41 respostas to “Começou a caça ao voto de Hillary e McCain”  

  1. 1 1  Alvaro

    Resta-nos o Obama..

    a Europa é velha, fascista e caduca.

    A UE, como bem dizem os pescadores, protege os grandes industriais e banqueiros. A UE não presta e a Europa está condenada ao fracasso, para não dizer à guerra. De novo….

    http://criticademusica.blogspot.com

  2. 2 2  Sebastião Dias

    Obama começou a caminhada previsível que vai fazer com que a esquerdalha portuguesa do costume o faça passar de herói salvador a vilão sanguinário.

  3. 3 3  Lavadex

    Obama já defendeu que iria lutar para que o Irão não tivesse armas nucleares…

    Porque é que país A pode ter armas nucleares e país B não?…Não há moral nesta imposição!

  4. 4 4  Daniel Oliveira

    Não o considero heróis salvador (sou pouco dado a heróis), porque conheço minimamente a realidade politica americana (acho-o apenas muito melhor do que temos tido) e não me parece que o vá achar vilão sanguinário.

    Tenho a certeza que vou discordar dele mais vezes do que vou concordar. Mas tenho a certeza que vou concordar com ele muito mais vezes do que concordei com a administração que ainda governa a Casa Branca. Sobretudo em política internacional, que é o que me interessa mais. Mas nunca me ocorreu que os EUA mudassem radicalmente de politica em relação ao Médio Oriente. Apenas espero que não façam tantas asneiras.

  5. 5 5  Sebastião Dias

    Lavadex, benvindo à Realpolitik. Duvida que o Irão usaria e abusaria de um arsenal nuclear se o tivesse ao seu dispôr? Não tem a ver com moral, tem mais a ver com pragmatismo e uma grande dose de bom senso.

  6. 6 6  The Studio

    “O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje que o Irão representa um «grave» perigo no Médio Oriente e prometeu impedir que a República Islâmica obtenha uma arma nuclear.”

    Já hoje li no 5 dias que uma das razões pelas quais a Esquerda apoia o Obama é devido à sua postura “mariosoarista” de diálogo com o Irão. É só rir.

  7. 7 7  Sebastião Dias

    Espero menos ingenuidade e mais ponderação. Faço figas que o próximo presidente americano saiba defender os principios que nós, europeus, também dizemos defender em tese, mas que teimamos em assobiar para o alto sempre que estes são postos em causa. No plano da política internacional é fundamental haver um Direito Internacional forte, subscrito por todos, no plano dos direitos, das obrigações e das sanções. Esta é a melhotr forma de mantermos o mundo mais seguro. E, convenhamos, a segurança no mundo é uma questão importante e está constantemente a ser posta em causa. Já perdi toda a minha fé que a europa alguma vez venha a falar a uma só voz. Aliás, já há muito perdi toda a minha fé na Europa.

  8. 8 8  João Gomes

    O que me surpreendeu foi o apoio não condicionado ao Estado de Israel. Presume-se que, faça Israel o que fizer, Obama estará sempre do seu lado.
    Sei que não será bem assim, que Obama utilizará a diplomacia para refrear os intentos mais belicistas de Israel.
    Pois é, começou a caça ao voto, vivem muitos milhões de judeus nos Estados Unidos e a sua influencia poderá determinar a eleição do próximo presidente. Mas estes, maioritariamente, votam Republicano…

  9. 9 9  Fado Alexandrino

    Tragédia!
    Ainda só é putatitvo candidato a candidato e já está a dar desilusões à esquerda do Teatro Trindade.

  10. 10 10  Mário Lopes

    Pois é Alvaro, esses porcos capitalistas cujo único objectivo é ganhar dinheiro, esses grandes industrais e banqueiros são a destruição da Europa.

    O que nos vale são os auto-desempregados a viverem à custa dos subsídios e a cumprir o seu dever social de se deslocarem de autocarro. Isso sim, é valor e dignidade moral…

  11. 11 11  Mário Lopes

    Daniel,

    Concordo consigo. Não existem heróis. Existem aqueles que produzem e trabalham e aqueles que vivem à custa dos que produzem e trabalham. Pode não ter a conotação pitoresca de um herói, mas para mim os primeiros são os meus heróis. Principalmente em Portugal.

  12. 12 12  oliveira

    O Sr. Álvaro fala de barriga cheia. Europa caduca velha, mais isto e aquilo. Apesar de tudo é nesta parte do mundo onde se vai vivendo melhor até mesmo este pobre canto tão vergastado pela esquerdas e direitas, já para não falar do botas que atrasou isto um século, se vive muito melhor, que os nossos vizinhos africanos, asiáticos ou sul americanos vá ver as (nossas) antigas colónias e veja o que é miséria a sério ,até pode por em comparação as rações de combate distribuídas na noite lisboeta com esses países, depois fale em velha Europa . Isso é falar ou melhor escrever de pança cheia.

  13. 13 13  mdn

    Esta engado Joao Gomes. Cerca de 70% dos judeus que vivem nos EUA votam Democrata. E dao muito dinheiro para o partido Democrata.

