“¿Por qué faltan médicos aquí? Hay pocas universidades y el colegio de médicos está encantado”, explica Campillo. “Son pocos y tienen mucho poder”, añade Herrero. “Y tratan de mantener su élite apretando en el numerus clausus”, dice Pazos.
Médicos espanhóis em Portugal, no “El País”, via Causa Nossa.


12 respostas ao post “Visto de fora fica mais claro”  

  1. 1 1  Um médico a quem a prudência não deixa idetificar-se

    “colegio de médicos” deve querer dizer Ordem dos Médicos, não é?
    “numeros clausus” é uma coisa inventada pelas Faculdades de Medicina. O que é que a Ordem tem a ver com isto?
    Se em Portugal não há mais médicos isso deve-se única e exclusivamente às Faculdades de Medicina, isto é, aos seus Professores. Os Professores das Faculdades de Medicina em Portugal querem ser professores apenas para a clínica privada.
    Basta ver o tempo que dedicam à Faculdade, às aulas e aos alunos.
    Por que motivo há necessidade de os Médicos da carreira hospitalar (pagos pelo Ministério da Saúde para exercerem funções assistenciais) terem de dar aulas, quando elas poderiam (e deveriam) ser dadas pelos Professores?
    Porque é que os Professores Universitários de Medicina impuseram numerus clausos baixíssimos durante anos? É que ter muitos alunos daria muito trabalho. E isso retirava-lhes o tempo para a privada.
    Esta assunto daria muito pano para mangas. Mas, isto interessa pouco. Interessa muito mais, hoje, saber e discutir porque é que a Ordem dos Médicos não muda o Código Deontológico. Triste país, em que uma ninharia interessa mais que uma questão de fundo que mexe muito mais com a vida das pessoas.

  2. 2 2  Daniel Oliveira

    É por pressão da Ordem que não se abrem mais vagas. Vá fazer uma busca nos jornais. Vem sempre os mesmos avisos: estão a reduzir a qualidade.

    A falta de médicos mexe imenso com a vida das pessoas.

  3. 3 3  Um médico a quem a prudência não deixa idetificar-se

    Daniel:
    Não percebi a sua resposta.
    Quem abre as vagas para o curso de Medicina não é a Ordem. A Ordem não tem nada a ver com o ensino pré-graduado. As Faculdades é que impoem aos ministérios do ensino superior as vagas que entendem. E as Faculdades são os Professores.
    Por favor, não confunda a formação de Médicos (que depende das Faculdades) com a formação de Especialistas (que, muito indirectamente, poderá depender da Ordem). Podem faltar Médicos de algumas especialidades, mas não esqueçamos que antes de ser especialistas têm de ser Médicos.
    A sua confusão, apesar de ser comum, não me leve a mal, mas é lamentável.

  4. 4 4  Toino

    Se há falta de médicos, mandem vir médicos de Cuba, como sabemos Cuba é um país do terceiro mundo atrasado mas que tem médicos para dar e vender e de qualidade basta olhar para os médicos de oftalmologista, como diria Luis Vaz de Camõesm eu vi com olhos de ver.

  5. 5 5  henrique

    E um pouco de investigação?
    “Número clausus a apertar”
    Há 6 ou 7 anos era de cerca de 600 ou 700, hoje é cerca do dobro. Temos mais faculdades que Espanha. Temos um rácio médico/população adequado. Claro que ao governo interessa ter os médicos na situação dos professores. Contratos precários, sujeitos a tudo, pagos pelas câmaras municipais que colocam os boys e neste processo ficam com metade do dinheiro…

  6. 6 6  TP

    Tem que ser assim. Já basta engenheiros que entram com 8 e acabam o curso com 10.

  7. 7 7  FL

    Ai do médico que não fosse corporativista…

    A “classe médica” tem um poder demasiado grande em portugal. Têm uma ordem influente, detêm um conhecimento formal exclusivo, e o processo histórico cristalizou-os como uma elite dotada de enorme prestígio social. O que mais dizer? Será que o aumento do numerus clausus iria diminuir a qualidade dos médicos? Será que a sociedade portuguesa seria prejudicada se tirassem os médicos do pedestal em que estão?

