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O senhor Geert Wilders, deputado holandês da extrema-direita anti-imigração, quer exibir um filme anti-Islão. Vindo da figura que vem espera-se uma coisa linda. É livre de o fazer e a Holanda tem de defender a sua liberdade. Sobre isto escreverei noutra oportunidade. Apenas um pormenor interessante - o mesmo homem que é apresentado como um defensor da liberdade de expressão afirmou: «Eu quero o Corão Fascista seja proibido. Temos de parar a islamização da Holanda. Isto quer dizer nem mais uma mesquita, nem mais uma escola islâmica, nem mais um Iman…». Liberdade de expressão? Claro, mas só a dele.


Sem respostas ao post “A liberdade de expressão selectiva que eles querem”  

  1. 1 1  tonibler

    É anti-imigração mas não deve ser anti-homosexual porque tem uma enorme pinta de rôto.

    PS: Estiveste muito bem no P&C.

  2. 2 2  pedro oliveira

    É claro que não há liberdade de expressão na Holanda, Daniel.
    Aliás não há liberdade na Holanda, aquilo é uma monarquia.
    Lá as pessoas não têm direitos, nem sequer podem eleger um gasolineiro como chefe de Estado.
    Por mim invadia-se a Holanda e obrigávamos os gajos a serem um povo democrata e livre, republicano, obviamente.

  3. 3 3  Daniel Oliveira

    Pedro Oliveira: o senhor leu sequer o post. Eu estava a falar do deputado em causa, não da Holanda. Com leitores assim é tão cansativo.

  4. 4 4  Costa Nunes

    Eu cá, se me desse para proibir coisas legítimas ou direitos básicos, começava por proibir penteados como o desse senhor e gravatas com aquela cor.

  5. 5 5  pedro oliveira

    Sim, senhor Daniel li o «post» no dia em que o Prof. Venâncio o colocou.
    As questões levantadas são pertinentes, obviamente, mas o «post» tem cerca de uma semana, estava, apenas, a trazer alguma actualidade à discussão.
    Desculpe se o cansei, afinal a questão que coloca e aquela que eu, ironicamente, coloquei é a mesma: quais os limites da liberdade? essa questão leva-nos a outra: uma liberdade com limites continua a ser liberdade?

  6. 6 6  Barbosa

    Daniel você não está aver o problema. Há liberdade de expressão na Holanda. O que há é muito medo dos islamitas que não aceitam openiões que sejam contra a sua relegião. Veja o caso do ciniasta morto por ter feito um filme da deputada holandesa de origem Etiope em que denunciava a situação das mulheres no islão.
    Não me lembros dos nomes destas personagens agora peço desculpa. O islão pura e simplesmente não aceita criticas. Versiculos satânicos não lhe diz nada? Com que autoridade um Komeni manda matar um escritor britanico? O que é que ele tem a ver com os livros feitos noutro país que não o dele? Aquela opera que esteve para ser proibida na Alemanha só porque mostrava Mahomé.
    Que respeito tem o islão pelas outras relegiões na Arábia Saudita? Nem um simples templo Hindo num apartamento foi permitido e os indianos foram deportados. As mulhers ocidentais tem de usar um veu e não podem conduzir. Etc etc.
    Como vê o Islão é mesmo facista.
    Pode-me dizer que na turquia na síria no egipto existem cristãos. È verdade mas são cada vez menos e sempre muito intimidados pelos relegiosos do islão. No Paquistão recentemente uma pessoa foi deserdada por ter renunciado ao islão e convertido ao cristianismo e teve sorte porque se depende-se dos clérigos seria morta.
    Liberdade? Ao islão?

  7. 7 7  Manuel Leão

    Sr. Pedro Oliveira:

    Num debate de ideias, qualquer que ele seja, sobre política ou não, o mínimo que se exige é honestidade intelectual. Pode defender o que quizer, mas apresentando argumentos sérios.

  8. 8 8  leonidas

    compramos as guerrinhas “pop” do bush e companhia e agora a Europa está a ter problemas de infestação

    O culto da Raça, a exclusão ideológica e a violência que tanto definem a História da Europa, são uma caixa de Pandora que os politicos actuais (os europeus) não souberam avaliar.

    E assim vamos alegremente criando estes “cogumelos” e a branquear a história recente com revisionismos “sérios”

    bem haja

  9. 9 9  João Neto

    O que tens medo é que na coligação BE - PS em 2009, para governar Portugal, e que defendes com tanto fervor, os gajos te obriguem a ser autoritário com os imigrantes.
    Mais certo vais ser o Secretário de Estado da Admnistração Interna.

  10. 10 10  JLS

    Desculpe pelo off-topic, mas deixo-lhe aqui um link que lhe deverá interessar: http://www.youtube.com/watch?v=K719IZSnuX0
    Um excerto do Hardball da MSNBC, sobre a afirmação de ambos os Clintons - os 2º classificados - de que o Obama seria um bom VP…

  11. 11 11  Daniel Oliveira

    Barboca, eu não disse em nenhum momento que não havia liberdade de expressão na Holanda. Já agora, propondo este senhor que se proiba o Corão, deixa nesse momento de o preocupar a aceitação das opiniões do outro. É sobre isto o post. Sobre o resto, como disse, escreverei. Em princípio no Expresso.

  12. 12 12  Minhoto

    Bem o homenzito é um cromo ( o cabelo é pintado?)
    ! só acho que que o critério do Daniel Oliveira é inversamente proporcional caso uma etnia autóctone
    ocidental se instale num país do terceiro mundo, pois ai passa a ser colonialismo e neste caso dá cabo do pitoresco mundo atrasado! na minha opinião países que foram potências coloniais devem acolher bem os imigrantes das antigas colonias pois pertencem historicamente e geneticamente á sua nação e em nada descaracteriza a sua sociedade. No caso do islão
    a situação difere pois foi uma sociedade que no geral não evoluiu pois o reaccionarismo prevaleceu
    perante outras formas de encarar o islão como o sufismo entre outras. Deve-se respeitar mas estar atento pois nada deve sobrepor-se á lei dos países
    que os acolhem.
    Daniel, sendo eu republicano penso que esteve bem no seu argumento do gasolineiro mas terrivelmente mal no do Senhor Dom Carlos pois não conseguiu transmitir uma ideia estruturada, o argumento que usou não serve e notou-se que foi para “picar” os monarquicos, o BE e a restante esquerda no parlamento esteve mal pois afinal o que fizeram ao rei e ao filho foi uma brutalidade e demostra que vocês (politicos) são gente para quem os fins justificam os meios e com pouco afecto humano por terceiros preferindo picardias emotivas e vingançazitas anacronicas a assuntos sérios.

  13. 13 13  Minhoto

    Note-se que a direita do parlamento tb a meu ver entra neste jogo de igual forma em temas sensíveis à esquerda!

