O Governo anunciou ontem um aval de 20 mil milhões de euros à banca. Desde hoje, os contribuintes passaram a ser os fiadores das práticas bancárias. Os administradores dos principais bancos foram rápidos a elogiar a medida. Compreende-se. Ao contrário de Gordon Brown, que nacionalizou parcialmente a banca, mas forçou os bancos a aceitar um plano que prevê um corte radical nos salários e prémios dos gestores e nos dividendos a distribuir pelos accionistas nos próximos tempos, José Sócrates colocou o nosso dinheiro em jogo sem exigir nada em troca. O Governo garantiu o risco aos bancos. Tudo bem. Mas quem é que nos garante que estes vão mudar as suas práticas? Hoje, garantidos com o nosso dinheiro, os bancos portugueses podem continuar a sua vidinha, ainda por cima com a certeza que o Estado vai lá estar para lhes amparar a queda. Capitalismo sem risco, o velho sonho da nossa classe empresarial, e sem concederem qualquer contrapartida. A diferença é esta. Gordon Brown disse “toma lá dá cá”. José Sócrates arriscou o nosso dinheiro sem exigir nada em troca. O costume.
Actualização: sobre este mesmo tema ler José Medeiros Ferreira: “O Estado não é o avalista obrigatório dos empréstimos inter-bancários que as notícias dão a entender, pois não? Porque isso seria colocar os poderes públicos a reboque de estratégias privadas e agravar a subordinação do poder político ao poder económico. e não é isso que se pretende, pois não?”
Por Pedro Sales 13 Out 08 em Governo, é a economia estúpido


É tudo verdade, e o que deve propor a esquerda?
Besancenot escreve no Esquerda.net:
“Devem ser nacionalizados todos os grandes bancos e companhias de seguros, falidos ou não. Isto implica a nacionalização sem indemnização e sem subsequente venda de activos, a rejeição da nacionalização dos prejuízos antes de voltar aos lucros, a criação de um banco de serviço público sob controle da popular, que teria como objectivo atrair poupanças, a mobilização de créditos para satisfazer necessidades sociais básicas determinadas pela comunidade, a extensão dos serviços públicos a nível europeu e a revogação da independência política do Banco Central Europeu para que as escolhas financeiras fiquem sob controlo democrático do povo e não permaneçam nas mãos de uma tecnocracia “de mercado”.
Para já não se ouviram em Portugal propostas tão ousadas. Quando passaremos da treta anti-neoliberal para a assumpção do anti-capitalismo?
-Em tese concordo com a análise, para quê mudar práticas se existe o Estado para segurar? Mas não com a solução, para mim as falências seriam necessárias, para expulsar do mercado os maus players. Quanto a Portugal, o governo deu garantias, mas se elas não forem utilizadas, se nem um cêntimo for injectado, não existe nacionalização, logo não poderão existir exigências/contrapartidas.
Caro António de Almeida,
Sem as garantias os bancos não tinham acesso ao financiamento externo, como os próprios admitiram. Sem isso não faziam negócio. Se a garantia é essencial ao funcionamento dos bancos nas actuais condições, devia implicar contrapartidas. Até porque, convém não esquecer, pode mesmo vir a ter que ser utilizada.
pelos comentários podemos avaliar o quilate do típico eleitor do bloco de esquerda, mero papagaio do discurso populista da esquerda neo-trotskista, apagado mental e confundido nas parcas noções que absorveu.
A culpa é vossa, são voces os pais do monstro!
Mentem com quantos dentes tem. E iludem e confundem o vosso próprio eleitorado.
O que está em causa não são as práticas bancárias de uma forma geral, mas sim a confiança das pessoas. O estado por definição garante a economia, é ele quem garante o valor do dinheiro, do papel-moeda, dos valores, das transações a câmbio, etc…
Também é ele quem garante os depósitos bancários em última instância. São regras de sempre, não são coisas de agora! Estamos todos no mesmo barco, bancos e clientes! Acusar os bancos como faz a esquerda serve apenas para uma coisa, aumentar o clima de perda de confiança nas instituições, que é a única causa da crise. Assim sendo voces são mais responsáveis pela crise que esses gestores que correram riscos excessivos. Eles fizeram-no por avidez, seja, mas pensavam que não ia haver problema, no máximo foram ingénuos irresponsáveis, voces não! Voces sabem perfeitamente o mal que estão a causar às pessoas, fazem-no de propósito aliás. Vivem e proliferam com as crises que muito ajudam a provocar! O inimigo são voces! A esquerda!
Balbúrdio,
O seu comentário é uma balbúrdia. O post compara a acção de Gordon Brown com Sócrates, elogiando o primeiro. Será ele um neo-trotskista?
Quanto ao comportamento da banca, leia os principais jornais americanos e europeus e verá que o que aqui se tem dito até é bem brando.
“Estamos todos no mesmo barco, bancos e clientes!”
Para mim esta é a frase do ano nestas caixas de comentários.
Estamos todos no mesmo barco sim senhor, e como de costume uns nos camarotes de 1ª e o grosso da malta no porão.
E por acaso já viajei mesmo no porão de um cargueiro, acreditem que não é experiência aconselhável.
““Estamos todos no mesmo barco, bancos e clientes!””
Ora pois entao nao estamos.
Ganda barco; lol se calhar e por isso kanda a meter tanta agua.
Adoro estas cenas eu e farto-me de rir com os posts que de vez em quando me vem gritar que afinal a crise crises sao sempre criadas pelas esquerdas , como se as direitas tadinhas nao estivessem e de que maneira ligadas ao dinheiro ao poder ah ah mas que linda e irrestivel anedota.
Estamos todos no mesmo barco sim senhor ; mas nao sao nos e os bancos ; sao os tesos , os que quase ja nem dinheiro para pagar rendas escolas comida.Os que nao tem emprego porque os senhores do dinheiro adoram gastar a massa la pelos spas e pelas roupitas de marca e acessorios,
– ( ontem deliciei-me a ver um encantador pugama televisivo onde meia duzia de senhoras muito bem andavam a compra de trapitos; ” kisto sabe ; pode-se vestir kualker coisita; um vestidito peto e assim, que kem veste peto nunca e apanhada em falso sabe , mas agora os sapatinhos e a mala isso e que nao pode ser sabe tem ke ser coisa fina mas memo fina sabe kida?…” –” mas e a crise? perguntava a outra da entrevista com um ar um bocado encavacado–
” olhe sabe kida , a crise e o ke e, a gente tem mesmo ke estar apresentavel sabe kisto da sociedade tem muitos rekisitos ke voces nao sabem ahahah kida. )
e que depois encolhem a massa e fecham as fabricas e os empregados que se lixem , vao para o desemprego para passar a receber o rendimento minimo garantido e serem tratados como lixo pelos senhores que acham que os que recebem tais coisas sao um bando de ladroes, pois entao bando de madraços e o que eles sao esses dos rendimentos minimos e etc.