  8. 8 8  FL

    Ai do médico que não fosse corporativista…

    A “classe médica” tem um poder demasiado grande em portugal. Têm uma ordem influente, detêm um conhecimento formal exclusivo, e o processo histórico cristalizou-os como uma elite dotada de enorme prestígio social. O que mais dizer? Será que o aumento do numerus clausus iria diminuir a qualidade dos médicos? Será que a sociedade portuguesa seria prejudicada se tirassem os médicos do pedestal em que estão?

  9. 9 9  nc

    Parece-me que nem sequer dá azo a discussão o que diz um dos médicos espanhóis: são uma elite e mantêm-se assim através do numero clausus.
    Que os médicos são uma elite em Portugal, há poucas dúvidas. O que não quer dizer que todos os médicos participem das benesses decorrentes de fazer parte desta elite.
    Não deixa de ser verdade que a elite protege, antes de mais, a sua dupla função de corpo profissional no sector público e privado.
    Por exemplo, um gajo vai ao médico que o manda fazer uma catrefa de análises. Estas são feitas numa clínica privada; na qual -surprise - o mesmo médico dá consultas! Ou seja, canaliza para o seu gancho a clientela. Enquanto isto continuar assim, não há lei que resolva o problema da falta de médicos em Portugal.
    Em relação a um post aqui de baixo, tenho sérias dúvidas que existam mais faculdades de medicina em Portugal do que em Espanha. Se não existem em qualquer outra área, por que razão na medicina?
    Que tal corroborar a afirmação com números?

  10. 10 10  henrique

    Espanha - 27 faculdades para 42 milhões de habitantes.
    Portugal - 7 faculdades para 10 milhões. Já a não contar com o facto de que nalgumas faculdades espanholas já há quase tantos portugueses como espanhóis, nem com as centenas de estudantes de medicina portugueses na república checa. Já ninguém têm dúvidas que daqui a 12-13 anos (período de formação de um médico), estes estejam em excesso.

  11. 11 11  Nuno

    Eu tenho muitas dúvidas q vá haver médicos em excesso.
    Penso ser mais importante saber qtos estudantes estão inscritos nessas faculdades do que o rácio faculdades/população!Não sei se uma obrigatoriedade e exclusividade de serviço ao SNS durante 10 anos não seria boa noticia!

  12. 12 12  JT

    Como se os professores de medicina e a ordem dos médicos não tivessem nada que ver. Aqueles, quando não sao os mesmos que estes, utilizam a sua opinião para não aumentar os números clausus. Há mais de 10 anos que os elitistas vem com a conversa do Henrique. “Rácio elevado”, “Em poucos anos terminarão muitos a sua formação”. A mesma conversa ouvi, anos atrás, de futuros médicos que obviamente encontraram trabalho à primeira, o que por si só não é mau, não fosse por ser à custa de manter a falta de médicos. Este corporativismo podia ser encontrado por professores, engenheiros, psicólogos, etc, mas destes o mercado de trabalho fugi-lhes das maos.. O desejo, e direito ao emprego é de todos, mas…não á custa do que seja preciso! O que será melhor, um país que tenha médicos suficientes, mesmo que isso signifique que alguns não encontrem trabalho à primeira, ou um país onde cronicamente uma parte da população não tem cuidados de saude decentes? Para o médicos corporativistas a decisão é óbvia…
    Com respeito ao rácio, acredito que o valor médio seja alto, mas se os meninos de 19 só querem ser especialistas/investigadores (normal, pois tem capacidades para isso) onde tem condições para tal (Lisboa), então mais uma razão para defender que se formem médicos a sério, daqueles que fazem falta no resto do país. Se temos que manter o rácio baixo, então eu não tenho duvidas onde cortar - prefiro que a minha avó seja bem tratada no centro médico da sua aldeia interior, que ler nas noticias que um especialista português publicou numa revista internacional.

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