  14. 14 14  Euroliberal

    O islão não proibe critica nenhuma. Só proibe, como todos os países europeus (o problema é que não aplicam a lei), a blasfémia: insultar Maomé ou Cristo não é exercício da liberdade de imprensa, mas crime. E se os cristãos, a braços com o fundamentalismo jacobino-laicista e o relativismo moral, não têm força para impedirem que bandalhos insultem Cristo e a Virgem, os muçulmanos felizmente sabem fazer respeitar o seu Profeta. Temos que aprender com eles para reforçar a moral social e o fervor religioso necessário para fazer recuar a delinquência, a dissolução da família, e a decadência e anomia niilistas.

    Claro que em tempo de cruzadas islamocidas que vitimam milhões a pena para a blasfémia antisemita deve ser mais severa. O último bandalho “cineasta” holandês que insultava publica a repetidamente os seus concidadãos muçulmanos como (sic) “a quinta-coluna dos enraba-cabras” acabou mal… e este agora parece que também está cansado de viver…

  15. 15 15  Daniel Oliveira

    Minhoto, penso que na questão do regicídio não consegui (não estava à espera de falar do assunto e confesso que não tinha pensado nele) transmitir a minha opinião. Talvez volte ao assunto. Acho que aquele voto de pesar não fazia sentido, até porque esquecia as muitas mortes republicanas no período e o contexto histórico, em que o assassinato político era, infelizmente, visto de outra forma. Lá voltarei.

  16. 16 16  emely

    Em abono, diga-se que até o Amadeus ia nessa cabeleira. Agora não tenhamos dúvida que o gajo parece direito sobrado das SS antigas. E tamém por cá as temos disfarçadas, muito boas.

  17. 17 17  Fado Alexandrino

    Souvent la peur d’un mal nous conduit dans un pire.
    Nicolas Boileau-Despréaux

    Em Moçambique os melhores compinchas para a farra eram os holandeses.
    Beberrões estupendos, com um deles aprendi a técnica do quente-frio e que era um Schnapps ao natural seguido de uma cerveja bem gelada.
    Sempre bem dispostos, pudera! eram quase todos técnicos de campo.

    Contaram-me, não sei se é verdade ou se ainda é uso, que as janelas do rés-do-chão não tinham cortinas porque não se considerava de bom gosto que se escondesse a vida familiar.

    Seja lá pelo que for a Holanda tornou-se a campeã de todas as liberdades.
    E deu em permitir tudo.
    Ora isto é um erro.
    Onde há total liberdade não há responsabilidade.
    Acresce que a Holanda sofre em escala maior a multiplicação de etnias e religiões de que era formado o seu império e que se acolheram à casa mãe.
    Não lhes era possível, nem aceitável proibir o que quer que fosse e hoje são eles que estão proibidos de exercer direitos fundamentais por aqueles que ao contrário proíbem tudo.

    Assim não me custa compreender o desabafo deste deputado, posto talvez de uma maneira radical, tão radical quanta a intolerância dos que pretende combater.

  18. 18 18  Alexandre

    Uma pergunta directa, Daniel:

    - Concorda com a proibição do véu islâmico nas faculdades de França?

  19. 19 19  Daniel Oliveira

    A que véu se refere? Ao hijab (que tapa a cabeça)? Se é esse, definitivamente e sem qualquer rodeio: sou absolutamente contra a proibição! Sou a favor da liberdade individual e religiosa. Cada um, desde que com isso não ponha em causa a segurança de ninguém, usa o que entender. Não consigo sequer perceber o debate em torno do hijab. Que raio de razão pode levar a que se proiba a sua utilização em qualquer circunstância ou lugar? Acho que qualquer mulher pode usar um lenço na cabeça na faculdade, na escola, no parlamento, onde entender. Não faltava mais nada que criticássemos os muçulmanos (com razão) pela falta de liberdade que dão às mulheres e depois começássemos nós a decidir como podem ou não se vestir.

  20. 20 20  The Studio

    “A que véu se refere? Ao hijab (que tapa a cabeça)? Se é esse, definitivamente e sem qualquer rodeio: sou absolutamente contra a proibição! Sou a favor da liberdade individual e religiosa. Cada um, desde que com isso não ponha em causa a segurança de ninguém, usa o que entender. Não consigo sequer perceber o debate em torno do hijab.”

    Uma outra pergunta: O Daniel é a favor ou contra a proibição do uso de um crucifixo pendurado num fio ao pescoço, como acontece em escolas Britânicas?

  21. 21 21  saintsimon

    Com a burka é que eu não posso, autêntico nojo, senhores, e que indecência mais feia!…

    Tamém aqueles maricanos falavam, falavam, mas como o outro não os vejo é fazer nada, além de comerciarem papoilas e petróleo, como as seitas, que é no que eles são melhores… nisso e a vender guerras. Que lá os carregue o diabo!

    Que diz ali no http://icasualties.org/oif/
    que os gajos gastam 12 B de dólars por mês ca guerra, coitados. E lá terá sido herança do Saddam, que nem morto os larga. Eh, diz um bota que é ele que ainda impele o Bush a imbicar contra o Irão e a Síria e a Mauritânia e, vá lá que já perdoa e volta atrás com a China a respeito de direitos humanos. Tamém, pudera, se ela e sua magestade Isabel II suportam uma soma astronómica da dívida que mais ninguém já compra, salvo esse Trichet fantoche para algum negócio escuro, quando, por injectar euros na fazenda do Sam, não nos alivia os juros.

    E esse é que se morresse depressa também ajudava os pobres, creio.

    (Nabice minha, ó Daniel, dado o adiantado da hora, saiu-me o coment anterior truncado. Quer retirá-lo? Gardecia).

  22. 22 22  João André

    Conviria esclarecer algumas coisas sobre a Holanda antes desta discussão. A primeira é sobre a tal liberdade holandesa. É verdade que a Holanda possui uma imensa lista de liberdades, mas são liberdades relativas. Os frísios, no norte do país, têm uma cultura específica, com uma língua específica (e reconhecida enquanto tal, ie, não é um dialecto) mas não podem ter aulas na Universidade nessa língua. Isso não é permitido. Podem, naturalmente, falá-la no dia a dia e nos corredores, mas na Universidade não a podem usar como língua de trabalho. Como comparação simples, os catalães podem fazê-lo e até minorias nos países da ex-Jugoslávia também o podiam fazer (por exemplo, ainda antes de qualquer crise no Kosovo surgir, os albaneses podiam ter aulas na Universidade em albanês, embora o território fosse oficialmente sérvio).

    Quanto às outras liberdades existentes, os holandeses têm uma atitude muit específica sobre o assunto. Preferem a opção de deixar andar enquanto não derem problemas. O haxixe, por exemplo, não é totalmente legal, tal como se pensa. As coffee shops não são totalmente legais ao vendê-lo, apenas se fecha oficialmente os olhos ao assunto de forma a que os consumidores se fiquem por ali ou então fumem em casa.

