo que, na realidade, não deveria ter postado sem poder esconder a identidade das visadas. Uma questão que estupidamente negligenciei e que, só depois de pensar no assunto, me apercebi da gravidade. Mais vale tarde que nunca. Todos conhecem já as imagens e percebem o texto.
Vi este vídeo através de Helena Matos e do Expresso. Sim, o que eu vejo aqui é uma aluna mal educada. Uma adolescente incrivelmente insolente. Sempre existiram, sempre existirão. Às vezes até crescem e transformam-se em adultos responsáveis e educados. Outras não.
Basta ver como a professora (a adulta e a profissional que tem de garantir o normal funcionamento das aulas) lida com o problema para perceber que estamos perante alguém sem preparação para cumprir as suas funções. Uma professora não fica dois minutos a disputar um telemóvel com uma adolescente. Não o faz, ponto final. Chama outra pessoa, manda a aluna para a rua, interrompe a aula… Qualquer coisa. Mas não desce ao nível da adolescente. Se o fizer, está frita. Nem é preciso ser profissional para saber isto. E o que vejo neste vídeo é uma professora com uma turma completamente descontrolada a usar métodos só aceitáveis em alguém com a idade da adolescente que tenta controlar.
Ser professor é difícil. Recebem-se na sala de aulas todos as falhas familiares, todas as falhas sociais, todas as falhas do sistema. E no fim, o mais provável é ser-se maltratado por quem falha em casa, por quem falha na sociedade, por quem falha no sistema. Mas é esta a profissão que se escolheu e todas as profissões têm partes difíceis. E nesta profissão, em que se trabalha numa escola em que todos entram e têm de entrar, não se escolhem os alunos. Há, haverá sempre, casos quase impossíveis. São esses os ossos do ofício. Já havia quando eu era aluno. Para uns professores era dramático, para outros era um problema que tentavam resolver com muito talento e esforço. É difícil, mas simples: a disciplina e a autoridade nunca estão garantidos, conquistam-se. Até com os filhos.
O problema deste vídeo é o que mostra e o que quer mostrar. Mostra uma professora impotente. E a sua impotência nada tem de metafísico ou de político. É a impotência que sentirão todos os que, não conseguindo dar-se ao respeito, trabalham com adolescentes. Porque os adolescentes, quase todos e em todos os tempos, medem forças (se não for físico é psicológico) e desafiam a autoridade. E só pode trabalhar com eles quem o sabe fazer. E para o saber tem de se ser preparado. Parece-me que não o são. Apenas se conta com o talento natural e a experiência de cada um.
O que se quer mostrar com a divulgação deste filme? Que já não há o mínimo de disciplina na sala de aulas? É provavel. A escola é hoje mais democrática: todos andam nela. E isso é bom. Mas traz novos problemas.Que a profissão de professor é difícil? Já o era quando eu andava no liceu. Talvez hoje seja mais. O que quer apenas dizer que os professores têm de ser preparados de uma forma diferente.
A única coisa útil neste vídeo: é dar a algumas pessoas a noção de que a função de professor, sendo muito exigente, deve ser valorizada. E que quem a desempenha deve ser respeitado por isso. Mas que esta professora não sirva de exemplo. É por não estar à altura das suas funções (pelo menos neste momento) que sabemos que a profissão não é para qualquer um. Provavelmente não seria para mim, que estou aqui a fazer de professor de bancada. Mas não é a minha profissão.
Quem julga que a única coisa que um professor tem de saber é a matéria que ensina está a delirar. Essa é a parte mais fácil. Um professor tem de saber o que ensina, tem de saber falar, tem de saber captar a atenção de uma plateia desatenta, tem de saber gerir a sua autoridade, tem de saber avaliar, tem de saber entusiasmar e ainda tem de gostar do que faz.
A falta de respeito pelos professores começa nos pais e acaba na ministra. E aluna repete-a. Mas isso não chega para explicar esta cena. O que temos aqui é um caso exemplar de falta de vocação. Que a profissão volte a ser tratada com o respeito que merece, que recupere dignidade social, e provavelmente os que têm mais vocação quererão leccionar. O resto, o que se passa entre as quatro paredes de uma sala de aulas, depende deles. E no que dependeu desta professora, falhou clamorosamente. A culpa é, antes de mais, da aluna e dos seus pais? Sim, claro. Mas isso é o que não podemos resolver. Dizer “no meu tempo havia respeito” pode aliviar a alma a alguns, não serve é para rigorosamente nada.
Sei que vou levar aqui pancada de muitos professores e de outros que acham que isto “só à estalada”. Mas eu sou daqueles que acha que a responsabilidade começa sempre em quem a tem por ofício. E que a autoridade não se empresta. Ganha-se. E desculpem a crueza: não imagino uma cena destas com nenhum dos muitos excelentes professores que conheci ao longo da vida. Não discuto o comportamento da aluna porque discutir, no mesmo plano, o comportamento de uma adolescente indisciplinada e de uma professora profissional seria, por si só, uma falta de respeito pelos professores. E isso é o que não quero fazer. Para a dignidade dos professores nada pior do que os infantilizar.
211 comentários 20 Mar 08 em Educação211 respostas ao post “Uns têm, outros não”
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Daniel,
Aquela escola é um “forte apache” . Não deve estranhar a atitude da professora. Qualquer um de nós numa situação similar poderia ficar bloqueado e não responder com o melhor do discernimento.
O Daniel pensa que este episódio é isolado? A infeliz deve ter sido já sujeita a outros mimos antes, e como não se pode expulsar nem bater nos meninos, os nervos deram-lhe para aquilo. Não há profissionalismo que resista a um ano de enxovalhos, provocações e agressões. Quer trocar com a professora? Vai ver que não é fácil aturar os selvagens.
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Dar aulas àqueles alunos é a sua profissão. Há escolas complicadas. O que fazer? Não devem ter professores? Pode-se dizer: foi um momento menos feliz. Todos os temos. Mas não se transforme um momento menos feliz em qualquer coisa que merece aplauso.
Eu não tenho de trocar com ninguém. Cada um deve desempenhar bem as suas funções. E exigir, claro, de volta, que esse seu esforço seja valorizado. O que não tem acontecido.
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É claro que a professora se passou… com tanta falta de educação dos alunos.
Mas, garanto, que se aquela jovem fosse minha filha, que levava dois tabefes bem aviados.
Digo isto sem qualquer problema e sem ser politicamente correcto.
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O problema do Daniel é o dos treinadores de bancada: opina muito mas argumenta pouco e no caso presente, nada. Uma 1ª reserva: acho indigno que sujeitem “esta” professora ao escrutínio da blogosfera e que o mesmo só seja possível porque outros alunos (cujos comentários fomos ouvindo) usaram telemóveis, suspeito, para obter as imagens, o mesmo objecto, motivo da disputa em questão. Mandaria o bom senso e mesmo algum cuidado e reserva que, querendo usar-se o documento, o uso fosse feito garantindo anonimatos, mesmo que, e sei que vem por aí esse argumento, o mesmo filme esteja no You Tube, etc, etc. Há princípios a que não podemos ceder. Bom o Daniel como outros não pensou nisso , problema dele!
O documento, enquanto tal, imaginando-o se tal fosse possível como um caso típico, frequente, com o qual os professores se podem confrontar e/ou como uma atitude a não seguir em sala de aula, coloca-nos perante as seguintes questões, às quais, mesmo os excelentes professores do Daniel tinham que responder (já repararam que todos temos sempre excelentes professores para lançar neste tipo de disputas?):
1 – Como responder se a aluna não cede?
2 – Como responder se a aluna nos impede (com a óbvia colaboração dos colegas) de chegar junto da porta para chamar alguém?
3 – Como reagir se reparamos que estamos a ser filmados, etc, etc?
Não vale vir com a resposta, mais opinião do que outra coisa, de que isso só acontece porque o/a prof. têm ou tiveram uma prática anterior, responsável por esses factos, tiveram ou não, é não demonstrável neste momento.
Presumo ou deduzo, pelo que percebi da opinião do Daniel, a avaliação dada à profª por um único filme e digo: abençoada Sra Dona Mª de Lurdes Rodrigues e a sua proposta de avaliação, que a do Daniel Oliveira se resume à opinião que ele tem dos seus exclentes professores, como eu também tenho dos meus e à consequente comparação com a professora do filme em questão. O Daniel, como eu, não tem respostas para o perguntado acima, a não ser se se encaminhasse para o uso dumas lambadas que já vi por aí defendido, e não tem porque o problema é outro e coloca-se exectamente onde ele não quer que o problema se coloque, a saber?
Como é possível que este tipo de situações se normalizem, sejam frequentes, de tal forma que não os estranhamos?
E aí vamos à escola e à sua organização, à irresponsabilidade experimentalista com que se vem gerindo, à completa ausência do discurso oficial de coisas tão simples como “espírito de sacrifício”, “mérito individual”, “capacidade de trabalho”, “procura de conhecimento”, “valorização do saber”, etc, etc, as tais coisas simples e de bom senso… e a armadilha é muito simples:
se o elevador social já funciona pouco, como é evidente, com a degradação da escola pública vai funcionar cada vez menos, e, a ser assim, a perpetução das mesmas “elites” de sempre, é o menor dos riscos que corremos. É evidente que os “muito ricos e com pedigree” (sejam eles quem forem) mandam os seus filhos para lugares exigentes, onde pagam bem a quem “obriga” os seus filhos a “saber” a “ganhar capacidade de estudo e de trabalho”, etc, nós, que até pagamos e bem, as escolas públicas, vamos vendendo os discursos da facilidade, da culpa daquele e daquela (caso do Daniel), não percebendo ou não querendo, que estamos a condenar muitos jovens à falta de exigência e formação sérias a que tinham direito, por razões presumidas por elites que se instalaram, e de que forma, em pequenos poderes no dosso sistema de ensino.
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Daniel,
Acho que entendeu a “troca” como sendo somente retórica; eu pessoalmente também não trocaria de lugar, nem morto.
No meu tempo, havia professores que toleravam um pouco de barulho, outros toleravam alguma galhofa. Não havia quem tolerasse má educação e falta de respeito, porque esses dois factores eram de inteira responsabilidade dos pais, e não cabia ao professor corrigi-los. Ao professor cabia (e ainda cabe) a responsabilidade de impedir essas lacunas na educação dos jovens, viesse perturbar as aulas. Para tanto, tinha o professor um arsenal de medidas, e sabia fazer uso delas.
Neste tempo de ausência de valores, desvalorização do professor, e de demissão do papel paterno na educação dos filhos, com que armas pode contar o professor para domar a escumalha? Pode expulsar? Mandar suspender? Chumbar o delinquente juvenil por faltas de comportamento? Responsabilizar os pais?
Caro Daniel, o que não se aprende em casa, não cabe ao professor ensinar, e o que não é colocado à disposição do professor, a este não pode ser exigido.
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-Nestas alturas tenho uma certa pena de não ser professor, talvez o telemóvel tivesse “voado” pela janela, podendo a aluna optar, já que a aula era de Francês, se queria sair pela porta ou pela janela.
-Pelos vistos existe mesmo falta de verbas no ministério da educação, para contratar seguranças que possibilitem aos professores leccionar, e coloquem estas bestas no sítio que merecem…
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A única adulta da sala deixou-se envolver num confronto físico com o objectivo de impor a sua autoridade.
É óbvio que quem não se sabe fazer respeitar jamais será respeitado. E isso já era assim há vinte anos atrás e será sempre assim.
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Olá Daniel,
Continuas a usar a palavra “liceu”, acho que isso te enviesa o raciocínio, “liceu” é um vocábulo do tempo em que o ensino secundário era maioritariamente frequentado por gente “bem”, os “liceus” tinham nomes como “Pedro Nunes”, “Camões”, “Garcia da Hora”, “Alexandre Herculano”, hoje em dia não é assim,o ensino é universal e obrigatório, as “escolas” têm nomes tipo “C+S 2.3″, “AE 2″, “S 4″. Não sei quantos professores de “liceu” existiam no “teu tempo”, agora parece que são 100, 150 ou 200 mil.
Pões a tónica na formação dos professores (que não deixa de ser importante) mas discordo da “lavagem” do comportamento dos adolescentes que fazes no teu post.
Já agora, seria interessante saber, se dependesse de ti, se tomarias alguma medida “disciplinar” para com aqueles alunos. Sem ideias? Deixo-te uma sugestão, pergunta a um dos excelentes professores que tiveste
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Mais…
O Daniel faz uma apreciação um pouco minimalista do problema, apesar de um post comprido e um pouco redundante, e enfatiza a “culpa” sobretudo na «falta de vocação» da professora… Que você não conhece, ou que apenas conhece deste vídeo.
Apesar do que eu disse no meu primeiro comentário, é claro que não se deve educar “à estalada”, estou de acordo.
Tenho dois filhos já adultos, bem sucedidos (seja lá o que isto for…) e não precisei de os educar “à estalada”.
Mas posso garantir que aquelas que levei do meu falecido Pai e as reguadas que levei da minha saudosa professora na Escola Primária e do meu professor de Desenho e de Matemática no Ciclo Preparatório até me ensinaram a ler e a escrever sem abrir os olhos, bem abençoando, hoje, a lambada que levei.
Naturalmente que as coisas não são assim tão lineares como aqui as argumento mas também não o são como o Daniel as argumenta no seu post, sobretudo, quando fala da «falta de vocação» da professora, achando que, nesta parte, é uma argumentação um pouco redutora.
E note que a professora não “enfrentava” apenas aquela aluna, mas toda a turma que filmava (…!?) a cena, que mais parecia uma claque de futebol, e que ordinária e impunemente insultam o adversário… E aqui o adversário, para não dizer o inimigo, é a professora.
Quanto ao resto concordo com quase tudo o que diz.
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Eu também acho que ser professor não é para todos e que quem é professor tem que ser preparado. O problema é que a escolha da profissão depende sempre de uma sequência de opções e oportunidades disponíveis e nem sempre temos a hipótese ou a capacidade de voltar a trás. Muitos professores continuam a sê-lo porque é a única profissão que podem exercer. E têm que o fazer mesmo depois de perceberem que não têm a mínima vocação.
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Vitor: a divulgação foi feita pelo Expresso. Ou seja, a partir daí é tema. Mas concedo que seja discutível e compreendo os seus argumentos.
Quanto ao mais: a professora, se repara, até ao fim da cena, não larga o telemóvel, medindo forças com a aluna. Essa é a questão. Foi aí que a professora falhou, não foi ao tentar ir até à porta. Se a aluna não cede não se fica agarrado ao telemóvel. Eu não faço isso com a minha filha e até seria mais normal. A outra questão: isto não acontece com todos os professores. As coisas, para chegarem a este ponto (mesmo numa escola complicada) têm uma história de falta de autoridade. Não sei se estas histórias são frequentes. E não sei se o Vitor sabe.
Eu deixei claro que o que foi neste momento que a professora não esteve nada bem. Mas não se chega a este momento, com toda a turma a participar, se as coisas correrem normalmente na sala.
De resto, a minha filha anda na escola. Suponho que posso ter opinião sobre o funcionamento da escola. E sendo solidário com a luta dos professores sem que me tenham dito que era treinador de bancada, espero que isso não mude quando faço críticas.
Já agora: a minha filha anda na escola pública. Tenho todas as razões para querer defender a escola pública.
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Estou a ver que o Daniel é contra a avaliação dos professores se fôr feita nas escolas, mas se fôr feita nos blogs, porreiro…
Tirando isso, concordo com tudo, embora ache que fica melhor ser a escola a avaliar se a senhora é boa professora ou não e a dotá-la de meios para meter a miúda a aviar cuecas no centro comercial mais próximo.
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A avaliação para a evolução na carreira faz-se na escola. Mas de resto, somos todos avaliados por todos (sem consequências na carreira) na nossa vida profissional. Eu sou e sempre fui.
A sua última frase é esclarecedora. Como diz o outro, é todo um programa.
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Oh Pedro, mas que idade julga que eu tenho? Chamo liceu porque me habituei. Mas no meu tempo chamavam-se Escolas Secundárias. Sei que não estou muito bem conservado, mas bolas…
«A única adulta da sala deixou-se envolver num confronto físico com o objectivo de impor a sua autoridade.
É óbvio que quem não se sabe fazer respeitar jamais será respeitado. E isso já era assim há vinte anos atrás e será sempre assim.»
Evidente!
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…já não há o mínimo de disciplina na sala de aulas? É provavel. A escola é hoje mais democrática…
Daniel Oliveira de vez em quando no calor do argumento, distrai-se.
Eu, já me palpitava que ele rimava democracia com anarquia.
São tiques que duram e duram e duram.
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Acho este post do Daniel, lúcido e soberbo!
Cumprimentos
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Fado: eu não disse que tinha um funcionamento mais democrático. Disse que era mais democrática. O que quer dizer uma coisa simples: universal. Não é apenas para as elites. Por isso, mais difícil de gerir.
João José Fernandes Simões, eu falei da falta de preparação, não falei apenas da vocação.
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A culpa dos pais se calhar resolvia-se como em Inglaterra : multando-os pelo mau comportamento da prole .
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Está tudo errado! A aluna, por cuja falta de educação (não tem a ver com instrução)são os pais os culpados, alguns colegas que não sabem senão gozar (?) o acontecimento filmando-o(note-se a linguagem usada pelos que estão a filmar) e a professora que já devia saber que aquela atitude não levava a lugar nenhum. Quanto ao existirem muitos casos destes, talvez sejam menos do que pensamos e uma percentagem baixa no número total de alunos e professores, mas isso não elimina a gravidade dos mesmos. Tenho por certo que eles se devem mais ao facto de a “educação” (linhas gerais de conduta e relacionameto) não ser dada em casa, pois eu sempre aprendi que em casa é que começa o ensino. Razões para isso haverá várias mas isso é outro debate.
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A aluna atendeu ou o seu telemóvel tocou. A professora chama a atenção da aluna e manda desligá-lo. Ela não obdece. Interrompe a aula chama um funcionário e a aluna encaminha-se para o CE. A professora elabora um relatório e apresenta-o ao director de turma.
Passei por situações idênticas. E eles nunca mais tocaram.
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“A tolerância é a virtude do fraco”- Marquês de Sade
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A minha reacção ao ver este vídeo, mais do que de revolta é, curiosamente, de profunda deprimência – pelo conjunto dos acontecimentos. Mais do que a teima aluna ficou-me a reacção dos colegas, a rirem-se, gozando com o aparato a só agirem passado mais que um minuto, certamente quando sentiram ter uma dose de satisfação suficiente. E o cuidado do “cameramen” de ocasião – “sai da fente!”. Que tristes, que tristeza, que medíocres…
Eu partilho de muito do que o Daniel diz.
Aliás, tenho recorrentes discussões com uma amiga que dá aulas numa escola com alguns problemas, aqui na área de Lisboa, nomeadamente sobre a questão da autoridade do professor e da falta de postura de uma grande parte dos alunos.
Uma boa parte dos professores afirma categoricamente que não tem obrigação de aturar insolências. Concordo, nem ninguém em nenhuma profissão, mas todos as aturamos (o Daniel bem o pode dizer). Mas esses mesmos professores são os que dizem que só lhes compete ensinar as suas matérias. Discordo – um professor também tem de ser um educador, no sentido do desenvolvimento pessoal e em sociedade.
Existem professores porque existem alunos e não o inverso. Não pode jamais isto indicar a soberania do aluno na escola – na sala é o professor quem tutela, mas nunca no sentido da autoridade. Já o meu pai dizia, da polícia, que não são agentes da autoridade, mas da lei. Nesse sentido gosto muito do slogan da polícia americana (ainda que nem sempre se reflita) – “To protect and Serve”
Acredito que mesmo nas mais árduas condições um professor possa cativar os seus alunos, ainda que isso seja uma raridade – mas lembro-me da escola de Cacilhas e daqueles professores, sobretudo o de música, fantástico.
Neste caso a aluna tem de ser punida, bem punida e como o caso veio a público, arriscava-me a dizer que exemplarmente, mas o resto da turma não deve ficar impune. Quanto à professora, não agiu da forma mais eficaz, não mesmo, mas agiu em reacção, não a posso culpabilizar, a culpa é sempre da menina que como alguém disse (e não tenha problemas em dizê-lo) devia apanhar uns belos tabefes.
Muitas dessas discussões com a minha amiga, quando atingem um ponto mais acalorado, acabam com ela a dizer-me: “Mas se é assim tão fácil e bom porque não ais dar aulas?” – Não acho nem que seja fácil nem necessariamente bom e além do mais não é o meu objectivo de vida. No entanto e perdoem-me a arrogância, por muito do que já vivenciei, nem duvido que me sairia melhor que uns quantos…
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E eu que estava convencido que os problemas do Ensino era haver ou não haver avaliação, sendo os professores uma classe respeitada por todas as pessoas, com excepção da Ministra Má!
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“A falta de respeito pelos professores começa nos pais e acaba na ministra.”
O Daniel não resistiu à tirada demagógica…
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Para quem não sabe, incluindo o Daniel: a professora fez apenas o que muitos Regulamentos Internos de escolas estipulam.
O resto só não sucede a quem não é professor.
Normalmente, erguer o tom de voz basta para que um aluno mais renitente caia em si. Garanto que, partindo de uma pessoa habitualmente calma, é um choque para o prevaricador. Depois, explica-se-lhe (ou melhor, relembra-se-lhe) o motivo de o privar do telemóvel durante a aula – porque não devia estar a jogar ou a mandar mensagens, por exemplo, pois com isso está a prejudicar-se, não participando nos trabalhos e eventualmente incomodando outros colegas.
Mas isso é “normalmente”. Agora, se um aluno não reconhece no professor essa autoridade e o ameaça fisicamente, sabendo que quase nada lhe acontecerá…
Eu proponho que quem tem o dom de ser “treinador de bancada” nesta situação vá testar as suas teorias para o Médio Oriente. Com tantos bitaites doutorais, lá para o fim da próxima semana teríamos os membros do Hamas a abraçarem fraternalmente os militantes do Likkud.
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Desculpe Daniel, mas foi você que escreveu: «O que temos aqui é um caso exemplar de falta de vocação…»
Mas tudo bem, porque lendo o seu post mais a frio, acho que tem razão praticamente em tudo o que diz, e a ênfase na “culpa” da professora em concreto de pouco importa para o essencial do problema.
Mas eu sei estar na pele daquela professora e avalio o seu descontrolo, continuando a achar que ela é a menos “culpada”.
Porque, também eu, tenho uma profissão onde sou diariamente agredido e tenho a obrigação de saber lidar com isso.
