
Nova ministra da Defesa espanhola, Carme Chacon, em revista às tropas. Mulher, grávida e catalã.
Por Daniel Oliveira 17 Abr 08 em Espanha, Feminismo
Nova ministra da Defesa espanhola, Carme Chacon, em revista às tropas. Mulher, grávida e catalã.
Por Daniel Oliveira 17 Abr 08 em Espanha, Feminismo
dito dessa forma, só lhe falta ser preta e do Barcelona … e budista, também dava jeito. Mas foi o melhor conjunto intersecção que o Sapateiro conseguiu arranjar. Falta agora saber se é competente, mas isso já são outras esquisitices
Acho piada à esquerda e às feministas. Passaram a vida a menosprezar o valor da gravidez e agora arvoram-na em estandarte. E depois tentam fazer apagar a história. Como se uma mulher à frente das tropas fosse uma conquista da esquerda.
A Espanha teve Isabel, a católica, que acompanhou os exércitos à tomada de Granada, e fundou o estado espanhol tal como hoje o conhecemos, através de uma aguerrida luta militar e dos bastidores da política.
«Acho piada à esquerda e às feministas. Passaram a vida a menosprezar o valor da gravidez e agora arvoram-na em estandarte»
É verdade. Como toda a gente sabe, nós, as pessoas de esquerda e feministas, chegámos a este mundo transportados por cegonhas vindas de Paris e não temos filhos.
Xico, portanto tudo o que o Daniel faz, faz na sua emérita qualidade de esquerdista.
Eis uma visão redutora do universo. Adiante, que não discuto opções.
É bom ter mais mulheres activas nos altos cargos políticos e é um sinal quando se convida para ministra da defesa uma grávida de 7 meses. E é outro sinal ela aceitar e, com a cabeça levantada, desfilar perante dois exércitos — o que vai chefiar, e o mundo desconfiado.
Assinalo o sinal — e leio o Daniel como isso mesmo, como um assinalar do assunto, que é um verdadeiro marco na política contemporânea.
sem dúvida, a ministra prenha é uma bela imagem - recorda-nos que nas próximas gerações que vierem, menino ou menina, serão todos “filhos da Nato” mesmo ainda antes de nascerem, sem hipótese de escolha.
e não me parece ver ninguém “de esquerda” apostado em acabar com a peçonha.
A oposição às guerras da Nato será feita por forças extra-parlamentares, porque as forças que aspiram a um lugarzinho nas cadeiras do Poder há muito tempo que se demitiram
Gostei mais deste post quando foi publicado originalmente, no Povo de Bahá.
O Xico tem que ir aprender um pouco de história, para ficar a saber que a transformação do papel da mulher na sociedade desde a Revolução Industrial esteve sempre ligada a movimentos de esquerda.Quem menosprezava o valor da gravidez? Os patrões, pelo excesso de trabalho,os pais incógnitos pela recusa em assumir a paternidade e que conduzia ao abandono, a Igreja por dar o beneplácito a todas estas situações.
Eu ficaria espantado é se fosse uma mulher, grávida e… BASCA !
E aposto que ninguém a apresentou como filha de militar e neta de militar… porque isso não interessa mesmo nada
Como se ser catalã fosse indicio de algo, não se podem levar muito a sério as queixas de descriminação do pessoal aqui da catalunha.
Ao que isto chegou…
Uma mulher - uma mulher! - a mandar em militares.
Não há-de o mundo estar todo do avesso…
Ainda hão-de ter saudades do Franco, do tempo em que havia respeito e cada um ficava no seu lugar.
Uma mulher, e a mandar, ainda por cima, em militares.
Já nada me surpreende num país onde os panilas podem casar.
A seguir é cá.
O mundo está do avesso.
Esta coisa das pessoas tem muito que se lhe diga.
Lembro-me do tempo em que para uma mulher,
ser feminista era mais ou menos como ser um passaro fora do ninho, tipo passaro bisnau e coisas assim.
Dava para tudo.
Dava para serem apupadas, perseguidas por comentarios azedos e por vezes nem so, umas pedritas tambem voavam a guiza do que alguns chamavam a boa educaçao a mulheres de mau porte e quase nunca faltava a velha frase bem recheada.-”o filha tu vai mas e p’ra casa cozer meias.”
