Parece que o ‘Magalhães’ é um computador. Ou seja, quando ligado à Internet faz uma coisa extraordinária: liga-se a “sites” impróprios para menores. Parece que até tem um programa de controlo parental. Mas parece que, coisa rara, tem de ser activado. E parece que o Estado deixou que fossem os pais a decidir que interdições querem activar no computador que pagaram e vão ter em casa. Parece que muitos jornalistas julgavam que os pais podiam pôr os seus filhos em contacto com o mundo, dando-lhes uma ferramenta de trabalho, e depois ficarem refastelados no sofá, deixando um software a fazer o trabalho que só um adulto pode fazer. Com ou sem filtros informáticos, só há uma forma eficaz de controlo parental: o controlo parental. Sem histerias ou paranóias, que só servem para que os miúdos agucem o engenho.

Ser pai é uma tarefa difícil. Ser pai num mundo em que o exterior nos entra pela casa dentro é ainda mais difícil. Mas tem vantagens. Sendo certa uma coisa: o Estado e a comunidade podem fazer imenso por nós. Mas não nos podem substituir em casa. Felizmente.