    O caso das janelas do rés-do-chão, por exemplo, é um pouco como o Fado Alexandrino diz. Têm cortinas, mas estas não estão geralmente corridas. Isso porque a cultura ainda fortmente influenciada pelo calvinismo é muito moralista e portanto não tolera moralmente, mesmo que o faça legalmente, os segredos. A privacidade é respeitada (as janelas estão abertas para que se possa olhar para dentro das casas, mas ninguém o faz), mas não é um direito, antes será vista como um privilégio.

    Os holandeses são extremamente moralistas e adoram julgar e apontar o dedo. Por isso mesmo, políticos como Wilders ou, antes dele, Fortuyn são tão populares. São uma espécie de catarse colectiva.

    Quanto a este caso específico, talvez fosse bom pensar no seguinte: Wilders é católico e quer proibir o Corão. Imaginemos que o conseguia. O que viria a seguir? Proibir o protestantismo? Proibir o ateísmo? Proibir os cortes de cabelo decentes? Não é porque alguns países islâmicos são repressivos que também o deveremos ser. Ou será que agora deveríamos também proibir tudo aquilo que é diferente de nós? Deveríamos proibir os americanos que defendem a ilegalização da homossexualidade então? Ou os chineses porque a China é um país repressivo? Onde traçar a linha? Um pouco de bom senso, meus caros.

    Já agora, Fado, os holandeses são bons parceiros de bibda, mas de cerveja gelada não percebem muito. Servem-na pouco gelada e em copos totalmente molhados. E o schnapps é alemão, os holandeses é que gostam também de o beber… às vezes. Quanto ao tal filme que foi caso em tempos, o nome do realizador assassinado era Theo van Gogh e a deputada (que já não o é) era Ayaan Hirsi Ali. Ela, já agora, teve de ir para os EUA para procurar protecção. Infelizmente não parece tê-la conseguido e agora pede-a na França, país que lhe disse que lha daria apenas se ela for francesa. Na Holanda, depois daquela história toda, teve até a antiga ministra dos negócios estrangeiros a querer retirar-lhe a nacionalidade holandesa por ela ter admitido que não tinha dado declarações completamente verdadeiras no pedido de asilo e naturalização (havia documentação que não poderia ser confirmada, por isso terá embelezado a história, como seria de esperar em alguém desesperado).

  23. 23 23  Pensador

    Atenção que o homem estava-se a referir ao “Corão Fascista”. Sublinho Fascista. Não é a esquerda que defende a proibição de todas as organizações fascistas, de extrema-direita,e afins ?

    Ou será que uma boa parte das organizações islâmicas e uma percentagem muito grande dos seus membros, mesmo ao nível do topo, não defendem leis fascistas, intolerentes, criminosas até ?

  24. 24 24  Tárique

    Tonibler: Os “rôtos” na Holanda são uma das grandes bases de apoio do conservadorismo e da extrema-direita, que não por poucas vezes fala em nome deles e se advoga sua defensora. O seu mais carismático líder, chamado Pim Fortuyn era homossexual assumido.

  25. 25 25  João Costa

    Daniel, responda-me por favor à seguinte questão: a constituição portuguesa proíbe (entre outras coisas) a criação de partidos de ideologia fascista. Considera igualmente o racismo e a discriminação racial um crime. Presumo que esteja de acordo com estas restrições à liberdade previstas na Lei Fundamental. O Corão (entre outras coisas) manda punir com a pena de morte (Fatwa) os apóstatas e blasfemos. Dir-me-à que não é bem assim e que estou a ser redutor e a discorrer sobre interpretações mais radicais sobre as leis corânicas. Sabe o que aconteceu com o Theo Van gogh e quantas fatwas pendem sobre Ayan Hirsi Ali não sabe? Parece-lhe estranho que os holandeses queiram preservar o essencial daquilo que deve ser a liberdade de expressão, proibindo aquilo que na prática coloca permanentemente em causa essas mesmas liberdades?

  26. 26 26  Tiago

    As sondagens actuais dão cerca de 20-25% à extrema direita nos Países-Baixos. O partido do Wilders nem sequer é o maior, o TON (Trots op Nedernand - Orgulho dos Países-Baixos) da Rita Verdonk tem ainda mais votos. Há ainda os liberais na casa dos 15%.

    Será que 25% dos neerlandeses são de extrema direita ou será que há qualquer coisa de disfuncional na interacção entre locais e estrangeiros?

    Eu diria que a educação conta (uma ideia de esquerda que a esquerda se recusa a levar às últimas consequências): Se eu for educado num país corrupto, desigual, autoritário e machista quando emigro para um diferente, mantenho o mesmo comportamento que me foi ensinado. Talvez os locais desse país (caso seja culturalmente muito diferente) não achem muita graça.

    Injusto? Sem dúvida, aliás, fui várias vezes vítima de racismo nos Países-Baixos (mediterrânicos são todos muito parecidos fisicamente do ponto de vista germânico) e sei bem o que dói. Injusto para muitos turcos (sobretudo estes), marroquinos e cabo-verdianos que não se enquadram no esteriótipo? Indiscutível.

    Apesar disto eu entendo perfeitamente a razão pela qual muitos votam PvvV e TON: Um choque de culturas brutal, e, francamente, em termos de desenvolvimento social, os neerlandeses têm todas as razões para preferir o modelo de sociedade local aos vários importados.

  27. 27 27  Daniel Oliveira

    «a constituição portuguesa proíbe (entre outras coisas) a criação de partidos de ideologia fascista. Considera igualmente o racismo e a discriminação racial um crime. Presumo que esteja de acordo com estas restrições à liberdade previstas na Lei Fundamental.»

    Com já aqui expliquei algumas vezes, presume mal. Acho que os partidos de ideologia fascista, desde que cumpram a lei e não usem da coacção e de métodos violentos, devem ser legais. O racismo, desde que não incite ao uso da violência, também. Quanto à discriminação racial não é uma opinião, é um acto. Não pode, como é evidente, ser posto no mesmo plano que a simples liberdade de expressão.

    «O Corão (entre outras coisas) manda punir com a pena de morte (Fatwa) os apóstatas e blasfemos.»

    Não é verdade. Só uma leitura básica e distorcida do Corão (como a que fazem os fundamentalistas) permite tal conclusão. O Corão é tão adverso à violência como a Bíblia. Depende das leituras e das interpretações. E o que é estranho é que nós tomamos como boa a dis fundamentalistas.

    Ainda assim, nenhum país democrático pode sequer ponderar a proibição de um livro religioso. Nem sei como isto pode ser um debate.

    «Sabe o que aconteceu com o Theo Van gogh e quantas fatwas pendem sobre Ayan Hirsi Ali não sabe?»

