Há menos de um semana não havia nenhum banco disposto a adquirir ou financiar o Banco Privado Português. O que faz, então, que seis bancos apareçam agora dispostos a “entrar” com 600 milhões de euros para salvar o BPP? O dinheiro que o Estado oferece como garantia. Se a coisa correr mal, seremos todos nós a pagar pelo prejuízo bolsista de meia dúzia de altos investidores.

O Banco Privado não é bem um banco. Não tem operações de retalho. Tem pouco mais de 3 mil clientes. Ninguém lhe conhece um balcão. É uma instituição financeira especializada em aplicações financeiras de alto risco. Quando o mercado sobe, distribui generosos dividendos. Quando encontra uma crise financeira, que nem precisa ser como a actual, desce mais depressa que um avião sem motor. Se os accionistas não acreditaram nos activos do seu banco, e não aumentaram o capital para o salvar, porque razão foi o Governo aceitar esses “activos” como garantia? Qual é o sentido de colocar o dinheiro dos contribuintes a assumir o risco dos investimentos bolsistas de meia dúzia clientes de um banco gestor de fortunas?

O Banco Privado não é o BPN. Não tem um grupo económico com milhares de trabalhadores, não tem centenas de balcões e 300 mil clientes. Não há o agora famoso risco sistémico, como o ministro das finanças reconhece. Dificilmente se imaginaria uma corrida aos balcões pela falência de um banco com a espantosa quota de 0,2% do mercado e do qual ninguém conhecia o nome há uma semana atrás. O BPP não é um banco. É um porta moedas. Com dinheiro de gente muito rica e influente, é certo, mas pouco mais que um porta-moedas. A mensagem que o governo transmite é clara. Aconteça o que acontecer, e por mais irrelevante que o banco seja, aí estará o dinheiro público para o suportar. Podem continuar à vontade que esta crise não oferece nenhuma moral da história. As práticas de gestão bancária estão correctas. Quando corre bem, distribuem dividendos, quando corre mal os contribuintes pagam.

Vale a pena lembrar os motivos invocados por José Sócrates para a concessão das garantias públicas aos bancos: “O que nós fizemos não foi para ajudar os bancos, foi assegurar que existe dinheiro nos bancos para servir a nossa economia e as famílias”. Isso é tudo muito bonito, mas o BPP não fornece crédito a particulares nem a empresas. Se o banco não representa risco sistémico e não foi para ajudar a economia, resta saber por que razão o Governo avança com um garantia pública para salvar um banco no qual os próprios accionistas não quiseram apostar. Ninguém saberá, mas fica sempre a dúvida se não terá sido para garantir o apoio da poderosa e influente rede de clientes do BPP. Ainda duvida?


28 respostas ao post “Foi você que pediu para financiar o prejuízo dos outros na bolsa?”  

  1. 1 1  LAM

    Peço desculpa. Não compreendi a última frase:
    “Ninguém saberá, mas fica sempre a dúvida se não terá sido para garantir o apoio da poderosa e influente rede de clientes do BPN”.
    Queria dizer BPN ou BPP?

  2. 2 2  Pedro Sales

    Lam,

    Obrigado pela atenção. Era o BPP, claro.

  3. 3 3  fado alexandrino

    Há aqui uns detalhes que me escapam.

    Segundo Marcelo Rebello de Sousa o BPP pode ser dividido em três sectores, o primeiro um banco quase igual aos outros com três mil clientes, o segundo um gestor de fortunas e o terceiro um banco que investe em empresas arrastando nesse investimento os seus clientes.

    Para Marcelo o Estado e os outros bancos apenas vão recuperar a parte de clientes ditos normais e deixar se necessário cair as outras duas funções.
    Para o senhor parece não existir esta divisão e o estado vai apoiar o banco e os seus investimentos bem como as fortunas que ele geria.

    Quem é que tem razão?

  4. 4 4  Pedro Sales

    fado,

    Um banco “quase igual aos outros” com três mil clientes não existe e, a existir, acaba em três tempos.