Dizem alguns que os tempos mudaram, que as coisa ja nao assim; que o mundo agora e de quem o conquista.Talvez.
Mas no caso das mulheres , quando conquistam um bocadinho desse mundo que agora dizem poder ser partilhado por ambos os sexos , vai-se a ver e as pequenas mentes escuras aparecem logo,vindas nao se sabe bem de que buracos negros
com os estereotipos do costume e os velhos estandartes rotos e cheios de nodoas.
E bom ver uma mulher e gravida passar revista as tropas.E bom ver mulheres na politica do mundo.
E bom porque dao lugar a esperança de que um dia ambos os sexos possam conviver em paz e com compreensao num mundo melhor.
E lamento aqueles que nao conseguem perceber que para mudar o mundo em que hoje vivemos, ainda tao cruel e tao injusto e necessario que algumas mudanças tenham efeito.A Espanha introduziu mais uma e e bom de se ver.
Espero que outros paises sejam capazes de introduzir outras mudanças.Espero que um dia este nosso mundo possa servir para que mulheres e homens, velhos e crianças e gente de todas as cores
possam viver com alegria e com todos os direitos que por direito lhes pertencem.
Ate que esse dia nos chegue,o mais pequeno passo nessa direcçao sera sempre precioso.Este e um desses passos.
Só espero que seja mesmo de esquerda que é para agoniar os xicos-espertos…
Verdadeiro Marco? Verdadeiro Tacho. Está quase de licensa de parto. E pronta a ser substituida, nem aqueceu o lugar.
‘Ser competente’ deve ser muito mais que a choldra do PP,que são uma cambada de mentirosos,gananciosos,vigaros e,que sabem tratar da ‘vidinha’…
A senhora Ministra que não veja este post, senão sentir-se-á insultada. Pensará ela: “trabalhei tanto para chegar aqui e só sublinham é a minha condição de mulher, de grávida e de ser da Catalunha? Eu merecia mais.”
Senão, é como diz o Eric Blair: a competência fica para depois, ou para outros, porque o que interessa mesmo é a “igualdade”.
Adoro!!!
Especialmente sabendo como toda essa “homenzarrada” se deve estar a sentir
E 1000 vezes mais interessante que um Paulo Portas que nem cumpriu serviço militar. E cá para mim… cala-te boca não digo mais nada.
Mas agora que penso melhor… custa-me um bocado olhar para essa foto.
A minha Mãe sempre me disse - “Se os homens parissem, não existiam tantas guerras”.
A ver vamos…
Falei em valor da maternidade. A esquerda nunca teve problemas em fazer filhos, eu sei. Em cuidá-los é que foi muitas vezes considerado trabalho menor!
E a mim não me causa qualquer prurido nem espanto ver uma mulher a frente dos exércitos.
Sou o mais possível a favor da igualdade dos géneros, mas sempre me fez confusão que para o atingir se tenha menosprezado o trabalho da mulher como mãe, em vez de o terem alçado ao valor igual ou superior ao de qualquer trabalho dito masculino. É muitíssimo mais difícil e requer muito mais talento ser mãe do que ser ministro!
Se uma mãe vai para ministro eu, em geral, fico descansado!
Que este facto ainda seja notícia é que me parece de mui pouca modernidade.
Mas esta mulher é das boas. Porque as outras eram das más porque parecidas com os homens. Era mais ou menos isto que se dizia há uns anos de Thatcher, Golda Meir ou Indira Gandhi. Até o arcaico Paquistão teve uma mulher à frente do governo.
Esta imagem vale mesmo mais do que 1000 palavras
Se esta imagem faz jus ao conhecido slogan, então é porque ela transmite mais do que as palavras diriam.
E o que diriam as palavras?
Ministra da Defesa passa revista ás tropas.
Mas isso retiraria o cénico de mostrar a mulher a sua gravidez e o camiseiro apropriado.
E portanto temos que aqui tem o valor de um ícone aquela imagem.
Então podemos presumir que ela foi escolhida pelo que representa e não pelo que é ou pelas suas particulares apetências para o cargo.