Bancos e clientes no mesmo barco??
Esta-se a ver.–LoL!
Ele não, mas você é.
Estamos no mesmo barco? Ola que não parece, porque o barco dos banqueiros não vai ao fundo, têm sempre os marretas do costume para remar, nós.
Garantido, por nós…vai ser bonito.
O presidente do RBS foi demitido depois deste fiasco mas vai na mesma receber £587 mil por ano de “pensao”. Nao é nada de especial visto que no ano passado recebeu £4.2 milhoes incluindo um bonus de £2.86 milhoes. Belo barco sim Sr…
E o Brown é neo-trotskista agora??? :)))) Ahahaha
Para mim esta é a frase do ano nestas caixas de comentários.
Por acaso até pode ser, mas o senhor não consegue alcançar o alcance dela porque olha para a biqueira do sapato e não sabe como há-de dar o passo seguinte.
Ora veja o seguinte:
Há alguém que seja dono de um banco?
Claro que não, isso era no tempo do Botas e nesse tempo os banqueiros eram ricos e não se deitavam a pensar que iam perder fosse o que fosse.
Hoje o que há é bancários e quando perderem todos perdem, e obviamente que quem mais tem mais perde.
Portanto console-se, se tem algumas acções de um produto cotado na BVL, há quem tenha isso multiplicado por triliões e pode ser que esteja a viajar em cabine de 1ª classe enquanto outros vão no porão mas quando o barco afundar a única consolação é que pode morrer afogado não no mar mas em champanhe.
“ A culpa é vossa, são vocês os pais do monstro! “
Balburdio,
Essa carola está mesmo destrambelhada…
Se é o estado que garante o valor do dinheiro, do papel-moeda, dos valores, das transações a câmbio, etc…não é o estado que garante o bem estar social das famílias??? Arrume essa marmita sob pena de vir a ter problemas gravíssimos ao nível emocional, se não os tiver já.
http://marafade.blogspot.com/
É escusado debater este tema com pessoas que confundem as intervenções dos governos e bancos centrais nas instituições de crédito, com nacionalizações.
É revelador de uma ignorância total dizer-se que se está a gastar o dinheiro dos contribuintes.
Nem no caso da AIG isso se verifica.
o post, à boa maneira populista do bloco de esquerda, compara o incomparável. No Reino Unido bancos estavam à beira da falência, o estado decidiu, bem ou mal não interessa para a questão, pela semi-privatização impondo regras como é normal quando um maioritário assume o controlo.
Em Portugal não há bancos em ruptura, e em princípio não vai haver, já que os bancos portugueses dependem pouco do chamado subprime e mais do crédito ao consumo e principalmente dos depósitos. O nosso problema passa apenas por captivar a confiança dos clientes, de forma a que ELES não provoquem essa ruptura por perda de confiança no sistema.
O BE, demagogicamente, faz a apologia de Gordon Brown por um lado, enquanto critica GW Bush que fez precisamente a mesma coisa, é a típica névoa mental do neo-trotskismo! A criticar criticava ambos que gastaram dinheiro do estado para recuperar bancos falidos. E fariam então alguma justiça ao governo portugues, que não gastou até agora um único tostão, e se tudo correr bem não vai gastar! A verba indicada pelo governo é apenas um limite de garantia, não é uma despesa consumada como nos EUA e no RU.
Todos nós sabemos que os estados garantem os bancos, é um princípio de sempre o que o BE ignora. Faz parte do sistema capitalista. Normalmente não é necessária a intervenção do estado para de facto liquidar depósitos ou repor valores de créditos incobráveis. Á partida a mera reiteração da garantia estatal resolve a maioria das crises de confiança, mas quando surge uma situação de perda de confiança generalizada, agravada pelo aproveitamente político e ou mediático que os irresponsáveis fazem da situação, pode-se tornar necessária a intervenção do estado.
Quanto à parábola do barco, se vamos no porão a remar ou vamos em 1ª classe é irrelevante. A questão é que se o barco afunda todos sofremos.
Besugo,
Você é um ponto. Então a Inglaterra optou pela “semi-privatização” dos bancos? Há duas semanas os bancos ingleses estavam nacionalizados e o Gordon Brown agora decidiu privatizá-los parcialmente, foi?. Diga-nos lá quais são as suas fontes de informação, porque aqui os ignorantes têm sido enganados pela generalidade da imprensa mundial que fala em nacionalização parcial.
Quanto ao resto já lhe respondi nos comentários. Não acrescentou novidade nenhuma ao seu anterior argumento. A garantia é condição para a banca fazer negócio. Aceitando-se o princípio, a banca deveria ser obrigada a dar contrapartidas. Se não, como diz Medeiros Ferreira, o que acontece é o predomínio da banca sobre a política, quando é exactamente esse o caminho que provou estar errado nos últimos tempos.
Mais uma vez ponha os olhos em Gordon Brown, que só você é que acha que tem alguma a coisa a ver com o plano Paulson. Se nao acredita vá ao blog do Paul Krugman, só por acaso o novo nobel da economia, e veja o post de dia 8 deste mês: http://krugman.blogs.nytimes.com/2008/10/08/
Mais um perigoso neo-trotskista. Leia umas coisas, em sítios decentes e de autores decentes, e depois venha falar de economia sem ser um amontoado de chavões.
Balburdio, vc não viu o Titanic? A malta dos camarotes tem mais salva-vidas do que a ralé do porão.
E é exactamente isso que vc não entende no post, portanto explico-lhe com desenho: se o barco (Portugal) for ao fundo o pessoal do porão (povo trabalhador) está lançado aos tubarões (grandes capitalistas), enquanto o pessoal dos camarotes (grandes capitalistas) aproveita os salva-vidas (dinheiro dos contribuintes, que são os tais gajos lançados aos tubarões).
Fernando Ulrich do BPI explica o porquê desta medida: http://sic.aeiou.pt/online/scripts/2007/videopopup2008.aspx?videoId={A1BCD649-5648-491B-A24A-1ABC9B3F3D8E}
Nem é preciso ler, é só ouvir.
Para quem acredita nos trauliteiros do BE e que
os bancos representam os exploradores que vivem à custa do trabalho das pessoas:
Na realidade há mais gente a viver a conta dos bancos que o inverso, essa aliás foi a causa primeira desta crise.
Os bancos limitam-se no essencial a prestar um serviço simples e que consiste em atrair capital de uns clientes (depositários), e colocá-lo à disposição de outros clientes por um determinado tempo (crédito).
Os bancos pagam uma percentagem pelos depósitos (rendimentos) aos depositários.
Os bancos cobram, pelo crédito, uma certa percentagem (interesse), maior ou menor, variando de acordo com as espectativas de rendimento dos depositários e com a situação do mercado (se há muitos clientes ou poucos, se os valores em questão são altos ou baixos, se o risco é alto ou baixo).
