No Banco Privado Português não há uma questão de natureza sistémica, dado o peso pouco significativo de depositantes que tem. Teixeira dos Santos, 24 de Novembro de 2008

Em virtude dos riscos de contágio que aquela situação potencialmente comporta, foi possível obter a concordância de outras instituições de crédito para prestar apoio financeiro ao Banco Privado Português e que, para viabilizar esse apoio, foi concedida uma garantia do Estado, com contragarantia de activos da instituição. Comunicado do Banco de Portugal, para justificar o plano do BDP e do Governo para financiar o BPP, 2 de Dezembro de 2008.

Das duas uma. Ou o ministro das Finanças pronuncia-se publicamente sobre a situação dos bancos sem saber o que está a dizer – o que é grave e abona pouco a favor da sua credibilidade, principalmente em tempos de crise e incerteza – , ou sabia o que estava a dizer e nada explica a racionalidade económica da reviravolta que hoje teve lugar. Mas há razões que a racionalidade económica desconhece. A começar pela necessidade de, como diz Vital Moreira, proteger a “fortuna de tantas figuras gradas e de tantas respeitáveis instituições”.


16 respostas ao post “Cambalhota”  

  1. 1 1  Francisco

    Gostei de ver o Pedro Sales a concordar com o Vital Moreira.

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  2. 2 2  Luis Moreira

    Isto não é uma cambalhota.Isto é um assalto! Como é possível que a CGD ande a pedir dinheiro lá fora para fortalecer a liquidez da economia e agora a aplique para salvar as fortunas de meia dúzia de milionários que se dedicam á especulação bolsista? É o fim.Já se perdeu a vergonha! PS,SA!!!

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  3. 3 3  xatoo

    isto tem um remédio, um género de “solução tailandesa”!
    se arranjarmos 20 ou 30 mil voluntários (ou mais) bloqueamos os aeroportos de Lisboa e Porto e não saimos de lá sem que a famiglia ps-psd (este PR incluido) sejam destituidos e suspensos por n anos por um tribunal especial e se abra um processo democrático para escolha de novos governantes
    .

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  4. 4 4  SOU TEU

    OPS…ONDE POSSO COMPRAR O “magalhães”????
    Já me restam poucos dias para descontar no I.R.S!!!!

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  5. 5 5  contracena

    Eu diria mais: “As paredes do estômago destes senhores são de aço”.

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  6. 6 6  LAM

    Luis Moreira,

    Concordo em absoluto com o que diz.
    Peço desculpa pelo termo, mas este assunto mete-me nojo.
    Já não há sequer uma preocupação mínima em criar justificações “políticas” ou de “interesse nacional”.
    Dos argumentos encarregou-se um qualquer boy que atira com o que lhe vem à cabeça. Mais disparate ou menos disparate o objectivo é manter o regime, e esse está garantido: nem o mentor, o PS, nem os também directamente interessados PSD e CDS moverão uma palha para contestar tais argumentos. O que quer dizer que o roubo foi legalizado.

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  7. 7 7  João

    Mas acham que o título de pior ministro das finanças da UE se ganha sem esforço??

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  8. 8 8  Luis Moreira

    Depois disto é o Estado de Direito que está em causa.É a ética política que está a ser vandalizada por quem deveria ser o primeiro interessado em a manter.Depois disto está aberto o caminho para a prepotência e para a ditadura de uma maioria que é conjuntural e que não pode utilizar o dinheiro dos contribuintes para salvar operações de bolsa especulativas!

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  9. 9 9  spartakus

    Um pouco de tudo? Uma coisa é certa e já a disse faz tempo: a festa ainda nem começou.

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  10. 10 10  Francisco

    in DN,hoje:

    “O plano para salvar o Banco Privado Português (BPP) foi divulgado ontem: seis bancos injectam 450 milhões de euros para que a gestora de fortunas possa pagar as dívidas que estão a vencer; essa liquidez é disponibilizada tendo como suporte a garantia do Estado, que tem como contra-garantias activos patrimoniais no valor de 672 milhões.