De qualquer maneira vai ser curioso observar a sua atitude pós parto.
Será que vai entrar de licença de maternidade os seis meses da praxe.
Nota-se como o preconceito molda a mente do sr Daniel Oliveira! Haverá muita diferença entre ser mulher gravida catalã e homem gordo madrilheno? Não podemos olhar para a forma mas sim entender a substância. Quem diria que esta http://br.youtube.com/watch?v=v4DEpV5PQEE avozinha do chá e scones iria transformar para muito melhor e para sempre um país!
Convidar uma grávida de sete meses para ministra é, acima de tudo, uma estupidez e uma irresponsabilidade. Realmente o bom senso é uma qualidade muito importante.
Então vão convidar para ministra uma pessoa que vai estar apenas dois meses e que depois terá uma licença de parto de, sei lá, três meses. Sendo a defesa uma pasta de grande importância em qualquer país e, especialmente em Espanha, presumo que a mesma não irá ficar vazia durante o período de parto da ministra. Claro que não! Entrega-se a pasta a um novo ministro (ou ministra), que eventualmente trará novos secretários de estado, indemniza-se todos os que sairem, de secretários de estado a adjuntos, chefes de gabinete, secretários, etc, e, posteriormente, a ex-grávida, depois do seu período de gravidez e amamentação (que graças aos direitos sociais adquiridos será certamente bastante alargado), voltará a ocupar o seu cargo.
Na melhor das hipóteses entregarão a pasta temporariamente (e o que será o temporariamente) a um dos seus secretários de estado.
Pergunto então: fará sentido entregar uma pasta a uma pessoa que só vai estar dois meses no cargo?
Presumo que o Daniel, como pessoa ponderada que é, será exactamente da mesma opinião que eu. Ou então não percebi bem e o tom do seu post é de indignação a la bloco de esquerda, sugerindo interesses sinistros por detrás desta escolha. Será que ela representa interesses da industria do armamento? God knows.
Depois de já ter lido coisas horríveis sobre este assunto noutros blogues, congratulo-me bastante com o que aqui encontro! Principalmente numa altura, onde para além de todos os outros machismos, as mulheres têm mais dificuldades em trabalhar se estiverem grávidas e onde até temos empresas que nas entrevistas de emprego excluem mulheres que queiram ter filhos. Pois esta comanda as tropas! Que bom…
Há vários filmes deste momento magnífico no YouTube.
Vale mais
vale o toque ao
parir de um menino
ou menina,
coisa jamais vista
entre a tropa.
daniel… exagerou na expressividade: “mulher. grávida e catalã. Não se lembrou do ponto de exclamação, pois não?…
um abraço,
j. ricardo
E o efeito imitação que este facto , ministra charmosa grávida , poderá ter na taxa de natalidade espanhola? Ainda por cima , nada mais nada menos , que no ministério da defesa. Hum , cheira-me a psicologia de massas. Moda e tal.
ainda me lembro dos ataques cerados ao Paulo Portas uqnaod era ministro da Defesa porque não tinha feita a tropa. Se não me engano, o DO foi um deles…
Se ela fosse velha, feia e gorda será que alguém assinalava o caso?
Ah, é verdade: nunca viram a Rainha de Inglaterra a passar revista às tropas ?
E se a Tété Caeiro tivesse sido nomeada para a nossa (triste) Defesa? O Arrastão aplaudia ?
E depois? Estas coisas só entram na normalidade quando deixarem de ser notícia…
A propósito de imagens e palavras, acerca disto,
http://arrastao.org/america-latina/2806/
valerá a pena ler isto
http://fiel-inimigo.blogspot.com/2008/04/no-ter-medo.html
.
Isto não tem nada a ver com feminismo. Feminismo é a ideologia simétrica do machismo (para pior, diga-se, considerando o ódio de género que lhe está subjacente).
Não se trata da primeira mulher Ministro da Defesa. E o facto deve ser encarado com absoluta normalidade.
Mulher, grávida, catalã e…gira!
Discordo do destaque dado à foto. Não deveria conter nada de extraordinário. Há mulheres que são ministras e as mulheres engravidam. Então porquê tanta surpresa? Só mesmo por esta sociedade tacanhamente patriarcal não estar preparada para este facto. Não deveria constituir nada de extraordinário, repito.