    O plano para salvar o BPP está muito mal contado. Em todo o caso pouco me interessa. O que sei é que os accionistas recusaram aumentar o capital do banco e que nenhum banco privado aceitou avançar com dinheiro até o Estado garantir o retorno do investimento em caso de falência do BPP. Diga lá. Isso não o deixa desconfiado sobre o valor dos activos do banco(que são acções do BCP, Mota Engil, Brisa, Cimpor)?

    E porquê este plano, quando o governo reconhece que ele não tem impacto sistémico e não há o risco de corrida aos balcões? Mais a mais quando não financia a actividade económica, principal motivo invocado pelo Governo para garantir os recursos públicos para financiar a banca. Este caso não tem nada a ver com o BPN, um banco com clientes e impacto na economia. Isto está muito, mas mesmo muito, mal contado. Com o incoveniente de ser o nosso dinheiro que está a garantir que o risco assumido por outros - que nunca entregaram o dinheiro ao Estado quando tinham lucros chorudos - não sai defraudado.

  5. 5 5  José Costa

    O que é certo é que estes gajos do capital caem sempre de pé.

    “O mercado deu um estouro? Pois bem, vamos então mamar na teta gorda do estado.”

    Às vezes, ao ver esta bandalheira, certos lampejos desta escumalha a apanhar um tiro na nuca quase conseguem sobrepôr-se ao amor pela democracia e pela liberdade….

  6. 6 6  fado alexandrino

    O plano para salvar o BPP está muito mal contado. Em todo o caso pouco me interessa.
    O senhor vai-me perdoar mas este tipo de raciocínio é de gaiatos.
    Este blog é por mim considerado um blog político.
    Há uma imensidade de blogs aos quais não me dou o trabalho nem a paciência de me deslocar porque não têm nada que possam aumentar os meus conhecimentos ou facilitar a análise dos factos políticos.
    Todos têm claro o seu valor para os próprios e para quem gostar de divertimento.
    Eu para me divertir procuro outras coisas.

    Posto isto, e volta a pedir-lhe desculpa este blog perdeu imenso da sua qualidade quando de uma ditadura de um passou a um triunvirato.
    A soma nada acrescentou a não ser a irreverência da juventude que se diverte a atirar uma pedrada a um vidro e ri toda contente do barulho que aquilo faz.

    O senhor não sabe o que se passa no BPP, nem aliás quer saber, mas escreve sobre o mesmo assunto.
    É o Carlos Queiroz da blogsfera.
    Parabéns.

  7. 7 7  Bolota

    “ BPP pode ser dividido em três sectores “

    Fadão,

    Hã?? E a vertente Efisa?? Aqui, a predominância são de figuras tão distintas como: Augusto Mateus, José Lamego ou Oliveira Martins, insuspeitos e destacadíssimas elementos socialistas, o ultimo Presidente do Tribunal de Contas.
    Será que a teoria do clã Cavaco, fica assim menos escavacada???

    http://sic.aeiou.pt/online/noticias/dinheiro/Efisa+pode+ter+violado+regras+de+gestao+e+leis+gerais.htm

    Numa coisa Francisco Louça está carregado de razão. Como a situação se nos apresenta, todos os bancos sem excepção deviam ser imediatamente fiscalizados e as suas contas auditadas.

    “ Quem é que tem razão? “
    Nã sê. Uma coisa é certa, o PGR por motivos de doença já não vai ao parlamento.
    Cá p´raeu que sou meio trongo, as diarreias vão ser tantas…

