Confesso que hesitei se postava ou não este vídeo. Em princípio, não publico aqui propaganda de extrema-direita. Defendo a liberdade de expressão que o senhor Geert Wilders, um deputado da extrema-direita holandesa (sobre o qual já tinha escrito no Expresso), não aceita para os outros (propondo que o Corão seja proibido na Holanda). Defendo que o homem tem direito à palavra. Não obrigatoriamente no meu blogue, claro. Mas ver este vídeo pode ser muito elucidativo do que é e a quem serve a islamofobia. Posto aqui este inenarrável vídeo de propaganda racista, onde se misturam imagens chocantes, frases soltas e declarações incendiárias não identificadas. No vídeo quase amador, mas que foi divulgado hoje e já corre o mundo, o deputado não hesita em mostrar a imagem de um decapitado, que as televisões, por respeito à sua família, não exibiram.

Quem daria crédito a frases assim retiradas da Bíblia ou da Tora? E não faltaria por onde pegar em textos que lidos literalmente e sem contexto histórico só podem dar disparate. Ninguém decente. Mas a ignorância é sempre amiga do racismo. E a táctica do racismo é sempre a mesma: colar a todo um povo e a toda uma cultura os crimes de alguns para pôr o medo a render poder.

Geert Wilders não quer saber nada sobre o Islão ou sobre o Mundo muçulmano. Wilders nem sequer nos quer dar uma imagem do fundamentalismo islâmico. Geert Wilders quer nos dizer que o Islão é, ele mesmo, criminoso. Quer chafurdar no medo e assim ganhar poder. Exactamente como os nazis queriam explicar ao povo que os judeus eram culpados de tudo o que de mal lhes acontecia.

Nada distingue o senhor Wilders dos pais da criança que, no vídeo, repete que os judeus são uns porcos. São feitos da mesma massa estúpida e ignorante que nos levou, ao longo da história, para todas as tragédias. Uma diferença: Wilders é deputado e sabe muito bem porque faz o que faz e porque diz o que diz.

O que aqui vemos não é assim tão diferente da propaganda que o anti-semitismo espalhou e espalha sobre os judeus e a sua história. Nem da propaganda que radicais muçulmanos (mesmo os que não optam pelo terrosimo) espalham sobre os judeus e os ocidentais. Geert Wilders faz parte dessa velha família de incendiários, que na sede de poder espalha o medo do outro e ódio pela diferença. Este “documentário” é apenas um retrato do senhor Wilders, um dos mais populares políticos holandeses.

Mas aqui fica. Porque vivemos em sociedades livres e não daremos a este senhor o gosto da vitimização. Não será silenciado. Ao oriente diremos: sabemos que a maior parte dos muçulmanos não são isto. Saibam que a maior parte dos europeus não são Geert Wilders.

Como ateu e laico (os únicos que foram sempre perseguidos por todos os fanáticos de todas religiões), não respeito nenhuma religião mais do que outra. Apenas sei de uma coisa: aquele que me disser que há um povo, uma religião e uma cultura criminosa por natureza será seguramente o que não hesitará em matar em nome da sua autoproclamada superioridade cultural. Sempre foi assim, sempre assim será. O que assusta? É que também por cá esta gente começa a ser levada a sério. Olhem para a história e vejam onde isto acaba.

Que ninguém se engane: estes homens que usam a defesa dos direitos de umas minorias para expulsar da Europa outras minorias serão os primeiros a esmagar qualquer minoria se acharem que isso lhes dará popularidade e poder. O princípio é sempre o mesmo. Só mudam as personagens.

PS: o facto de ter postado este vídeo não abre a porta da caixa de comentários a insultos racistas, sejam contra quem forem.


143 respostas ao post “Chafurdar no medo”  

  1. 1 1  Mário Lopes

    Existem extremistas em qualquer quadrante, seja este político, religioso ou outro.

    Os muçulmanos moderados (99% dos praticantes da fé do Islão) repudiam veemente os actos terroristas. Tive oportunidade de conhecer muçulmanos de Marrocos e da Síria que são pessoas exemplares.

    Tomar a parte pelo todo não pode ser outra coisa que não um desejo de obter algum tempo de antena. Condenar todo o Islão pelas acções da Jihad é vergonhoso.

  2. 2 2  sérgio_alj

    E assim se incita à guerra religiosa e ao ódio entre os “Human Beings”…

  3. 3 3  Vítor

    De uma coisa não o podemos acusar, de falta de coragem.

  4. 4 4  xatoo

    Não vi o video nem vou perder tempo com isso, mas considerando a frase inserida no texto fica o aviso: Qualquer debate sobre a influência de Israel e dos judeus no mundo fica logo inquinado à partida porque a arma de arremesso que vem logo como resposta é a do anti-semitismo. Assim sendo, antes do mais será oportuno saber distinguir entre o que é anti-semitismo e o que é o anti-sionismo (existem muitos judeus que não são sionistas) O que é certo é que ninguém vê judeus pobres, antes pelo contrário: ocupam os mais altos cargos principalmente nas administrações americanas e na Banca, (os mais “miseráveis” são os que têm vivendas próprias de dois pisos nos kibutzs nos colonatos ocupados) enquanto por todo o mundo se verificam situações de pobreza extrema (nem vale a pena falar na Palestina). Factos são Factos.

  5. 5 5  Isabel Coutinho

    Não sei qual é o espanto: os holandeses sempre foram racistas. O que não significa que todos os holandeses o sejam. Mas basta ver o que os Boers fizeram na África do Sul.
    Com isto, não vi o vídeo. Não vale a pena, posso calcular.

    (Se estivesse por aqui o Pedro Arroja, diria que o racismo é um fenómeno nórdico, e protestante)

  6. 6 6  JonyBarz

    Tem tanta coragem como estupidez…

  7. 7 7  Diogo
  8. 8 8  Daniel Oliveira

    xatoo, há imensos judeus pobres. Há-os no leste europeu, nos EUA, em Israel… Esse genero de discurso é que realmente inquina o debate.
    É verdade que o anti-semitismo é outra coisa e inclui o árabes daquela região. Aliás, a islabofobia é prima do anti-judaísmo.

  9. 9 9  Tlb

    Olhem que há lá no corão afirmações violentas e as mesmas são levadas à letra.

  10. 10 10  Uma Senhora De Idade Que Passou Por Aqui

    Não (querer) compreender que somos todos apenas seres humanos é ignorância, para não dizer estupidez. O que nos distingue são apenas os nossos actos, e não a religião, cor de pele, clube de futebol ou seja lá o que for.
    A “raça” que não merece tolerância é a dos intolerantes, dos que não respeitam o direito à diferença.

  11. 11 11  Daniel Oliveira

    Olhe que na Bíblia também há. Os livros das religiões do livro carregam consigo a história da humanidade e por isso também a violência. E em todas as religiões há quem leia à letra. Mata em nome da religião é a mais velha das tradições. Hoje mata-se menos, felizmente.

  12. 12 12  xatoo

    “há imensos judeus pobres” - deixemo-nos de sitios virtualmente imateriais (”há-nos no leste, nos EUA”, enfim, por tudo o que é sítio onde não passou a feiticeira de Oz) . Por exemplo, um sítio paradigmático, na Berlim (que ambos conhecemos) não vi nenhum!, antes pelo contrário: as empresas imobiliárias e o património de um modo geral que tem vindo a ser construido é todo de propriedade da comunidade judaica.
    Vamos aqui mais perto, a Lisboa, onde, como é sabido existe uma importante comunidade: indique-me lá um pobre de entre eles!
    Só para lhe dar um tópico: o chefe da comunidade em Lisboa, durante mais de 50 anos foi Moses Bensabat Amzalak (que foi subdirector do jornal O Século) foi o único que foi condecorado com a Cruz de Mérito de Primeira Classe da DRK da Alemanha de Hitler - vá-se lá saber porquê. Se calhar foi por ter ajudado muitos pobres, que hoje já não o são (bem pelo contrário)

  13. 13 13  Luís/th3freakie

    Quem diz que não viu aí a fan-fic devia reconsiderar pah! Não que haja nada de especial no lixo: o Daniel acertou em que qualquer puto do youtube fazia isto, mas vale a pena para ver como fazer um estardalhaço antes do lançamento de um filme pode dar-lhe uma força muito maior do que aquela que ele carrega - e que neste caso é, por muito que tente, pouca.

    Para a proxima que este ou outro cromo começar a ameaçar com filmes, ja se sabe - don’t feed the trool, e ele desaparece sem chatear.

  14. 14 14  Opus Night

    Por mim, acho que não devias ter dado mais visibilidade a esta coisa. É um filme de propaganda política. Um filme feio, vil, que não faz justiça aos valores europeus. Comentar, claro que sim, mas em laboratório, com luvas e tudo mais. Assim ajudas o virus a propagar-se. Que haja por cá anticorpos resistentes é o que desejo (PS: Sim, sim, sherlock, estou de cama com uma constipação daquelas).