Desse valor cobrado uma grande parte serve portanto para pagar os tais rendimentos aos depositários, o banco fica apenas com uma margem percentual pequena.
Isto principalmente se o banco em questão disponibilizar depósitos que na verdade pertencem a outro banco maior (é o nosso caso, em geral), então o ganho do banco limita-se à tão famigerada taxa de “spread”.
Este ganho terá então de sustentar a máquina do banco e o que sobrar será então o lucro do banco.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, os ganhos para os accionistas provenentes dos lucros(dividendos) não são substanciais, já que o próprio banco absorve a maior parte dos lucros(investimentos, modernização, aprovisionamentos, etc.) de forma a reter o máximo de capital na instituição.
Assim sendo os accionistas maioritários acabam por ser pagos sob a forma de salários e não por dividendos, e é por isso que vemos certos gestores a auferir salários aparentemente disparatados.
Esses gestores são ou representam grandes accionistas ou grupos de accionistas do banco.
Contudo os bancos precisam de pagar alguns dividendos, caso contrário as suas acções pouco irão valer. De certa forma o pagamento de dividendos acaba por ser mais uma despesa dos bancos, tanto assim é que os maiores accionistas acabam por reinvestir esse dinheiro no banco evitando assim que se descapitalize.
Esses accionistas podem, no papel, possuir uma fortuna em dinheiro fabulosa, a realidade contudo é que esse dinheiro não existe e eles não podem possuir algo que não existe.
Apenas uma pequena parte desta fortuna pode ser efectivamente liquidada (convertida em dinheiro) e qualquer soma considerável liquidada acaba por representar uma perda sensível, quer no capital do banco, quer na fortuna pessoal do accionista.
A fortuna aqui é constituida pelo valor das suas acções, que é não só variável quanto volátil.
A realidade é que se um grande accionista quiser vender as suas acções, conseguirá apenas uma fracção do seu valor, dado que assim que começar a vender, a sua cotação irá baixar a um ritmo imprevisível.
Uma parte dos accionistas pertence ainda a outro tipo de investidores, os chamados pequenos accionistas, cujas expectativas estão ligadas aos dividendos(baixo risco, ganho reduzido) ou aos ganhos em bolsa(alto risco, ganhos potencialmente elevados).
Um banco que queira atrair este tipo de investidor (já não é o nosso caso infelizmente), aumenta o valor dos dividendos a pagar.
É óbvio que bancos cujas accoes estão fortemente concentradas num pequeno núcleo accionista tendem a reduzir os dividendos e a aumentar os vencimentos dos corpos dirigentes(accionistas maioritários como vimos).
Talvez se possa pensar que seria bom limitar a concentração. Até para bem dos bancos pois a concentração reduz susbtancialmente a possibilidade do banco recorrer ao mercado financeiro (emitindo accoes).
Contudo a nossa banca é hoje madura e sólida e pouco precisa de injecções de capital financeiro.
Nestas condições há vantagens numa extrutura concentrada, dado que a estabilidade resultante favorece o acesso a fundos comerciais (os tais depósitos de bancos maiores)
A única coisa que se pode criticar no governo é a falta de iniciativa já que se limita a ir a reboque da UE que tem evidenciado uma grande inercia na sua reação à crise; já o plano Paulson tinha sido elaborado, apresentado, chumbado, alterado, de novo chumbado, de novo alterado mais uma vez e finalmente aprovado e a UE ainda falava em futuros encontros a 5, a 12, a 21, etc.., uma verdadeira exibição de incompetencia das instituições comunitárias e da propria comunidade!
Não interessa se a decisão americana é boa ou má, é de ceerteza muito melhor que uma indecisão ou uma decisão tardia!
Segundo percebi, os bancos não vão receber uma garantia à borla. Vão pagar uma comissão ao “avalista”, supostamente em função da sua saúde financeira. Tb há aqui um “toma lá dá cá”.
Povo trabalhador. Grandes capitalistas.
Mas há quem ainda esteja em 1974 ?
Pedro Braz Teixeira,
Atendendo a que o Estado é o único avalista capaz de devolver confiança aos mercados - e vamos a ver, esperamos que sim - as condições não podem ser as do costume. Não precisamos de uma taxa de juro, precisamos de alterar algumas das práticas que estão na origem do descalabro.
MP,
Seguindo a sua lógica, sim, Gordon Brown.
pelos vistos fui o único aqui que realmente viu o Titanic. Se outros tivessem visto saberiam que a mioria dos tais capitalistas que seguiam a bordo afundou-se em grande estilo com o navio. proporcionalmente salvaram-se mais da tal ralé que dos finórios da 1ª classe.
Mas o que lhe passa ao lado é que isso é irrelevante nesta alegoria, já que o nosso barco não tem salva-vidas e se afundar afundamos todos.
Quanto à diferença entre semi-nacionalização e semi-privatização passo a explicar já que troskistas e jornalistas a par parecem igualmente pouco esclarecidos:
Antes de mais, não há semi-nacionalizações, ou há ou não há, quando muito podemos teorizar uma venda, dos privados ao estado, o que pertence ao mundo da fantasia (e daí…).
O que há é uma imposição estatal, o estado toma uma decisão, normalmente requerendo suporte legal (como nos EUA), e impõe-a aos privados pela sua prerrogativa de intervenção em caso de crise.
Poderia optar de facto por uma nacionalização (total), estabelecendo um valor de cotação e comprando os bancos na integra aos privados.
Mas não o fêz, optando pela solução de se tornar accionista impondo apenas condições de entrada.
Isto configura uma gestão semi-privada, já que o estado não impõe gestores públicos e por conseguinte não é uma nacionalização (por aqui podemos concluir que o estado portugues fez em algumas das suas pretensas privatizações não passou afinal de privatização de capital já que na prática manteve gestores públicos).
Passámos então de gestão privada a semi-privada, logo o que houve foi, passo a expressão, uma semi-privatização, por muito estranho que isso lhe possa parecer.
MP em que ano exactamente é que deixou de existir o povo trabalhador? Suponho que não tem dúvidas sobre a existência dos grandes capitalistas, pois não?
Talvez fosse positivo deixar ir 2 ou 3 bancos por água abaixo!
Serviria de exemplo!
Parece que o banco do PSD (BPN) está em maus lençóis!
será o balburdio bancário (banqueiro não deve ser porque não chegava lá). Ou será da opus dei? uma delas, com certeza, pa justificar tão acirrada defesa da instituição bancária. também pode ser um pseudónimo do JMiranda, inconfundível pelos raciocínios rutilantes e faiscantes.
na América perceberam, e só mesmo os maiores caras de pau é que vêm culpar a esquerda pelo descalabro financeiro. Na inglaterra também parece que se vai fazendo luz. Só a fasçaria em Portugal é que continua com o credo em cruz… Wake Up Portugal!
e sim, o Sócrates é de facto um pulha abjecto sem tomates que deixa assim passar a oportunidade de cortar as vasas ao regabofe dos bancos portugueses. e como é que se pode iludir que o dinheirinho vem directamente do contribuinte? Só mesmo a balburdia de um balburdio qualquer!
as contrapartidas exigidas - a comissão ao avalista - são risíveis. o mínimo era de facto cortar o mal pela raiz e pôr os gestores bancários com dono. grande parte do mal começa por eles…
mas depois não havia dinheiro pa campanhas eleitorais.
