Obama venceu em toda a linha: em Washington D.C. com 75%, em Maryland com 60% e na Virgínia com 64%. Assim, Obama ultrapassou finalmente, mesmo contando com os superdelegados, Hillary Clinton. McCain venceu nos mesmos estados com 68%, 55% e 50%.


Sem respostas ao post “Obama cada vez mais provavel”  

  1. 1 1  The Studio

    ” Obama obteve 90 por cento dos votos negros em Virginia e quase o mesmo número em Maryland.

    Clinton obteve uma maioria de votos de mulheres brancas em ambos os Estados. ”

    Em termos eleitorais, ser negro vale mais que ser mulher!

  2. 2 2  Mário Azevedo

    caro The Studio, quando muito ser negro poderá valer mais do que ser mulher branca. parece-me que as negras também são mulheres, não? é que Obama teve 55% dos votos femininos em Maryland e 60% na Virgínia.

  3. 3 3  josé Manuel Faria

    Gostava de saber como funciona este determinismo eleitoral - 55% votos femininos, 90% negros! Sondagens rigorosas? O voto nem sempre é secreto!

  4. 4 4  Arquiduquesa de Grayskull

    Nós Europeus, com o nosso complexo de superioridade insuportável, que mais não é do que um encapotado complexo de inferioridade não entendemos que um preto possa chegar à presidência dos EUA. Pois claro que não. Quantos negros vemos no parlamento português? E no parlamento europeu? e em todos os parlamentos de todos os países europeus? Nenhuns ou quase nenhuns. Chegamos ao ponto patético de ter de criar leis que regulem o uso do véu islâmico e da burka e mais não sei o quê. Somos inconscientemente xenófobos e muito pouco pragmáticos. Não aceitamos a diferença. Temos medo da diferença. Vemos a diferença como um ataque à nossa cultura, à nossa ancestralidade caucasiana. Somos velhos. E pequenos. E cínicos. Só isso explica, Mr. The Studio, que em termos eleitorais, se analisem os factos das presidenciais americanas pela cartilha exclusiva ou do racismo, ou do feminismo. Nunca pelo valor real dos candidatos, sejam eles brancos, pretos, homens ou mulheres. O que faz dos EUA um país surpreendente é que não perdem tempo com coisa nenhuma. Ao contrário de nós Europeus, que mais parecemos um CD riscado. Não saímos do mesmo lugar, por muito que a música esteja a desafinar.

  5. 5 5  Xico

    Oh Srª duquesa,
    Tá a falar de quê?
    Se alguma coisa estas primárias revelaram é que a questão de preto e branco já era. Na américa como na europa. Conhece pouco da história da europa e da américa para falar do modo como fala.
    Napoleão teve uma mulher mulata. Ninguém se ralou. Foi há 200 anos.
    Afonso Henriques nomeu um negro bispo. Foi há 900 anos.
    Vieira era descendentes de negros, e foi considerado em todas as cortes europeias.
    Não há negros no parlamento mas há lá muito mulato. A proporção de negros na América é muito superior à da Europa, é natural que isso se reflicta nas instituições. Temos um mulato na Câmara de Lisboa. Obama é tanto negro como branco, não sei porque só vem ao de cima a sua negritude. Parece racismo ao contrário!
    É que ninguém fala no assunto. Só vossa alteza é que parece que por uma questão de modernidade e de favor aos negros devíamos todos pedir o voto em Obama.
    Não gosto que um candidato a presidente americano diga, alto e em bom som, por duas vezes no mínimo, que “vamos mudar a américa e o mundo” !!!??? E não é por ser negro!

  6. 6 6  Diogo

    Pela 1ª vez o seu apoiante vai ganhar umas eleições. Vai ver que qualquer dia é em Portugal e até vai gostar

  7. 7 7  joão melo

    sim ele já ganhou a nomeação

  8. 8 8  Fado Alexandrino

    Temos um mulato na Câmara de Lisboa.

    Não é verdade. É descendente de indianos.
    Mais ou menos que dizer que um adepto do Benfica é igual a um do Salgueiros.

    Arquiduquesa de Grayskull

    M’am.
    Acho que está ver mal a questão.
    Por que é que havia de haver um negro nesses lugares que apontou.
    Por enquanto, (muito por enquanto), ainda são altamente minoritários na Europa que, embora cause engulhos, é caucasiana.
    Não é o caso da América por duas razões.
    Em muitos lugares já são maioritários, como por exemplo em Washington o que não deixa de ser irónico.
    Por outro lado na América, land of opportunities todos podem aspirar a chegar longe.
    E muitos chegam.

    Os meus respeitos.