Só que eu recebi preparação específica e, apesar disso, garanto que não é nada fácil.
O que será, portanto, com aquela professora…
Numa Escola onde se perdeu a autoridade; onde o Estado trata os professores como vulgares funcionários públicos; onde muitos professores nunca o deviam ser; onde os regulamentos não são suficientemente sancionatórios para que a autoridade dos professores, também por esta via, se faça sentir; onde os pais se alheiam da Escola e da educação dos filhos (daqui, eu dizer que, como pai, era bem capaz de lhe dar dois tabefes se fosse minha filha…); onde a professora, porventura, neste caso concreto, nem meios teria para pedir ajuda… etc.
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Daniel,
Tudo isto resulta, na minha opinão, de:
1. uma demissão dos pais que obviamente não educaram a menina
2. Declinio do estatuto social dos professores. São mais uns muito por sua culpa.
3. Falta de meios de dissuasão parar pôr alunos na linha. Hoje não se chumba, não se é suspenso, não se leva faltas a vermelho.
3. Da menina que obviamente se “estava a armar” para os colegas.
O seu comentário: “Basta ver como a professora (a adulta e a profissional que tem de garantir o normal funcionamento das aulas) lida com o problema para perceber que estamos perante alguém sem preparação para cumprir as suas funções” é, no minimo infeliz e precipitado. Está a avaliar o trabalho de alguém (talvez 10, 15 ou 20 anos) pr 2 min de uma situação provocada por uma muida parva que deve ter sido alvo de muitos alertas para deixar o telemóvel.
Uma nota: Apesar de jovem (tenho 28), na minha primária havia uma régua e uma cana. Levei muitos “bolos” (réguadas nas mãos) por indicipliana e por falta de responsabilidade pois nunca fazia os tpc como deve ser. Quando me queixei pela primeira vez ao meu pai ele respondeu-me: “Que fizeste? Não deve ter sido por estares a estudar ou a rezar o terço!”
Aí percebi qual a autoridade do meu professor e como ela estava apoiada pelo meu pai.
Para mim é isso que é essencial: dar autoridade ao professor. Dar meios para pressuadir, para obrigar (sim, obrigar) os meninos a estarem atentos e portarem-se bem.
Estudar, naquela idade, não é divertido, não é baril, não dá prazer, não é motivante (há sempre uma esplanada à espera…). Devemos alertar os jovens para esse facto. Estudar requer sacrificio.
[Responder]
O vídeo não foi divulgado pelo Expresso.
Mas dou-lhe os parabéns por o ter aproveitado.
[Responder]
Já quase tudo foi dito, no entanto, não sou capaz de deixar de comentar. Está certo que houve da parte da Professora uma grande falha relativamente à atitude a tomar numa situação de crise, mas também é verdade que situações como esta acontecem mais vezes do que seria desejável, o que faz com que determinados Professores vivam situações de grande stress. A população escolar é muito variável e esta deve ser muito problemática, talvez seja altura de alguém pensar em dar formação específica para enfrentar situações deste tipo. A violência a que estão sujeitos alguns Professores faz deles uma classe profissional considerada de alto risco. Acho condenável que o Expresso tenha divulgado este vídeo.
Que venha a avaliação dos Professores e a responsabilização dos Pais.
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Eu vi no Expresso, Gabriel. Mas foi orginalmente divulgado por quem? Para eu corrigir.
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“Quem julga que a única coisa que um professor tem de saber é a matéria que ensina está a delirar. Essa é a parte mais fácil”
Aqui está um ponto chave. Um dos grandes problemas é termos um sem-número de licenciados a dar aulas, sem terem tido a mínima preparação pedagógica para tal! Depois é vê-los a fazerem número para os “não-colocados”. É que parece que ser professor é uma profissão de recurso…
[Responder]
Daniel:
A questão é precisamente a de saber o que fazer da tal escola pública onde a sua filha anda e mais: fazê-lo de forma a que ela se torne num espaço, que aproveitado, garanta maior igualdade de oportunidades para todos – desarmadilhar o mais possível a transmissão familiar e de grupo das riquezas, dos conhecimentos, das possibilidades, etc.
A facilidade e o discurso das competências, a permissividade comportamental dos meninos, a irracionalidade metodológica de certas “cientificidades” pedagógicas, a “psicologização” de todas as dificuldades em escola, ganharam um lugar de camarote e de luxo neste teatro todo. Aquela menina coitada, e a família e, e … é o discurso dominante. A actual equipa do ministério (não falarei sobre questões sindicais – leis de trabalho, salários, etc), explica-se mal por não tocar nestas questões. Quer organizar as escolas! muito bem -a nova lei de gestão é interessante e abre-se à participação dos pais garantindo o poder executivo num professor, a abertura das escolas do 1º ciclo até as 17.30 e o inglês, refeições para todos, encerramentos de focos de isolamento a que se chamavam escolas, etc, etc, subscrevo e aplaudo – não mexe no entanto, pelo menos até agora, na substância daquilo para que as escolas servem, o ensino. Porque uma escola é isso: um “espaço” onde se ensina, onde se transmitem conhecimentos: organizando-os, relacionando-os, associando-os, etc. Continua esta espécie de “esquizofrenia” estas 2 vozes que permitem a discordância organizada do P.Portas e do JSousa: ambos têm razões políticas consistentes – no sentido da consistência discursiva e argumentativa – porque a ministra vai pondo as mesas, as cadeiras, a cozinha, tudo, no restaurante, falta é vermos a ementa e esse é que é o problema. Percebe porque é que naquela sala de aula e acredite que em muitas mais, aqueles meninos só se preocupam em dizer “sai da frente”, deixa-me filmar e também porque é que na maioria dos casos se usa o incidente como mais um dos nossos desportos nacionais favoritos: a cosquice? Percebe porque é que deste tipo de incidentes nada mais se seguirá do que um ultrajante e abusivo uso da imagem de uma professora que me continuo a recusar a avaliar por absoluta falta de meios para o fazer e que o Daniel, como a grande massa de “treinadores de bancada” julga negativamente. Sem isto, e apenas lanço argumentos para a a sua caixa de comentários as escolas mais não serão que espaços onde, com mais frequência aparecerão aquelas meninas…
[Responder]
A cena é culpa da professora
Não soube lidar com a má criação da aluna e desceu ao nível dela.
No meu tempo isto dava expulsão da aluna após lhe ser ministrado um processo disciplinar.
A culpa não é da Ministra nem do Governo, mas sim fruto da permissividade que existe tanto na educação familiar como na escolar.
A deterioração do ensino de ano para ano é um facto. Em educação, conteúdo e facilitismo.
Os pais não querem não podem ou fogem de acompanhar a educação dos filhos.
Sem ser necessário entrar na chapada o pai desta menina deveria castigá-la severamente ( se tivesse autoridade para tal)
A professora deveria ser repreendida por não ter agido de outro modo , como expulsão da sala (será ainda isto possível hoje?) e participação da ocorrência para o Conselho Disciplinar da Escola ( Será que as escolas têm Conselho Disciplinar ?)
[Responder]
Daniel, acho que o video foi referido á Helena Matos via email, pelo Gabriel Mithá Ribeiro
http://blasfemias.net/2008/03/20/sai-da-frente/
[Responder]
Corrigido.
[Responder]
Lendo alguns dos comentários é possível ver aflorada uma questão essencial que tem a ver com a diferenciação da natureza da Escola.
Hoje, aquilo a que se chama genericamente “Ensino Básico e Secundário” comporta duas realidades diferentes. Por um lado o Ensino Básico, universal e obrigatório, cujos professores aprenderam a lidar com a diversidade (cultural, económica, étnica, religiosa, etc.). Por outro lado o Ensino Secundário, último herdeiro do Ensino Liceal (daí o “liceu” usado pelo Daniel), que continua a ter uma configuração elitista e prioritariamente propedêutica do Ensino Superior.
Infelizmente muitos dos professores do Ensino Secundário têm o secreto desejo, não realizado, de serem professores universitários. Daí a sua maior dificuldade em lidar com a diversidade que lhes entra pela porta dentro.
Sobre o caso particular, sendo eu professor e não desejando condenar ninguém, deixei um contributo (re)flexivo em http://fjsantos.wordpress.com/2008/03/20/indisciplina-diversidade-e-acesso-alargado-ao-ensino/
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Caro arrastão,
“A falta de respeito aos professores começa nos pais e acaba na ministra”, diz vossa professorice. Que tem a ministra a ver com a cena em quetão? Por acaso com os ministros anteriores não havia cenas destas ou piores? A facadinha política vem ao de cima como o azeite.
Pelo método educativo que vivi(do tempo do velho senhor) é-me inconcebível que tal aconteça numa sala de aula. Dirão, era o tempo da ditadura, hoje tudo é diferente. Compreendo, mas entendo que cenas daquelas não podiam dar-se na ditadura nem deveriam poder dar-se em democracia. A liberdade, também na sala de aula, deve respeitar a liberdade dos outros e aquela aluna não só não respeitava a professora como o resto dos alunos.
Duvido que se possa avaliar pelas imagens se se trata de boa ou má professora como deduz fácilmente DO. Vejo é que não se deixou intimidar e tudo indica pôs a aluna na rua como lhe competia. Ou não, porque, estando a escola neste estado, deveria haver alguem de piquete preparado para ser chamado e resolver imediatamente o caso a gosto ou contra-gosto do prevaricador.
Já que falou em treinador de bancada , já reparou o que acontece a um jogador que se “arrebita” contra o treinador? Fica de fora no jogo a seguir ou a época toda conforme a “arrebitação” continuar ou não face ao treinador. E já pensou o que acontece numa empresa privada quando um profissional pôe em causa o bom fumcionamento dum escritório? Não esquecer que aquela aluna não faz outra coisa que estudar, é na prática uma profissional que está sujeita ao professor, mais velho e mais sábio, designado para ensinar ao qual deve respeito quer seja boa ou má professora.
A escola democrática se não pode ser um abuso de autoridade não pode ser paldo do abuso da liberdade.
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Aparece um post assinado por “Vitor” com uma citação do Marquês de Sade. Como decidirá com facilidade quem leu os meus dois posts, maiores em tamanho, que não, admito, no conceito – sempre é o divino marquês! – também assinados por “Vitor”, não somos a mesma pessoa.
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Daniel, sou professor mas não lhe vou dar pancada. Peço porém licença para discordar de alguns dos seus pressupostos.
Diz você que a professora não soube gerir uma situação de conflito e que tinha alternativas ao procedimento que adoptou: «chamar alguém, dar ordem de saída à aluna ou interromper a aula.» Não sei se reparou que a professora se tentou aproximar da porta, provavelmente para fazer isso mesmo, e foi impedida fisicamente.
Posto isto, talvez houvesse mesmo alternativas. Por exemplo: devolver o telemóvel à aluna, dar-lhe ordem de saída e, se ela se recusasse, dar a aula por terminada nesse mesmo momento. Isto sou eu a pensar a frio: a quente não sei como reagiria.
Tudo teria corrido melhor, pressupõe você, se aquela professora fosse melhor professora ou se, sendo na maior parte do tempo uma boa professora, não tivesse tido naquele momento uma reacção mais infeliz.
É provável. Mas a questão é que ninguém deveria ser obrigado a ser assim tão bom. Somos apenas humanos, e a relação de poder na sala de aula devia ser tal que fosse possível, a um professor apenas humano, manter sempre a sua autoridade.
Não é esse, hoje, o caso. A relação de poder nas salas de aula está desequilibrada a favor do aluno. E nestas circunstâncias pedir a todos os professores que saibam sempre manter a sua autoridade é exigir-lhes que sejam sobre-humanos.
Se uma coisa destas se tivesse passado na Finlândia, que é o país que serve sempre de exemplo, teriam acontecido três coisas: os alunos que não socorreram a professora já teriam sido castigados; a aluna estaria já internada numa instituição correccional; e os pais estariam já a contas com a justiça.
De modo a permitir que os professores que são apenas humanos possam cumprir eficazmente a sua função, e não apenas os sobre-humanos, que por definição são pouquíssimos.
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Neste caso, não é apenas a atitude da aluna que é reprovável, mas da turma inteira, que não censurou o seu comportamento e ainda se divertiu com o sucedido
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Caro José Luís Sarmento, a professora tentou ir para a porta depois de dois minutos de puxa-telemóvel e ainda agarrada a ele. A solução foi dada por si e parece-me demasiado óbvia: «devolver o telemóvel à aluna, dar-lhe ordem de saída e, se ela se recusasse, dar a aula por terminada nesse mesmo momento.»
Claro que a professora é humana e eu não a quero crucificar. Já chega o que passou. Mas os polícias são humanos e nós exigimos reacções rápidas e que não desatem a disparar sem necessidade. Os jornalistas são humanos e nós condenamos as suas falhas graves, mesmo sobre pressão ou em directo. Os políticos são humanos e levam na corneta quando, perante uma pergunta de um jornalista, dizem uma asneiras. Eu sou humano e cá estou para levar na pinha se, num momento de discussão acesa num programa que não é editado, disser o que não devo dizer. Todos somos humanos e por isso devemos ser (ou estar) preparados, em determinadas actividades, para não perder o controlo da situação.
Ainda assim, o estado de descontrolo de toda a turma não lhe o faz pensar que aqui estamos um pouco para lá de um pequeno episódio? Posso estar a ser injusto, mas não imagino esta alarvidade colectiva numa turma minimamente controlada.
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Daniel, é através de um vídeo, demonstrando uma situação limite, que dá um atestado de competência ou incompetência à professora? Comparado com o método de avaliação do Ministério da Educação para os professores, o seu é mais que rídiculo.
E já agora, a aluna não parece nada que vem das classes sociais mais baixas. E se vem, devia aproveitar a escola como meio de ascenção social, e não para fazer estas “fitas”.
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O Daniel acerta e não acerta no problema. Começa com uma atitude dura (diria cruelmente inflexível) e diz que é um problema de formação. Perfeitamente aceitável e respeitável. Ser professor não é só ensinar (em sentido estrito) mas é, para simplificar a coisa, gerir ao segundo e várias vezes por dia diversas e disparatadas vontades/más-vontades. E, por isso, é que é cruel exigir discernimento e uma acção racionalmente pensada a cada segundo. Fazê-lo é física e psicologicamente extenuante. Mas depois mete pelo meio a ideia da “vocação,” que é um logro. A “vocação” é a história da carochinha. “Vocação” é uma vontade íntima, uma predisposição para, um ponto de partida incipiente. É uma ideia enternecedora mas não me interessa para nada. Vejo práticas, não vocações. Ao exigir vocação, o Daniel está a exigir uma espécie de sacerdócio e uma obrigação sobre-humana de corresponder na perfeição a essa vocação. Se no primeiro caso, estava a ser cruelmente cerebral e frio. Neste, está pura e simplesmente a ser irrealista. Não há super-pessoas. Não pode tudo depender do professor, isolado na sala de aula. Não é possível. Não é só demasiada responsabilidade (ou a ideia de que a tarefa só é para os melhores). É impraticável. Fala-se em devolver autoridade. É demasiado abstracto. Não é apenas uma questão de demitir uma ministra errática e, essa sim, completamente alheia ao que deve ser a sua função. Trata-se de criar estruturas institucionais fortes que enquadrem o trabalho do professor. Por mais que acredite nas qualidades dos professores que o Daniel admira, e acredito, perguntemo-nos se não havia uma estrutura por trás a estabelecer os limites do maior ou menor burburinho da sala de aula. A disciplina não é uma só questão de valor/vocação/profissionalismo individual. É uma questão institucional. De estabelecimento de regras, de procedimentos comunitários. E de os fazer cumprir. É num ambiente minimamente regulado que a função de ensinar e educar pode seguir o seu caminho. Uma professora como a do vídeo está sozinha, isolada. E os alunos sabem-no.
Sem dramas, as soluções não vão depender de mais um ministro providencial e iluminado ou de mais um despacho apressado. Vão depender de pequenas (ou até grandes) alterações no funcionamento das escolas, pensadas nas próprias escolas (infelizmente, os professores são os primeiros reféns da história da vocação). É difícil começar as aulas porque os alunos entram a correr e a falar alto? Ao toque de entrada, organizem-se filas de alunos por turma e que entrem por ordem, uma a uma. Problemas com os telemóveis, determinem-se procedimentos claros que toda a gente deve cumprir – sei lá, ameaçar com a reciclagem iminente do terceira geração em causa!
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ainda tou pra ver alguém me explicar porque que tomar posse da propriedade privada de alguém pode ser aceitável em qualquer circunstância.
que raio, é essa a maneira de resolver essas situações? então e as faltas disciplinares, e os processos disciplinares, e as expulsões da aula, e as suspenções? devem-se usar os mecanismos normais de disciplina ou deve imperar a lei da selva, ao sabor da disposição do professor?
infelizmente não tenho essa imagem idílica do professor sacrificado. muitos com quem me cruzei não passavam de pessoas frustadas, desmotivadas, mal preparadas, e claramente deslocados.
de qualquer maneira não me parece que a minha reacção perante a situação (alguém que se apodera de uma propriedade minha) fosse diferente da da aluna. talvez teria chamado a polícia, não sei.
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Não se pode bater nos jovens.
Acho bem.
Vamos supor o que é que acontecia se esta jovem levasse uma lambada da professora.
Ficava naturalmente com a cara a ferver e a alma em sangue (esta frase é aqui posta apenas para tornar o texto mais erudito).
Revoltada com a sociedade que não lhe deu as mesmas oportunidades que aos outros (leia-se uns pais ricos ou então gestores públicos) onde é que ela, um bocadinho tacanha, sublimaria as suas frustrações.
Pois evidentemente juntando-se aqueles que protegem os pobres dos ricos, os que vêm de famílias problemáticas, as minorias das maiorias.
O Bloco de Esquerda claro está.
E isso não é bom!
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Já me preparava eu para escrever um textinho meu, mas chegada ao último comentário já lá estava tudo. José Luiz Sarmento, como habitual, conseguiu escrever à sua maneira muito própria o que eu iria referir.
Mas numa coisa, Daniel, concordo inteiramente: “E que a autoridade não se empresta. Ganha-se.”
Mas a autoridade do professor não se ganha sozinha… ganha-se também no reforço social, político e familiar, entre outros. E quando estes últimos falham…
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Desculpe, Marini, mas acho que um professor tem todo o direito de guardar um telemóvel que está a incomodar uma turma. Na verdade, acho que os telemóveis deviam ser proibidos na sala de aula. É uma coisa que me escapa. Arranjem cacifos na escola e os alunos só podem entrar com o material escolar. Evitavam-se muitos problemas e não é propriamente uma violência. Até nos cinemas temos de ter os telemóveis desligados, bolas!
Pedro, concordo com praticamente tudo que escreveu. Usei o termo “vocação” no sentido pouco rigoroso de “talento”, “características pessoais para”, etc. Um pormenor: nas profissões de stress (onde se inclui algumas que já referi aqui nos comentários) é no segundo certo que muito se joga. Uma das razões porque defendo que os professores devem ter um horário relativamente reduzido é por essa mesmo: por causa da pressão (para além do trabalho que têm de fazer fora das aulas).
Justicialista: a minha opinião aqui não terá qualquer reflexo na progressão na carreira. E isso é que faz toda a diferença.
brit com: de acordo. Acho que o disse no texto.
Fado Alexandrino, quando um professor bate num aluno quer dizer que já perdeu toda a autoridade. Fica zero e a partir daí só manda se não apanhar um gajo mais forte pela frente. Olhe para a professora e para a aluna: acha que era assim que a professora se impunha? Impor a disciplina é muito mais difícil do que isso. Mas aceito que com a massificação do ensino nem todos os professores são bons ou excelentes e o sistema tem que estar preparado para lhes dar apoio e saídas em situações destas.
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Este último post “marini” é inacreditável. Ou é ironia ou o retrato do que se passa na Carolina e em muitas outras.
1. As frases começam com minúscula; suspensão é com ç (isso é irrelevante, já sei).
2. “Tou pra ver como é que…” é fácil, por absurdo a propriedade privada era uma arma de fogo (também acontece!).
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Daniel, não lhe parece que muitas vezes exigimos demais dos polícias, dos jornalistas e dos políticos?
Ou dizendo melhor: não lhe parece que temos uma atitude esquizofrénica que nos leva a exigir-lhes ao mesmo tempo demais e de menos?
Ou ainda, para ser retorcido e paranóico: não lhe parece que algumas vezes lhes exigimos demais nalgumas coisa precisamente para não termos que exigir deles – e de nós próprios – o que devíamos exigir?
Alguém escreveu aqui que não se exige aos professores apenas que ensinem, mas também que eduquem. Peço perdão pelo politicamente incorrecto, mas aos professores compete essencialmente ensinar. Há outros agentes educativos: com uns (como os media) o professor não pode competir; com outros (como a família) não deve competir, sob pena de transformar a escola numa instituição totalitária à qual nada escapa da personalidade do aluno.
É claro que podemos treinar os professores para reagirem sempre bem sob pressão. Fazemos isso com as forças policiais de elite, por exemplo. É um treino demorado e difícil, mas as técnicas existem e é possível fazê-lo.
Mas será que queremos? Será que devemos? não será este um caso de exigir demais por um lado para exigir de menos por outro? Não será o facto de pensarmos em fazê-lo já uma derrota?
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Óptimo, proibam-se telemóveis.
Aliás, são proibidos, não explicitamente, mas como perturbação da aula. É claro que isso é elementar.
Mas não consigo entender porque um professor poderia “guardar” um telemóvel que não seja entregue voluntariamente. Porque que iria insistir quando não entrega? Porque que iria agarra-lo e afasta-lo fisicamente, quando a pessoa que o tem não o permite? Se a escolha em não entregar o telemóvel (ou seja o que for) voluntariamente tem consequências, a aluna deve sofre-las. Mas não existem mecanismos que prevejam isso? Claro que existem.
Sinceramente acho que autoridade não tem nada haver com isso. Tem haver com fazer com que as regras sejam cumpridas, e cumprir as regras, até como exemplo. Não com impôr a sua vontade. Não com medir forças. Muito menos com um adolescente. E muito menos no Micaelis….
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Caro Daniel,
Não posso concordar.
Neste vídeo apenas vemos uma aluna muito mal educada que sabe aproveitar até ao limite as fragilidades de um sistema de ensino público que permite que alunos insubordinados e violentos passem administrativamente ano após ano.
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É por estas e por outras que é preciso fazer a avaliação dos professores. A Ministra tem razão!