  15. 15 15  Daniel Oliveira

    Xatto, reparei que não incluiu o leste (Rússia incluida), onde os judeus que ali vivem não são imigrantes ou descendentes de imigrantes. É óbvio que os judeus mais pobres tiveram mais dificuldade em fugir do Holocausto.

    Mesmo em Portugal, os exemplos que pode encontrar são de judeus imigrados. Os judeus portugueses ou se converteram ou fugiram. As pequenas comunidades que aqui ficaram não eram ricas. Posso lhe dizer que a minha ascendência judaica bastante próxima não o era seguramente.

    Ainda assim, não sei se percebo onde quer chegar.

  16. 16 16  João Cerqueira

    Concordo totalmente com Mário Lopes

    Rotular de terroristas todos os muçulmanos é um preconceito racista. A própria religião católica tem um passado tenebroso, não sendo preciso recuar à Inquisição (por exemplo, o episódio conhecido por linha das ratazanas_ colaboração na fuga de nazis para a América do Sul). Mas nenhum católico tem de arcar com tais culpas.

    Dito isto, o mundo civilizado enfrenta um grande problema face ao extremismo islâmico. Sem esquecer o colonialismo inglês e francês, a violência de Israel sobre a Palestina, o crime contra a humanidade chamado Guerra do Iraque, e outras políticas dos EUA, há perguntas que é necessário fazer, sem receio da correcção política.
    Por exemplo: se o Corão possui incitamentos ao ódio, porque razão os diversos líderes religiosos islâmicos não os condenam, não explicam claramente que estão fora de contexto, não os expurgam? Bem sei que alguns o fazem, mas outros, como por exemplo ocorreu nas mesquitas de Londres, pregam que o está escrito no livro sagrado é inquestionável e culpam o ocidente de todos os seus problemas. O que esperam, sinceramente, com semelhantes discursos?

    Aproveito também para tocar na questão da mulher nas sociedades islâmicas. Como acredito que os direitos humanos são universais, sinto uma grande revolta quando vejo um ser humano impor a outro determinada conduta (que ele próprio não cumpre). Ou seja, ver uma mulher islâmica (se fosse católica, judia ou budista diria o mesmo) com um véu na cabeça, quando não com a cara tapa (e não vou referir essa coisa inominável chamada Burka) é algo que me indigna. E indigna por que se trata de uma coacção psicológica que nega a um ser humano a possibilidade de escolha. Ou seja, nega-lhe a liberdade.
    Pois se se recusar a fazê-lo, enfrenta sérias consequências: como ser expulsa da família ou da comunidade. Tal faz-me lembrar as leis do Estado Novo que colocavam a mulher sob total domínio do marido( por exemplo a autorização para viajar) e a atitude de ostracismo da sociedade para com uma divorciada. Ainda que a comparação no tempo e na cultura não seja a melhor, o resultado é o mesmo_ um ser humano manda no outro.

    Há uns anos atrás vi algo em Moçambique que me suscitou profunda revolta. Foi no Hotel Polama, num dia de calor infernal. Obviamente toda a gente que estava na piscina colocou um fato de banho e meteu-se na água. Toda gente menos três jovens senhoras cobertas dos pés à cabeça; porém, ao seu lado, os maridos estavam de calções e mergulhavam alegremente na bela piscina (e bebiam cerveja). Elas não tinham esse direito. Porquê? Com que direito lhe foi negado refrescar o corpo, usufruir daquilo a que os outros hóspedes (brancos e negros) tinham um inquestionável direito? E o que teria acontecido se elas estivessem sozinhas nesse dia, sem maridos controladores por perto? Não sendo o meu forte a previsão, arrisco dizer que fariam tal como todas as outras pessoas_ biquini e mergulho na água.

    Por isso, pergunto aos que estão a ler este texto, como é que alguém pode assistir a tal acto de submissão e ficar indiferente, alegando outros valores culturais? Como é possível que no século XXI isto ainda aconteça? Devemos realmente aceitar todas as diferenças culturais? Construiremos assim um mundo melhor, mais justo e onde todos sejam respeitados?

  17. 17 17  Tlb

    Este filme até é muito suave para com o real e verdadeiro maometismo.
    Há efectivamente alguns problemas na Bíblia, na Tora e numa carrada imensa de livros.
    Só que a esmagadora maioria dos religiosos e dos ateus aprendeu a viver e a conviver e os maometanos não.
    Só aprendem a criar problemas a exemplo do que Maomé fez para assalto ao poder e justificação da respectiva ditadura e barbárie.
    A diferença entre maomé e os outros ditadores foi que maomé foi mais hábil a seduzir, desviar, enganar e destruir.
    E nem é uma questão de direita, esquerda, centro ou dos extremos.
    O maometanos encarregam-se de procurar todos os venenos estejam eles onde estiverem para os usarem em proveito próprio.
    Mas tudo isto tem base ideológica no que maomé disse e fez.
    Na prática Maomé quis destruir as 2 fontes do bem:
    -O Espírito Santo dos religiosos
    - E o bom senso dos ateus
    E ainda pior, deixou o diabo à solta.

    Tb já se descobriu que:
    O islão é auto-insultável.
    Se dissermos o que maomé disse e fez já estamos a insultar o islão.

    Se dissermos que o islão é paz estamos a insultar maomé.
    Se dissermos que o islão é guerra , estamos a insultar maomé.
    Se dissermos que o islão é assim assim, continuamos a insultar maomé.

    Faça-se o que se fizer.
    Diga-se o que se disser.
    Pague-se o que se pagar.
    Ceda-se tudo e mais alguma coisa.
    Concorde-se com tudo o que querem impor.
    Mesmo que uma pessoa se torne muçulmano até ao tutano.
    O resultado é sempre o mesmo.
    Matar e morrer para alá ter prazer.
    A propósito.
    alá e maomé nada escreveram, verificaram ou assinaram de tudo aquilo que supostamente disseram.
    Por alguma razão foi.
    Com isso, foram eles próprios os primeiros a desrespeitarem totalmente o corão.

  18. 18 18  Filipe Abrantes

    Escusava de vir o Daniel com o relativismo mais primário de dizer que todas as religiões merecem o mesmo respeito! O Satanismo ou seitas que exploram a ignorância das pessoas merecem tolerância, mas não se equivalem relativamente a outras religiões nem merecem respeito. Com alguma demora, creio que seria possível fazer então uma hierarquia das religiões que mais promovem a paz, o individualismo, a liberdade, a segurança, etc, valores humanistas, avaliando também os actos e declarações dos seus fiéis.

    Estou certo que depois de feita a análise, o Daniel não iria de certeza concluir que todas as religiões merecem o mesmo respeito e iria perceber que essas frases são mera demagogia para fazer bem.

  19. 19 19  Daniel Oliveira

    Tib, tanto disparate seguido.

  20. 20 20  Tlb

    Leia só um pouco do que maomé disse e fez e verá que o maometismo ainda é muito pior do que já foi dito.
    O próprio Maomé em várias situações importantes, não quis saber do corão para nada nem coisa alguma.
    O que lhe interessou foi o poder, o dinheiro, o luxo, mulheres e poder impunemente praticar crimes para ter tudo isso.

  21. 21 21  Daniel Oliveira

    Sendo ateu, posso ao menos ser relativista com a religião? Consegue perceber isso? Consegue perceber qual é o sentimento de um ateu em relação às religiões? Note: não sou agnóstico. Sou ateu. Não acho que nenhuma religião promova o bem (nem o mal). As pessoas, os seus crentes, e as hierarquias eclesiásticas é que promovem o bem ou mal (que varia conforma o próprio código religioso). E o que promovem é geralmente anterior e exterior à à institucionalização de cada um dos credos ou à conversão de cada povo a eles. É por isso mesmo que o Islão, o judaísmo e o cristianismo, tendo o mesmo berço, defendem, em teoria, no essencial, exactamente os mesmos valores essenciais. As leituras e práticas é que vão mudando nos momentos históricos, nas diferentes culturas (que existem para lá da religião), nos diferentos contextos políticos e sociais.

    Por isso sim, todas as religiões me merecem o mesmo respeito. É o respeito que me merecem os seus crentes. Aquele que, já agora, raramente têm merecido ateus e agnósticos.

  22. 22 22  Daniel Oliveira

    Isso é um problema que terá de resolver com Maomé. Temo que esteja um pouco fora de tempo e que seja absolutamente irrelevante para o debate.

  23. 23 23  xatoo

    caro Daniel
    eu também tenho a penca grande (mas não estou nada preocupado em averiguar a minha ascendência), se calhar ainda somos primos - onde onde quero chegar é ao facto de os judeus terem convivido mais ou menos de forma normal com o regime nazi e terem enriquecido com isso, ocupando hoje posições importantissimas - e o forte espirito de comunidade existente não permite que existam pobres entre eles.
    Mais uma nota sobre o holocausto: os números foram inflacionados para que houvesse uma vitimização com motivações politicas (só russos, entre judeus e não judeus morreram 20 milhões. Mas isto não é uma questão de números) é de mentiras e falsidades, fabricadas para servir os propósitos do Sionismo, visto na actualidade, e não “no tempo em que eram pobres”.