  14. 14 14  Levy

    “Mas estes, maioritariamente, votam Republicano…”

    Não é verdade. Os Judeus americanos têm votado maioritariamente no Partido Democrático. Durante muito tempo até nem eram bem vistos pelos Republicanos.

    Registo a posta Daniel. Ainda vamos ver muitas cambalhotas.

    Já desgosto menos do Obama.

  15. 15 15  corvo

    Parece que a pileca começa a aparecer…

    Estavam á espera de um puro sangue….

    Ao menos a Hilary foi sempre clara, nunca esteve com meias tintas, pode-se discordar de alguem assim…

    Agora o sr . Obama, é tudo menos pão pão queijo queijo…..

    Ainda vai ser a desilusão de muita gente da esquerda e da direita, que em Portugal embandeirou em arco, com este novo messias que iri resgatar a America do descalabro do BUSH…

    Vão ver no que vai dar….

  16. 16 16  corvo

    João Gomes está muito mal informado.

    A esmagadora maioria do lobby judaico, sempre foi pro-democrata.

  17. 17 17  Luis Moreira

    Só pode ser melhor que o Busch!

  18. 18 18  João Gomes

    Corvo,
    Quando diz que «A esmagadora maioria do lobby judaico, sempre foi pro-democrata» deve querer dizer que ele se exerce, principalmente, nos Democratas. Os Republicanos estão, à partida, ganhos…
    E eu falava de eleitores. Prove-me que a maioria dos eleitores judeus residentes nos Estados Unidos votam nos Democratas.

  19. 19 19  Range-o-Dente

    Obama já parece George Bush:

    Vi ontem, na Euronews, Obama declarando que sairá do Iraque com tanto cuidado quanto Bush não terá tido a entrar.

    Disse também que não quer que as tropas lá fiquem 100 anos e que os iraquianos têm de assumir a sua própria segurança. Poderão ficar quanto tempo? 99?, 98?, 97?, 96?…

    Dia ainda, que os EUA têm que se empenhar profundamente na luta contra o terrorismo no Afeganistão.

    É impressão minha ou deu uma volta de 180 graus? Mas, o novo empenhamento profundo noutros cenários, não cheira a unilateralismo?

    Qual a diferença entre o que Obama propõe e o que Bush tem feito? Parece que Obama quer envolver tropas americanas ainda noutros cenários.

    Hoje, disse que Jerusalém era indivisível e que será israelita. Uma reincarnação de Bush?

    .

  20. 20 20  João Gomes

    mdn; Levy; corvo:

    Têm razão quanto à tendência de voto da comunidade judaica nos Estados Unidos, maioritariamente Democrata. Pude comprová-lo em alguns estudos publicados.
    Portanto, eu estava mais do que errado.
    O meu pedido de desculpas pelo facto…

  21. 21 21  mdn
  22. 22 22  mdn

    E’ de salientar a conviccao com que Obama diz “I will do everything in my power to prevent Iran to obtain a nuclear weapon…(palmas)…everything (palmas)…

    Obama consegue dizer tudo e o contrario com uma conviccao impressionante.

    Assisti a alguns segmentos deste encontro da AIPAC no CSPAN (painel com a Elizabeth Cheney e Dennis Ross, discurso da Condi Rice (que estava muito nervosa), Obama, Hillary e McCain. A AIPAC e’ o pessoal do “lets bomb Iran”. Foram simpaticos para Obama e bateram muitas palmas. Acho que ele gostou de ir la’. A Hillary foi logo a seguir e estava um bocado em baixo, coitada. Ela devia ir passar uma semaninha em St. Barths. Bem que merece.

  23. 23 23  Kruzeskanhoto

    Para desgosto de uma certa inteclualidade armada ao pingarelho o Obama nem sequer será eleito. Vai levar uma banhada!

  24. 24 24  Sérgio

    “Não é verdade. Os Judeus americanos têm votado maioritariamente no Partido Democrático. Durante muito tempo até nem eram bem vistos pelos Republicanos.”

    Fonte?
    Enfim, tendo em conta os integrantes do séquito dos Bush, os (e não só) chamados falcões, eu diria que essa teoria tem de facto muito por onde pegar.
    Mas talvez se refira aos judeus americanos de hollywood…

  25. 25 25  MBC

    “They are among our most important allies and their security is sacrosanct.”.

    A frase é de Obama no debate de Cleveland quando questionado sobre Israel.

    Só agora é que começou a caça ao voto de Hillary e McCain?