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O Daniel merece pancada e a marini merece ser internada. Esta professora merece uma estatua e todos os responsaveis (nao os ministros) no ministerio da educacao, que ha’ 30 anos mantem estas teorias esquerdistas liricas de educacao merecem um balde de merda pela cabeca abaixo.
A minha sogra, mulher e 2 cunhadas sao professoras em escolas diferentes em zonas nada mas da cidade de Lisboa (incluindo Expo!). Todas tiveram problemas de disciplina e violencia nas suas escolas e ate’ nas suas proprias salas. A indisciplina e violencia esta’ generalizada na escola publica porque a hierarquia poe “paninhos quentes”. Se esta selvagem soubesse que estava lixada para o resto da vida por fazer isto ‘a professora, nao o faria. Alguem tem duvidas.
Porque e’ que quem pode poe os filhos no privado?
Incluindo muitas luminarias da esquerda. O Daniel tem filhos? Estao na escola publica ou na privada?
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Concordo em parte. Acho até perigoso um sistema de ensino que ignore de forma tão clara o que é o próprio adolescente que estão a tentar educar – uma característica, diria, muito típica dos país Portugueses. Mas também acho que a sua análise ignora parcialmente o que é o adolescente, e o efeito benéfico e eficaz que a disciplina tem sobre a educação e formação deles. Sim, é verdade que essa disciplina é ainda mais eficaz e aconselhável se vier de uma autoridade intelectual, cultural, que o professor tenha. Infelizmente, Daniel, não é possível haver 150 mil professores com talento, com autoridade intelectual, cultural, mas é fundamental que haja 150 mil professores em Portugal para educar todas as classes que finalmente (felizmente) têm acesso ao ensino. O fundamental é que haja, pois, alguma disciplina, e se não puder vir do talento dos professores, que venha das regras e da imposição pela força. Não quero que este país caia no que Inglaterra já caiu, onde os pais e professores se demitiram da responsabilidade da educação dos filhos. Não quero essa sociedade, e isso, digo-lhe, não é uma sociedade de esquerda, mas uma sociedade de direita, cheia de yuppies ambiciosos e totalmente egoístas no meio em que se inserem.
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Pessoal acabei de ver que o Expresso tem o vídeo não censurado: http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/272662
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não sei como é possível falar do papel desta professora (que não sei se é competente, não a conheço) depois de ver esta cena deplorável.
aquele grupo de imbecis, se tivesse sido criado num zoo, não seria mais alarve ou mais grotesco.
para mim casos como este têm duas soluções: 1ª, uma boa chapada; 2ª, outra boa chapada.
é só.
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Eu era um professor com gosto no que fazia. Modéstia à parte, era um professor razoável/bom e tinha uma boa relação com os alunos.
Com a proliferação dos cursos profissionais (da treta) impostos pelos Ministério estas situações tornaram-se frequentes.
Hoje, perante estes alunos sem educação, qualquer que seja a reacção do professor ficamos sempre a perder.
Por isso, vou desistir. Não tenho vontade de aturar alunos que se recusam a realizar as tarefas propostas, que se recusam a trazer materiais para as aulas, que aos 15 anos não sabem conversar e comportar-se de forma minimamente civilizada, que são incapazes de respeitar os colegas e os adultos (mesmo os da família), que se recusam a estudar e a aprender porque as faltas não contam e sabem que passam todos.
P.S. 1: Quanto à colega visada nesta “cena” só lhe digo uma coisa: tente levar isto na desportiva porque há milhares de professores (eu incluído)a viver diariamente problemas destes.
P.S. 2: Ao Daniel, cujas opiniões normalmente admiro, digo que precisa de conhecer melhor o quotidiano escolar (Sugestão: fale com alguns professores dos cursos profissionais do terceiro ciclo ou do secundário e depois diga qualquer coisa).
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Vi cedo o vídeo via Helena Matos, e percebi que iria dar que falar!
O que escreveu o Daniel, é o que penso também e ja quase foi tudo dito!
Mas escrevo para referir que deveria ser aberto o debate – e agora era oportuno fazê-lo-, sobre a ESCOLA PUBLICA que queremos para os nossos filhos, e qual a responsabilidade de Pais, Educadores, Professores na sua organização, regulamentação disciplinar, etc!
O que temos é verdadeiramente uma Escola sem valores e sem príncipios, nomedamente os mais básicos! È o que vemos no vídeo, e que está para além da disputa da professora e da aluna!
Para ver e reflectir!
Sou crítica das posições (algumas) dos professores, mas o que aqui está explícito, é também a falha na educação em casa!!!
Não vale desculpar com a adolescência e os seus desafios, quando o que ali falta é outra coisa, !!!
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Apesar de ser um professor de bancada, ofereceu-nos uma visão esclarecida e extremamente lúcida de todo este assunto. Como professor, concordo plenamente com a sua análise. Infelizmente, a capacidade para lidar com este tipo de situações, podendo ser trabalhada, depende em grande parte das características humanas de cada um de nós. Daí talvez esta profissão não ser para todos.
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A realidade é cristalina, perante esta forma de julgar o comportamento de outrem, neste caso uma docente. O Daniel visionou um vídeo de curtíssima duração e logo decretou, em julgamento sumário e sumaríssimo, não ser a docente uma profissional capaz… A vida assim é uma coisa simples.
Acrescento o que escrevi noutras paragens:
“É muito fácil julgar aquela professora, repartir as culpas entre agressor e vítima, exercício assaz comum nos nossos dias. E é sintomático que nada se diga sobre o clima de impunidade vivido, lamentavelmente, em muitas escolas. Provavelmente, a aluna que fez aquilo voltará a sentar-se na mesma carteira da sala de aula; com a mesma professora, obrigada a suportar aquela presença. Por culpa de um Ministério de Educação que muito fala em avaliação dos professores, mas nada diz sobre os casos de indisciplina e violência que grassam no ensino. Sintomático.
Para terminar, como entenderão aqueles alunos a história da avaliação dos professores, coisa de que certa/ já ouviram falar?”
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Fico espantado com a ingenuidade do Daniel. Ingenuidade quando diz o seguinte: «Mostra uma professora impotente. E a sua impotência nada tem de metafísico ou de político.» A impotência da professora têm claramente um aspecto metafísico – a da fragilidade do homem perante potências que não controla – e tem um claro aspecto político: uma sala de aula é um espaço público de formação, de onde não se pode expulsar a política, pois é ali que os futuros cidadãos estão a ser formados enquanto tais. Mas não é este aspecto político que quero realçar.
Gostaria de perguntar o seguinte: que condições políticas são aquelas que permitam a existência de escolas onde a normal disciplina de trabalho não existe?
Não creio que o facto de todos os alunos terem lugar na escola justifique seja o que for. Os responsáveis pela escola, o Ministério da Educação, permitiram a permissividade (assim mesmo), não deram claras instruções às direcções escolares para combater este tipo de fenómenos, não deram sinais claros para a sociedade de que a escola é um sítio de disciplina e respeito mútuo, pelo contrário.
Onde o Daniel vê apenas uma professora inadaptada e impotente eu vejo política. Vejo política pela acção e pela omissão dos responsáveis, há longos anos. Tenho tido alguns alunos que vêm do leste europeu. Lá também a escola está democratizada, mas, comentam, que não há nada deste tipo de comportamentos. Dirá o Daniel que isso se deverá à memória das ditaduras. Não o creio. Há uma atitude política geral de respeito pela escola. Coisa que, na nossa democracia, não existe há muito tempo.
Num universo de 150 mil professores, não pode haver apenas professores carismáticos. É estatísticamente impossível. Terá de haver pessoas mais frágeis e com menos capacidade de enfrentar situações destas. Mas estas situações é que deveriam estar pura e simplesmente proscritas (cultural e politicamente) de uma sala de aula. Não invertamos as coisas.
Cumprimentos,
JCM
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Os presentes que me desculpem o desprezo demonstrado pelos sacrossantos métodos pedagógicos do nosso país, mas…
Uma lambózia bem assentada naquela fronha (por parte dos paizinhos, claro) não era mal pensado não senhor.
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Daniel Oliveira:
“Chama outra pessoa, ”
Essa é porreira. Veja se percebe porquê:
http://range-o-dente.blogspot.com/2007/06/ensino-videovigilncia.html
RoD
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Entretanto a notícia foi actualizada. A mãe da aluna foi à escola e tentou agredir a presidente do conselho executivo.
E agora, Daniel? Também acha que a presidente do conselho executivo devia ter sabido gerir o conflito? Acha que os professores têm que saber gerir conflitos a esse nível?
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Muito bem, Daniel. Quando queres ninguém escreve e pensa melhor que tu. Parabéns.
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no meu tempo, se eu fizesse tal cena, tinha levado um estalo na cara para acabar com a histeria. logo. e ao chegar a casa, se me queixasse, provavelmente ficava sem telemóvel e ainda levava mais umas bem assentes por cima.
nasci em 1984 e felizmente ainda tive uns pais lúcidos.
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A mesma professora que o Daniel acha que não tem vocação é a mesma que se encontra no topo da carreira:
A professora da Secundária Carolina Michaelis, Porto, vítima de violência por parte de uma aluna quando lhe retirou um telemóvel encontra-se no topo da carreira e regressou este ano à escola, depois de anos requisitada, disse fonte do estabelecimento à agência Lusa.
A mesma fonte, ligada à Escola Secundária Carolina Michaelis, disse à Lusa que a cena terá ocorrido no último dia de aulas, antes das férias da Páscoa, e que a docente envolvida neste incidente é uma professora de Francês, como o PortugalDiário tinha já avançado. A docente, escreve a Lusa, encontra-se no topo da carreira e regressou este ano aquela escola, após ter estado durante vários anos na situação de requisitada, exercendo funções como coordenadora do Parlamento Europeu dos Jovens.
A professora foi vítima de uma cena de violência física e verbal por parte de uma aluna, depois de lhe retirar um telemóvel, cujo uso é proibido durante as aulas, acrescentou a mesma fonte.
JF
Fonte: http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=930540&div_id=291
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Razão tem o Daniel Sampaio. “Inventem-se novos pais”.
O que essa menina fez só revela que em casa não tem educação e ponto final. Um pai decente saberia como agir, mas hoje em dia a maioria dos pais, infelizmente, olha para a scola como o depósito onde pode pôr as crianças sem se chatear.
Quando se retira a autoridade aos professores, dentro da sala de aula, stá-se a caminhar para a construção de uma sociedadepodre de gente miseável.
Vivi muitos anos num país ( a China) onde os professores são respeitados até ao final da vida pelos seus alunos.
Será uma sociedade autoritária, não nego, mas viver numa sociedade onde se passam cenas destas é de vomitar. E haver gente de esquerda a desculpar uma “canalhinha” e a acusar a professora de falta de profissionalismo é do mais “basista” que já tenho visto desde o PREC.
Não sou professor, mas lido muito com escolas e já vi alunos de 12 anos a puxar de facas para colegas e professores. Se o Daniel acha qu isso é normal, está bem…
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Estou de acordo com praticamente tudo o que disse o Pedro e quero deixar bem frisado que um professor não tem de ser dotado de especiais capacidades que lhe permitam ser professor, o que tem obrigatoriamente é de ter uma formação específica que o prepare para isso.
Sou professora, penso que naquelas condições não reagiria assim, até porque nunca tiraria o telemóvel à aluna (se se estragasse os pais ainda me apresentavam a conta e porque por princípio não concordar com esse tipo de atitude) mas perante os factos concretos ninguém pode saber como reagiria.
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ola daniel,
É evidente que sim…tem razão; é evidente que não… não tem razão.
Ser professor, hoje em dia, numa turma normal de 3º ciclo (7-9 anos) é isto. Repare que a escola onde isto se passou era um antigo liceu (Carolina Michaelis). A professora agiu mal? Claro que sim… O treinador não devia ter feito aquela substituição? Claro que não… Mas às vezes dá resultado… O Mantorras não marca quase sempre um golito quando entra? Mas desta vez não marcou…
Umabraço,
j. ricardo
http://www.rescivitas.blogspot.com/
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Daniel, tinha razão, “pôs-se a jeito”. Mas nesta escola não é uma caso isolado. Pelos vistos também foi nesta que a mãe agrediu a professora que, crime dos crimes, deu negativa a português à filha da agressora. Desculpe, talvez eu agora também me vá pôr a jeito, mas uma aluna como esta não devia estar na escola, pois, para aprender são necessários pelo menos 2, um para ensinar e outro para escutar. Ela devia era aprender a ouvir antes de ir para uma sala de aula. E não me diga que isto tem a ver com nível social, pois a má educação é comum, não nos pobres, mas sim nos mal-educados.
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quando um professor bate num aluno quer dizer que já perdeu toda a autoridade
Como compreenderá, estava tentar levar este episódio, para uma edição em tempo real de uma qualquer sitcom, olhe por exemplo os ultra famosos Gatos Fedorentos.
Poderá dizer, mas este é um assunto sério.
Não, não é. Já foi.
Antes de se tiver inspiração me alongar um pouco, convido-o a reflectir que sentido de moral pode ter um professor para aplicar a disciplina, se se dá às palhaçadas de se mascarar de luto, colocar tarjetas nas escolas e insultar sem qualquer pudor a entidade que manda nela?
Vai responder-me que é o normal exercício do poder democrático.
Pode ser mas a verdade é que o respeito conquista-se, respeitando.
Mas a pobre da professora, espero sinceramente que também tenha vindo à manifestação patrocinada pelo PCP em Lisboa, bem pode agradecer aos partidos de esquerda o quase lhe terem partido a cara.
Com base no eduquês criou-se uma ideia política de que devemos ser subservientes com os deserdados da sorte que preferem continuar a sê-lo. E por isso a estas criancinhas, a estes jovens não de pode tocar. Podem ficar traumatizados.
E é vê-los com os seus trajes copiados dos states o capuz em cima do boné, as calças a cair do cú, arrogantes porque sabem que ninguém lhes pode tocar.
Também não precisam de estudar muito.
Arranja-se sempre um biscate, um assalto, um roubo, um pacote aqui, uma dose acolá.
A escola deixou de formar porque deixou de disciplinar e agora é ver os telejornais a abrir com estes espectaculares assaltos em que os jovens já nem se dão ao trabalho de tapar as ventas.
Para quê?
Num instantinho estão cá fora, novamente.
E dos professores, digo-lhe já, não tenho a menor pena.
Demitiram-se de impor a disciplina.
Souberam juntar-se num grande magote para reivindicarem problemas salariais levantados pela grelha da avaliação, mas não se souberam juntar quando estes casos eram uma minoria.
Calaram-se, agora amanhem-se.
Man is the only creature which must be educated – Immanuel Kant
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Eu já desconfiava, mas depois de ler o postal do Daniel fiquei com a certeza: a professora é culpada!!!
Apesar de saber também que nessa mesma escola houve outra professora culpada porque levou uns bananos de uma aluna que não gostou da nota que ela lhe deu.
A professora, que é velha, (conforme ouvi um dos alunos dizer), devia saber que não se tiram telemóveis a jovens. Mandam-se tirar.
Ao princípio pensei que a velha, (a professora), entrou em pânico devido à atitude da jovem aluna e a única reacção que teve foi a de medir forças com ela.
O pânico tem destas coisas, pensei eu.
Mas o Daniel diz que não – diz que é preciso ter vocação.
E eu concordo que é preciso muita vocação para enfrentar estes jovens.
E sangue frio, e coragem, e paciência, e capacidade de sofrimento e … ser santo!
(Ainda não há a profissão de santo mas adivinhem qual é a classe profissional que se está a candidatar).
E preparação também – eu até acho que os professores, além de um curso universitário, deviam fazer um estágio de 2 anos no GOE, como fez a selecção nacional de rugbi!
Resumindo amigo Daniel, comentário do género “pimenta no c….”!
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1ºO que é que tem a ver a Ministra da Educação(as suas políticas)com o caso concreto?
2ºVocê é avaliado, todos somos avaliados.Que confusão!É o mesmo que dizer «todos somos políticos».A sua avaliação julgo que será feita por aqueles que lhe dão trabalho na comunicação social(por exº em função das audiências), a dos professores é (será)feita em função de sistemas metodologicamente elaborados por especialistas em avalição de desempenho (que os há!)
[Responder]
Caro Daniel,
Ponto prévio, há ou não delinquentes na sociedade, há! É o caso desta miúda.
I.
Nas Escolas-Repartição é assim!
Os professores são, infelizmente, os primeiros a criar alarido à volta do caso.
Já reparaste no que andam a dizer os sindicalistas?
Alguns alunos não nos respeitam, ao se acompanharem os assuntos da educação pela Comunicação Social, menos nos respeitam ainda, quando vêm os professores a ofender a Ministra na rua: sinistra, milú, gorda,etc…
Claro que numa escola onde exista uma boa retaguarda, boas Direccções, a professora recorreria logo a ela, a aluna recusa-se a dar o telemóvel, chamava a Presidente da Escola.
A professora não é a culpada, mas sim, para lá do tecido social que condicona as escolas:
1.Gestão Democrática irresponsabilizante, por muito que te custe o modelo de gestão em vigor fomenta a indisciplina, os CEs demitem-se das suas responsabilidades.
Será que naquela escola onde foram produzidas aquelas fichas de avaliação de professores aberrantes, que o F.Louça mostrou no Parlamento, da prof. Esperança Barcelos, isto acontece?
tenho dúvidas, com alguns CEs isto é impossível!!!
É aceitável que o CE, apenas, tenha conhecimento do assunto pela comunicação social?
2.Modelo de colocação de professores, estas turmas(no caso uma turma de repetentes) têm de ter professores seleccionados a dedo, esta professora chegou à escola em Setembro(é efectiva noutra escola onde não têm horário), tal não se compatibiliza com a gestão centralizada dos professores.
3. Flexibilização dos currículos, não faz sentido os alunos que não querem/gostam de estudar terem de frequentar 14 disciplinas.
A maioria dos professores é incapaz aceitar mudanças que alterem os problemas que mencionei.
Para evitar os problemas com os telemóveis muitas escolas já os proibiram, quanto a mim bem.
E depois desta “barulho” o que acontecerá?
Nada, fica tudo como está, porque em matéria disciplinar, não há nada mais eficaz que a actuação do Professor e da Direcção da Escola. Temos sim mais lenha para a fogueira onde diariamente se queima a Escola Pública, sendo, infelizmente os professores, sindicatos, e Administração Educativa quem mais contrubui para tal.
II.
Sobre a Escola em causa trata-se de uma escola que nos últimos anos(6-7) viu a sua população escolar modificar-se, de uma escola quase exclusivamente de classe média, passou a receber miúdos de baixos estratos sociais, ao que se junta uma tentativa de encerramento, em 2003. Durante este periodo já vai no 4.º conselho executivo, a maioria dos quais incapazes de manter a escola na mó de cima. O actual CE eleito o ano passado, 2007, está a tentar levantar a escola, fazendo do Carolina Michaelis, a grande escola que já foi, mas não será fácil, este vídeo não ajuda nada.
Daniel, aqui lhe deixo o relatório de avaliação externa da escola feito pela Inspecção Geral da Educação realizado no 1.ºperiodo deste ano lectivo:
http://tvtel.pt/11152/Carolina_Michaelis.pdf
Associação de Amigos da Escola recentemente constituida:
http://www.amigosdocarolina.pt.la/
E associação de pais:
http://www.associacaopaiscarolina.pt.la/
O Carolina Michaelis não merece isto!!!
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O problema é o respeito que se perdeu à figura do professor. Sempre existiram professores com visíveis dificuldades em impor respeito às turmas e alunos indisciplinados, mas duvido muito sinceramente que os professores mais disciplinadores do nosso tempo conseguissem lidar com o grau de falta de educação que estes fedelhos demonstram ter.
O trabalho do professor é ensinar matérias, o dos pais dar educação e lembrar os filhos que os professores merecem ser respeitados.
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Se a mãe tentou agredir alguém os professores têm que chamar a polícia. Os professores dão aulas a alunos, não dão aos pais deles.
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Olhando para o conteúdo do vídeo e de mais uns dados nas peças feitas sobre esta questão nos telejornais, convém situar o acontecimento:
1- Se julgam que esta situação é um pouco excepcional, estão enganados. Situações idênticas a estas (ainda há bem pior), ocorrem todos os dias em dezenas e dezenas de escolas.
2- Os alunos, a turma em questão, até está bem longe da caracterização duma turma problemática, por isso mesmo, esta é uma situação muito mais comum do que possam imaginar.
3- Por isso mesmo, a falta de “vocação” que o Daniel apressadamente endossou à professora, seria então extensível a uma grande fatia de professores.
4- Estou muito admirado com o “estado de choque” que este vídeo parece estar a gerar na opinião pública, blogosfera e televisão, como se de repente tivéssemos acordado para algo que nos andava a passar completamente ao lado. A menos que já tenham esquecido do caso duma escola filmado no Monte da Caparica, que será um exemplo dos casos extremos, mas que este do Carolina Michaelis se pode enquadrar num patamar de médio.
5- Mais espantado fiquei com o espanto dos sindicatos de professores e que isto revelava mais uma consequência do desprestigio a que tinha chegado a classe, Mário Nogueira estava a pensar na ministra tal como o Daniel também pensou a dado passo do seu post.
Agora reparemos noutros aspectos importantes para a discussão. A professora em causa, não me parece novata na profissão, alguma experiência disto já há-de ter e para estar colocada no centro do Porto, largos anos de serviço já deve ter. Perante situações destas, tudo começa com um telemóvel que não estava no seu devido lugar, isto é, imobilizado pelo próprio aluno, quantos e quantos milhares de telemóveis por essas escolas fora diariamente estão activos e em serviço nas próprias salas de aula, os professores podem reagir de maneiras diversas. Umas mais eficazes outras menos. Mas quanto a mim, o verdadeiro problema não é esse. Se a professora tivesse agido como sugere o Daniel e mais alguém, avisado a aluna, (não teria já avisado?) e caso não cumprisse ser posta fora da sala de aula ou em última instância a professora ter abandonado a sala, isso também acontece largas dezenas de vezes por dia no universo das escolas portuguesas, só que não merece ser filmado pelo telemóvel e nem é notícia como foi este caso hoje. Assim como não será notícia os casos, que os há e não são poucos, em que os alunos nas aulas utilizam praticamente à vontade o telemóvel, pelo menos em sms ou até em jogos.
A questão fulcral é a falta de autoridade, já sei que o termo não politicamente correcto para muitos, a perda de autoridade que a escola, professores e funcionários tiveram ao longo destes anos todos de reformas e mais reformas, de experiências pedagógicas e mais experiências pedagógicas, quase todas elas num sentido único, facilitar a vida dos alunos, direitos e mais direitos sem a devida correspondente da responsabilização, direitos sim mas também deveres.