  24. 24 24  Filipe Abrantes

    “Sendo ateu, posso ao menos ser relativista com a religião? Consegue perceber isso? Consegue perceber qual é o sentimento de um ateu em relação às religiões?”

    Perceber até posso fazer um esforço, mas acho totalmente inconsistente como posição. É bastante óbvio que as religiões apresentam cada uma a sua moral. É simples de ver que uma religião como o satanismo não pode merecer o mesmo respeito que o islamismo por exemplo. Uma pessoa que defende valores de paz e humanistas não pode defender que, por exemplo, satanismo=islamismo.

    Eu sou 0% religioso, mas tenho consciência. Para mim, uma religião é apenas um modo de ver o mundo, e para mim os modos de ver o mundo não se equivalem. Para si também não, e eu sei disso. Daí dizer que o Daniel disse uma boutade um pouco ligeira.

  25. 25 25  xatoo

    mas tudo isto vem ao caso, por causa da verdadeira guerra ser entre judeus e muçulmanos - pelo meio, os evangélicos do nosso amigo Bush dão uma mãozinha, como toda a gente sabe, pelos biliões que anualmente são canalizados para a ajuda militar a Israel - não adianta carpir as desgraças da perseguição aos muçulmanos se antes não se averiguarem as causas da ofensiva

  26. 26 26  João Cerqueira

    Filipe Abrantes

    O seu comentário é pertinente. Não se pode equiparar o Papa (com o qual não simpatizo, note-se) a um bispo de uma seita evangélica que faz milagres num estádio de futebol. E a proposta de hierarquizar as religiões, politicamente incorreta, merece ser ponderada. Porque não fazer uma tese académica sobre o tema?

    Para mim, quem não merece respeito é quem força os outros aos ditâmes da sua vontade. Chamo sempre a isso (com a devida liberdade verbal) fascismo.
    Por exemplo, vi na SIC Notícias (programa 60 minutos ou Toda a verdade) que os Mormons usam cuecas sagradas (será que o candidato Mitt Romney também usava? terá tal indumentária influenciado os seus resultados eleitorais?); tem pois todo o direito de as colocar o crente mormón que entender que tal lhe trará benesses ou o afastar das tentações. Mas não pode obrigar a mulher e os filhos a vestir cuecas sagradas à força.

  27. 27 27  Fado Alexandrino

    Pound notes are the best religion in the world – Brendan Behan

    Daniel Oliveira não tem religião e no tempo dele já não se dava Moral nos Liceus.
    E por isso está sempre a dizer que o islamismo é a religião da paz.
    Eu, no islamismo, só gosto da parte das setenta e duas virgens, que aliás prefiro que me sejam dadas em vida.
    E a vida é uma coisa muito relativa quando esbarramos com um islamita.
    Veja-se pró exemplo o caso do ocidentalizado munir de Lisboa.
    Ele vive aqui no mundo ocidental mas não tem vergonha nenhuma de dizer que uma fatwa pode ser lançada nos casos previstos na religião do amor e da tolerância.
    Daniel Oliveira naquele programa onde com mais alguns enxovalha todos os que lhe apetece sem terem direito de resposta, já tinha levado com uma meia dúzia em cima.
    Para terminar.
    Para todos os que acham que tudo é igual.
    Preferiam viver num estado governado pelos islamitas ou num onde a religião não fosse o estado?

  28. 28 28  FuckItAll

    Acontece que a discussão não é qual é a melhor religião - que é algo que num Estado laico é do domínio do pessoal ou da conversa entre cidadãos.
    A discussão é se é boa ideia ganhar debates pela censura dos disparates dos outros (sendo neste caso o filme o disparate em causa). Acho que decidiste muito bem Daniel, mesmo apesar desta caixa de comentários. Obrigada.

  29. 29 29  Daniel Oliveira

    Posso dar-lhe a lista de vários estados islâmicos onde a religião não é o Estado. São a maioria.

  30. 30 30  Xico

    Não vou discutir aqui com o Daniel sobre a revolução que Cristo pregou. Não é que possamos encontrar coisas idênticas anteriores, mas não deixou de ser revolucionário. E isso pesou na formação da Europa, mesmo à custa de sangue, súor e lágrimas. Só a cegueira (para não dizer ignorância e para não ser injusto consigo)impede de ver, mas adiante. Quanto ao resto estou de acordo consigo. Sobre aquela história da linha das ratazanas, está ao nível do vídeo. Passou-se o mesmo com a propaganda sobre a suposta conivência de Pio XII com os nazis. Não passa de propaganda para atingir fins incofessáveis (o papado prejudica muito nos dias de hoje a gula de alguns)!
    Vivemos dias complicados muito piores do que os das cruzadas. Se não acreditam, leiam a carta do cruzado sobre a conquista de Lisboa. Leiam o discurso dos cristãos aos mouros da cidade e a resposta destes. Eram guerras! Mas eram muito mais civilizados do que somos hoje, apesar dos rios de sangue que correram em Jerusalém!
    Hoje estamos abaixo das bestas…(e infelizmente o ateísmo e o laicismo não ajudaram nada ao contrário do que alguns insinuam…)

  31. 31 31  oliveira

    cá para mim, a culpa é da promessa das 72 virgens, é o euro milhões doa maometanos.
    Para apostar é só meter nos peitos trotil e vai disto. Já agora o próximo bombista podia
    Dar boleia ao holandês.

  32. 32 32  Andre

    Esta história de que islamofobia é racismo é uma treta. Islamofobia é fobia ao islao, ponto. Nao tem nada a ver racas. Eu sou muito islamofobico, e algo cristianofobico, o que nao quer dizer que odeie os cristaos. Agora, dizer que o cristianismo tal como apresentado no Novo testamento é equivalente ao Islamismo do Corao, com todo o apelo a violencia contra “os infieis” é uma grande treta mesmo.

  33. 33 33  Maria

    “e o forte espirito de comunidade existente não permite que existam pobres entre eles.”

    Olha que bom.
    Podiamos fazer um esforço para aprender com os Judeus, forte espirito de comunidade e coisa que anda a fazer muita falta ca pela terra.

    “Mais uma nota sobre o holocausto: os números foram inflacionados para que houvesse uma vitimização com motivações politicas (só russos, entre judeus e não judeus morreram 20 milhões. Mas isto não é uma questão de números) é de mentiras e falsidades, fabricadas para servir os propósitos do Sionismo, visto na actualidade, e não “no tempo em que eram pobres”.”

    Fantastico.
    O Holocausto –do seu ponto de vista nem existiu e claro.Os Judeus e que inventaram tudo para ganhar na bolsa.Realmente que bela nota–quando as pessoas querem dizer mal nao ha razao que as impeça nao e verdade?

    LoL!

  34. 34 34  antónio

    o Xatoo nunca viu judeus pobres?

    http://www.morasha.com.br/conteudo/ed36/com_argentina.htm

    como é que sabe que um pobre com o qual se cruza não é judeu? é por não ter a estrela de David no braço? é por não ter barba grande e não usar Kippah?

    explique lá

  35. 35 35  H V&P

    Acho positivo não se procuraram calar estas vozes; é perigoso proibir e permitir que se criem mártires! Aliás, desde sempre defendi a liberdade de partidos de extrema direita em Portugal: é mais fácil combater assim as suas ideias!

  36. 36 36  Daniel Oliveira

    Não fazia ideia que o Velho Testamento tinha sido banido do cristianismo.

  37. 37 37  Luis/th3freakie

    Esperemos que não tenha sido, ho Daniel. Lá se acabavam os Dixit Dominus e outras tantas belas obras musicais. Desde que não se leve a sério, o Antigo Testamento rocks.

  38. 38 38  xatoo

    dona Maria:
    em nome do rigor, aconselha-a vivamente a abandonar as grandiloquentes tiradas lamechas e a equacionar as vítimas da 2ª GGuerra numa perspectiva factual e histórica. Não há nada que indique que os judeus como comunidade tenham sido “mais vítimas” que outros grupos étnicos ou sociais. E aquele monumento à tanga do holocausto que construiram em Berlim ao lado da nóvel Embaixada Americana (ele há coincidências, não haverá?!) é um atentado à dignidade humana.
    e António
    ena pá! você fez uma grande descoberta ao desenterrar meia dúzia de gatos nos confins das pampas (se calhar filhos e netos dos empregados domésticos dos Nazis que como se sabe fugiram todos para a América do Sul); com a crise e a subsquente bancarrota na Argentina toda a gente ficou pobre na Argentina, sabia?

