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José Sócrates anunciou o aumento para 400 euros do complemento solidário para idosos, a criação do subsídio social de maternidade e um aumento de 20 por cento no abono de famílias das famílias monoparentais. Isto um dia depois da remodelação. Ou seja, o calendário das medidas sociais deste governo é decidido em função da gestão da imagem do próprio governo. Não havia dinheiro. De repente já há.


Sem respostas ao post “Novo ciclo”  

  1. 1 1  marieta

    Não que
    de repente,
    parece, estamos
    em tempo de pré-eleições.

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  2. 2 2  The Studio

    É verdade sim senhor. Estas medidas foram verdadeiramente gestão de imagem. Mesmo assim ainda estão muito longe de alguns blocos partidários populistas, permanentemente em gestão de imagem.

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  3. 3 3  Pesaran Correia

    Digno de apreciação foi o colorido e suado rosto do Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social que foi surpreendido no seu ditirambo governativo. Ficou a saber, à última da hora, que tinha um TPC para fazer. Ele sabia das contas, dizia, mas o exigido pelo Engenheiro não inscrito na Ordem, é para de imediato realizar e com rigor. O ministro que tudo isto tutela, teria uma sábia e socrática resposta: Só sei que nada sei!

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  4. 4 4  Francisco Miguel

    Preso por ter cão, preso por não ter.

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  5. 5 5  Hugo Patrício

    Caro Daniel,

    Como em outros posts, fico sempre com aquela sensação “Epahh se tivesses ficado só pela piada e pela citação da notícia…” Agora o comentário “político”, vá “politizado” ao que tinha montado antes(imagem+notícia), que assim juntinho até tinha piada, de repente tem o efeito contrário, arrelia, causa desinteresse. Isto porquê, porque as pessoas até podem gostar de Política mas estão fartinhas da “politiquisse”. Menos cinismo e mais humor, que desta maneira até escorregam melhor algumas “verdades” que aqui diz.

    Cumprimentos deste leitor assíduo.

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  6. 6 6  Patricia

    Mas afinal em que ficamos,são criticados por não aumentar as pensões dos idosos,depois são criticados por as terem aumentado.Como é que este país pode andar para a frente com este comportamento das oposições.Mas o que realmente me alegra é que este aumento vai fazer muito jeito a quem dele precisa,e de certeza os que o receberem não vão perder tempo a pensar porque razão o governo decidiu esta medida social

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  7. 7 7  Daniel Oliveira

    Patrícia, percebeu muito bem porque são criticados: por gerirem decisões que afectam a vida das pessoas em função da sua imagem em cada momento.
    Hugo Patrício, obrigado pelas dicas de escrita criativa.

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  8. 8 8  Nuno

    Talvez o momento tenha que ver com uma folga orçamental acima do previsto, mas isso não interessa nada pq o momento é o DO que o decide qual é, é isso?
    Realmente como um leitor comentou acima isto é preso por ter cão e preso por não ter! Haja paciência para oposições irresponsáveis que só criticam em vez de apresentarem alternativas!

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  9. 9 9  Nik

    De facto, preso por ter cão, preso por não ter. O Daniel já reparou que não há medida do governo, deste ou doutro qualquer, que resista a esse tipo de abordagem com a marca BE? Você não diz uma única palavra, uma única letra, sobre o mérito intrínseco das medidas. Não lhe interessa nem lhe convém. Fica-se pelo processo de intenção, pela insinuação de maquiavelismo. A crítica é fácil, irresponsável, gratuita, sempre pronta a servir, dispensando a análise prévia.

    O governo toma uma medida positiva. Como reagir a isso, evitando reconhecê-lo? Há trinta e seis maneiras de o fazer.
    -A medida é muito insuficiente, em Espanha o subsídio é o triplo.
    -Só agora? Já vem tarde.
    -O governo anda a copiar o nosso programa, mas mal.
    -É uma medida avulsa, desgarrada, desenquadrada. O governo não tem uma política social (cultural, económica, fiscal, etc).
    -O governo tem qualquer coisa na manga, esta é uma medida para nos prejudicar. Para a semana sobem os impostos (o preço da gasolina, a taxa moderadora, etc, está sempre a subir qualquer coisa, é só escolher).
    -Não havia dinheiro e agora já há? Hmm! Aqui anda coisa. Verbas escondidas? Saco azul? Que tal um inquérito parlamentar para saber de onde veio a massa?
    -É propaganda eleitoral à custa do contribuinte.
    -A medida até seria boa, se não tivesse sido tomada em função das necessidades de imagem.
    -As eleições estão próximas (este argumento vigora no último ano, ano e meio antes de quaisquer eleições, ou seja, vigora quase sempre).
    -São migalhas para fazer esquecer a morte de um bébé na Anadia ou o suicídio de uma mãe solteira em Marco de Canavezes.
    Não prolongo a lista.
    É assim que funciona muita da crítica de esquerda, infelizmente. Da de direita já nem falo.

