Através de vários comentários e deste post descubro que o objectivo do PP não era vencer as eleições. Era ter um honroso segundo lugar. A melhor votação de sempre à custa da bipolarização que, na realidade, beneficiará, no futuro, mais o PSOE do que o PP, sem partidos relevantes à sua direita. E que a Igreja, ao apelar ao voto no PP, não queria Zapatero e as suas reformas de laicização de Espanha fora do poder. Ou então a nossa direita está a ganhar aquele velho hábito de achar que mesmo quando se perde ganha-se. A arte é olhar para os dados que interessam. Zapatero foi reeleito e ainda aumentou de votos e de deputados, estando menos dependente dos aliados. O PP aumentou de votos e de deputados mas isso de pouco lhe serve: vai ficar mais quatro anos na oposição. Alguém tem dúvidas que o PP venceu? Rajoy ainda não parou de festejar e a Igreja já mandou os fiéis pagar promessas.
Sem comentários 10 Mar 08 em Espanha



Não é que, às vezes, até lhe dou razão?
Cumprimentos
JC
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Desta vez é só para dizer que acertastes em tudo.
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Quem de certeza pode cantar vitória, é o Bloco!
“hoje na Galiza sacou 11 Rajoy, 10 Zapatero e dois o BNG e nas elecioms autonómicas xa veremos canto saca cada um”
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Declaração de Interesse
Não sou de esquerda porque sou democrata, o que não quer dizer que seja de direita
A questão aqui é muito simples.
Os partidos concorrem para ganhar é obvio, mas se no fim se verifica que um determinado partido ganhou na maioria da Nação em questão e aumentou os seus votos em cinco vezes o seu adversário e lhe coloca o problema, aliás já existente antes, de não poder governar contra ele, chamar a isso uma derrota é tão exagerado como chamar-lhe uma vitória.
O mesmo se aplica ao partido vencedor com as devidas correcções.
Como é que um partido que ganha as eleições por uma unha negra vai governar contra a opinião de metade dos votantes?
O que estas eleições provaram sem margem para dúvida é que quando as situações se começam a extremar os pequenos e folclóricos partidos desaparecem volatilizando pela crua realidade.
E por isso, cautelas e caldos de galinha…
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Fado, mais 16 deputados e mais 3,5% (a que tem de somar a informação de que há partidos à esquerda do PSOE e não os há à direita do PP) não é uma unha negra. Como é que um partido que cresce no governo perde legitimidade? De resto, quase todos os governos governam contra a opinião de metade dos eleitores. o PS governa contra o voto de mais de metade dos portugueses. Põe em causa a sua legitimidade?
A direita tem este problema: sempre que perde esquece-se das regras democráticas e põe em causa o valor do voto.
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O PP recuperou algum eleitorado que tinha perdido nas ultimas eleições.
Teve o apoio descarado, com manifestações publicas á mistura, de bispos da Igreja Catolica.
Teve a seu favor uma situação economica e um desemprego, que em nada abonam o governo do Zapatero.
Fez a mais miseravel utilização das vitimas do terrorismo da ETA.
Utilizou linguagem contra os imigrantes que em nada se diferenciam da Falange Espanhola.
E depois de tudo isto FOI DERROTADO.
É obra
Não esquecer o resultado de Rosa Diez uma ex-deputada dissidente do PSOE, que teve mais de 300.000, e que seriam votos do PSOE.
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Força FADO ALEXANDRINO. Concordo a 100%.
Vai uma partidinha de XADREZ?
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Corvo, é questionável o facto de os 300.000 votos irem para o PSOE. Do total de votos de Diez, há que conceder que muitos deles seriam de pessoas que não votariam de qualquer modo no PSOE, um pouco à imagem do que em Portugal aconteceu com Alegre nas presidenciais. Mais: como o Daniel disse, não há “vida” à direita do PP, deixando claro quem arrecadaria os votos todos da direita, o que levaria qualquer eleitor de esquerda a considerar, ainda que contrariado, o voto útil no PSOE. Tal não aconteceu, contudo.
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Ficou a também a marca da irradicaçao da esquerda unida.
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Daniel Oliveira
Para encerrar esta troca de ideias.
O PSOE queria legitimamente a maioria absoluta, perdeu.
O PP queria ser governo, perdeu.
Como neste novo parlamente deixa de haver vida quer à direita quer à esquerda, pode ser que quem tenha ganho seja o povo espanhol, pois estes dois homens estão condenados a olhar em frente.
O que Rajoy aliás já disse.
O PS governa contra o voto de mais de metade dos portugueses
Eu julgava que eles tinham a maioria, mas para o senhor se calhar os votos do BE valem por cem.
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Fado, o PSOE queria antes de mais ganhar as eleições e ganhou, reforçando a sua maioria.
Quanto ao PS, usei apenas a sua lógica. Sabe que o PS não teve a maioria absoluta dos votos, apenas dos deputados. Logo, a maioria dos eleitores não votou no PS. Seguindo a sua lógica, o PS governa «contra a opinião» da maioria dos portugueses. Não é assim?
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Não, mas os números dão para todos os gostos.
Agora veja eu, se fosse o Zapatero preferia a outra legislatura.
Porquê?
Tinha o mesmo número de deputados de diferença para o concorrente número um e tinha mais 38 deputados de dez partidos para fazer alianças.
Agora esse número desceu para 28.
Não me parece uma melhoria.
Em relação ao PS e ao caso português é diferente porque há dois grandes partidos, um partido médio e dois mais pequenos.
Não há portanto uma bipolarização tão clara o que permite o caso citado, maioria sem a maioria dos portugueses.
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Estava a ver os resultados destas eleições e lembrei-me dos antigos reinos da Iberia .
Galiza ganha o PP
Leão ganha o PSOE
Castela ganha o PP
Navarra ganha o PP
Aragão ganha o PSOE
Reinos mouros de Sevilha e Granada ganha o PSOE
País Basco que nunca ninguem dominou, nem os Francos da canção de Rolando, ganha o PSOE.
Mais de 1000 anos passados e a divisão das Espanhas continua a ser a realidade que sempre foi.
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