Vi um ontem um pouco dos Prós e Contras, que Sérgio Sousa Pinto tentou transformar num sarau de poesia (temi que fosse trautear o Hino da Alegria) e onde Pacheco Pereira esteve bastante bem, mesmo não concordando com tudo o que disse. A dada altura, respondendo à evidência exposta por Miguel Portas - de que não houve em Portugal um verdadeiro debate político sobre o Tratado de Lisboa -, João Gomes Cravinho atira com esta: Miguel portas tem “estado em Bruxelas” e não acompanha os debates “cá na terra”. É extraordinário como o mais firme dos europeístas se socorre, à primeira oportunidade, da demagogia anti-europeísta para fazer valer os seus argumentos. Ser eurodeputado é qualquer coisa que pode ser usada contra o interlocutor. Ele está lá, “na Europa”, em Bruxelas, não está cá, na “nossa terra”. Resulta? Resulta. O que falta a João Gomes Cravinho é perguntar-se porque é que resulta. Talvez tenha alguma coisa a ver com o divórcio entre a eurocracia e a Europa.


6 respostas ao post “O europeísmo anti-europeísta”  

  1. 1 1  JC
  2. 2 2  Toino

    Sabe DO, eu não vejo tv dirá o DO, que é que eu tenho a ver com isso, possivelmente até tem, é por estas e por outras que não vejo, são sempre os mesmos analistas de serviço, ora é o MP, ora é o PP, até desconfio do meu amigo DO não fazer parte do plantel dos Prós e Contras, será que o meu amigo DO está muito á esquerda do plantel, sabe-se lá porquê, isto digo eu que não entendo nada de política.

  3. 3 3  Patricia

    Eu tambem achei que Pacheco Pereira e Miguel Portas estiveram bem,e o programa só deu para falar sobre os problemas relacionados com a questão da politica externa da União,como dizem os autores do tratado falar a uma só voz.Seriam precisos muitos outros programas para falar sobre os outros aspectos do Tratado,como por exemplo as leis laborais.Em relação aos estudantes presentes na sala que mostraram um desconhecimento completo sobre o assunto,não precebi porque razão nas faculdades e em conjunto com os professores não organizam debates de esclarecimento

  4. 4 4  The Studio

    O João Cravinho ainda não teve ter ouvido falar em televisão, jornais, internet, etç…

  5. 5 5  José Silva

    Há gente que não respeitou a Bandeira e chegou a lugares cimeiros. Hoje vejo hasteada na escola primária a bandeira da CEE. O tratado de Lisboa não foi sujeito a referendo e o povo, muita gente, do qual faço parte, não sabe porque lá está hasteada a bandeira da CEE, já perdemos a nossa identidade. Há governantes defensores da causa Iberista. Em que é que ficamos, já não temos o Hino Nacional, nem a Bandeira, como principais símbolos da Nação? Já não sei se temos Chefe de Estado, acho que tenho de ir procurar a minha Bandeira:
    BANDEIRA
    -
    Eu olhei para escola
    Estava o tempo mau
    O que viu minha tola
    A bandeira num pau!
    -
    Eu digo, e essa não é
    Bandeira de meu País
    É Bandeira da tal CEE
    Ai como eu fico infeliz!
    -
    Pelo Tratado de Lisboa
    Que não se sabe o que é
    É que hastearam à toa
    A tal bandeira da CEE!
    -
    Bandeira , o encarnado
    Com o vento a ondular
    Era sangue derramado
    Por quem por ti foi lutar!
    -
    Bandeira, e o teu verde
    Era verde d’esperança
    Assim a tua cor perde
    Na escola, uma criança!
    -
    Na Bandeira, amarelo
    Simbolizava nosso Sol
    E esse tom assaz belo
    É agora do Espanhol?
    -
    Bandeira, e tuas quinas
    Castelos duns mouros
    Dizem pelas esquinas:
    Que já não há tesouros!
    -
    E na tua esfera armilar
    Víamos em ti o Mundo
    De uma forma circular
    Agora, o erro profundo!
    -
    Bandeira eu por ti lutei
    Por ti eu galguei colinas
    Vou-te buscar, não sei
    Mostrarei tuas quinas!
    -
    Bandeira eras a alma
    Do povo desta Nação
    Que soe perder calma
    E fazer uma revolução!
    -
    Pisco

  1. 1 Arrastão: Dois anos

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