Então agora para discutirem com um gajo que ainda se considera de Esquerda em vez aí do nosso amigo um bocado nervoso:
Mas nacionalizar para quê?
Não, a sério. Vamos dar o passo lógico seguinte à nacionalização.
Para o Estado ficar com um Mega-Banco praticamente monopolista, Microsoft style, a ser usado como imposto indirecto?
Para o Estado ficar com um Mega-Banco monopolista a ser usado como subsidio ao consumo, às custas do OE?
Para as economias do Povo ficarem tão bem geridas como o resto do Estado é?
Para no caso dos Bancos irem mesmo à falencia, o Estado arder com a Garantia *e ainda* as dividas destes?
Outra, ou qualquer combinação destas?
É que tirando uma ultimamente vaga “questão de moral” relativa aos salarios dos gestores (facilmente ultrapassavel com meios menos transparentes, carro, gasolina, despesas disto e daquilo, stock-options, e o que quer que esta gente nisto esperta arranje) não vejo mesmo nenhuma vantagem significativa.
E quando falam do Brown, lembrem-se que falam dum tipo que há umas semanas estava absolutamente a prazo, e encara esta crise como a derradeira oportunidade de não ser corrido pelos Novos E Tão Amigaveis Torry. Mas mesmo para isso tem de apostar altissimo e puxar de todos os trunfos - até o Mandelsson!
Os capitalistas fazem parte do povo trabalhador, ou o João acha que não trabalham ?
Para além de trabalharem, empregam.
Balburdio:
Você conseguiu descobrir, essa coisa extraordinária, que «estamos todos no mesmo barco, bancos e clientes».
A diferença é que você é banqueiro e eu sou cliente. A diferença é que você recebe dividendos e paga-me apenas uma pequena taxa de juros pelos depósitos. E agora, até tenho de ajudar, com os impostos que pago, a pôr a mão por baixo, aos bancos que se meteram em aventuras, com o dinheiro que os clientes lhes confiaram.
E, depois, ainda me diz que estamos no mesmo barco?
Não! Você está num paquete e eu estou num barco a remos.
Portanto, veja se não faz muitas ondas para não me virar o barco. Porque eu sou útil. Pago impostos e pago os créditos!
A história fantástica de Rip van Winkel…
transposta para Portugal :-)))
“para mim as falências seriam necessárias, para expulsar do mercado os maus players”
Esta é para os beatos ultra-liberais e ferenhos adeptos do “Darwinismo” económico:
Para quem ainda acredita que o liberalismo é bom e o estado é mau peço o favor de abrirem um pouco os olhos para a realidade portuguesa. Sei que custa mas tem de ser.
O mercado desregulado elimina sem duvida os maus players e deixa os bons players, o unico problema é a definição de bom e mau. No caso das empresas nós associamos bom a bom produto, mecanismos eficientes alta produtividade, etc… um paraíso. O problema é que tudo isso pode não ser os factores criticos de sucesso no mercado e em Portugal é muito claro isso. Por exemplo é bem mais importante um “power broker” como o Jorge Coelho do que qualquer um dos factores anteriores. Ou seja um mercado totalmente liberal tende a aperfeiçoar os Factores criticos de sucesso mesmo que eles sejam à partida defeitos e não virtudes.
Uma aplicação em Portugal dessa teoria seria um desastre, aliás como é visivel nestes ultimos anos.
Para este amantes desta teoria o vosso ROI seria muito maior se em vez de irem à caça dos gambuzinos criticassem os factores que não permitem que a vossa teoria faça qualquer sentido. Assim à cabeça vejo um: justiça!
Em portugal não foi só a esquerda que pressionou os bancos a fazer crédito de risco.
Tudo começou aliás no governo de Cavaco Silva, que foi o que começou a promover o crédito generalizado e o consumo.
Mas, felizmente, por cá, os principais interessados, os bancos, controlaram-se e chegaram mesmo a reagir contra as pressões do governo para baixar taxas de juro, simplificar os processos de crédito, etc, etc.
Todos os governos desde então tem pressionado a banca para favorecer o crédito.
Este governo chegou mesmo a legislar sobre a composição da taxa de spread, retirando-a do arredondamento da taxa final (agora primeiro arredonda-se depois adiciona-se o spread ,somos o unico pais do mundo onde se faz isto)
Felizmente não foi ao ponto de aprovar as propostas neo-trotskistas do PCP e BE que queriam impôr limites para o spread e sobre-taxar os bancos (por um lado cortavam-lhes os lucros, por outro comiam-lhes o resto).
A diferença é que a esquerda tem memória curta e como tal atira pedras ao telhado do vizinho esquecendo que é tão culpada como ele.
Também lá fora esquerda e direita abusaram dos bancos quando lhes convinha.
Bill Clinton por exemplo, com as suas “minority banking policies” obrigou os bancos a aprovar créditos em condições limite, às chamadas minorias etnicas e depois, por acréscimo (uma questão de justiça) aos cidadãos desprovidos.
Segundo a comissão de investigação, 5.000.000 de processos de crédito hipotecário considerado fraudulento pertencem a cidadãos não legalizados.
Quem cometia as fraudes? Os bancos? Ou os ilegais? Na america é simples pedir um crédito, basta em muitos casos um comprovativo de morada e um extracto bancário ou declaração de depósitos.
A partir do momento em que um cidadão estrangeiro pode ter contas em bancos americanos (por cá tb é assim), tudo é possível!
Aliás por cá os bancos estão atentos a uma conhecida fraude, por sinal de origem brasileira:
são pedidos um numero indeterminado de créditos ao consumo, separados(diferentes pessoas), com base em extractos bancários que depois (por cruzamento de dados) se verifica dizerem respeito a uma mesma verba que anda a circular de conta em conta (simulando salários auferidos).
Curiosamente se o vier uma investigação quem se lixa muitas vezes acaba por ser o banco ou os funcionários responsáveis por terem facilitado o processo.
O problema é que começa por ser o estado a criar o facilitismo!
MP leia. Por exemplo, Trabalho Assalariado e Capital. Leia. Pela sua saúde.
Logo à noite vai haver ‘a verdade a que temos direito’ com a súcia gestora dos bancos,os gajos que andaram a fazer porcarias com o dinheiro dos outros,ie,a roubá-lo!E esta é a essência do capitalismo!O Prós e Prós com a senhora da bata mais,aquele que viu as provas das armas de destruição maciça no Iraque-é um painel de TERRORISTAS,terroristas pq fizeram uma guerra para a Haliburton,BlackWaters,Bechtel;teroristas pq destroem lentamente a vida das pessoas.A Humanidade só tem um caminho que é o da solidariedade que nada tem a ver com essa escumalha dos Banqueiros que tanto mal fazem ao Mundo.É ver a India,o Brasil,os EUA,etc cheios de miséria e,não é em CUBA!!!!
