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	<title>Comentários em: Vamos salvar as bactérias</title>
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	<description>Os suspeitos do costume</description>
	<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 06:06:10 +0000</pubDate>
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		<title>Por: José Silva</title>
		<link>http://arrastao.org/estado/vamos-salvar-as-bacterias/#comment-23553</link>
		<dc:creator>José Silva</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Feb 2008 20:42:30 +0000</pubDate>
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		<description>Esta actuação das autoridades, como da GNR, ASAE, etc..., está inserida na caça à coima, já que o Estado não consegue com facilidade reduzir a despesa e no que concerne à receita, a coima, multas, etc..., são os meios de financiamento mais eficazes, para pagar o folar a esta gente, que se fôr preciso nos leva o couro e o cabelo, em suma, somos escalpados:
FOLAR PARA A GNR
-
 A trabalhar para a dama
ou pode ser que eu erre
pára choques com lama
condutor levou à G.N.R.!
-
E o agente da autoridade
deu voltas a uma viatura
que no campo, na cidade
tudo leva a uma criatura!
-
O condutor, diz exaltado
como não pode ter lama
s'o piso estava molhado
com chuvadas de fama!
-
pensando nessa asneira
do agente d'autoridade
ele partiu p'ra Albufeira
e disse com notoriedade:
-
o agente que me autuou
se comigo quer brincar
minha razão não a dou
ele que vá é já passear!
-
diz-lhe a agente ofendida
Com o seu orgulho ferido
fala duma pessoa querida
a que amo,o meu marido!
-
E ele viu naquela cidade
onde outrora a asneira
fez cair a boa sociedade
qu'era de igual maneira!
-
Temos que pagar o folar
a agentes de autoridade
qu'a receita não vai dar
Autuam com sagacidade!
-
Se não chora, não mama
não tem o folar, o agente
não ando e limpo a lama
que trabalho, boa gente!?
-
Pisco</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Esta actuação das autoridades, como da GNR, ASAE, etc&#8230;, está inserida na caça à coima, já que o Estado não consegue com facilidade reduzir a despesa e no que concerne à receita, a coima, multas, etc&#8230;, são os meios de financiamento mais eficazes, para pagar o folar a esta gente, que se fôr preciso nos leva o couro e o cabelo, em suma, somos escalpados:<br />
FOLAR PARA A GNR<br />
-<br />
 A trabalhar para a dama<br />
ou pode ser que eu erre<br />
pára choques com lama<br />
condutor levou à G.N.R.!<br />
-<br />
E o agente da autoridade<br />
deu voltas a uma viatura<br />
que no campo, na cidade<br />
tudo leva a uma criatura!<br />
-<br />
O condutor, diz exaltado<br />
como não pode ter lama<br />
s&#8217;o piso estava molhado<br />
com chuvadas de fama!<br />
-<br />
pensando nessa asneira<br />
do agente d&#8217;autoridade<br />
ele partiu p&#8217;ra Albufeira<br />
e disse com notoriedade:<br />
-<br />
o agente que me autuou<br />
se comigo quer brincar<br />
minha razão não a dou<br />
ele que vá é já passear!<br />
-<br />
diz-lhe a agente ofendida<br />
Com o seu orgulho ferido<br />
fala duma pessoa querida<br />
a que amo,o meu marido!<br />
-<br />
E ele viu naquela cidade<br />
onde outrora a asneira<br />
fez cair a boa sociedade<br />
qu&#8217;era de igual maneira!<br />
-<br />
Temos que pagar o folar<br />
a agentes de autoridade<br />
qu&#8217;a receita não vai dar<br />
Autuam com sagacidade!<br />
-<br />
Se não chora, não mama<br />
não tem o folar, o agente<br />
não ando e limpo a lama<br />
que trabalho, boa gente!?<br />
-<br />
Pisco</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Á de Moura Pina</title>
		<link>http://arrastao.org/estado/vamos-salvar-as-bacterias/#comment-23552</link>
		<dc:creator>Á de Moura Pina</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Dec 2007 17:57:23 +0000</pubDate>
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		<description>Honra lhe seja feita. Daniel Oliveira tem a coragem de confessar ser adepto da badalhoquice, uma bactéria que se desenvolveu entre a classe dirigente (política e empresarial), que não se cansa de empurrar sistematicamente este país  para a cauda da Europa, seja uma Europa a treze, a quinze, a vinte e sete, ou a cinquenta, quando a houver.
