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Uma campanha do Correio da Manhã e da Sábado que, como se diz no Zero de Conduta, não é nem boa, nem má. É lamentável.


Sem respostas ao post “No Tarrafal nem se estava mal”  

  1. 1 1  Sei da Relva

    Cada vez que alguém escreve ou edita um livro, devia dedicar 5 segundos a perguntar-se: «Poderia eu publicar este livro no tempo do Estado Novo?».
    Creio que seriam 5 segundos bem gastos e que se evitariam dislates como este.

    p.s.
    Creio que este “lema” resulta mais de uma tentativa idiota de provocação publicitária do que de um relativismo moral e político. O que de resto é um sinal dos tempos: tudo pode ser sacrificado no altar da adoração ao deus Mercado.

  2. 2 2  JR

    coisas de jornalistas. são capazes de tudo para vender mais um jornalzinho - até vender a mãe. e de preferência embrulhada na edição do dia.

  3. 3 3  Xico

    Sei da relva,
    Vou leu bem o alcance do que escreveu? Ou só se referia a livros sobre Salazar.
    Espero que a crítica se refira somente ao título publicitário.
    Salazar é sem dúvida incontornável. Não era um anjo nem um monstro, se a medida de avaliação for a da sua época e até a de actuais políticos democráticos.
    Agora que a sua prática era má. Era!
    Qualque homem ou mulher de bom senso saberá que para expurgar o mal é preciso conhecê-lo! Ou têm medo que se descubra a careca da propaganda???!!!

  4. 4 4  JR

    “Creio que este “lema” resulta mais de uma tentativa idiota de provocação publicitária do que de um relativismo moral e político.”

    provocação publicitária? por favor… isto é ser politicamente irresponsável e inconsequente para conseguir vender mais um exemplar.

    nada a que os jornais e os jornalistas não nos tenham já habituado.

  5. 5 5  Sei da Relva

    Caro “Xico”, obviamente a canalhice está APENAS na frase de abertura “Nem bom nem mau”. Que Salazar é uma figura incontornável da nossa história é inegável. E como tal deve ser estudado e analisado da forma mais objectiva possível. Ao contrário do sujeito aqui em discussão, eu acredito sinceramente que a liberdade (política, religiosa, social, económica) é um factor de progresso da Nação, para usar um termo benquisto ao dito.

  6. 6 6  JR

    “Salazar é sem dúvida incontornável. Não era um anjo nem um monstro, se a medida de avaliação for a da sua época e até a de actuais políticos democráticos.”

    ya, xico, é mesmo isso… então se o comparar com estripador de monsanto, vai ver que o transforma numa espécie de madre teresa da calcutá…

    deixo-lhe dois conselhos: evite relativizar e evite o uso de expressões como “expurgar o mal” (seja ele de direita ou de esquerda).

  7. 7 7  l.rodrigues

    Pior que tudo, acho que eles estavam a tentar ser politicamente correctos… mas o meio, como se vê, não é neutro.

  8. 8 8  Daniel Oliveira

    xico,

    Do ponto de vista histórico não faz sentido dizer que alguém era mau ou bom. Mas então teríamos de considerar aceitável que isto fosse escrito para promover um livro sobre Hitler, Estaline, a Inquisição, os autores dos massacres do Rwada, Pol Pot…

    A frase não é apenas uma declaração de princípios de rigor histórico. É a declaração de uma neutralidade, como se fosse no meio das qualidades e dos defeitos do salazarismo que está a verdade. E por isso é uma declaração política.

    O que diria disto: «Os anos de Hitler. Nem mau, nem bom. Incontornável.»

    Espero que não diga que não tem nada a ver. Porque se o disser então confirma que se trata de uma avaliação e não de uma declaração de rigor.

  9. 9 9  Maria

    Para ja
    adoro ver a salazarenta figura toda a cores, tipo personagem de filme de terror em digital
    Da-lhe um ar vampiresco e tenebroso o que e natural posto que o homem nao era para cores
    dada a sua natureza cinzenta.

    Depois o titulo do post:
    se se estaria bem ou mal la pelo tarrafal nao sei , que nunca la estive a nao ser para receber amigos quando de la sairam.Pela alegria que me revelaram nesse dia nao me pareceu que o tempo por ali passado tivesse sido agradavel , mas sera melhor falar com quem passou pela experiencia real.

