O Governo poderá anunciar hoje a redução de impostos, nomeadamente uma baixa de um ponto percentual do IVA, para 20 por cento. Como sempre: primeiro sacrifícios, depois campanha eleitoral, depois sacrifícios de novo…
Por Daniel Oliveira 26 Mar 08 em Fisco, Governo


Sócrates é sem sombra de dúvida um homem “generoso”!
Porque é que sinto urticária com esta noticia?
Normalmente estaria contente, mas será que:
- o facto de não ter existido nenhuma reforma estrutural;
- o facto de atravessarmos o inicio de uma recessão;
- o facto de as contas publicas estarem longe de estar saneada;
me fazem toldar o meu raciocinio?
Já agora para quando uma oposição madura e verdadeiramente alternativa no parlamento? Estou a ficar um pouco chateado com o facto de pagar impostos para estas pessoas não fazerem nada…
Se calhar até não é a pior das ideias, mexer no IVA. Sempre é da maneira que se dá uma ajuda às empresas sem chamar a si a ira popular que viria de mexesse no IRC.
Francamente, preferia uma descida de IRC e IRS mesmo, para dar um sinal de apoio ao investimento e ao trabalho, mas também percebo a vontade de dar um sinal de regresso à normalidade pré-aumento do IVA (como se o consulado Santana fosse normal).
Portugal como empresa é um fiasco: com 9 milhões de “funcionários” tem um produto de € 157,580 biliões
Não é uma questão de impostos - é de educação, formação, produtividade e falta de coesão social.
Um desatino completo para sustentar as élites improdutivas.
a General Electric com 319 mil empregados factura 163.391 biliões
a Walt Disney Company com 133 mil empregados factura 3.374,00 biliões
Pequenas empresas como a Dinamarca têm um grande sucesso no mundo dos negócios; porquê?
Em Agosto de 1997, o «Expresso» publicava uma história intitulada «IVA… e-vai-um» em que um comerciante defendia que o IVA não devia ser 16 nem 17% mas sim 20, «para facilitar as contas de cabeça».
Ainda está na Internet, e pode ser lida [aqui]
Estou cansado do monstro do Défice, ele não me faz feliz.mesmo depois de ser eu e tu a emagrecer a “Besta”.
Estou cansado do monstro “Défice”
estou cansado de não ser, gente,
gente sorridente, sem o tal défice
porque o saldo positivo é a felicidade.
Não quero ser troféu de caça, digo não.
Se o défice diminuiu, também fui eu
então porque desfraldam bandeiras,
sorriem vitoriosos, com o esforço teu?
Sim, morte ao défice de inteligência.
Sim, exterminem as desigualdades.
Sim, acabem, irradiem a pobreza.
Sim, não matem a nossa esperança
Não, não me falem mais no défice
Porque o monstro não merece ser feliz.
Pois…já há muito que Sócrates está em pré campanha eleitoral…redução de 1 % no IVA…deve ser para estimular a economia e reduzir o desemprego através do aumento do consumo privado…só contaram pra ele, nê ?
Sócrates cmo todos os outros usa todas as armas para tentar perpetuar-se no poder…
Já todos sabemos que vai ganhar as próximas legislativas com maioria relativa não por obra e graça da redução do IVA em 1 p.p. mas sim por total incompetência de uma oposição buçal, caduca e pior que tudo incompetente por não apresentar nem projectos nem alternativas credíveis…
Pequenas empresas como a Dinamarca têm um grande sucesso no mundo dos negócios; porquê?
Porque, provavelmente os dinamarqueses sabem fazer contas.
Ora o senhor pega em 9 milhões de portugueses e contrapõe com 319 mil empregados da General Electric.
Não me diga que está à espera que as minhas queridas netinhas de seis anos produzam o mesmo que dois executivos americanos.
Há no entanto um sítio onde elas até produzem mais.
É na casa de banho.
Não me diga que escreveu o seu post lá?
O habitual, a farsa democrática no seu melhor.
