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“A proposta de edificação de um memorial às vítimas do massacre judaico de Lisboa de 1506, agendada para discussão e aprovação pela Câmara Municipal de Lisboa para o passado dia 31 de Outubro, foi adiada “sine die” e corre o risco de ficar esquecida ou subvertida no seu sentido cívico. Em nome da memória do horrendo crime cometido em Lisboa nos dias 19, 20 e 21 de Abril de 1506, que vitimou milhares de cristãos-novos baptizados à força pelo Rei D- Manuel I em 1497, os cidadãos signatários desta petição reclamam da Câmara Municipal de Lisboa que mantenha e execute a proposta tal como foi concebida e na simbólica data prevista de 19 de Abril de 2008.”

Assina a petição.


Sem respostas ao post “A memória de um crime”  

  1. 1 1  Paulo Ribeiro

    Porque raio se vai olhar para uma coisa que aconteceu em pleno século XVI à luz das mentalidade contemporâneas?????

  2. 2 2  Bang Bang

    E depois ainda te acusam de ser anti-judeu.

    PS. Não escrevi anti-semita, porque os semitas são muitos mais que os judeus.

  3. 3 3  Manuel Caetano

    Por bem fazer, mal haver!
    Devo recordar que naquele tempo depois de mortos, os homens e as mulheres baptizadas iam para o Céu, gozavam duma eternidade cheia de consolos proporcionados pela Corte Celestial do Altíssimo. Os não-baptizados não tinham direito a nada, ardiam no fogo do Inferno, como castigo de não aceitarem viver segundo os ensinamentos da Santa Amada Igreja. Por isso, naquele tempo, era um gesto de bem-fazer obrigar os infieis, marranos e outros incréus e selvagens ao baptismo das almas, que em troco duns salpicos de água benta e uma ladaína ganhavam a eternidade no bem-bom. Não vejo onde está o crime. Quem não trocava um mommento mais constrangedor na Terra por uma eternidade repleta de Glória!? Tenho a certeza que muito Judeu, se pudesse voltar agradecia o empenho dos algozes para o baptizar à força. Ainda hoje, lá do Céu estão agradecer-nos.
    Cada época está pejada de mal agradecidos, atualmente são os fumadores, que apesar dos governos (interessadíssimos na sua saúde e na saúde dos não-fumadores que os primeiros matam com requintes de malvadez ) dizia, que os governos cobram pelo seu vício, impostos inimagináveis, mesmo assim não conseguem afastá-los do maldito pecado. Um dia daqui por 500 anos, estou a ver os fumadores a pedir um memorial aos estorquidos por impostos.

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