    As fatwas podem ser decididas por qualquer líder religioso. Ao contrário da Igreja Católica, o Islão não tem uma hierarquia centralizada. Elas não vinculam todos os muçulmanos nem sequer a sua maioria, que é moderada e pacifica. Somos nós que estamos a atribuir às correntes mais fanáticas o estatuto de porta-voz de todos os muçulmanos. Que não são. Longe disso. Pior: estamos a deixar que a extrema-direita europeia seja nossa porta-voz nas relações com estes nossos vizinhos de séculos.

    «Ou será que uma boa parte das organizações islâmicas e uma percentagem muito grande dos seus membros, mesmo ao nível do topo, não defendem leis fascistas, intolerentes, criminosas até ?»

    Não, não defendem. Mais uma vez, toma como opinião da maioria a opinião de uma minoria ruidosa.

    «O Daniel é a favor ou contra a proibição do uso de um crucifixo pendurado num fio ao pescoço, como acontece em escolas Britânicas?»

    A resposta já estava implícita. Sou contra pelas mesmíssimas razões.

  28. 28 28  Tiago

    E mais um pormenor Daniel, uma dica.

    Se tu conhecesses a realidade neerlandesa nunca apoiarias o SP (no sentido em que creio que sinceramente que és um democrata sério que não iria num partido centralista com pouco respeito por diferenças internas e com claro culto de personalidade), o teu partido seria, clarissimamente, a Esquerda Verde

    http://en.wikipedia.org/wiki/GreenLeft
    http://www.groenlinks.nl/islamineurope

    (Não é publicidade, nem sequer é o meu partido nos Países-Baixos ;) )

  29. 29 29  J.H

    “O Corão é tão adverso à violência como a Bíblia. Depende das leituras e das interpretações.”

    Daniel, a Bíblia é adversa à violência? Suponho que depende mesmo de interpretações. Mas nem por isso suponho a sua proibição, apenas um rótulo de “impróprio para menores” ou assim.

    “insultar Maomé ou Cristo não é exercício da liberdade de imprensa, mas crime”

    Seria, noutros tempos. Tempos de barbárie e selvajaria. É revelador que o Euro”liberal” lhes sinta falta.

    “Temos que aprender com eles para reforçar a moral social e o fervor religioso necessário para fazer recuar a delinquência, a dissolução da família, e a decadência e anomia niilistas.”

    Repita comigo: “Deus (em todas as suas formas) é uma superstição”. Em segundo lugar é capaz de me explicar o que raio é a “moral social”? Moral de quem, afinal? Qual a moral com autoridade para se impor sobre as outras?
    Em terceiro, tratar o fervor religioso como algo positivo demonstra uma estupidez tal que só é comparável à induzida pelo próprio fervor religioso.
    Quanto à delinquência…enfim, se afirma que a falta de religiosidade é causa relevante do problema, tem de alargar os seus horizontes. Alargá-los de modo a que, por exemplo, abranjam a população prisional dos EUA.
    A dissolução da família, coitadinha, que não resiste a não ser que auxiliada por via externa. Diga-me uma coisa: como “liberal” que é defende a economia de mercado, certo? Ora, numa economia de mercado as empresas e produtos que não consigam atrair consumidores acabam por falir, eventualmente. Considere, então, que o conceito “família” está a falir. E, tal como na economia, para bem da concorrência, devemos deixá-lo falir.
    Finalmente, não sei onde raio vê você o niilismo. “A vida não tem sentido nem valor objectivos? Oh, tragédia! Que mundo cruel! Enfim, vou ver um filme.” A angústia existencial é tipicamente adolescente. Passa depressa, especialmente quando a nossa existência encontra sentido na amizade, no amor, no trabalho, na diversão, e por aí fora. Agora o niilismo ético é uma ficção. Todos (ou quase) temos valores pessoais, que fazemos um esforço por respeitar e honrar. Não reconheço niilismo aqui, apenas subjectividade.

  30. 30 30  Pereira

    A Holanda é um país tolerante, multi racial, democraticamente sólido e na avangarde de legislação e jurisprudência em matérias que outras democracias europeias têm considerado marginais e sociologicamente inquinadoras de usos e costumes de tradição judaico-cristã. Por isso caros amigos dúvido que as propostas deste senhor façam escola e dêem frutos ou dividendos políticos para uma certa corrente extremista de direita.
    A montanha parirá um rato…

  31. 31 31  Daniel Oliveira

    J.H., talvez fosse bom deixar claro que nas duas respostas finais não está a reagir a coisas que eu escrevi e que nunca poderia ter escrito.

  32. 32 32  J.H

    Tem razão, Daniel. Embora tenha identificado os destinatários nas respectivas respostas, aqui fica um reforço: A primeira citação a que respondo é do Daniel Oliveira, enquanto que as restantes são comentador que assina Euroliberal.

  33. 33 33  João André

    Pereira: essa Holanda de que fala tem o senhor Wilders como o político mais popular do país…

    Tiago, nos quase cinco anos que levo no país, nunca fui vítima de racismo. Talvez porque comecei a falar holandês relativamente cedo e o meu sotaque não estaria conforme o que esperariam de um muçulmano. Por outro lado, também nunca vivi numa cidade grande, por isso talvez os meios onde vivo e vivi sejam mais simples. Já os meus colegas turcos, árabes (em geral) indonésios ou africanos nunca se queixaram também de racismo. O que existe, e aí de forma bem clara, é uma descriminação legal contra cidadãos de fora da União Europeia. Nesse contexto, e pelo que me é dado a ver, os de países de leste (sérvios, polacos, romenos, ucranianos e russos, so far…) são os que mais sofrem com isso.

  34. 34 34  João André

    Do Pensador: «Atenção que o homem estava-se a referir ao “Corão Fascista”». Pois estava, mas ele não coloca separação entre um Corão “fascista” e um Corão “democrático”. Ele nem adjectiva o Corão de “fascista”. Para ele são sinónimos. E só isso demonstra a sua ignorância sobre o mesmo.

    PS - já depois de ter feito o filme, decidiu seguir um crash course sobre o Corão. Depois de ter feito o filme sobre o Corão é que o decidiu “estudar”. Como não acredito que o tenha feito com muçulmanos, os quais não estarão muito contentes com ele, imagina-se facilmente a opinião de quem lhe dá o curso, não é verdade?

  35. 35 35  Euroliberal

    Engraçado que porcos nazi-sionistas como o pensador e Tiago venham a acusar 1.500 milhões de crentes do Islão, que são actualmente invadidos e massacrados por hordas de cruzados terroristas, tenham o descaramento verdadeiramente fascista e a requerer uns pares de estalos, de virem aqui acusar os ocupados, agredidos e difamados de serem “fascistas”…

    Estes esquerdalhos nazis metem nojo…

    Quanto ao bandalho nazi a quem cortaram as goela na Holanda, convém saber que acusava repetidamente nos mídia Maomé de ser pedófilo e os seus concidadãos muçulmanos (mais de um milhão) de serem a “quinta coluna dos enraba-cabras”… mas alguém se admira que lhe tenham limpado o sebo e que o indivíduo queria é suicidar-se de uma nova forma ?