    Quanto ao salazar
    ser figura incontornavel la isso e e nao se pode negar;foi o sr que mandava durante tanto tempo que ainda se lhe pode sentir o fantasma e a respectiva deslocaçao de ar.

    Para muitos que lhe conheceram a practica foi seguramente um monstro e para esses nao ha duvidas quanto a sua natureza , para outros pois sim senhor; ha-de ter sido um anjo e dos mais perfeitinhos.

    Mas sejam quais forem as opinioes acerca do figurao de uma coisa nao existe duvida.
    Nao se poderia publicar um livro destes durante o estado novo.
    Pois nao.
    E mesmo que se publicasse , nao se leria.
    Como tantos e tantos outros livros.
    E cançoes
    E poemas
    E tantas outras coisas que durante o estado novo nao se podia fazer.
    Como cantar as cançoes do Zeca
    Ou do Lopes Graça.
    Ou dar uma beijoca a um namorado num jardim.

  10. 10 10  Filipe Abrantes

    Caro Daniel,

    Percebe-se a crítica, mas está a ser injusto. Talvez o título “Antes (ou Mais do que) de bom ou mau, Incontornável” fosse mais adequado pois a mensagem é essa.

  11. 11 11  Pedro Sesinando

    Concordo em absoluto.. acho a campanha, ou pelo menos o slogan aqui apresentado, insultuosa para quem andou a “fritar” no Tarrafal, para as famílias das pessoas que eram levadas de suas casas e reapareciam meses depois num estado de miséria e demência humana, para aqueles que passaram fome (que foi algo generalizado em certas regiões do país) . Essa foi a herança de Salazar para muita gente, e suavizar essa realidade, mesmo que para fins publicitários, é revoltante, no mínimo. Neste tipo de questões a neutralidade é o lado mais perigoso e sectário.

  12. 12 12  Francisco Crispim

    Tanto a coisa como a respectiva promoção me parecem salazarentas.
    Deve tratar-se de gente que não viveu, não esteve lá, não sabe nada de nada.
    Por mim, passo.

  13. 13 13  Fado Alexandrino

    Salazar não foi bom nem foi mau.
    Aconteceu.
    Agora no que ele transformou o país é que deve ser lembrado.
    Como também deve ser lembrado que anos houveram em que toda a gente (salvo alguns poucos) era salazarista.
    Por medo, por inércia, por vontade.
    Não pode ser assacado a um simples homem todo o cinzentismo em que Portugal se transformou.
    A culpa é de todos e como se dizia lá nas igrejas basta colocar a frase na negativa.
    Todos pecaram por (não) pensamentos, palavras ou obras.
    Volto a lembrar que melhor que cem discursos é ver o filme “Brandos Costumes” de Alberto Seixas Santos.

  14. 14 14  josé Manuel Faria

    “Salazar não foi bom nem mau. Aconteceu”.

    Enfim… Há milhares a pensar assim. Parece não haver emenda. Saudosismos neofascistas.

  15. 15 15  samuel

    “Salazar não foi bom nem mau. Aconteceu”

    Sucede bastante… até com os peidos.

  16. 16 16  Fahrenheit

    tudo isto se insere numa campanha bem urdida pelo actual regime para lavar a cara do fascismo.Começou com os “Grandes Portugueses” e depois foi-se propagando com o Museu de Sta.Comba Dao e mais umas publicaçoes que surgiram.

  17. 17 17  Maria

    “salazar nao foi bom nem mau”
    e
    “Não pode ser assacado a um simples homem todo o cinzentismo em que Portugal se transformou.”

    salazar foi chefe de estado durante 50 anos.
    Dirigiu manipulou restringiu e elaborou politicas para controle de liberdades sociais e de pensamento.
    Criou policias politicas que tinham por missao prender e torturar todos os que se que opunham ao seu regime.
    Fez da Igreja Catolica uma forte aliada de todos os seus propositos, impediu que a cultura chegasse as camadas do povo que dirigiu e muito mal durante todo esses anos.Criou fossos entre camadas sociais acentuando a desgraça dos mais pobres . Permitiu que aqueles que tinham poder o usassem apenas para seu proveito proprio.