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  10. 10 10  Fernando

    Fazer a gestão da imagem é um processo naturalíssimo. O problema mesmo é a mentira. E saber que este complemento é uma “fraude” política. Num universo de cerca de dois milhões de pobres (os considerados com um rendimento 12€/dia) esta medida atinge apenas 60 mil. Porque os idosos pobres com filhos com salários mínimos e umas famílias para sustentar, tornam os idosos, pessoas que já não precisam de ser apoiados.

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  11. 11 11  Igor Caldeira

    O ano de (quase) todas as eleições aproxima-se…

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  12. 12 12  agent

    Damn! Se o Engº Mário Lino também tivesse ido com as couves, era desta que o Salário Mínimo Nacional chegava aos 500 euricos!

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  13. 13 13  Patricia

    Eu percebo o que o Daniel quer dizer contudo continuo a pensar que as pessoas que vão receber o apoio não se vão preocupar com o que levou o governo a tomar esta decisão.Esta troca de opiniões acerca deste assunto é para nós,mas não passa daqui

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  14. 14 14  Manuel Leão

    Patrícia:

    Acha mesmo que este País está a andar para a frente? Cuidado: há qualquer coisa de errado no seu sentido de orientação!

    Patrício:
    Pois é, o desinteresse. Pois é, “escorregam melhor”. Boa proposta para quem pensar é um exercício fatigante!

    “Les coquin me fatigue”!

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  15. 15 15  Justicialista

    Quem reparar em José Sócrates verá que está mais “suave, meigo, ternurento”… Obviamente está a pensar nas eleições de 2009. Tudo a partir de agora é só em pensar em 2009. E ainda é capaz de levar com uma maioria absoluta, dado o estado que está o PSD e a burrice dos portugueses, que cada vez mais, comem e calam.

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  16. 16 16  abrasivo

    É de facto um novo ciclo. Só que a questão, não é exactamente esta. A questão é que, a partir de agora, o dinheiro não interessa. Agora, Sócrates toma as medidas sem fazer contas. Pergunte a Vieira da Silva.

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  17. 17 17  Manuel Leão

    Oh, Sr. Nik:

    É a lei das compensações. O Daniel diz mal, na mesma proporção com que o Sr. diz bem!

    E, seja o governo que for, há sempre uns que ganham e outros que perdem! De si, já ficámos a saber que tem estado a ganhar.

    E também é normal que os privilegiados defendam os seus privilégios. É a vida, está perdoado!

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  18. 18 18  Patricia

    Manuel Leão esteja sossegado quanto ao meu sentido de orientação.Eu só estava a referir que há assuntos de que nós aqui falamos e discutimos,que não faz parte das preocupações da maioria das pessoas a quem seja concedido algum beneficio social

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  19. 19 19  LCN

    O Português não aprende. Sempre é e foi assim . O governo anda três anos a despir-nos, nós a reclamarmos e agora começa a dar uma “cuequinhas” uma “calcitas” e nós, oh tanta lembrança apagada, ajoelhamo-nos e agradecemos tanta dádiva e em 2009 votamos nos mesmos patrões.
    Depois em novo ciclo já nos começa a tirar a pele.
    Bolas, que as cicatrizes do que me fizeram estes três anos tenho-as eu. Para mim chegou

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  20. 20 20  Nik

    Leão, o Daniel nem sequer ousa dizer mal da medida do governo: levanta suspeitas, insinua, especula sobre as intenções do governo, que não se preocuparia com o social, mas sim com a imagem. Ou seja, Daniel diz mal do governo, mas não da medida. Da medida em si, não diz mal nem bem, não diz nada, passa-lhe ao lado. A medida do governo é um mero pretexto para o Daniel tirar da prateleira mais uma daquelas bocas pré-fabricadas com que brinda e brindará qualquer governo, até se cansar. Nesse registo etéreo tudo se pode sustentar, é fácil, gratuito e não há limite, a não ser o da paciência do leitor.
    E onde é que me viu a dizer bem do governo? Eu só falei da medida tomada, que considero muito positiva. Como é que se chama isto? Ser-se objectivo?

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  21. 21 21  LCN

    O governo dá agora depois de ter tirado, e se não tirou directamente tirou noutras áreas que afectaram os mais desprotegidos. Hipocrisia é o que se chama

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  22. 22 22  Manuel Leão

    Sr. Nik:

    Se era essa a ideia, peço humildemente desculpa.
    Já cá não está quem tal escreveu.

    Eu, porém, tenho outra interpretação. A medida é positiva para quem se destina, mas começa a cheirar a eleições.

    Esta, é uma das perversões da “democracia”, tal como ela existe. Em quase todo o lado, convenhamos.

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  23. 23 23  Manuel Leão

    Patrícia:

    Ainda bem!

    O problema é mesmo esse. É o facto dessas questões não fazerem parte das preocupações da maioria das pessoas.
    As pessoas sabem que vivem mal, mas não sabem porquê.

    Uma correcção, se me permite:

    “(…) a quem seja concedido algum beneficio social”.

    Isso não se designa por “benefício”. Nem sequer chega a ser um mínimo do que uma pessoa, só pelo facto de existir, deverá poder dispor.

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