A Administração Fiscal está a planear entregar em 2008 à banca e outras instituições financeiras (e também a juntas de freguesia e câmaras municipais) boa parte dos serviços de cobrança de impostos, através de “novos protocolos”.


Sem respostas ao post “E passamos a eleger os conselhos de administração dos bancos?”  

  1. 1 1  josé Manuel Faria

    Qualquer dia entrega-se à banca a governação do país com os lucros que estes têm a crise desapareceria num instante.

  2. 2 2  Jam

    “A cobrança”.

    Não têm poder para mais nada. Como é evidente.

    É perfeitamente legítimo.

  3. 3 3  Luis Moreira

    É uma ideia anti-burocracia!A massa fica logo lá!Escusa de andar aí ás votas a fazer de conta quando todos já sabemos onde aterra!

  4. 4 4  António de Almeida

    -E a pequena iniciativa privada? Fica de fora? Sugiro o cobrador do fraque!

  5. 5 5  Jo

    Sinal dos tempos. Era aproximadamente assim que acontecia na França absolutista antes da Revolução Francesa: a cobrança de impostos ficava a cargo de burgueses ricos, que adiantavam uma parte das verbas ao rei, ou seja, ao Estado. E ficavam a lucrar.
    Mmmm… estará na altura de olear de novo as guilhotinas?

  6. 6 6  José Luiz Sarmento

    A isto chama-se feudalização do regime.

  7. 7 7  ezequiel

    sim.

    e são eleitos para todo o sempre, como o huguinho pretende.

    poderás receber os parabéns, via email, do teu eleito vitalício…uma vida inteirinha de democracia militante!! Yummmieeee!

    ps.Daniel, a bicicleta chinesa já está a caminho. :)

  8. 8 8  Toino

    Não sei qual é o espanto, criámos esta sociedade, agora aguentem-se, já sei que fui só eu, os outros estão isentos de culpa.

  9. 9 9  Pedro Sá

    Que exagero. O que interessa é o dinheiro entrar e a cobrança ser mais eficiente.

  10. 10 10  carlos pinto

    Este artigo do “Diário de Notícias”, tratando as juntas de freguesia e câmaras municipais como “privados”, é bem revelador do grau de má-fé ou ignorância que afecta aquele jornal. E depois se uma parte dos impostos são receita própria das autarquias locais(IMI, IMT, derrama), porque razão não hão-de ser essas entidades a proceder à respectiva cobrança, aliviando os serviços de finanças, ao mesmo tempo que acelera e agiliza a arrecadação das receitas do poder local ?

  11. 11 11  José Luiz Sarmento

    Quanto a essa história de começar a olear as guilhotinas, confio mais nos sans-cullotes franceses do que nos portugueses.
    Os nossos são mais atreitos a correr atrás dum qualquer Senhor Dom Miguel.

  12. 12 12  José Luiz Sarmento

    Caro Pedro Sá:
    Não é exagero. A eficiência nunca é o que interessa.

  13. 13 13  Jam

    José Luiz Sarmento, o que é que receia, exactamente, que se vá perder?

    Note que é apenas a fase de cobrança que está em causa… Está com receio que eles metam dinheiro ao bolso? Mas a determinação do valor do imposto não depende deles… Explique lá, neste caso, na mera cobrança, o que é que se vai estar a perder de tão interessante.

  14. 14 14  José Luiz Sarmento

    O que se perde - e não é um receio, é uma certeza - é o valor simbólico que resulta da relação directa entre o cidadão e o Estado. Uma coisa é ir à sala do trono e falar cara a cara com o Califa, outra muito diferente é ter apenas acesso ao escravo do secretário do Vizir.

    Claro que o Vizir pode ser honesto e não ficar com coisa alguma a que não tenha direito. Não é isso que está em causa. O que está em causa é que entre o Estado e o cidadão se interpõe uma instância não eleita e não responsável, e que é essa instância que assume a face do poder.

    O que é que eu perco se entregar o tributo ao barão para ele depois o entregar fielmente ao rei? Não perco nada, se estivermos a falar só de dinheiro. Perco muitíssimo em termos de símbolos e de representação, que são a própria substância de que se faz o poder.

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