Jon Stewart - a propaganda do Pentágono sobre a guerra do Iraque
Jon Stewart, do Daily show, com uma excelente dose de humor, desmascara a propaganda do Pentágono acerca da guerra do Iraque. O alvo são os falsos “analistas militares”:
Stewart: “Pois parece que muitos destes ex-militares não eram assim tão “ex”, trabalhando para empresas de armamento e para o Pentágono. Enquanto os canais televisivos lhes chamavam “analistas militares”, o Pentágono, em memorandos vindos a público há pouco tempo, refere-se a eles como “multiplicadores de mensagens”. O que soa muito melhor do que velhos matreiros.”
“Olhem para estas adoráveis e bondosas ex-máquinas de matar. Os canais televisivos contrataram-nos para dar opiniões de especialistas acerca do esforço bélico do nosso país.”
Analista 1: “Estamos a vencer a guerra contra o terrorismo.”
Analista 2: “Esta é a força mais bem preparada que já tivemos.”
Analista 3: “Esta é a melhor liderança que os militares já tiveram.”
Analista 4: “Quando pergunto a amigos meus de longa data do exército que não vão mentir-me, como estamos a sair-nos, e se estamos a ganhar ou a perder, eles dizem que estamos a ganhar.”
Stewart: “Esta gente é idosa e de confiança. Como o meu avô que esteve na 2ª Guerra. Eles não iriam mentir-me. Pois não avô? O avô matou o Hitler, não foi?. E nunca enganou a minha avó com uma prostituta francesa.”
Encontrei uma frase no site Português do AIG, que acabei de postar, e que diz tudo: “graças à simbiose dos vários negócios que o AMERICAN INTERNATIONAL GROUP tem consolidado a sua estrutura financeira”. Deixarem empresas que é suposto gerirem fundos de pensões, com obrigações de muito longo prazo, a investirem com instrumentos financeiros de curto prazo e com graus de risco que não são facilmente mensuráveis (precisamente nesses vários negócios fora do core business onde se andaram a meter) é suicídio.
a AIG, ou seja o grupo LIFE cuja sede é aquele famoso arranha céus em Manhatan não é só e apenas a maior seguradora americana - “é o grupo financeiro que, operando em mais de 130 países, lidera os sectores segurador e de prestação de serviços financeiros a nível mundial”
Depois desta monumental destruição de activos só ficarão incólumes as empresas de capital judeu-Sionista, que empocham triliões:
16/9 “The Wall Street Journal reported the Federal Reserve FED asked Goldman Sachs Group Inc. and J.P. Morgan Chase & Co. to assist in making up to $75 billion in loans available to AIG”
É agora Daniel! O Capitalismo acabou! Vá cantarolando a internacional e sopre o pó às sebentas troskistas que o mundo precisa de vós! Nacionalize tudo e ponha o Comissário Louçã a gerir tudo para nosso bem, força camarada!
e…qual é o problema? Uma nacionalizaçãozita de vez em quando não faz mal a ninguém, claro que depende do que estamos a nacionalizar, é tipo aqueles pecados de gula. A Fannie Mae e a Freddie Mac são sectores muito especificos do sistema financeiro. Daniel não se iluda, este sistema, o capitalismo, é o melhor do que pode haver.
Em tempos de crise, mas verdadeira crise, não isto, e localmente admito que o sistema pode num curto periodo de tempo ser alterado, não da maneira soviética mas como fez Hjalmar Schacht na Alemanha, contudo este sistema não pode manter-se para sempre pois em teoria leva ao colapso. A melhor politica está no meio de Keynes
e Hayek oscilando tanto para um lado como para o outro conforme a situação. É assim nos EUA e amanhã não acorda com os tanques Texanos a pedir a secessão dos EUA.
O Daniel parece defender como numa altura eu lhe perguntei a política dos países escandinavos que para aquele caso tem dado frutos, mas lá está parece pois o que realmente quer no fundo é a estatização da economia como era no bom tempo do senhor Enver Hoxha. Não se engane homem!
Não, o capitalismo não acabou. Por absoluta necessidade, irá reinventar-se.
Mas devo dizer que estou algo preocupado com estas notícias que nos chegam do lado de lá do Atlântico. Cujas consequências, como sabemos, podem entrar-nos pela porta dentro sem pedir licença, e a qualquer momento.
Protestei eu Daniel. Nao concordei nem concordo com a “nacionalização” da Fannie e da Freddie. “Nacionalização aparece entre aspas porque o que os EUA fizeram não foi nacionalizar, apenas tomaram o controlo e assumiram os estragos. A ideia é gerir os activos e vendê-los.