Nao importa nada se é competente ou se sabe o que significa o ministerio da defesa. O importante e ser mulher, estar gravida e ser catala. Zapatero consegue assim ganhar mais uns votos politicamente correctos a que tanto tem habituado os espanhois… E ja agora dou razao ao xico. Já tudo e bandeira de esquerda, à direita so lhe resta a xenofobia e ultra-conservadoristmo catolico.
Só o facto de semelhante incidência ser digna de nota demonstra o quao hipócritas sao as sociedades do Velho Mundo.
“Nova ministra da Defesa espanhola, Carme Chacon, em revista às tropas. Mulher, grávida e catalã.”
Valha-nos a sorte de tal coisa ser dita por um homem de esquerda.
Saísse tal frase da boca de um direitinha qualquer … ui onde já iriamos!!! Era de machista, racista, chauvinista, xenófobo, …, para cima.
Assim ‘tá bem; sendo o Daniel a dizer, a coisa já não é tão bárbara.
Assinalar um sinal é isso mesmo. Um sinal. Nada mais que um sinal.
Essa é que é a realidade, e a realidade é que é redutora.
Se Paulo Querido e Daniel Oliveira acham que um sinal é bom, é com eles. Mas é redutor como já dito.
Qual será o próximo sinal?
E é verdade, com piadas com cegonhas ou não, que as feministas (não a esquerda) nunca valorizaram a gravides. Pelo contrário ao dizer que o feto não é uma criança mas “uma escolha”. Contraditório portanto , e redutor, este sinal.
Bem seria que publicassem algo mais credivél, como o curriculum e obra dela. Assim é a era do vazio, do faz de conta que sou boazinha porque sou mulher e estou grávida (Novidade) e sou um sinal.
Boa jogada de MARKETING de Zapatero, sem dúvida.
Está certo que Zapatero está há muita distância de Sócrates (também porque eles têm uma direita muito forte e radicalizada e distante do PSOE), mas a técnica é parecida: marketing, propaganda, publicidade, rótulos.
Dizer que a nomeação da ministra da defesa espanhola “é um verdadeiro marco na política contemporânea” é para rir a bandeiras desbragadas… só se for na política contemporânea da península. Zapatero mais não faz que, por uma questão de marketing político, acompanhar o espírito dos tempos para ficar bem na fotografia. E acerta em cheio. Assim de repente, e antes do brilharete materno-espanhol ocorro-me: Thatcher, Condoleeza Rice, Madeleine Albright, Hillary Clinton, Angela Merkel, para não falar de Kirchner, Sirleaf (Libéria), Bachelet (Chile), Halonen (Finlândia) e muitas outras. A lista certamente não ficaria por aqui. E a meu ver ainda bem. Agora não esqueçamos o papel de Madeleine Albright em questões de política externa e defesa norte-americanas, ou o papel de Condoleeza Rice nos mesmos sectores, ou a mão rigorosa com que Thatcher, goste-se ou não, governou o Reino Unido na década de 80. De resto, confiar a mulheres a responsabilidade em sectores chave da vida governativa é algo a que os anglo-saxónicos e nórdicos estão muito mais habituados do que nós povos do sul de influência mediterrânica, para quem não foi obviamente indiferente o peso das ditaduras recentes na evolução cultural.
É tudo muito normal. Gostava de ver em portugal uma ministra da defesa negra, grávida e lésbica assumida. O que diria a direita !
Xico,
Agora as pessoas de esquerda cuidam mal dos seus filhos. Há de facto gente que vê o mundo de uma forma estranha.
Ela (a ministra da Defesa de Espanha) transporta a vida. Eles (os militares) dedicam-se a matar.
Será que a vida e a morte são parte da mesma solução final?
não entendo qual a admiração deste post
é por ser mulher?
é por estar grávida?
é por ser catalã?
deixe de ser politicamente correcto. Isto (no Ocidente) não é noticia.
Notícia era se fosse um homem grávido e basco.

Proponho esta imagem como “foto do ano”.
