John McCain venceu em toda a linha e é o candidato republicano à presidência. Hillary Clinton ganhou em Ohio, Texas e Rhode Island. Mas a vantagem foi pequena e Obama continua à frente, com mais 135 delegados. Má notícia para os democratas: com McCain em campanha, Obama e Hillary terão de se continuar a confrontar.
Por Daniel Oliveira 5 Mar 08 em EUA


Atenção que no Texas ainda falta o caucus para se saber com maior certeza como ficam as contas dos delegados.
135…… ou 76
Quem fez mal as contas o Daniel ou o NYT …..
Há ainda que não esquecer dois estados, em que Hilary ganhou destacadissima ,e que por questões processuiais ainda não há delegados eleitos, refiro-me á:
Florida e ao Michigão.
No Michigan, Hillary era a única candidata nos boletins de voto; na Florida não houve campanha.
Dúvido muito que os delegados desses Estados venham a ter voto na Convenção sem uma repetição das eleições em ambos, nem que seja em formato de caucus, conforme já foi sugerido por dirigentes do próprio Partido Democrata.
A fazer fé nos números da CNN, as contas do Daniel Oliveira estão certas: Obama leva um avanço de 135 delegados eleitos. Se juntarmos os super-delegados, a diferença baixa para 91. A distinção entre os dois valores é importante, porque tem-se andado a discutir qual deve ser o sentido de voto dos super-delegado, se livre ou se conforme os resultados dos seus distritos.
Se a escolha recair sobre a segunda opção, Obama poderá ter vantagem, até porque há receio que se a elite democrata for contra a maioria expressa em voto popular, o partido arrisca-se a uma divisão interna séria. E ninguém quer isso a poucos meses das eleições presidenciais.
Caro Daniel Oliveira,
Há muito tempo que leio aquilo que escreve, no entanto nunca comentei no seu blogue. Faço-o agora porque em relação às eleições norte-americanas não compreendo o seu enorme entusiasmo pela candidatura do Obama.
É claro que não esperava que o Daniel Oliveira simpatizasse com McCain ou Huckbee e é óbvio que a sua escolha recairia sempre num candidato Democrata. No entanto, tanta admiração por Obama parece-me uma grande contradição com as ideias que defende.
A menos que o Daniel Oliveira tencione ir viver para os Estados Unidos nos próximos anos, aquilo que mais lhe deve importar são as posições dos candidatos na política externa. E que “hope” e “change” podemos esperar de Obama neste domínio? Muito pouco! O último debate do Partido Democrata em Cleveland foi muito esclarecedor em relação a este aspecto.
Quando questionado sobre a questão do Médio Oriente e Israel, Obama foi parco em palavras e limitou-se a dizer isto: “They are among our most important allies and their security is sacrosanct.”. O Daniel que se tem desdobrado em posts nos últimos dias a condenar os ataques israelitas. Que mudanças espera ter na política norte-americana para a região se Obama for eleito? Ainda sente alguma esperança que de facto algo vá mudar?
Em relação ao Paquistão Obama defende: “if we have actionable intelligence about Osama bin Laden, and Pakistan can’t strike against him, we should.”
Em relação ao Iraque, quando questionado pelos entrevistadores sobre o que faria se depois da retirada norte-americana o Iraque se transformasse num inferno, se ele se acharia no direito de invadir novamente, Obama respondeu: “always reserves the right for the president to look out for American interests.”
Em que é que estas posições de Obama são compatíveis com aquilo que o Daniel vem defendendo há tanto tempo?
Em relação ao NAFTA, num exercício de enorme hipocrisia, como estava no Ohio, que tem sido bastante afectado pelo acordo de comércio livre, Obama disse: “We’ll opt out unless we renegotiate.” E esta renegociação basicamente seria a imposição unilateral de condições mais favoráveis aos Estados Unidos. O México é um país que tem beneficiado imenso com este acordo de comércio livre negociado na era Clinton, por isso não deixa de ser curioso que depois de o Daniel ter criticado (e bem) o muro construído pela administração Bush na fronteira com o México para impedir que os Mexicanos continuassem a entrar nos Estados Unidos à procura de uma vida melhor, que agora não se incomode que Obama queira “construir barreiras” à saída de capitais norte-americanos para o México que possibilitam uma melhoria de vida para muita gente.
Pegando nas palavras de ordem de Obama, é para mim cada vez mais claro que com ele, na política externa norte-americana vamos ter muito pouca mudança, por isso não há lugar para grande esperança. Aquilo que vamos continuar a ver é aquilo que tanto tem incomodado o Daniel Oliveira. Os americanos a terem uma política externa assente no “YES WE CAN!”
Olhem que boa caricatura
http://caricaturcios.blogspot.com/2008/02/barack-obama.html
A derrota por larga margem no Ohio (estado de grande número de operários), deve-se ao facto de ter sido divulgada uma gravação em que um conselheiro da campanha de Obama dizia a um diplomata canadiano que a proposta de obama para a “renegociação da NAFTA era pura propaganda eleitoral”. Clinton acusou logo Obama de hipócrita. No fim de contas, Clinton ganhou o estado com 55%, Obama ficou-se com 44%
http://www.nbc.com/Saturday_Night_Live/video/index.shtml?mea=224734&dst=nbc|widget|NBC%20Video&__source=nbc|widget|NBC%20Video#mea=224734
Daniel:
Pra libertar um bocadinho o stress:
http://www.miniclip.com/games/street-fight/en/
Boa sorte