O comentário continua no meu blogue http://abrasivo.blogs.sapo.pt
À de Moura Pina</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Honra lhe seja feita. Daniel Oliveira tem a coragem de confessar ser adepto da badalhoquice, uma bactéria que se desenvolveu entre a classe dirigente (política e empresarial), que não se cansa de empurrar sistematicamente este país  para a cauda da Europa, seja uma Europa a treze, a quinze, a vinte e sete, ou a cinquenta, quando a houver.<br />
O comentário continua no meu blogue <a href="http://abrasivo.blogs.sapo.pt" rel="nofollow">http://abrasivo.blogs.sapo.pt</a><br />
À de Moura Pina</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: carlos martins</title>
		<link>http://arrastao.org/estado/vamos-salvar-as-bacterias/#comment-23551</link>
		<dc:creator>carlos martins</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Dec 2007 05:49:04 +0000</pubDate>
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		<description>Imaginemos que de repente vem uma entidade dizer-me :" ah e tal, tu podias ser melhor, e não deves ser assim e assado porque não sei quê."
Se me provarem que o meu "assim e assado" está errado eu contemplo uma reunião.
O que eu odeio, odeio de morte são paternalismos pseudos que nem sequer dá para levar a sério.
Que estudos são esses? Porque foram feitos? Poruqe não me perguntaram? Porque tenho eu de obedecer a isso?
Recuso-me.
E repito, o nosso país não tem espaço para esta ASAE.
É absurdo(a).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Imaginemos que de repente vem uma entidade dizer-me :&#8221; ah e tal, tu podias ser melhor, e não deves ser assim e assado porque não sei quê.&#8221;<br />
Se me provarem que o meu &#8220;assim e assado&#8221; está errado eu contemplo uma reunião.<br />
O que eu odeio, odeio de morte são paternalismos pseudos que nem sequer dá para levar a sério.<br />
Que estudos são esses? Porque foram feitos? Poruqe não me perguntaram? Porque tenho eu de obedecer a isso?<br />
Recuso-me.<br />
E repito, o nosso país não tem espaço para esta ASAE.<br />
É absurdo(a).</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Zé Bonito</title>
		<link>http://arrastao.org/estado/vamos-salvar-as-bacterias/#comment-23550</link>
		<dc:creator>Zé Bonito</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Dec 2007 09:58:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/estado/vamos-salvar-as-bacterias/#comment-23550</guid>
		<description>Na sua edição de 17 de Dezembro, o "Público" incluiu uma entrevista à senhora Catherine Geslain Lanéelle, directora da EFSA (Autoridade Europeia de Segurança Alimentar). Logo no início, o jornalista interrogou-a sobre as reacções que se estão a verificar contra o que chamou de "obsessão higiénica". A resposta da senhora parece-me dizer tudo sobre essa ideia de que nos limitamos a cumprir as directivas europeias: "A questão que coloca prende-se mais com as formas de controlo alimentar que se desenvolveram nos diversos países, ou seja, com a gestão do risco, que não se inscreve nas minhas competências".
O que está em causa é mesmo uma "especificidade portuguesa", na linha do mito do "bom aluno": aquele puto graxista que passa a vida a tentar obter os favores dos profs.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Na sua edição de 17 de Dezembro, o &#8220;Público&#8221; incluiu uma entrevista à senhora Catherine Geslain Lanéelle, directora da EFSA (Autoridade Europeia de Segurança Alimentar). Logo no início, o jornalista interrogou-a sobre as reacções que se estão a verificar contra o que chamou de &#8220;obsessão higiénica&#8221;. A resposta da senhora parece-me dizer tudo sobre essa ideia de que nos limitamos a cumprir as directivas europeias: &#8220;A questão que coloca prende-se mais com as formas de controlo alimentar que se desenvolveram nos diversos países, ou seja, com a gestão do risco, que não se inscreve nas minhas competências&#8221;.<br />
O que está em causa é mesmo uma &#8220;especificidade portuguesa&#8221;, na linha do mito do &#8220;bom aluno&#8221;: aquele puto graxista que passa a vida a tentar obter os favores dos profs.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: tardes de bolonha</title>
		<link>http://arrastao.org/estado/vamos-salvar-as-bacterias/#comment-23549</link>
		<dc:creator>tardes de bolonha</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Dec 2007 07:08:38 +0000</pubDate>
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		<description>O problema é o excesso de zelo,mas radica nos ditames de Bruxelas.Sao directivas eleboradas por gente que não respeita as tradiçoes culturais e gastronómicas dos povos de sul,neste caso.È gente que não sabe saborear um excelente rissol de camarão feito pela Tia Joaquina que o vende no café lá do bairro;é gente que não tem paladar para uns excelentes enchidos de Arganil ou de Barrancos;é gente demasiado asséptica,demasiado preocupada em fazer a vida negra aos outros,num novo fascismo que impôe aquilo que devemos comer e se nos devemos ou não "matar" pelo prazer da descontracçao de um cigarro.Um dia isto acaba mal...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O problema é o excesso de zelo,mas radica nos ditames de Bruxelas.Sao directivas eleboradas por gente que não respeita as tradiçoes culturais e gastronómicas dos povos de sul,neste caso.È gente que não sabe saborear um excelente rissol de camarão feito pela Tia Joaquina que o vende no café lá do bairro;é gente que não tem paladar para uns excelentes enchidos de Arganil ou de Barrancos;é gente demasiado asséptica,demasiado preocupada em fazer a vida negra aos outros,num novo fascismo que impôe aquilo que devemos comer e se nos devemos ou não &#8220;matar&#8221; pelo prazer da descontracçao de um cigarro.Um dia isto acaba mal&#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: kosamet</title>
		<link>http://arrastao.org/estado/vamos-salvar-as-bacterias/#comment-23548</link>
		<dc:creator>kosamet</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Dec 2007 22:13:03 +0000</pubDate>
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		<description>Quais normas Europeias? a nivel da restauração nem sequer falamos de leis nacionais, grande parte delas são regulamentos municipais.