  39. 39 39  Luís

    Daniel:
    Já agora uma palavrinha de repúdio pelo actos terroristas que aperecem no filme…
    O facto de não ser racista não deve fazer com que evite condenar actas de alguém, só por ser de uma determinada religião. A religião deve ser indiferente para efeitos da nossa condenação de actos terroristas.
    Eu, quando vi as imagens, vi a propaganda que elas querem passar, mas também vi osofrimento real que elas documentam.
    O Daniel parece só ter visto a primeira. A segunda esqueceu, pq esse sofrimento foi causado por pessoas que não são da religião católica. Se tais actos, palavras etc fossem praticados por católicos, pretensamente em nome do catolicismo, queria ver qual seria o comentário do Daniel…

  40. 40 40  Daniel Oliveira

    julgava que “crimes”, “criminosos” e “terrorismo” seria considerado repúdio. Só que o meu post não é sobre isso, porque o vídeo não é sobre isso. Quando quiser falar sobre isso ponho aqui um vídeo sério e não este lixo. É o mínimo de respeito que as vítimas merecem: não terem este homem como seu porta-voz.

    De resto, nada posso fazer se acha que não sinto repudio e nojo pelo terrorismo. Das duas uma: ou tem razão e ou sou um monstro ou não tem e está a insultar-me. Escolha.

  41. 41 41  FuckItAll

    Está a ver, xatoo, desconfio que o princípio que leva o Daniel a postar este vídeo é exactamente o mesmo que o leva a aprovar os seus comentários. Por exemplos.

  42. 42 42  xatoo

    Antonio
    o seu “pedido de explicações” é uma coisa extraordinária - vindo de quem citou aqui um site de propaganda judaica (que só agora fui ver, e tresbunda a cozinhado requentado) que, entre outros mimos afirma a seguinte posta sobre esta efeméride: “28/03/1917 - Os judeus de Tel Aviv e Yafo são expulsos pelas autoridades turcas. Na época, o Império Otomano ocupava Israel”
    Ora, a população árabe na época do mandato Britânico excedia 1 milhão, enquanto a minoria de judeus não representava mais de 200 mil almas.
    Só em 1945 atingiram cerca de 600 mil, justamente com resultado da politica de Hitler na repatriação para a Palestina, como forma de enfraquecer a Inglaterra, país com quem a Alemanha estava em guerra.
    Sendo a Inglaterra uma grande potência em termos de poderio económico Judaico (incluindo o próprio Churchill um proto judeu da Cada de Blenheim), se o inimigos eram os judeus, porquê Hitler resolveu investir todo o esforço de guerra contra a União Soviética? - não tem nada de estranho, como hoje, o inimigo prioritário a abater foi o Comunismo como ideia social. Lixaram-se.
    sim, porque é bom recordar que quem deu a maior contribuição para a vitória aliada foram os soldados soviéticos, os que içaram a bandeira vermelha no topo do Reichtag.
    No fim da luta das potências pela supremacia nos mercados, aquilo deu uma bela fotografia: Churchill, Estaline e Truman (o que assinou de facto a independência do Estado de Israel): todos eles eram judeus - imagine-se se não tivessem os judeus sido “as vítimas” desta estória que hoje é completamente distorcida

  43. 43 43  Pedro Baltazar

    Hesitou, mas o video aqui está! A blogoesfera não permite o silêncio

  44. 44 44  Isabel Coutinho

    Sendo ateu, posso ao menos ser relativista com a religião?

    Não.

    Se é ateu devia abster-se de falar de religião. Porque não se deve falar daquilo que não se precebe.
    Uma religião não se limita àquilo que está escrito nos livros. Implica um sentimento que um ateu não consegue experimentar e muito menos entender.
    Um ateu pode ter opinião sobre pessoas religiosas, mas não sobre religiões.

    Entende o que eu quero dizer ?

  45. 45 45  Maria

    sr. xato
    em nome do rigor:–

    Numa perspectiva factual e histórica os Judeus foram aqueles que sofreram mais mortes durante a perseguiçao nazi.
    Independentemente daquilo que voce possa ou nao gostar e o facto e e indesmentivel.

    Quanto aos seus possiveis conselhos.
    Guarde-os para si que muita falta lhe fazem e nao se irrite tanto que nao vale a pena tente aceitar que na vida nem todos pensamos do mesmo modo

    Quanto ao meu post nao tem nada de grandiloquencia.
    Mas tem muito de ironia.

  46. 46 46  antónio

    Xatoo
    estou a ver a cena: os nazis , estúpidos que nem penedos, em debandada para a Argentina levando atrelados os «empregados domésticos Judeus». Estes por sua vez não perdoam e delatam o paradeiro dos patrões à Mossad; está finalmente explicado a captura do Eichmann e outros.

    (aposto que tb acredita que não morreram judeus nas torres gémeas)
    :)

  47. 47 47  Daniel Oliveira

    «Se é ateu devia abster-se de falar de religião.»

    É que não faltava mesmo mais nada.

    «Porque não se deve falar daquilo que não se precebe. Uma religião não se limita àquilo que está escrito nos livros. Implica um sentimento que um ateu não consegue experimentar e muito menos entender.»

    Isso do ponto de vista de um religioso. Do ponto de vista do ateu a religião explica-se de outra forma. E o ponto de vista do religioso não é mais legítimo (nem menos) do que o de um ateu. Se eu aceitasse que o sentimento de um religioso é uma coisa que eu não consigo perceber eu não era ateu. Sendo ateu, dou-lhe explicações racionais. Sendo religiosa, dará outras e não compreenderá as minhas. Mas a incomunicabilidade dos nossos olhares sobre a religião não me retira qualquer direito em falar do assunto.

    Se eu achasse que a fé era qualquer coisa que se experimenta mas que eu, por uma qualquer razão, não atingi, queria dizer que eu acreditava em Deus, apenas não conseguia experimentar a fé. Isso faria de mim qualquer outra coisa. Não um ateu.

  48. 48 48  FuckItAll

    Daniel, é em todo o caso um belo corolário deste post, que os ateus têm é que estar caladinhos. Nem mais, à moda antiga como deve ser. Gosh…

  49. 49 49  João Cerqueira

    Senhor Xico

    Como afirma «Sobre aquela história da linha das ratazanas, está ao nível do vídeo», sugiro que consulte a opinião de historiadores credíveis, ou se quiser poupar trabalho veja em http://en.wikipedia.org/wiki/Ratlines_(history). As Linhas das Ratazanas são um facto histórico. Tal como a Inquisição ou a expulsão dos palestinianos das suas terras. Serviram para combater o avanço do comunismo na América do Sul; muitos desses criminosos tornaram-se conselheiros das polícias políticas das ditaduras da Argentina e Chile.

    Facínoras com Eichmann e Mengele fugiram graças a essa ajuda (prestada pelos serviços secretos ingleses e americanos).

    Pretendo com isto dizer que pelo facto de afirmarmos que determinada religião (ou os seus representantes) cometeu ou incitou a um crime, tal não significa que os seus crentes devam arcar com as culpas.

    Criticar o Islão não faz de ninguém um racista, tão pouco criticar o Vaticano, ou os Mórmons.
    Termino dizendo (sem a menor ironia) que tenho pela figura de Cristo a mais profunda admiração e respeito. Pois se pode encontrar no Velho Testamento coisas pavorosas (o episódio das filhas de Lot), assim como no Corão, suponho que nas palavras e exemplos de Cristo (exceptuando as chapadas nos vendilhões do templo) ninguém conseguirá encontrar incitamentos ao ódio ou à violência.

  50. 50 50  shyznogud

    Gabo-te a pachorra pedagógica na resposta à Isabel Coutinho.

  51. 51 51  Maria da Fonte

    Por norma repugno os seus comentários e opiniões, mas desta vez esta de parabéns.

  52. 52 52  Sérgio

    Daniel,

    A colagem de rótulos a grupos etnicos ou religiosos é de facto um acto de estupidez.

    Todos nós valemos o que valemos individualmente e não por pertencer a este grupo ou aquele.

    No entanto tapar o sol com uma peneira e não querer perceber que de facto existem problemas que resultam da incompatibilidade de certas culturas/religiões com outras é simplesmente irresponsável (caramba, tenho de deixar de usar esta expressão tão “socrátrica”).

    O idiota do wilders não é o problema. É uma consequência, porque o problema está na incapacidade de integração tanto dos estados europeus de acolho, como dos imigrantes muçulmanos que a eles recorrem.

    Eu também conheço bastantes muçulmanos moderados. E, sem querer dizer que “até tenho amigos pretos” bastantes passaram a contar no meu rol de companhias frequentes. É o resultado de trabalhar numa empresa multinacional com um ambiente multicultural (na minha área de negócio existem 25 nacionalidades diferentes).

    Mas, após ter vivido diversos anos em França e neste momento estar a viver na Holanda, constatei que os muçulmanos que conheço no meu trabalho, ou nos locais de lazer que frequento são representativos da maioria da população muçulmana. Seria o mesmo que achar que no bairro alto ou no CCB iria encontrar uma amostra significativa da população portuguesa.