  26. 26 26  Euroliberal

    Mesmo o grande Obama tem que baixar a cueca ao AIPAC (lóbi nazi-sionista americano). Os EUA são uma colónia do little shity country que desaparecerá invitávelmente das páginas da história…

    Não há povo judeu (mas apenas comunidade religiosa judaica) e os palestinianos são os descendentes directos dos habitantes autóctones da Palestina do tempo de Cristo, tendo-se apenas posteriormente convertido ao cristianismo e ao islão, mas mantendo sempre a identidade étnica semita. Os israelitas judeus de hoje nada têm a ver com a Palestina, mesmo de forma longínqua, já que descendem maioritáriamente (askenazins, 90% deles) dos turco-khazares, povo não semita, e que mesmo os sefarditas, esses de facto semitas, mas de origem berbere-magrebina, não têm origem palestiniana, tendo acompanhado os muçulmanos na invasão da Península em 711, dando origem aos sefarditas espanhóis (Sefarad = Espanha em hebraico). Como pode uma comunidade religiosa COMPLETAMENTE estranha à Palestina limpar étnicamente esta do seu povo autóctone, massacrando-o, guettizando-o e apartheidizando-o impunemente durante 60 anos ? DEVIDO À COBARDIA DO MUNDO PERANTE ESTE CRIME CONTRA A HUMANIDADE DOS NAZI-SIONISTAS QUE URGE DENUNCIAR ! A Palestina deve ser um estado único, democrático, multicultural, baseado no “one man, one vote” para todos os palestinianos, no território ou exilados desde o início da Nakba, sejam eles muçulmanos, cristãos ou judeus. Não ao estado fundamentalista, racista, apartheidesco, ditatorial e militarista de Israel !

    ATENÇÃO:
    Importante entrevista do historiador israelita Shlomo Sand:

    ENTREVISTA
    “El pueblo judío es una invención”
    El historiador israelí Shlomo Sand cuestiona varios de los mitos oficiales del sionismo en su libro Cuándo y cómo se inventó el pueblo judío.

    Shlomo Sand, profesor de Historia de Europa en la Universidad de Tel Aviv, acaba de publicar “Cuándo y cómo se inventó el pueblo judío”, donde cuestiona algunos principios de la historia sionista oficial.

    El libro se ha mantenido cuatro semanas en la lista de los más vendidos en Israel, algo que Sand no acaba de entender. A cambio ha tenido pagar el peaje de recibir anónimos donde se le amenaza e insulta, llamándole kelev natzi masria (perro nazi apestoso) y otras lindezas. Sin embargo, no parece muy preocupado. El libro contiene dos tesis que en el pasado tuvieron cierto predicamento, también entre historiadores sionistas, pero que hoy han sido archivadas: que los actuales judíos provienen de pueblos paganos que se convirtieron al judaísmo lejos de Palestina, y por lo tanto no descienden de los antiguos judíos, y que los palestinos árabes son los únicos descendientes de los antiguos judíos.

    Decir que el pueblo judío es una invención del siglo XIX parece una provocación.

    A finales del XVIII y principios del XIX surgió el nacionalismo, y en la segunda parte del XIX se cimentó la idea del nacionalismo judío. Los franceses sabían que su pueblo existía desde los galos, los alemanes sabían que su pueblo existía desde los teutones, y los judíos empezaron a pensar que eran un pueblo desde el segundo Templo.

    Y en su opinión eso no es correcto.

    Sostengo que eso es una “invención”, de la misma manera que no creo que hubiera un pueblo francés hace 250 años. La mayoría que vivía en el reino francés no sabían que eran franceses, incluso no lo sabían en la primera mitad del siglo XIX.

    Sin embargo, los judíos siempre han tenido una identidad.

    No creo que haya habido un pueblo judío hasta recientemente. Incluso le diré que ni siquiera pienso que hoy haya un pueblo judío.

    ¿Por qué?

    La Biblia no es un libro histórico, es un libro de teología. Fueron los protestantes, y luego los judíos, los que convirtieron la Biblia en un libro de historia.

    ¿El pueblo judío es una invención cristiana?

    Así es. Pongamos por ejemplo el supuesto exilio judío. El exilio nunca existió. Cuando los romanos destruyeron el Templo en el año 70 de la era cristiana, no expulsaron a los judíos por la fuerza. Los romanos nunca exiliaron a pueblos, algo que sí hicieron los asirios y los babilonios con algunas elites.

    ¿Cuándo empezó entonces esa versión de la historia?

    La historia sionista tomó un mito cristiano del mártir Justino, que fue el primero que dijo, en el siglo III, que Dios había castigado a los judíos con el exilio porque no aceptaron a Jesús. Esa es la primera vez que afirma que los judíos fueron deportados.

    Entonces, no hubo deportación…

    Es cierto que los romanos no permitieron a los judíos que vivieran en Jerusalén, pero los cristianos crearon la fantasía de que no se les permitió vivir en toda Judea. La raíz del mito del exilio judío es cristiana. Nunca hubo exilio. No hay ningún libro científico que lo diga. En los billetes de 50 shekels se dice que Tito deportó a los judíos, pero es un mito.

    Esto va en contra de lo que se dice comúnmente.

    Así es, aunque ahora hay historiadores que dicen “Bueno, no hubo exilio pero sí que hubo emigración”. Lo cierto es que como los griegos y los fenicios, los judíos viajaron por el Mediterráneo…

    ¿Acaso no es cierto? En España ya había judíos en aquella época.

    Antes de Jesucristo había en Palestina entre medio millón y un millón de judíos. La inmensa mayoría, un noventa por ciento, o quizás un noventa y cinco por ciento, eran campesinos. Los judíos no eran como los fenicios o los griegos, no viajaban tanto como ellos por el mar. La proporción de los que salieron es infinitamente muy pequeña.

    ¿Incluso después de la destrucción del Templo en el año 70?