é melhor baixa que subir. e o que dizer dos 2,6% de deficit?
silêncio…
Daniel, parece-me uma fatalidade.
Ou era acusado de não baixar os impostos, depois do défice estar abaixo dos 3%; ou era acusado de baixar os impostos por meras questões eleitorais.
Sendo uma fatalidade, prefiro a primeira. E há que reconhecer que neste aspecto financeiro, este é de longo o melhor governo que tivemos nos últimos largos anos.
JLS, é portanto uma coincidência faltar um ano para as eleições. E se o governo quer baixar ainda mais o défice (em tempo de vacas magras), vai cortar onde? Eu tenho os meus palpites.
Então Daniel, era melhor não descer? Descer outros? Descer mais? Havia alguma medida (ou não medida) que não fosse criticada hoje, dia em que finalmente se pode largar o raio da conversa do defice, apenas o Alfa e Omega da politica nacional dos ultimos anos?
Esta descida, que ficará em grande parte nos comerciantes, mal se sentirá. Nunca devia ter subido. É esse o pecado original. Depois de ter subido e ter tido efeitos nos preços eles não voltam ao lugar onde estavam. Só no que está tabelado.
“Nunca devia ter subido”
sim, como toda a gente sabe aumentar impostos é o desporto favorito de qualquer governo.
Verdade e Verdade - Mas não responde à questão.
Dando um salto à frente, ja agora, os preços descer até podem, mas só se a descida do IVA e o consequente aumento de lucros/capital das empresas levar a um aumento da concorrência, e pela concorrência no preço at that. Long shot indeed.
Mesmo assim, uma folga para as empresas no clima actual até não calha nada mal.
“Como sempre: primeiro sacrifícios, depois campanha eleitoral, depois sacrifícios de novo…”
Sabe porque é que isso acontece? Porque os portugueses, como a generalidade dos povos por todo o mundo, quando vão ás urnas vão com as mãos nos bolsos a contar os trocos. Hoje em dia a política compõe-se de 95% de economia e 5% de tudo o resto…
Ou estava à espera de um governo que tomasse medidas destas no inicio da legislatura e acabasse com subidas de impostos?
No dia em que as pessoas forem completamente racionais e tenham a capacidade de compreender a dinâmica macro e micro económica a um nível superior, então talvez possa ser possível subir impostos em ano de eleições… Até lá, é como dizia o outro: a democracia é o pior sistema, com a excepção de todos os outros…
“Havia alguma medida (ou não medida) que não fosse criticada hoje, dia em que finalmente se pode largar o raio da conversa do defice, apenas o Alfa e Omega da politica nacional dos ultimos anos?”
Deveria baixar a divida do estado que tanto peso tem no orçamento e que tantas limitações nos colocam a implementar estratégias de longo prazo!!!
Quanto a esta medida, já fiz uma ligeira analise no meu blogue, julgo que o DO tem razão, quem vai sentir isto são as empresas e os seus accionistas (ou outra figura aplicavel).
Assim o estado acaba por tirar a todos para dar a alguns, para um governo que se intitula de esquerda esta é uma medida oposta a essa ideologia.
Julgo que a modificação da estrutura fiscal não deveria ser modificada até as mudanças estruturais (nas as anunciadas mas sim as que são necessárias executar) sejam implementadas (entretanto os beneficios que poderemos ter deveria servir para abater divida do estado para termos capacidade de resposta ao periodo negativo que temos pela frente). E aproveitar este tempo de “não mudança” para repensar o paradigma fiscal. O mundo mudou muito em 20 anos mas o nosso modelo fiscal em nada se alterou, era uma boa altura para repensar aprofundadamente esse modelo, e não cometer erros.
P.S. o governo Socialista está de parabéns pelo trabalho tecnico que executou, conseguiu cumprir uma meta, só espero é que não estrague o pouco bom trabalho que fez. (mesmo com a minhas enormes criticas ele foi de longe melhor que o anterior).
Sócrates quer a maioria absoluta. Vai baixar o IRC, IRS e descongelar as progressões nas carreiras da função pública.