    Quanto à traidora Hirsi: reconheço a qualquer crente o direito de abandonar a sua fé. MAS, quando está em curso uma cruzada ISLAMOCIDA de nazi-bushistas e sionistas contra o seu povo (inclusivamente o somali), o que ela faz ao difamar repetidamente o seu povo e a sua cultura e apoiando ostensivamente os assassinos neo-coneiros e islamocidas (trabalha para o principal think-tank neocon), não é exercício legítimo da liberdade, mas ALTA TRAIÇÃO E COLABORACIONISMO COM INIMIGO EM TEMPO DE GUERRA !

    Se na Europa, no pós-guerra, dezenas de milhar de “collabos” ou “QUISLINGS” acabaram no paredão com uma dúzia de balas no coirão, com que direito recusaríamos aos muçulmanos o direito de justiçarem também os seus traidores ?

  36. 36 36  Euroliberal

    ANTISEMITAS ISLAMÔFOBOS: ATENÇÃO AOS ARTIGOS 251 E 252 DO CÓDIGO PENAL PORTUGUÊS…

    SECÇÃO II
    Dos crimes contra sentimentos religiosos
    Artigo 251.º
    Ultraje por motivo de crença religiosa
    1 — Quem publicamente ofender outra pessoa ou dela escarnecer em razão da sua crença ou função religiosa,
    por forma adequada a perturbar a paz pública, é punido com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até
    120 dias.
    58
    2 — Na mesma pena incorre quem profanar lugar ou objecto de culto ou de veneração religiosa, por forma
    adequada a perturbar a paz pública.

    Artigo 252.º
    Impedimento, perturbação ou ultraje a acto de culto
    Quem:
    a) Por meio de violência ou de ameaça com mal importante impedir ou perturbar o exercício legítimo do culto de
    religião; ou
    b) Publicamente vilipendiar acto de culto de religião ou dele escarnecer; é punido com pena de prisão até um ano
    ou com pena de multa até 120 dias.

  37. 37 37  Daniel Oliveira

    Euroliberal: às vezes fico a pensar se o senhor não é um islabofóbico de extrema-direita que quer dar uma ajudinha com os seus inacreditáveis comentários. Bolas!

  38. 38 38  Fado Alexandrino

    João André

    Muito obrigado.
    Eu não queria ser tão profundo, mas não há dúvida que o senhor apresentou os factos muito claramente.
    Só uma nota em Roma sê romano e os meus amigos holandeses lá em Moçambique bebiam e bebiam e bebiam a Laurentina bem gelada.
    Aproveito para deixar uma homenagem a três que já partiram e estão, certamente, neste momento a tentar convencer o Arcanjo Gabriel a mais uma rodada.
    São eles o Piet Hein, o Paul Opwidra e o Sjoerd Canninga.
    À vossa saúde!

  39. 39 39  Euroliberal

    ó GEERT, e se você também pedisse a PROIBIÇÃO do TALMUDE FASCISTA dos judeus ? Olhe para estas citações do Talmude:

    Os judeus referem-se ao restante dos habitantes da Terra, os povos não-judeus, como “gentios”, “goyim”. Vamos ver o que o Talmud judaico ensina aos judeus quanto à maioria não-judaica, isto é, aqueles que não pertencem ao “povo escolhido” de Javeh:

    “Os judeus são chamados seres humanos, mas os não-judeus não são humanos. Eles são bestas.”
    - Talmud: Baba mezia, 114b

    “O Akum (não-judeu) é como um cachorro. Sim, a escritura ensina a honrar o cachorro mais do que ao não-judeu.”
    - Ereget Raschi Erod, 22 30

    “Mesmo tendo sido criados por Deus os não-judeus ainda são animais em forma humana. Não cai bem para um judeu ser servido por um animal. Portanto ele será servido por animais em forma humana.”
    - Midrasch Talpioth, p. 255 Warsaw 1855

    “Uma grávida não-judia não é mais do que um animal grávido.”
    - Coschen hamischpat 405

    “As almas dos não-judeus vem de espíritos impuros e são chamadas porcos.”
    - Jalkut Iuchoth Haberith, p. 250 b

    “Se você comer com um gentio, é o mesmo que comer com um cachorro.”
    - Tosapoth, Jebamoth 94b

    “Se o judeu tem um servente não-judeu que morre, um não deve expressar simpatia ao judeu. Você deve dizer a ele: “Deus irá repor ’sua perda’, como se um de seus bois tivesse morrido.”
    - Jore dea 377,1

    “Relação sexual entre gentios é como relação sexual entre animais.”
    - Talmud Sanhedrin 74b

    “É permitido tirar o corpo e a vida de um gentio.”
    - Sepher ikkarim III c 25

    “É a lei matar qualquer um que nega a Torah. Os cristãos pertencem aos negaceadores da Torah.”
    - Coschen hamischpat 425 Hagah 425,5

    “Um gentio herético você pode matar com suas próprias mãos.”
    - Talmud, Abodah Zara, 4b”

    Como ? Não convém, esses são seus amigos, agora com os muçulmanos esses já pode…pois…já percebi…

    P.S. Caro Daniel, não se preocupe, o meu nicho de mercado é outro. É o de não fazer aos nazi-sionistas nenhuma concessão que não seja moral ou juridicamente justificada. É que de outro modo, eles obtêm quase sempre o que querem, mesmo quando aprentemente são derrotados… é como a história do ROUBO da Palestina, eles ocupam 100%, nós protestamos, eles resistem, a gente insiste e muito lá para o fim eles largam “Pronto, está bem. Peguem lá 6% do território para fazerem um “estado” palestiniano… alguns cantam vitória, mas o facto é que os grandes finórios não deram 6%, ROUBARAM É 94% da Palestina… eles são peritos nesse joguinho para papalvos… Só Ahmedinejad e o Hamas (e por aqui eu, se me permitem) é que não aparam essa jogada e obrigarão o ladrão nazi-sionista a largar TUDO o que roubou desde 1948… TUDO MESMO !

    Agora, acho bem que se outros não puderem fazer tanto, façam menos…é sempre útil para a causa.

  40. 40 40  Maria

    Bom,
    por muito menos foi o realizador de cinema
    Theo van Gogh assassinado aqui ha alguns anos
    ( nao muitos) e esse so fez um filmezinho - o “Submission”
    E nem falou assim tanto contra o Islao, falou mais sobre a situaçao das mulheres no Islao;
    esta bem que disse umas coisa num jornal sobre o Maome e assim mas nunca se atreveu a ir tao longe como esse sr.
    Proibir escolas nunca e boa ideia.
    Proibir mesquitas e capaz de ser perigoso

    Imagino o que pode acontecer se esse senhor for para a frente com a ideia…

  41. 41 41  Isabel Coutinho

    Acho que aquele voto de pesar não fazia sentido, até porque esquecia as muitas mortes republicanas(…)
    D.O

    Daniel, diga-me por favor (estou a ser sincera, não sei) quem foram os republicados que a monarquia mandou matar?