    Incluso entonces. Lo que ocurrió antes del 70, en el periodo que va de los Macabeos a Adriano, es que el judaísmo comenzó a dispersarse. Atención, el judaísmo fue el que se dispersó, no los judíos. Es cierto que salieron comerciantes y soldados que llevaron consigo la idea monoteísta, pero no fueron muchos. Los Macabeos conquistaron Edom y obligaron por la fuerza a sus habitantes a convertirse al judaísmo. Lo mismo ocurrió en Galilea. Desde el siglo II antes de Cristo hasta el siglo II después de Cristo, el judaísmo fue el primer monoteísmo proselitista.

    ¿Ocurrió lo mismo en la diáspora?

    En el Mediterráneo, a finales del siglo I después de Cristo había cuatro millones de creyentes judíos. Es en ese periodo proselitista cuando el judaísmo se proyecta en el Mediterráneo.

    ¿Quiere decir que la mayoría de los judíos del Mediterráneo no venían de Palestina?

    Efectivamente, la inmensa mayoría no venían de Palestina. Eran conversos. Desde la época de Adriano, en el siglo II, se experimentó una caída drástica del número de judíos porque muchos se convirtieron al cristianismo. De cuatro millones de creyentes judíos se bajó a un millón.

    ¿Se convirtieron al cristianismo?

    Y lo que voy a decir ahora está relacionado con España. A principios del siglo IV se produce la victoria del cristianismo con Constantino y decrece el número de judíos. El judaísmo prevalece sobre todo en Palestina, en Babilonia y en el norte de África. En el norte de África, en el siglo VII, cuando llega el islam, quienes luchan contra el islam son los judíos. Hay una reina judía bereber, Dahia Kahina, que luchó contra los musulmanes. El historiador árabe Ibn Jaldun menciona que en la zona había tribus judías muy populosas. La reina Kahina murió luchando contra los musulmanes en 694. Tariq ibn Ziyad, el conquistador de España en 711, era bereber. Hay muchos testimonios cristianos antiguos que dicen que los conquistadores eran judíos y musulmanes. Muchos judíos se sumaron al ejército musulmán porque padecieron mucho durante los reinos visigodos.

    ¿Sólo entonces entran los judíos en España de forma masiva?

    Me he preguntado a menudo por qué había tantos judíos en España y no en Francia o Italia, por qué había tantos judíos en el lugar geográficamente más alejado de Palestina. Es obvio que hubo algunos soldados y comerciantes que se convirtieron, como en Francia o Italia. Pero, ¿por qué de repente hay tantos judíos en España? Creo que la respuesta se ha de buscar en la conquista bereber de judíos y musulmanes. El conquistador Tariq ibn Ziyad pertenecía a la tribu Nafusa, la misma tribu de la reina Kahina. Si en 711 Tariq ocupó un puesto tan destacado, es muy posible que en 694 fuera un soldado en el ejército judío de Kahina. No puede ser de otra manera. Con gran seguridad Tariq era un judío que se convirtió al islam. Si se leen los testimonios antiguos, se ve que los cristianos acusan conjuntamente a los musulmanes y a los judíos de la conquista de España. Creo que es por eso por lo que el número de judíos en España es tan superior al número de judíos en Francia o Italia.

    Entonces, ¿la mayoría de los judíos españoles provenían de los judíos bereberes conversos?

    En efecto. Pondré otro ejemplo, el de los judíos de Yemen. También hubo un reino judío en Yemen durante 120 años, a finales del siglo V y principios del VI, una tribu que se había convertido al judaísmo.

    Usted menciona también el reino de los jázaros, un pueblo originario de Asia central, que se convirtió al judaísmo.

    Con los jázaros ocurre exactamente lo mismo: es el judaísmo, y no los judíos, el que se expande. La masa demográfica más numerosa es la de los jázaros. Es curioso que el sionismo reconoce la importancia de los jázaros hasta 1967, y después deja de ser una tesis legítima.

    ¿De los jázaros provienen los judíos ashkenazis de Europa?

    Así es. Los mongoles expulsaron a los jázaros hacia Europa. No puede ser que los judíos de Polonia vengan de Alemania, porque en Alemania, en los siglos XII y XIII, apenas había unos cientos de judíos, y de ahí no se puede pasar de la noche a la mañana a tres millones de judíos en Polonia, es sencillamente imposible. Los judíos de Polonia, y de otros países de Europa oriental, sólo pueden venir de los jázaros. Todavía en 1961 hay un prestigioso historiador israelí que afirma que los jázaros son los antepasados de los judíos de Europa oriental. Entonces aún se aceptaba que no provenían de Alemania.

    Su teoría es que la inmensa mayoría de los judíos de hoy no provienen de Palestina sino de otros pueblos que se convirtieron al judaísmo.

    Así es. Pero hay otra cuestión importante: Si no hubo exilio en Palestina, si los romanos no expulsaron a los judíos, ¿qué les ocurrió a los judíos de Palestina? Hay muchos historiadores israelíes, incluidos Yitzhak ben Zvi, el segundo presidente de Israel, o David ben Gurion, que hasta 1929 afirman que los palestinos árabes son los verdaderos descendientes de los judíos. Esta tesis que sostuvieron los mayores sionistas se murió en 1929. Todavía en 1918 Ben Zvi y Ben Gurion escribieron juntos un libro donde se afirma que los palestinos son los auténticos descendientes de los judíos. Sin embargo, decir esto hoy es causa de escándalo.