Para os defensores do mercado pq é que agora são a favor do dinheiro dos pagantes?Porque é que não se calam?Não têm vergonha nenhuma.
Hoje o Bin Laden devia mandar um presente para os pros e pros,já é altura de acabar com este fandango,o qual a carneirada vai votar outra vez feliz,bezerra,estúpida,ganaciosa.Povo pequeno
O PCP acusado de “Trotskysmo” esta eu nunca imaginei! 0.o
Os contribuintes deviam logo à noite perguntar à D. da bata pq não leva lá os que são lixados por aqueles chulos.Lucros foram para eles,o prejuizo para a malta.Mas,afinal que merda é esta?Onde está o risco do Capital?Qual capital,só se for a lei capital para essa escória.Esta merda é mesmo como na Madeira e sus negocios com p.ex., os barcos que fazem a ligação com o Porto Santo.
Já para não falar do off-shore e a ‘zona industrial’ do Canhiçalhe mais o racio cómico (e de republica das bananas,para ocontinente) patrão/trabalhadores>1.Vão gozar com a PQP!!!!!
Empregam e pagam impostos, porque trabalham.
Exmo. Sr. Manuel Leão
eu não recebo dividendos, como já referí os lucros dos accionistas raramente vem de dividendos (o pagamento de dividendos é fraquito!).
Também não tenho cargos administrativos pelo que o lucro vem de depósitos e produtos de investimento(é verdade que os bancos favorecem os accionistas, mas também favorecem grandes depositantes, acaba por ser a mesma coisa).
…
A taxa de juros que o banco paga pelos depósitos, pequena ou grande, está intimamente ligada à taxa que o banco cobra pelos créditos.
Para subir uma teria de subir a outra!
…
Os seus impostos não estão a ajudar nenhum banco, já que nenhum dinheiro do OE foi até hoje entregue a um banco.
Os tais 20.000 milhões são uma mera garantia, aliás é a reiteração de uma garantia implícita! E nunca viriam do OE!!!
A terem de vir viriam da emissão de dívida pública, títulos do tesouro, liquidação de activos estatais, emissão de moeda, etc.
Aliás, na realidade v. exa. não estaria a ajudar os bancos mas sim as pessoas que não podem pagar os créditos, a garantia é tão válida para os bancos quanto para os devedores e depositantes.
Podemos aliás dizer que quem acabaria por receber a menor parte do bolo da garantia seriam os bancos, se recebessem alguma coisa!
É que a garantia só é activada quando um banco declara falta de liquidez, portanto numa situação de prejuizos!
Logo posso assegurar que nenhum banco que recorra à garantia irá lucrar com isso, quando muito salva-se da falência!
Esta não é uma verba garantida aos bancos, é um valor garantido a todos nós! Aliás é mais aos clientes que aos bancos, quem perde a confiança são os clientes!!
Já o contrário é verdade, quem sustenta o défice público é a banca e o sistema financeiro. Ou seja, as pessoas em geral não tem que pagar o valor do défice porque os bancos dão crédito ao estado pagando esse valor, são eles quem assume a dívida.
O que num país que cresce abaixo do défice (a taxa de crescimento é menor que a do defice) é negativo!
E, depois, ainda me diz que estamos no mesmo barco?
Não! Você está num paquete e eu estou num barco a remos.
Portanto, veja se não faz muitas ondas para não me virar o barco. Porque eu sou útil. Pago impostos e pago os créditos!
A esquerda diz mal do capital mas pratica-o! Vide China, Venezuela e mesmo o Brasil!
E também lá os gestores das grandes empresas recebem grandes salários e mordomias (começando pelo presidente da república!)
com uma diferença, não são donos das empresas!! são apenas governantes corruptos que gerem as empresas em nome do povo!!
quem são os ladrões afinal? os que ganham com algo que lhes pertence ou os que esbulham o estado?
o balburdio utiliza, a regra e esquadro, o esquema ideológico dos conservadores norte-americanos, vulgo republicanos: do público, só vem corrupção e ienficência; do privado, é só anjos e pessoas de excepcional talento.
fica a pergunta: para que é que os grandes bancos foram a correr ao Estado pedir a compra das suas dívidas?
Muito bem dito, Pedro Sales. Muito bem dito. Isto só prova que os nossos governos fazem COISAS ERRADAS a maior parte do tempo. Não se percebe esta tendência para a burrice - será congénito neste povo? Não entendo isto.
Os bancos estão no barco - nós estamos fora de borda e os botes não chegam para todos.
Balburdio escreveu isto:
«Também não tenho cargos administrativos pelo que o lucro vem de depósitos e produtos de investimento(é verdade que os bancos favorecem os accionistas, mas também favorecem grandes depositantes, acaba por ser a mesma coisa)».
Com que então o lucro vem de depósitos?
Os seus escritos são como os tornados. Parece que tudo gira em turbilhão.
Diga-me se isto faz algum sentido:
«A esquerda diz mal do capital mas pratica-o! Vide China, Venezuela e mesmo o Brasil!»
O que é isso de praticar o capital?
E isto?:
«E também lá os gestores das grandes empresas recebem grandes salários e mordomias (começando pelo presidente da república!)»
Se há coisa que concordo é com o pseudónimo: balburdio.
Deveria reler aquilo que escreve.
Este balburdio é um quadrado.Pensa que não conhecemos os Juros Compostos,juros que são exorbitantes e um roubo descarado q se fosse um a sociedade decente quem defendesse tal pratica ia de choldra.Os juros compostos são uma progressão geométrica a marca de toke de todo o sistema de desigualdade.Pois,quem paga o defice são os bancos com a ajuda governantes q dizem q o estado que eles GEREM não presta-ou seja,estão-se a confessar como uns grandes incompetentes e,logo corruptos.Por isso qdo saem da coisa publica vão para as LusoPontes,as motas engil.Cá por mim acabava-se a mama toda…..e,esta gente vem agora recolher-se no guarda chuvado pouco estado para quem paga e muiiiiiiito por aqueles q sempre vociferaram por mrenos Estado.O descaramento não tem limites,só metendo-os na Sibéria,concerteza!!!!
fica a pergunta: para que é que os grandes bancos foram a correr ao Estado pedir a compra das suas dívidas?
Penso que está a ver o problema e logo a solução exactamente ao contrário.
O Estado é que foi (e bem), a correr salvar os bancos pois assim salva aqueles a quem os bancos emprestaram dinheiro para espatifarem em compras mais que duvidosas.
Os bancos podem ser considerados os pilares de uma sociedade moderna.
Se eles colapsarem o que é que fica de pé?
Acresce mais um pormenor.
O Estado é o garante do cidadão.
