Por Daniel Oliveira

José Sócrates anunciou o aumento para 400 euros do complemento solidário para idosos, a criação do subsídio social de maternidade e um aumento de 20 por cento no abono de famílias das famílias monoparentais. Isto um dia depois da remodelação. Ou seja, o calendário das medidas sociais deste governo é decidido em função da gestão da imagem do próprio governo. Não havia dinheiro. De repente já há.
Sem comentários 31 Jan 08 em Governo



Não que
de repente,
parece, estamos
em tempo de pré-eleições.
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É verdade sim senhor. Estas medidas foram verdadeiramente gestão de imagem. Mesmo assim ainda estão muito longe de alguns blocos partidários populistas, permanentemente em gestão de imagem.
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Digno de apreciação foi o colorido e suado rosto do Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social que foi surpreendido no seu ditirambo governativo. Ficou a saber, à última da hora, que tinha um TPC para fazer. Ele sabia das contas, dizia, mas o exigido pelo Engenheiro não inscrito na Ordem, é para de imediato realizar e com rigor. O ministro que tudo isto tutela, teria uma sábia e socrática resposta: Só sei que nada sei!
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Preso por ter cão, preso por não ter.
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Caro Daniel,
Como em outros posts, fico sempre com aquela sensação “Epahh se tivesses ficado só pela piada e pela citação da notícia…” Agora o comentário “político”, vá “politizado” ao que tinha montado antes(imagem+notícia), que assim juntinho até tinha piada, de repente tem o efeito contrário, arrelia, causa desinteresse. Isto porquê, porque as pessoas até podem gostar de Política mas estão fartinhas da “politiquisse”. Menos cinismo e mais humor, que desta maneira até escorregam melhor algumas “verdades” que aqui diz.
Cumprimentos deste leitor assíduo.
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Mas afinal em que ficamos,são criticados por não aumentar as pensões dos idosos,depois são criticados por as terem aumentado.Como é que este país pode andar para a frente com este comportamento das oposições.Mas o que realmente me alegra é que este aumento vai fazer muito jeito a quem dele precisa,e de certeza os que o receberem não vão perder tempo a pensar porque razão o governo decidiu esta medida social
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Patrícia, percebeu muito bem porque são criticados: por gerirem decisões que afectam a vida das pessoas em função da sua imagem em cada momento.
Hugo Patrício, obrigado pelas dicas de escrita criativa.
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Talvez o momento tenha que ver com uma folga orçamental acima do previsto, mas isso não interessa nada pq o momento é o DO que o decide qual é, é isso?
Realmente como um leitor comentou acima isto é preso por ter cão e preso por não ter! Haja paciência para oposições irresponsáveis que só criticam em vez de apresentarem alternativas!
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De facto, preso por ter cão, preso por não ter. O Daniel já reparou que não há medida do governo, deste ou doutro qualquer, que resista a esse tipo de abordagem com a marca BE? Você não diz uma única palavra, uma única letra, sobre o mérito intrínseco das medidas. Não lhe interessa nem lhe convém. Fica-se pelo processo de intenção, pela insinuação de maquiavelismo. A crítica é fácil, irresponsável, gratuita, sempre pronta a servir, dispensando a análise prévia.
O governo toma uma medida positiva. Como reagir a isso, evitando reconhecê-lo? Há trinta e seis maneiras de o fazer.
-A medida é muito insuficiente, em Espanha o subsídio é o triplo.
-Só agora? Já vem tarde.
-O governo anda a copiar o nosso programa, mas mal.
-É uma medida avulsa, desgarrada, desenquadrada. O governo não tem uma política social (cultural, económica, fiscal, etc).
-O governo tem qualquer coisa na manga, esta é uma medida para nos prejudicar. Para a semana sobem os impostos (o preço da gasolina, a taxa moderadora, etc, está sempre a subir qualquer coisa, é só escolher).
-Não havia dinheiro e agora já há? Hmm! Aqui anda coisa. Verbas escondidas? Saco azul? Que tal um inquérito parlamentar para saber de onde veio a massa?
-É propaganda eleitoral à custa do contribuinte.
-A medida até seria boa, se não tivesse sido tomada em função das necessidades de imagem.
-As eleições estão próximas (este argumento vigora no último ano, ano e meio antes de quaisquer eleições, ou seja, vigora quase sempre).
-São migalhas para fazer esquecer a morte de um bébé na Anadia ou o suicídio de uma mãe solteira em Marco de Canavezes.
Não prolongo a lista.
É assim que funciona muita da crítica de esquerda, infelizmente. Da de direita já nem falo.