    Que eu saiba, morreram bombistas, que não sabiam lidar com as bombas que estavam a fabricar (e que não seriam de certeza para comerem à sobremesa).

    Quanto ao assassínio planeado e premeditado dum Chefe de Estado(ser ou não ser rei não importa), que aliás parece que visava a morte de toda a sua família, não merece ser redudiado, porquê?

    Segundo a maioria, este voto seria um “insulto à república”. Ora, pergunto eu, será que a república se sente glorificada por este acto cobarde? Que, aliás, está provado, ter envolvido mais monarquicos que republicados?
    A única coisa que conseguiram foi reacender a questão de regime. Que já estava morta e enterrada.

    Aliás que a Constituição dum país que se diz democrático impeça uma eventual alteração de regime, desde que a democracia não seja posta em causa, não é lá muito democrático. Não acha ?

    Cumprimentos,

    Isabel Coutinho

  42. 42 42  ezequiel

    Os meus parabéns pela tua excelente participação no pros e cons, Daniel. Gostei muito. You`re a good man! :)

  43. 43 43  zazie

    Daniel:

    Nestas coisas estamos sempre em concordância.

    Mas convinha ler bem os comentários que se seguiram ao post do FV.

    É que há por lá muito mais informação é até uma boa auto-crítica à irresponsabilidade face às políticas de imigração.

    Sendo que este ogre do Wilders não tem nada a ver com grupo ideológico e muito menos dizer-se é de “direita” responde ao que quer que seja.

    O que se provou nos comentários dos posts anteriores do Valupi é que o racismo é geral- existe debaixo do tapete quando vindo da esquerda dos “crimes de ódio” que nestes casos de turbantofobias se refugia na “liberdade de expressão” e existe em quem é grunho, o resto é acessório.

    Mas vale a pena ler os comentários porque o Carmo da Rosa (do Fiel Inimigo- fiel neoconeirismo militante da blogo) deixou lá mais informação acerca da outra rival que até quer que seja interdito falar-se árabe nas ruas da Holanda.

  44. 44 44  zazie

    Aquele post e comentários do Venâncio é para ser emoldurado e bem guardado.

    Um testemunho com verdade como é raro encontrar-se.

  45. 45 45  Gabriel Silva

    «Só proibe, como todos os países europeus (o problema é que não aplicam a lei), a blasfémia: insultar Maomé ou Cristo não é exercício da liberdade de imprensa, mas crime.»

    é mentira, ou, suavemente, não é verdade que a blasfémia seja punida nos países europeus, nem nos eua já agora.

    apenas o uk tem ainda uma lei dessas, mas que não é aplicada desde os anos 30 do século passado, para além de ter sido já apresentada em janeiro passado proposta para a sua abolição.
    Acresce que com as convenções internacionais sobre liberdade de expressão e direitos humanos de que são signatários tais leis dificilmente seriam na prática aplicáveis.

  46. 46 46  Gabriel Silva

    Sobre a otext da psota: «o mesmo homem que é apresentado como um defensor da liberdade de expressão»

    não sei se ele é apresentado nesses termos. Que seja defendido o direito desse senhor ao exercício da liberdade de expressão parece-me bem. Como se costuma dizer, a asneira deve ser livre.
    E sim, é estranhamente comum que alguns «defensores» da liberdade de expressão pretendam definir os seus limites, limitando a dos outros, o que obviamente me parece mal. Mas tal contradição e perigo ,que deve ser combatido, não retira a sua liberdade de se exprimir.

  47. 47 47  Daniel Oliveira

    Gabriel, obviamente que não. No texto que escrevi para o Expresso deixo isso claríssimo.

  48. 48 48  zazie

    ahahaha

    Ainda me estou a rir. Fica aqui o maior tiro no pé a que se podia assistir.

    A explicação da defesa do Wilders feita pelo Carmo da Rosa lá nas caixinhas de comentários do Fiel Inimigo:

    …….
    «O retrato podia ter sido alargado, mas acho que dá uma ideia. Não estou muito convencido que seja só UM problema, o serem muçulmanos. Há cá realmente bastantes problemas com estrangeiros em geral, e cada grupo étnico tem os seus problemas específicos. Os Antilhanos por exemplo é droga, prostituição, delinquência juvenil e muitas mães adolescentes. Têm o mau hábito de fazer filhos e dar o fora… e o Estado (nós todos) é que paga. Os eslavos (russos, jugoslavos) são da pesada, pistoleiros a soldo, etc.

    Mas os muçulmanos, ALÉM dos problemas inerentes às dificuldades de integração de gente com um quadro mental predominantemente rural que caíram de pára-quedas numa sociedade high-tech, têm uma ideologia de conquista que os faz odiar tudo o que tenha a ver com as sociedades ocidentais, que não entendem. Nisso apoiadíssimos pela esquerda acéfala, como tu dizes, e isso porque o proletariado autóctone já não está para ouvir as baboseiras de filhos-família a brincar aos revolucionários…

    É preciso notar que os muçulmanos da primeira geração, apesar de não estarem de maneira nenhuma integrados, não chateavam ninguém. Eram do estilo almas crentes povo rude e muito respeitinho pela autoridade. E é algo injusto esperar desta gente, em grande parte analfabeta, e que vem de zonas rurais onde o quadro mental é medieval, e que trabalha muito, que se integrem e que aprendam a língua convenientemente numa sociedade muito diferente.

    O único grande ‘erro’ desta gente é talvez o terem ficado por cá muito tempo, não terem voltado para o seu país a tempo e horas. Como fizeram os italianos, espanhóis e os portugueses menos integrados. Mas os países destes últimos ofereciam melhores perspectivas que Marrocos ou Turquia… Mesmo assim, por vezes os pais querem voltar mas os filhos nem pensar nisso, o que é bastante compreensível.

    Outro problema das primeiras gerações de muçulmanos é não ‘saber’ educar os filhos! Atenção, educar no quadro desta sociedade…. Na aldeia deles a coisa é muito diferente, a educação é menos complexa. Isso devido à ajuda da ‘extended-family’, à escola de tipo autoritário,há muito mais controlo social, não há tantos estímulos e as mulheres não correm o risco de sair dos ‘trilhos’ - A PAX (RURAL) MUÇULMANA.

    Sintomático é a crítica que os pais muçulmanos normalmente fazem às autoridades holandesas quando os filhos descarrilam: ‘nós nesta terra nem sequer podemos educar (dar porrada!) os nossos filhos que vamos presos!’