    Sim de facto pode dizer-se que esta figura que impingiu discursos de uma hipocrisia insuportavel nao chegou ao poder sozinho.
    Claro que todos sabemos que os ditadores chegam ao poder apenas depois de aliciar e seduzir as populaçoes;depois de promessas palavras e manipulaçao de mentalidades subdesenvolvidas com pouco ou nenhum acesso a informaçao e ao exercicio de pensamento bem estruturado ao mesmo tempo que prometem mais poder aos que podem mante-los no poder e que eles la chegam.

    salazar for mais um desse ditadores e ficou no poder durante todo esse tempo porque aqueles que tinham poder economico social cultural etc encontraram nele o sustentaculo para todos os privilegios.
    Mas nao pode dizer-se que “reinou” sem oposiçao; alguns houve e em todas as camadas socias que se lhe opuseram e a maior parte desse pagaram bem caro.
    Com a vida, com anos de prisao, tortura e dificuldades de toda a ordem,vendo as suas familias ser alvo de sofrimento e todos os tipos de privaçao.
    Que esses eram de numero inferior aos que se acomodaram e bem viveram ao abrigo dessa politica, pois claro e evidente.
    Por isso demorou tanto tempo a chegar-se a um tempo diferente que e aquele em que vivemos hoje.

    Qunto ao pecado da naçao e dos portugueses .
    Sim pecou-se por falta de atençao.
    Alguem la devia ter posto a cadeirinha mais cedo.

  18. 18 18  João Grade

    Eu nasci e vivi no tempo do Salazar.
    Perdoar-me-ão a ignorância, alguém me pode explicar a diferença entre Salazarismo e Estalinismo?

  19. 19 19  Hugo Cunha

    Façam uma coisa melhor comprem dia 16 de Março a Biografia de Salazar que vai sair com o Jornal Publico,integrada numa colecção de Biografias de Grandes Portugueses além dessa tambem a de Marcelo Caetano dia 12 de Abril,porque esta colecção esta demasiado Cara. Ver a colecção na sua totalidade aqui http://static.publico.clix.pt/cadernosbiograficos/

  20. 20 20  Manuel Leão

    Sr. Fado Alexandrino:

    Respiguei do seu comentário a seguinte passagem:

    «(…) deve ser lembrado que anos houveram(…)».

    Acreditando eu que V. Exª nutre respeito pela Língua Portuguesa, devo esclarecer que, no caso vertente, não existe a 3ª pessoa do plural do pretérito perfeito. Usa-se a 3ª pessoa do singular, isto é “houve”.

    Porquê?

    Porque, quando o verbo “haver” é utilizado como verbo principal, com o sentido de “existir” ou de “acontecer” ou de “ter decorrido”, é considerado um verbo impessoal, utilizando-se apenas na 3ª pessoa do singular.

    Assim a frase, para estar correcta, deveria ter sido escrita da seguinte forma:
    «(…) deve ser lembrado que anos houve(…)».

    Sempre ao dispor e não carecendo de agradecimento.

  21. 21 21  kruzeskanhoto

    O homenzinho foi um sacana mas também não podemos apagar a história. Lamentavelmente esteve esteve no poder quarenta anos e agora não podemos fazer nada quanto a isso.
    O Vale e Azevedo também foi presidente do Benfica…Temos que viver com isso.

  22. 22 22  TC

    Cada vez mais e não só em portugal se começa a cheirar o 3º Reich…

  23. 23 23  João Grade

    um meu amigo telefonou p´ra mim dizendo que: Salazarismo = a Fascismo
    Estalinismo = a Comunismo
    Entendes?
    Confesso que eh muita confusão para a minha cabeça.

  24. 24 24  terrivel

    O porque diabo não pode a direcção da Sabado considerar o salazar “nem bom nem mau” e fazer avaliações?
    Tem de andar tudo pela mesma cartilha?

  25. 25 25  The Studio

    Salazar, o obreiro da nação foi recentemente considerado o maior Português de todos os tempos. A Salazar se devem quase todas as grandes infra-estruturas do país. Os cães ladram mas a caravana passa.