Ele não sabe conviver em diálogo, o forte é arrogância.
Quer o Daniel dizer que se algum dia o BE for governo, depois de eleito, 1º desce os impostos e perto das eleições aumentam-os??
Ou a onda eleitoralista só se aplica aos outros?
Espero que qualquer governo, com o sem BE, aumente ou baixe os impostos tendo em conta a situação económica, social e orçamental, sem mais nenhum critério. Sabe: o dinheiro dos impostos é nosso. Serve para que o Estado garanta serviços aos cidadãos e ao país. Não serve para fazer campanha.
O Sócrates é um prestigitador que tem uns números jeitosos. Toda a gente sabe que é falso, ainda que nem sempre não consiga explicar o truque.
No caso do 1% do IVA, é fácil saber onde está a marosca: o que hipotéticamente poderia ser um ganho para o contribuinte, será recuperado pelo Estado, em excesso, pelo aumento da carga fiscal directa (IRS), nem que seja pela cínica modalidade de encolher as despesas passíveis de serem abatidas à colecta.
Grande espectáculo, Sr. Primeiro Ministro!
“Espero que qualquer governo, com o sem BE, aumente ou baixe os impostos tendo em conta a situação económica, social e orçamental”
Foi o que sócrates fez. desceu o IVA depois de saber que o deficit estava nos 2,6%.
e se a isto se juntar critérios eleitorais, parece-me razoável e perfeitamente aceitável.
«JLS, é portanto uma coincidência faltar um ano para as eleições. E se o governo quer baixar ainda mais o défice (em tempo de vacas magras), vai cortar onde? Eu tenho os meus palpites.»
Sim, acaba por ser. O próprio governo sempre prometeu não baixar nesta legislatura, porque também não esperava chegar - muito menos baixar - aos 3% tão cedo. Anyway, eu não faço fé cega no governo nos resultados e políticas orçamentais. Mas as instituições internacionais rendem-se, desde à bastante tempo, às evidências.
Onde vai cortar? Espero que o seu palpite tenha a ver com os trabalhadores em excesso da função pública. O avançar dessa reforma será fundamental. Uns estarão a mais nuns locais, outros a menos. Mas no global, é evidente que existe um excesso e toda a gente sabe e está à espera de uns bons e necessários cortes. Claro que os sindicatos abanaram com os direitos adquiridos, ou whatever, como se função pública fosse sinónimo de emprego para a vida. E que venham mais reformas na administração pública… a reorganização dos tribunais nesse aspecto já vai ajudar muitíssimo.
«No caso do 1% do IVA, é fácil saber onde está a marosca: o que hipotéticamente poderia ser um ganho para o contribuinte, será recuperado pelo Estado, em excesso, pelo aumento da carga fiscal directa (IRS), nem que seja pela cínica modalidade de encolher as despesas passíveis de serem abatidas à colecta.»
Está a ver Daniel, o que eu digo?
O Zenóbio está-se a queixar da baixa do IVA, dizendo que até devia aumentar, para que as deduções de IRS pudessem ser mais elevadas. É um argumento estranho. Mas se não se queixam por uma coisa, queixam-se por outra. Nesta altura do campeonato, é uma fatalidade existirem críticas.
“o dinheiro dos impostos é nosso”
errado: o dinheiro é do estado. não é seu nem meu, porque nem eu nem você somos o estado.
portanto, o “nosso” não faz aqui qualquer sentido.
além disso, do estado não fazem só parte as pessoas. fazem tb parte os órgãos e as instituições que o constituem.
Lamento, o dinheiro dos impostos é nosso e é gerido pelo Estado, através de quem nós elegemos. É por isso mesmo que Orçamento é aprovado pelo Parlamento.
Sócrates há 12 dias dizia que era irresponsável falar em baixar os impostos. Na altura previa mais 0,1% de défice do que teve. Parece evidente que o que contou foram cálculos políticos quando as sondagens dão o PS em queda.
