Por Daniel Oliveira
Quem defende que a segurança exige que abdiquemos de tudo, que é admissível ter escolas e universidades patrulhadas por gorilas, deve saber onde acaba a aventura. Acaba com um estudante que faz perguntas inconvenientes a um senador a levar um correctivo. Foi na Universidade da Florida, o estudante era Andrew Meyer e o senador era John Kerry. Quando ninguém se levanta percebemos que chegámos ao fim da linha.
Sem comentários 19 Set 07 em EUA



Esta cena não a vimos nos telejornais. Por favor, Daniel, ao menos no Eixo do Mal, no Eixo do Mal… pleeease!
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Por acaso, “Jorge”, vimos… Em todos!
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A minha consideração pelos americanos passou abaixo de zero com a segunda eleição de Bush, mas isto é demais…
Estúpidos elegem estúpidos e em consequência aparvalham mais…
Infelizmente não é só nos States…
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As perguntas do tal Andrew Meyer eram relevantes, o aluno excedeu-se um pouco, não foi mais do que isso, cortaram o microfone imediatamente a seguir às palavras skull & bones.
Ele foi “tasered” não porque estava a ser impertinente mas porque estava a ser incómodo.
E Kerry, do topo da sua sensibilidade, respondia à pergunta feita, enquanto o sujeito era electrocutado e pedia por socorro. Nojo.
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Caro Daniel,
só para contextualizar o seu texto (com que não discordo mas…):
1) Clarissa Jessup, cujo nome aparece no vídeo, foi a jovem que gravou o vídeo com a câmara (emprestada momentos antes) do Meyer;
2) o senador Kerry diz, a certa altura, que as perguntas são importantes e quer responder – aliás, depois diz que em 37 (?) anos de vida política nunca lhe tinha acontecido nada disto;
3) ninguém se levanta mas ouvem-se gritos, antes ouvem-se aplausos e depois serão feitas manifestações.
Passe a publicidade mas como informação para os seus leitores, alguns textos elucidativos sobre o assunto (e outros vídeos) estão em “Tasers contra perguntas incómodas?” (http://contrafactos.blogspot.com/2007/09/tasers-contra-perguntas-incmodas.html).
O assunto não vai morrer por aqui porque um dos vídeos foi nº 1 no YouTube…
Abs
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Infelizmente, esta não foi a primeira vez que isto aconteceu. O mesmo já se tinha passado numa biblioteca de uma universidade há uns meses atrás (está no youtube, acho que também foi colocado aqui). Como é que John Kerry assiste tranquilamente a isto? Como é que a audiência (em peso) não se levanta e dá uns tabefes (uma carga de porrada) nos “agentes da autoridade”? WTF?
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Já agora…pode ler-se na página da Taser: “The TASER C2 can stop a threat up to 15 feet (4.5 meters) away, allowing you to protect yourself and your family from a safe distance. You can also use the C2 as a contact stun device to repel someone – a powerful backup capability. Discover the new TASER Consumer models”.
Consumer Models???
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Por acaso, o próprio senador já condenou a actuação da polícia.
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Isto em Portugal numa situação dessas resolvia-se a levá-lo lá para fora…mas estas brutalidades são o pão nosso de cada dia nos Estados Unidos.
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Sem dúvida que foi uma situação bizarra e com uso abusivo de força por parte dos denominados poderes de autoridade (apesar de serem entidade privada)…
Contudo, e sem querer de algum modo afirmar que a situação e o tratamento dado ao aluno foram correctos, apenas solicito que procurem com mais minúcia na internet informações sobre o caso.
Todos os videos que estão no youtube apenas contam metade da historia…há que ler em foruns/blogs e ver os poucos videos que presenciaram os momentos precedentes ao “ataque” ao estudante, para ter uma perspectiva mais abrangente dos factos…
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A surpresa è mesmo o facto de ninguem o ter defendido.Mas olha que o estado em que nos encontramos nao anda muito longe disto.Nao se passa em universidades(que por cà um burro com livros ainda è um doutor)mas jà nem nos atrevemos a questionar.
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Devo dizer que a ver o video até fiquei nervoso e com vontade de lá estar para que alguém fizesse alguma coisa! Ninguém fez nada para o ajudar! O Kerry não tentou impedir nada qd era óbvio que poderia te-lo feito! Q nojo!
Nada que o rapaz tenha feito justifica a atitude daqueles “rent a cop”. Eles nem sabiam pq é q o estavam a tentar imobilizar o rapaz! Dps lá surgiu 1a “policia” a dizer ao rapaz q a acusação era incitamento ao motim, ridiculo! Os founding fathers onde quer q estejam até se reviram!
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Devo dizer que a ver o video até fiquei nervoso e com vontade de lá estar para que alguém fizesse alguma coisa! Ninguém fez nada para o ajudar! O Kerry não tentou impedir nada qd era óbvio que poderia te-lo feito! Q nojo!
Nada que o rapaz tenha feito justifica a atitude daqueles “rent a cop”. Eles nem sabiam pq é q o estavam a tentar imobilizar o rapaz! Dps lá surgiu 1a “policia” a dizer ao rapaz q a acusação era incitamento ao motim, ridiculo! Os founding fathers onde quer q estejam até se reviram!
