Sem respostas ao post “Perante os dois posts anteriores quem se pode espantar com este?”  

  1. 1 1  Hélder Alves

    O que custa ver é sobretudo a passividade dos que rodeiam. Vê-se e cala-se! É cada vez mais a individualização da sociedade.

  2. 2 2  Lino José

    Lá está, se isto não é demagogia então no sei…

    Os dois posts anteriores não têm nada a ver com este.

    Os dois posts anteriores referiam-se a politicas de imigração legítimas, avalizadas por actos eleitorais, ou seja, pela escolha das pessoas (é curioso como para umas coisas as pessoas sabem escolher, e a sua escolha conta é democrática, e para outras já não é).

    Este post refere-se refere-se a um delito comum, um vulgaríssimo caso de polícia, com alcoól pelo meio.

    Não tenho conhecimento de as autoridades politicas catalãs terem por alguma forma incutido ideias racistas na mente deste fulano. Portanto, os dois posts anteriores não têm nada a ver com este.

    NOTA : Daniel, vá à CP e peça vídeos dos combóios da linha de Sintra, em que se vê bandos de negros a atacarem pessoas, e ponha-os aqui como pôs este, e tire as suas ilações como fez com este. Seja sério.

  3. 3 3  Daniel Oliveira

    Não, não é demagogia. A sensação de impunidade na agressão a um imigrante, a ideia de que se trata de gente sem os mesmos direitos do que nós, dão-a políticos e Estados quando os tratam como sub-humanos para ganhar votos ou ter mão de obra barata.

  4. 4 4  Ricardo Francisco

    O típico participante em uma manifestação anti-globalização…

  5. 5 5  Daniel Oliveira

    Ricardo, o que raio quer isso dizer?

  6. 6 6  carlos martins

    é principalmente a impunidade que me impressiona mais, nem sequer quero pensar que é devido a ir de encontro às vontades políticas…

  7. 7 7  Lino José

    “A sensação de impunidade na agressão a um imigrante, a ideia de que se trata de gente sem os mesmos direitos do que nós”

    Não é demagogia ? É, é, a partir do momento em que não relata aqui, com o mesmo tom de crítica, factos idênticos, mas com os protagonistas a ocuparem posições opostas.

    Por exemplo, citei o que se passa na Linha de Sintra, de forma não tão rara quanto isso, em a situação é exactamente igual à de Barcelona, mas em que os agressores são filhos de imigrantes, portugueses talvez, mas filhos de imigrantes.

    Outro exemplo, os distúrbios em França, em que os bens das pessoas e as próprias pessoas foram vandalizados, de forma brutal e repetida, por imigrantes de 2ª geração. Todos vimos e você certamente que também.

    E não me veham dizer, como alguma esquerda o fez, que são coitadinhos, desempregados, e que a culpa é de todos menos deles, e se praticam violência, a população só tem é a obrigação de deixar os seus bens a jeito para eles poderem exteriorizar a revolta que os invade.

    Não me espanta nada que os franceses pretendam leis de imigração restritivas porque, de facto, estão na terra deles, e não são obrigados a suportar com cenas como as que se passaram.

    Veja as coisas dos dois lados. Não enfatize sómmente uma faceta.

    Qualquer pessoa que venha para trabalhar, que cumpra as leis do país, que venha suprir uma necessidade de mão-obra, e que tenha condições para trabalhar e onde viver, é sempre bem-vinda e está ao cuidado da lei como todos nós.

  8. 8 8  The Studio

    Impunidade? Mas qual impunidade? Segundo diz a notícia, o indivíduo foi posteriormente detido pela polícia. Aliás, pelo menos a sensação que existe em Portugal, é a de que existe impunidade em relação a tudo excepto aos actos dos skinheads. Quanto ao resto, subscrevo os comentários do Lino José: É absurdo relacionar este acto com os resultados eleitorais na Suiça.

  9. 9 9  Sebastião Diasbastião Dias

    Quanta demagogia, Daniel. Faço minhas as palavras de Lino José e acrescento algumas coisas.

    Em democracia cada partido defende as suas ideias e cada eleitor escolhe para votar no partido mais de acordo com aquilo que cada um pensa. É legítimo existirem partidos contra a imigração assim como existem pessoas que não querem mais imigrantes no país. Sou casado com uma mulher de nacionalidade estrangeira e eu e ela sabemos bem do que se trata isto. Mas é legítimo que assim seja.