    El sionismo no lo acepta.

    Es necesario comprender que hay dos versiones del nacionalismo, una del río Rin hacia Occidente y otra del Rin hacia Oriente. En todas partes se inicia el nacionalismo como un fenómeno racista etnocéntrico, pero en Occidente deriva hacia un movimiento político civil. En cambio, al Oriente del Rin prevalece su carácter etnocéntrico. En las dos partes hay racismo. En Francia, si tienes la nacionalidad francesa eres francés, gracias a los valores republicanos. Pero en Alemania, incluso aunque tengas la nacionalidad no eres necesariamente alemán. En Polonia, desde 1919, si no eres católico no eres polaco. El sionismo nació entre Alemania y Polonia y por eso recibió una forma medio alemana y medio polaca.

    Pero un judío es el hijo de una madre judía.

    Sí según la ley religiosa, pero para el sionismo el judaísmo es pueblo y nación. No se puede entrar pero tampoco se puede salir. Sólo se puede entrar si te conviertes religiosamente. El sionismo no era religioso pero utilizó la religión porque no disponía de otros instrumentos para delimitar el judaísmo. Mi tesis es que el sionismo asumió los componentes etno-religiosos de los polacos y etno-biológicos de los alemanes y creó una especie de nacionalismo cerrado, que no es político ni civil como fueron los nacionalismos occidentales.

    ¿Y cuál es su pronóstico de cara al futuro?

    Al día de hoy el sionismo conserva su carácter etnoreligioso y creo que eso destruirá el Estado de Israel.

    ¿Por qué?

    El Estado de Israel dice que es el Estado del pueblo judío y que es un Estado democrático y judío, y eso es un oxímoron, una contradicción. Un Estado democrático pertenece a todos sus ciudadanos. Una cuarta parte de los ciudadanos de Israel no son judíos, pero el Estado dice que pertenece sólo a los judíos. Hay leyes que dicen que el Estado es judío, y que el Estado no está abierto a los demás. El sionismo no reconoce a los “israelíes” no judíos y esto no puede continuar. Incluso si Israel sale de los territorios ocupados no habrá calma. Los árabes están viviendo en un Estado que dice que no es de ellos, en cuyo himno nacional se habla del “espíritu judío”. ¿Cuánto tiempo puede durar esta situación?

    http://www.publico.es/121692/el/pueblo/judio/invencion

  27. 27 27  Euroliberal

    Pequena lição de História do Médio Oriente

    Os palestinianos são a população autóctone da Palestina, pelo menos há 4.000 anos. A sua religião maioritária até aos finais do séc. II foi o judaísmo, passando depois a ser o cristianismo (em todo o Médio Oriente e norte de Africa). Houve um fenómeno duplo de conversão religiosa (cristã) e de aculturação (helenística) que se repetiu seis séculos mais tarde, passando então a religião maioritária a ser o islão e a cultura a árabe. MAS O POVO É E FOI SEMPRE O MESMO. Só os ignorantes é que desconhecem o fenómeno da aculturação e imaginam que os “árabes” vieram todos de Meca !!! Meca era uma aldeia com umas centenas de beduínos… que não podiam povoar o vastíssimo império árabe do Indo aos Pirinéus. Os povos desses territórios não mudaram. Só que se converteram ao islão e assimilaram a cultura e lingua árabes. Também não foram os cidadãos de Roma que povoaram o também vastíssimo império Romano, mas os autóctones que se romanizaram a adoptaram o latim como lingua…Elementar…

    Mas há mais… É que a maioria (90%) dos judeus de hoje, os askenazis nem sequer são semitas e oriundos, mesmo longinquamente da Palestina !!! Só a minoria sefardita pode invocar esse semitismo, mas não do Médio-Oriente: são os descendentes dos berberes judeus que depois de vencidos no Norte de África se uniram aos muçulmanos na invasão da Península, dando origem à importante colónia judaica sefardita (Sefarad = Ibéria em hebraico) . Tarik que iniciou o Al Andaluz era ele próprio um berbere ex-judeu e convertido ao islão. Os sefarditas são ainda hoje os únicos judeus semitas, mas berberes, não de origem palestiniana.

    Mas os palestinianos de hoje é que são os descendentes directos dos habitantes da Palestina do tempo de Cristo. O povo é ETNICAMENTE o mesmo. É semita. Só a religião dominante mudou duas vezes em 2.000 anos. E não perdem o parentesco de sangue pelo facto de os seus antepassados se terem convertido sucessivamente ao cristianismo e ao islão. Foram judeus (que é religião e não comunidade étnica) mas já não são. Mas continuam a ser semitas palestinianos. Sempre.

