PS: 39% (- 2% do que em Outubro de 2007)
PSD: 32% (-3%)
CDU: 9% (=)
BE: 8% (+4%)
CDS: 3% (-3%)
Eleitorado cada vez mais descontente, vira ligeiramente à esquerda. 52% considera má a actuação do governo nas políticas sociais (29% considera mesmo muito má e apenas 12% dá nota de bom).
Sondagem da Universidade Católica para o JN/Antena 1/RTP)
Por Daniel Oliveira 29 Fev 08 em Governo, Partidos


Seria uma excelente ideia!! Governos a cair a toda a hora, e eleições atrás de eleições, tem sido a principal causa do nosso atraso. E mesmo assim seria boa ideia! Quanto pior melhor. É um ponto de vista.
Nunca me deixo de espantar com a capacidade das pessoas em terem 2 opiniões contraditórias simultaneamente! Como é que é possível 29% acharem que as políticas sociais do governo são muito más, e mesmo assim votarem noutras forças políticas que não no BE ou no PCP (que juntos perfazem 17%)?!… Estamos a falar de 12% do eleitorado, centenas de milhares de pessoas (assumindo que a sondagem é representativa). Será que mesmo assim vão votar no PS, porque… sim, sou “militante”, ou “sempre votei PS”, variantes de o-PS-é-a-minha-igreja? Ou será que vão votar PP ou PSD porque acham que estes partidos teriam melhores politicas sociais?! Eu compreendo que é “indelicado”, talvez contra-procedente, mas não sei se não seria boa ideia o BE/PCP construirem uma mensagem política que directamente confronte as contradições desta parte do eleitorado. Que os ponha a pensar, que os “acorde”.
Isso devem ser as expectativas não?
Pelas sondagens avançadas ontem no tal programa novo da RTP, fizeram uma distinção bem clara entre os resultados obtidos e as “expectativas eleitorais”. Basicamente saltava à vista os 50% que não sabiam ou não respondiam. Saltava à vista a popularidade, ainda assim, de Sócrates - porque não há alternativas dignas registo. Apesar de tudo, o sentimento geral ainda é que o Sócrates é o menos mau deles todos. E pela parte que toca ao PSD, parece-me absolutamente natural. O CDS idem, mas esses, tal como BE e PCP, não se vislubra que consigam, alguma vez, apelar a mais 15% dos eleitores. E talvez ate já esteja a ser generoso. Por isso, como alternativa autónoma, só o PSD, infelizmente.
Penso que os 9% que sobram serão eleitores dos pequenos partidos. Quanto a abstenções, foram consideradas? Algo me diz que vão ser o maior partido.
Sondagem Marktest - 28 de Fevereiro:
“Pelo terceiro mês consecutivo, o PS volta a registar uma quebra nas intenções de voto, de acordo com os dados do Barómetro Político Marktest. 36.1% dos inquiridos expressaram, em Fevereiro de 2008, o seu sentido de voto no PS, reflectindo uma quebra de 2 pontos percentuais face ao mês anterior.
Mantendo praticamente inalterado o valor de Janeiro de 2008, o PSD regista 33.4% das intenções de voto - menos 2.7 pontos percentuais do que o PS.
Com 12.8%, o PCP/CDU vê reforçadas as intenções de voto. Alcança este mês o valor mais alto desde Janeiro de 2007, consolidando a sua posição como terceira força partidária.
BE (8%) e CDS/PP (5.6%) surgem em quarto e quinto lugar, respectivamente.”
http://www.marktest.com/wap/a/n/id~101b.aspx
só se espera que o BE n va fazer o frete e se coligue com o ps para lhes dar maioria
Burial,ha muitos paises europeus onde raramente foram conseguidas maiorias absolutas e sao ricos,têm Estado Social,sao desenvolvidos,nao têm iliteracia,etc.
Olhe para o exemplo de Italia(nao é contudo desejável):Mais de 40 governos em 60 anos “e,no entanto…ela move-se!”.
A maioria absuluta em Portugal-esta-,está a revelar-se tremendamente tentacular,tem estado a estrangular muitos direitos,liberdades e garantias.
Para o Daniel Oliveira e para a Esquerda reacionária o ideal seria : um governo que não governasse, que não tomasse decisões, que adiasse tudo para as calendas, que estive a mando dos sindicatos e, por extensão, a mando do PCP e a mando do BE !
Até nem seria novidade : é a história de vida deste país nos ultimos 30 anos !
Sr Daniel : vocês, a vossa demagogia e irresponsabilidade, têm sido os principais responsáveis pelo estado a que o país chegou ! Começou no PREC e prolongou-se até aos dias de hoje !
E sabe porquê ? Porque para os Danieis, para os Louçãs, para os Jerónimos, a vida corre sempre bem. Agora, para os milhões que precisam que a Educação funcione e que não seja sómente um maná para os professores, que o Estado funcione, que a Economia funcione, que se criem empregos aí é que a porca torce o rabo. Esses é que andam a pagar a vossa demagogia há muito tempo !