Portugal tem em muitos campos das legislaçoes mais avançadas do mundo i.e lei do ruido, que são totalmente irrealistas e impraticáveis.
A nivel da restauração temos de longe os estabelecimentos mais asseados do mundo, o problema é que muitas das regulamentações são pura e simplesmente paranóia aguda, e caça à multa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quais normas Europeias? a nivel da restauração nem sequer falamos de leis nacionais, grande parte delas são regulamentos municipais.<br />
Portugal tem em muitos campos das legislaçoes mais avançadas do mundo i.e lei do ruido, que são totalmente irrealistas e impraticáveis.<br />
A nivel da restauração temos de longe os estabelecimentos mais asseados do mundo, o problema é que muitas das regulamentações são pura e simplesmente paranóia aguda, e caça à multa.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo</title>
		<link>http://arrastao.org/estado/vamos-salvar-as-bacterias/#comment-23547</link>
		<dc:creator>Ricardo</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Dec 2007 21:28:54 +0000</pubDate>
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		<description>O facto de haver uma entidade a cumprir efectivamente o que está estipulado a nível Europeu, não devia causar tanto desagrado na comunidade que irá, em príncipio, usufruir destas medidas.
Certamente discordo de algumas regras, mas não da atitude da ASAE. São as primeiras que são "excessivas". Nesse aspecto estamos plenamente de acordo quanto à excessiva regulamentação, a nível europeu.
Não existe perseguição só existe a gestão de riscos potenciais (decerto nunca viu o McDonalds a "dar" intoxicações alimentares a meia centena de crianças!).
Cumprimentos</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O facto de haver uma entidade a cumprir efectivamente o que está estipulado a nível Europeu, não devia causar tanto desagrado na comunidade que irá, em príncipio, usufruir destas medidas.<br />
Certamente discordo de algumas regras, mas não da atitude da ASAE. São as primeiras que são &#8220;excessivas&#8221;. Nesse aspecto estamos plenamente de acordo quanto à excessiva regulamentação, a nível europeu.<br />
Não existe perseguição só existe a gestão de riscos potenciais (decerto nunca viu o McDonalds a &#8220;dar&#8221; intoxicações alimentares a meia centena de crianças!).<br />
Cumprimentos</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Zé Bonito</title>
		<link>http://arrastao.org/estado/vamos-salvar-as-bacterias/#comment-23545</link>
		<dc:creator>Zé Bonito</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Dec 2007 13:51:46 +0000</pubDate>
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		<description>Já tudo foi dito, ficando claro que a legislação aplicada pela ASAE não é inofensiva. Mas, só para dar um exemplo de como as coisas mais óbvias nem sempre o são, deixo aqui algumas informações.
Lembram-se daquele caso da exploração pecuária onde os animais morriam à fome e outros se amontoavam já mortos? Foi alvo de um engraçado comentário aqui no "Arrastão" e chocou todos aqueles que ainda tem um mínimo de sentimentos. No entanto, tomem lá isto: as fábricas de rações exigem pagamento imediato, enquanto os matadouros pagam a 60 dias; é proibido enterrar animais mortos, sem a avaliação de uma autoridade sanitária; se essa autoridade não se puder deslocar ao local, o animal tem que ser transportado até ela às custas do produtor; a transporte do animal morto, tem que ser feito, obrigatoriamente, em veículo refrigerado.
