Deixou Lisboa na bancarrota e sem uma única promessa cumprida. Ainda nem tinha aquecido o lugar e já estava farto. Ameaçava ir para Belém. O país sorria. Acabou por aterrar em São Bento sem ser eleito. O país estarrecia. A sua experiência nacional foi ainda mais desastrosa do que a local. Com o país em gargalhada foi corrido por indecente figura. Poucos meses chegaram para deixar uma forte impressão. Conquistou o pior resultado eleitoral na história do PSD. O país aliviava. Santana ia à sua vida. Engano. Santana não tem para onde ir. Dois anos depois de uma fantasiada vida profissional lá estava ele à frente da bancada do PSD, não se incomodando com a despromoção. Com o partido em ruínas, entreteve-se num concurso de protagonismo com o líder mais irrelevante da história do PSD. O país bocejava.
Perante este currículo, Santana não se enxerga. Não percebe que o seu momento alto já foi e que coincidiu com um momento baixo do país. Agora, é demasiado confrangedor assistir ao seu regresso. É demais. Já chega de tanta humilhação. Saber que veremos de novo as mesmas rábulas, os mesmos números de ilusionista trapalhão, as mesmas lágrimas de menino guerreiro. Da primeira teve pouca graça. Agora cansa. Cansa tanto. Algum amigo que lhe diga para sair de cena com alguma dignidade. O país já não consegue rir. Mete só pena.
Sem comentários 30 Abr 08 em Expresso