  26. 26 26  Fado Alexandrino

    Maria

    A sua intervenção é muito correcta.
    Tudo o que lá diz é bem verdade mas não deixa de ser uma realidade que a maioria, a esmagadora maioria nada fez, bem pelo contrário sempre o apoiou, e aqui não estamos a falar da classe dirigente mas sim do povinho.
    É histórico não pode ser apagado.
    Todos, quase todos, fomos coniventes.
    E isso até está explicado pelo episódio da cadeirinha.
    Ninguém a lá colocou, no sentido metafórico claro.
    Se o fulano não tivesse caído da mesma e não houvesse (senhor Manuel Leão compreendo que a frase é demasiado rebuscada para si, assim a modos que Saramago Type) a lei natural da vida, ainda hoje governava Portugal.
    Aos outros pergunto-lhes:
    O que é que vocês fizeram para o apear?

  27. 27 27  Maria

    “O porque diabo não pode a direcção da Sabado considerar o salazar “nem bom nem mau” e fazer avaliações?
    Tem de andar tudo pela mesma cartilha?”

    O sabado pode fazer e dizer o que quiser em relaçao ao salazar; pode e e um belo sinal de que os tempos mudaram.

    Agora, tambem sera permitido que outros com diferentes opinioes se expressem dizendo:-

    salazar “Nao era bom nem mau”-??

    Era um Biltre.
    Um biltre arrogante e hipocrita.

    Quanto a apagar a historias nao pois nao.
    Que ninguem apague os crimes cometidos na ditadura .
    E dizer que salazar nao foi nem bom nem mau e o que se diz sempre que se pretende branquear passados com a intençao de manobrar os mais jovens para que nas confusoes as mensagens de tais ditadores possam continuar a passar.

    salazar existiu.
    Foi chefe de Estado.
    Protegeu os mais ricos penalizando os mais pobres.
    Retirou liberdades e direitos.
    Perseguiu e torturou todos os que se lhe opuseram.
    Mandou matar.
    Governou.
    E governou mal.

    Dizer que tal passarao nao foi bom nem mau e pessimo.
    E um ultrage a todos os que se bateram e batem pelos direitos fundamentais de todo o Povo Portugues.

    Quanto a cartilhas so ha uma de que gosto.
    ” A Cartilha do Marialva”
    Do mui saudoso Jose Cardoso Pires.

  28. 28 28  Nuno

    Acha lamentável? Tb eu! Deixe de comprar o pasquim por detrás desta campanha! Eu assim farei! A foto do homem naquele estilo Andy Warhol com cabelos vermelhos faz-me lembrar o mafarrico cada vez q olho para os mupis com a tromba do velho abutre! O q não deixa de ser adequado!

  29. 29 29  nuno magalhães

    A ver se se colocam as coisas no seu respectivo lugar. Uma coisa é a promoção e outra bem diferente é a obra. Isto está cheio de comentários que mostram bem não saber separar a campanha (infeliz) dos conteúdos editoriais da colecção de 30 volumes. Acusar as direcções dos jornais de terem responsabilidades criativas na campanha publicitária é tonto. Daniel Sampaio, sem fazer referências a esta colecção, escreveu na última Pública que seria útil ler um livro sobre Salazar escrito por Irene Pimentel, João Madeira e Luís Farinha. Porque motivo participando os três na colecção será esta de deitar fora? Porque motivo será melhor e mais proveitoso ler em alternativa um livro do Público sobre o ditador? O Correio da Manhã publicou uma lista de colaboradores da obra que publica a meias com a Sábado e além de muitos e muitos historiadores está lá gente como Diana Andringa ou João Mesquita (ex-presidentes do Sindicato dos Jornalistas e ambos de esquerda), por exemplo, ou o Luís Cabral, que foi presidente da Guiné e dirigente do PAIGC.

  30. 30 30  Maria

    Fado Alexandrino

    a esmagadora maioria do Povo Portugues na epoca da ditadura salazarenta era mais que pobre, totalmente desinformada, controlada pelas policias e pela igreja.
    Nao se pode compara esses dias aos dias de hoje e no entanto, se quisermos ser verdadeiros em relaçao a realidade — quantos nao existem ainda controlados por tais sombras — quanto mais naquele tempo.