“Lamento, o dinheiro dos impostos é nosso e é gerido pelo Estado, através de quem nós elegemos. É por isso mesmo que Orçamento é aprovado pelo Parlamento.”
não concordo. o dinheiro é do estado (por isso se chama orçamento de estado e não orçamento dos cidadãos ou do governo) e é gerido pelo governo segundo aprovação do parlamento.
“Sócrates há 12 dias dizia que era irresponsável falar em baixar os impostos. Na altura previa mais 0,1% de défice do que teve. Parece evidente que o que contou foram cálculos políticos quando as sondagens dão o PS em queda.”
errado. segundo a notícia do público
“O primeiro-ministro José Sócrates afirmou hoje em Bruxelas que é “leviano e irresponsável” falar em baixar os impostos, sem se conhecer ainda os dados da economia portuguesa do ano passado e os indicadores dos primeiros meses deste ano.”
portanto, foi o que ele fez: desceu o iva quando ficou a conhecer os valores do deficit.
não se fie nos posts do joão miranda que intelectualmente deixam muito a desejar…
JLS
O que eu digo é o seguinte: havendo previsão que uma baixa de 1% no IVA, vai provocar um buraco de 250 Milhões de euros, o governo vai “compensar” com outros impostos. É o princípio dos vasos comunicantes. E o ardil do vampiro das finanças, para nos continuar a sugar, pode passar por mexer nas parcelas a abater à colecta.
Olhe que não é um argumento estranho. Estranho é confiar nas intenções deste governo.
aqui fica o link para a citação anterior:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1322627&idCanal=12
Diz a legenda: Sócrates garante que não vai propor uma descida dos impostos no Orçamento de Estado de 2009. O a legenda é inventada ou a citação não chega. Diz também Sócrates, e isso está entre aspas: a descida dos impostos «só deve ser feita se estivermos seguros de que tudo aquilo que ganhámos nestes últimos anos não será posto em causa». Na altura, como disse, a previsão do governo era de mais 0,1% do que agora. Esse 0,1% garante que o que se ganhou não será posto em causa?
Com os dados que tinha, o governo dizia que era irresponsável falar em baixar impostos. Não disse esperemos uns dias e veremos. Disse que era “irresponsável” e “leviano”. Depois vieram as sondagens com a maior queda de sempre do governo.
Se o “homem” não baixa os impostos é malvado, se o “homem” baixa o IVA (que é um imposto!) é porque é eleitoralista… É difícil gerir esta “freguesia”…
a notícia era:
“O primeiro-ministro José Sócrates afirmou hoje em Bruxelas que é “leviano e irresponsável” falar em baixar os impostos, sem se conhecer ainda os dados da economia portuguesa do ano passado e os indicadores dos primeiros meses deste ano.”
Porque só leram o “leviano e irresponsável” e o resto da frase é não existente?
Somos todos zarolhos ou quê…???
“o dinheiro dos impostos é nosso e é gerido pelo Estado, através de quem nós elegemos” diz o Daniel.
Só a titulo de curiosidade, o Daniel que é profissional destas coisas, talvez pudesse averiguar quanto é o quantitativo do orçamento geral do Estado atribuido às Forças Armadas e quanto é destinado à Educação - haverá uma surpresa; só para podermos comparar e depois perguntar quem é que votou nisso.
Zenóbio, não descarto que isso possa realmente acontecer. Mas não deixa de ser um argumento estranho. Criticar a descida do IVA, porque vai diminuir as deduções de IRS. Sendo que, à partida, o IVA é um imposto plurifásico que acaba sempre por se repercutir no consumidor final. Tenho dúvidas que, feitas as contas, os contribuintes não acabem por poupar dinheiro. Se, só com a escalada do preço do petróleo, o imposto dos combustíveis, vai compensar essa “perda” para o Estado? Se vão aumentar impostos directamente? Essa é outra história. Faz bem em deixar o aviso. Mas o eventual aumento directo/legal de outros impostos já faz parte da futurologia. Não me parece que a descida do IVA - em si - possa ser criticável por causa de um evento futuro incerto desse género (aliás, penso que a rectificação ao orçamento que incluirá esta medida, poderá esclarecer-nos a todos melhor sobre as outras, eventuais, medidas que entrem em vigor em Julho) - critique-se nessa altura!