E neste definhar em que o ensino em Portugal está mergulhado, todos são responsáveis, cada um com a sua quota parte, desde ministro e secretários de estado, passando pelos professores, sindicatos que nunca quiseram saber disto para nada, funcionários, alunos e pais e sociedade em geral.
Nunca veremos qualquer coisa de parecido nas ruas, como a recente manifestação de professores, cujo motivo principal parece ter sido a avaliação dos professores, quando o problema que hoje mais desmotiva, mais desgasta e mais “stressa” os professores, é precisamente a falta dum ambiente responsável e pacífico minimamente aceitável, para desenvolver em pleno a sua actividade para que é pago. E isto é notório nos desabafos nos corredores, nas consultas de psicologia. Jamais veremos, porque isso não é politicamente correcto, os sindicatos a mobilizarem os professores para saírem à rua, pedir exactamente esse ambiente mínimo e responsável para se poder trabalhar, porque aí, sindicatos, alguns partidos, muitos professores e muitas políticas ministeriais, vão precisamente em sentido oposto. Em nome não sei de que liberdade e direito, deixaram criar este caos, de que o vídeo de que hoje se fala, é muito mais comum e frequente do que o que nos querem fazer crer do contrário.
Não sei se repararam, mas a aluna trata a professora por tu, não sei se com autorização ou não, mas hoje é muito comum, a meu ver muito mal e aí começa logo o professor a perder o pé, ver alunos a tratar os professores por tu com consentimento destes.
Não julgo esta professora com a mesma facilidade com que o fez o Daniel. Antes pelo contrário, solidarizo-me com ela, é uma trabalhadora Daniel, porque à sua maneira, mesmo que não fosse da forma mais eficaz, pelo menos, queria acabar com uma abuso e falta de respeito e cumprimento das regras. Talvez se fizesse vista grossa como tantos fazem, não tivesse agora a passar por mais este vexame da exibição em todos os canais deste vídeo. Fazer vista grossa é aliás, o que muitos já optaram por fazer, porque neste caldo da irresponsabilidade a que chegou o ensino, parece ser já a atitude que dá menos chatices.
A avaliação de professores, que terá de ser feita, desta ou doutra forma, foi apenas a válvula de escape, a gota de água que fez transbordar o copo de saturação a que se chegou no ensino em Portugal.
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Daniel,
Uma opinião muito purista e muito reactiva, quanto a mim, aquela que aqui expões. É verdade que, perante o que se sucede, percebemos não estar perante um daqueles professores “exemplares”, a quem tal cena nunca aconteceria. Mas esses são quê, 2% do todo? 5%? Todos os professores devem ser respeitados, é natural que alguns sejam menos respeitados, porque transgressões sempre existiram. Falar de “falta de vocação” ao ver estes dois minutos é, no mínimo, cruel e inflexível, como já outros aqui disseram – mas também reparei que depois explicaste o sentido com que usaras essa palavra.
Subscrevo o primeiro comentário de José Luiz Sarmento e o de Luís Carlos. Mercê de anos de políticas educativas demasiado permissivas no que à disciplina diz respeito (por sua vez, em parte herança – mas não tinha de ser assim… – dos tempos de Salazar), a relação de poder está invertida e não é fácil aos professores lidaram com indisciplina desta ordem – que apesar de ser chocante nem é do pior que existe por aí. Há escolas em que grande parte dos alunos andam armados com facas, desatam à porrada nas aulas, ameaçam a “stôra” – “oh, stôra, veja lá, que o meu pai é traficante” ou “depois não se admire se lhe furarem os pneus”, etc.
O problema fundamental deste post do Daniel é pôr a bitola nos “professores excelentes”. Também eu gostava que todos assim fossem. Impossível, mesmo na Finlândia. O que diferencia a FInlândia de Portugal é que os valores que a escola promove e as acções tomadas perante casos destes impossibilitam casos de indisciplina como estes, mesmo perante professores a meio da tabela ou professores mesmo com pouca vocação, que não conseguem captar a atenção dos alunos, gerar uma dinâmica de aprendizagem, etc.
A professora retratada naquele vídeo é sobretudo alguém que, naquele momento, parece não ter tomado a melhor decisão, mas que tentou, sem recurso à violência, fazer ver a aluna que as coisas não podiam ser como ela queria. Os professores, caro Daniel, são os que temos. Podem fazer cursos de formação, mil e uma reciclagens, mas não mudam do dia para o noite. Os alunos é que podem mudar de comportamentos. O problema de alguma esquerda – não sei se teu também, não te ponho em nenhuma prateleira – é que assim que ouve falar em soluções que promovam o regresso de alguma autoridade à escola, se preciso for com medidas duras, aqui d’el rei que se está a prejudicar o são desenvolvimento dos “meninos” e que não é à força que eles aprendem. O que é verdade. O problema é saber de que “força” falamos.
Aquilo que vemos são, simplesmente, comportamentos anti-sociais básicos. Como aqueles que assolam a Inglaterra todas as 6as e Sábado à noite. Infelizmente, ambos os casos são um reflexo de um certo declínio moral do Ocidente, previsível e que se acentuará.
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Caro Daniel Oliveira acho que está a ser prematuro no juizo da cena ao imputar parte da culpa à professora pois não sabemos os antecedentes que ocorreram entre a aluna e a “stora”, pois reparamos que a professora perdeu o norte nesta situação claramente
por desespero de causa, a democracia de abril falhou
pois é nisto onde se vê o presente e o futuro de Portugal, onde a professora qual animal acossado vê-se impedida de sair da sala e qualquer tentativa de
auxilio por parte de alguns alunos é logo frustrada pela maioria. A esta menina seria-lhe muito bom por ordem judicial obriga-la a prestar serviço comunitário como cuidar de velhinhos, limpar sanitas entre outras coisas, durante algum tempo, para ganhar respeito por si e por quem acorda todos os dias e tenta prestar um serviço à sua nação. Esta menina têm de certa forma o futuro hipotecado pois ao continuar na sua crise juvenil em afrontar tudo e todos e ao Estado em particular vai parar à extrema esquerda ou à extrema direita quando um estrangeiro lhe tirar o trabalho pois está mais qualificado (lutando contra ventos e marés pois não teve o imenso dinheiro gasto por um estado na sua formação) pq a menina não quis aproveitar a oportunidade de estudar.
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o seu post é demagógico, nada esclarecedor, situacionista, e até retrógrado. ao pretender explicar tudo muito bem explicado, utilizando até exemplos do seu passado, mais não faz do que demagogia. conceda que é impotente para entender interiorizar e verbalizar o que ali se passou. porquê? porque aquilo não se passou consigo, nem com ninguém por quem tenha responsabilidade.
Os outros bem gritaram: We don´t need no education…teacher leave the kids alone” E o Daniel também cantou?
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DO
Pergunto-me se teremos visto o mesmo vídeo (ou a partir do mesmo instante); eu vi a versão do Público. Esta versão começa com a professora tendo em sua posse um telemóvel confiscado à aluna, e depois pede-lhe que se sente; numa das frases audíveis, até lhe pede que se sente, se faz favor. O resto parece ser coincidente com a versão que você viu.
Estamos perante dois actos legítimos da professora: confiscar um telemóvel numa aula (a posse dos telemóveis, e não apenas o uso, é proibida nas aulas, podendo ser confiscados) e exigir à aluna que se sente. Nenhuma destas acções da professora foi obedecida pela aluna, que além do mais teve a actuação que se viu. Não vislumbrei qualquer acção em que a professora não se desse ao respeito, nem que tenha descido ao nível da adolescente. Você viu; portanto, deve ser deficiência minha. Também não descortino que outra “qualquer coisa” deveria a professora ter feito. Você acha que ela deveria ter feito “qualquer coisa”… Nem agora, a frio, você sabe o quê, mas acha que a quente ela deveria ter feito qualquer outra coisa…
Pergunto: a professora deveria ter abdicado de exercer a autoridade de que está investida na sala de aula, abstendo-se de praticar qualquer daqueles actos? A professora deveria ter cedido aos gritos insolentes da aluna exigindo-lhe a devolução do telemóvel? A professora deveria ter ordenado a saída da aluna da sala (se não se sentou, imagine o que seria sair)? Deveria ter chamado alguém (quem e para quê)? Deveria ter ela própria abandonado a sala de aula? Com que consequências para ela (e para os alunos privados da aula)?
Sabe, Daniel, a única pessoa investida de autoridade para lidar com aquela situação era mesmo a professora (não era outro alguém, nem um auxiliar nem mesmo o presidente do conselho directivo ou executivo). E, na situação a que assistimos, o que está desde logo em causa é a insolência para com a professora e o desrespeito pela autoridade de que ela está investida; o resto é apenas um desenvolvimento agravado ( a intenção de retirar à professora o telemóvel confiscado usando a violência e o insulto).
Deduzo do seu post que não ter abdicado do exercício da autoridade de que apenas ela estava investida foi uma actuação incorrecta da professora. Só assim compreendo as apreciações despropositadas que faz acerca daquela actuação e da eventual competência profissional da senhora. E pergunto: a melhor solução para situações de conflito de autoridade é a demissão de exercê-la por quem está legitimamente investido para tal? Os professores não precisam de conquistar a autoridade; é-lhes conferida, ainda que pequena. O problema está em exercê-la. Por isso, perante a insubordinação e a insolência diárias, o mais fácil tem sido abdicarem do seu exercício. Pelos vistos, é a sua recomendação.
Todos têm o direito de estar na escola; corroboro. Não aceito é que até os “impossíveis” (como você lhes chama, e que eu traduzo por indisciplinados, por insolentes e por delinquentes) devam estar na escola regular. Podem muito bem estar na escola de um centro de reeducação ou de correcção. Não quer dizer que seja o caso da protagonista deste vídeo (porque julgo que o seu comportamento poderá ser corrigido doutro modo).
Quem aprovou um regulamento disciplinar dos alunos como o que entrou em vigor há pouco tempo esqueceu-se de um outro vídeo célebre, mostrando uma situação parecida numa escola dos arredores de Lisboa. Infelizmente, nem este outro vídeo fará essa gente arrepiar caminho na displicência com que encara o grave problema da indisciplina na escola.
Uma última questão. A escola não é hoje mais democrática porque todos andam nela. Por este facto, a escola é hoje mais universal. O que é uma coisa boa. Mas a escola hoje é de facto mais democrática, porque todos, professores e alunos, têm os mesmos direitos (e há quem queira que exerçam os mesmos papéis). E isso é uma coisa má. Se há instituição onde deva imperar a desigualdade é na escola, porque os seus frequentadores são em tudo desiguais, a começar pela função que desempenham: uns estão lá para aprender e outros para ensinar. Não pode haver democracia na escola; deveria haver hierarquia, mas nem isso há.
JC.
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Sendo eu novo, tendo 25 anos e tendo sempre andado nas escolas publicas sempre reparei que este sistema de democracia dentro da sala de aulas não funciona e mesmo a qualidade das materias sempre foram fracas em comparação com o anterior regime pois, falando uma altura com o meu pai sobre o ensino em Portugal ele lamentava-se que os conteudos de agora ficavam aquém dos da outra senhora ( repare-se no José Hermano Saraiva) onde dava-se por exemplo em história o império dos medos e que eu só vim a conhecer por via do gosto pela história incutido pelos meus pais pq na escola até duvido que o professor também ensinado nas reformas de abril soubesse. É claro que no anterior regime a censura impedia o conhecimento de matérias contemporâneas também muito importantes mas o regime que vigora pratica de algum modo, não tão agressivo e ainda bem, o mesmo pois temos por exemplo no Português dá-se os escritores
de sempre e o
do regime que é Saramago.
[Responder]
Pedro Morgado,
Santa ignorância!
Acha que aquela aluna passou administrativamente?
não dá para ver que se trata de uma ultra-repetente.
mdn,
consegue perceber o que você escreveu?
Luís Carlos,
Esses alunos dos CP/CEF já existiam anteriormente.
[Responder]
Correcção,
estava mal informado:
“esta professora chegou à escola em Setembro(é efectiva noutra escola onde não têm horário)”
Regressou à escola em Setembro vinda de uma requisição e não de outra escola.
[Responder]
Assisti com profundo desgosto ao vídeo em que uma aluna desrespeita uma professora, por causa de um telemóvel. A falta de respeito a um professor, é para mim sintomático dos tempos que correm, mas não estranhei que isto esteja a acontecer nas nossas escolas. Os pais desinteressaram-se da educação dos seus filhos, e hoje em dia tratam-nos com pequenos príncipes contribuindo para este tipo de situações.
Mas os professores, não se podem colocar de fora, deste ambiente de falta de respeito.
Quando num programa de televisão insultam, em directo, a sua superior hierárquica chamando-a de mentirosa, que respeito podem esperar dos seus alunos?
Quando se comportam, sem o mínimo de civismo à porta de sedes de partidos políticos, insultando um 1º Ministro, seja este ou outro qualquer, que respeito podem esperar dos seus alunos?
Quando convocam contra-manifestações de carácter intimidatório, tendo em vista limitar o direito à livre reunião de militantes de um partido, que respeito podem esperar dos seus alunos?
E por fim quem não se dá ao respeito, dificilmente será respeitado.
Lá diz o povo na sua imensa sabedoria, QUEM SEMEIA VENTOS, COLHE TEMPESTADES. O Ministério Público, deve rapidamente tomar conta da ocorrência.
[Responder]
Tudo isto dá vontade de rir………….
Podia também chorar, mas ia dar no mesmo sem ser tão divertido.
O problema da rapariga, não é problema nenhum, é apenas falta de educação e talvez um par de estalos bem dado, na altura certa e pelo motivo certo. Repito, a moçoila não tem qualquer problema, já que faz sempre falta, caixas de supermercado, empacotadores(as) de linha em fábricas e outras demais técnicas altamente qualificadas com o 9º ano moderno ensinado nas escolas publicas portuguesas.
Meus caros amigos o futuro que se avizinha é fabulástico algo digno de figurar nos anais da História.
Talvez a tudo isto venha a melhorar, mas acreditem, antes ainda vai piorar mais.
Vivó Tunning
[Responder]
Não posso deixar de concordar com o Vítor: deixar este vídeo ao escrutínio da blogosfera não foi nada boa ideia para a dignidade da professora em causa…
Infelizmente, as passagem administrativas assim como as facilidades que se dão aos alunos, não num sentido de tolerância, mas num sentido de deresponsabilização do aluno pelo seu comportamento tornam a escola pública menos exigente, menos educadora e mais frágil, muito fruto das políticas dos últimos governos. Esta é apenas a ponta do icebergue que veio (infelizmente) a público da pior forma. Muitos problemas semelhantes passar-se-ão todas as semanas, cada vez com mais frequência, e estes novos acontecimentos não são alheios às políticas educativas do governo. Urge defender a qualidade do Ensino Público.
[Responder]
«O problema da rapariga, não é problema nenhum, é apenas falta de educação e talvez um par de estalos bem dado, na altura certa e pelo motivo certo. Repito, a moçoila não tem qualquer problema, já que faz sempre falta, caixas de supermercado, empacotadores(as) de linha em fábricas e outras demais técnicas altamente qualificadas com o 9º ano moderno ensinado nas escolas publicas portuguesas.»
Alguns comentários deixam-me boquiaberto. Espero que não seja professor.
[Responder]
JC, ninguém discute a legitimidade do comportamento da professora. O comportamento ilegitimo é da aluno. O que discute é eficácia e a capacidade de impor autoridade. É uma coisa bem diferente. Quem dera que com adolescentes a legitimidade bastasse. Seria tudo bem mais fácil.
Minhoto, não se trata de culpa. A culpa foi da aluna. Mais uma vez, trata-se de eficácia. Eu não oljo para uma cena numa sala de aulas e procur de quem é a culpa: da professora ou da aluna. Olho e penso quem é ali a pessoa que tem de manter a disciplina e como o faz.
O post pode ser muita coisa, agora demagógico não será de certeza. António, dê o exemplo aos adolescentes e habitue-se a discutir o que se argumenta.
José Rodigues, todos os dados indicam que situações desta gravidade não são a norma. Mas isso não faz grande notícia, pois não?
[Responder]
A culpa é de nós todos.
[Responder]
O Daniel, desculpe que lhe diga, está habituado a fazer as suas análises de dentro para fora. A realidade tem que encaixar com a teoria ideológica que defende.
Para o Daniel, se o aluno bate no professor, então o que está errado é o professor, e nunca o funcionamento da escola pública que permite que seja normal para um aluno agredir um professor enquanto a aula inteira se diverte e filma a humilhação.
Se aqueles miúdos estivessem no seu percurso a ter uma educação adequada, por muito mau que fosse o professor, nunca as coisas chegariam ao ponto que chegaram.
A verdade é que o sistema de educação em Portugal está a transformar-se numa barreira à ascensão social e profissional de quem tem mérito e capacidade, mas que não teve a sorte de ter pais ricos para os pôr em colégios privados, onde os alunos não batem em professores.
A minha mãe é professora numa escola pública e conta-me diversas cenas semelhantes que lá vão acontecendo, cada vez com mais frequência e gravidade. Esta cena é corriqueira, e não a excepção. Há professores que têm medo de dar aulas. Muitos estão em baixa psicológica. E nem é numa zona especialmente problemática.
Os alunos que querem aprender, são travados porque, por falta de autoridade dos professores, as aulas são bloqueadas por miúdos que vão achincalhar professores.
Os incentivos e regras na escola pública estão todos pervertidos.
- Os alunos não têm incentivo a estudar. Passam de qualquer maneira.
- Os alunos não têm incentivos a portarem-se bem, façam o que fizeram, ninguém lhes pode dar um par de estalos ou expulsá-los
- Os professores não têm autoridade. Porque deixaram de ter qualquer poder. Se não tiverem a capacidade natural de se impor (nem todos têm, como terá sido este o caso), não têm ao seu dispôr instrumentos de incentivo negativo sobre quem se porta mal (expulsar alunos, “chumbá-los”, ter um responsável que lhes dê dois estalos).
- O pessoal de Ministério da Educação, cheio de complexos ideológicos com o anterior regime de Salazar, quer fazer tudo ao contrário do que se fazia. Se antes havia excesso de autoritarismo, então agora não deve haver qualquer autoridade. Antes era 80? Então agora tem de ser 8.
- Em vez de se exigir esforço e responsabilidade, passou a achar-se que a escola é um local de convívio e diversão. Qualquer adulto emocionalmente saudável sabe adiar um prazer imediato para conseguir maior retorno no futuro. Mas esta lógica não faz parte da filosofia dos “especialistas” em eduquês. Os “especialistas” acham que a educação deve ser um divertimento permanente. A palavra esforço deve ser abolida.
- O mérito, a excelência não podem ser premiadas, para não envergonhar os que são apenas medíocres.
Não é estranho que nos rankins da OCDE Portugal apareça sistemamticamente nos últimos lugares.
Ou seja, a escola pública está a educar (?) os miúdos desta geração para serem mimados, mal criados, irresponsáveis, insubordinados, medíocres e analfabetos.
É possível haver boas escolas públicas (e há). Mas para que o ensino em Portugal entre nos carris, é necessário acabar com tiques ideológicos.
Voltar a dar um papel de prestígio aos professores na sociedade, dar-lhes poder e autoridade na escola e nas salas de aula, exigir disciplina aos alunos, premiar a excelência (sem medo de ofender a mediocridade), punir quem não merece estar dentro de uma sala de aula (o exemplo com uns poucos faz dissuadir os maus comportamentos de todos), educar a capacidade de esforço e dedicação aos alunos, avaliá-los de forma rigorosa em exames nacionais.
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Mariana, você nasceu em 84 e já diz “no meu tempo”. Bolas!
Pois eu nasci em 1969 e no meu tempo professores darem estalos nos alunos era já coisa muitíssimo rara. Para dizer a a verdade, nunca vi.
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Sim sou professor e com muito orgulho!!!!!!!!!
Mas nunca suportei o eduquês vigente na escola publica portuguesa o qual é ensinado nas belissimas universidades deste nosso Portugal, com particular destaque para as ESE´s, esses antros de saber, pejados de sociólogos, psicólogos e pedagogos que nunca se sentaram em frente de uma turma de 25 a 30 alunos, em salas sem condições, com idades a rondar os 16/17 anos quando deveriam ter 13/14 anos.
O problema Daniel não está na escola está na sociedade. A escola apenas é um espelho de tudo aquilo que diariamente entra em nossas casas pela televisão. Não há pior cego que aquele que não quer ver……….
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«O Daniel merece pancada e a marini merece ser internada. Esta professora merece uma estatua e todos os responsaveis (nao os ministros) no ministerio da educacao, que ha’ 30 anos mantem estas teorias esquerdistas liricas de educacao merecem um balde de merda pela cabeca abaixo.»
Espero que não nos venha depois falar de educação. Era o que faltava. Está bem ao nível da adolescente.
Sim, tenho filhos. Sim, está na escola pública.
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JEM, ou anda distraído em relação à minha área política ou em relação ao meu texto.
[Responder]
daniel:
não percebo porque é que insiste em afirmar que casos destes são raros. qualquer pessoa que conviva com professores e que ouça regularmente os seus desabafos sabe que casos destes, e mais graves, acontecem com uma certa regularidade. a diferença é que não são filmados e não vêm a público.
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E quando um aluno indiscplinado lhe aparece à frente a primeira coisa em que pensa é como o mandar para caixas de supermercado ou para uma fábrica? Muito exigente com a sua função profissional, de facto. Perante os problemas, nada como nos livrarmos deles. Olhe, como empacotador não se safava. Nem em nenhuma profissão que eu conheça. Porque nas que conheço, perante um problema, procuram-se soluções. Sobretudo quando os problemas são difíceis. E depois há sempre os que preferem mandar o problema pela janela. Com esses nunca vamos longe.
E adoro quando se diz que o problema está na sociedade. Claro que está. Qual é o seu lugar nela? É na escola. Por isso o problema da sociedade mais importante para si é o da escola. Pode faze o que todos fazem (a culpa é da sociedade) ou decidir o que pode fazer para o resolver. E a sua solução não me parece famosa.
Gosto tanto de eduquês como da lenga-lenga que manda as culpas de tudo para a televisão.
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Insisto, porque é o que dizem os números. Claro que os professores podem desabafar e não fazer relatórios de episódios desta gravidade. Mas assim é difícil resolve-los e saber da sua real dimensão. Ao ficarem pelo desabafo não cumprem o seu dever.