  8. 8 8  Pedro Sales

    Fado,

    Apresentei argumentos contra a intervenção do Estado. Se não os considera válidos, tudo bem. Mas não é necessário desconversar ou descontextualizar. Ninguém conhece ainda os detalhes e pormenores do plano para salvar o banco. Ninguém. Foi isso que quis dizer e parece-me perceptível. Nem Marcelo Rebelo de Sousa, em cujas declarações se suporta, e que é o mesmo que há pouco mais de um mês criticava Louçã por ter posto em causa os 200 milhões que a CGD colocou na BPN e, duas semanas depois, emendava a mão dizendo que não tinha conhecimento do estado em que se encontrava o BPN. Como argumento de autoridade vale pouco.
    Mas, volto a dizer, não é preciso conhecer os pormenores detalhados do plano para o rejeitar liminarmente. A questão reside na natureza do envolvimento do Estado. Não tem sentido apoiar uma instituição que gere aplicações financeiras de alto risco, assumindo os contribuintes os riscos da actividade bolsista. Uma instituição que, vale a pena lembrar, os seus accionistas não quiseram recuperar através de um aumento de capital e que nenhum banco quis financiar até saber que existiria uma garantia pública. Esta solução é inaceitável, quando o próprio ministro das finanças reconhece que o BPP não tem impacto no sistema nem financia a economia. Esta intervenção deixa passar uma péssima mensagem. Façam o que fizerem os seus gestores, por mais irrelevante que seja, todo e qualquer banco terá sempre o dinheiro público a suportá-lo.

    Você acha que este raciocínio é próprio de gaiatos, tudo bem, mas convém reparar que ainda não o ouvi contestar nenhuma das afirmações.

  9. 9 9  cobardolas

    Este fado julga mesmo que tem o rei na barriga. Que tipo mais insuportavelmente arrogante.

  10. 10 10  j

    É caso para dizer que o que o governo espera com a salvação do bpp são mais primeiras páginas agradáveis do expresso e a ajuda da sic.
    agora ja percebo porque certas pessoas têm certas opiniões tão aguerridas em defesa do governo no expresso.
    percebe-se melhor as posições do expresso em defesa de uma ministra atrapalhada e tantas outras coisas mais….
    passa tudo a ser mais claro…
    se eu tivesse 6% no bpp também dizia bem de quem me desse a mão…
    haja vergonha.
    ao que chegámos…
    este brincadeira vai custar umas centenas de euros por português, mas está tudo bem…
    uma verdadeira pescadinha de rabo na boca…

  11. 11 11  David Fernandes

    É aterrador usar o dinheiro dos contribuintes para coisas destas: a aposta correu mal? Que se f***m.

    Depois gostaria que alguém me explicasse como é que o presidente deste banco (não, não é o Antunes da mercearia aqui da rua), sabendo que da garantia do estado pouco mais teria direito do que a 20 milhões (!?!), tenha tido o desplante de pedir 700 milhões.

    Chamem-me demagogo mas andam a brincar connosco.

  12. 12 12  João Sebastião

    Veja-se a quem pertence e que quem tem assento nos orgãos de decisão deste banco e não são necessários quaisquer comentários adicionais…
    O PS não deve ter deixado cair o BPN porque também deve estar suficientemente ‘emerdado’ no assunto…
    Esperemos que alguém esteja a controlar a CGD…

  13. 13 13  Bolota

    SOCIALISTAS NO BANCO EFISA

    http://www.correiodamanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181&contentid=D5DA3B46-BABD-43C8-9EAD-82A8BE48E7F3

    ele há coisas…nem de propósito??? Será que anda a espreitar o arrastão???

  14. 14 14  fado alexandrino

    Este fado julga mesmo que tem o rei na barriga. Que tipo mais insuportavelmente arrogante.

    É com tristeza que leio a opinião que tem de mim que não podia estar mais em desacordo com aquilo que julgo ser.
    Acontece apenas que sei distinguir entre desejos e realidades ou factos e suposições.

    Neste caso e de acordo com aquilo que é a prática de todos os governos em Portugal nada se sabe e portanto as pessoas (que não eu) aplicam-se partindo do zero a construir infinitas suposições.
    É um exercício como outro qualquer.

    O futuro dirá se têm ou não razão incluindo aquele senhor que quer dar um tiro na cabeça de todos os capitalistas, banqueiros e gente endinheirada e que o senhor não considera “penso eu de que” nada arrogante.

