Esta semana, Pacheco Pereira defendeu que Mário Machado, o principal “skinhead” português, já condenado por rapto e participação em homicídio, que exibe armas na televisão e é suspeito de vários crimes graves, está preso por delito de opinião. E, numa penada, transforma o rapaz num valoroso Nelson Mandela português, garantindo que a sua prolongada prisão preventiva “aponta para razões puramente políticas”.
Quem se recorda dos seus indignados e repetidos alertas para os perigos que vêm da “extrema-esquerda” não pode deixar de notar até que ponto pode ir a relativização dos mais elementares princípios morais. Pacheco Pereira anda há anos a tentar mostrar que PNR e “skinheads”, de um lado, e BE e PCP, do outro, se equivalem. A sua tese peregrina teria de acabar na menorização dos crimes dos cabeças-rapadas. E assim, no interminável ajuste de contas com o seu passado, Pacheco Pereira chegou ao fim da linha: a repetir os argumentos da defesa de um neo-nazi.
Sem comentários 25 Set 07 em Expresso


