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«Foi numa sessão [em 2004] da Comissão Parlamentar de Assuntos Exteriores que Miguel Ângel Moratinos [ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha] se referiu à proximidade do Governo de José Maria Aznar com os golpistas venezuelanos, que antes tinha anunciado, em ambiente informal e com surpresa, num debate televisivo. “Houve um golpe de Estado e a prática do então governo [de Aznar] não correspondeu às normas diplomáticas”, disse Moratinos.
Após ler aos deputados comunicações do embaixador espanhol em Caracas com Madrid, o ministro revelou que o diplomata recebeu instruções para se encontrar com o golpista Pedro Carmona e aconselhá-lo nos passos que devia dar para ser reconhecido internacionalmente.» (Público de hoje)

Isto não invalida a infantilidade de, tantos anos depois, Chavez procurar um incidente diplomático. Ou talvez não seja infantilidade, mas apenas vontade de palco quando os se ariscava a que os protagonistas fossem outros. Ainda assim, sobre a respeitabilidade de Aznar estamos conversados. Se é que não estávamos há muito tempo.


Sem respostas ao post “Aznar merece respeito do Estado venezuelano?”  

  1. 1 1  Toino

    Caro DO, experimente colocar um pequeno bigode em Aznar e vê logo com quem ele é parecido, Aznar é pequeno em altura e pequeno politicamente, mas fez uma coisa que abalou a espanha, quando o PSOE de Gonzalez deixou o governo de Madrid, a espanha estava de rastos, corrupção esquemas esquisitos, eu estava na espanha nessa altura e muitos amigos meus disseram-me que gonzalez não ia preso porque tinha muitas amizades, quem se lembra do ministro guerra que ainda está preso e outros, aznar pegou numa espanha morbida e de facto com muito desemprego e problemas sociais levantou a espanha saida de um marasmo politico do PSOE, continuo a dizer que aznar é um fascista de palmo e meio e com tiques hitlerianos.

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  2. 2 2  Toino

    “Senhor Rei, responda: sabia do golpe de Estado contra a Venezuela, contra o Governo democrático da Venezuela em 2002?”, perguntou Chávez no domingo à noite, num encontro com jornalistas chilenos, pouco antes de regressar ao seu país

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  3. 3 3  nuno

    je ne comprend pas. o que devia então Chávez fazer? Dizer: eh pá, o que lá vai lá vai. E se tu e o rei quiserem congeminar mais um golpezinho aqui contra o rapaz, estejam à vontade que a opinião pública internacional está-se a cagar!

    o que é espantoso é que o Zapatero ainda tenha a lata de defender o Aznar. Ele que espere pelo troco quando o Aznar e o rajoy apanharem a primeira oportunidade. é por isso é que os gajos dos p ésses são sempre comidos.

    às vezes não te compreendo Daniel. O que vale é que não são tantas assim.

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  4. 4 4  o puma

    Chavez pode ter o rei na barriga

    e o contrário não é verdadeiro?

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  5. 5 5  F Bento

    Caro Daniel Oliveira
    Não vai ser hoje que vou deixar de ler o seu blog, o que faço sempre com interesse e muitas vezes com simpatia e inegável prazer. Por isso mesmo, acho que está exagerando na sua cruzada contra Chávez, mesmo se agora me parece querer, e muito justamente, relativizar as coisas.
    Algumas fontes, para lá das fronteiras, dão versões credíveis para facilitar a compreensão do que, em “directo” em versão mais extensa do que cá passou, pareceu uma evidência. Espero que o Arrastão volte ao assunto mas de uma maneira mais clarificadora. Porque, resumindo, segundo a minha opinião que não tem outro mérito do aquele que lhe vem do facto de não estar só:
    1) Chávez esteve bem quando, explicando os motivos, disse de Aznar aquilo que Aznar merecia ouvir e que aparentemente ninguém teve a coragem de dizer quase “frente a frente”.
    2) Zapatero esteve bem, no seu papel institucional de governante, defendendo, talvez algo contrariado, a “honra ferida” do país de que tem actualmente a responsabilidade.
    3) O rei teve uma boa ocasião de não expôr publicamente e inutilmente a fragilidade da sua posição e da sua “legitimidade”, assim como da posição do país nas atribulações da revolução bolivariana…: não a aproveitou, expondo-se a uma humilhação que, felizmente, não veio.
    4) Mas houve muita gente que esteve francamente mal, aproveitando a ocasião para malhar em quem, de uma forma mais ou menos feliz, defende causas nada desprezíveis.
    Claro, poderíamos discutir infinitamente sobre a oportunidade e as vantagens que pode trazer ao “provocador” este insólito acontecimento, para mais em tribuna diplomática. Mas estaríamos apenas no domínio da forma. Quanto à respeitabilidade de Aznar, se alguém há ainda que considere não estar “conversado”, deveria estar.
    Com simpatia. FB