Porque:
1 - Mostra a forte presença da mulher num mundo ainda dominado por homens, naquilo que lhe é mais característico, a gravidez;
2 - Revela o quanto a humanidade evoluiu na igualdade de género, apesar das desigualdades que ainda perduram em muitas partes do mundo;
3 - É um sinal positivo numa sociedade ainda muito marcada pelo estigma da mulher como ser inferior, defendido pelo catolicismo durante séculos.
Achei muito bonita a imagem, quando vi.
Só não percebo uma coisa: porque é que o Daniel dá esse valor ao facto de ela estar grávida quando, para si e para o Estado Português, a gravidez é uma coisa que se pode “interromper” sem a necessidade de se invocar qualquer razão…
Há, deve ser porque ela já está de 7 meses, e não apenas de 2,5 meses…!!!
Cumprimentos
Luís
De facto e em relaçao a alguns.
De tantas bujardas que mandam para o ar , mais lhes valia estar calados, diriam menos asneiras e mostrariam muito melhor senso. ( do bom )
Sim senhor entao a esquerda cuida mal dos filhos.
E a direita, cuida bem ?
Bem, a julgar pelos ultimos eventos do PsD nem por isso. Mas prontos, va la; esta bem e fica assim.
Em relaçao a esta nova polemica em relaçao a Sr Ministra ( desta feita e felizmente a Espanhola )
ja percebi que o facto da Sr estar gravida e ir em breve gozar a sua licença de parto chocou.Pudera.
Mostrar ao mundo que as mulheres podem trabalhar e ficar de licença de parto e conservar o emprego e
o respeito devidos deve ser materia de choque para todos os que estao educados pelas velhas regras.
Pois e pena que nao consigam ver nisto um sinal e os bons.Pelo menos para alguns outros a mensagem foi clara e com isso me congratulo.
Pelo numero de posts que aqui encontrei verifico que ja existe uma percentagem de pessoas que consegue olhar um pouco mais longe.
E isso e que e bom.
Quanto aos outros e normal.
Ja e sabe que o futuro demora o seu tempo a ocupar o seu lugar; primeiro tem que o conquistar ao passado e essa conquista faz-se sempre muito devagar.
“Gostava de ver em portugal uma ministra da defesa negra, grávida e lésbica assumida” talvez daqui a 300 anos, se entretanto o aquecimento global não der cabo disto tudo.
ainda sobre o militarismo e as mulheres, é preciso não esquecer que a Mulher pode ser uma bicho infinitamente mais pérfido (lembram-se da velha gula por jóias e diamantes?)
Daniel,
Não tresleia o que eu escrevi.
Nunca escrevi que a esquerda cuidava mal dos filhos!
Disse que considerou isso um trabalho menor. Tão só. Posso ter exagerado? Que isso foi mais assunto de feministas e não da esquerda?Talvez. Mas este assunto é também ele exagerado!
Maria I
Que a direita defenda uma coisa e faça outra, estou de acordo. Mas a mim interessa-me mais o que diz e faz a esquerda. Percebe onde quero chegar?
Acho que a senhora procura o pai da criança na revista as tropas! Por Espanha e pelo Rei! Amigos de Olivença aproveitai agora!
Acrescento só mais uma qualidade:
Mulher, grávida, catalã e bonita…
Senhor Daniel,
Mal posso esperar pelo dia em que a senhora Helena Pinto seja Ministra da Defesa. Ali a passar a revista à tropa no Dia da Raça (10 de Junho para os mais novos) antes da partida no Adamastor para África.
Muito bloquista se nascesse no tempo do senhor Salazar era salazarista.
Já para não falar no tempo da monarquia em que o Bloco de Esquerda nem teve coragem de abrir a boca contra a prisão do Afonso Costa. UMA VERGONHA.
É mesmo engraçado o «mulher, grávida e catalã». Claro que não se referem Às eventuais qualidades da ministra. Não interessam as qualidades, vale sim o combate aos clichés. É este o nível do comentário.
De acordo com o mesmo critério seguido - que ignora a qualidade das pessoas -, estranho agora que o Daniel Oliveira não tenha aplaudido pelo facto de termos tido um ministro na pasta da defesa, número dois no governo, ex-jornalista e homossexual.
Caso para se dizer que no que toca ao combate ao preconceito Portugal está mais à frente do que a Espanha.