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Ora, Daniel Oliveira, no meu comentário deduzia que você considerava a actuação da professora incorrecta e que só assim compreendia as apreciações despropositadas que fazia acerca daquela actuação e da eventual competência profissional da senhora. Não afirmava que você discutia a legitimidade da actuação da professora; é decabido trazer essa questão à baila na sua resposta.
Mas você, passando em claro as apreciações despropositadas que fez acerca da competência da professora, vem agora afirmar que o “que se discute é eficácia e a capacidade de impor autoridade”, uma frase desprovida de qualquer sentido. Talvez queira dizer “capacidade de impor a disciplina e a eficácia da autoridade exercida”.
Naquela situação, não vejo que a imposição da disciplina pudesse ter sido tentada se não pela forma como a autoridade foi exercida, através de ordens concretas, precisas e dadas educadamente. Não foi eficaz, de facto, mas a professora não dispunha de outros instrumentos.
Quando alguém não acata as ordens legítimas provenientes da autoridade legítima, o que resta? Abdicar do exercício da autoridade? Foi esta a questão central que lhe coloquei e a que você continua sem responder. Se não sabe (como já deu a entender com o fazer “qualquer coisa”), a sua argumentação acerca do comportamento da professora é, no mínimo, demagógica. É que quando não se sabe, o mais sensato é não mandar “bocas”.
JC.
[Responder]
tem toda a razão ao dizer que muitos destes casos não são relatados e assim não se sabe a sua real dimensão. relatar um caso destes dá origem a uma porção de papelada. é mais trabalho, mais chatices. é também o assumir, perante os seus pares, que tiveram uma situação na sua aula que não conseguiram controlar. a sensação que tenho é que os professores se sentem cansados e se sentem sós, porque não se sentem apoiados nem pelo ministério, nem pelos pais, nem pela sociedade em geral.
[Responder]
Caro Daniel:
1º Os relatórios de nada servem, como deve ter percebido pela noticia da SIC, já que perante as imagens, o que vai acontecer é um inquérito de averiguações ou seja nada. Convém relembrar, por já aqui foi dito, que mesmo que a aluna fique suspensa as faltas são justificadas. Ainda que não fossem justificadas a aluna só chumbaria por faltas se estiver fora da escolaridade obrigatória. Ainda assim mesmo chumbada em algumas situações a escola é obrigada a “ter” a aluna na escola durante o resto do ano lectivo. Com tudo isto relatórios para quê?
2º Gostava de começar por dizer que em 15 anos a dar aulas nunca bati num aluno (não que a vontade me tivesse faltado). Não, eu não estou a falar de desistir dos alunos problemáticos e à primeira situação complicada descartar-los como se de lixo se tratassem. Eu estou a falar da realidade que existe hoje em Portugal. Estou a falar do que conheço. Estou a falar de uma sociedade onde o esforço é mal visto e portanto vamos é todos brincar à educação e se os alunos querem brincar, independentemente do que os professores possam tentar fazer, que brinquem. Consequência? As caixas de supermercados estão cheias de gente boa……….
3º Perante a posição de que se a situação ocorreu foi por que a professora deixou que chegasse aquele ponto, que faria o Daniel se um aluno, num inicio de aula, chegasse ao pé de si, à sua mesa, e nela espetasse uma navalha ou lhe mostrasse uma arma de fogo?
Não vale responder que faria queixa à policia………..
A policia já sabia………….
[Responder]
Daniel Oliveira:
“Alguns comentários deixam-me boquiaberto.”
Óptimo.
RoD
.
[Responder]
«Estamos perante dois actos legítimos da professora: confiscar um telemóvel numa aula (a posse dos telemóveis, e não apenas o uso, é proibida nas aulas, podendo ser confiscados) e exigir à aluna que se sente.»
É verdade que está nos regulamentos (ou é costume) que os professores estão dotados da autoridade para apreender bens pessoais do aluno. O problema é que isso é inconstitucional. O que torna a (re)acção da aluna legítima e lícita, contra o acto ilícito da professora. Como o Daniel fez questão de referir, perante a recusa da aluna em guardar/deixar de utilizar o telemóvel, a apreensão não é o meio adequado, porque ilegal. Agora vir dizer que é lícito porque os docentes daquela (e de muitas outras) escolas se lembraram de assim escrever nos regulamentos é risível.
[Responder]
Eu bem me queria não rir, mas está a ser difícil.
Vejamos o texto que o eminente Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) bota cá para fora (foi traduzido por mim de eduquês)
Se além de apresentar um comportamento indesculpável e inaceitável, a estudante for culposa e dolosa, ou seja, se não tiver razões que justifiquem o telemóvel, deverá ter uma pena das mais graves – mas nunca a expulsão”. E explica porquê “Se não estiver na escola, a aluna estará na rua em perigo
Concordo plenamente e digo isto ainda a rir agarrado à barriga.
Na rua não que está em perigo, assim ao menos é só a professora que está em perigo e felizmente debaixo de telha.
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Uma nota ao meu último comentário:
Cito o que o Daniel disse aqui: «Sei que vou levar aqui pancada de muitos professores e de outros que acham que isto “só à estalada”» e de outros que acharão, em toda a sua boa fé, que apreender objectos pessoais – neste caso o telemóvel – é a única opção. Mas um regulamento é um regulamento. A Constituição é a Constituição.
Apesar de o Daniel estar a tentar apaziguar os ânimos dizendo: «[que] ninguém discute a legitimidade do comportamento da professora. O comportamento ilegitimo é da aluno. O que discute é eficácia e a capacidade de impor autoridade.»
A verdade é que a legitimidade do comportamento da professora é muito questionável. A aluna teria o direito a reagir e a violência que ela exerceu, perante a resistência da professora, até nem foi muito exagerada.
Mas isto não quer dizer que o segundo aspecto que o Daniel aqui frisa não é relevante. É, em abstracto. No concreto provavelmente discordemos, mas também me parece que quer em relação a este episódio do telemóvel/apreensão de bens pessoais, quer as situações vividas neste tipo de escolas em abstracto, se devem encontrar outros meios de disciplina e autoridade mais eficazes, nunca esquecendo a licitude.
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Sobre o assunto:
http://denunciacoimbra2.wordpress.com/2008/03/21/socrates-deve-estar-as-gargalhadas/
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E que tal proibirem-se os telemóveis nas aulas?
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Daniel Oliveira,
A sua análise é um profundo desrespeito à professora agredida e humilhada. Transformou uma vítima de violência numa incompetente, acabando assim por desculpabilizar a agressora. Fez-me lembrar os que acham que uma mulher espancada pelo marido só pode ser a culpada do sucedido_ certamente por análoga inaptidão para o papel que assume.
Em tempos dei aulas, tentei ensinar, transmitir valores (sobretudo a ideia de que sem esforço nada se consegue na vida e que vale a pena instruirmo-nos a vida inteira). Certamente, também não devia ter vocação pois fui insultado, ameaçado, o carro riscado. Um dia, uma senhora funcionária da escola (outra incompetente) foi sovada por dois dos meus alunos. Estes, após passarem uma tarde na biblioteca como castigo, regressaram no dia seguinte sem o menor remorso. Confrontei a turma com o sucedido, tentei levá-los a reflectir no problema da indisciplina, e ouvi como resposta_ «não nos acontece nada!».
Eis algo que aprendem logo_ a impunidade.
Porém, tal impunidade finda quando saírem da escola: há um código civil e há leis nas empresas.
Então, pagarão um preço elevado.
O que o Daniel Oliveira escreveu resulta de um pensamento pré-concebido: a má criação, o insulto, a violência, quando vindas de um aluno, só podem ser explicadas pela falta de profissionalismo do professor. E pronto, está tudo dito!
Culpa própria? Responsabilidade pelos seus actos? Não, há sempre uma desculpa! Desta vez a falta de vocação_ ou seja, uma desculpa técnica.
Mas eu, que já lá estive( e que nunca faltei ao respeito a nenhum aluno, que os tentei motivar, seduzir, ouvir os problemas, as sugestões, etc, etc), digo-lhe que algumas salas de aula pouco se diferenciam da rua (há assaltos na própria aula).
Então, pergunto-lhe como se deve reagir perante um aluno que nos manda para a P que pariu., ou nos cospe na cara, ou nos empurra, ou esbofeteia?
Só porque se tentou manter silêncio. Ou, pior ainda, tentou ensinar… .
Que métodos pedagógicos poderão funcionar com alguém que está decidido a nos partir os dentes? Se tais métodos milagrosos existissem não haveria violência na sociedade, estupro, roubo, etc. Todos sairiam da escola cidadãos exemplares.
Por tudo isto lhe pergunto:como ousa julgar (e culpar) a senhora que foi violentada quando tentava impor um mínimo de ordem, fazer o seu trabalho? Julgar em dois minutos uma vida inteira de trabalho é inqualificável! E o sofrimento da senhora? Tentou colocar-se no seu lugar (refiro-me a sentimentos e não a competências)?
Quando os alunos agridem os professores a democracia é posta em causa. E sobrevêm algo entre a anarquia e o fascismo.
É então que a extrema-direita reclama ordem e ganha votos! Não foi assim no passado?
A sua análise irresponsável da agressão é um péssimo tributo à liberdade e à democracia.
João Cerqueira
Abelheira
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Bom dia, Daniel.
Uma parte de mim concorda consigo. Mas só uma parte, e passo a explicar.
Um professor que, graças às suas características pessoais, consegue ter autoridade em relação a todos os seus alunos (com a sua actual e extrema heterogeneidade) é um génio… que não existe em lado algum!
Assim, não há nenhum professor que possa dispensar a autoridade que lhe é conferida pela instituição… e os alunos têm que saber disso também (era o que você sabia no seu tempo – repare que esses professores mais antigos, que você tanto valoriza, andam actualmente completamente perdidos e só pensam numa coisa: sair da escola!).
A autoridade tem que existir sempre independentemente do estado de espírito dos professores, ou dos seus talentos: porque senão a instituição perde a capacidade de proteger os outros alunos, os não violentos, os que querem estudar, muitos deles vítimas indefesas deste nefasto estado em que o actual governo mergulhou a escola.
E, nesta polémica, estes alunos, mais uma vez e como sempre, estão a ser esquecidos.
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Após ter visto o video claro que condeno a situaçao.Agora há certos aspectos que dou o beneficio da duvida,como qual a relaçao entre essa professora e os alunos…Nada disso é debatido e faz toda a difrença.
Este vídeo é de facto um bocado populista e portador de alguma demagogia,pois a imagem que passa é que os professores sao todos uns coitados vitimas dos “selvagens” como aqui ja lhes chamaram.
Eu estudei numa escola no porto nao muito longe dessa,na escola filipa de vilhena situada no covelo e assisti a muitas situaçoes completamente vergonhosas imorais corruptas que passaram sempre impunes.
Desde sexo oral a professores em troca de notas para entrar na faculdade,desde a professoras “fascistas” que diziam que os pobres eram o cancro da escola e que as escola deviam ser divididas por estractos sociais,desde a professoras que usavam como vingança pessoal a manipulaçao nas cotaçoes dos exames conseguindo destruir o futuro profissional de muita e muita gente hj a trabalhar em cafés e lojas do shopping graças a esses professores covardes que usaram a profissao como meio de se vingarem,desde ao conselho directivo ter personagens a receber $$$$ por fora da mesa de partidos politicos se em troca favorecer as listas de estudantes que faziam propaganda desse mesmo partido(psd e jsd),desde professores de ginastica a ter relaçoes com miudas de 16 anos em visitas de estudo e muito mais poderia aqui dizer.
Dentro dos professores também ha muita merda,e ao contrario dos alunos que nao têm como se defender desse sistema corrompido,os professores gozam dos media e dos pseudo moralistas para os defender e apelidar os alunos de “selvagens”.
Eu posso aqui referir centenas de casos de alunos que pagaram pelos seus erros,agora quantos professores pagam pelos seus erros?
pois…a questao é mesmo essa….nunca pagam….
E como aqui e em todo o mundo quando a justiça nao funciona há que aplicar a “justiça de rua”.
Eu fui queimado á força toda por 2 professores de lá,conseguiram me estragar a media para entrar numa publica e nao tive dinheiro para entrar numa privada,vi toda a minha vida andar para trás,mas entrei para a policia e ironia do destino ja multei alguns deles,e aqueles que foram corruptos vou lhes multar tudo o que puder as vezes que puder…
Ouve muitos colegas meus que nao tiveram tanta sorte que ficaram com a vida completamente estragada.
As voltas que a vida dá…..
O feitiço virou se contra o feiticeiro.
“Com quem ferros mata,com ferros morre”.
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caro Daniel.
Voçê é um ponto de exclamação. A única dilação a retirar deste vídeo é a insubordinação de uma aluna, em plena aula, que reclama o seu telemóvel através do insulto e violência. Então a professora não estava preparada? É infantil? Então como deve ser a preparação de um professor? Que tipo de formação avançada propôe? Já foi atacado na rua ou em casa? Sabe como vai reagir? Adorava ver um vídeo com o Daniel Oliveira a ser atacado (pode ser por causa de um telemóvel) e depois a ouvir os comentários, beneficiadores do atacante, em detrimento da sua defesa e face à sua reacção ao assalto!!
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Inqualificável o que se passa na com a falta de autoridade dos professores na sala de aula.
O mal está é na educação dessa teenager, que leva de casa a lição mal estudada.
Se ela tivesse uns pais a sério não teria esses comportamentos.
Mas os pais de agora ficam ansiosos por darem um telemovel aos filhos sem os educarem como
se devem comportar numa sala de aula,etc. Essa reação deve ser igual à que tem em casa,
logo se nem em casa há respeito, na escola muito menos…
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Daniel Oliveira:
“Ao ficarem pelo desabafo não cumprem o seu dever.”
E o Daniel não sabe que ao “cumprirem o seu dever” se expõem à ira dos cientologiatas da educação? Que se expõem à ira de todos a quem não interessa saber que a coisa está como está ou que estão à espera de uma queixa de um colega para mostrarem que o problema não se passa com eles? Ou para porem em dúvida as razões pretendendo que haja reais razões? Ou para justificarem com “razões de comunidade”, atirando o professor para o grupo dos que “nunca compreendem”?
.
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Por essa ordem de ideias, O que dizer da G.N.R., P.S.P. e até do próprio governo e assembleia da republica. Estes também têm vocação para exercer os respectivos cargos?
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Lembram-se quando, há algum tempo, a TV mostrou imagens de indisciplina indescritível, numa sala de aula, captadas por uma câmara oculta?
E lembram-se da reacção oficial – a condenação por «violação de privacidade» (apesar de ter havido o cuidado de ocultar as caras dos “artistas”)?!
E quando, já recentemente, o PGR decidiu privilegear a luta contra a violência nas escolas e a senhora ministra, em vez de concordar (ou, no mínimo, estar calada), achou por bem vir a público “desvalorizar”?
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Antes de mais, não tive a oportunidade de ver o video porque o Daniel já o retirou da página. É indiferente já que a descrição que fazem nos comentários é suficiente para perceber o que se passou.
Eu devo dizer que concordo com o Daniel no que toca à falta de preparação dos Profs.
Tive colegas meus que fizeram o curso de ensino em Físico-Quimica e as ditas cadeiras “pedagógicas” eram uma anedota pegada – trabalhitos coloridos e muitos desabafos de grandes secas. Nunca me pareceu que fossem advertidos da alhada em que se iam meter… muitos arrependem-se.
Eu também fui um aluno complicado nas aulas. Insultava professores, batia nos colegas e fui muitas vezes para a rua. Cada caso é um caso, os meus pais pensavam que eu era um anjinho.. Eu até sabia esconder os recados e imitava a assinatura da minha mae.
Não foi isso que me impediu de ser o que hoje sou. Doutorado em Fisica e numa boa posição (felizmente nunca fui obrigado a dar aulas).
Os professores têm de compreender que se estão a meter na selva. A sociedade evolui. Agora haverão mais adolescentes problemáticos que antes? É possivel… mas suspeito que a preparação dos profs há uns anos também seria diferente. Em todo o caso é dificil concluir já que há muitos factores a ter em conta.
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A minha opinião é esta:
http://sorumbatico.blogspot.com/search/label/F.F
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Daniel:
Acha mesmo que o conselho executivo da escola, como foi feito constar, só tomou conhecimento deste facto uma semana após a sua ocorrência através da DREN, isto é, após a colocação do vídeo que sobre ele foi feito no youtub ter despertado a atenção dos media?! Acha mesmo?!
A quem é que, no seu entender, os professores devem dirigir os seus relatórios de “episódios desta gravidade”?! Aos conselhos executivos como o desta escola, não é?
Infelizmente, a única “gravidade” deste episódio reside tão só no facto de ter sido gravado em vídeo e este, através do youtub, ter ido parar aos noticiários das televisões, mas, graças a Deus, pelo menos no que diz respeito ao youtub, este facto de tal “gravidade” já mereceu a devida reparação por acto que, você mesmo, aqui, com piedosa justificação, replicou.
Estamos mesmo interessados em tomar conhecimento de “episódios de tal gravidade”, em “saber da sua real dimensão”? Estamos mesmo interessados em resolver alguma coisa?
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É por causa desse basismo bacoco, por essa tendência intrínseca para aoriginalidade que ninguém entende, Daniel, que muita gente de esquerda nÃO VOTA NO BLOCO.
A realidade é só esta: quem cometeu a asneira, quem foi alarve e devia apanhar uma boa tareia dos pais e ficar sem telemóvel era a menina. Porquê desviar as atenções paar o comportamento da professora? Para se deleitar com os comentários, ou porque gosta que o considerem original?
Sou de esquerda, mas compreendo que muita gente se afaste quando vê, lê e ouve comentários desta estirpe.
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Como professor concordo em parte com a opinião do Daniel quando diz que a professora não reagiu bem. E tem razão. Comigo não sei como reagiria (já retirei alguns telemoveis a alunos: ou pararia a aula (como já fiz) até a turma resolver comportar-se, ou chamaria alguém (que penso ser muito difícil de concretizar nas escolas de hj) ou jogaria com a situação diminuindo psicologicamente a aluna (a minha favorita e que uso mais).
No entanto o verdaeiro problema passa pela resposta da escola a estas situações: Qual a penalização que resulta? Qual a consequência? Já agora, qual o ensinamento que daqui resulta para a aluna(sim porque até numa situação destas a escola deve agir como entidade formadora)? Receio que nenhum ou praticamente nada: Um processo disciplinar de pequena consequência, o elevar da aluna a um estatuto de prestígio entre os pares (os outros alunos) e pouco mais. No final do ano a aluna até passa e no ano seguinte todos saberão que podem avançar mais um passo na indisciplina, que a consequência é nula. Este é o resultado de uma escola que se quer integradora (e que o deve ser, mas não desta forma) e de um ministério que acima de tudo procura as estatísticas. Uma sugestão: Dissessem aos pais desta aluna que o castigo seria cumprido, na escola, em Agosto, impedindo-os de gozar férias e certamente os resultados já seriam bem diferentes!
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Há tanta gente a escrever sem saber do que fala!…
Peçam autorização a um Conselho Executivo e vão passar uns dias a uma escola. Vão almoçar a uma cantina escolar, por exemplo. Observem um recreio… contem o número de funcionárias… vejam se encontram um miúdo que “obedeça à primeira” a uma ordem de um adulto, seja ela professor ou funcionário. Aliás, isso é evidente no video: a aluna não obedeceu às ordens da professora. Ponto final. Há Regulamentos Internos que “mandam” que o telemóvel seja “retirado”. E se há contacto físico que há! -, ele é promovido pela aluna, que não larga a professora. E se esta tivesse devolvido o telemóvel, teríamos “posts” a dizerem que a professora foi cobarde, displicente, incompetente, que ela própria promoveu a sua desautorização…
Falando de futebol (mesmo junior), numa comparação que é sempre “coxa”: se um treinador manda sair um jogador e este se recusar… chama-se a polícia? Chama-se o Presidente do Clube? Chama-se um funcionário do clube? Terão de ser os outros jogadores a “arrastarem” o colega para fora de campo? Ou será que todos se deitam no relvado a rir da cena?
Esta professora… ou qualquer outro nas mesmas circunstâncias… que queira fazer valer a sua autoridade… vai acabar por ser mais “incomodada” do que a aluna… e isso é triste e deprimente! Sei do que falo, sou coordenador de uma escola… falo com muitos pais sobre situações de indisciplina!
De quem é a culpa? Nunca é do aluno nem dos pais… pois claro…
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O Daniel Oliveira teve educação no berço e andou no Pedro Nunes. Como tal, do que vê nada percebe e socorre-se do cardápio do relativismo moral que nos fez chegar a este estado de coisas. É tão fácil e até lhe permite criar a ilusão que pensou imenso no assunto. Há 30 anos que vamos ouvindo a construção ensurdecedora desta ausência de valores, a qual obviamente se transmite aos jovens, que agora até já têm pais destes para lhes legitimarem a má educação. Pois é, afogaram-nos a todos neste caldo cultural de onde só podem sair cenas destas.
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Frequentei o ensino secundário entre 1975 e 1983. Nessa altura cenas como estas do vídeo eram frequentíssimas. A ideia que tenho é que agora são bem mais raras. A grande diferença é que agora temos o Youtube e telemóveis com camâra.
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De resto a geração de 60 ( que é a minha) é uma boa merda quando comparada com as subsequentes. As famigeradas gerações rascas são as melhores que Portugal jamais teve. E, a educação formal não é alheia a este indesmentível facto.
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Não lhe vou fazer a crítica previsível num professor que desde o post anunciou estar á espera.
Apenas lhe afirmo que o que escreveu, sendo tão politicamente correcto que até faz doer os dentes de uma prótese, apenas demonstra não estar preparado para lidar com este tema.
A sua posição é “companheira de estrada” do benaventismo disciplinar e do “eduquês” mais básico.
E não, eu não resolveria a coisa à estalada.
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Ahhh, ia-me esquecendo.
O facto de ter postado – e só depois raciocinado – as imagens do incidente sem ocultação de identidade, apenas prova a minha tese sobre a sua impreparação para abordar estes temas, reagindo aos estímulos epidermicamente como a dita aluna.
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Sr Dr.
O senhor desapontou-me. Como pode julgar a professora ceratrcada por aqueles animais? O senhor não faz ideia do que se passa nas escolas nem do que sofrem os ” impreparados” professores. O senhor não sabe, o senhor não deve falar daquilo que não sabe. Perante aquilo o que é que o sr Dr. fazia? Diga-o aqui, por favor.