Ó Daniel francamnte 1
Você parece aqueles jornalistas dos telejornais que dizem que quando o IVA aumentou fez-se notar na bolsa dos portugueses ;
quando desceu nem por isso.
Não é obrigatório comentar tudo.
Quanto à sua sequência :
- sacrifícios
- campanha eleitoral
- sacrifícios de nova
tem duas previsões ambas por provar mas uma boa :
- assume que o PS vai voltar a ganhar.
Cumprimentos
Isto não passa de um truque. A descida de 21% para 20% será boa, se depois debaixo da mesa, o Governo não começar a passar produtos que eram taxados a 12% para 20%.
Gostava também de saber onde estão os 12% de poder de compra que perdi desde 2000…
Baixa o iva mas não os preços. Este 1% vai ser incorporado na margem de lucro, e bem, dizem alguns analistas.
E quando baixar o irs?! Vamos continuar a receber o mesmo e o diferencial vai para os ganhos do patrão?!?!?!
Se sócrates no próximo ano baixar o IVA para 19% votarei PS. Só se o Daniel integrar as listas do BE é que mudarei a minha intenção de voto.
Isto que eu estou a dizer está a dizer imensa gente: que os preços não baixam.
Claro que assumo. Havia de ganhar quem? Luís Filipe Menezes? Vai é perder a maioria absoluta. Espero.
Já respondi a isso, Manuela.
JLS
Um de nós está obnubilado!
Eu não critico que a descida do IVA, porque vai diminuir as deduções de IRS. Eu digo que isto é mais uma esperteza saloia do PM e do inefável Ministro do Fisco.
Aquilo que vão perder no IVA, vão recuperar nos impostos directos, e uma maneira de passar de fininho a ver se os “parolos” não reparam, é deixar as taxas na mesma, mas aldrabar nas deduções, forçando a que a mesma taxa incida sobre mais matéria colectável.
É maquiavélico, mas plausível para um governo que não gosta dos portugueses da classe média.
É pura e simplesmente odioso o modo como se usa este item dos impostos para tentar obter efeitos de animação das estatísticas governamentais. O Xatoo deve andar bêbado com a tirado dos 9 milhões e a conversa da produtividade, como se não soubéssemos há muito que o que nos lesa nesse ponto é a demência e incompetência das chefias intermédias e de topo ou quer agora contrariar os chefões das impresas portuguesas de maior sucesso intra e extra portas ao referir-se ao trabalhador português?
O País está a saque das máquinas cleptocráticas sôfregas e insaciáveis dos favorecidos pelos partidos no poder: o que se paga obscenamente em Portugal a nível de Directorias Gerais e outros Tachos DESMORALIZA PORTUGAL.
O que nos alegraria era que houvesse menos demagogia, menos campanha e menos lixo para debaixo do tapete.
Quanto ao IVA, é de rir. Mas valia não lhe mexer de todo e por muitos e bons anos, a ver se nos corrigimos e nos moralizamos. O BigBrother Sócrates é generoso com o MegaDinheiro e corajoso com quem nada pode, e cada vez menos, contra as suas hostilizações sectoriais, uma de cada vez.
Estará este Arrastado blogue demasiado aburguesado para falar do que dói a quem dói de direito? Daniel, as tuas piadas no Eixo do Mal andam muito mansas… Andam, andam. Que é feito do ácido nelas antigo?
PALAVROSSAVRVS REX
Zenóbio, sim, tem razão, os códigos fiscais são uma autêntica balbúrdia. Não será difícil fazer mudanças subtis (desde que o PSD-PP aprovou a alteração do art.º 13º da CRP, para incluir a não discriminação com base na orientação sexual, assim à socapa, praticamente sem se falar nisso, já acredito em tudo).