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  6. 6 6  sergei

    É pena que o Daniel não consiga ver para além da figura pouco simpática, para si, do Hugo Chavez. Não consegue ver na sua cegueira que, finalmente, a América do Sul, a América dos Povos ìndios dos Andes e das Pampas está a libertar-se do jugo de 500 anos de pilhagens, do colonialismo ibérico (do qual o rei de Espanha é o símbolo supremo) e do controlo férreo do imperialismo ianque.
    As multinacionais espanholas têm que renegociar os contratos com os países sul-americanos em novas condições mais proveitosas para estes. O FMI está a ser completamente erradicado da vida financeira e política dos países sul-americanos. O peso destes países na sua carteira de créditos passou de 70% para 1% em apenas 2 anos. Está a nascer o ALBA, organização de comércio da América do Sul e Caribe. O “Banco del Sur” é já uma realidade.
    E mesmo assim o Daniel não consegue ver o dedo do Chavez a operar mudança na America do Sul. É certo que há outros actores: Kirchner, Lula (que foi arrastado por Chavez para estes projectos pese o facto de se ter tornado “companheiro de copos” com o Bush atrás de um contracto multimilionário nos futuros bio-combustíveis), Rafael Correa e Morales. Tudo “populistas de esquerda como o Daniel gosta de lhes chamar.
    Mas é esta gente que está a operar a mudança que já Allende ansiava e pode-se dizer que se há lugar no mundo em que a esquerda está a fazer História esse local é a América do Sul.
    Goste o Daniel ou não.
    Sem ofensa!

    Ruben Monteiro

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  7. 7 7  tonibler

    Daniel,

    Nesse aspecto,a tua confessada militância no PCP, uma sucursal de uma potência estrangeira que ainda hoje aponta misseis à minha casa, torna-te um alvo mais justificado de semelhantes “infantilidades”, ou não?

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  8. 8 8  José Manuel Sousa

    Desculpe, mas não se trata de uma infantilidade. Imagine se andasse pela Europa, pago por qualquer equivalente hipotético latino americano do grupo mediático de Rupert Murdoch a dizer que o primeiro munistro sueco, por exemplo, era um perigo para a Europa, que é uma espécie de ditador, etc, etc. È o’que faz Aznar HOJE desrespeitando a democracia venezuelana e o governo de Chávez que você admite ter sido eleito democraticamente, ou não?

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  9. 9 9  Daniel Oliveira

    nuno, Aznar não estava lá. Sim, o objectivo foi outro: tira o foco de Lula e da presidente do Chile.

    tonibler: “confessada militância no PCP”? Confessa-se aquilo que nos envergonha. Não é definitivamente o caso.

    Há uma coisa estranha nos comentários: meta diz que eu estou a fazer campanha em defesa de Chavez, a outra metade que estou a fazer campanha por Chavez e no entanto a minha posição não podia ser mais clara: não apoio Chiavez por razões que já explicitei várias vezes e não apoio aqueles que não respeitam a vontade do povo venezuelano. Defendo o direito dos povos escolherem os seus líderes mesmo quando não os aprecio. E as minhas motivações para não apreciar Chavez estão muito longe das de muita gente. Esta mania que sobre um assunto só pode haver duas posições…

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  10. 10 10  MdC

    “a infantilidade de, tantos anos depois, Chavez procurar um incidente diplomático.”???

