


A revista “História”, única no género em Portugal, deixou de contar com alguns apoios oficiais (porte pago, apoio do IPLB, etc), e deu por terminada a publicação no nº 100 da nova série. Este encerramento deve-se a um corte orçamental que apesar de minimo para quem apoiava é extramente importante para assegurar a sua existência.
Assina a petição para que o fim do pouco que se gastava não faça morrer a única publicação de divulgação de história do nosso país.
Por Daniel Oliveira 8 Out 07 em História


É claro que assino, não fosse esse o meu departamento. Jesus, como isto anda.
Eu não assino por uma única razão: a revista é fraca. Na minha opinião é preciso o vazio para que surja outra revista com potencial. Eu não acredito que uma boa revista de história, quer em termos de design, quer em termos de selecção dos artigos não funcione. Mas que fique claro; eu não ponho em causa o rigor científico da revista. O problema está nas opções editoriais. Eu compro muitas revistas espanholas e francesas de história, e o que verifico é que lá existe um esforço muito maior em escolher temas que possam cativar o público. Não estamos a falar de uma revista académica, mas sim de divulgação. Por fim, as questões estéticas também pesam; tanto o design como a impressão eram de muito má qualidade.
Concordo em absoluto com o Mário Azevedo. Também compro todos os meses a História NG e a Historia y Vida, ambas em castelhano, por terem artigos muito mais interessantes e informativos que a Historia que agora fecha. Além dos factores que ele enumera, temos também a do preço: a revista portuguesa é muito mais cara e traz muito menos informação. Já agora gostaria de saber se a maior parte dos que vão assinar o manifesto compravam a revista regularmente.
Lamento que o Estado, através do cancelamento do Porte Pago e coisas afins esteja a matar o periodismo português. E, sobretudo o periodismo local, que assegurava alguma da voz crítica local, agora calada. Mas sou obrigado a concordar com o Mário Azevedo: além de fraca a revista era demasiado opinativa, sectária e populista. Não deixará saudades. Venha outro projecto, editorialmente mais honesto e mais rico cientificamente.