Não entendo o espanto…devo ser mesmo estúpida!
Aos que dizem não entender a razão de ser deste post pensem se neste lado da fronteira algum primeiro-ministro conseguiria ter força (mesmo que o desejasse, o que duvido) para nomear metade do seu governo com pessoas do sexo feminino? E também afirmar que Carme Chacón Piqueras é apenas nomeada para dar ares de “politicamente correcto”, além de injusto, não corresponde à verdade. Já vi muito homem chegar a ministro sem metade do currículo desta senhora…
Xico,
“Maria
Que a direita defenda uma coisa e faça outra, estou de acordo. Mas a mim interessa-me mais o que diz e faz a esquerda. Percebe onde quero chegar?”
Percebo muito bem e ai estamos de acordo, isto e a mim tambem me interessa mais o diz e faz a esquerda.Por razoes pessoais.
Porem essa razao nao me faz ir contra o que escrevi anteriormente.
Nao vejo senao um lado bom nisso da ministra espanhola estar gravida a frente da sua pasta.E acho muito bonito ver uma mulher e gravida fazer a revista as tropas.Como simbolo, prefiro-o a outros.Mesmo que compreenda os pros e os contras,para mim sera sempre um sinal mais.
Agora se ela sera ou nao capaz de mostrar competencias e pensando que o convite que recebeu e uma mais valia em relaçao a esse aspecto, isso nao depende nem de sexo nem de estado.Depende pura e simplesmente de ser ou nao competente para o cargo que ocupa.E nesse aspecto e irrelevante que seja uma mulher ou um homem a ocupar esse ou outro cargo politico.
No entanto e como ainda nao existe ainda possibilidade de avaliar as competencias dessa senhora e estando ela a receber avaliaçoes e criticas apenas por ser mulher e estar gravida e evidente que e apenas desses factos que estamos a falar.
E foi apenas com base nesses factos que escrevi o que escrevi.
E daí?
Desde quando é que a diferença de género substitui a diferenciação de classe?
A senhora Margaret Thatcher também era uma mulher, mas não é disso que se lembram os mineiros ingleses.
Esta Classe Operária é mesmo preconceituosa…
Num país em que as academias militares ainda têm frases do Franco pintadas nas paredes, é realmente refrescante.
“É um sinal positivo numa sociedade ainda muito marcada pelo estigma da mulher como ser inferior, defendido pelo catolicismo durante séculos.” Pessoalissimo
______
Já cá faltava o ataquesinho à Igreja Católica.
A Igreja Católica fez uma autêntica revolução nas sociedades antigas (inclusivamente na romana) em que a mulher era assim uma coisa entre o homem e o bicho.
Não ou dar exemplos que não vale a pena, entre gente de má-fé. Deixo aqui apenas uma transcrição da Bíblia:
O Senhor Deus disse: “Não é conveniente que o homem esteja só; vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele”. Gn. 2, 18
Desculpem a pergunta, mas em Espanha o serviço militar não é obrigatório apenas para os homens? Quer-se dizer, os machos são obrigados a dar a cumprir serviço militar, mas as mulherees que estão dele isentas, podem mandar na tropa. Não concordo. Se elas querem passar revistas às tropas então que comecem também a passar pelas fileiras nas mesmas condições que os homens.
A quem considera logo à partida que a senhora é incompetente, e que só foi escolhida para o cargo por ser mulher, eu queria perguntar onde estavam vocês quando durante tanto tempo, e ainda hoje, são os homens a serem “escolhidos” para inúmeras coisas mesmo que existam mulheres mais competentes?
Quando vejo este comportamento reticencioso e meio velhaco lembro-me sempre daquele rapazola que, enquanto viajava num autocarro conduzido impecavelmente por uma mulher, dizia, contra as mais claras evidências, que às mulheres não devia ser permitido conduzir autocarros porque «elas» não têm capacidades para tal.
Isabel Coutinho
Eu também tenho aqui uma Bíblia que diz “E da costela que o Senhor Deus tomou do Homem, formou uma mulher; e trouxe-a a Adão” (Gn. 2, 22). Quer mais?