Sabe o que eu acho Daniel ? Foi uma pena, por alturas de 1975, o PC e vocês não terem tomado o Poder de vez. Teria havido uma guerra civil, teria havido sangue mas hoje, a Esquerda Reaccionária, ocuparia o papel que realmente merece !
Porque vocês são um cancro deste País !
O que se está a passar com a ministra da educação revela a nojeira de procedimentos que vos caracteriza, e a total indiferença pelo futuro deste país !
O q mais me espanta são os 32% do PSD. Ou a sondagem deixa muito a desejar ou são doidos estes lusos
O povo português tem uma imensa maioria. No período mais crítico da governação dá 40% ao PS. Para termos governabilidade precisamos de ter estabilidade. O PS está a ter um bom desempenho. É a minha opinião porque trabalho na privada.
A política de defesa de Israel é conduzida pelo antigo Primeiro Ministro de esquerda (trabalhista) Ehud Barak.
Imagino o Meneses com a maioria absolutav e fico com pesadelos. O povo português tem uma imensa sabedoria! sabe ques as políticas são como os remédios o que conta são os resultados.
Há sondagens para todos os gostos, hoje foi publicada uma que dava 42% ao PS.
Mas só a Marktest dá mais de 9% ao PCP, e por isso é a que tem o resultado, PS versus PSD é mais aproximado.
Mas o problema é sempre a metodologia, e apesar de tudo são as da Catolica, que podem ser as mais fiaveis.
Comparem as 3 sondagens publicadas nos ultimos dias, a da Marktest, a da Catolica, e a da Eurosondagem, há para todos os gostos, e por isso na minha opinião devem ser olhadas com muitas reticências.
Lino José, estou consigo.
Espero que haja no mínimo 50% de abstenções para ver se os partidos acordam do seu autismo.
Em Portugal os partidos nunca tiveram grande imagem. À excepção do 1º período da Regeneração (meados do séc. XIX). Mas antes disso, Portugal tinha tido quase 50 anos de guerra. O rotativismo não durou muito tempo. Os 2 “rotativos” – Regeneradores e Progressistas – cedo se desentenderam dando ocasião à proclamação da República. E aí foi o desastre completo. A tal ponto que o povo acabou por acolher Salazar de braços abertos. Enfim, alguém que o libertasse dos partidos.
40 anos mais tarde, o povo voltou a acreditar nos partidos. Mas eles não se emendaram. Talvez seja a nossa má sina. Hoje o que temos é um Centrão com interesses comuns que se marimba no povo. Não há esquerda nem direita, são ambos iguais. São dois galos dentro da mesma capoeira, a ver quem abicha mais. Os pequenos partidos – à direita e à esquerda – são simplesmente patéticos. Quanto ao PC, o PREC bem mostrou o que se pode esperar dele.
Entretanto Portugal afunda-se.
Qualquer sondagem que hoje se faça, não reflecte a vontade dos eleitores, mas apenas os interesses pessoais dos que tencionam votar. Será a abstenção que nos irá dizer o que o povo pensa dos partidos. Sejam eles quais forem. E não acredito que o povo continue por muito tempo a suportar o estado a que o País chegou.
Não tarda temos aí uma nova Maria da Fonte …
E de quem é a culpa? Mais uma vez dos partidos.
Porque será que não conseguimos ter um sistema partidário decente?
Senhor Lino José
Li a sua opinião quero felicita-lo por colocar tão bem explicitas as suas ideias
só lamento que o prec não tenho durado mais uns tempos pois assim senhores como vc teria de viver como o resto do povo e ai saberia dar valor as conquistas de abril.
depreendo pelo seu comentário que a vida lhe corre bem ..pois bem… vou-lhe dar uma novidade…para maioria …não!
Este é o Portugal em que eu vivo.
famílias endividadas…bancos a bater recordes de lucros…baixos salários e empresas a anunciarem lucros fantásticos…serviços públicos degradados… surgimento de oferta privada para esses serviços..
Meu senhor…tenho a certeza que se não fossem este cancro da sociedade como lhe chama vc teria morrido numa ex-colonia ou seria porteiro do sr ministro do conselho…claro…eleito muito democraticamente por 10% da população alfabetizada.
Sim sim, para o BE se ir enfiar no governo. Daniel, já temos desgraças que cheguem.
viana
29 Fev 2008 às 17:35
Compreendo o seu espanto, mas acontece que o bom povo português não quer de volta o marxismo-leninismo de 26 de Abril. A não ser que me esclareça que quer o PCP quer o BE já não o são e nesse caso nós os dois (ambos) temos que dizer isso aos tugas.
Venho por este meio propor a criação de um movimento pró-referendo a meio das legislaturas de maioria absoluta de um só partido (ou mais). Os cidadãos têm o direito de se arrepender e de não ser castigados com tão longos suplícios. A pergunta seria: Deseja que a actual maioria absoluta continue?