    Acho, aliás, que uma política sem restrições à imigração, tal como o seu partido defende, é completamente irrealista e a ser aplicada iria ser uma semente de violência na sociedade. Se eventualmente se abrissem as portas à imigração, iriamos ter em Portugal e na Europa multidões de imigrantes oriundos de África, sem qualificações, sem empregos para lhes dar, dispostos a trabalhar ilegalmente por um punhado de feijões, com todas as consequências sociais graves que daí advêm, não só para os imigrantes como para os outros. E, sobtretudo, cada vez mais pessoas contra a imigração, a associarem imigração com racismo, a darem cada vez mais força aos movimentos de extrema-direita que tanto eu com o Daniel detestamos (com a diferença que eu também odeio a extrema-esquerda). às vezes não percebo se a sua questão é ser é o ploiticamente correcto ou a falta de inteligência social para perceber a génese do racismo e da xenófobia. E quer queira quer não a imigração desmesurada está também na génese do racismo e das suas manifestações.

  10. 10 10  Paulo Ribeiro

    Caro Hélder Alves, sem querer dalguma forma justificar uma situação inadmissível destas, creio que teve possibilidade de assistir às agressões perpetradas por Africanos, no Comboio da linha de Sintra. Se se lembra,todos aqueles que também seguiam no comboio e não foram agredidos assistiram passivamente ao desenrolar do acontecimento. Não há nada de racista nesta minha opinião, só pretendo demostrar que a passividade de terceiros é a norma neste tipo de situação…. Fazer o quê perante uma situação de violência gratuita? Arriscar a sair lesado? É isso que pensa a maioria das pessoas e, portanto, evitam sequer dizer alguma coisa. Agora, há que tomar medidas relativamente àquele caso, porque há imagens, o tipo foi identificado e não pode sair impune daquele acto bárbaro dirigido (esqueçam o termo emigrante) a um ser humano.
    Mas os espanhóis são mesmo racistas e aquilo rapidamente cairá no esquecimento (digo eu, como é óbvio)….

  11. 11 11  carlos martins

    the studio, há impunidade sim, o sujeito (leia-se animal) encontra-se em liberdade.

  12. 12 12  h

    Por imperativos profissionais, não posso dizer isto, mas, ao ver a reportagem, não consegui evitar pensar: como seria bom para a Humanidade se aquele rapazito fosse largado numa qualquer Cova da Moura…

  13. 13 13  fidel

    demagogia rasteira, é a esquerda inteligente no seu melhor.

  14. 14 14  Fado Alexandrino

    Posted by: h | outubro 24, 2007 02:25 PM

    Não sei se consegue reparar que a barbaridade que acabou de escrever representa um acto de racismo no seu expoente máximo.

  15. 15 15  Sebastião Dias

    Claro que me esqueci do mais importante: a besta que é um homem ao agredir sem razão 1)outra pessoa, 2) uma mulher, 3) uma pessoa de outra raça. Arrancava-lhe a pele para fazer um bombo ou, mais moderadamente, caçava-o e metia-o na prisão.

  16. 16 16  Sebastião José

    Carlos Martins

    Porque carga de água é que o indivíduo teria de ficar em prisão preventiva até ao julgamento? Só porque lhe agradaria?

  17. 17 17  carlos martins

    Sebastião:
    talvez para ver se o indivíduo não repetia o mesmo tipo de comportamento até ao julgamento, não quero dizer que ele não vá responder pelo que fez mas lamento, sou intolerável em relação a violência seja de que forma for, esta é das mais tristes.

  18. 18 18  Francisco Vaz da silva

    Segundo os testemunhos a agressão teve mesmo uma motivação xenófoba. Mas, tão importante como essa circunstância, é reflectir sobre o tipo de sociedade em que este género de episódios se tornou tão frequente (qualquer que seja a cor da pele da vítima ou o do algoz) e a indiferença quase geral que se instalou perante eles (como a falta de reacção do outro passageiro deixou muito evidente). Estou convicto que existe uma relação estreita entre a violência, o abuso relativamente aos mais fracos (e os emigrantes contam-se, geralmente, entre eles) e a apatia, o torpor, com que a maioria lida com estes fenómenos. Virar a cara para o lado e assobiar é sempre a pior solução.

  19. 19 19  jose carlos

    eu vivo a 30 kms de Barcelona e posso dizer que a Catalunha não tem tradicoes em xenofobia.. nem racismo. O grande problema da Catalunha é que eles em grande maioria não se consideram espanhois… e se apoiam muito nos estrangeiros. O que está aqui é uma excepção

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