Há dois dias, o governo admitia em comunicado ter conhecimento que o BPN “se encontra há alguns meses insolvente”. Mesmo assim, o Instituto da Segurança Social mantém 500 milhões de euros das reformas num banco que o governo sabia estar à beira da falência. Questionado por Francisco Louçã sobre a imprudência na gestão dos recursos públicos, Teixeira dos Santos saiu-se com esta pérola: “Eu não tenho que saber dos depósitos nas instituições. Há uma coisa chamada sigilo bancário e eu não tenho que saber quem é que deposita nas instituições, e quanto é que tem depositado.
Tudo indica que a nacionalização de um banco está a perturbar o ministro das Finanças. Teixeira dos Santos não se desloca ao parlamento como gestor do BPN, mas como o responsável pela boa aplicação dos recursos que os contribuintes confiam ao Estado. Não sabe onde é que o Governo aplica os dinheiros públicos? É-lhe indiferente que o faça num banco que sabia estar à beira de cair? Invocar o sigilo bancário quando estamos a falar da aplicação que o governo faz do dinheiro das reformas dos portugueses? Não podia telefonar a Vieira da Silva, ou perdeu o telefone do seu colega? Não se falam? Bem sabemos que, de acordo com o primeiro-ministro, os assessores do governo só trabalham com um computador concebido para alunos dos 6 aos 10 anos, mas escusavam era de nos fazer passar a todos por crianças. Principalmente quando andam a brincar com o nosso dinheiro.
Por Pedro Sales 5 Nov 08 em Governo, um disparate nunca vem só, é a economia estúpido13 respostas ao post “Para descobrir onde pára o dinheiro das reformas tive que nacionalizar um banco”
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- 2 Pingback on 6 Nov 2008 às 1:10



«É-lhe indiferente que o faça num banco que sabia estar à beira de cair?»
o problema é que ele não sabia (ninguém, incluindo o BP) . Souberam pq o M. Cadilhe denunciou.
Mas é óbvio que sabiam! Mas esta gente não pode ser assim tão ingénua!
Mas afinal quem é que é responsável pela gestão dos fundos públicos? Acho que, a bem da transparência e não só, deveríamos saber quem são as pessoas que têm a seu cargo tão importante tarefa. Se os políticos que elegemos não são responsáveis pela gestão das nossas poupanças, têm que nos informar rapidamente quem trata deste assunto. Começo a ficar preocupado.
“O problema é que ele não sabia”.
Ó santa ingenuidade!
Como ponto prévio gostaria de afirmar q de acordo com o que penso apenas e só na CGD é q ue a SS deve ter depósitos.
Posto isto deixo-lhe umas perguntas (retóricas) na sequência do seu post:
- Qdo foi feita esta aplicação no BPN? Quem eram então os ministros responsáveis de então? Pq foi feito num banco menor?
- O q acha q aconteceria de ao BPN se os €500M fossem retirados “há alguns meses”?
Cpmts
E ainda bem que Cadilhe denunciou porque ainda foi a melhor coisa que ele fez nos ultimos tempos.
m&m ,
O comunicado do ministério das finanças, e que se encontra linkado, é bastante claro. O governo admite que tem conhecimento que o BPN “se encontra há alguns meses insolvente”. Isto foi escrito na segunda-feira à noite. Não há como enganar.
o governo tem conhecimento há alguns meses ( desde março); o pedro sales sabe quando é que o dinheiro da segurança social lá foi depositado? que eu saiba ainda não foi tornado público.
Fosse ou não fosse depositado o dinheiro, voltamos à eterna questão deste (des)governo:
à mulher de césar não basta paracê-lo, é preciso sê-lo!
E desta feita, o governo (estado) até se pode tornar accionista de todos os bancos portugueses e dos internacionais, agora o que é preciso é que assuma que o faz, porque o faz e com que estratégia é que o faz!
Ao menos podia dizer que foi o Louçã depois do Honório Novo o ter feito. É claro que existe uma ordem de intervenções, mas pelo menos não escondia uma importante parte da realidade, não acha?
Caro ricardo,
Não dei pela intervenção de Honório Novo. Em todo o caso a resposta do ministro - e parece ser a primeira, dado o tom - é ao deputado Francisco Louçã. Não vejo onde é que possa ter escondido alguma coisa.