Aí vai: “E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor e a tua conceição; com dor terás filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará” (Gn. 3, 16)
…
Isabel, faça um favor a si própria, NUNCA se socorra do Velho Testamento para defender os pontos de vista de um católico nos tempos actuais.
Esclareço ainda que se ler com mais atenção o que escrevi chegará certamente à conclusão que não se trata de nenhum ataque à Igreja Católica e aos seus crentes, pelo contrário. Eu falo do passado (e o passado da Igreja Católica é o que é, toda a gente o conhece, até os seus bispos reconhecem hoje os erros do passado), não falo do presente. Mas se quisesse falar do presente, também teria algumas boas razões para condenar a sua acção. Tem lido sobre o que o actual Papa tem dito nos EUA?
Abraço
E porque não a foto do governo de Zapatero por inteiro, uma vez que o número de mulheres é maioritário??? E já agora, às vezes os esquerdistas também são bastante patetas com o ênfase dado a este tipo de notícias…
Mas desde quando a origem da personagem (Catalunha, País Basco, Andaluzia ou Astúrias) define a competência? Ou agora os cargos de grande responsabilidade são preenchidos por quotas regionais?
Von
Obviamente que o mais importante é a competência. Mas, ainda assim, fiquei satisfeito com este caso. Não acredito que as mulheres sejam melhores governantes que os homens, tal como não creio que um mundo comandado por elas seja um mundo melhor. Mas, constituindo as mulheres mais de metade da população mundial, é certamente, mais justo termos um governo com tantas ou mais mulheres que homens, que um governo, por exemplo, exclusivamente masculino.
É uma questão de elementar justiça. E nisso, a Espanha, tal como em muitos outras áreas continua na crista da onda.
Caro pessoalíssimo
É de um primarismo incrível contrapôr à citação da Isabel Coutinho essas duas.
Mas enfim, além de mostrar que não sabe ler, quem diz que tem “UMA” Bíblia, mostra tudo.
A Isabel Coutinho é sempre previsível nos seus comentários.
Se quiserem chamar-lhe a atenção, basta comentarem aqui que “a bíblia e o “Moby Dick” são os melhores romances alguma vez escritos”.
E é vê-la a espernear…
Pessoalíssimo : “Isabel, faça um favor a si própria, NUNCA se socorra do Velho Testamento para defender os pontos de vista de um católico nos tempos actuais.”
Ora aqui está um exemplo de lucidez. Certíssimo!
Mas não espere que a Isabel concorde, e que siga o seu conselho.
Apesar de que, “pontos de vista de um católico” ser um conceito… a clarificar.
Pessoalíssimo
Tem razão. Admito o meu erro.
Mas também porque é que entram a matar contra a Igreja Católica, por tudo e por nada?
Cristo teve mulheres entre os seus discípulos. Tratou-as sempre como seres responsáveis (o que era uma novidade para a época), o que chegou a ser motivo de escândalo. Tratou-as sempre como iguais ao homem.
A Igreja Católica fez uma autêntica revolução nas sociedades antigas (inclusivamente na romana) em que a mulher era assim uma coisa entre o homem e o bicho.
A Igreja foi progressivamente defendendo a reabilitação da mulher. O que não aconteceu de um momento para o outro, nem isso era possível em sociedades de cariz patriarcal. Onde para se sobrevier era indispensável a força braçal.
(em Gn.3,16, o termo dominar também tem o sentido de proteger). Proteger os mais fracos era obrigação dos mais fortes - e ainda é.
A sociedade mudou e hoje a mulher já não tem necessidade dessa protecção, a não ser no que respeita à força física, que continua a ser menor na mulher que no homem.
Este post é um exemplo da hipocrisia do homem em relação à mulher. Ao “enternecer-se” à vista duma mulher Ministra da Defesa (ainda por cima grávida)está no fundo a considerá-la inferior a ele.
Os homens de hoje já não protegem as mulheres quando elas precisam. E acham que ao fazer textos lamurientos como este, estão a fazer-lhes um grande favor. Tão queridos! É esta mentalidade que me irrita.
Desculpe lá.
A actual Presidente socialista do Chile, Michele Bachelet, também foi Ministra da Defesa antes de ser eleita Presidente.