    O comunicado do Banco de Portugal (BdP) não identifica que tipo de activos servem de garantias e as Finanças não esclareceram esta questão. No entanto, os 672 milhões dizem respeito a uma avaliação de activos aos preços actuais. Isto é, não têm subjacente uma recuperação do valor dos investimentos financeiros, por exemplo, que dão ao BPP participações no BCP, Mota-Engil ou Brisa.”

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  11. 11 11  António S. Tomé

    Indignação e revolta foi o que em primeiro lugar senti quando soube que o Governo tinha decidido salvar o BPP.
    Por que raio é que o Estado dá cobertura a um banco de e para ricos que foi a jogo e perdeu?
    Não me lembro do Balsemão, etc. ter dividido connosco aquilo que ganhou quando o BPP dava dinheiro…
    Comigo de certeza que não dividiu nada!
    Mas agora receio bem ser obrigado a dar-lhe algo do que é meu. E não sei porquê!
    Temos que nos entender sobre o mercado. Não podemos aceitar que nos digam que ele é bom quando propicia lucros chorudos e mau quando faz perder muito dinheiro a uns quantos ricalhaços. Isso é totalmente inadmissível.
    Querem mercado? Então deixem-no funcionar em toda a sua plenitude e quem tem unhas é que toca guitarra. Talvez assim, meus caros, fosse possível mexer na sociedade tal como a conhecemos, tornando-a mais justa e mais democrática.

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  12. 12 12  rosa maria

    Não percebo porque raio de razão, não são os accionistas a “acompanhar” o esforço do Estado para garantir o respeito pelos comporomissos assumidos junto da JPMorgan!
    Mas se o devedor é o BPP, porque não se responsabilizam também os ricaços que lhe entregaram as fortunas, e agora temos de ser nós a pagar o que eles não querem pagar, e que pediram emprestado????
    O Governo não terá explicação para isto. Nem se preocupa já em explicar.
    A continuar assim, estará à espera que o povo se farte, e faça como so tailandeses: invada os principais aeroportos do País, para os destituír, por abuso dos deveres que o povo lhe confiou????

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  13. 13 13  h - V&P

    Com a liberdade de quem defende que o Governo apenas tem dois bons Ministros – Finanças e Educação – entendo que “salvar” o BPP é uma obscenidade. Inaceitável! Aliás… ler isto, faz-me pensar que teria razão Miguel Cadilhe quando acusou o Governo de precipitação!

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  14. 14 14  LAM

    As empresas em Portugal sempre foram subsidiadas pelo estado. E quanto maiores são maior o número do subsídio. A livre concorrência, o empreendedorismo privado e o “risco” do investimento são patuá para justificar de seguida qualquer benesse do governo em funções. E são muitos os casos em que isso acontece, desde o presente caso dos bancos com a fina flor da “iniciativa privada”, até às telecomunicações do Engº Belmiro com leis feitas à medida e que, mesmo assim, não consegue fazer a empresa sair da cepa torta há mais de dez anos, nos transportes, passando obviamente pela fiel clientela da construção civil com as Somagues, Motas Engil, Soares da Costa e quejandas.
    O apregoado e publicitado arrojo empreendedor só existe em Portugal quando almofadado na segurança ou em leis feitas à medida.
    Passando agora este susto vão voltar à arrogância de quem, aparentemente, vive independente do estado, não precisa dos seus favores e, antes pelo contrário, quer “menos estado”. Deixem-me rir.

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  15. 15 15  Ibn Erriq

    Fazer estas coisas já é mau, fazê-las sem vergonha é o pior que se podia imaginar.

    Começo a perguntar-me se o BPP, que não cria riqueza para o país, pode ser apoiado então qualquer empresas que crie riqueza para Portugal terá que o ser.

    A não ser que se esteja a patrocinar os amigos com o dinheiro dos impostos de forma descarada.

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  16. 16 16  Manuel Leão

    É por isso que ele ficou em último lugar, entre os ministros das finanças europeus.

    Por favor, não façam o “ranking” dos ministros da economia. Para vergonha, já basta assim.

    Estes é que deveriam ter sido avaliados há mais tempo. Tinham evitado esta humilhação.

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