    Portanto passar para o povo a totalidade da culpa pelo desgoverno violento do figurao parece-me um pouco demais.
    Num tempo em que a fome o desemprego ou o emprego pago miseravelmente, em que o medo do inferno e das prisoes politicas vigorava
    ( tendo pelo meio todo o tipo de privaçoes como a total impossibilidade de acesso aos bens culturais ) nao me parece realmente grance coisa para criar pessoas capazes de lutar seja pelo que for.

    A “esmagadora maioria”
    estava esmagada pela mao de ferro do regime e essa realidade nao deve ser negada.

    Quanto aos que lutaram contra toda essa miseria.
    O Povo Portugues e uma entidade viva de que fazem parte todos os seus membros e muitos dos seus membros decidiram-se a lutar contra a ditadura
    como todos sabemos.

    Essa coragem tem que ser reconhecida.

    Quanto a cadeira
    apenas uma mera figura humoristica.
    E preciso saber rir dos ditadores que julgam o seu poder eterno.
    Se foi o destino ou uma mao humana que a atravessou no caminho do homenzinho pouco interessa; a verdade e que foi uma bela e justa maneira de llhe por fim.

  31. 31 31  yazalde

    assim é a democracia, o menos mau dos sistemas politicos, dizem…

  32. 32 32  Fado Alexandrino

    Sempre me fez muita impressão porque é que uns lutam e outros não.

    E acima de tudo, porque eu com a honestidade que a muitos falta digo aqui claramente que nunca correria o risco de ir para a uma cadeia por lutar contra um regímen que, é indesmentível, não deixava as pessoas evoluir e as mantinha domesticadas com a peregrina ideia de que não estavam preparadas para a liberdade.
    Não está a aqui a soar-lhe qualquer coisa igual a um passado mais recente?

    Sou o feliz possuidor da colecção completa editada pela Comissão do Livro Negro Sobre O Regime Fascista e dos vários volumes da mesma sob o título genérico de “Presos Políticos no Regime Fascista”.
    Neles se vê que um número muito, muito apreciável de presos eram de classes muito humildes e tinham profissões muito simples.
    Mas lutaram, outros ao lado não e outros colaboraram.
    E estes últimos eram uma maioria e por isso devemos ter vergonha do que fomos.

    É por estas pessoas não terem vergonha que os ditadores duram como no anúncio das pilhas.
    Desejo que a Maria tenha sido das que lutou.

  33. 33 33  Ricardo Ramalho

    Bom… Esse “jornal”, que tem títulos tão interessantes a letras 72pt, tais como “Camacho quase chorou na despedida aos jogadores do Benfica”, tema mais importante que o país tem neste momento - o benfica sem treinador - o horror, a tragédia; tem agora uns livrinhos sobre o nojeira salazar?

    Ainda nem tinha reparado… Ainda bem… Não compro jornais da treta, pasquins que só dizem barbaridades de ponta a ponta. Nem vale a pena chatearem-se muito com isso.

    Para o “The Studio” : é pá… cresça!… os anos 60 já lá foram… e a Direita cheira mal!

  34. 34 34  NuNo_R

    bOAs…

    Existe por aí muito saudosista escondido que com as politicas mais chegadas á direita deste (des)governo PS, cada vez mais se vai mostrando e retirando a sua capa de “eterno” defensor das liberdades e direiros dos cidadãos.
    Nunca um governo “dito” socialista fez tão mal aos seus concidadãos como este o está a fazer.
    E tudo ( dizem eles) para o bem de todos.
    Mas de todos quem?
    Eles somente!

    Temos de viver e aceitar os erros cometidos historicamnete no passado, mas para não voltarmos a repeti-los no futuro.
    Não será a menosprezar a liberdade adquirida com o 25 de Abril, e a prestar o tributo a Oliveira Salazar que nos tornaremos mais livres, mais sensatos ou progressistas…

    abr…prof…

  35. 35 35  Maria

    Fado Alexandrino,

    em relaçao a sua ultima mensagem sobre este topico estamos de acordo em quase todos os pontos.
    Penso de forma igual em relaçao aos que colaboraram com o regime de salazar.
    Sem duvida.