  9. 9 9  Arquiduquesa de Grayskull

    Xico…
    Tou a falar de uma série de conservadores europeus que torcem o nariz e consideram pouco provável que o próximo presidente dos EUA seja negro, só por ser negro. Que a questão do preto e do branco já passou à história nos EUA, não há a menor dúvida. Que ela continua a existir encapotadamente às vezes, assumidamente outras tantas, na Europa, não duvido. Quando você me fala na mulher mulata do Napoleão, ou no mulato autarca na Câmara Municipal de Lisboa, tenho vontade de rir a bom rir. Casos pontuais. A ausência de negros no parlamento em Portugal, não fica a dever-se exclusivamente à menor proporção de negros em Portugal, ou na Europa. Na verdade, esse argumento tenta justificar um desequilíbrio social que de facto existe. Na Europa os imigrantes, e seus descendentes, continuam a ter pouco poder político, e uma representatividade socio-económico pouco ou nada heterogénea. As minorias étnicas, em Portugal, e também por esta europa fora, estão regra geral confinadas a guetos sociais, geográficos e económicos cujas rígidas fronteiras é-lhes muito difícil transpôr. Dar o salto para uma vida melhor é mais difícil para as minorias étnicas Europeias, do que para as americanas. Não creio que a Europa tenha o bom hábito americano de apostar no potencial das suas minorias, criando-lhes oportunidades reais de se qualificarem e integrarem o mercado de trabalho, criando assim mais valias óbvias para o país. Basta deambular por Lisboa às 05h30 da manhã, e ver quem é que a essa hora anda nos transportes públicos… não têm cara de deputados.

    “É que ninguém fala no assunto.”
    Lamento Xico. Na Europa, toda a gente fala no assunto.

    “Só vossa alteza é que parece que por uma questão de modernidade e de favor aos negros devíamos todos pedir o voto em Obama”.

    Ó Xico… explique lá… em que parte do meu post é que eu sugiro que Obama é melhor candidato que os outros só por ser negro?! … Em que parte é que digo isso? Acho que os americanos deviam votar todos no Obama, por acaso até acho, mas não é nem por uma questão de modernidade, nem por favor aos negros. É porque não gosto de Hillary Clinton, e porque por princípio não apoio um candidato republicano. Donde surge Obama. Um tipo decente, com um discurso decente como já não se via há muito tempo nos EUA. Por acaso, Obama é negro. E por acaso, se não me falha a memória, um negro nunca foi candidato nem a Presidente, nem a Primeiro-Ministro nem em Portugal, nem em país nenhum da União Europeia. O Xico considerará porventura que assim é porque nunca calhou. Eu considero que assim é, porque os europeus não estão ainda preparados para o aceitar. A Europa, que é um continente velho, teve uma educação profundamente colonialista. E isso nota-se.

  10. 10 10  Tiago

    Fado Alexandrino,

    O mito da mobilidade social americana já era.

    http://cep.lse.ac.uk/about/news/IntergenerationalMobility.pdf

    A ideia que a (suposta) igualdade social europeia é substituída pela igualdade de oportunidades nos EUA é coisa do passado.

    Quem é rico fica rico, e quem é pobre fica pobre (se me permitir ser simplista, mas realista).

    Aliás a coisa já se tornou tão gritante que há pouco tempo li um artigo de opinião no FT a dizer que a imobilidade até é uma “coisa boa” (não tenho pachorra para procurar a referência). A Reaganonimcs acabou com isso (e foi consolidada por Bush/Clinton/Bush).

    Quer mobilidade social e e compensação por mérito? Acho bem… então olhe para a escandinávia.

  11. 11 11  Jam

    Daniel já lhe tinha colocado esta questão: qual é a diferença entre estes ‘caucuses’ de Washington, com as primárias de Washington que serão daqui a uma ou duas semanas?

  12. 12 12  Justicialista

    É óbvio que o problema da falta de representação política das minorias e imigrantes é um problema de Portugal e de toda a Europa. Mas também e como é costume, Portugal está aqui pior que os outros países europeus. A Inglaterra, a França, a Alemanha, a Holanda, a Bélgica, a Dinamarca e os países nórdicos têm já bastantes deputados, presidentes de câmara, deputados europeus, ministros que são minorias étnicas. Para não parecer que falo sobre o que não sei, dou alguns exemplos:

    Deputados ao Parlamento Europeu:
    Sajjad H Karim, Reino Unido- Trabalhista
    Syed Salah Kamall, Reino Unido- Conservador
    Neena Gill, Reino Unido- Trabalhista
    Niranjan Joseph Deva-Aditya, Reino Unido, Conservador
    Kader Arif, França- Socialista
    Cem Özdemir, Alemanha- Verdes
    Vural Öger, Alemanha- SPD
    Feleknas Uca, Alemanha- PDS

    São só alguns exemplos a nível de Parlamento Europeu.

    Em Portugal tirando o ex-deputado Narana Coissoró e o deputado negro do CDS-PP (incrivelmente!!), não me recordo de mais nenhum.

  13. 13 13  Tiago

    Justicialista,

    Um caso interessante para aumentar à lista:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Ayaan_Hirsi_Ali

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