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As bofetadas e reguadas pedagógicas não custavam milhões mas ajudavam a não desperdiçar biliões. Não adianta gastar na educação mais de 5% do PIB se a pusilaminidade e criminosa incompetência do aparelho eduquês continuar a sabotar as escolas nacionais e o futuro da juventude.
Bastava isto para resolver imediata e definitivamente o problema: decretar que os professores exercem dentro da escola o poder paternal, e que, portanto, têm o poder-dever de, como bonus pater familia, corrigirem moderadamente as pestinhas quando necessário !
Bastava, à primeira insolência de um desses insurrectos, colá-lo à parede com uma tapona à antiga portuguesa para assegurar a paz e o aproveitamento numa sala de aula. Mas com a maricagem “educativa” que para aí vai…
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Daniel,
O seu texto enfoca demasiado na professora – eu se fosse ela, iria detestar o seu post. Não descure a questão essencial: é ela a vítima.
Claro que hoje a escola é 10000000 vezes melhor do que antes: mais democrática, mais plural, mais pedagógica.
Mas hoje, Daniel, quem anda lá dentro sabe-o, a violência escolar tem aumentado (por isso não relativize dizendo que sempre houve alunos insubordinados, tapando o problema).
Não tenha pruridos ideológicos com palavras como autoridade ou disciplina. Hoje há um excesso de poder do aluno dentro da sala de aula. Aliás a sua crítica à professora passa por ela ter sido pouco dura (sugere que a mandasse para a rua, por exemplo).
Um dos problemas da desvalorização dos professores é esse, Daniel. É que os professores SÃO INTIMIDADOS POR ALUNOS que sabem que o métier actual está do lado deles. Se houver algum deslize do professor, eles serão absolvidos. Os alunos sabem qual o clima actual e por isso levam os professores ao limite. Os pais protegem-nos, os media protegem-nos, a ministra protege-os.
O professor, o médico e o juíz transmitem conhecimento, medicamentações e decisões judiciais. Aceitamos quando nos sentamos no consultório que o médico o faça e na sala de audiências que o juíz o faça. Quanto ao professor, ele não é soberano. É um igual ao aluno: Daniel, isto é pernicioso para veiculação de conhecimentos. Abandonemos a visão rousseniana das escolas.
Outra coisa: o PGR falou na violência escolar e o Daniel falou de absurdo do PGR (tal como a ministra). Cada vez mais nas escolas, os fortes batem nos fracos e corroem a vida psíquica de quem vai para a escola, dia após dia após dia, com medo e infelicidade. Hoje os alunos mais franzinhos e tímidos e os professores são as vítimas.
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Daniel Oliveira, quer-me parecer que, ao julgar a professora através do vídeo, está a deixar-se enredar no jogo perverso e doentio montado por aqueles alunos. De certo modo, está a ser cúmplice com o acto de profunda indisciplina, desprezo pela docente e caos que se instalou naquela sala de aula.
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Ao avaliador de professores Sr. Daniel Oliveira, como presente de Páscoa, um ditado popular brasileiro: “Pimenta nos olhos dos outros é refresco”.
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Mas por que carga de água é que os telemóveis são admitidos nas salas de aula?
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Faltas de respeito sempre houve, lembro-me nos anos 60, na Ferreira Borges umas aulas com um salazarista convicto, um tal dr. Anacleto que se transformavam sempre em verdadeiras batalhas campais.
Só que neste caso o principal culpado era este professor, que não se sabia dar ao respeito,e porque a sua opção sexual tinha aqui algum peso.
Agora não se pode escamotear, que sempre que o pai de um aluno era chamado á escola, o encarregado de educação tinha mão no jovem.
Será que os pais desta rapariga, têm mão nos desmandos da sua menina.
Duvido….
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Quando vi a cena na TV, apostei com a minha sócia que em menos de 24 h alguém ia começar a acusar demagogicamente a ministra da Educação pelo acontecido. Perdi. Foi em menos de uma hora. O Arrastão já veio atrasado, com aquela bacorada de que a falta de respeito pelos professores é por causa do exemplo da ministra.
Espero que este video sirva para finalmente obrigar os pais, os alunos e as escolas à aplicação da PROIBIÇÃO de levar tlms para as salas de aulas. O fim da rebaldaria está à vista!!! A net e o YouTube põem estes problemas a nu ultra-rapidamente. Os filósofos sociais do Arrastão arriscam-se a ficar a falar sozinhos na sua núvem.
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Não sou treinador desta bancada, e tenho imensas saudades de trabalhar nesta divisão. Sim, profissionalmente nada me deu mais gozo até hoje que lidar com turmas tipo “9C”. Não porque tenha atributos físicos que intimidem alunos do 8º ou 9º ano. Não porque tenha tido uma preparação pedagógica especial de corrida para o assunto (muito pelo contrário, a minha formação é do mais fraquinho que se pode ter). Nem porque tenha mais talento ou vocação que a maioria dos meus colegas – acho até que tenho menos.
Gosto de lidar com estas turmas porque na idade deles fiz, não descontando as circunstâncias históricas de 73/75, tanto ou pior que eles. É uma enorme vantagem: além de me rir das teorias pedagógicas sobre o assunto, invento as minhas práticas imaginando-me do outro lado. É claro que se fosse avaliado por algumas das estratégias que já utilizei ficava em muito maus lençóis. E não, não estou a falar de violência física sobre alunos, até porque se a tivesse aplicado levava mais do que o que dava.
O teu erro Daniel é estatístico, numa questão que não tem estatísticas: nem a ponta do iceberg está contabilizada, quanto mais a sua verdadeira extensão.
Uma turma destas normalmente tem dois, no máximo três professores que conseguem “dar” aulas. Os restantes por regra nunca o irão confessar mas limitam-me a cumprir horário. É ver os vídeos que por aí andam, de aulas “normais”, sem incidentes tão impressionantes como este, e sejam bem vindos à realidade…
A única novidade está precisamente no you tube e nos alunos-repórteres de telemóvel a filmar. O ano passado vi um exemplo italiano onde uma jovem professora era apalpada e filmada em plena aula. Sim, apalpada no rabo e sem reagir, aparentemente porque já estava habituada.
Estes bocadinhos da realidade que agora vemos e ouvimos nada têm de surpreendente para um professor. Não são novidade: fui professor da geração que deve ter procriado esta aluna, e era a mesmíssima coisa, sem telemóveis, claro. Por muito que esta ministra tenha passado os limites da incompetência é verdade que a imagem social do professor já estava nas ruas da amargura, e ela sabia-o tão bem que aproveitou entrar por aí para aplicar uma poupança orçamental. Cometeu um erro crasso ao violar a primeira regra sagrada para o equilíbrio e sobrevivência das escolas: o “na minha aula desenrasco-me eu.”
Mais que as consequências económicas da avaliação dos professores numa carreira como está, mais que a bagunça legislativa, o problema é muito simplesmente este: as aulas assistidas provocariam que toda a gente numa escola ficasse a saber como são as aulas dos colegas. E todos os professores com aulas assistidas ficariam na completa dependência dos seus alunos – basta imaginar como se vingaria uma turma destas dos professores de que não gosta quando estivesse outro professor na aula, de grelha na mão… Em 1973 bem me lembro do que a minha turma fez a uma estagiária, e sim, o regime era fascista e o meu Liceu uma escola de elite.
O problema é muito simples: esta escola não serve para estes alunos. Uma escola para todos não é a escola para alguns. Os programas não têm nada a ver com eles, nem muitas vezes a ver com nada. A carga horária e disciplinar é de doidos. As jaulas de substituição só vieram vedar ainda mais a panela até que a pressão rebente, e nesse aspecto a ministra merece tanto este vídeo como Correia de Campos mereceu a gravação do INEM.
O resto, ou é mentira ou mito. É mentira que “no meu tempo ela não fazia aquilo” – repito, pelo menos desde a década de 70, vi eu como aluno e como professor, bem pior.
É um mito que haja formação para lidar com estes casos. Tecnicamente, em eduquês, um professor antes de “convidar o aluno a sair da sala”, devia falar com ele, em privado para que ele não se sentisse pressionado perante os seus colegas… Grande parte do que li sobre o assunto é disparate deste quilate para cima. Claro que existem princípios básicos, que são de senso comum. Não sei se a minha colega os cumpriu ou não. O vídeo é curto, a versão da aluna hoje no Correia da Manhã a ser verdadeira diz que não: supostamente era uma “aula livre” e todos os alunos tinham os telemóveis à vista. Esta limitou-se a ouvir uma música “baixinho”. Tecnicamente, não sei o que é uma aula livre porque nunca dei uma aula presa, mas isto não se faz com uma turma que não se controla, como parece ser o caso.
Ter mão numa turma destas é um jogo: ou se ganha ou se perde. Um professor é uma espécie de actor fechado com o seu público: pode ganhá-lo ou perdê-lo. Basta uma falha para o perder. É arame sem rede. Mesmo que se tenha a tal vocação, também é preciso ter sorte. Um comentador referiu um professor de música, que penso ser o meu amigo João Carlos, que trabalha na Trafaria, no 2º ciclo, e que é a demonstração perfeita disso. Há uns anos atrás apareceu numa reportagem televisiva como paradigma do professor que num ambiente dos duros consegue uma relação fantástica com os seus alunos, com os quais montou projectos musicais únicos no mundo. É verdade, conheço-o e ao seu trabalho: excepcional. Uns meses depois a escola decretou um dia de greve porque o João levou uns murros, de alunos ou familiares, já não me recordo. Ossos do ofício… O problema é que professores como ele nem 2% são. E mesmo assim levam na cara… Ora os professores não têm subsídio de risco. E os que vão ficar no ensino ou vão correr o risco porque gostam, ou ficam porque não conseguem arranjar outro emprego. Depois virão os professores brasileiros, como na Inglaterra já se contratam desesperadamente indianos. Sendo brasileiros espero que saibam capoeira. Porque quase ninguém reparou nisto: a aluna, do 9º ano, era bem maior que a professora…
[Responder]
Sr Daniel Oliveira
O sr. mostre a toda a gente os critérios e as grelhas com que pelos vistos está sempre a ser avaliado… Gostaríamos de ver…
Quanto ao vídeo, a esta hora, se o nosso País, fosse um País civilizado e desenvolvido a Polícia Judiciária já estava a investigar quem foi o autor do mesmo e o colocou na net… e agiria conforme dita a lei.
[Responder]
Caro Daniel:
De ontem para hoje pensei muito neste seu post, e no que Francisco Santos publicou no (Re)flexões. E foi pensando neles que escrevi hoje no meu blogue. Gostaria de o convidar a visitar-me lá, e se possível a deixar um comentário.
[Responder]
Uma dúvida: As opiniões da petiza e dos papás da petiza irão ser tidas em conta na avaliação desta docente (e dos outros tb)? Outra dúvida: por que razão anda o dinheiro dos meus impostos a ser gasto para manter bestas destas na escola? Democratização do ensino? Mas de que serve esta maralha estar na escola se é para isto…? Aquilo com que estes inocentes meninos e meninas rousseaunianas saem da escola será democrático? terá servido para a sua mobilidade social? Não me parece. Lamento, mas estas imagens e o conhecimento de outros (muitos) episodios, fazem despertar o autoritário que ha em mim ( e nao so em mim, pelo que tenho lido e ouvido). Qt à competencia da professora, não sei avaliar em dois minutos, mas parece-me q estas imagens, Daniel Oliveira, fizeram despertar o Miguel Sousa Tavares que há em si. Costumo concordar consigo, mas achei-o muito mal aqui.
[Responder]
Discordo em absoluto da decisão de retirar o video com tal argumento.
Velar as caras para proteger quem?
A professora? A energúmena da aluna e respectivos colegas?
Francamente, Daniel…
[Responder]
só faltava o desplante de dizer que a culpa disto também é da Ministra!!
Que avaliação damos a esta professora? Mau?
Eu também defendo que esta professora não devia ser avaliada… porque nem devia ser professora…
[Responder]
Não pretendo alongar-me muito, apenas duas a três coisas para reflexão (pois muito haveria a dizer).
Concordo que a professora, neste caso, não teve a capacidade de discernimento necessária. No entanto, neste vídeo só se mostra a parte do conflito em si, não sabemos as circunstâncias em que tudo ocorreu, parece-me que a turma, no seu todo, não é propriamente um petisco,(vejam-se os comentários de quem grava e assiste)e, portanto, será natural pensar que a professora estava sujeita a um grande desgaste. Ok, Ok, é profissional, tem que “se aguentar à bronca”, não é bem assim, digo eu. Às vezes a fronteira entre o discernimento e o perder o pé, é muito ténue. E por muito bons profissionais que sejamos, não podemos excluir a hipótese de imponderáveis e cedermos, acontece a toda a gente, ainda mais a quem lida com uma faixa etária nada fácil. Não somos máquinas, ponto!
Por outro lado não, podemos nem devemos tapar o sol com a peneira, a vida do professor nas escolas não está nada facilitada, há anos que a autoridade do professor tem vindo a ser posta em causa, assim como os mecanismos e as ferramentes que este usava para impôr/ conquistar a autoridade e o respeito. O processo burocrático que implica a repreensão/expulsão a um aluno é kafkiano (porque expulsar é a solução mais simples, tudo deve ser negociado, é anti-pedagógico e sei lá que mais). Assim, sugere-se e exige-se, muitas vezes, que os alunos só possam ter uma participação, ou uma ordem de saída em último recurso, sob pena do professor ter que justificar até à exaustão o porquê dessa decisão e sob pena de ser visto como um mau pedagogo. Porque, geralmente, é o que acontece, como se vê pelo exemplo deste post, se a professora expulsasse a aluna (e ela acedesse a sair, sim, porque às vezes oferecem resistência), a professora teria sido intolerante e, talvez, estivesse a exagerar. Continuo a dizer que não sabemos, através deste vídeo, se a professora tentou “negociar”, antes de tomar uma atitude mais irredutível. Contudo, enveredamos pelo caminho mais fácil, o da culpabilização, o da falta de vocação, quantos de nós não falhámos ao longo das nossas carreiras profissionais? O problema é que nada é assim tão linear e em situações como esta não é difícil, qualquer que fosse o caso, imputar culpas à docente.
Para que conste, sou professora há 10 anos, já me passaram pelas mãos muitos meninos insolentes, nunca me vi numa situação destas, gosto de pensar que a minha actuação não os deixa chegar a este ponto, porém, e porque conheço bem a realidade das nossas escolas e as dificuldades,as exigências e os desafios com que nos deparamos, não quero, nem posso dizer “desta água não beberei”. Não tenho essa presunção.
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Não compreendo tanto rebuliço. A miuda tem razão. A professora tem de expulsa-la da aula mais o seu telemovel e não se apropriar dos bens dos alunos.
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É muito fácil, senhor Arrastão de Liceu – que de Liceu tem tanto com eu (sou de 69 e frequentei a Secundária de Albergaria-a-Velha com muito gosto!) mandar papalvas sobre a educação. Qualquer pessoa pode: ou porque andou na escola (vá-se lá saber como!), ou porque não andou senão até à 4ª classe, naquele tempo em que se afixavam crucifixos em cima dos quadros pretos (“quais quadros interactivos, qual carapuça!”) e onde, portanto, as lambadas estavam muito mais próximas dos alunos do que a distância de um clique; porque se (ou)viu dizer qualquer coisa nos noticiários… A mais digna das razões: ter filhos na escola… Isso sim, senhor, vale a pena!
Ter opinião sobre educação, senhor arrastão do liceu, é coisa pouca. Raramente douta. A sua, pode ter a certeza, não fará escola.
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Concordo com o Daniel!
A aluna foi mal educada, não respeitou a professora, não respeitou as regras mais elementares de disciplina que devem existir numa sala de aula e não me repugna que a escola venha a aplicar uma qualquer sanção à aluna – ainda que seja a expulsão!
No entanto, foi o comportamento da professora que deu azo a esta lamentável cena. A professora não pode tirar o telemóvel à aluna. Se ela estava a incomodar a aula ao manusear o telemóvel durante a mesma, no máximo a professora mandava a aluna para a rua! Mas não lhe pode tirar o telemóvel! Ainda para mais tratando-se de um objecto muito pessoal, onde se podem conter mensagens inconfessáveis, a intimidade de uma pessoa! A escola não se rege por leis diferentes das do país, logo o comportamento da professora foi ilícito e legitimou a acção directa da aluna!
Ao agir dessa forma temerária, ainda para mais tratando-se de alunos problemáticos (ao que se diz), sujeitava-se a consequências idênticas ou piores… É que aqueles alunos já não são propriamente crianças que se põe na ordem com uma palmada…
Tem-se titulado este acontecimento como «aluna agride professora». Também não entendo! Vi o video com atenção e não vi qualquer agressão! O que aluna faz, de forma mal-educada e pouco cívica, concedo, é tentar tirar o telemóvel da mão da professora, à força! Agressão a existir ainda que de forma figurada, foi por parte da professora em relação ao direito de propriedade da aluna!
Ser professor não é fácil. será cada dia mais complicado, mas esta professora deveria mudar de profissão porque parece manifesto que não sabe lidar com estes alunos – quanto mais não seja por não ter antecipado que a sua atitude poderia gerar esta situação e sendo certo que tinha alternativas: mandar a aluna a para a rua…
Se eu fosse juíz, dava a mesma sentença que foi aplicada ao DO: condenava a aluna pelo seu comportamento desrespeitoso, mas dispensava-a de pena atento o comportamento repreensível da professora que deu causa a esta situação!
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Adenda: quando disse que concordava com o DO referia-me ao essencial do post e não a todos aos comentários que aqui escreveu – confesso que não li a discussão toda…
E mantenho que a professora não pode tirar o telemóvel à aluna. Concordo que talvez fosse sensato proibir os telemóveis nas salas de aula. Mas por enquanto não é.
E não há comparação com o cinema: lá temos que o ter desligado, mas o facto de o ter ligado não legitima ninguém a apropriar-se dele! Qunado muito, somos expulsos da sala…
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Caro Daniel, concordo consigo!!! A professora não soube “dar a volta” à situação, é óbvio. Eatá na cara que ia perder a batalha colocando-se, por consequência, numa situação humilhante. No topo da carreira não sabia isso? É isso que me espanta!!! Porque meninas e meninos malcriadões sempre houve e há-de haver! E, a propósito, também já passei pelo ensino…
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não sou o Rodrigo mas,
http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/273068
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http://www.youtube.com/watch?v=X535q0Er9Qg mais um bom exemplo da boa educação democratica e socialista de abril.
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A herança de Sócrates
Numa tentativa clara de desvalorização do lamentável acontecimento ocorrido na Escola Secundária de Carolina Michaelis, no Porto, que foi amplamente noticiado pelas televisões e pelos jornais mas está longe de ser um caso isolado — basta pesquisarmos no You Tube e contaremos por dezenas os vídeos sobre casos de indisciplina e violência nas salas de aula e noutros espaços das nossas escolas — o senhor Primeiro-Ministro e a Ministra da Tutela remetem-se ao silêncio e resguardam-se atrás do secretário de Estado da Educação.
E o que faz Valter Lemos? Tenta sacudir a água do capote afirmando, sem qualquer pudor, a maior das mentiras: que “o Governo, ao fazer aprovar o novo Estatuto do Aluno, deu às escolas um instrumento para reforçar a autoridade dos professores” e combater os casos de violência escolar! “Esquece” o senhor secretário de Estado que todos sabemos (ele também) que o que o Ministério da Educação fez foi desautorizar e humilhar a classe docente, que se vê, cada vez mais, impotente e desprotegida para conter o mau comportamento dos alunos e, o que é mais grave, para defender a sua integridade física e moral das agressões não apenas de alunos mas, pior ainda, de pessoas que, de pais e encarregados de educação, apenas têm o nome.
Bem pode o Governo tentar, irresponsavelmente, varrer o lixo para baixo do tapete que não vai consegui-lo. É lixo a mais!
O que é já claro é que esta política educativa, assente numa sanha reformista que privilegia o número em vez da pessoa, a estatística em vez da realidade, o produto em vez do processo, não vai dar certo. Pelo contrário, causará danos de tal monta e de tal forma irreversíveis na actual geração jovem que minarão os alicerces da nossa futura sociedade.
Esta é uma das mais graves heranças que Sócrates nos vai legar. Maldito seja, por isso!
Resistir é preciso
Cantigas do Maio
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Outro dos problemas é a descaracterização das escolas, um sistema de ensino eficiente é aquele onde existem escolas secundárias liceais, artísticas, tecnológicas e profissionais, ou seja escolas especializadas. Em Portugal optou-se, para desgraça de muitas escolas públicas, entre as quais o Carolina Michaelis, pela escola unificada e integrada que não consegue responder a multiplicidade de públicos que a frequentam.
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De facto está falar “à treinador de bancada”.
Como próprio Daniel refere na sua posta, a profissão de professor é muito exigente, e muito desgastante psicologicamente. Ela envolve centenas de decisões por dia, bem como centenas de ocorrencias.
O que vi no vídeo, foi uma má decisão da minha colega. Não que o acto de tirar o telemovel, por si só, tenha algo de errado, porque como se sabe, o uso de telemoveis é proibido por lei nas salas de aula. Ponto final. O erro foi entrar na briga. O que se deveu provavelmente a um desgaste psicologico. Nada mais que isso. A partir do que vi, não consigo inferir mais nada. Ja o Daniel opina e faz juizos de valor sobre a preparação ou não da referida professora. Onde o Daniel vê má preparação, eu apenas consigo ver uma má decisão, de entre muitas q têm de ser tomadas ao mesmo tempo.
Ontem quando vi o vídeo, pensei nisso mesmo: os comentarores de bancada do costume vão por a culpa na professora, porque não soube lidar com a energumena da aluna. Mais uma vez e invariavelmente a culpa é dos professores.
A cena em si é o dia-a-dia nas escolas. Quem diz o contrário mente. Há turmas impossiveis, e nas quais pouco ou nada se ensina. É muito facil dizer que “a autoridade ganha-se”, para dizer que a professora não agiu bem, mas a verdade é que a esmagadora maioria dos professores ja viu cenas destas e já tomou más decisões como esta do telemovel. Se isso faz de nós impreparados, vão arranjando outros 140 mil.
Aproveito o meu comentário para referir que o maior problema do sistema educativo portugues, é este mesmo: a indisciplina. Mas é um problema que oficialemente não existe. Como não faz parte da verdade oficial, muitos professores escodem-no e a pior coisa que se pode fazer à indisplina na escola é torna-la clandestina.
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Ao cumprirem, como diz, deverem fazer o seu dever estão sujeitos à censura pública:
Da Escola e eventualmente tutela a quem trazem problemas.