  36. 36 36  leonidas

    Ainda havemos de ser todos vivos para ver uma estátua a Salazar maior do que a do Marquês de Pombal…..

    um povo que não aprende com a história não a merece…repete-a até perder o sabor

    bem haja

  37. 37 37  Miguel Pereira

    Salazar foi um assassino, paz à alma do meu avô que não viveu mais porque não o deixaram.

  38. 38 38  Manuel Leão

    Sr. Fado Alexandrino:

    O que eu escrevi, sobre o “houveram”, não tinha nada a ver com rebuscado ou não rebuscado. Tinha a ver, sim, com gramática que, pelos vistos, é coisa que V. Exª ignora, com arrogância olímpica.

    Eu sei que era muito mais simples que não existissem regras gramaticais. Mas existem. Talvez, porque algum professor seu as tentou fazer respeitar, V. Exª passou a desprezar toda uma classe.

    Gostei também daquela tentativa de ter graça: «(senhor Manuel Leão compreendo que a frase é demasiado rebuscada para si, assim a modos que Saramago Type)»

    Não sei porquê, lembrei-me daquela frase do Eça: - Que calças, que talento!

  39. 39 39  abrasivo
  40. 40 40  Fado Alexandrino

    Manuel Leão

    Algumas notas.
    Nunca li Eça, Saramago idem, estou agora a recuperar lendo-o a si.
    Acredito no entanto que o senhor até nos Lusíadas vai encontrar erros, aquele também rebuscava muito as phrases.

  41. 41 41  Maria

    “Nem bom nem mau. Fascista”

    Ora ai esta–uma sintese perfeita.

  42. 42 42  Fado Alexandrino

    Maria

    Está muito enganada, mas como o post já vai longo não é aqui o momento da resposta.
    Não vão faltar oportunidades.
    Deixo-lhe uma pista.

    Salzar talvez gostasse de ser fascista, mas faltava-lhe o pathos.

    Foi uma coisinha.

  43. 43 43  Maria

    “Fado Alexandrino
    12 Mar 2008 às 14:45

    Maria

    Está muito enganada, mas como o post já vai longo não é aqui o momento da resposta.
    Não vão faltar oportunidades.
    Deixo-lhe uma pista.

    Salazar talvez gostasse de ser fascista, mas faltava-lhe o pathos.

    Foi uma coisinha.”

    Acha que sim?
    Que faltava isso ao salazar?
    Eu ca sempre achei que lhe faltavam uma coisinha sim, mas de outra natureza.

    Pois bem-

    “phatos”-
    Um dos modos de persuasao em retorica:

    -Apela as emoçoes das audiencias tentando convencer o maior numero de pessoas em favor de uma idea
    um discurso
    uma practica.

    Nao e preciso muita cultura para perceber o que isto significa.
    E para terminar apenas um pequeno apontamento sobre a palavra, que ate soa muito bem e tem classe grafica:

    Pathos - palavra grega que significa

    paixão,
    excesso,
    catástrofe,
    passagem,
    passividade,
    sofrimento e sujeiçao.

    Qual destes “atributos” faltou a ditadura fascista de salazar que impeça a classificaçao do homem e da sua practica como fascista?

    Tinha “phatos ” tinha.

    Infelizmente para Portugal ate teve “phatos” a mais
    e ate teve muitos “patos bravos ” em seu redor.

    Em suma ,nao lhe faltou nada.
    E sim foi um fascista.
    Cinzentinho, fechadinho la nos jardins do palacio,
    uma sombra no meio de sombras, sim - mas fascista.

    Quanto a ser ou nao ser este o lugar ou o tempo de resposta .
    Meu caro Fado;
    deixo isto tudo nas maos do moderador.