    O que quero com isto dizer é que, se em Portugal é notoria a falta de intervenção do estado no processo de integração do imigrante, o mesmo não acontece na Holanda, onde as iniciativas multiplicam-se. Por exemplo, eu como cidadão da UE, não tenho direito a aulas de holandês gratuitas, mas de fosse de um qualquer outro país já as teria. Quer dizer alguma coisa, não acha?

    Existem de facto problemas que resultam, penso eu do “alto” da minha ignorância, do facto de grande parte dos muçulmanos não terem o conceito de laicididade. Para demosntrar, imagine que pegava em 20 familias do interior de Portugal, familias tementes a deus e sem grande “nível” (odeio esta palavra) cultural e as colocava na Holanda (aborto, eutanásia, etc….) acha que daria bem resultado? Eu creio que não. Acontece que as diferenças de familias do interior de Marrocos ou da Argélia seriam ainda mais acentuadas.

    Eu apenas quero dizer com isto que os problemas existem e que considero tão idiota o individuo que proclama o islão como a fonte de todos os males como o idividuo que diz que não, que é somente a falta de politicas de integração que geram os problemas. Como sempre a virtude está na meio…

    E pronto…

  53. 53 53  Fado Alexandrino

    Daniel Oliveira quando o Bloco de Esquerda for governo, lá para 3047, seria o Ministro do Negócios Estrangeiros ideal.
    Ele sabe que “ há vários estados islâmicos onde a religião não é o Estado” e sabe também que se as perguntas são incómodas deve-se responder com um silencia ensurdecedor.

    Vamos lá a ver com calma.
    Se a religião de um estado é o islamismo então temos que o Estado está subordinado à religião.
    É o caso do Irão, da Arábia Saudita, do Sudão e da Nigéria cujas leis civis são decalcadas do que diz o livrinho da paz e do amor.
    Depois há outros como Portugal em que o estado é laico.
    E finalmente outros como a Inglaterra em que a Rainha é também o representante máximo da Igreja mas em que os assuntos da terra e do céu não se misturam.

    Esta é uma explicação muito rudimentar pois nem é o sítio nem o caso para grandes elucubrações.

    Passemos agora a outro ponto que Daniel Oliveira por distracção não leu.
    É humano viver num daqueles países onde o Islão manda?
    A esta pergunta podemos acrescentar, são humanos os que rebaixam a mulher para o patamar de um cabra ou de uma vaca e a quem condenam a viver na maior ignorância e servidão?
    Esta religião é uma religião de paz e amor?

    Agora eu pergunto, quando um destes trogloditas morrer, não é isso um bem para a humanidade pela diminuição da poluição.

    Nota final
    Por uma casualidade acabei de ver há minutos o filme “ The Kite Runner” baseado no livro de Khaled Hosseini.
    Vejam e pensem no que vale a vida humana para certas pessoas.

  54. 54 54  Nuno

    Facto: a civilização europeia e laica (embora de origens cristãs) é superior e mais avançada do que a civilização árabe/islamita. Não são de todo iguais! O multiculturalismo é uma ideia racista e perigosa!
    A civilização europeia tem os seus valores (liberdade, laicismo) conquistados à custa da vida de muitos e que nós damos por garantidas! A nós cabe-nos manter essa liberdade. Não podemos ser tolerantes quando pessoas, que imigram para a europa à procura de melhor vida (nada contra) ou as que continuam nos seus países de origem, nos queiram impor sharias, burkas, proibições de desenhar maomés ou outras quaisquer tretas que limitam a nossa liberdade pq eles consideram ofensivo! NÃO! Querem usar burkas e sharias etc, vão de volta para onde vieram, na Europa não! Neste aspecto não pode haver diálogo NUNCA, nem sob ameaça de bombas e sobretudo sob a a ameaça de bombas! A nossa liberdade é mais importante que qualquer crença, ofenda quem ofender!
    Dito isto não tenho qq simpatia pelo video nem pelo deputado.

  55. 55 55  FuckItAll

    Nuno, pois claro, como civilização nem temos nenhum genocídio no currículo nem nada. Intra e extra muros, aliás.

  56. 56 56  Luís

    Diz o Daniel: “De resto, nada posso fazer se acha que não sinto repudio e nojo pelo terrorismo. Das duas uma: ou tem razão e ou sou um monstro ou não tem e está a insultar-me. Escolha.”

    Claro que não estou a insultar.
    Não viria ao seu blog para o insultar.
    O que acho é que o Daniel não manifesta (embora o possa ter) esse repúdio quando são actos terroristas feitos por muçulmanos (embora eu ache que esses muçulmanos não representam o Islão) e o manifesta sempre que há actos condenáveis feitos por católicos ou judeus que (o Daniel deve reconhecê-lo, mas também não o diz…) não representam o catolicismo nem o judaismo.
    Cumprimentos
    Luís

  57. 57 57  shyznogud

    “Querem usar burkas e sharias etc, vão de volta para onde vieram, na Europa não!”, ai, Nuno, como é que pode comparar o uso de uma burka à sharia? Com frases destas, em que o respeito pela liberdade individual é tãããõ profundo e óbvio, há tanta coisa q se explica.

  58. 58 58  Daniel Oliveira

    Quando tiver tempo venho responder às coisas inacreditáveis que alguns comentadores vão aqui escrevendo.

    Fica duas respostas rápidas:

    «Se a religião de um estado é o islamismo então temos que o Estado está subordinado à religião.
    É o caso do Irão, da Arábia Saudita, do Sudão e da Nigéria cujas leis civis são decalcadas do que diz o livrinho da paz e do amor.»

    Assim inclui nos outros (como a Inglaterra ou Portugal) a Turquia, a Síria, a Jordânia, a Argélia, o Egipto, a Indonésia, o que era o Iraque… podia ficar aqui a tarde toda. Repito: na maior parte dos Estados maioritariamente islâmicos a religião não manda no Estado, mesmo quando há uma religião de Estado (o que acontece em vários países europeus). Muitas delas são ditaduras, mas esse é outro debate talvez demasiado elaborado para o nível que aqui está.

    Nos países em que a religião manda no Estado (e há diferenças entre eles), espero que o laicismo consiga impor-se e estou do lado dos que se batem, nesses países, por isso. E são muitos. E assim respondo à segunda pergunta.

    Acrescentando isto: a opressão social da mulher, não sendo um exclusivo do mundo muçulmano (ninguém fala dos hindus ou de alguns grupos de judeus ortodoxos ou de radicais cristãos), é um facto na maioria dos países muçulmanos. Aqui temos de estar nós (os que se batem também aqui pelos direitos da mulher) para ajudar as feministas que, nesses países, lutam para que haja a mesma evolução que existiu no Ocidente. Mas que é, já agora, historicamente muito recente. E que nada deve a muitos dos que, apontando o dedo ao Islão, na sua própria casa sempre resistiram à igualdade de género e que nas suas Igrejas recusam à mulher direitos iguais aos dos homens. Autoridade? Zero!

    A falta de direitos das mulheres islâmicas deve-se a muitíssimas razões que só parcialmente são religiosas. Podemos um dia destes debater o assunto. E pode ler coisas interessantíssimas de feministas muçulmanas praticantes, que se batem por uma leitura diferente do Corão, pelos direitos das mulheres e pelo direito dos muçulmanos à sua identidade. Essas levam de todos os lados. Gente corajosa que no Ocidente tem pouco tempo de antena, já que não servem para a Nova Cruzada. Para essa cruzada geralmente escolhem quem repita o seu discurso racista e a quem nenhum muçulmano alguma vez dará atenção. Servem para propaganda, não mudam, ao contrário das feministas que estão no terreno, nada.

    Nuno, repete o erro de muitos dos comentadores: o de tomar a parte pelo todo, demonstrando a mesma ignorância em relação às opiniões e hábitos da maioria dos muçulmanos. Mas antes diz uma coisa interessante: «Facto: a civilização europeia e laica (embora de origens cristãs) é superior e mais avançada do que a civilização árabe/islamita. Não são de todo iguais! O multiculturalismo é uma ideia racista e perigosa!»

    Apesar de meter o multicultaralismo aí a martelo (saberá o que quer dizer?), conclui uma coisa extraordinária: é racismo considerar que não há civilizações superiores e inferiores. A novilingua no seu melhor. E tudo isto com um peremptório “Facto:”

    O que é interessante: a afirmação, cheia de preconceitos, de xatoo, de que não haveria judeus pobres, teve várias reacções (incluindo a minha). As coisas imensamente mais graves que aqui se escreveram sobre os muçulmanos não merecem quase reparo.

    Assim sabemos quem são as novas vítimas da intolerância (com o silêncio de tantos) e da ignorância nesta Europa tão tolerante (mas com tanto sangue na sua história recente).