Dos Encarregados de Educação que era o que faltava esta…
Dos comentadores e bloguers que por 2 minutos de vídeo os chamam de impreparados ou sem vocação.
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Daniel:
Basta ver como a professora (a adulta e a profissional que tem de garantir o normal funcionamento das aulas) lida com o problema para perceber que estamos perante alguém sem preparação para cumprir as suas funções.
Como disse? Que foi que disse?
Alguma vez deu aulas? Conhece realmente as escolas de hoje? Sabe que coisas semelhantes a esta são o dia a dia de uma escola? Sabe o que é resistir manhãs e tardes inteiras a cenas parecidas com esta?
Tenha paciência mas informe-se e não faça afirmações que só lhe ficam mal.
Cumprimentos.
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A notícia que, faz hoje 4 meses, nos dava conta da “Minimização” que atrás referi, pode ser vista em:
http://sorumbatico.blogspot.com/2008/03/minimizadora.html
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A autoridade ganha-se pela acção. A atitude dos professores nos últimos tempos, raiando a “luta polítco-partidária” contribui para o seu desprestígio. A Escola Pública merece os melhores.
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Caro Daniel,
O erro profissional da docente que vimos no video é proporcional ao erro profissional do jornalista deste poste, muito embora tenha feito mea culpa. Postar identificando as pessoas não é só um crime punido pela lei como demonstra insensibilidade humana imprópria de um jornalista profissional.
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Daniel,
sou professora de línguas, tal como a colega agredida no malfadado vídeo e, tal como ela, estive fora desta escola secundária mais de 10 anos, apesar de ter continuado SEMPRE a dar aulas no ensino superior e a trabalhar na formação de professores. Sou licenciada e mestre em Didáctica e este ano voltei à escola secundária onde tive muito bons anos de experiências de docência altamente gratificante. Dar aulas foi sempre um prazer e um grande desafio para mim. Acreditei sempre na escola como instituição democrática de formação de cidadãos livres e nem as medidas desta ministra da educação diminuiram a minha motivação para uma profissão que me orgulhava de ter abraçado há 30 anos.
Hoje na escola estou profundamente decepcionada e triste com o que vejo. Não reconheço a escola como espaço de aprendizagem mas de libertinagem, facilitismo, falta de rigor e infelicidade profunda para a maioria dos professores sérios que ainda temos por aí, como os de antigamente de que tanto se fala…
Este episódio com a minha colega não pode servir para mais uma vez sacrificarem a professora que, segundo me parece, deve ser uma profissional altamente qualificada, penso que será uma Professora Titular, como eu, e que como eu não pode entender o que se fez a esta escola onde imberbes estudantes se dão ao desplante de tratar por tu a professora, de a agredir em confronto total e aberto com o resto da turma a gozar o pratinho com comentários grotescos, bem demonstartivos da qualidade de grande parte dos jovens com quem trabalhamos hoje em dia! Não dá para acreditar no que se diz, um pouco por toda a parte, incluindo o Daniel, sobre a responsabildade da professora no episódio e sobre o julgamento absolutamente leviano da qualidade da docente… O que sabem todos estes senhores de ensino em Portugal em 2008? Farão ideia o que é estar 90m com jovens, como os que vemos no vídeo da agressão? Ser professor hoje em dia não é um desafio, é um acto de loucura e de coragem que não recomendo a ninguém! Não acreditam? Venham ver! Tenho a certeza que mudarão de opinião, tal como eu mudei amargamente, duramente, à minha custa, depois de 7 meses de uma profunda tristeza que partilho aqui com quem é professor AINDA!
CB
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http://www.youtube.com/watch?v=W9mU22TOLfs
D. Lurdes no seu melhor.
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No meu tempo de secundário também nunca vi estaladas (mas também já foi pós-25/4) e nas turmas em que andei, também nunca foi preciso.
Na 4ª classe, levava bolos todos os dias (todos) porque tinha a “letra” feia. E não era a professora que os dava; eram os colegas com “letra” bonita com os quais brincávamos de seguida no recreio.
Foi neste BENDITO clima de violência física e psicológica que eu e dezenas de milhar de pessoas foram educados. (claro que todos demos ou para delinquentes ou traumatizados).
Enfim.
Faltas de educação não havia (ponto).
O professor era uma coisa, os alunos outra (ponto).
Hoje é tudo igual: os professores são … facilitadores, os pais são amigalhaços; autoridade não existe; aliás, premeia-se a contestação da autoridade.
Já alguém disse: isto pode melhorar, mas ainda vai piorar muito.
O idealismo adolescente do Daniel desculpa-se.
PS: Fiz a primária entre 1972 e 1975; a partir daí é só fazer contas.
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1)A escola serve para dar formação.
2)A educação vem de casa.
A fonte do problema é evidente: Existem pais que nunca o deviam ter sido.
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(sou professor)
Já imaginou a piada que muitos palermas veriam na seguinte situação:
ia você por um beco escuro… alguém lhe crava uma picareta na testa, que a tem enorme, a testa.
erro seu que não devia andar por becos escuros.
veja se entende: isso é óbvio mas não é sobre isso que no momento nos deviamos pronunciar.
percebeu?
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É assim mesmo Daniel,a prof devia era ser expulsa e a menina louvada ,até porque é um sinal dos tempos,não é?A prof para a rua e JÁ! Por
acaso o SR escreve num jornal onde no passado dia 15 foi um autentico martelar contra os profs!
Era o Miguelito o Madrinha enfim todos…Vai ser lindo ler esse “pasquim”,ops,jornal de referencia…
depois do que todo o Portugal viu!Vamos vêr
o que diz a Ministra e vai ser giro compara-la com o que o SR escreve aqui.Cincidências…
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Daniel:
Há alguma razão no seu comentário. Eu tb sou prof. e considero q existiu alguma inépcia no tratamento do caso. A questão é q a autoridade não se aprende. Tem-se…ou não. E os garotos sentem-na. Isto não desculpa, naturalmente, a má educação da jovem, que deve ser penalizada, sem dramatismos. Considero q o ME tem culpas no degradar da autoridade dos prof… q é um processo lento…Sabe, hoje não se é prof apenas por vocação…isso também conta. E muito.
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Ó Daniel Oliveira não conhece os contextos e falas com um pouco de catédra a mais;”um professor não discute sequer com o aluno”, para dizer que a professora não terá vocação par ao ensino( Ó Daniel tens aí a verdade no bolso); eh pá este episódio são fracções de segundos surpreendentes em que a aluna começa a improvisar e que quantos de nós teríamos discernimento para reagir racionalmente em fracções de segundos? Repara bem ó Daniel o tempo de efeito surpresa da aberrante comportamento da personagem de BD que a aluna parecia ao professor ter consciencia que estava num filme ; não é assim tão fácil tomar o verdadeiro sentido da situação; ó Daniel Oliveira esqueceu-se de ser perfeito por não tapar as caras no Video que pôs aqui no Blog mas diz logo da professora em juizo final não tem vocação; não é pouco excessivo Ó Daniel Oliveira?; o Daniel Oliveira teve muito mais tempo para pensar racionalmente e não por a cara nas pessoas aqui no Blog e mesmo assim falhou neste pormenor será só mesmo uma questão de “uns têm e outros não” fica a pergunta Daniel Oliveira?
“Tendo em conta que o vídeo que aqui estava (o episódio da aluna do Porto com a professora) já foi sobejamente visto e que me é tecnicamente impossível tapar as caras das intervenientes, resolvi retira-lo. Um vídeo que, na realidade, não deveria ter postado sem poder esconder a identidade das visadas. Uma questão que estupidamente negligenciei e que, só depois de pensar no assunto, me apercebi da gravidade. Mais vale tarde que nunca.”
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Ainda não entendi, no meio destes comentários todos, se precisamos de professores. Há a inevitabilidade da educação em casa para o qual não há remédio e, consequentemente, não vale a pena pagar a professores, mais vale pagar aos pais. Esta foi a defesa dos professores que li aqui e a conclusão é que deveriam ser todos dispensados. Certo?
Agora, admitindo que vale a pena ter uma escola pública, Daniel, estás certo da professora ter os mecanismos que permitam lidar com a situação? A rapariga levanta-se a ela com uma naturalidade que seria impensável no meu tempo e eu andei em sítios “lindos”. Há aqui uma demonstração de poder nas imagens que não podes negar e que corresponde àquilo que os professores vêm afirmando como “direitos a mais”.
[Responder]
o meu comentário em
http://eusouogatomaltes.blogspot.com/2008/03/indisciplina-na-escola-e-comportamentos.html
Cumprimentos
JC
[Responder]
l. R., aprenda a ler os textos que comenta, não faça apenas de boqueiro no meio da maralha.
[Responder]
Tonibler: há aspectos da educação em que os pais funcionam melhor do que as escola (ensinar a respeitar os adultos, por exemplo), e há aspectos da educação em que a escola funciona melhor do que os pais (por exemplo ensinar conteúdos específicos e treinar o pensamento racional). Não lhe parece razoável dividir tarefas de acordo com o que cada um faz melhor?
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Se permite a impudência, acho que o sr. Daniel Oliveira deve estar sob o efeito de qualquer substância obnubiladora dos sentidos.
Ao seu texto, só o justificam duas coisas: ou não viu o vídeo (hipótese que não me parece totalmente improvável) ou não pensou antes de escrever (conclusão que terá que ser retirada depois deste meu pequeno comentário.)
Primeiro, a impreparação da professora. Não é nova, a professora. Suspeito que terá no lombo muitos e muitos anos de ensino. Aliás, os bons dos alunos esclarecem-nos acerca disso com frases eufemísticas como “a velha vai cair” e a “c… da velha”. Por aqui se vê que a sua teoria da impreparação/vocação cheira a ranço, ou melhor dizendo não tem ponta por onde se lhe pegue.
Segundo aspecto, a professora está visivel e legitimamente com medo dos alunos, que se levantam em matilha, naquilo que é obviamente uma atitute de desafio por parte do grupo. A guerra da professora com o telemóvel só existe porque não quer perder a autoridade. Se por preparação o DO refere ter porte de arma ou saber artes marciais, então ainda posso estar de acordo consigo. Se refere um qualquer método pedagógico, então só mostra que não sabe do que fala.
Terceiro. As reacções, surpreendentemente suaves de alguns professores que aqui postaram os seus comentários só mostram até que ponto estas situações são, infelizmente, rotineiras nas secundárias deste país.
Uma questão muito simples que o sr. Daniel parece esquecer: se um jornalista for agredido, não necessita da polícia para o proteger? Se um político for agredido, não necessita de alguém para o proteger? Por que razão quando um professor é agredido, a culpa é dele? Por que razão há-de fazer parte das funções de professor ensinar e ser polícia em simultâneo?
Quarto. A esquerda (alguma esquerda) tem uma tendência negativa de colocar culpas nas chamadas falhas do sistema. Famílias disfuncionais, etc. O Daniel elenca alguns desses factores. Não vejo meninos pobres a agradirem uma professora. meninos que levam para a saula de aula câmaras de vídeo, não podem ser assim tão pobrezinhos. Por isso so much para a teoria dos meios sociais desfavorezidos.
Os aluno chegaram a um nível que só uma escola completamente premissível podia produzir. Veja o vídeo, Daniel. Veja quantas vezes for preciso, e depois escreva novo texto com conclusões mais aceitáveis.
É um escândalo, este vídeo. Só tenho pena que as reacções dos professores sejam tão, como hei-de dizer…envergonhadas.
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Tem razão Minhto, no “seu tempo” os miúdos e miúdas não andavam à pancada.
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Ali e outros: eu não acusei a ministra de nada.
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«A sua análise é um profundo desrespeito à professora agredida e humilhada. Transformou uma vítima de violência numa incompetente, acabando assim por desculpabilizar a agressora. Fez-me lembrar os que acham que uma mulher espancada pelo marido só pode ser a culpada do sucedido_ certamente por análoga inaptidão para o papel que assume.»
Nem me dou ao trabalho de responder, tal a desonestidade intelectual deste comentário que confunde ser mulher com uma profissão, homens com adolescentes, a casa com a sala de aulas. Parecendo ser muito avançado, é das coisas mais machistas que já li.
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Julgo que, a professora já tinha tirado o telemóvel e mandou a aluna sentar-se. Depois a aluna parte para o confronto físico na tentativa de retirar o telemóvel da mão da professora. A professora nunca conseguiu sair da sal. Não acho que a culpa seja da má preparação da professora. A aluna é que desrespeitou a Professora e quem está mal formada é a aluna.
Também já fui estudante e nunca no meu tempo um aluno mesmo que sentisse que estava a ser objecto de uma injustiça, partia para o confronto com um professor.
Também tenho um filho na escola pública e não lhe admito qualquer tipo de desautorização a qualquer professor, mesmo que ele ache que tem razão.
Nas escolas a falta de autoridade do professor é comum, assim como a entrada de EE pela escola entrando na sala de aulas a pedir justificações ao professor, e neste caso por causa de um telemóvel que tinha desaparecido.
Enquanto andarmos com paninhos quentes a tentar livrar a menina da sua má educação e livrar os País e a sociedade da má educação que não só dão aos filhos como também a má educação que possuem, não iremos a lado nenhum.
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Este caso parece-me confuso e pouco explicado.
Gostaria de perceber a razao pela qual a professora nao apresentou um processo disciplinar;nao so contra a aluna em questao,mas em relaçao a toda a turma que lhe faltou obviamente ao respeito.
Em relaçao a telemoveis serem retirados aos alunos nao estou absolutamente de acordo com tal medida.
Esse aparelhos existem para que haja comunicaçao entre familiares e sao imprescindiveis para contactos em casos de urgencia.
Agora e claro que devem ser usados com o compromisso de nao serem objecto de discordias ou maus comportamentos.Administrar comportamentos em relaçao a essa questao e a todas as outras
( dentro das escolas ) pertence aos directores das mesmas e aos seus professores e que devem impor comportamentos dentro das suas aulas e para isso tem que ter autoridade e conhecer bem os alunos que tem a seu cargo.
Nao se admite por exemplo que se recorra a velha medida das escolas da outra senhora em que os inocentes eram punidos do mesmo modo que os culpados porque ai nao existia autoridade existia sim chantagem e uma profunda injustiça.
Por fim em relaçao ao que foi dito.
Um professor dentro de uma sala de aula tem que ter meios para impor respeito .
E tem concerteza esses meios.
Se um aluno lhe falta ao respeito ( ou a turma) deve ser imediatamente instado a abandonar a aula com subsequente falta disciplinar.
Se o aluno a isso se recusar o professor deve chamar imediatamente um dos empregados e por fim imediato a aula.
Parece-me simples e exequivel.
Por tudo isto nao compreendo estes subitos casos de indisciplinas e violencias.
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Em relação ao Nuno castro só discordo de uma parte: tenho alunos chamados “pobres”, com o escalão em que nem pagam nada na escola, que fazem uso, abuso e demonstração de uso de telemóvel de última geração. Os pais até são “trolhas” e da construção covil e outros empregados de bares e afins. Podem não ter livros e material escolar como rendimentos – IRS-, mas não falha a play station e o telemóvel.
Quanto à esquerda ser disto responsável também discordo, sou de esquerda e julgo que estes motivos não são desculpáveis no desrespeito pelo professor.
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Em mais um episódio grotesco numa escola portuguesa, duas coisas a apontar:
- a lacidez com que os pais, hoje em dia educam os filhos, transferindo essa tarefa para o âmbito das escolas, torna-se um fenómeno preocupante. Rebeldia é algo que atravessa todos os adolescentes, faz parte do seu próprio crescimento. Agora o que assistimos aqui não é rebeldia, mas sim a mais pura e aberrante falta de educação e princípios. E isto é culpa dos pais.
- a atitude da professora, ao entrar no confronto directo com a aluna, demonstra acima de tudo uma falta de maturidade e uma dose de irresponsabilidade impressionantes. A figura do professor numa sala de aula é central, agregadora do poder e da condução da aula. Nas salas de aula existem regras, uma das quais é relativa ao uso de telemóveis. E existem sanções para quando se violam estas regras. E creio que nenhuma das sanções passe por andar a lutar com uma aluna pela posse do telemóvel (pura e simplesmente colocava a aluna no olho da rua). Descer ao nível da aluna representa uma perda de poder perante toda a turma e em nada dignifica a classe dos professores;
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Caro Daniel Oliveira eu tenho 25 anos portanto fui educado neste sistema onde era e é a lei primária do mais forte que impera, o estado através dos “auxiliares da acção educativa” ( caciquismo) não quer saber do que se passa no interior do recinto escolar e pobres de alguns professores que tentam pois são vistos como párias que alteram o status quo do não fazer nada e apenas receber o ordenado, o caso do bulling é recorrente e as vitimas são os mais novos, os caloiros, que coitados têm que ter a sorte de ter um irmão mais velho ou um primo para se safar da praxe (porrada todo o dia) no meu caso não tinha e fui vitima no inicio como todos mas dado que fui ganhando cabedal até pq jogava rugby a talonador (pretendo voltar para o ano) e meti-me nas artes marciais, ai de quem se mete-se comigo! Mas aproveitei para proteger quem não tinha hipotese no sistema. No meu ciclo por exemplo era usual andar aos tiros de pressão de ar dentro da escola e no secundário até
uma bomba da guerra colonial foi colocada. Quando oiço gente insuspeita de ser saudosista do anterior regime a relatar como era no seu tempo eu posso fazer um juizo de como isto anda.
[Responder]
José L. Sarmento,
É irrelevante aquilo que eu acho. Aquilo que eu sei é que eu pago uma escola pública para que filhos de pais ricos e pobres, eucados e labregos levem a melhor educação possível. Aliás, eu não pago aos pais para eucar os filhos, pago aos professores para educar cidadãos menores, independente da proveniência social destes.
Os vendedores têm clientes que não querem comprar, os escritores têm leitores que não querem ler, as cabeleireiras têm clientes carecas, todos nós temos dificuldades na nossa profissão que não controlamos mas que temos que ultrapassar. Os meninos chegam mal educados à sala de aula? E???….Porventura os professores achariam que a sua profissão se reduziria a debitar o seu frágil conhecimento, que nem exames sem erros conseguem produzir?
[Responder]
Sinceramente, sinto-me revoltado que se julgue a actuação da professora através de um filme de dois minutos, feito com o único propósito de enxovalhar, humilhar e denegrir a sua pessoa. Não é por acaso que o filme foi parar à net.
Se se conhecesse todo o historial da relação daquela turma com a docente, se, por hipótese académica, se possuisse o filme de todas as aulas desde o início do ano, então sim, poderiamos tirar conclusões. Assim não. Por isso, disse e volto a dizer que, avaliar a docente através do vídeo é jogar o jogo preverso e doentio encenado por aquela turma. Pessoalmente, vejo a tentativa de retirar o telemóvel à aluna como um acto quase de desespero, como de alguém acoçado, que não quer perder o pouco que lhe resta de auto-estima e amor-próprio perante aqueles alunos. E isso acontece, certamente, num contexto, de uma longa história de assédio e violência psicológicos, muito provavelmente desde o início do ano. E o que faz o Daniel Oliveira perante isto? Permite-se julgar a docente, concretizando através das suas palavras, o objectivo do realizador e actores do filme. Permita-me a sinceridade: acho a sua atitude bastante irresponsável.
[Responder]
Ok, escusam de me dizer que devo ser internado no mesmo sitio onde querem mandar o Daniel e a Marini. Parecem-me excelente companhia neste caso. E como ando a tomar as pastilhas erradas, só pode ser, estou quase 100% por cento de acordo com ele. Não estou quando ele julga sobre a vocação da professora. Mas isso ele até já foi corrigindo. E também não concordo que a única atitude ilegítima tenha sido a da aluna. Foi ilegitima na utilização que fez do telemóvel, claro. Mas disso não sei nada, como aliás, grande parte dos comentadores, creio. Até porque parece que não é importante. Ora é. Quando na sala estão ligados outros telemóveis é importante saber o que aconteceu. Sabemos lá até se o da professora não estaria ligado também. E se não o estivesse nesta, sabemos lá se em muitas outras os professores desligam o telemóvel! É que as normas aprendem-se pelo dispositivo normativo e pela aplicação e uso que se faz dela. Quem não tem um amigo professor a quem já telefonou e ouviu de resposta um “-É pá, agora não posso que estou numa aula!”. Ilegítima também a atitude da professora. Com os diabos, se é àquele triste papel a que a escola reserva os seus protagonistas professores, desistamos dela, já. Concordo com a Marini, claro. E não me ameacem com o internamento. Eu já estou indo…
[Responder]
«Aquilo que eu sei é que eu pago uma escola pública para que filhos de pais ricos e pobres, educados e labregos levem a melhor educação possível.»
Olhe, Tonibler, se é isto que você paga, lamento dizer-lhe, mas está-se a deixar vigarizar. Está a ser otário. Está a pagar por uma coisa que não existe nem pode existir a não ser nas mentes delirantes dos cientistas da educação.
Ficaria muito mais bem servido, e empregaria muito melhor o seu dinheiro, pagando por uma escola que se concentrasse no seu «core business», que é ensinar.
Quanto aos paizinhos, é verdade que que não lhes paga para educarem os filhos:«paga-lhes» porque eles não os educam, do mesmo modo que «paga» a qualquer vândalo que suje um jardim público que os nossos impostos ajudam a limpar. Também por essa via está a ser roubado.
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Sr. tonibler.
Eu ensino, a educação é com os Pais. Haja paciência e honradez. Educar é um assunto ensinar é outro.
Os País que eduquem e deixem o ensino aos professores.
Quanto aos erros, até no privado há erros de todo o tamanho, veja só as insuspeitas empresas bancárias americana e os seus processos de avaliação de mercado , deram numa crise de todo o tamanho que todos iremos pagar.
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O Tonibler levanta aqui um ponto importante: para que servem os nossos impostos?
Eu pago os meus impostos para ter, entre muitas outras coisas, jardins públicos bem arranjados e escolas que ensinem bem. Um vândalo que danifique um jardim público está, obviamente, a roubar o meu dinheiro. Do mesmo modo está a roubar o meu dinheiro um aluno disruptivo que impeça a escola de ensinar, ou os pais desse aluno se não o educarem para estar na escola.
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Em tempos, quando apareceram, em Lisboa, as motos-aspiradoras de caca de cão, houve um leitor que escreveu para o Público dizendo que esperava que o seu custo fosse comparticipado pelas multas que a lei prevê que sejam aplicadas aos donos dos cães que defecam nos passeios.