Não me venham dizer que os autores destas normas não se aperceberam das suas consequências económicas (para os pequenos produtores). Sobretudo, não me venham dizer que tudo isto não podia ser completamente diferente.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já tudo foi dito, ficando claro que a legislação aplicada pela ASAE não é inofensiva. Mas, só para dar um exemplo de como as coisas mais óbvias nem sempre o são, deixo aqui algumas informações.<br />
Lembram-se daquele caso da exploração pecuária onde os animais morriam à fome e outros se amontoavam já mortos? Foi alvo de um engraçado comentário aqui no &#8220;Arrastão&#8221; e chocou todos aqueles que ainda tem um mínimo de sentimentos. No entanto, tomem lá isto: as fábricas de rações exigem pagamento imediato, enquanto os matadouros pagam a 60 dias; é proibido enterrar animais mortos, sem a avaliação de uma autoridade sanitária; se essa autoridade não se puder deslocar ao local, o animal tem que ser transportado até ela às custas do produtor; a transporte do animal morto, tem que ser feito, obrigatoriamente, em veículo refrigerado.<br />
Não me venham dizer que os autores destas normas não se aperceberam das suas consequências económicas (para os pequenos produtores). Sobretudo, não me venham dizer que tudo isto não podia ser completamente diferente.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: rivera</title>
		<link>http://arrastao.org/estado/vamos-salvar-as-bacterias/#comment-23546</link>
		<dc:creator>rivera</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Dec 2007 09:03:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/estado/vamos-salvar-as-bacterias/#comment-23546</guid>
		<description>Notoriamente a ASAE apenas reagiu porque pela primeira vez sente que (porque quase 15000 assinaturas de protesto na net é muito, muito mesmo) está a ser verdadeiramente posta em causa. E está a ser posta em causa porque a sua actuação percebida por muitos já ultrapassou o "que bom até que enfim àregras" para passar a se aquilo que é: uma actuação securitária cega em relação a regras já de si na sua grande parte absurdas. Vejamos:
1. O azeite dos galheteiros ou das pequenas unidades invilolávies é a lógica do cinto de castidade: se a ASAE quer fazer o seu trabalho que analise o azeite em si e não as barreiras à sua contaminação. É da vontade dos agentes económicos e da análise do poroduto que vem a segurança alimentar. Apenas proibir tudo o que não é produzido industrialmente é somente um pequeno prémio à indústria do azeite (o qual é envenenado porque apenas vai abrir a porta à concorrência externa, que entrará pelo preço e pelo poder económico, ao eliminar qualquer possibilidade concreta de prestígio do produto tradicional).
2. Não foram as grandes cadeias de fast-food que adoptaram as regras da ASAE antes de elas existirem. É a ASAE na sua interpretação fundamentalista de directivas já de si bacocas que segue a política de regulação da segurança alimentar das cadeias de fast-food. A qual existe não porque o bjecto final é a segurança alimentar, mas para que a possibilidade de controlo exista no seu máximo, de forma a controlar todos os custos. Se não, uma pergunta: uma refeição de fast-food é mais saudável que uma refeição tradicional? e outra pergunta: é a suposta contaminação bacteriológica ao ser evitada pelo fast-food que vai dar qualidade aos alimentos processados?
3. A ASAE, ao seguir regras decorrentes da lei, mas principalmente pela sua cegueira em se auto-justificar que conduz a uma aplicação absurda do seu ideal do mundo industrializado, construiu um edifício de controlo que só serve às grandes unidades de restauração num mundo globalizado sem lugar para qualquer forma de localismo que fome valor. O número de normas que aplica, o tipo de normas, a má educação, agressividade e falta de qualquer respeito pelos cidadãos, apenas ilustram aquilo que a ASAE é: mais uma polícia (que não precisamos), mais um ataque à pequena e autónoma iniciativa privada, masi um insulto à nossa qualidade de vida.
Resumindo, quem quer viver a comer fast-food ou comida de fusão que o faça, agora não utilize a segurança alimentar, porque não possui bases científicas, nem económicas.