  59. 59 59  Nuno

    Parecem-me exageradas as reacções do DO ao filme! Não merece tanto! A mensagem q este clip transmite já a sabiamos há muito, os islamofascistas, teocratas ou radicais islâmicos são uma praga contra a qual não podemos ceder nem um milimetro nos nossos valores e na nossa liberdade nem que para tal seja necessário usar a força.
    Os muçulmanos moderados, a maioria, não são para aqui chamados pois esses não representam um problema! Esses são as primeiras vitimas!

  60. 60 60  Daniel Oliveira

    Luís: nunca falei de actos cometidos por judeus. Falei de actos cometidos pelo Estado de Israel. É-me e sempre me foi indiferente a religião oficial desse Estado que representa a maioria dos seus cidadãos e não uma religião.

    Nuno: não deve ter visto o mesmo filme que eu. O filme é sobre todo o Islão e todos os muçulmanos. Não se dirige a uma minora. Veja lá outra vez.

  61. 61 61  Ribeiro

    Daniel Oliveira, quando escreveu “vivemos em sociedades livres”, disse quanto a mim o essencial.

    O debate que podemos ter sobre este assunto não seria tolerado pelos regimes dos países muçulmanos, ou nega-o?

    “Muitas dessas são ditaduras”, não será eufemismo?

    Como defensor do laicismo, e da igualdade entre géneros (que também sou), peço-lhe, com o devido respeito, que dirija os seus esforços para os promover onde são mais espezinhados (apesar dos Wilders, não é na Europa).

    Com que autoridade se fala em nome de 99%, dos muçulmanos, dizendo que são isto ou aquilo, e que até conheci alguns. Quanto a mim isto é paternalismo do pior em estado puro.

  62. 62 62  Besugo

    Eu já tentei ser crente, a sério que tentei!
    Mas sempre que via o Papa num carrinho de golfe com vidros anti-bala perguntava-me: “Mas que raio de demonstração de fé é esta?”

    E mais não vale a pena dizer…

  63. 63 63  João Cerqueira

    De Salman Rushdie a Cat Stevens, trazendo à liça o «reverendo Bonifácio»

    Cat Stevens foi um grande cantor Pop inglês que nos anos 60 e 70 deslumbrou milhões de pessoas com as suas músicas. Cantava o amor e alegria de viver, por vezes abordava o tema do conflito de gerações, como em «Father and Son». Porém, um belo dia Cat Stevens converte-se ao Islão e transforma-se em Yusuf Islam . Muito bem, numa sociedade livre cada um faz o que quer_ desde que não atropele os outros. Contudo, algo bizarro vai acontecer na mente deste grande cantor. E o homem que em tempos celebrou o amor homem vai soçobrar perante o ódio.
    Já lá irei.

    Salman Rushdie é um grande escritor inglês de ascendência indiana. Poderá ser vaidoso e arrogante, mas continua a dominar a escrita como poucos. Porém um dia teve uma ideia que lhe ia custando a vida (e de certa forma perdeu anos de vida). E qual foi o seu crime: decidiu escrever um livro_ Os Versículos Satânicos. Nessa obra ousou falar (ou satirizar) do profeta Maomé. Foi o quanto bastou para o senhor Khomeini decretar uma Fatwa, ou sentença de morte, instando todos os muçulmanos a executar o assassinato do Rushdie.
    E não que é milhares (ou milhões?) de devotos saíram à rua sedentos do escalpe do herético escritor. Valeu-lhe ser protegido pela polícia e serviços secretos ingleses_ escondeu-se durante anos_,. Caso contrário, estaria morto.
    E os suecos da Academia acharam prudente nunca lhe dar o Nobel_ os islâmicos não permitiriam! Decerto iria morrer gente.

    Entre aqueles que apoiaram ou compreenderam a sentença de morte de Rushdie, estava Cat Stevens, perdão Yusulf Islam. Eu li no jornal e não quis acreditar; mas depois acabei por o ver na televisão, a explicar que quem ofende o profeta … .
    Como é que alguém que cantou a vida, consegue depois pactuar com uma sentença de morte? Poderia, isto acontecer noutras religiões?

    Acaso o Papa decretou a morte a Saramago ou ao cartonista António (que colocou um preservativo no nariz de João Paulo II)? Vieram para a rua os fiéis fazer justiça pelas próprias mãos? E como reagem os judeus ante os que negam o Holocausto?
    Houve protestos sim, mas de forma civilizada; e, quanto aos judeus, recorrem aos tribunais e metem na cadeia gente como negacionista David Irving. Esta é a diferença entre a civilização e a barbárie.

    E que dizer da mulher iraniana violada por vários homens que, por estar com outro homem que não o marido, foi condenada a levar 200 chicotadas?
    Senhoras e senhores que participam neste debate_ que horror é este? Esperam, honestamente, que fique calado, tolerando as diferenças culturais e religiosas? A chicotada numa vítima?
    Chamar a esta gente (aos juízes iranianos e quem aplaude a sentença) animais, é um insulto à minha gata e ao «reverendo Bonifácio».

  64. 64 64  xatoo

    Daniel
    não será correcto dizer isto: “sempre me foi indiferente a religião oficial desse Estado (Israel) que representa a maioria dos seus cidadãos e não uma religião”.
    Os mandamentos da Thora são o fundamento da Constituição do Estado sim!, Israel é um Estado religioso (e já agora fundamentalista). Tal e qual como a Sharia onde a religião é aplicada como doutrina oficial do Estado. A grande diferença, afinal a tal de “guerra das civilizações” é esta: segundo a religião muçulmana, é imoral e não é permitido que se ganhe dinheiro com a usura, (os bancos não podem tampouco emprestar dinheiro com juros, o que obriga a oligarquia saudita p/e a recorrer a diversos estratagemas (os off-shores, claro)
    Já a “religião” judaica não quer outra vida, emprestar dinheiro e prosperar com a aplicação de juros exorbitantes à cabeça é que fazem as tábuas da Lei - já agora, atendendo à logica da banca global gerida pelo FED e pelo lobie judaico americano, a lei do lucro a qualquer preço alastrou à lei internacional e é a verdadeira causa do actual estado de coisas.

    Não faz sentido pensar situações atendendo a uma lógica nihilista da “Fé” - acrescente-se-lhe o “D” de democratico e fica FED. (os italianos dizem Fede) Como se vê, a teoria cientifica do criacionismo nunca falha (lol)

  65. 65 65  xatoo

    João Cerqueira
    a religião católica, vulgo ICAR, prega o conformismo e a submissão à miséria, vidé “pobres sempre os houve e haverá entre vós” - vai ser bom é quando nos lavarmos na fonte da juventude do Lucas Cranach e nos passarmos lá para a outra vida onde a abastança abunda para sempre e por toda a vida eterna (carreguei nos pleonasmos para a coisa ficar mais convincente) e agora, acredita nisto?
    a estorinha é antiga, circa de 1500 e picos, mas mantém plena actualidade

  66. 66 66  Valete

    Cuidado que a Al-Jazeera está a monitorar todo este debate através do Zé (que faz falta)! Todos os que aqui escreveram já têm uma fatwa assinada pelo Osama…

  67. 67 67  Isabel Coutinho

    Besugo,
    Se não é crente, assuma-se. Mas não arranje desculpas idiotas.
    Aquele “carrinho de golfe com vidros anti-bala”, como lhe chama, só foi usado depois do Papa ter sido atingido não por uma, mas por várias balas, quando seguia num carro normal.
    Por curiosidade, o homem que disparou a bala chamava-se Ali Agca, e era turco (não sei se teria alguma religião. E a primeira coisa que o Papa fez, quando recuperou os sentidos, foi perdoar-lhe.

  68. 68 68  Fado Alexandrino

    Pior que um diálogo de surdos só o de cegos.

    Daniel Oliveira sabe perfeitamente que os países que aponta, vejam bem até a Turquia, podem ter lá muitos adeptos do livrinho mas são estados em que, excepto um, são democracias formais, e o que falta é uma monarquia.
    Naqueles que eu apontei a lei é o livrinho e muito cuidado com ele que os tribunais lá não são para brincadeiras.

    Sobre o problema feminino, Daniel Oliveira parecia que estava numa cadeira de dentista.
    Torcia-se, retorcia-se, ai que me dói, mais anestesia senhor doutor, olhe fica para a próxima.

    Daniel Oliveira acredita que uma segunda leitura do livrinho (talvez na tradução feita por Paris Hilton) este problema desapareça.
    Ou então pela luta das feministas.
    Ou então que se acostumem que os homens ocidentais também batem nas mulheres.

    Pois bem pode esperar sentado.

  69. 69 69  João Cerqueira

    Caro Xatoo

    Tem toda a razão nas críticas que poderá fazer às outras religiões_ proponho a leitura dos livros de Hitchens, Dawkings, Dennet e Harris_.
    Direi mais, todas as religiões descriminam a mulher; mas, umas mais que outras … .
    Porém, invocar a miséria de uns para justificar a pobreza de outros, não é grande argumento.
    Sendo este debate sobre o Islão, que adianta salientar os erros das outras religiões_ tal desculpa
    a submissão das mulheres ao homem islâmico?