    Os askenazins de pele e olhos claros são descendentes dos turcos khazares do antigo império Khazar, convertido ao judaísmo (séc VII-X) na região do Cáucaso, Ucrânia e Casaquistão (hoje), que foram depois empurrados pelos mongóis para a Polónia e Lituânia, berço dos askenazins medievais e dos quais descendem 90% dos judeus actuais e dos israelitas judeus. Não são semitas e NADA têm a ver com a Palestina. Também os filipinos são católicos e nem por isso têm a ver etnicamente com a terra de Jesus. Elementar…

    Ver, v.g., a obra de Arthur Koestler, judeu askenazin, “a 13ª Tribo” onde tudo está explicado…

  28. 28 28  eff

    “A esmagadora maioria do lobby judaico, sempre foi pro-democrata.”
    Não. O lobby organizado é predominantemente pela direita israelita e portanto pelo partido Republicano, mas esse lobby não representa uma grande maioria da comunidade judaica.

    É impossível (indesejável?) que os EUA deixem de apoiar Israel, mas dada a sua biografia Obama tem que ser especialmente veemente ao dizer o que é óbvio.

    Obama não é de Esquerda, mas ainda que fosse, não vejo incompatibilidade em defender Israel e ser de Esquerda. Seria contra os valores de Esquerda fechar os olhos a colonatos ilegais e a outras tropelias. (Democracia, direitos humanos, o costume.)

  29. 29 29  Euroliberal

    “não vejo incompatibilidade em defender Israel e ser de Esquerda. Seria contra os valores de Esquerda fechar os olhos a colonatos ilegais e a outras tropelias” - eff

    Colonatos ilegais são todos, do Mediterrâneo ao Jordão. Todos foram conquistados e estabelecidos ilegalmente e pela força. Pela força serão também recuperados se o regime sionista-apartheidesco não aceitar desmantelar-se e eleições gerais um “homem-um voto” para todos os residentes de jure. Se o não fizer será aniquilado.

    Esta questão não é de esquerda ou direita, mas de se ser (ou não) um FDP. E não me parece que defender uma ditadura racista, fundamentalista e apartheidesca possa minimamente ser compatível com os valores de gente decente (à esquerda ou à direita). A não ser que para você os nacional-SOCIALISTAS também sejam de esquerda…

  30. 30 30  Maria

    Percebo.O Obama reeiterou o apoio a Israel e por causa disso passou a demonio ou coisa que o valha e os gritos de indignaçao , para nao lhes chamar outra coisa ouvem-se ao longe.
    Posso entao depreender que os que se indignam esperavam que ele retirasse o apoio a Israel e que veriam tal aberrante decisao como uma verdadeira maravilha para a paz no mundo e entre os homens de boa vontade.
    E Israel que se lixe, mais todas as vidas que por ali habitam porque os senhores que nao gostam de Judeus querem que eles devolvam os territorios e que voltem atras no tempo ate 1948 ou mesmo talvez mesmo ate antes de A.C. para melhor garantirem um mais facil desaprecimento da totalidade de um povo.
    Que odios tao permanentes.

    Claro que no meio de todo esse rancor ,-e como de costume –a memoria torna-se curta e trabalhada de molde a fazer esquecer tudo o que e inconveniente para os que desejam tais horrores.
    Nada de novo pois nesses horizontes.

    Ca por mim, que nem sou contra judeus nem contra arabes venham de onde vierem e que considero que ambos podem um dia viver em paz e sossego e porque depois de ler o programa do Obama cheguei a conclusao de que era interessante, fico muito feliz que tenha ganho a possibilidade de se tornar o proximo Presidente dos USA. Nao que desgostasse de ver uma mulher la chegar, mas Obama nao me choca em nda do que diz .
    Quanto a Judeus entendo que muito embora esses direito chateie de morte os que so sabem odiar, tem todo o direito a vida e a paz.
    Para os que acham que nao e vivem aqui no sossego e na bem aventurança diria que se estao tao incomodados com os apoios a Israel e se consideram que a guerra e aniquilaçao e o caminho deveriam alistar-se la nas tropas com que estao de acordo porque isto de so atirar palavreado para o ar e demasiado facil.Sobretudo quando tudo o que se faz e ir ao google e pouco mais.

  31. 31 31  mdn

    A AIPAC esta’ razoavelmente ‘a direita, mas a maioria do voto judeu (ainda) e’ Democrata.
    Fonte, p. ex. : http://online.wsj.com/article/SB121253524486943039.html

  32. 32 32  Patricia

    O mais provável é que o Senador Obama tenha feito essa intervenção depois do presidente do Irão ter afirmado que o fim de Israel está para breve.É que as duas noticias foram simultaneas

  33. 33 33  JV

    DO, desculpe, mas isso vindo de um homem de Esquerda, que, suponho, se reclama marxista, parece-me no mínimo estranho: pois achou que o candidato eleito por um partido burguês não ia acautelar os interesses da classe possidente norte-americana, nomeadamente da poderosíssima indústria de armamento, assegurando o apoio aos israelitas no caso de ser eleito? Porquê? Só porque é de cor e diz que quer mudar as coisas? Ora, DO, que cedência aos mecanismos da alienação…