Se não cumpriu com as suas responsabilidades de fiscalizador, mais obrigatória se torna a sua intervenção, que só peca por tardia.
Há no entanto prejudicados.
Um deles sou eu.
Nunca pedi nenhum empréstimo que não pudesse pagar com facilidade e nunca fui a Varadeno a pagar em posteriores prestações.
E agora levo por tabela.
“ O Estado é que foi (e bem), a correr salvar os bancos pois assim salva aqueles a quem os bancos emprestaram dinheiro “
Fadão,
Esta nã entendi…quer dizer, vão-me ao olhometro e ainda fico a dever favores????
Imagine que o Engenheiro de marquises em vez de ir a correr salvar os bancos, melhorava as condições de vida dos que pedem emprestado e estes por sim, tinham maçaroca para pagar os míseros 300/400/500 € de prestação da casa, a situação era esta???
Mas perguntará o Fado…mas melhorava como??? Pois, a porra tá ai…ele que estudou p´ra engenhero foi p´ra isso mesmo e não para projectar polibans numa qualquer banheira manhosa.
“Nunca pedi nenhum empréstimo…
E agora levo por tabela. “
Bem feita…tivesse pedido ehehehehe
O problema não é pedir ou deixar de pedir, o problema é ser pobre e, ser pobre, quer queira, quer não, é uma merd@.
“ Mas há quem ainda esteja em 1974 ? “
MP,
Penso que não, mas mesmo assim há comparações que podem e devem ser feitas.
Á altura com o companheiro Vasco, “ o Trambolho ” foi nacionalizado o lucro e meios de produção. Lucro esse que agora está a ser vendido ao desbarato para equilibrar contas das sucessivas más governações.
Agora, os que o apelidaram de louco, estão a nacionalizar o prejuízo e especulação, prejuízos provocado pela má gestão de lucro.
Em pleno período estival, eram lançados para o ar, milhões sobre milhões de lucro, agora tá tudo falido???…
Se calhar é capaz de me explicar esta…porque é que se Hugo Chaves nacionaliza e toda a gente lhe cai em cima , como é que se for Gordon Brown , o Inglês fazer o mesmo, toda a gente bate palmas ???
E já agora porque é que quando se apregoa com pompa que se vai apregoar uma hipotética medida de cariz social, a mesma só vai sortir efeito em 2000 e troca o passo e, os 20 mil milhões já estão ai para quem tiver unhas???
Eu atraso-me no pagamento dos meus míseros 300/400/500 € de prestação da casa e sou penhorado
A Europa injecta no mercado de capitais 1 trilião de euros e…Um culpado, arranje-me apenas um culpado p´ra amostra, consegue arranjar???
MP, será que o capital , desculpe, a economia de mercado, ainda não percebeu que o mercado só faz sentido se existir quem consuma??? Se tiram o poder de compra ao pé rapado, retirando-lhe tudo o que são condições sociais e praticando os baixos salários, o capital tem de começar a comer e empanturrar-se em notas de 500 €, é que para alem de não haver quem consuma, não há quem produza.
Ainda há outra coisa que me confunde…porque é que são aqueles que colocaram isto no fundo, que agora andam todos atarefados a dizer que vão encontrar soluções para resolver a crise??? Vamos considerar que sim…se sim, a 1ª medida a ser tomada era colocar no chilindró uma boa parte dos bacanos que agora andam todos atarefados.
http://marafade.blogspot.com/
On ne peut vaincre un mal que par un autre mal.
Jean-Paul Sartre
Bolota
13 Out 2008 às 21:54
Aqui só há um culpado, é o Estado e por isso a pergunta colocada em título no post não tem razão de ser.
Se há legislação não foi cumprida, se não há devia haver.
Em qualquer dos casos o culpado é sempre o mesmo.
Faz parte da natureza humana ser mau e predador.
Só a sociedade pode corrigir a natureza.
Exmo. Sr. Manuel Leão
Ao contrário do que pensam os neo-trotskistas como V. Exa. o lucro não vem do trabalho. Se assim fosse eramos todos ricos, todos trabalhamos! (alguns mais que outros!)
O lucro vem da aplicação do capital.
É uma realidade, aliás a realidade que deita por terra o modelo económico socialista.
E um depósito é uma aplicação de capital.
Acho estranho para um trotskista ficar incomodado com coisas a girar num turbilhão! Não é isso que preconizam para a sociedade? A revolução permanente?
Mas enfim, permita-me esclarecê-lo:
P.
“O que é isso de praticar o capital?”
R.
Não sei, mas os seus camaladas chineses devem saber É o inimigo mas dormem com ele na cama!
P.
E isto?:
«E também lá os gestores das grandes empresas recebem grandes salários e mordomias (começando pelo presidente da república!)»
R.
Nepotismo, Cleptocracia, Autocracia…
O “novo modelo socialista” é um “blend” disso tudo.
O companheiro Vasco!?!?!!
meu deus!!, afinal é verdade, os dinossauros ainda existem.
descobri finamente o PREC jurásico!
Sr Bolota, não são os prejuizos dos bancos que estão a ser nacionalizados, são precisamente as dívidas que pessoas como o sr. contrairam e que agora tem dificuldade em pagar!
Alguém (um certo pantomimo) falou aqui de Juros Compostos.
É pena não saberem o que isso é, esclarecia muita cabecinha oca!
Na origem da crise está um mal muito simples!
A mentalidade das pessoas.
Quando querem aplicar umas poupanças andam de banco em banco a ver quem lhes dá maior ganho, já se vê que quem não lhes ofereca juros compostos que esqueça!!
Mas quando querem crédito já refilam com o juro composto! Como é que acham que os bancos pagam juros compostos aos depositantes??
“ Dinossauros, jurásico! “
Balburdio,
Esta porra comesse??? Faça lá um esforço e tente explicar as nacionalizações do companheiro Vasco e as de agora e deixe-se de tretas
“ Sr Bolota “
Tá bem visto, nunca ninguém me tinha tratado assim….obrigadinho balburdio, Deus o abençoe
“ Sr Bolota, não são os prejuízos dos bancos que estão a ser nacionalizados “
Pois eu vi logo…levo nas aldrabas e ainda por cima sou culpado.
Já reparou por certo que o Bolota não deve muito á inteligência. O balburdio sim que até sabe o que são juros compostos e tudo …
Ajude-me nesta: Como é que se entra em processo de falência, com paletes e paletes de lucro, fora as resmas???
Só mais esta, como é que, com paletes de lucrosssssssssssssssssssssss abrem falência e os meus 1000 euritos de poupança de uma vida vão ás ortigas???
Responda-me certinho e direitinho de maneira que o trongo do Bolota perceba e não me venha com juros á não sei quantas que depois eu não sei descascar.
” Besugo,
Você é um ponto. ”
Oh diabo… eu não escrevi nada neste post… tem a certeza que é comigo que quer comunicar Pedro?