  44. 44 44  António Simões do Paço

    Daniel, o coordenador (e co-autor) d’Os Anos de Salazar sou eu, António Paço. E outros co-autores são, por exemplo, o João Madeira, a Irene Pimentel e o Luís Farinha - os três «bons exemplos» citados por Daniel Sampaio na sua crónica da Pública «Farto de Salazar».
    Ora eu, além de andar farto do Salazar (ando há um ano a trabalhar a um ritmo stakanovista nesta obra sobre o Estado Novo), também estou farto da ligeireza que permite falar de uma campanha sobre uma obra sem ir verificar de que obra se trata - sabendo que os comentários à campanha (que não depende de quem faz a obra) salpicam de lama aqueles, como eu, que trabalham nisto, que é tudo menos um panegírico da ditadura.

  45. 45 45  Manuel Leão

    Sr. Fado Alexandrino:

    V. Exª disse: «Nunca li Eça, Saramago idem, estou agora a recuperar lendo-o a si.
    Acredito no entanto que o senhor até nos Lusíadas vai encontrar erros, aquele também rebuscava muito as phrases».

    Quero lá saber aquilo que lê ou não lê!

    Lendo-me, não recupera nada. Até porque V. Exª é infalível.

    Até os erros que comete, são manifestações de génio. Dizendo de outro modo: V. Exª é um novo Rei Midas. Tudo aquilo em que toca se transforma…

  46. 46 46  Daniel Oliveira

    Caro António Simões do Paço,

    O post era sobre o a campanha e apenas sobre ela. Não li a obra e não opinei (como não o poderia fazer) sobre ela. Se acha que as críticas à campanha afectam a imagem do seu trabalho deveria ter vetado a campanha. Não pode é exigir que se deixe passar uma campanha deste calibre como se não fosse nada.

    Estou seguro que a campanha não faz justiça ao trabalho que publicita. É pena que afecte esse trabalho. Mas isso será responsabilidade de outros que não aqueles que não gostam de ver esta frase espalhada pelas ruas do país.

  47. 47 47  pinto

    eu gosto tambem daquela teoria que defende salazar como um homem que nao gastava muito dinheiro em mordomias… até há aquela celebre foto em que ele aparece com os sapatos rotos.

    e sempre que me dizem isso eu respondo;
    -pois, precisava do dinheiro para os campos de concentração que tinha em africa, para pagar a conta da agua e da electricidade que haviam uns quantos que até mostravam uma resistencia sobre-humana.

  48. 48 48  João Mesquita

    Tenho colaborado com a obra “Os Anos de Salazar”. Neste momento, posso dizer que com orgulho, uma vez que, tendo já saído três livros da colecção, o seu conjunto me parece de grande qualidade, quer ao nível do conteúdo, quer do grafismo. Para essa qualidade, há que dizê-lo claramente, o editor-coordenador António Simões do Paço tem tido um papel absolutamente decisivo, que deve ser elogiado, não apenas por qualquer anti-fascista, como por qualquer pessoa que se interessa pela História contemporânea de Portugal. Pessoalmente, só tive conhecimento da parte da campanha que esteve na origem desta polémica (a campanha tem outras componentes) através de blogues como o “Arrastão”, “Cinco Dias” e o “Tempo das Cerejas”. Nem seria preciso dizer que me indigna, porque qualquer pessoa que tivesse visto os três exemplares da obra que já saíram, o perceberia. Estou seguro que o mesmo acontece com os restantes participantes no trabalho — a indignação e o desconhecimento do conteúdo das campanhas.

  49. 49 49  ren

    Um bocado exagero comparar salazar ao hitler nao? Daqui a mais vao dizer que havia camaras de gas no tarrafal.

    Se antes nao podiamos dizer que eramos comunistas com medo que entrasse a PIDE pela porta, agora ninguem pode dizer que ele foi incontornavel que quase nos crucifixam em praca publica dizendo que simpatizamos com uma especie de nazista chamado Salazar.

    E nao, eu nao simpatizo com o homem. Por isso nao especulem como fizeram com alguns posts anteriores.

    Mas uma boa ideia seria ler os livros antes de os censurar, e entao opinar livremente. Na minha opiniao axo triste dizer que nao compram mais o jornal, bla bla bla, se nem leram o livro. Na volta ainda aprendemos factos importantes sobre a vida de Salazar que todos desconhecemos, e teremos mais fundamento para criticar e opinar.

  1. 1 cinco dias » Nem bom, nem mau?
  2. 2 Nem Bom, Nem Mau. Uma Merda. | [ fractura.net ]

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