  34. 34 34  Euroliberal

    Obama não pensa isso, porque senão já há muito o teria dito. Trata-e apenas de dizer o que o AIPAC gosta de ouvir para assegurar a eleição, porque ninguém é eleito na América contra o AIPAC, o verdadeiro dono do país, como SSharon bem frisava. Esse é o primeiro problema dos EUA: libertarem-se do jugo da mafia sionista sedenta de sangue e de novos Armageddons… Não há democracia nos EUA, porque sem dinheiro e média não se ganham eleições, e um veto do AIPAC que controla a finança e os mídia, um candidato morre numa semana…

    Obama teve pois de se prestar a ese exercício de humilhação pública, de baixar a cueca aos nazi-sionistas, declarando com reserva mental o que eles gostam de ouvir… Só isso…

    Mas Jerusalém NUNCA será capital sionista. Se for preciso, milhões morrerão para a libertar dos cruzados sionistas… Ninguém duvide…

  35. 35 35  Euroliberal

    O fim da ditadura nazi-sionista-apartheidesca está, de facto, para breve. No máximo 20 anos…Na Palestina haverá democracia: isto é, um homem, um voto, independentemente da religião de cada um.. E os palestinianos muçulmanos e cristãos são 9 milhões para 5 milhões de judeus… Ahmedinejad diz alto o que todos os muçulmanos pensam: o regime sionista tem de ser aniquilado e os três milhões de muçulmanos mortos em todo o Médio Oriente desde 1948 vingados… o que é uma inevitabilidade histórica…

  36. 36 36  Pedro Sousa

    Euroliberal,

    o povo palestiniano não é a raça arouquesa. Pode muito bem mudar de habitat.
    Os judeus não são nazis. Têm o direito de defender o seu espaço e modo de vida. Sobretudo quando se defendem de ataques terroristas.

  37. 37 37  Maria

    “o povo palestiniano não é a raça arouquesa. Pode muito bem mudar de habitat.
    Os judeus não são nazis. Têm o direito de defender o seu espaço e modo de vida. Sobretudo quando se defendem de ataques terroristas.”

    E isso mesmo.Esta coisa de estar sempre a ler o mesmo acerca de arabes e judeus ja enjoa.
    Chamar nazis aos judeus e ir longe demais.

    Claro que houve erros, na guerra o erro e impossivel de evitar mas esquecer os ataques sofridos pelos ataques terroristas ou tentar branquear esses actos misturando-os com actos de defesa e bastante reprovavel e demonstra inqualificavel parcialismo; isto para nao lhe atribuir outra palavra.

  38. 38 38  Euroliberal

    Pour Shlomo Sand, l’Etat d’Israël n’est démocratique que pour ses juifs et juif pour ses Arabes

    Est-on trop indulgent envers Israël ?, par Shlomo Sand
    LE MONDE | 13.04.06 |Le verdict des urnes dans les territoires de l’Autorité palestinienne a été critiqué par la quasi-totalité des capitales occidentales qui, en revanche, ont accueilli avec satisfaction la nouvelle donne issue des élections israéliennes. Le fait que beaucoup d’Israéliens aient commencé à exprimer leur lassitude après de longues années d’occupation des territoires palestiniens peut, effectivement, être perçu comme une évolution positive dans cette “guerre de cent ans” des temps modernes.

    Mais les choix politiques du peuple palestinien sont disqualifiés par les porte-parole américains, au motif que les vainqueurs des élections ne sont pas disposés à reconnaître l’Etat d’Israël. Cela constitue un problème, mais faut-il vraiment s’en étonner ? Depuis maintenant quatre décennies, tous les gouvernements d’Israël, de droite comme de gauche, n’ont cessé d’autoriser ou d’encourager le processus de colonisation qui ronge, année après année, de nouveaux morceaux du territoire palestinien.

    Après le refus historique permanent d’Israël de reconnaître ne serait-ce qu’une part de responsabilité dans l’origine du problème des réfugiés palestiniens en 1948, et après avoir tout fait pour réduire en miettes le prestige et le semblant de souveraineté de l’Autorité palestinienne, la population des territoires, soumise à l’occupation, a majoritairement opté pour une alternative politique plus ferme, mais aussi moins corrompue. Certes, le Hamas, de l’avis général, joue un jeu dangereux, et il est peu probable qu’il trouve un soutien durable auprès du peuple palestinien, particulièrement éprouvé. Cependant il assume le risque de défier Israël et l’Occident. Il n’a pas pour autant rejeté totalement l’idée d’une reconnaissance mutuelle, laissant même entendre qu’il y serait disposé sous certaines conditions.

    L’Etat d’Israël, c’est un fait, n’a jamais reconnu une Palestine dans les frontières de 1967, pas plus qu’il n’a reconnu Al Qods (la partie arabe de Jérusalem) comme capitale de l’Etat palestinien ; pourquoi, dans ces conditions, reconnaître un tel Israël ? En 1988, le mouvement national palestinien a majoritairement fini par adopter le principe du partage de la Palestine. Mais Israël n’a toujours pas admis, à ce jour, le principe du droit à l’autodétermination du peuple palestinien, sans pour autant se voir menacé de boycott par le monde occidental. Des pressions ont pu être exercées, çà et là, sur Israël, mais nul recours à la menace publique et aux sanctions.