Sr. Bolota
o sr. Vasco nacionalizou aquilo que se chama os activos dos bancos, ou seja as agências, os edifícios, os arquivos mortos, as secretárias, as cadeiras, os telefones, etc.
O capital esse fugiu-lhe, atravessou o atlântico e converteu-se em plantações de café e herdades pecuárias no Brasil, multiplicou-se e entretanto, o sr. Vasco, depois de ter arruinado o país, foi-se.
O capital então regressou, readquiriu os activos dos bancos e tudo voltou progressivamente aos eixos.
Quanto ao que se passa actualmente, são meras aquisições com capital público.
O estado paga e torna-se accionista, mas sem assumir o controlo não é uma verdadeira nacionalização.
O estado limita-se a impôr algumas regras, o que é normal quando um grande accionista entra na empresa.
Creio até vir a ser um bom negócio para os governos, eles estão a comprar com o mercado em baixa, em alguns anos poderão vender com o mercado em alta e encaixar lucros fabulosos.
vê a diferença?
quanto ao seu problema fique sossegado já que os depósitos estão garantidos até 25 mil euritos.
Aliás é pouco provável que os nossos bancos abram falência, não só por causa dos lucros recentes, mas porque o mercado internacional vai querer recuperar e vão-se virar para as instituições bancárias mais sólidas e resistentes e oferecer-lhes capital. isso só por sí resolverá o problema da liquidez.
A não ser que o sr. bolota vá a correr tirar os seus 1000 euritos do banco, descapitalizando-o!
É isso que faz com que os bancos abram falência, a descapitalização!
imagine:
O sr. Bolota é um depositante a prazo, o banco pega no seu dinheiro e empresta-o ao sr. Avelã.
O sr. Avelã começa então a pagar, a prestações, a dívida mais um juro determinado.
O banco pega no valor das prestações e na maior parte dos juros recebidos e vai colocando na conta a prazo do sr. Bolota, o resto é do banco como paga pelos seus serviços.
O sistema funciona assim até que a dívida do sr. Avelã esteja saldada e reposto o dinheiro do sr. Bolota, mais os seus juros.
Deixa de funcionar se o sr. Bolota, com medo de os perder, quiser os 1000 euros antes do prazo:
O sr. Blota vai ao banco e pede então os seus 1000 euritos.
O gerente diz-lhe que estão com o sr. Avelã, e que de momento não lhos pode dar!
Mas manda a regra(lei) que o banco tem de responder pelos depósitos e como tal apareçe o sr. Estado e manda o gerente pagar 1000 euros mais juros colectados menos uma multa por levantamento antecipado.
O gerente vai ao cofre, onde estão guardados os lucros acumulados pelo banco, e constata que devido aos muitos levantamentos antecipados motivados pelo medo generalizado de pessoas como o sr. Bolota, não há lá dinheiro nenhum.
O gerente então diz ao sr. Estado que está insolvente e que terá de declarar falência total, a não ser que o sr. Estado adiante ele os 1000 euros ao sr. Bolota, ATÉ QUE O SR. AVELÃ SALDE A DÍVIDA.
o sr. Estado pensa um bocado e decide adiantar o cacau, o sr. Bolota recebe os seus 1000 euritos e como colateral pela dívida o sr. Estado aceita uma açoezitas do banco. Entretanto o sr. Avelã continua a pagar a prestação ao banco.
35 anos depois o sr. Avelã salda a sua dívida, o neto do gerente vai ao cofre, retira 1000 euros e entrega-os ao sr. Estado, MAIS O JURO CLARO!
ou seja no fundo o estado aqui fêz de banco, emprestou a crédito, contra um colateral (menor risco) e cobrou um juro.
percebeu?
Exmº Senhor Balburdio:
Rendo-me! Vossa Excelência é mesmo divertido!
Fiquei a saber por si, imagine, que sou um neo-trotskista, coisa que aliás não sei o que é.
Creia-me agradecido, porque há muito tempo que não me ria com tanta vontade.
Obrigado
P.S. - Não merece a pena explicar quem foi Trotsky. Sei qualquer coisa acerca dele, que para mim, considero suficiente.
Também não estou zangado, com essa coisa do neo-trotskista, porque quase todos o que comentam aqui, já mereceram esse epíteto Mas, se é por comentar neste “blog”, fique tranquilo porque não sou do Bloco de Esquerda. Não é por nada, mas não sou.
“ vê a diferença? “
Balburdio,
Ããããã??? Eu sabia que nã ia pescar metade…mas mesmo assim, sobre as nacionalizações do Vasco, dito ontem pelo Ricardo Salgado de Melo Abreu e Silva da Costa Vasconcelos, do Bes, depois das nacionalizações tinha recomeçado do 0 (zero) como é que você agora diz que ele afinal deixou que ele saísse carregado de maçaroca??? E eu a pensar que tinham sido os comunas dum corno que se tinham abotoado com os carcanhões…afinal.
“ imagine: “
Tá bem tou a fazer força para imaginar…com tanto Bolota e Avelã e o Avelã e o Bolota, no entanto já tava na quinta das tabuletas.
Esqueceu-se foi de uma coisa…os €uritos são meus e nã do banco , muito menos do governo e nã posso mexer neles porquê??? São meus.
E esqueceu-se de outra coisa ainda, se a minha chafarica tiver nas lonas, o Engenheiro de marquises está a borrifar-se para isso, porquê ir agora em socorro dos Bancos??? Viu a cara de preocupados dos possíveis nacionalizados???
“ ou seja no fundo o estado aqui fêz de banco “
Cá tá…e porque não faz o governo de conta que é um banco e ajuda o Chico Alfarroba a encher a barriguita aos moços pequenos , que de pizzas só conhecem aquelas que mama por pedirem panito?? Ficam todos negros de tanta pizza apanharem nas orelhas.
Viu aquela Srª que á dias deu num programa na SIC, que vivia com os brutos (426,5€) fruto do seu trabalho de auxiliar de lavadeira de cus de velhos??? P´ra esta o engenhocas nem olha. Nem sabe que existe.
Balburdio, saia desse pedestal teórico e dourado e, sabe que mais??? Canta bem mais nã m´alegra. Vá andando por aqui, que mais dia, menos dia acaba por me dar razão.
Ainda vai ver o Ricardo Salgado de Melo Abreu e Silva da Costa Vasconcelos pedir encarecidamente ao Bolota para não mexer nos 1000 euritos senão…ou come notas, ou volta a queixar-se que vai outra vez recomeçar do zero.
Tangas amigo, tangas é o que é.
É fácil a qualquer cão
Tirar o cordeiro da relva.
Tirar a presa ao leão
É difícil nesta selva.