    Gosta de Lucas Cranach? Tem bom gosto.

  70. 70 70  João Cerqueira

    (caso esta mensagem surja repetida, queira o responsável pelo blog apagá-la)

    Caro Xatoo

    Todas as religiões são criticáveis. Concordo, e já o afirmei antes. Proponho até os livros dos grandes críticos da religião, Dennet, Dawkins, Harris, Hitchens. Não são nada meigos e nenhuma fé escapa.

    Porém, invocar a miséria de uns para justificar a pobreza de outros, não é um bom argumento. Haja outras religiões a maltratar a mulher, que consolo é esse para as mulheres islâmicas?

    Também me parece pouco rigoroso afirmar que 99% dos islâmicos são tolerantes. Penso que só um estudo envolvendo muito trabalho e dinheiro poderia chegar a um número credível.
    Como se sabe, contas é com o engenheiro Guterres.
    Ademais, mesmo que só 1% seja fundamentalista, sendo o número de fiéis próximo de 1 bilião, resulta que podem existir milhões de loucos furiosos a querer matar-nos (a qualquer um de nós).

    Por último, gosta de Cranach? Tem o Xatoo bom gosto.

  71. 71 71  Arquiduquesa de Grayskull

    João Cerqueira,

    é pena que, à data do episódio que descreve em Moçambique, Ahïïda ainda não tivesse inventado o burqini. Felizmente hoje já existe.

  72. 72 72  Besugo

    Isabel Coutinho,

    Estamos sempre a cruzar-nos…

    “Aquele “carrinho de golfe com vidros anti-bala”, como lhe chama, só foi usado depois do Papa ter sido atingido não por uma, mas por várias balas, quando seguia num carro normal.”

    Oh Isabel… então e a vontade de Deus? Não conta?
    Se o Seu escolhido na terra (o Papa) foi baleado, não fazia parte do plano divino? E olhe que antes disso já tinha um largo currículo, que inclui o assassinato do próprio filho.

    E acha que a reacção do Papa (a de se proteger com o tal carrinho), foi a de um homem 100% crente da sua fé, e nos ensinamentos divinos aos quais dedicou toda a sua vida? Ou a de alguém com medo e dúvidas?

    Quanto ao perdão do Papa só lhe ficou bem. É que existe uma coisa chamada coerência… e a bíblia menciona algures o acto de perdoar, se bem me lembro, um tal de J.C falou disso enquanto era torturado.

    Quer falar em desculpas idiotas? Eu prefiro falar de coerência.

  73. 73 73  Pedro Souto

    1) Sobre Ali Agca: http://en.wikipedia.org/wiki/Mehmet_Ali_A%C4%9Fca

    2) Al Gore depois de ter visto o filme comentou: “Isto é uma verdade inconveniente”.

    3) Julgo que não se deve parar a islamização, nem a globalização. Mas também não se deve esquecer que grande parte dos conteúdos do filme são verídicos. Por exemplo, por muito que custe contrariar o cepticismo do Dr. Mário Soares (no programa prós e contras) e o de muitos anti-americanos e anti-bushistas, o 11 de Setembro aconteceu, é um facto e Bin Laden reclamou a autoria em nome do Islão.

    4) Os factos talvez devam ser considerados como incontornáveis, mas sem conduzir ao ódio. Há cidadãos europeus com inteligência suficiente para perceber que: a) aquele fanatismo não se estende a todo o Islão; b) que aqueles factos não devem fomentar o ódio; c) que com paciência, com tempo, diplomacia, exportação da cultura ocidental para o Islão, cautelas anti-terroristas (etc), o fanatismo islâmico pode tornar-se mais dócil.

    5) Enquanto tudo isto acontece podemo-nos entreter a ver o esvaziamento ideológico da esquerda, que leva o Daniel Oliveira a lutar desesperadamente para defender os islâmicos, o modo como humilham as mulheres e os homossexuais.

  74. 74 74  Rafael Ortega

    Este video é lamentável. Só demonstra a besta racista que é quem o fez.

  75. 75 75  carmo da rosa

    Caro Daniel Oliveira,

    Como habitante da Holanda esta temática, como deve compreender, interessa-me particularmente. Por isso dei-me ao trabalho de traduzir algumas (9) das muitas citações de Wilders e gostaria de saber se correspondem à ideia que as pessoas têm de alguém realmente de extrema-direita, ver mesmo fascizante. Era interessante que todos dessem um curto (ou longo) parecer…

    1. Todas as pessoas que não partilham estas normas [ocidentais] deviam tirar as suas conclusões fazer as malas e partir. Não se pode exigir de nós que respeitemos certas opiniões quando ao mesmo tempo as pessoas não têm a intenção de respeitar as opiniões dos outros.

    2. Campos fechados de reeducação [para jovens delinquentes], cortar no abono de família dos pais, mandá-los para a família em Marrocos. Todas estas medidas devem ser experimentadas.

    3. Se nós rasgássemos as páginas de ódio do Corão não ficava grande coisa, uma revista do tipo Pato Donald.

    4. Quando a peça de teatro sobre Aisha, mulher mais nova do profeta, foi anulada na Holanda, houve uma vereadora da câmara de Amesterdão que disse - creio que foi a Fátima Elatik [marroquina], mas as mulheres de véu parecem-se todas umas com as outras – que a liberdade de expressão na Holanda “ultrapassou os limites”. Mas não o suficiente para ela poder fazer uma afirmação deste tipo.

    5. Os muçulmanos há muito que fazem parte dos ‘bons sauvages’ do PvdA [Partido Trabalhista social-democrata]. Ou dito de outra forma, os animais são para o partido de Marianne Thieme [Partido de Protecção aos Animais] o que os muçulmanos são para o Partido Trabalhista. Um perfeito ecrã para projectar meiguice e infinita compreensão multicultural. Uma perigosa forma de sentimentalismo…

    6. [Depois de uma visita a Marrocos]. O primeiro marroquino que me venha com histórias sobre xenofobia, imprensa racista e subsídios de desemprego muito baixos dou-lhe um raspanete. E os insurrectos de Amesterdão [marroquinos] deviam cumprir a sua pena aqui [Marrocos]. Todos os dias a pão e água a escovar sapatos, ou trabalhar como pedreiros a €4 à hora, acarretar com pedras debaixo de um sol escaldante., assim é que eles aprendiam.

    7. Os judeus livraram-se da tragédia do Holocausto e fizeram com que o mundo os respeitasse com os seus conhecimentos, não com o seu terror, com o seu trabalho, não com a sua gritaria e choraminguisse.

    8. Os fundamentalistas cristãos provocam dores de cabeça ao mundo, é verdade, mas os fundamentalistas islâmicos cortam-nos a cabeça…

    Se a sociedade acha que precisa tanto de trabalhadores estrangeiros, devia ter optado por contratos a curto prazo com trabalhadores solteiros, ou com trabalhadores que estivessem dispostos a ficar algum tempo sem a companhia dos seus familiares.

  76. 76 76  zazie

    A ver se entra de uma vez na cabeça do Daniel e de todos os que insistem na mesma imbecilidade:

    Este Wilders, assim como os gajos das caricaturas e mais o Theo- fazem parte do ateísmo militante.

    E era bom que é em nome da ideologia do ateísmo militante e das ligações à Mossad que estas merdas são feitas.

    Mais nada. Não há aqui Direita para nada. A não ser para palha e vender a ideia que não existem sacanas racistas, fanáticos e islamófobos iguaizinhos à Esquerda.

    Existem. Até na blogo os sei identificar.

  77. 77 77  zazie

    E sim, em comum têm o ateísmo militante a ideia imbecil que existe uma qualquer “civilização ocidental” superior, que se manifesta por todo o tipo de decadências e por imbecilidade ainda maior que é a crença na possibilidade do integracionismo planetário.

    Razão pela qual eles nem são racistas que queiram afastar-se do “inimigo”- eles acreditam que é possível fazer do islão um ateísmo subjugado à única “raça” a que têm respeito- o “judaísmo”.

    E é por isso que um ateu militante é um mercenário- repito- porque trabalha para qualquer religião contra qualquer religião

  78. 78 78  zazie

    E este gajo é mesmo um mercenário a soldo de Israel. Não sei qual é o interesse de fazer um post a dizer coisas bem correctas mas escamoteando o principal- este tipo faz propaganda mundial- isto nem é para resolver os verdadeiros problemas de imigração na Holanda-

    mortinho para que atirem com uma bomba de retaliação está ele. Este gajo é um provocador nazi. Isso sim- só que o nazismo dos nossos dias é sionista.

    E não há volta a dar à questão.