  15. 15 15  Pedro Sales

    Fado Alexandrino,

    Já se sabe muita coisa, a começar pelo principal. É o Estado que, assumindo os activos do banco como válidos, que avaliza o investimentos dos 6 bancos que, antes dessa garantia pública, nunca quiseram colocar um cêntimo no BPP.

    E já se sabe que, ao contrário do que dizia o primeiro-ministro há menos de um mês, o dinheiro público não está a ser arriscado para financiar a economia mas sim para proteger um banco que gere fortunas pessoais em aplicações financeiras de alto risco. Mas isto sou eu, claro, que ando aqui a “atirar pedras” armado em “gaiato”.

    Olhe, pelo que vejo, até o Vital Moreira anda armado em gaiato. Quem sabe o Fado Alexandrino, do alto da sua sapiência, ainda lhe explica umas coisas.

  16. 16 16  Maria

    Nesta coisa de negócios, o que conta são os euros que se ganham e os amigos que se fazem.
    Neste contou o mesmo e para além de tudo o mais, pode ter apenas 3000 clientes mas são todos amigos ou primos uns dos outros, logo é natural que se ajudem.Basta recordar da pressa com que entrou o Balsemão e percebe-se logo
    o porquê das alianças.

  17. 17 17  D.Liberal

    É curioso ler que o “ninguém lhe conhece” um balcão, especialmente quando por lei todos os bancos têm de ter um balcão, nem que seja no local da sede social como é o caso. Alias o Bpp têm 2 pelo menos um em Lisboa e outro no Porto. Mas enfim pormenores que não impedem decerto que se desenrolem aqui os sofismas habituais…

    PS- o post da capa do expresso está optimo! Apoiado.

  18. 18 18  José Costa

    “O futuro dirá se têm ou não razão incluindo aquele senhor que quer dar um tiro na cabeça de todos os capitalistas, banqueiros e gente endinheirada e que o senhor não considera “penso eu de que” nada arrogante.”

    LOL! Essa foi boa, há que admiti-lo.

  19. 19 19  Sérgio

    Há países em que por muito menos que isto o povo saia à rua.

    Mas não neste país de bandalhos.

    “Estamos a ser roubados!”
    “Eles querem é tacho, muda para a novela/bola/reality show…”

  20. 20 20  cobardolas

    Não fado, o que você não sabe distinguir é opiniões pertinentes de verdades absolutas, a não ser que as opiniões pertinentes saiam da sua cabeça… mas isso já toda a gente que aqui posta percebeu há muito tempo.

  21. 21 21  Pedro Sales

    D.Liberal,

    Tem dois balcões de “private banking”. Exceptuando os 3 mil clientes e mais uma meia dúzia de pessoas ninguém os conhece nem sabe onde ficam.

  22. 22 22  D.Liberal

    Caro Sr. Pedro Sales,

    É conveniente referir que não existem”balcões de private banking”. Primeiramente porque um balcão é um local aonde se aceitam depósitos nas contas de uma insituição, em segundo lugar porque sendo um local público aonde se aceitam depósitos ou se podem sacar valores sobre essa instituição a sua existência é pública e registada no Banco de Portugal. No caso do BPP é consultar o sitio do Banco de Portugal…

    Julgo estar enganado mas com raciocínios de tipo: «o banco dos ricos» ou então os «balcões misteriosos» o que se pretende é mitificar uma questão bem evidente, a má gestão do BPP levou a que o Banco ficasse na eminência de não satisfazer os seus compromissos futuros.

    Já agora convém enunciar ainda que o empréstimo realizado por 6 bancos ao BPP e garantido pelo estado não implica qualquer encargo para o estado, pois a garantia aplica-se aos montantes em que esses 6 bancos pediram emprestado, e que será pago pelo estado se esses 6 bancos não cumprirem com as suas obrigações, ou seja se a CGD o BES etc… não pagarem o dinheiro que pediram emprestado, o que é diferente do BPP.