Quanto à AIG, há diferenças substanciais em relação às 4 financeiras que entraram em colapso. O ramo dos seguros é, até por definição, mais cauteloso e mais prudente. Há garantias de não insolvência e salvaguarda de reservas. No demais, o mundo empresarial e financeiro é mesmo assim, nasce-se, cresce-se e morre-se. Cabe depois,obviamente, e daí o meu distanciamento ao liberalismo, aos Estados regular, fiscalizar e pôr travão à ambição desenfreada.
Parece que o capitalismo vai acabar. Outra vez. Creio que a última foi há menos de 6 meses.
João Miranda in Blasfémias
American International Group Inc. averted the worst financial collapse in history by accepting an $85 billion federal loan and giving the government a majority stake.
Earlier, trading had been suspended on both the Micex and RTS stock exchanges as investors ignored assurances by Russian officials and a cycle of distrust set in amid liquidity fears.
Os dois excertos acima falam por si.
Se uma fábrica em Manteigas fechar e mandar 30 pessoas embora, elas podem ter uma certeza. Vão para o fundo de desemprego e muito certamente nunca mais terão emprego nenhum na vida.
Se a mesma fábrica fechar num qualquer dos triliões de sítios equivalentes dos Estados Unidos eles sabem que têm todas as oportunidades para refazer a vida ali ou noutro lugar.
Uns conseguem outros não.
que brincalhão YuppieBoy: “A ideia é gerir os activos e vendê-los” - é de espertalhão: como o valor dessas companhias estava inflacionadissimo pela bolha especulativa, supunhamos 1000 vezes, a ideia é vender os 10 do valor real da empresa e deixar quem comprou acções, fundos, etc a berrar com os restantes 990 de valores que se “evaporaram”.
Como comportamento ético do Estado não está mal que “os nossos direitinhas” defendam isto
O que morre no dia 17 de Setembro não é liberalismo nem sequer o capitalismo, mas apenas a visão neoliberal conservadora da economia e da presença (mais concretamente ausência) do Estado na Economia.
Aliás tal visão tinha já morrido em 1929 mas como aprendemos uma sociedade tem a capacidade de cometer os mesmos erros do passado.
Espero que não aconteça o mesmo com o comunismo.
O que eu acho impressionante é que ainda exista umas mentes peregrinas que defendem a privatização da educação, do SNS e da Segurança Social (reformas). É que nós não conseguimos sequer imaginar o que se está a passar nos USA, é que muitas pessoas ficaram sem sustento num país que não providencia Cuidados de Saude com o mesmo ambito que nós e cujas reformas estão em risco de não serem pagas.
E isto não é um problema actual, há 8/9 anos atrás já se falava no problema dos “Baby boomer” e na alta probabilidade de as empresas não conseguirem pagar as reformas e muitas delas irem à falência…
Ó Xatoo, lol, quem comprou acções correu o risco. Correu mal. Azarito. É a vida. Em tudo na vida há uma margem de risco. Mais risco, mais lucro. Menos risco, menos lucro. Mas isto nada tem que ver com a discussão.
Parece que o estado Norte-Americano cobriu a divida e neste momento possui certa de 80% da AIG.
Esperam recuperar o “investimento” em dentro de 24 meses.
Absolutamente patético aplicar a palavra nacionalização neste caso.
O Estado Americano tomou uma posição de cerca de 80% na AIG e gastou cerca de Usd 75bio.
Muito diferente é ROUBAR, ou seja, nacionalizar.
Quem rouba devia estar na cadeia.
Caro Daniel, pois isso eu sei. O que não se pode é chamar nacionalização a uma tomada de uma posição no capital de uma empresa privada por parte do estado. Essa tomada de posição foi paga e , neste caso a salvação(?) do capital de centenas de milhares de pequenos aforradores.
A palavra nacionalização faz-me mais lembrar a bandalheira de roubos e saques que se patricaram, por exemplo, neste nosso País. Claro está que o estado foi, em alguns casos, condenado pelos crimes que cometeu.
O Arrastão é um blogue de Daniel Oliveira, Pedro Sales e Pedro Vieira.