Ora, no dia seguinte, na mesma coluna, um outro cidadão indignava-se contra a pretensão do leitor da véspera, dizendo que pagava impostos para que o seu cão pudesse cagar as ruas à-vontade – e, pelos termos que empregava, dizia-o a sério.
Lembrei-me disso ao ler a opinião aqui expressa segundo a qual os professores são pagos para educar as criancinhas que vêm de casa “formatadas em grunhos” (certamente entendendo por “educar” outras funções do professor para além de ensinar a matéria – como explicar que não se deve fazer chi-chi na sala de aula, cuspir na sopa ou bater na avó)…
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“Cada um deve desempenhar bem as suas funções.”
e quais são as suas funções, daniel oliveira? dar bitaites. é tão fácil, não é?
tal como fez com o vídeo, deveria rever também o seu post.
porque estar a branquear o comportamento da aluna, por incapacidade da professora, da ministra (já cá faltava) ou do sistema, é uma estupidez irreflectida: é o mesmo que branquear o crime por incompetência da polícia.
não há nada que possa jogar a favor desta aluna e daquela turma. nada. mesmo dando de barato o reconhecimento da incapacidade da professora, a incompetência da ministra e o mau funcionamento do sistema. porque pura e simplesmente aquele comportamento é inaceitável.
tenho, por isso, de lhe dizer que são pessoas que pensam como você, os principais responsáveis pela constante perda de autoridade dos professores nas escolas.
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“tenho alunos chamados “pobres”, com o escalão em que nem pagam nada na escola, que fazem uso, abuso e demonstração de uso de telemóvel de última geração. Os pais até são “trolhas” e da construção covil e outros empregados de bares e afins. Podem não ter livros e material escolar como rendimentos – IRS-, mas não falha a play station e o telemóvel.”
Bom
dispor desta maneira as diferenças entre alunos pobres e alunos ricos paraece-me no minimo abusivo.
Os chamados alunos pobres tem tanto direito a ter um telemovel ou uma playstation como todos os outros.Para alem disso conheci e conheço muitissimos alunos vindos de familias ditas com mais posses que tem tido ao longo das suas vidas estudantis os mesmissimos apoios para livros e material escolar senhas de almoço etc.
A diferenças nos apoios passam apenas pelos rendimentos dos respectivos agregados familiares
E depois o que e isso de fazer crer que sao apenas os chamados alunos pobres os que trazem problemas para as escolas??
Conheci e conheço muitissimos alunos das chamadas “classes + altas” que sao mal educados e arrogantes.
Se vamos começar a fazer distinçoes dessa natureza
entao mais valia estarmos todos muito quietinhos a ver a banda passar.
Alunos mal comportadodos existem em todas as classes sociais.Para alem disso nem e verdade que os alunos que tem apoios para materiais escolares e afins nao tenham que pagar para continuar os seus estudos.Esses valores sao atribuidos segundo rendimentos.Nao excluem alunos de nenhuma classe a nao ser os que tem pais com rendimentos tao altos que nao justificam a necessidade de apoios mas mesmo esses tem direito a abonos de famila o que e perfeitamente justo.
Quanto aos direitos que TODOS os jovens de Portugal merecem para se tornarem melhores estudantes e cidadaos deveriam ser mais e melhores.
Porque TODOS somos iguais
Tanto os pobres como os ricos.
E fazer distinçoes entre meios e profissoes e de uma enorme falta de respeito.
Melhores escolas e melhores professores darao concerteza melhores alunos.
Os jovens praticam o que veem os outros mais velhos praticar.Mais consideraçao e respeito nas praticas trarao concerteza mais consideraçao e respeito tanto as vidas privadas como a vida nas escolas.Declaraçoes como essa nao me parece que tragam nem uma coisa nem outra a lugar nenhum.
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A edição portuguesa do livro «Civilidade Pueril», que Erasmo escreveu há uns bons 5 séculos, custa apenas €5,49 e devia constar em qualquer biblioteca digna desse nome – mesmo “mini”.
Nela, e como o próprio título indica, se referem as bases de uma educação infantil e juvenil considerada adequada para os padrões da época.
Ora o espantoso é que, passados tantos anos, a grande maioria daquilo a que chamamos “normas de convivência” ou de “boa educação” ainda estão actuais.
São coisas tão simples como «não cuspir para o chão», «não mastigar com a boca aberta», «não rapar o molho da travessa», «não fazer as necessidades em público»… etc.
A única falha a apontar à obra é a falta de um capítulo sobre o uso de telemóveis nas salas de aula…
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Mariana, você nasceu em 84 e já diz “no meu tempo”. Bolas!
Pois eu nasci em 1969 e no meu tempo professores darem estalos nos alunos era já coisa muitíssimo rara. Para dizer a a verdade, nunca vi.
criticar a escolha da expressão “no meu tempo” (de escolaridade obrigatória, não parece óbvio?) é uma maneira rasteirinha de fugir à questão. quando andei na escola – primária – no centro do porto, escola pública, a professora tinha autorização dos pais para nos dar duas lapadas se merecessemos. contam-se pelos dedos as ocasiões em que tal aconteceu, sabe por quê? porque nós, miúdos, sabíamos. diz-se que não se pode confundir respeito com medinho da autoridade: explique isso a crianças que têm tudo o que querem e fazem o que lhes apetece e nunca tiveram uns pais que lhes dissessem não. se preciso fosse, e para acabar com a histeria, um par de estalos é fundamental. não quero saber de pedagogias da treta: aquela miúda estava a ter um ataque de histeria.úma lambada nas trombas era medicinal!
mais: tive por vezes professores que nos tiraram telemóveis e os punham em cima da secretária. aconteceu-me no secundário, numca escola também problemática do centro do porto. NUNCA ninguém OUSOU sequer ter tamanho ataque de parvoíce.
não me venha criticar por dizer “no meu tempo”, porque é com muita alegria e alívio que posso respirar fundo e dizer “ao menos, escapei a esta geração morangos”.
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ih, ó maria! claro que os meninos que recebem os sase têm direito a playstations e telemóveis de última geração! não têm é o direito a subsídios para os gastar em tretas em vez de livros!
essa da peninha dos pobrezinhos é boa! tinha colegas que nem os livros necessários tinham, mas brutos telemóveis, roupas e coisas que tal! andavam o ano inteiro sem livros porque não chegavam às livrarias com as quais a escola tinha acordos, mas compravam futilidades! fale-me dos pobrezinhos coitadinhos e eu falo da falta de dignidade e vergonha na cara de 90% deles!
quanto aos meninos ricos que também são mal criados, parece-me tão redundante que nem vale a pena comentar. mas sabe o engraçado? a maioria dos rufiazinhos com pasta lá da escola tinham excesso de mimo e falta de duas coisas: autoridade e presença dos pais. se calhar, nisto ricos e pobres estão em pé de igualdade: em qualquer família os pais se deixam substituir por playstations e telelmóveis.
mas e agora, o que resta à escola fazer? tornar os professores pais adoptivos desta crescente população de órfãos educacionais? ou simplesmente mostrar aos meninos que “temos pena, há quem esteja pior, põe a cabeça nos ombros e aprende, senão chumbas?”
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Ora ai esta um belo exemplar para todas as Bibliotecas Escolares.
E se fosse possivel indicar esse livro a alunos digamos; nas aulas de Portugues por exemplo, ou por exemplo nas aulas de substituiçao que agora abundam talvez fosse um excelente meio para a introduçao de muita coisinha boa nas escolas e nas vidas das pessoas.
Talvez se evitassem no futuro estes episodios de violencia nas escolas e ja agora tambem essa cena repugnante em que os “machos”
( na maioria machos) portugueses continuam a insistir . A invitavel cuspidela para o asfalto a denunciar tanta e tao ma cultura a unir tantas e tao diferentes classes e empregos.
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Caro Daniel,
Diga então, se não se importa, como deveria ter sido a postura da professora para resolver a situação, conduzindo-a a outro final.
Assim, com toda a certeza conseguirá alguém convence-lo de que também não resultaria.
Uma reacção como a que vimos pode não ser a melhor mas para algumas situações não existem soluções, pois não se tem os ovos para fazer as omeletes, ou antes, não se tem as “armas” para travar as “guerras ” (e olhe que eu não estou a falar de estaladas e afins).
Esta professora com cerca de 60 anos de idade e longos anos de serviço deve ter passado por inúmeras situações destas. Já terá tentado outro tipo de abordagem e terá verificado que, com as “armas” que a Lei lhe permite utilizar, nada resulta, para prejuizo individual do aluno e da própria, e colectivo da sociedade.
Depois de todas as tentativas frustradas (ao longo de mais de 30 anos de profissão), do assistir impotentemente às sucessivas, atropeladoras e ridículas reformas e de ser enxovalhada pelos seus culpados “patrões” (que manobram e arrastam a opinião pública), é natural que não tenha, agora, a melhor atitude. Se bem que eu esperarei pela sua solução prática e específica para este caso…
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Sintomático do estado de degradação a que isto chegou é o facto de encontrarmos aqui, nestes comentários (supostamente de gente adulta…), quem tenha o despudor de culpar a professora e defender a aluna.
Pobre país!
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“essa da peninha dos pobrezinhos é boa! tinha colegas que nem os livros necessários tinham, mas brutos telemóveis, roupas e coisas que tal! andavam o ano inteiro sem livros porque não chegavam às livrarias com as quais a escola tinha acordos, mas compravam futilidades! fale-me dos pobrezinhos coitadinhos e eu falo da falta de dignidade e vergonha na cara de 90% deles!”
Pois “ta bem”
Falta de dignidade e?
Quer voce dizer que so os “pobezinhos” e que devem ter dignidade?
E o que devem ter os “riquinhos” entao?
A esse a vergonha e a dignidade ja nao fazem falta porque je vem no sangue e ??
Deixe-se disso.
Sao exactamente esse tipo de depoimentos que exercitam as diferenças abissais entre ricos e pobres dentro das escolas com todo o mal que isso acarreta a toda a nossa sociedade.
Quer -me parecer pelas garras que alguns mostram
contra aqueles a quem chamam pobrezinhos que estavam muito habituados aos tempos em que aos pobres, so lhes cabia tornarem-se escravos da prepotencia e do descaro dos que achavam que tinham mais poder fosse em forma de dinheiro fosse sob qualquer outra forma.
Se a si lhe parece que a arrogancia e a prepotencia de alguns meninos ricos e redundante e pena porque tais realidades existem e sao indesculpaveis.
Ja disse neste blog e em muitos outros lugares
e repito que pais e professores , muito embora tenham que trabalhar em conjunto e muito embora se assemelhe em muitos pontos o trabalho que tem a fazer com os jovens que tem a seu cargo tem missoes difrentes.
Cabe aos pais –a TODOS os pais de TODAS as classes sociasi- cuidar e educar e preparar os seus filhos para uma vida saudavel e COMUM em sociedade.
Cabe aos professores -a TODOS os professores saber ter a posiçao adequada a TODAS as situaçoes de que tem obviamente que cuidar dentro das suas aulas e nas escolas onde trabalham.
Nao desculpo nenhum tipo de ma educaçao a nenhum aluno , mas acho qiue e indesculpavel que se atribua a falta de preparo e educaçao apenas a alunos que por uma razao ou por outra estao mais desprotegidos.
E continuar a usar esse tipo de argumento em que se separam os jovens por classes ditas “bem” e clases ditas “mas ” e pura e simplesmente vergonhoso e quem o faz faz mal e demonstra total falta de autoridade e respeito nao apenas pelos que procuram atingir com esses argumentos de um fedor insuportavel, mas toda a sociedade portuguesa que se quer mais limpa e mais justa.
Quanto as “futilidades ” que os pobrezinhos compram serao concerteza muito inferiores aquelas que preenchem o dia a dia dos que tem mais dinheiro mais proteçao e mais poder e desses nunca ou quase nunca se fala. Sao como voce diz–redundantes.
Redundantes ó minha senhora,
sao os comentarios onde se le apenas a vontade de dividir o pais em duas fatias.A dor ricos imensa e inatacaval sempre existindo os que dao uma maozinha para que tude fique na mesma mao e a dos pobres que desde o começo do mundo lutam por uma vida melhor tendo sempre pela frente os que acham que aquilo a que ambicionam e demais e imerecido.
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ih, ó maria! claro que os meninos que recebem os sase têm direito a playstations e telemóveis de última geração! não têm é o direito a subsídios para os gastar em tretas em vez de livros!
Nao deve saber que os apoios prestados pelo sase nao podem ser gastos em tretas como diz.
E nao pode pura e simplemente porque todo o dinheiro atribuido a todos os alunos e passado a recibos e verificado cuidadosamente por TODOS os funcionarios que tenham essa missao.
Portanto todo o apoio prestado tem necessariamente que ter prova seja o atribuido para livros e demais material escolar seja aquele que e destinado a alimentaçao.
Nao e pois possivel a ninguem , nem aos pais nem aos alunos que tenham essa forma de apoio gastar esse dinheiro noutra coisa que nao seja aquilo para que foi destinado.
Logo cara senhor a sua intervençao acerca dessa matria carece totalmente de verdade e bastante tendenciosa .
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No meu comentário anterior, deve lêr-se, obviamente, “acossado”.
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O comentador que postou isto
“João Cardoso 21 Mar 2008 às 16:23
Não sou treinador desta bancada, e tenho imensas saudades de trabalhar nesta divisão.” tocou no osso. Sabe lindamente onde dói e onde arde o sistema.
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Retirou o meu comentário, porque sei demais e não interessa divulgar… podem escarafunchar…
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Daniel Oliveira
Provavelmente está cansado e não consegue responder como gostaria a todos os que o criticaram. É natural_ está a ser bombardeado.
Porém, afirmar que o que escrevi é «desonestidade intelectual» e «das coisas mais machistas …» é risível e ridículo.
Contudo, uma vez que joga este jogo do confronto de ideias_ há que respeitar as regras!
E isso, Daniel Oliveira, não o fez!
A sua táctica foi a seguinte: à falta de melhor argumento, tentou tornar abjecto um comentário que não lhe agradou com despudorada deturpação (o que escrevi foi lido via email por dezenas de pessoas (muitas mulheres, algumas professoras, da direita à esquerda) e, concordando ou discordando, nenhuma encontrou «a coisa mais machista»). Enfim, é fácil fazê-lo, lança uma cortina de fumo, afirma que tal nem merece resposta, mas pouco dignificante.
Assim, na tentativa de diminuir quem de si discorda, esqueceu-se contudo o Daniel Oliveira de responder à ideia central do que escrevi_ ou seja,
legitimar, desculpar ou compreender a brutalidade de uma turma inteira sobre uma professora constitui um péssimo serviço à democracia. Pela simples razão de que o aumento da violência, da insegurança, do medo leva muitos cidadãos a serem seduzidos pelas promessas da extrema direita.
Por muito que lhe custe, o seu comentário desculpabilizou o agressor e culpou a vítima_ e tal, vindo de alguém com a sua exposição mediática pode ter consequências muito mais sérias do que supõe.
E para terminar, gostaria mesmo de jogar este jogo com as devidas regras _ fair play_, sem golpes baixos ou lama. Digo-o sem ironia!
Um homem inteligente como o Daniel Oliveira (e que acredito sinceramente possuir princípios e ideais nobres) certamente é capaz de rebater os argumentos dos «adversários» sem recurso à demagogia barata. Brandir o opróbio de ser «machista», «racista», «populista», nem sempre resulta e constitui um insulto à inteligência das centenas de pessoas que consultam esta página.
Francamente Daniel Oliveira, espero (e certamente «eles» também) muito mais de si.
Por isso, gentilmente, lhe peço que dê luta.
Cordialmente
João Cerqueira
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Cheguei agora da Páscoa em Família e não me posso dar ao luxo (nem tenho paciência) de ler todos os comentários anteriores.
Caro Daniel,
não concordo com a sua opinião neste post.
E porquê?
Em 1º lugar porque sou Professor e vejo o que se passa nas escolas.
Vejo o que se passa em casa (sou pai de 3).
Lembro-me como era quando era aluno.
Quando diz que a professora não devia ter “lutado” pelo telemóvel com a aluna concordo. Mas o que eu (como professor) vejo neste caso é uma professora FARTA de desrespeito, farta de má educação… É óbvio que estava descontrolada… Mas tb é óbvio (para quem é professor) que simplesmente “mandar” a aluna para a rua não resolveria NADA.
Não há punições para quem vai para a rua!!!
NÃO HÁ!!!! Digam o que disserem os entendidos. O que se passa nas escolas é uma vergonha.
Eu não tenho problemas de indisciplina (1,90m e 110kg LOL) mas já estou fartinho de aturar os “meninos”. Nós professores, andamos sempre a mandar calar, a chamar à atenção, a parar conflitos, a parar insultos entre alunos, etc…
Eu sou disciplinador mas tenho muita pena de não ser professor no tempo em que era aluno. E eu só tenho 32 anos!!! Não foi antes do 25 de Abril!!!
Quando eu era aluno nós levantávamos-nos sempre que entrava um Professor na sala. Tb éramos crianças, fazíamos asneiras mas éramos EDUCADOS.
Eu já AVISEI as Professoras das minhas filhas!!!! Elas podem fazer asneiras – para isso há os castigos para as corrigir. Mas… MÁ EDUCAÇÃO????? Nunca!!! Não admito. Foi assim que fui educado.
Todas as crianças fazem asneiras. É normal.
Mal educadas só são aquelas que os pais deixam ser.
Se alguma vez uma professora me disser que as minhas filhas foram mal educadas eu EDUCO-AS.
Este é o grande mal!!!
Os professores não têm todos que ser disciplinadores!!! A disciplina tem que ter regras. LEIS!!! E quem não cumprir com elas é punido.
Há figuras que são mais facilmente caricaturadas mas não significa que tenham que ser banidas.
Uma professora desmotivada (e andamos quase todos), desautorizada, desrespeitada, leva ao que todos vimos no youtube.
Se houvesse LEIS (não há) para punir os faltosos isto mudava.
Agora que se lixa é esta menina que servirá de exemplo, e bem, mas rapidamente tudo voltará ao normal:
- meninos mal educados;
- pais ausentes da escola;
- professores desrespeitados;
- pais que fazem tudo para defender a má educação dos seus filhos PORQUE A CULPA É DELES!!!!
Abraço
Tiago
P.S. – peço desculpa pelo mau texto mas nem olhei para o que escrevi. Fui soltando as teclas… Vejam mais vídeos aqui: http://democraciaemportugal.blogspot.com
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Não concordo com a sua opinião. Os professores não têm de ser especialistas em controlar motins. Os professores têm de estar na sala para instruir e ter condições para isso: menos alunos, alunos mais respeitosos, melhores instrumentos de trabalho, serem apoiados pelos pais, etc. Talvez com o texto seguinte consiga ter uma melhor ideia de quem é esta professora.
“…Os professores contam com uma retaguarda que lhes atira pedras.
Mesmo que fosse exequível dar a 143.000 professores o mesmo treino em gestão de conflitos que se dá aos Grupos de Operações Especiais, duvido muito que isso fosse desejável. E creio que qualquer pessoa de bom senso duvidará comigo. A professora que aparece no vídeo não exibiu o auto-controlo sobre-humano que se espera, noutros grupos profissionais, apenas de uma elite. Ainda bem: no dia em que esse nível de auto-controlo for exigível aos professores o projecto educativo de toda a nossa sociedade terá falido.
II.
Não tenho a certeza, mas julgo que conheço a professora que aparece no vídeo. Se é quem eu penso, gostava de dizer aqui algumas coisas sobre o seu percurso profissional, que está ligado, como é quase inevitável com os professores, a um particular modo de ser. A pessoa em que estou a pensar é aquilo a que ainda hoje se chama uma senhora. Um modelo de cortesia, de saber estar e em termos de idiossincrasia pessoal – de doçura. Nos últimos anos dedicou-se ao Parlamento Europeu dos Jovens, contribuindo com o seu trabalho e esforço para que centenas de jovens portugueses aprendessem como funciona a máquina da democracia e se treinassem, com colegas de todas as nacionalidades europeias, nas regras do debate racional sobre todos os temas imagináveis da cidadania.
Antes disso ensinou, e bem, gerações de alunos. A doçura do seu carácter nunca a impediu de o fazer com competência, antes pelo contrário. Tratava-se maioritariamente, é certo, e como diria o F.J. Santos, de jovens da classe média; mas também havia entre eles muitos alunos provenientes de famílias com dificuldades económicas e isto nunca foi obstáculo a que entre professora e alunos se estabelecessem relações de afecto e respeito mútuo.
A infelicidade desta professora foi estar muitos anos afastada da escola, que entretanto mudou. Durante estes anos o poder político tirou o tapete de debaixo dos pés aos professores. Os que viveram este tempo na escola foram-se adaptando, mesmo em termos de idiossincrasia e carácter, às novas circunstâncias e aos novos alunos. Esta professora não teve oportunidade de se adaptar e caiu de chofre numa escola que não era a que ela conhecia: uma escola em que se tinha invertido a relação de poder entre professores e alunos, uma escola frequentada por jovens provenientes do mundo real, muito diferentes daqueles para quem o actual sistema de ensino foi feito e que só existem na cabeça dos teóricos da educação. Se é a professora que eu conheço, a estas horas deve estar desfeita, enquanto a aluna que a brutalizou se está provavelmente a rir. E isto, não tenho vergonha de o dizer, revolta-me até às entranhas.
Se esta professora falhou, falhou com mérito. Se na escola de hoje a doçura é vício e a dureza virtude, então o falhanço é honroso e o «sucesso» que nos exigem é vergonha.”
retirado de http://legoergosum.blogspot.com/2008/03/professora-brutalizada.html
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Como é que o BE quer ser opção de esquerda quando tem pessoas com opiniões como a sua e da Joana A.Dias?! Quase me filiei em Janeiro… Eu votei BE desde que surgiu,…respeito a sua opinião…mas não voto mais em vcs. Não há uma consistência de posições no partido. Não se pode ter a Ana Drago que tanto admiro a tomar uma posição e alguns comentadores associados ao BE a partir louça no sentido contrário. Organizem-se! Sou livre de escolher por enquanto. Relativamente ao programa Eixo do Mal…tb vou deixar de ver por me ter esgotado a paciência com os seus comentários livres….mas dos quais discordo. Cumprimentos,
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Oceano, como deve imaginar não ando a angariar fãs. Não é isso que faz um comentador. Ainda assim, gostava de perceber qual é a contradição de defender os direitos dos professores e poder ser crítico em relação aos professores. Ser solidário é uma coisa, ser corporativo é outra.
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