    Se o BPP estoirar e o dinheiro ficar na massa falida de um eventual BPP o prejuizo é para os 6 bancos e não para o estado.

  23. 23 23  Pedro Sales

    D. Liberal,

    Não. O Estado funciona como avalizador do investimento dos seis bancos que financiam os 450 milhões de euros, ficando com os activos do BPP como garantia do risco assumido. Se as coisas correrem mal, o Estado paga aos seis bancos em troca dos activos do BPP.

    É só ler o comunicado do Banco de Portugal: “A garantia prestada pelo Estado tem como contragarantia o penhor de activos do balanço do BPP no montante de cerca de 672 milhões de euros”. http://www.bportugal.pt/bank/com/com_011208_p.htm

    A palavra chave aqui é o “balanço”. Os activos do BPP, que são essencialmente acções, valiam 672 no último balanço. Só que, depois do último balanço, os mercados financeiros caíram cerca de 40%. só por milagre é que os activos do banco ainda valem 673 milhões, o que ajuda a perceber porque é que nenhum banco quis aceitar esses activos como válidos e não aceitou financiar o BPP antes do Governo assumir o risco.

    Não é nenhum preconceito contra os ricos. É perceber que o BPP é irrelevante para o mercado financeiro, nem financia o crédito das famílias e das empresas. É um banco que gere fortunas em aplciações financeiras de alto risco. Não houve má gestão. É a natureza do negócio que não foi feita para tempos de crise bolsista. Quando as acções subiam distribuir lucrativos dividendos aos accionistas, quando caiu os contribuintes suportam o plano para salvar o banco. Não há nenhuma razão que justifique esta intervenção.

  24. 24 24  Bolota

    “ Se o BPP estoirar e o dinheiro ficar na massa falida de um eventual BPP o prejuízo é para os 6 bancos e não para o estado. “

    D. Liberal,

    Então é isso… e se os 6 bancos entrarem em processo de falência porque arcaram com os prejuízos do estoiro do BPP???

    Quer a minha opinião, que percebo tanto disto como de um lagar d´azeite?? É como diz o Louça, só entra no negócio quem apresentar as contas certinhas e direitinha.

    Se o Bolota para entrar num concurso qualquer para vender uns quantos assobios/apitos/gaitas ao estado tem de ter tudoooooooooooooooooooooooooooo até dinheiro, como é que estes pilhos, compram bancos falidos, estando também eles falidos…estendendo a mão ao estado???

    Acho que meti agua…mas vamos ver o que acha o Liberal, como liberal que é.

    Imagem de Portugal??? Uns quantos hectares, uma cerca de rede fina e um bom par de fardos de palha para as primeiras impressões, depois comiam do que semeassem. Era a solução para albergar esta cambada de PARASITAS.

  25. 25 25  D.Liberal

    Caro Pedro Sales,

    Têm razão no que escreve e agradeço-lhe o link para o comentário. No entanto mesmo assim oferece-se dizer que o “balanço” como refere é superior em aproximadamente 200 milhões de euros à garantia e que este valor é calculado ao preço de ontem e não de há 3 ou 6 meses atrás, permitindo desvalorizações à contragarantia.
    Fica a nota.

  26. 26 26  Luís Ferreira

    Esta é a prova que quem manda em Portugal são os detentores das grandes fortunas muitas vezes nem sabemos como são adquiridas, por isso, o governo do Partido antisocialista veio logo salvar o BPP e quem é que poderá ficar a perder, os contribuintes.
    Quem são os contribuintes ? Sobretudo os trabalhadores e os pequenos empresários.
    http://www.osdozerapazes.page.vu

    Luís Ferreira

  1. 1 Bancos Online » Blog Archive » Foi você que pediu para financiar o prejuízo dos outros na bolsa?
  2. 2 Do Arrastão: Foi você que pediu para financiar o prejuízo dos outros na bolsa? « Livresco’s Weblog

Leave a Reply