Muito mais “avançados” que nós nas relações laborais, a NBC decidiu dispensar os serviços dos funcionários dos programas atingidos pela greve dos argumentistas. É para sabermos o que nos espera. Felizmente, no caso do “The Tonight Show” e do “Late Night”, Jay Leno e Conan O’Brien, respectivamente, num gesto de solidariedade, decidiram pagar do seu bolso os salários dos colaboradores. Recorde-se que a greve dos guionistas apenas exige o evidente: que recebam alguma coisa dos lucros recolhidos pelos seus produtos na Internet. Este episódio limita-se a comprovar o que sabemos: que a ganância rima sempre com a falta de sentido de dever. E que a única forma de lhe resistir é a solidariedade, como têm demonstrado a generalidade dos actores e realizadores (parados por causa desta greve) para com guionistas. (Notícia via Boina Frígia)
PS: Há algum tempo que estou para escrever uma coisa um pouco maior sobre esta greve. Ainda não é desta. Lá irei. Já gastei é o título provocador e sem qualquer relação de conteúdo com o filme homónimo. Sou um esbanjador.
Sem comentários 3 Dez 07 em EUA, Televisão, Trabalho



Conclusions are a function of results. Wait for the results of the class struggle in beverly hills and then, and only then, pass judgement.
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bom, por cá parece que as coisas correm melhor. há dois ou três dias paralizei com o comando na mão e não havia meio de conseguir prosseguir o zapping. parei na RTP. na imagem via a clara ferreira alves (gosto tanto das crónicas dela no expresso e na máxima que não acreditava no que via… e vejo às vezes… enfim.) enfiada num casaco de tigresa, que ofuscava tudo o resto, sobretudo ela, que quase desaparecia lá dentro ou parecia perder-se nas formaliodades e gestualidades que a dita peça lhe exigia – um horror, puro mau gosto, mas muito elucidativo da classe jornalística sénior cá da praça; ela era toda griffes; não há mal nenhum nas marcas, é óbvio; o que é desprezível é a atitude que se tem de lá de dentro, do mundo das griffes. e do poder. diz-me a experiência, e olhando, por exemplo, para josé manuel fernandes e as suas tristes figuras sistemáticas, que os jornalistas que ontem apontavam, orgulhosos, o dedo ao poder e tratavam os colegas por ‘camaradas’ (que fachos do caraças!), estão hoje agarrados às prestações dos cortinados, do home movie e dos carros de alta gama; a clara parece estar agarrada às novidades da vogue.
continuando: clara ferreira alves entrevistava mário soares. juntos, passearam por lisboa e paris (não vi a coisa até ao fim). e falaram de quê? de cães, das árvores nos jardins, que perduram depois de nós (dizia ela, encantada e absorvida pelo tema) e de nada. nada de nada. nem uma história boa arrancou de soares, nem um único assunto interessante sobre o exílio, viver na obscuridade, sei lá, qualquer coisa. nada. e tudo isto com o dinehiro dos contribuintes: pagar viagens a clara ferreira alves e a mário soares a paris, bruxelas? e berlim? bom, os guinistas até
é podem estar em greve, mas isso não fez qualquer diferença a clara: ela tinha a coisa preparada.
já no domingo à noite, mais zapping e parei, naturalmente, na paula moura pinheiro. o entrevistado era quem….? mário soares. e apesar de estar visivelmente fatigado (teria acabado de chegar de paris?) a jornalista manteve, a custo é certo, uma conversa encantadora, leve, cheia de pettites histoires, de apontamentos curiosos e interessantes. mário soares falou da sua biblioteca pessoal e das livrarias preferidas, cá e na europa; com a clara, dentro de uma dessas livraias em paris, creio que o assunto foi… nada. como é possivel?
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Meu caro Daniel Oliveira,
O grande ensinamento que os portugueses poderiam tirar deste protesto dos guionistas americanos é que uma greve só faz sentido quando de facto incomoda a sério. Agora fazer como os sindicatos tugas que se divertem a marcar greves sempre coladas a fins-de-semana é que não me parece muito saudável. Se calhar foi por isso que me desfiliei da área sindical…
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