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Fazer a gestão da imagem é um processo naturalíssimo. O problema mesmo é a mentira. E saber que este complemento é uma “fraude” política. Num universo de cerca de dois milhões de pobres (os considerados com um rendimento 12€/dia) esta medida atinge apenas 60 mil. Porque os idosos pobres com filhos com salários mínimos e umas famílias para sustentar, tornam os idosos, pessoas que já não precisam de ser apoiados.
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O ano de (quase) todas as eleições aproxima-se…
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Damn! Se o Engº Mário Lino também tivesse ido com as couves, era desta que o Salário Mínimo Nacional chegava aos 500 euricos!
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Eu percebo o que o Daniel quer dizer contudo continuo a pensar que as pessoas que vão receber o apoio não se vão preocupar com o que levou o governo a tomar esta decisão.Esta troca de opiniões acerca deste assunto é para nós,mas não passa daqui
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Patrícia:
Acha mesmo que este País está a andar para a frente? Cuidado: há qualquer coisa de errado no seu sentido de orientação!
Patrício:
Pois é, o desinteresse. Pois é, “escorregam melhor”. Boa proposta para quem pensar é um exercício fatigante!
“Les coquin me fatigue”!
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Quem reparar em José Sócrates verá que está mais “suave, meigo, ternurento”… Obviamente está a pensar nas eleições de 2009. Tudo a partir de agora é só em pensar em 2009. E ainda é capaz de levar com uma maioria absoluta, dado o estado que está o PSD e a burrice dos portugueses, que cada vez mais, comem e calam.
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É de facto um novo ciclo. Só que a questão, não é exactamente esta. A questão é que, a partir de agora, o dinheiro não interessa. Agora, Sócrates toma as medidas sem fazer contas. Pergunte a Vieira da Silva.
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Oh, Sr. Nik:
É a lei das compensações. O Daniel diz mal, na mesma proporção com que o Sr. diz bem!
E, seja o governo que for, há sempre uns que ganham e outros que perdem! De si, já ficámos a saber que tem estado a ganhar.
E também é normal que os privilegiados defendam os seus privilégios. É a vida, está perdoado!
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Manuel Leão esteja sossegado quanto ao meu sentido de orientação.Eu só estava a referir que há assuntos de que nós aqui falamos e discutimos,que não faz parte das preocupações da maioria das pessoas a quem seja concedido algum beneficio social
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O Português não aprende. Sempre é e foi assim . O governo anda três anos a despir-nos, nós a reclamarmos e agora começa a dar uma “cuequinhas” uma “calcitas” e nós, oh tanta lembrança apagada, ajoelhamo-nos e agradecemos tanta dádiva e em 2009 votamos nos mesmos patrões.
Depois em novo ciclo já nos começa a tirar a pele.
Bolas, que as cicatrizes do que me fizeram estes três anos tenho-as eu. Para mim chegou
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Leão, o Daniel nem sequer ousa dizer mal da medida do governo: levanta suspeitas, insinua, especula sobre as intenções do governo, que não se preocuparia com o social, mas sim com a imagem. Ou seja, Daniel diz mal do governo, mas não da medida. Da medida em si, não diz mal nem bem, não diz nada, passa-lhe ao lado. A medida do governo é um mero pretexto para o Daniel tirar da prateleira mais uma daquelas bocas pré-fabricadas com que brinda e brindará qualquer governo, até se cansar. Nesse registo etéreo tudo se pode sustentar, é fácil, gratuito e não há limite, a não ser o da paciência do leitor.
E onde é que me viu a dizer bem do governo? Eu só falei da medida tomada, que considero muito positiva. Como é que se chama isto? Ser-se objectivo?
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O governo dá agora depois de ter tirado, e se não tirou directamente tirou noutras áreas que afectaram os mais desprotegidos. Hipocrisia é o que se chama
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Sr. Nik:
Se era essa a ideia, peço humildemente desculpa.
Já cá não está quem tal escreveu.
Eu, porém, tenho outra interpretação. A medida é positiva para quem se destina, mas começa a cheirar a eleições.
Esta, é uma das perversões da “democracia”, tal como ela existe. Em quase todo o lado, convenhamos.
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Patrícia:
Ainda bem!
O problema é mesmo esse. É o facto dessas questões não fazerem parte das preocupações da maioria das pessoas.
As pessoas sabem que vivem mal, mas não sabem porquê.
Uma correcção, se me permite:
“(…) a quem seja concedido algum beneficio social”.
Isso não se designa por “benefício”. Nem sequer chega a ser um mínimo do que uma pessoa, só pelo facto de existir, deverá poder dispor.
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