Por Portugal (da boa comida, da boa bebida, da boa vida e da saúde daí decorrente) acabem com a ASAE e criem não uma polícia alimentar mas uma verdadeira Agência de apoio à restauração. Para bem de todos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Notoriamente a ASAE apenas reagiu porque pela primeira vez sente que (porque quase 15000 assinaturas de protesto na net é muito, muito mesmo) está a ser verdadeiramente posta em causa. E está a ser posta em causa porque a sua actuação percebida por muitos já ultrapassou o &#8220;que bom até que enfim àregras&#8221; para passar a se aquilo que é: uma actuação securitária cega em relação a regras já de si na sua grande parte absurdas. Vejamos:<br />
1. O azeite dos galheteiros ou das pequenas unidades invilolávies é a lógica do cinto de castidade: se a ASAE quer fazer o seu trabalho que analise o azeite em si e não as barreiras à sua contaminação. É da vontade dos agentes económicos e da análise do poroduto que vem a segurança alimentar. Apenas proibir tudo o que não é produzido industrialmente é somente um pequeno prémio à indústria do azeite (o qual é envenenado porque apenas vai abrir a porta à concorrência externa, que entrará pelo preço e pelo poder económico, ao eliminar qualquer possibilidade concreta de prestígio do produto tradicional).<br />
2. Não foram as grandes cadeias de fast-food que adoptaram as regras da ASAE antes de elas existirem. É a ASAE na sua interpretação fundamentalista de directivas já de si bacocas que segue a política de regulação da segurança alimentar das cadeias de fast-food. A qual existe não porque o bjecto final é a segurança alimentar, mas para que a possibilidade de controlo exista no seu máximo, de forma a controlar todos os custos. Se não, uma pergunta: uma refeição de fast-food é mais saudável que uma refeição tradicional? e outra pergunta: é a suposta contaminação bacteriológica ao ser evitada pelo fast-food que vai dar qualidade aos alimentos processados?<br />
3. A ASAE, ao seguir regras decorrentes da lei, mas principalmente pela sua cegueira em se auto-justificar que conduz a uma aplicação absurda do seu ideal do mundo industrializado, construiu um edifício de controlo que só serve às grandes unidades de restauração num mundo globalizado sem lugar para qualquer forma de localismo que fome valor. O número de normas que aplica, o tipo de normas, a má educação, agressividade e falta de qualquer respeito pelos cidadãos, apenas ilustram aquilo que a ASAE é: mais uma polícia (que não precisamos), mais um ataque à pequena e autónoma iniciativa privada, masi um insulto à nossa qualidade de vida.<br />
Resumindo, quem quer viver a comer fast-food ou comida de fusão que o faça, agora não utilize a segurança alimentar, porque não possui bases científicas, nem económicas.<br />
Por Portugal (da boa comida, da boa bebida, da boa vida e da saúde daí decorrente) acabem com a ASAE e criem não uma polícia alimentar mas uma verdadeira Agência de apoio à restauração. Para bem de todos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fúria normativa &#171; Notas ao café&#8230;</title>
		<link>http://arrastao.org/estado/vamos-salvar-as-bacterias/#comment-23544</link>
		<dc:creator>Fúria normativa &#171; Notas ao café&#8230;</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Dec 2007 02:58:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/estado/vamos-salvar-as-bacterias/#comment-23544</guid>
		<description>[...] Publicado por JN em Dezembro 23, 2007  «Se tentarmos que tudo fique limpinho à nossa volta acabaremos a comer todos o mesmo. E isto tem consequências económicas. Quando as regras são em excesso os pequenos produtores vão à vida. Quando se proibiram os saudosos galheteiros acabou-se com a possibilidade de um bom restaurante tradicional ter azeite de um pequeno produtor local. Aumentaram-se os custos de produção sem que os riscos o justificassem. Aliás, a fúria normativa europeia que mede a maçã e legisla sobre tripas tem tido esta consequência: mandar borda fora os pequenos produtores. Além do risco de ficarmos todos a comer tão mal como os desgraçados da Europa do Norte, perdemos a pequena economia que, quando a coisa corre pior, é o que salva muitas famílias.» [Arrastão] [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Publicado por JN em Dezembro 23, 2007  «Se tentarmos que tudo fique limpinho à nossa volta acabaremos a comer todos o mesmo. E isto tem consequências económicas. Quando as regras são em excesso os pequenos produtores vão à vida. Quando se proibiram os saudosos galheteiros acabou-se com a possibilidade de um bom restaurante tradicional ter azeite de um pequeno produtor local. Aumentaram-se os custos de produção sem que os riscos o justificassem. Aliás, a fúria normativa europeia que mede a maçã e legisla sobre tripas tem tido esta consequência: mandar borda fora os pequenos produtores. Além do risco de ficarmos todos a comer tão mal como os desgraçados da Europa do Norte, perdemos a pequena economia que, quando a coisa corre pior, é o que salva muitas famílias.» [Arrastão] [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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