«Conveniente seria que a Direcção da Polícia de Segurança Pública emitisse instruções para regular os procedimentos de colheita de informação policial para efeitos de assegurar a ordem e tranquilidade no exercício desse direito [de manifestação], de modo a prevenir situações sensíveis.» Relatório do IGAI sobre acontecimentos na Covilhã

A “colheita de informação policial” para quê? O que precisam de saber é a data, a hora e o local. Isso é dito ao governo civil. Querem também saber as palavras de ordem?


Sem respostas ao post “Já que houve abuso, vamos regular o abuso”  

  1. 1 1  Rui Baptista

    Eu penso que a regulação de procedimentos pretende prevenir situações como a da Covilhã, pelo que diz o inspector-geral:

    2.4 – Por outro lado, entendo que, sempre que as forças de segurança careçam de dados para adoptar as medidas preventivas necessárias à salvaguarda do exercício legítimo do direito de manifestação, a que alude o artigo 7.º da referida Lei de Liberdade de Reunião e de Manifestação, devem solicitá-los, directamente, à autoridade administrativa competente para a recepção do aviso prévio da manifestação (cf. o artigo 2.º n.º 1 do citado diploma), que não aos promotores da manifestação.

    O relatório foi bastante mais rápido que eu esperava e até me parece equilibrado. Gostava de o confrontar com a opinião do sindicato, tens alguma fonte?

  2. 2 2  Defski

    Tão equilibrado como o programa sobre Fátima na RTP , o da menina do Vaticano…
    + 10 inscrições na JCP hoje, força Sócrates.
    A Covilhã não esquece.

  3. 3 3  Saloio

    Estimado Daniel: o seu amigo e nosso primeiro José, faz o velho corar de vergonha na sua tumba nortenha.

    A ida ao sindicato é, simplesmente, democraticamente inqualificável, e olhe que eu não sou esquerdalho, nem gosto de sindicalistas profissionais.

    Este episódio vergonhoso para a nossa democracia, faz-me lembrar aquele poema do Brest, que é mais ou menos assim: primeiro vieram buscar um católico, mas eu não me importei porque não era católico - depois vieram buscar um…

    Digo eu…

  4. 4 4  Lino José

    Mas você ainda anda às voltas com essa história da Covilhã ?

    Isso é tudo um fait-divers que não interessa um chavo. É um pretexto para os tipos da Fenprof se vitimizarem e pouco mais.

    Como se alguém acreditasse que este 1º ministro, ou outro qualquer, fosse perder tempo com as manifs que eles organizam ou deixam de organizar.

    Eu só gostava que alguém me explicasse uma coisa que eu estou farto de ouvir da boca desses sindicalistas da treta, da Fenprof, e que é : “A Ministra ofende os professores !”.

    Eu já ouvi a ministra da educação umas dezenas de vezes, e nunca, em momento algum, ouvi da boca dela uma palavra que fosse que ofendesse os professores ou quem quer que seja.

    O que eu ouvi, ao longo destes 34 anos, foi os fulanos da Fenprof, repetidamente, e com todos os ministros (!) exigirem a sua demissão, facto que, aliás, acabava sempre por se verificar.

    Ou seja, quem efectivamente mandava nas politicas educativas deste país, eram os tipos da Fenprof.

    Isso acabou ! E nunca deveria ter existido !

    Quem manda, quem toma decisões é o ministro da educação, legitimamente mandadato para isso pelos portugueses, não é uma qualquer Fenprof deste mundo !

    E o ministro, neste caso a ministra, não tem de estar obrigatóriamente de acordo com as exigências da Fenprof, só porque a Fenprof organiza esperas ruidosas e passa a vida a organizar manifs à porta do ministério.

  5. 5 5  samuel

    “Eu já ouvi a ministra da educação umas dezenas de vezes, e nunca, em momento algum, ouvi da boca dela uma palavra que fosse que ofendesse os professores ou quem quer que seja.” (Lino José)

    Pois é Lino José!
    O seu problema, decididamente, não é político…
    Você está é surdo, amigo! :)

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