    Pourquoi, les Américains n’adoptent-ils pas une attitude semblable à l’égard du gouvernement Hamas ? Il faut, évidemment, chercher la réponse dans leur relation historique déséquilibrée vis-à-vis des Israéliens et des Arabes. Il n’aura guère fallu plus de deux semaines pour que la Syrie retire ses troupes du Liban, à la suite de la résolution du Conseil de sécurité de l’ONU, alors que, depuis 1967, les Etats-Unis opposent systématiquement leur veto à toute tentative de résolution intimant à Israël d’évacuer les territoires occupés. Face à la négation, depuis trente-neuf ans, des droits politiques et humains de tout un peuple, le monde occidental démocratique se tait. Il a fallu l’outrecuidance du vote des Palestiniens en faveur du Hamas pour l’arracher à son silence !

    Le monde, en revanche, ne tarit pas d’éloges à l’égard d’Ehoud Olmert, tout comme il avait fini par encenser son prédécesseur, Ariel Sharon : tous deux auraient la trempe d’un de Gaulle. Mais ni l’un ni l’autre n’a envisagé de négocier avec les Palestiniens une “paix des braves”. Bien au contraire : Israël édifie un mur de séparation, non pas sur son territoire, mais sur celui des Palestiniens ; Israël met tout en oeuvre pour annexer la partie orientale de Jérusalem, y compris ses Lieux saints ; Israël expulse des populations palestiniennes de la vallée du Jourdain afin de parachever l’encerclement des Palestiniens et densifie sa présence dans la zone étroite entre les territoires occupés au sud et au nord de Jérusalem afin d’empêcher toute continuité territoriale dans le futur Etat palestinien. Tout cela n’empêche pas Israël de se voir décerner bons points et appréciations flatteuses. Pourquoi, en effet, s’embarrasser des principes de justice et d’égalité des droits, si cette politique des faits accomplis par la force assure trente-neuf années supplémentaires de tranquillité relative, avec un niveau limité de terrorisme local ?

    Mais les élections israéliennes n’ont pas traduit uniquement la victoire du sentiment de lassitude vis-à-vis de l’occupation et de la terreur meurtrière qu’elle a engendrée. L’”Etat juif et démocratique”, qui, selon sa propre définition, n’est pas la république de tous ses citoyens, mais un Etat pour les juifs du monde entier, est saisi d’une crainte majeure : celle de l’évolution du rapport démographique entre juifs et Arabes sur l’ensemble des territoires dont il a pris possession. Cette préoccupation a guidé hier le retrait israélien de la bande de Gaza ; elle explique aujourd’hui le succès du parti Kadima et la popularité de son projet de “regroupement”.

    La droite “territorialiste”, qui rêvait du “Grand Israël”, est aujourd’hui en recul au profit d’une droite “ethniciste” qui a le vent en poupe : le parti Notre maison Israël d’Avigdor Liberman, dont les immigrés de Russie constituent l’essentiel de l’électorat, veut exclure des frontières d’Israël les régions peuplées d’Arabes israéliens afin de parvenir à un Etat juif “homogène”. Ce parti, qui prône ouvertement une épuration ethnique, jouit désormais d’une pleine légitimité dans la culture politique israélienne. Ehoud Olmert, le futur premier ministre, l’a invité à rejoindre son gouvernement, selon le principe que seuls des partis juifs et sionistes peuvent participer à sa coalition. De ce fait, il confirme ce qui est connu de tous : l’Etat d’Israël n’est démocratique que pour ses juifs et juif pour ses Arabes.

    En tant qu’Israélien, fils de juifs qui se sont vu dénier, au XXe siècle, le droit de citoyenneté au motif de leur origine, comment ne pas s’effrayer de la perspective d’un Etat juif “purifié” ! Il y a donc urgence à mettre fin à l’occupation et au cortège d’actes meurtriers qu’elle nourrit, mais aussi à vacciner l’Etat d’Israël contre le virus raciste qui menace de le contaminer !

    Shlomo Sand est professeur d’histoire contemporaine à l’université de Tel-Aviv.

  39. 39 39  Maria

    Epa Euroliberal
    voce podia ao menos dar-se ao trabalho de traduzir os artigos; e que assim torna tudo ainda mais xato.
    Ok.
    Eu traduzo.
    Sempre gostei de perceber as ideas dos outros mesmo que nao concorde com elas.

  40. 40 40  Euroliberal

    É facil procurar no google artigos de autores israelitas ou judeus que denunciam veementemente o sionismo como um perigo para a paz mundial prejudicial à imagem dos próprios judeus. Finkelstein, Illan Pappe, Shlomo Sand, Uri Avnery, Israel Shamir ….

    é interessante, por exemplo ver o site deste último (israelshamir.net)…

    Israel Shamir, a leading Russian Israeli writer, is a champion of the “One Man, One Vote, One State” solution seeking to unite Palestine & Israel in one democratic state. Shamir’s work and that of his contributors speaks to the aspirations of both the Israelis and the Palestinians seeking an end to the bloodshed, true democracy and lasting peace.

  41. 41 41  Euroliberal

    Um bom site anti-sionista (do autor israelita Israel Shamir):

    http://www.israelshamir.net/

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