É um belíssimo contracenso… Uma cambada de racistas que não aceita um racista… Ou será que eles consideram o racismo do Mugabe diferente, só porque este não é propriamente Caucasiano??? Acaba por ser racismo na mesma, subentendido, mas racismo… Que cambada.
A estrema-direita vive apenas de contradições.
Deixo aqui uma curiosidade que se calhar mais ninguém se lembrou; quem protestou e protesta contra os excessos de zelo (não contra a higiene)
da ASAI é a malta jovem de esquerda que está a ver nisto uma forma de acabarem com algumas coisas tradicionais e massificarem tudo ao serviço de Bruxelas. E isto não é nacionalismo, é bom senso.
Parece que a extrema-direita esqueceu-se disto,
ou será que não interessa? Afinal copiam as roupas da malta estrangeira, ouvem música anglo sáxonica…
“Talvez nunca venhamos a saber o que fazia a mulher do casaco de peles ali, no meio de multidão de pseudo-nazis, neofascistas, ex-assassinos e outro género de criminosos, que de bom grado a teriam insultado, agredido ou matado apenas por ser negra, não estivessem eles tão expostos ao público e às objectivas dos media. Isso vê-se nos insultos que lhe dirigem (“macaca”, “preta de merda”, “babuína”). É algo que podia ter acontecido, como todos sabemos.
A verdade é que uma grande parte das pessoas não conhece este PNR e não consegue, sequer, imaginar uma situação semelhante – em que a cor da pele ou a raça transforme alguém em indesejável numa manifestação ou potencial vítima de agressão. O mais certo é que a mulher estivesse junto da multidão nos Restauradores a celebrar o 1º de Desembro e tenha visto a faixa em que se apoda Mugabe de racista. Muitos cidadãos portugueses oriundos das ex-colónias, brancos e de origem africana, conheceram bem a realidade da vida colonial e sentem profunda antipatia pelas acções recentes de Mugabe para com os brancos (e negros) do Zimbabwe. Quem sabe, talvez ela se tenha juntado aos manifestantes do PNR para mostrar a sua solidariedade depois de ver a faixa. Contam-nos os cretinos como ela os acompanhou pelas ruas, gritando pelo “PNÉ”. “A preta vinha falar connosco, como não quer a coisa. A macaca queria levar é uma lambada!”, dizem.
Como uma Madona enlouquecida, no seu casaco de peles branco, desceu a rua sorrindo e gritando. Tentava cravar cigarros por entre aquela corja, meter conversa, roubar um afecto, coisas que lhe eram recusadas pelo bando de animais estupefactos, boquiabertos. Quando o líder da corja discursou, frente ao Tejo, ali estava ela, na sua pose orgulhosa, escutando atentamente cada palavra. Uma louca Madona negra, uma mulher, ali, sozinha num pequeno mar de pseudo-homens boçais que prontamente a teriam vilipendiado e agredido apenas por ela ser o que é. Que teria ela pensado se alguém lhe tivesse contado onde estava metida? Ter-se-ia rido? Estaria assustada? Compreenderia.? E que lhe terá acontecido depois, quando dispersou a manifestação?
De uma coisa estou certo: aquela mulher franzina, a pretinha sorridente no seu casaco de peles, louca ou corajosa, vale mais como gente que toda aquela corja junta multiplicada cem vezes.”
O Arrastão é um blogue de Daniel Oliveira, Pedro Sales e Pedro Vieira.
Para contactar cada um deles faça o favor clicar nos seus nomes e dizer de sua justiça: Daniel Oliveira Pedro Sales Pedro Vieira
É um belíssimo contracenso… Uma cambada de racistas que não aceita um racista… Ou será que eles consideram o racismo do Mugabe diferente, só porque este não é propriamente Caucasiano??? Acaba por ser racismo na mesma, subentendido, mas racismo… Que cambada.
A estrema-direita vive apenas de contradições.
Deixo aqui uma curiosidade que se calhar mais ninguém se lembrou; quem protestou e protesta contra os excessos de zelo (não contra a higiene)
da ASAI é a malta jovem de esquerda que está a ver nisto uma forma de acabarem com algumas coisas tradicionais e massificarem tudo ao serviço de Bruxelas. E isto não é nacionalismo, é bom senso.
Parece que a extrema-direita esqueceu-se disto,
ou será que não interessa? Afinal copiam as roupas da malta estrangeira, ouvem música anglo sáxonica…
a foto pode ser vista aqui: http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=887292&div_id=291#
Pois, afinal não é verdade que esses senhores pensem que cada um deve mandar na sua terra, etcetera…
Notícias sobre o assunto - e inclusivé sobre uma pobre negra que, enganada, participou na manifestaçao - no Fórum Antifascista:
http://map.freehostia.com/forum/index.php?board=2.0
Que tal linkares o fórum Daniel? Seria bué da fixe.
http://img507.imageshack.us/img507/8550/dsc05028gn7vh0.jpg
“Talvez nunca venhamos a saber o que fazia a mulher do casaco de peles ali, no meio de multidão de pseudo-nazis, neofascistas, ex-assassinos e outro género de criminosos, que de bom grado a teriam insultado, agredido ou matado apenas por ser negra, não estivessem eles tão expostos ao público e às objectivas dos media. Isso vê-se nos insultos que lhe dirigem (“macaca”, “preta de merda”, “babuína”). É algo que podia ter acontecido, como todos sabemos.
A verdade é que uma grande parte das pessoas não conhece este PNR e não consegue, sequer, imaginar uma situação semelhante – em que a cor da pele ou a raça transforme alguém em indesejável numa manifestação ou potencial vítima de agressão. O mais certo é que a mulher estivesse junto da multidão nos Restauradores a celebrar o 1º de Desembro e tenha visto a faixa em que se apoda Mugabe de racista. Muitos cidadãos portugueses oriundos das ex-colónias, brancos e de origem africana, conheceram bem a realidade da vida colonial e sentem profunda antipatia pelas acções recentes de Mugabe para com os brancos (e negros) do Zimbabwe. Quem sabe, talvez ela se tenha juntado aos manifestantes do PNR para mostrar a sua solidariedade depois de ver a faixa. Contam-nos os cretinos como ela os acompanhou pelas ruas, gritando pelo “PNÉ”. “A preta vinha falar connosco, como não quer a coisa. A macaca queria levar é uma lambada!”, dizem.
Como uma Madona enlouquecida, no seu casaco de peles branco, desceu a rua sorrindo e gritando. Tentava cravar cigarros por entre aquela corja, meter conversa, roubar um afecto, coisas que lhe eram recusadas pelo bando de animais estupefactos, boquiabertos. Quando o líder da corja discursou, frente ao Tejo, ali estava ela, na sua pose orgulhosa, escutando atentamente cada palavra. Uma louca Madona negra, uma mulher, ali, sozinha num pequeno mar de pseudo-homens boçais que prontamente a teriam vilipendiado e agredido apenas por ela ser o que é. Que teria ela pensado se alguém lhe tivesse contado onde estava metida? Ter-se-ia rido? Estaria assustada? Compreenderia.? E que lhe terá acontecido depois, quando dispersou a manifestação?
De uma coisa estou certo: aquela mulher franzina, a pretinha sorridente no seu casaco de peles, louca ou corajosa, vale mais como gente que toda aquela corja junta multiplicada cem vezes.”
Realmente, só faltava mandarem o “Black skin” ler um comunicado…
Do racismo, passemos para outros extremismos desses meninos machos e nacionalistas
http://www.youtube.com/watch?v=-hkoZFTyUPg