Aqui que ninguém nos ouve, com tantas deduções, tantos esquemazinhos, tantos nºs e tantas alíneas, quer no CIRS, quer no CIRC, quer no CIVA; todos cheios de remendos pluri-anuais (até os códigos procedimentais e processuais, que são bem recentes já estão cheios deles)… isto só lá vai com uma reforma a sério… Em que sentido.. isso já é uma questão política e de natureza económica, de que não me sinto tão à vontade para falar, mas é necessária. Menos mudanças/maior segurança jurídica. O “combate” à evasão não justifica tantas alterações.
Os impostos indirectos como é o caso do IVA são os impostos mais injustos,atinge todos tanto os que tem rendimentos muito baixos como aqueles que tem rendimentos muito altos.Quanto á redução do deficit é preciso que os sacrificios dos que menos podem não sejam agora esbanjados.A descida de 1% é desvalorizada,mas se fosse um aumento já teriamos a oposição aos berros.Dada a dúvida das repercussões da crise economica nos EUA nas economias europeias as descidas de impostos tem de ser feitas com muita prudencia.Há uma coisa que os portugueses sobretudo os de mais baixos rendimentos não perdoariam ao governo era que o equilibrio das contas públicas que tantos sacrificios trouxe aos portugueses fosse posto em causa pela campanha eleitoral.Em relação á questão levantada sobre a possibilidade da descida do IVA poder levar ao aumento do IRS,de momento ainda não podemos afirmar que isso esteja a acontecer.Contudo o IRS é um imposto progressivo e portanto muito menos injusto do que qualquer dos impostos indirectos.
Quando os impostos sobem é porque sobem, quando descem é porque desce. Já me cansei de tentar perceber as pessoas…
Ortega,
primeiro tens de ver de onde vem as criticas. Se quiseres esperar por uma opinião unica das pessoas terás de esperar por uma ditadura. No entanto terás que verificar os motivos de criticas tanto para o aumento como para a diminuição.
Na altura do aumento não fui totalmente contra. Não gostei do facilitismo de Socrates a não cumprir uma promessa eleitoral, e talvez não tenha sido a melhor solução (era uma e como tal não poderia ser contra). No entanto a descida é diferente e deve ser de analizado de forma diferente.
Ao descer ele está a dar indicações às pessoas que existe uma folga nas receitas. Logo todos nós poderemos ter opinião relativamente onde aplicar esta folga. Julgo que seria melhor baixar a divida, mas propostas como a do BE também é valida.
No entanto não constatar que este valor não será “sentido” pela maioria dos portugueses é não ver a realidade.
Julgo que esta decisão foi meramente eleitoralista e em nada beneficiará Portugal. Com estas decisões apenas nos atrasaremos mais relativamente ao resto do mundo.
IMPOSTOS
Quanto à noção dos impostos que foi discutido, para mim é claro: os impostos são NOSSOS! A gestão é feita pelo governo e aprovada pelo parlamento. Podem dizer que são do Estado, mas nós somos o Estado, esta não é uma entidade externa a nós próprios. Essa visão de que o Estado é algo externo a nós explica tantas fugas aos impostos que existem, quando na verdade quando alguém foge aos impostos pura e simplesmente está a roubar o vizinho ou o amigo!
“Diz a legenda: Sócrates garante que não vai propor uma descida dos impostos no Orçamento de Estado de 2009. O a legenda é inventada ou a citação não chega.”
se ler o resto da notícia percebe perfeitamente que a legenda não coincide com o conteúdo daquela. mas você, que pertence a essa raça que são os jornalistas, saberá dizer se a legenda é inventada ou não.
para mim, é claramente inventada. tudo para vender jornais, já que os livrinhos e os dvd’s não chegam.
Não quero ofender ninguem mas por vezes compreendo que o nosso grande problema é consequencia dos maus resultados a matemática.Façam contas quando falarem em impostos,deficit,orçamento geral do estado,balança comercial,pacto de estabilidade e crescimento.Leiam os números para não serem enganados pelos politicos que estão no poder ou na oposição.
Por acaso já li bastantes, Patricia. Por acaso alguém imagina quanto é que é os orçamentos para os gabinestes dos ministros e secretários de estado?