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Caro Daniel
Sobre este assunto temos umas contas a ajustar. O estudante que inquiriu Kerry é aquilo a que vulgarmente os anticomunistas chamam “um comuna” – se reparar no video filmado à posteriori verá que os estudantes se riam, assistiam ao tratamento por “teaser” com um ar divertido, galhofavam: Ser de esquerda nos EUA é uma coisa anormal, antipatriótica, etc e tal. Eis o porquê de “ninguém fazer nada” – Agora pergunto: com que moral é que uma pessoa como o Daniel se indigna, e vem fazer o papel de virgem ofendida contra este estado de coisas quando são bem conhecidas as suas diatribes contra os comunistas? mais precisamente contra Fidel e Chavez (que nem sequer é comunista). Não compreende que Vc é um dos que formam a opinião das assistências que se divertem com quem quer realmente dar a volta à coisa?
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O Daniel desculpe, mas viu o mesmo video que eu? O estafermo do puto foi avisado três vezes, pelo menos, que o tempo dele tinha acabado. Quem, ainda assim, não abrevia e faz as perguntas que tem a fazer, está a comportar-se como um desordeiro – e a pedir intervenção de autoridades.
O uso do taser será desapropriado, mas não se trata de um estudante que faz perguntas inconvenientes a um senador a levar um correctivo: é antes um revolucionário da treta que acha que pode quebrar as regras de uma conferência sem ser punido, a aprender a lição.
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e então o senador John Kerry assiste assim ao abafamento de um, com o seu subsequente envio para Guantanamo, quem sabe, e continua sereno e calmo, como se não houvesse o Arrastão nem nada?…
ai, que esses gajos maricanos são bem da escola dos nazis dos campos que anda a falar o Diogo no Homem das Cidades!
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impressive stuff. E o Kerry impávido e sereno…
É questão para dizer «wrong question…»
De quando é o video?
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Caríssimos,
apesar da minha história nada ter a ver com o texto do Rui Mota, não resisto a contá-la, achando até que deveria ter grande divulgação na blogosfera. Aqui vai ela:
Mão amiga fez-me chegar há alguns dias uma cópia de uma entrevista dada por Maria de Medeiros no último número da edição francesa da revista “Elle”.
Maria de Medeiros, “chanteuse, cinéaste, comédienne”, respode assim à pergunta “Que transmettez-vous de votre histoire?”. Diz ela:
“- La vigilance contre le fascisme heritée de mes parents, exilés politiques, revenues au Portugal après la révolution(…)”.
É obra!! para quem já não se lembra ou para quem ainda não tinha memória nessa época, é bom recordar que o pai da “chanteuse” ocupava, já há algum tempo antes de 74, o cargo de adido cultural na Embaixada de Portugal em Viena (onde fora colocado a pedido, por cunha de um primo muito influente no regime de então, como toda a gente sabia) e mantinha um programa (bastante bom, para a época, diga-se) semanal na então RTP de Ramiro Valadão, sobre a história da música clássica.
Quanto à mãe, basta ter a paciência de pesquisar nos arquivos da então Emissora Nacional…
Haja decoro e, sobretudo, respeito por aqueles que eram, de facto, exilados politicos!!
Depois do desastre cinematográfico que Maria assinou (ou assassinou) sobre o 25 de Abril, mais uma achega notável para a revisão pós moderna da nossa História mais recente!
Obrigado, Maria.
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Por acaso Marcelo Caetano insurgiu-se e julgo que se demitiu por a polícia ter entrado dentro das instalações universitárias!
Isto num tempo de ditadura.
Aqui estamos em “democracia”?
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De facto uma situação inacreditável. O que mais me espanta é a audiência que assiste apáticamente a toda a agressão. E a acção completamente nojenta dos agentes, que não se coibem em agredir o pobre estudante com um taser, mesmo já o tendo dominado e algemado.
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Não sou a favor nem contra, antes pelo contrário.
O estudante, que aliás tem como ponto de honra fazer isto, falou e falou e quando lhe disseram que bastava, pois havia mais gente a querer usar do mesmo direito não parou.
Julgava-se ungido pela benção do vento divino.
Estava a teasar foi teasado.
Era o que ia quase acontecendo com os verdeeufémios se a GNR lhes tivesse arrochado com umas bastonadas.
Temos pois mais um mártir de esquerda a juntar aquele do Parque das Nações.
A brutalidade policial não conhece fronteiras.
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Por acaso, o próprio senador já condenou a actuação da polícia.
Posted by: Pedro Braz Teixeira |
por acaso o dito senador tamém nos saiu, afinal, um bom hipócrita, uma ganda best…
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Bolas… E ainda dizem que a liberdade vem daqueles lados!
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Pedro Sà:nao sei se isto em Portugal resolvia-se levando o rapaz la para fora…da maneira que está a liberdade de expressao,de interpelaçao dos poderes…
Ha dias a Ministra da Educaçao mandou os jornalistas sairem da sala,onde se realizava um coloquio com professores,pedagogos,especialistas,sindicalistas.Isto para quê?para que a imprensa nao capte algumas perguntas incomodas,inconvenientes…como o foi a interpelaçao ao senador Kerry.
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Este caso simplesmente NUNCA se passaria em Portugal: não é hábito dos políticos portugueses (e muito menos DEPUTADOS) submeterem-se a sessões como estas nas universidades ou escolas. Critico o que se passou, mas quem dera a Portugal ter a participação cívica que há nos EUA, que apesar de diminiuta (vê-se nas taxas de abstenção) é mil vezes superior à portuguesa.
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Justicialista, está completamente enganado. É até bastante frequente, em Portugal, políticos irem a universidades participar em sessões e responder a perguntas dos estudantes.
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Daniel talvez até vão, mas se calhar com métodos um pouco… medievais. Por exemplo, as crianças que vão ao Parlamento questionar os deputados, têm que entregar previamente as perguntas que irão questionar aos deputados. Até recentemente era assim, não sei se continua a prática.
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