Na mesma edição que José Manuel Fernandes desculpa o silêncio de Pacheco Pereira a propósito da vandalização do cemitério judeu (inevitável, depois do que escreveu sobre Mário Machado), o “Público”, não duvido que pela mão do próprio JMF, critica Mário Soares por ter estado ausente na cerimónia organizada pela comunidade judaica em Portugal. A crítica é um pouco descabida , sendo dirigida a quem é. Mas o que mais choca é ver esta gente, que há anos está calada a propósito das acções destes delinquentes, que não se move para defender as suas principais vítimas (os imigrantes) e que sempre desvaloriza as suas acções colocando-as ao nível de um qualquer ataque a um campo de milho, transformar-se subitamente em vigilante inquisidora daqueles que sempre, de forma coerente e não escolhendo entre racismo indigno e racismo irrelevante, se bateram contra a xenofobia. É óptimo que tenham abraçado esta nova causa da qual estiveram alheados tanto tempo, mas seria melhor que não ficassem mais papistas que o Papa.
Por Daniel Oliveira 8 Out 07 em Extrema-direita


Há nesta gente, neo-liberais, direita envergonhada, um certo fascinio por estes delinquentes neo-nazis.
PNR e satelites, não são mais que uns irmãos metralha de quinta categoria, a quem a democracia tem dado demasiadas facilidades.
Agora até ameçam procuradores da Republica, de que está há espera o poder judicial para tratar com severidade , estes bandoleiros.
Sao os chamados, “defensores do obrar ao relento”.
Sao os chamados, “defensores do obrar ao relento”.
Onde é que o José Manuel Fernandes desculpa Pacheco Pereira? E de que é que o desculpa?
O Daniel Olveira pensa em mais coisas ou o seu mundo é todo construido á volta de, por causa de ou a pensar em Pacheco Pereira?
Daniel,
Penso que a ausência de Mário Soares, - que é presidente da Comissão da Liberdade Religiosa - é de lamentar. Deveria ter enviado alguem a representá-lo ou apressar-se a ser o primeiro a condenar este acto.
Pacheco Pereira não é membro da CLR, não é dirigente de nenhuma comunidade religiosa, não é teólogo… (pelo menos que seja do conhecimento público).
Por esse motivo também penso que o silêncio de P. Pereira é irrelevante e o silêncio de Mário soares é chato.
Também é chato se este episódio for aproveitado na crispação entre Mário Soares e J.M. Fernandes.