    Um dos temas da Cimeira foi a coesão social. No seu discurso, Zapatero terá dito que a responsabilidade pelo desenvolimento da América Latina é exclusivamente dos seus governantes e Chávez relembrou-lhe que isso não é bem assim; não se trata sequer da herança colonial; como toda a gente sabe, vários governos democráticos e progressistas foram derrubados por golpes de estado incitados e apoiados por governos estrangeiros.

    Foi o que Chávez relembrou a Zapatero, citando o seu antecessor, Aznar, que logo reconheceu, com os EUA, o governo golpista que tentou derrubar Chávez em 2002.

    Acha que foi Chavez que procurou um incidente diplomático, ou deu a resposta devida Zapatero?

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  11. 11 11  Paulo Alves

    Quando falar de golpe de estado em relação a Chavéz talvez seja útil referir concretamente a data.É que consoante da dita variam os lado, sabe?

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  12. 12 12  Tonibler

    Daniel,

    Se ainda por cima não te envergonhas e usando os teus argumentos: mereces tu mais respeito do estado português que Aznar do estado venezuelano??

    Como vais chegar à conclusão que sim, a justificação que darás em tua defesa aplica-a a Aznar com a vantagem deste estar a defender aqueles que neles confiaram e a quem ele jurou defender. E verás que sim, Aznar merece mais respeito do estado venezuelano que o próprio Chávez.

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  13. 13 13  Euroliberal

    Não, Asnear não merece nada, até porque já devia ter sido julgado e enforcado em Haia há muito tempo pela sua participação na preparação e execução de um dos piores crimes de guerra dos nossos tempos, a invasão bushista do Iraque…

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  14. 14 14  zézé

    Será absolutamente uma perda de tempo tentar sequer expor a opinião de que Chavez é um putativo ditador? De que o homem está a traçar o caminho que outros, noutras latitudes e longitudes, antes dele mas com os mesmos métodos, traçaram com sucesso, da direita à esquerda mais comunista radical, a qual o Sr. DO aqui representa e/ou pretende disfarçadamente desculpabilizar? Seria o Sr. DO capaz de responder a uma sipmles questão com uma resposta simples: considera Chávez um potencial ditador ou não?

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  15. 15 15  Justicialista

    Mas porque é que quando estão em funções são os maiores crápulas e quando saem tornam-se santos e sagrados a ponto de não se lhes poder chamar de “fascistas”? Lembro-me muito bem que num comício do PSOE em 2000 em que um militante do partido chamava em pleno comício “fascista” a Aznar!!
    Aqui apoio Chávez!

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  16. 16 16  Carlos Videira

    penso que ja e tempo de deixar de falar em hugo chavez

    tudo o que ele quer e protagonismo.

    desta vez o pretexto foi aznar pa proxima nao sei

    so sei que de mim, ja nao tem mais tempo de antena

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  17. 17 17  Francisco

    No tempo do Presidente Andrez Peres, o oficial do exército Hugo Chávez “capitaneou” um GOLPE DE ESTADO, contra o regime DEMOCRATICAMENTE eleito na Venezuela.
    Como esse GOLPE DE ESTADO fracassou, o oficial Hugo Chávez foi preso até que, durante o mandato de Rafael Caldera, este promove uma amnistia e ele, o Chávez, é libertado.
    Deixa a vida militar e passa a político, forma o seu partido, concorre às eleições e vence-as com maioria.

    Em Espanha, nos anos 80 um também oficial do exército de nome Tejero Molina TAMBÉM promove um GOLPE DE ESTADO.
    TAMBÉM fracassou e TAMBÉM foi preso. A diferença é que este teve mais de uma dezena de anos na Prisão
    Contudo, façamos um pequeno exercício.

    Imaginemos que Tejero Molina era amnistiado, formava um partido e ganhava em Espanha eleições democraticas.
    Já imaginaram?

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