Para contactar cada um deles faça o favor clicar nos seus nomes e dizer de sua justiça: Daniel Oliveira Pedro Sales Pedro Vieira
Jon Stewart - a propaganda do Pentágono sobre a guerra do Iraque
Jon Stewart, do Daily show, com uma excelente dose de humor, desmascara a propaganda do Pentágono acerca da guerra do Iraque. O alvo são os falsos “analistas militares”:
Stewart: “Pois parece que muitos destes ex-militares não eram assim tão “ex”, trabalhando para empresas de armamento e para o Pentágono. Enquanto os canais televisivos lhes chamavam “analistas militares”, o Pentágono, em memorandos vindos a público há pouco tempo, refere-se a eles como “multiplicadores de mensagens”. O que soa muito melhor do que velhos matreiros.”
“Olhem para estas adoráveis e bondosas ex-máquinas de matar. Os canais televisivos contrataram-nos para dar opiniões de especialistas acerca do esforço bélico do nosso país.”
Analista 1: “Estamos a vencer a guerra contra o terrorismo.”
Analista 2: “Esta é a força mais bem preparada que já tivemos.”
Analista 3: “Esta é a melhor liderança que os militares já tiveram.”
Analista 4: “Quando pergunto a amigos meus de longa data do exército que não vão mentir-me, como estamos a sair-nos, e se estamos a ganhar ou a perder, eles dizem que estamos a ganhar.”
Stewart: “Esta gente é idosa e de confiança. Como o meu avô que esteve na 2ª Guerra. Eles não iriam mentir-me. Pois não avô? O avô matou o Hitler, não foi?. E nunca enganou a minha avó com uma prostituta francesa.”
Vídeo (legendado em português) – 2:14m
Encontrei uma frase no site Português do AIG, que acabei de postar, e que diz tudo: “graças à simbiose dos vários negócios que o AMERICAN INTERNATIONAL GROUP tem consolidado a sua estrutura financeira”. Deixarem empresas que é suposto gerirem fundos de pensões, com obrigações de muito longo prazo, a investirem com instrumentos financeiros de curto prazo e com graus de risco que não são facilmente mensuráveis (precisamente nesses vários negócios fora do core business onde se andaram a meter) é suicídio.
a AIG, ou seja o grupo LIFE cuja sede é aquele famoso arranha céus em Manhatan não é só e apenas a maior seguradora americana - “é o grupo financeiro que, operando em mais de 130 países, lidera os sectores segurador e de prestação de serviços financeiros a nível mundial”
Depois desta monumental destruição de activos só ficarão incólumes as empresas de capital judeu-Sionista, que empocham triliões:
16/9 “The Wall Street Journal reported the Federal Reserve FED asked Goldman Sachs Group Inc. and J.P. Morgan Chase & Co. to assist in making up to $75 billion in loans available to AIG”
É agora Daniel! O Capitalismo acabou! Vá cantarolando a internacional e sopre o pó às sebentas troskistas que o mundo precisa de vós! Nacionalize tudo e ponha o Comissário Louçã a gerir tudo para nosso bem, força camarada!
Nacionalizo, Minhoto? Quem nacionalizou foi a adminitração americana. A Fannie Mae e a Freddie Mac. Não vi protestar.
e…qual é o problema? Uma nacionalizaçãozita de vez em quando não faz mal a ninguém, claro que depende do que estamos a nacionalizar, é tipo aqueles pecados de gula. A Fannie Mae e a Freddie Mac são sectores muito especificos do sistema financeiro. Daniel não se iluda, este sistema, o capitalismo, é o melhor do que pode haver.
Em tempos de crise, mas verdadeira crise, não isto, e localmente admito que o sistema pode num curto periodo de tempo ser alterado, não da maneira soviética mas como fez Hjalmar Schacht na Alemanha, contudo este sistema não pode manter-se para sempre pois em teoria leva ao colapso. A melhor politica está no meio de Keynes
e Hayek oscilando tanto para um lado como para o outro conforme a situação. É assim nos EUA e amanhã não acorda com os tanques Texanos a pedir a secessão dos EUA.
O Daniel parece defender como numa altura eu lhe perguntei a política dos países escandinavos que para aquele caso tem dado frutos, mas lá está parece pois o que realmente quer no fundo é a estatização da economia como era no bom tempo do senhor Enver Hoxha. Não se engane homem!
Não, o capitalismo não acabou. Por absoluta necessidade, irá reinventar-se.
Mas devo dizer que estou algo preocupado com estas notícias que nos chegam do lado de lá do Atlântico. Cujas consequências, como sabemos, podem entrar-nos pela porta dentro sem pedir licença, e a qualquer momento.
Oxalá que não. Digo eu.
