sim, se for mais para a esquerda a direita desloca-se mais para as margens do centro e o centro, além de ficar sem margens, o que é uma grande chatice, fica sem saber onde está…o que é uma chatice ainda maior. A não ser que salte, qual cavalinho louco, pervertendo este hábito horrível, quase tribal, de direita vs esquerda. A malta agora tem gps, o relativismo cósmocómico e o pós-modernismo Lacaniano. (a fonética do nome é fantástica: LAAAcaN!) funny Tremo, só de ouvir. Caro Daniel, as auto-interpretações ideológicas dos políticos de hoje parecem ser rabiscos, assim à pollack, de improvisações, de planos nunca concretizados que se acumulam (burocraticamente e não só) , não apenas nas mesas poeirentas de ministérios e think thanks, mas no próprio imaginário colectivo, na geist-psychen (eh ehe eheh eh h e que nome da merda)…Os sonhos por realizar, por outras palavras. E o que me parece mais fascinante em todo este drama da evolução histórica da política é, como dizer????, a forma como as ideologias que hoje se afirmam por aqui e ali emanam de processos sistémicos já em decurso. O caso da terceira via é muito elucidativo. Pelo menos duas classes políticas podem ser creditadas com a sua “invenção.” (PD; PT) No entanto, a meu ver,… e esta é uma opinião um bocado estapafúrdia,..eles apenas explicitaram em discurso o que já acontecia (não me refiro aos investimentos na saúde, educação etc)….a existência de uma relação complementar vital, no próprio sistema, entre o dinamismo económico do mercado e as capacidades acrescidas de intervenção do estado em determinados domínios (e só nestes). Um minimalismo essencial. A relação já existia no sistema antes de ser inventada. Apenas não tinha sido explicitada como uma “política.” Não acredito em marionetes. Mas…cronologicamente falando, fico com a sensação de que foi assim. Se isto é verdade, devo sentir-me como? Deprimido ou satisfeito porque muitos malucos (democraticamente eleitos e outros) não poderem fazer o que bem desejam do actual sistema, do seu rumo etc etc. Nem uma coisa nem outra. Espero eu.
O Sr Dr Mário Soares é um clássico. Leia-se: ” Ainda agora em Madrid disse isso ao Guterres. [Sócrates] é mesmo o anti-Guterres no sentido de que ele é um homem de extrema determinação e que sabe o que quer.”
Imagino que o Sr. Guterres tenha respondido assim:
Pois, caro Mário, é um facto sobejamente conhecido: realmente não sou um tipo determinado e não faço a mínima ideia do que é que quero na vida…estou aqui, nas Nações Unidas, meio perdido…ainda nem sei onde fica o elevador principal, imagina lá!!! Mas tenho uma psicanalista fantástica. Comecei a andar a cavalo a semana passa…e aquela coisa do shiatsu não é fraude…uma terapia esplendida!!! Será que esta conversa está no youtube?
sim, se for mais para a esquerda a direita desloca-se mais para as margens do centro e o centro, além de ficar sem margens, o que é uma grande chatice, fica sem saber onde está…o que é uma chatice ainda maior. A não ser que salte, qual cavalinho louco, pervertendo este hábito horrível, quase tribal, de direita vs esquerda. A malta agora tem gps, o relativismo cósmocómico e o pós-modernismo Lacaniano. (a fonética do nome é fantástica: LAAAcaN!) funny
Tremo, só de ouvir. Caro Daniel, as auto-interpretações ideológicas dos políticos de hoje parecem ser rabiscos, assim à pollack, de improvisações, de planos nunca concretizados que se acumulam (burocraticamente e não só) , não apenas nas mesas poeirentas de ministérios e think thanks, mas no próprio imaginário colectivo, na geist-psychen (eh ehe eheh eh h e que nome da merda)…Os sonhos por realizar, por outras palavras. E o que me parece mais fascinante em todo este drama da evolução histórica da política é, como dizer????, a forma como as ideologias que hoje se afirmam por aqui e ali emanam de processos sistémicos já em decurso. O caso da terceira via é muito elucidativo. Pelo menos duas classes políticas podem ser creditadas com a sua “invenção.” (PD; PT) No entanto, a meu ver,… e esta é uma opinião um bocado estapafúrdia,..eles apenas explicitaram em discurso o que já acontecia (não me refiro aos investimentos na saúde, educação etc)….a existência de uma relação complementar vital, no próprio sistema, entre o dinamismo económico do mercado e as capacidades acrescidas de intervenção do estado em determinados domínios (e só nestes). Um minimalismo essencial. A relação já existia no sistema antes de ser inventada. Apenas não tinha sido explicitada como uma “política.” Não acredito em marionetes. Mas…cronologicamente falando, fico com a sensação de que foi assim. Se isto é verdade, devo sentir-me como? Deprimido ou satisfeito porque muitos malucos (democraticamente eleitos e outros) não poderem fazer o que bem desejam do actual sistema, do seu rumo etc etc. Nem uma coisa nem outra. Espero eu.
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desculpas pelos erros
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O Sr Dr Mário Soares é um clássico. Leia-se: ” Ainda agora em Madrid disse isso ao Guterres. [Sócrates] é mesmo o anti-Guterres no sentido de que ele é um homem de extrema determinação e que sabe o que quer.”
Imagino que o Sr. Guterres tenha respondido assim:
Pois, caro Mário, é um facto sobejamente conhecido: realmente não sou um tipo determinado e não faço a mínima ideia do que é que quero na vida…estou aqui, nas Nações Unidas, meio perdido…ainda nem sei onde fica o elevador principal, imagina lá!!! Mas tenho uma psicanalista fantástica. Comecei a andar a cavalo a semana passa…e aquela coisa do shiatsu não é fraude…uma terapia esplendida!!!
Será que esta conversa está no youtube?
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