    E como não podem dar porrada nos filhos, ‘culpa das autoridades holandesas’, dão porrada (a dobrar!) nas raparigas, porque estas, ao contrário dos rapazes, são o repositório da HONRA do clã. Os rapazes, esses, são uns príncipes. Ah, e ainda batem nas irmãs quando elas não se ‘portam’ bem. Portar bem significa para eles, elas não se comportarem como eles…

    E isto nota-se nas segundas e terceiras gerações de jovens muçulmanos: uma desgraça, completamente deslocados, sempre à procura de uma identidade perdida, terrivelmente negativos acerca de tudo e todos e um ódio visceral a esta sociedade que faz com que facilmente sejam delinquentes, ou muito pior, sensíveis a uma ideologia fascizante – o Islão radical.

    Mas com tudo isto é preciso também não esquecer que os muçulmanos, assim como as outras pessoas, não são uma massa compacta, também têm os SEUS DISSIDENTES. Aliás, são os que mais sofrem, são os que estão na primeira linha de combate.

    “E depois, sim, vem o racismo. E os piores racistas até são eles. Porque precisam de viver do avesso.
    Mas, a questão é que a propaganda destes merdas é apenas de achincalhamento ao Corão. Quando bastava que falasse da porcaria anti-social que fazem.”
    (citação do que eu tinha dito)

    Racistas somos nós todos! Conheces algum país onde não haja racismo? Todos os países têm direito a 10% de idiotas.

    Achincalhamento é a tua percepção, já nem sequer é a percepção de muçulmanos moderados, e além disso é também uma forma de CRÍTICA SOCIAL. Cada um faz a crítica à sua maneira, pode ser em prosa, em verso ou até cantada. Há cá um cantor Rap, marroquino, Salah Edin, que até é muito parecido - e faz tudo para ser a carinha chapada do outro – com Mohammed B, o assassino de Theo van Gogh, que apoia abertamente o terrorismo e defende o Mo B (estilo Euroliberal) e depois diz que é apenas LIBERDADE DE EXPRESSÃO…

  49. 49 49  zazie

    “e depois é tudo liberdade de expressão” disse ele referindo-se a um “terrorista” provocador, imitador do que matou o Theo, para justificar o terrorismo que o Wilders faz como político de um estado democrático, para depois legislar em nome desta “liberdade de expressão”

    ahahahahaha

    Foi a cereja que faltava
    “:O))))

  50. 50 50  zazie

    O dogma do insulto ainda vai ser beatificado

    “:O)))))

    E quem vai para o índex são os que chamam a isso grunhice e prepotência de bestas racistas.

  51. 51 51  zazie

    E não caiam na real como já caiu o Fernando Venâncio e vão ver se não são v.s (os de esquerda com o dogma da porta aberta) quem é responsável pelo monstro e quem cria todos os Wilders de todos os tempos.

  52. 52 52  Euroliberal

    “é mentira, ou, suavemente, não é verdade que a blasfémia seja punida nos países europeus, nem nos eua já agora. ”

    - diz Gabriel Silva, um dos saneadores de Pedro Arroja do Blasfemias e agora recauchutado em defensor da “liberdade de expressão”… de neoconeiros islamófobos apenas, é claro.

    Então os art. 251 e 252 do Código Penal já foram revogados ? E nos outras ordens europeias, também ? A lista incompleta dos países que punem a blasfemia:

    Áustria (Artigos 188, 189 do código penal)
    Finlândia (Seção 10 do capítulo 17 do código penal)
    Tentou-se, sem sucesso, revogar a lei em 1914, 1917, 1965, 1970 e 1998.
    Alemanha (Artigo 166 do código penal, veja também o caso Manfred Van H.)
    Irã Blasphemy laws of the Islamic Republic of Iran
    Irlanda (Veja: Constituição da Irlanda)
    Países Baixos (Artigo 147 do código penal)
    Nova Zelândia (Seção 123 dos Crimes Ato 1961)
    Espanha (Artigo 525 do código penal)
    Suíça (Artigo 261 do código penal)
    Reino Unido
    Dinamarca (Parágrafo 140 do código penal). Foi proposta revisão em 2004, mas não obteve maioria.

    E que convenções internacionais é que impediriam a aplicação das leis anti-blasfemas ?

    Então haveria alguma lógica em considerar crime a difamação e injuria de um vulgar cidadão ou a violação do seu direito à imagem (alguns dos vários linites legais à liberdade de expressão que, como outros direitos, não é um direito absoluto) e não o fazer em relação a Deus, a Cristo ou a Maomé ? Só se for na antiga Albânia do camarada Hoxha, que decretou o seu país primeiro estado ateu do mundo…

    Enfim, a islamofobia tolda os intelectos…

  53. 53 53  Daniel Oliveira

    Euroliberal, peço-lhe o favor de não insultar os comentadores e moderar a linguagem, caso contrário não poderei continuar a aprovar os seus comentários.
    Obrigado

  54. 54 54  zazie

    Uma nota para o João André:

    O Wilders é ateu. Ateu militante.

    Nada de confusões. Tudo isto- do Van Gogh aos cartoonistas dinamarqueses, ao tipo do livrinho de BD a todos estes filmes de achincalhamento religioso é trabalho de ateus militantes.

    Por isso lhes chamei mercenários. Um ateu militante trabalha para qualquer religião contra qualquer religião.

  55. 55 55  zazie
  56. 56 56  zazie

    http://www.foxnews.com/story/0,2933,324406,00.html

    teve formação católica mas tornou-se um ateu militante.

    Os neófitos são sempre os piores.

  57. 57 57  Gabriel Silva

    «Artigo 251.º - Ultraje por motivo de crença religiosa
    1 - Quem publicamente ofender outra pessoa ou dela escarnecer em razão da sua crença ou função religiosa, por forma adequada a perturbar a paz pública, é punido com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 120 dias.
    2 - Na mesma pena incorre quem profanar lugar ou objecto de culto ou de veneração religiosa, por forma adequada a perturbar a paz pública.»

    como qualquer não-juridico perceberá facilmente, o artigo 251, semelhante a tantos outros códigos penais europeus, protege no seu nº1 a «paz pública» que poderia ser perturbada por ofensa por motivos religiosos e a pessoa crente que não deve ser sujeita a ofensa por tal facto

    o nº2 é relativo também á «paz publica».

    a blasfémia nada tem a ver com o caso, não sendo o «bom nome», por injuria ou difamação, da divindade protegida legalmente.

  58. 58 58  Gabriel Silva

    de igual forma, os bens protegidos pelo artigo 252 são a liberdade de expressão e a liberdade de culto.

  59. 59 59  Gabriel Silva

    artigo 166 do código penal alemão, em tudo semelhante ao austriaco e outros acima referenciados, no mesmo sentido do portugues:

    «1) Whoever publicly or by means of spreading written material insults religious or world view in a manner that could reasonably be deemed able to disturb the public peace, is to be punished by up to three years in prison or a fine.