As experiências portuguesas no domínio das maiorias absolutas (já lá vão três monopartidárias) já demonstraram que não temos classe política à altura - os pequenos salazaritos, os pequenos cavaquitos, os pequenos socratitos… põem logo as garras de fora. Quem perde são os cidadãos. Montesquieu tinha razão, a concentração de poderes é uma arma contra a liberdade dos cidadãos. A revolta dos cidadãos portugueses deixa-me a esperança de que ao menos teremos ainda um povo à altura da democracia.
o BE deve ser o grupo político que mais perde sempre na comparação sondagens/realidade… a margem de erro ali deve andar sempre há volta dos 25% em vez dos 5% matematicamente aceitáveis para sondagem…
“só lamento que o prec não tenho durado mais uns tempos” Tar_tuga
Lamenta ? Às vezes, eu também.
Teríamos tido uma guerra civil. Aí ao menos, os campos dividiam-se. Teríamos corrido com toda aquela malta fandanga. Haveria sangue (as guerras não se fazem sem sangue) mas depois teríamos condições para implantar uma democracia a sério. Como aliás constava do 1º Programa do MFA. Aquele que nunca foi cumprido.
Espanta-me ver tanta reacionarice e tanta patetice exposta tão evidente e despudoradamente. Sejam ao menos originais!
Estou solidário com todos os que são contra o governo Socrates, desde que não sejam reaccionários, pois são iguais ou ainda pior do que atacam.
“Espanta-me ver tanta reacionarice” etc. etc. blá, blá, blá
E porquê ? ? ?
Por ter apoiado, como a esmagadora maioria do povo português, o 25 de Abril, e o programa que o MFA nos apresentou, no RCP e depois na RPT ? Foi por ele que fomos para a rua, de cravos na mão.
Não foi para nos aldrabarem, nos mentirem, e terem querido fazer-nos cair noutra ditadura.
Não foi para entregarem as colónias, de mão beijada, a quem não tinha qualquer legitimidade para as receber.
Não foi para obrigar 600 mil pessoas a largar as suas terras, os seus haveres, os seus empregos e fugir com uma mão à frente e outra trás.
Não foi para ver as tropas nativas barbaramente fuziladas.
Não foi para ver a nossa ecomomia destruída.
Não foi para ver propriedades agrícolas, até aí bem exploradas, serem desfeitas. Gado morto, máquinas espatifadas.
Não foi para ver as prisões a abarrotar de presos políticos, só porque tinham criado riqueza ou porque usavam um nome sonante.
Não foi ver os jornais, a televisão e as rádios ocupados, a falarem, a uma só voz. E os jornalistas saneados, só por não terem um cartão do PCP.
Não foi para ver os militares passear pelas ruas de chaimite.
Não foi para assistir ao espectáculo de uma assembleia, eleita pelo povo, ser cercada, e o governo sequestrado e impedido de governar.
Não foi para venderem, ou hipotecarem, grande parte das nossas reservas de ouro.
Não foi para ver as escolas deixarem de ensinar e porem as crianças a brincar e no fim passarem-nas administrativamente.
Não foi para ver os jóvens perderem um ano com o serviço cívico.
Não foi para ir a comícios, ouvir tiros, e ser atacados com gazes lacrimogénios.
Não foi para ver cubanos do Alentejo.
Não foi para ver os “capitães de abril” estarem hoje, gordos e anafados, com o posto de General, a abarrotar de dinheiro feito com negócios nas antigas colónias.
Não foi para ver essas antigas colónias mergulhadas em guerra e transformadas em ditaduras sangrentas e corruptas.
Enfim, não foi para nada disso que fomos para a rua dar “vivas” ao MFA.
… prometeram-nos a ventura, sorrisos e alegrias / mas só as noites são brancas e são mais negros os dias …
Para os que acham que uma guerra civil regenera pensem duas vezes. Olhem para a vizinha Espanha. E não me venham dizer que está melhor do que nós … Porque a questão é como é que estaria não tivesse sido a Guerra Cívil . É que o bem que lhe adveio depois dificilmente está relacionado com esta ultima. Como esta ultima isso sim estão relacionados dos maiores problemas da Espanha de Hoje. E quem diz espanha diz todos os países onde existiram Guerras Civis.
Não creio sinceramente que alguém aqui defenda uma guerra civil mesmo que hipotética. Acredito sinceramente que estão a dizer isso da boca para fora, como uma simples catarse da sua frustração face a coisas de que não gostaram ou injustiças que presenciaram, ou violências que testemunharam infelizmente houve muitas. Qualquer guerra é estúpida e uma péssima forma de resolver problemas. Uma guerra civil ainda pior, se é que pior se pode aplicar ao absolutamente horrível.
Acredito sinceramente que estão a dizer isso da boca para fora, como uma simples catarse da sua frustração face a coisas de que não gostaram ou injustiças que presenciaram, ou violências que testemunharam infelizmente houve muitas.
Fernando Vasconcelos:
Tem razão: é isso mesmo. É sobretudo a desilusão de quem acreditou …