  79. 79 79  zazie

    E é óbvio que não penso bem do islão- penso até muito mal. Mas também é bom que se perceba quem faz pior e com as costas quentes.

    Não existe propaganda destas feita por mercenários a soldo do islão, na Europa.

  80. 80 80  zazie

    Estes caralhos do Fiel Inimigo são uns. São um exemplo de esquerdalhada que virou fanática contra o Islão e que também só sabe fazer propaganda a Israel.

    Em comum têm o mesmo- são fanáticos ateus militantes, imbecis, ignorantes e cheios de cagufa que cheira à distância.

  81. 81 81  anonimo

    olha o carmo por aqui, então aqui neste blog parece que ha liberdade de expressão até para o senhor, que não merece.

  82. 82 82  Anonymous

    O filme é real, o titulo do post fala em chafurdar no medo.
    É verdade. Medo.

    «Following threats to our staff of a very serious nature, and some ill informed reports from certain corners of the British media that could directly lead to the harm of some of our staff, Liveleak.com has been left with no other choice but to remove Fitna from our servers.
    This is a sad day for freedom of speech on the net but we have to place the safety and well being of our staff above all else. We would like to thank the thousands of people, from all backgrounds and religions, who gave us their support. They realised LiveLeak.com is a vehicle for many opinions and not just for the support of one.
    Perhaps there is still hope that this situation may produce a discussion that could benefit and educate all of us as to how we can accept one anothers culture.
    We stood for what we believe in, the ability to be heard, but in the end the price was too high.»
    http://www.liveleak.com/

  83. 83 83  carmo da rosa

    ‘Este Wilders, assim como os gajos das caricaturas e mais o Theo- fazem parte do ateísmo militante.’

    Sim, tá bem, mas muito concretamente, achas que as afirmações do Wilders que eu postei são, sem excepção, racistas? Ou achas que o Daniel Oliveira exagera?

  84. 84 84  carmo da rosa

    ‘Este Wilders, assim como os gajos das caricaturas e mais o Theo- fazem parte do ateísmo militante.’

    Peço desculpa, o comentário era dirigido à Zazie.

  85. 85 85  João Costa

    “Quem daria crédito a frases assim retiradas da Bíblia ou da Tora? E não faltaria por onde pegar em textos que lidos literalmente e sem contexto histórico só podem dar disparate.”

    “Olhe que na Bíblia também há. Os livros das religiões do livro carregam consigo a história da humanidade e por isso também a violência.”

    Estas frase são suas Daniel. Lanço-lhe aqui um repto: é capaz de citar alguma passagem da Bíblia ou da Tora em que seja feito apelo à violência ou à morte dos infieis tal como surgem nas Shuras Corânicas? Peço-lhe que nos cite apenas um exemplo. Não nos venha falar nos castigos divinos, que não é disso que se trata e só a chico-espertice ou má fé pode socorrer-se de tais argumentos. Há na Bíblia ou Tora algum apelo à Jihad? Dê por favor um exemplo que possa ser entendido como tal. Abstenha-se por favor dos argumentos esfarrapados que normalmente se utilizam nestas ocasiões: Cruzadas e Inquisição. Não estamos nestes casos a falar de preceitos inscritos nas Escrituras Sagradas, mas sim em opções politico-religiosas, sobre as quais é hoje pacífico olharmos para elas com um olhar condenatório.

    Sabe Daniel? Não basta lançar umas boutades e querer meter tudo no mesmo saco, repetindo até à exaustão argumentos falsos perante plateias abúlicas que acreditam em tudo o que lhes diz sem sequer se questionarem. Muitos dos comentadores aqui nem precisaram de ver o filme para o comentarem. Já sabem do que se trata, por isso não vale a pena.

    Se não for capaz de citar uma única passagem da Bíblia ou da Tora em que estejam expressos apelos à violência dos homens sobre outros homens, só lhe resta uma saída: retratar-se.

    Sobre o filme? Não gosto da forma como está elaborado e da utilização de algumas imagens. Sobre o conteúdo? Infelizmente, nada do que ali está é mentira. Há alguma truncagem? As imagens são manipuladas?

    Por fim, quero dizer-lhe o seguinte: não tendo qualquer simpatia ideológica pelo Sr.Geert Wilders, faço-lhe pelo menos a justiça de reconhecer que ao assumir este tipo de posições, revelou a coragem suficiente para enfrentar o calvário das mil e uma Fatwas que o aguardam. Tomates, é do que se trata.

  86. 86 86  carmo da rosa

    Pedia o favor, se isso for possível, de retirar o meu primeiro post e substituir por este. Porque facilita a resposta dos leitores. Muito obrigado.

    Como habitante da Holanda esta temática, como devem compreender, interessa-me particularmente. Por essa razão dei-me ao trabalho de traduzir nove das muitas citações de Wilders e gostaria de saber se correspondem à ideia que as pessoas têm de alguém realmente de extrema-direita, ver mesmo fascizante. Seria interessante para um próximo artigo e ficar-lhes-ia eternamente agradecidos que dessem a vossa opinião.

    Para facilitar a vida dos leitores pensei neste esquema:

    a. plenamente de acordo
    b. de acordo, mas poderia ter sido dito de outra maneira
    c. não me aquece nem arrefece
    d. não concordo
    e. repudio completamente esta afirmação

    O leitor neste caso apenas responde apenas por: 1c – 2a – 3d – 4e – 5c – 6b – 7e – 8d – 9b (isto é um exemplo, não é a minha opinião)

    1. Todas as pessoas que não partilham estas normas [ocidentais] deveriam tirar as suas conclusões fazer as malas e partir. Não se pode exigir de nós [sociedade holandesa] que respeitemos certas opiniões quando ao mesmo tempo as pessoas não têm a intenção de respeitar as opiniões dos outros.

    2. Campos de reeducação [para jovens delinquentes], cortar no abono de família dos pais, mandá-los para a família em Marrocos. Todas estas medidas devem ser experimentadas.

    3. Se nós rasgássemos as páginas de ódio do Corão não ficava grande coisa, uma revista do tipo Pato Donald.

    4. Quando a peça de teatro sobre Aisha, mulher mais nova do profeta, foi anulada na Holanda, houve uma vereadora da câmara de Amesterdão que disse - creio que foi Fátima Elatik? [marroquina], mas as mulheres de véu parecem-se todas umas com as outras – que a liberdade de expressão na Holanda “ultrapassou os limites”. Mas não o suficiente para ela poder fazer uma afirmação deste tipo.

    5. Os muçulmanos há muito que fazem parte dos ‘bons selvagens’ do PvdA [Partido Trabalhista social-democrata]. Dito de outra forma, os animais estão para o partido de Marianne Thieme [Partido de Protecção aos Animais] assim como os muçulmanos estão para o Partido Trabalhista. Um perfeito ecrã para projectar meiguice e infinita compreensão multicultural. Uma perigosa forma de sentimentalismo…

    6. [Depois de uma visita a Marrocos]. O primeiro marroquino que me venha com histórias sobre xenofobia, imprensa racista e subsídios de desemprego muito baixos dou-lhe um raspanete. E os insurrectos de Amesterdão [marroquinos] deviam cumprir a sua pena aqui [em Marrocos]. Todos os dias a pão e água a escovar sapatos, ou trabalhar como pedreiros a €4 à hora, acarretar com pedras debaixo de um sol escaldante, assim é que eles aprendiam.

    7. Os judeus que escaparam da tragédia do Holocausto fizeram com que o mundo os respeitasse com os seus conhecimentos, não com o seu terror, com o seu trabalho, não com a sua gritaria e choraminguisse.

    8. Os fundamentalistas cristãos provocam dores de cabeça ao mundo, é verdade, mas os fundamentalistas islâmicos cortam-nos a cabeça…

    9. Se a sociedade acha que precisa tanto de trabalhadores estrangeiros, devia ter optado por contratos a curto prazo com trabalhadores solteiros, ou com trabalhadores que estivessem dispostos a ficar algum tempo sem a companhia dos seus familiares.

  87. 87 87  jorge campos da costa

    Um detalhe: não se importa de me dizer onde é que na Bíblia (a Torah está lá dentro) há «frases assim»? Se não reparou, o filme afirma que o Corão é singular e mortífero por tê-las. Se quiser fazer mais do que destilar ideologia e esgrimir contra fantasmas, e tiver, além disso, o honesto desejo de dizer qualquer coisa de significativo, indique-as. O resto é treta sua. Se não as encontrar comparáveis na substância, retrate-se pelo erro cometido. Ou então estamos entendidos. Você diz o que quiser e não tem de provar. Fácil. E muito desonesto.

  88. 88 88  jorge campos da costa

    Fico a saber que o filme teve de ser retirado do site onde apareceu por ameaças demasiado sérias à vida do pessoal que nele trabalha. Mas claro, o perigo, a sério, vem do Geert Wilders…. Até onde vai a estupidez?

  89. 89 89  jorge campos da cos