    2) Whoever publicly or by means of spreading written material ridicules a domestic church, religious society or ideological group, its facilities or customs in a manner deemed able to disturb the public peace, is to be punished similarly.

    constata-se que o bem protegido é a «paz publica« e a liberdade de culto que poderão ser perturbadas pelas pretensas ofensas e não é a «blasfémia« que é sancionada.

    nota: no caso irlandês, preve-se na constituição a penalização da blasfemia «de acordo com a lei»: “the publication or utterance of blasphemous matter is an offense which shall be punishable in accordance with law.”.
    Lei que no entanto não existe.
    No único caso de «blasfemia» tentado levar a tribunal (em 1996) depois de 1855 (não é gralha, é 1855) o supremo tribunal sentenciou com bom senso: « the Court noted that the Constitution, in spite of the fact that it agrees that “the homage of public worship is due to Almighty God,” also guarantees freedom of conscience and of expression to those of all religions and of none. “The state,” it commented, “is not placed in the position of an arbiter of religious truth.” In the absence of any law giving practical expression to the constitutional prohibition on blasphemy, the Court ruled, “it is impossible to say of what the offense of blasphemy consists.”

    Termino indicando que é impossivel tentar proteger a «divindade» per si em sociedades abertas, sem religião oficial. É que se alguém afirma que Maomé é profeta, tal é blasfemia para um cristão e judeu. Se alguém afirma que Jesus é o Cristo e que a revelação está completa, é blasfemia para um judeu e maometano. Se um judeu afirma que ainda espera o Cristo, tal é blasfemia para um cristão, e assim sucessivamente……

    «Provavelmente», também foi por isso que se inventou a liberdade religiosa, e o Estado se afastou ou foi afastado dessas questões das quais não poderia ser o interprete, o juiz ou policia, por não apenas lhe serem estranhas, como impossiveis de regular sem oprimir uma parte, grande ou pequena, de outros seus cidadãos. Amen.

  60. 60 60  Talib

    Pseudo-liberal.
    Diz em quê e onde no corão está a proibição de imagens?
    Ou então na Sunna, onde, em quê e porquê?
    Que se saiba as imagens só são proibidas se forem usadas para idolatria.
    As caricaturas não são um insulto, pois não são para o idolatrar, e ao representá-lo com um símbolo de violência, isso está correcto. Maomé foi mesmo violento. Havia 360 Deuses em Meca, quietinhos, que durante 40 e tal anos nenhum mal fizeram a maomé, e ele foi lá e destruiu-os, e destruiu ainda mais o deus dos ateus, dos judeus e dos cristãos.
    A este último até o espírito santo lhe tirou e quis substituí-lo por um brutamontes ignorante ( foi o próprio maomé que o disse).
    Mas há verdadeiros e graves insultos ao islão.
    Por exemplo:

    Trocar a Ummah pela Europa
    e
    Trocar o islamismo pelo liberalismo.

    Como resultado, estes traidores designam-se a si mesmo por euroliberais.

    Assim se pretendes castigar quem insulta o islão, começa por te castigares a ti próprio.
    Alá teria prazer e com sorte ainda comias uvas frescas de manhã.
    Se não conheces o corão nem a sunna, tens mais uma razão forte para o fazeres.

  61. 61 61  pinto

    Pela cara de caso com que esse senhor aparece na foto, até parece que se leva a sério… ele nao leva pois nao? ele é um gozão… só pode.

  62. 62 62  Euroliberal

    Gabriel: que grande confusão ! O Código Penal português (como a maioria dos códigos mundiais, aliás) pune a blasfémia quando esta altera a paz pública. Faz parte do tipo legal do crime “blasfémia” a perturbação da paz pública. Normal, também o crime de difamação de alguém só existe quando as afirmações difamatórias são públicas. Aliás todos os tipos legais de crimes visam em última análise garantir a paz pública.

    Assim, se você, em sua casa, se entretém a rabiscar caricaturas de Maomé ou a chamar ladrão ou FDP (está bem assim, Daniel?) ao seu vizinho do 5º esq., você não comete nenhum crime. Mas se publicar as caricaturas blasfemas num jornal (alterando a paz pública local, nacional ou mesmo mundial, como foi o caso dinamarquês) ou difamar publicamente o seu vizinho numa reunião de condónimos, aí você já vai ter problemas com a justiça…

    Outra coisa é as leis não serem muitas vezes aplicadas. Isso afecta a sua eficácia, mas não a sua validade (legitimidade). As leis sobre corrupção e prevaricação não são muito respeitadas em Portugal, e no entanto elas estão em vigor e são potencialmente aplicáveis…

  63. 63 63  Euroliberal

    Talib, você ainda deve ainda ser caloiro lá na sua madrassa, não é ? Porque a proibição da idolatria (representação gráfica de divindades ou outros objectos de culto), na tradição abraâmica (tronco comun às três religiões do Livro) é anterior ao próprio islão (ver episódio do bezerro de ouro no Antigo Testamento), e é típica de qualquer monoteísmo (no politeísmo a idolatria era generalizada). E no caso do islão essa proibição é desenvolvida extensivamente pela Sunnah (o Talmude islâmico). E a prova é que em nenhuma mesquita você encontra representações gráficas da divindade ou de profetas ou sahids (+-santos). Já os chiitas (tal como os católicos, dentro do cristianismo) aceitam, em termos limitados representações do mártir Ali e dos grandes Ayatollahs, mas fora das mesquitas… Mas continue a estudar…

  64. 64 64  Euroliberal

    P.S. Aliás, há uma razão perfeitamente legal para a não aplicação das normas anti-blasfémia em muitas sociedades ocidentais jacobinas e decadentes. É que precisamente devido à queda brutal dos padrões de moralidade pública e de religiosidade, fruto de décadas de doutrinação pelo fundamentalismo ateu reinante, raramente se concretiza o respectivo tipo legal de crime, por falta do elemento “perturbação da paz pública”. Mas isso não impede, que com o futuro renascimento da religiosidade popular, ajudado pelo fervor islâmico, é certo (é visível a “boleia” que o Vaticano tenta apanhar, ao se aproximar do islão e copiar as suas soluções…), se venham a verificar graves perturbações da paz pública que obriguem futuramente os tribunais a condenar os blasfemos (não os do blogue…descanse), por se ter concretizado a previsão legal dos referidos artigos… Elementar…

    P.S. Parece que estou a melhorar, não acha, Daniel ? Ainda não disse nenhuma caralhada…

  65. 65 65  Talib

    “no caso do islão essa proibição é desenvolvida extensivamente pela Sunnah”

    Precisamente, onde?

    As religiões anteriores a maomé não interessam.
    Os respectivos livros, segundo maomé, foram corrompidos, e se o foram não se sabe o que está ou não está certo neles.

  66. 66 66  Besugo

    Graças a Deus que sou ateu…

  67. 67 67  Alexandre

    A questão Daniel é que multiculturalismo que o BE defende (partido no qual me revejo) choca por vezes com os direitos humanos (os que vêm na carta…).

  68. 68 68  zazie
  69. 69 69  Euroliberal

    Grande citação de Chris Hedges, zazie. Devia ser gravada nos cornos de todos os neoconeiros, incluido os de esquerda como este triste Alexandre…

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