Protestei eu Daniel. Nao concordei nem concordo com a “nacionalização” da Fannie e da Freddie. “Nacionalização aparece entre aspas porque o que os EUA fizeram não foi nacionalizar, apenas tomaram o controlo e assumiram os estragos. A ideia é gerir os activos e vendê-los.
Quanto à AIG, há diferenças substanciais em relação às 4 financeiras que entraram em colapso. O ramo dos seguros é, até por definição, mais cauteloso e mais prudente. Há garantias de não insolvência e salvaguarda de reservas. No demais, o mundo empresarial e financeiro é mesmo assim, nasce-se, cresce-se e morre-se. Cabe depois,obviamente, e daí o meu distanciamento ao liberalismo, aos Estados regular, fiscalizar e pôr travão à ambição desenfreada.
Parece que o capitalismo vai acabar. Outra vez. Creio que a última foi há menos de 6 meses.
João Miranda in Blasfémias
American International Group Inc. averted the worst financial collapse in history by accepting an $85 billion federal loan and giving the government a majority stake.
Earlier, trading had been suspended on both the Micex and RTS stock exchanges as investors ignored assurances by Russian officials and a cycle of distrust set in amid liquidity fears.
Os dois excertos acima falam por si.
Se uma fábrica em Manteigas fechar e mandar 30 pessoas embora, elas podem ter uma certeza. Vão para o fundo de desemprego e muito certamente nunca mais terão emprego nenhum na vida.
Se a mesma fábrica fechar num qualquer dos triliões de sítios equivalentes dos Estados Unidos eles sabem que têm todas as oportunidades para refazer a vida ali ou noutro lugar.
Uns conseguem outros não.
É a lei de Darwin aplicada à natureza humana.
que brincalhão YuppieBoy: “A ideia é gerir os activos e vendê-los” - é de espertalhão: como o valor dessas companhias estava inflacionadissimo pela bolha especulativa, supunhamos 1000 vezes, a ideia é vender os 10 do valor real da empresa e deixar quem comprou acções, fundos, etc a berrar com os restantes 990 de valores que se “evaporaram”.
Como comportamento ético do Estado não está mal que “os nossos direitinhas” defendam isto
O que morre no dia 17 de Setembro não é liberalismo nem sequer o capitalismo, mas apenas a visão neoliberal conservadora da economia e da presença (mais concretamente ausência) do Estado na Economia.
Aliás tal visão tinha já morrido em 1929 mas como aprendemos uma sociedade tem a capacidade de cometer os mesmos erros do passado.
Espero que não aconteça o mesmo com o comunismo.
O que eu acho impressionante é que ainda exista umas mentes peregrinas que defendem a privatização da educação, do SNS e da Segurança Social (reformas). É que nós não conseguimos sequer imaginar o que se está a passar nos USA, é que muitas pessoas ficaram sem sustento num país que não providencia Cuidados de Saude com o mesmo ambito que nós e cujas reformas estão em risco de não serem pagas.
E isto não é um problema actual, há 8/9 anos atrás já se falava no problema dos “Baby boomer” e na alta probabilidade de as empresas não conseguirem pagar as reformas e muitas delas irem à falência…
Parabéns, muito interessante!
Continua assim.
–
http://fiambre.dsi.uminho.pt
b1bpt@fiambre.dsi.uminho.pt
Ó Xatoo, lol, quem comprou acções correu o risco. Correu mal. Azarito. É a vida. Em tudo na vida há uma margem de risco. Mais risco, mais lucro. Menos risco, menos lucro. Mas isto nada tem que ver com a discussão.
Parece que o estado Norte-Americano cobriu a divida e neste momento possui certa de 80% da AIG.
Esperam recuperar o “investimento” em dentro de 24 meses.
Que giro não é?
Absolutamente patético aplicar a palavra nacionalização neste caso.
O Estado Americano tomou uma posição de cerca de 80% na AIG e gastou cerca de Usd 75bio.
Muito diferente é ROUBAR, ou seja, nacionalizar.
Quem rouba devia estar na cadeia.
MP, a maior parte das nacionalizações que se fizeram no Mundo não foram feitas de borla.
Caro Daniel, pois isso eu sei. O que não se pode é chamar nacionalização a uma tomada de uma posição no capital de uma empresa privada por parte do estado. Essa tomada de posição foi paga e , neste caso a salvação(?) do capital de centenas de milhares de pequenos aforradores.
A palavra nacionalização faz-me mais lembrar a bandalheira de roubos e saques que se patricaram, por exemplo, neste nosso País. Claro está que o estado foi, em alguns casos, condenado pelos crimes que cometeu.
MP, mas faz-lhe lembrar mal.