Aleixo
percebeu?
balburdio a novel da economia, JÁ!
bolota
não acredite em tudo o que um judeu refinado como o espirito santo diz, começou do zero em activos, mas tinha os bolsos bem recheados
se os comunas se abotoaram foi com terras e propriedade, aquilo que ficou, o $$$ esse foi-se.
quanto ao seu dinheiro, precisamente por ser seu é que o banco é obrigado a restituí-lo na integra, e até lhe dá juros.
cobra uma penalização sobre os juros é certo, mas isso são as regras do contracto, afinal o sr. Bolota não cumpriu com o prazo indicado no contrato (6 meses, 1 ano, etc.).
convenhamos que os bancos são um bocadinho mais importantes para todos nós que a sua chafarica, sem desprimor!
quantos dias pensa que manteria a porta aberta se os bancos falissem?
e se estão preocupados provavelmente é porque sabem que se tiverem que recorrer ao estado é sinal de que estão lixados, ao contrário do que dizem por aqui!
O estado já foi banco em portugal e ainda é(mais ou menos), funcionava mal mas por razões diversas. é de facto viável a existencia de bancos estatais, mas um estado não serve para isso!
essa ideia do estado como sustentáculo da sociedade é a pedra de toque da esquerda política. isto porque a esquerda entende que as pessoas em sociedade são perversas e tem de ser controladas pelo estado ou por uma sociedade de estado.
Existem contudo intituições bancárias não lucrativas, até mesmo experiencias comunitárias e cooperativas que funcionam bem. bem melhor que os estatais.
nada impede um colectivo ou uma comunidade de criarem o seu próprio banco.
infelizmente, sustentar pessoas é uma actividade insustentável, requer financiamento externo, estatal o que é mau (não é para isso que serve o estado) ou solidário. é para isso que servem as ONGs
no fundo as pessoas tem de ser mais responsáveis e não estarem à espera do estado para lhes lavar o rabo com água de malvas!
é que tudo o que é estatal é imposto! não existe essa coisa de Solidariedade Social, isso é que é uma grande tanga!!
é um imposto, deixe de pagar à segurança social e vai ver o que lhe acontece!!
para haver verdadeira solidariedade terá de ser fora do estado, que só deveria servir basicamente como garantia da sociedade, mantendo a lei e a ordem, protegendo-a, corrigindo falhas aqui e alí, intervindo quenado é extrictamente necessário(quando a sociedade não é capaz de se valer a sí própria).
o estado não deve ser a teta social que a esquerda defende, até porque essa teta é quase sempre uma treta: pensões de miséria, subsídios ridículos, injustiças, etc.
é necessário desmamar a sociedade, em portugal isso é crítico, ainda estamos muito dependentes da mamã estado.
admito contudo que um desmame violento seja de evitar.
mas terá de ser feito ou então estamos mesmo lixados.
sr. leão
e o que é um neo-liberal??
Balburdio:
Vossa Excelência perguntou-me o que é um neo-liberal.
SE me permite, não vou responder agora.
Vou estudar, porque decidi ir à segunda chamada.
Até lá, passe bem.
2ª chamada???
e que é feito do chavão:
A Universidade só iluminará o povo no dia em que lhe pegarem fogo!!!!
esta esquerda caviar!!
O aval do estado destina-se a normalizar o funcionamento do sistema bancário que estava paralizado por falta de confiança entre as várias instituições,até ao momento não foi gasto um tostão dos contribuintes.Tambem não há noticia de algum banco estar em risco de falir.Com a normalização do funcionamento do sistema o preço do dinheiro as taxas de juro euribor estão a descer todos os dias.Ora isso é bom para as familias e para as empresas.A única critica que podemos fazer é que não foram definidas devidamente as condições no caso de o Estado ter que pagar por alguma transacção mal sucedida.
Os bancos nao são empresas? Os bancos nao ganham lucros?
Se o estado vai ajudar empresas, porque nao ajuda as pequenas e médias empresas que começarama ir á falencia por causa da libertinagem das importaçoes de produtos de mao de obra escrava como a china?
Porque nao idemeniza os empresários que tiveram de ver as suas vidas devassadas pelo fisco, pelos tribunais, e que em vez de serem apoiadas tiveram uma reversao das dividas para seu património pessoal qundo até então as dividas eram apenas em relacçao ao capital social das empresas?
Porque será que este sr engenheiro de obras nunca feitas, passou ao ataque aos cidadãos que tanto deram de si a este país, e nao andaram com falcatruas a desviar dinheiro para seu uso pessoal, e foram até ao limite das suas forças para tentar manter-se com dignidade nesta selva arbitrária sem lei nem roque, que prende as pessoas honestas e solta os marginais?
Quem é que pode dizer seja la o que fôr sobre proteger bancos que apresentaram milhoes e milhoes de lucros, e que agora, em vez de terem esses lucros para fazer face aos problemas, pede a intervençao do estado?
Que merda de país é este, que alimenta toda esta panóplia de sanguessugas, e que esses pinguins bancários (não são todos graças a Deus), que nos empurram para acções com emprestimos cedidos pelos proprios bancos para aumentarem a sua capacidade negociadora com o mundo do capital, e que mal as empresas a quem solicitaram isso se viram em inicios de dificuldades, os obrigaram a cair porque de um dia para o outro lhes retiraram as contas caucionadas, os limites de crédito, entre muitas outras coisas como o impedimento de continuidade de negociaçao e de recuperaçao das empresas?
Se eu, quen tive 4 empresas, estou falido e vivo na miséria porque sempre fui sério e nunca me apoderei de nada que nao fosse ganho honestamente, e perdi os meus bens pessoais porque um sr engenheiro se lembrou que os empresários deste país devem ser chacinados, eu pergunto outra vez, afinal quem sao os bancos?
Serão empresas de fins lucrativos, ou serão associaçoes sem fins lucrativos e assim precisam de ajuda?
Para mim, parecem mais associações de caracter criminoso, e ganancioso, mas, como dão de comer a muita gente da politica, é normal que os tios, os padrinhos, qual máfia bem assente, nao possam ver os seus amigos queridos perderem as cunhas, as prendas, os favores que a tanto pilitico dá dinheiro, pois quando saem da politica, em algum lado eles váo esfolar o que acham que é deles por direito, ou na banca a quem ajudaram, ou na petrogal, ou na brisa, ou no raios que os parta.
Se arriscaram e perderam, nºao tivessem jogado, eu dei tudo pelas minhas empresas, fui burro, porque hoje poderia estar nuam estancia balnear qualquer a gozar a fartazana, mas nunca conseguiria dormir descansado porque tenho consciencia, e porque nao conseguiria vive a pensar que algum do dnheiro que estaria a gastar, era o pao de alguem.
E como aqui foi referido o Aleixo…
quem trabalha e come
nao come o pao de ninguem
mas quem nao trabalha e come
quem nao trabalha e come
come sempre o pao de alguem
e nao, nao sou trostkista, nem sou do BE, nem do PCP, nem de merda de politica nenhuma, porque efectivamente este pais esta entregue a um bando de chulos, mudem o nome, mas a merda estara la sempre, e só mais uma.. mudam-se as moscas mas a merda nao varia