A França também já teve uma ministra da defesa, Michèle Alliot-Marie, que chegou, inclusivamente, a ser presidente do partido do Chirac, RPR.
Por tanto o facto de ser mulher não me espanta. Estar grávida e ser catalã muito menos.
Ela foi cabeça de lista do PSC-PSOE na Catalunha, e se não fosse a Catalunha, o PSOE não teria ganho as eleições. Zapatero não tinha outra alternativa senão recompensar os socialistas catalães.
Recompensas ou nao aparte , o facto e que esta imagem tem em si uma força que ultrapassa em muito todos os considerandos politicos que se façam sobre ela.
E muito mais um simbolo do que uma mensagem politica– o post do pessoalissimo fala belissimamente sobre esse aspecto.
Quanto as mulheres que ja passaram pela politica
e pela pasta da defesa em particular, nao retiram o brilho a esta nova tentativa de retirar as mulheres o tao velho e repassado estigma sobre a gravidez e as capacidades.
Que nao ha duvida que incomodou muita gente.
A prova foi a rapidez com que alguns vieram falar sobre o facto de ter sido temeridade dar o cargo a uma mulher e para mais estando gravida, com as usuais e corriqueiras piadinhas de mau gosto sobre a materia.
“Ela foi cabeça de lista do PSC-PSOE na Catalunha, e se não fosse a Catalunha, o PSOE não teria ganho as eleições. Zapatero não tinha outra alternativa senão recompensar os socialistas catalães.”
Justicialista
E desde quando é que a gravidez merece “recompensa”? Ou pode ser utilizada como tal?
Só se for para os homens que, se pudessem engravidar, só teriam o 1º único filho e nunca repetiriam a dose.
Não estou a ver um homem aguentar com a menstruação, a gravidez, o parto, a aleitação, a menopausa, etc. São coisas que fazem doer, sabem?
Isabel Coutinho
Desta vez concordo com as suas considerações, há realmente muita hipocrisia nestas manifestações “machistas” de exaltação dos direitos das mulheres.
Eu, pela minha parte, sempre considerei (até por motivos profissionais) as mulheres iguais aos homens em direitos e deveres. Mas não nos podemos esquecer que vivemos em Portugal, onde apesar dos notórios avanços sociais e civilizacionais, ainda subsiste uma mentalidade tacanha e saloia sobre muitos temas da actualidade. Disfarçada de modernismo (ou pós-modernismo) mas ainda assim obtusa e mesquinha.
…
David Fernandes
Quer explicitar melhor o seu ponto de vista? É que honestamente não o entendi…
Discriminação ! A ministra devia ser negra e lésbica ! Mulher, catalã, grávida, sim , mas também negra e lésbica Zapatero é racista e homofóbico ! Abaixo !
Esqueceu o deficiente (ou portadora de deficiência), Euroliberal.
“A Igreja Católica fez uma autêntica revolução nas sociedades antigas (inclusivamente na romana) em que a mulher era assim uma coisa entre o homem e o bicho. ”
Pois é. Só é pena ter ficado parada algures perdida no direito romano, esmagada pelo pater familias cabeça de casal e de se ter esquecido do feminismo evengélici de cristo e das primeiras comunidades cristãs…”Mulheres estejam caladas”… e mais maeia dúzia de citações bíblicas escritos de doutores da igreja e uma montanha de encíclicas papais, serve bem para demosntrar que para a Igreja católica as mulheres são uam espécie de bichos, pois até lhes negam um sacramento em função dos cromossomas…
Ao que parece, as alas mais conservadoras e admiradoras do franquismo das cúpulas militares espanholas estão à beira da apoplexia. Estão agora subordinadas a uma mulher, socialista e catalã. Mas, o que mais os incomoda, quase como um insulto obsceno, é que esta mulher, ministra da defesa, estay embarazada de siete meses. Eles bem falam sobre a beleza da maternidade e da obrigação femeeira de parir, mas, a bem dzer , os ideólogos da extrema direita conservadora têm um asco especial às mulheres grávidas.
Qual é a notícia? Ser mulher, estar grávida,ser Catalã? Vai-se a ver é o novo spot publicitário da SOCIEDAD DRMOESTETICA…