Ao que parece, a não celebração do funeral de uma comunista não foi responsabilidade do padre. Este escreveu uma carta de resposta ao 24 horas. Fica reposta a verdade. E os agradecimentos ao Miguel Marujo que aqui a trouxe.
Por Daniel Oliveira 7 Dez 07 em ICAR, PCP


Fico sempre na dúvida. Terá o “24 Horas” credibilidade ao ponto de alguém acreditar nas bacuradas que divulga? Que tipo de padrões são exigidos aos jornalistas do jornal em questão? Alta criatividade, imaginação fértil, personalidade bipolar, talento romancesco, enfim, uma coisa é certa, é preciso andar de olhos fechados para acreditar nesse diário dos Sonhos.
Então mas afinal, quem é que não celebrou a missa?
E alguém a pediu?
É que a carta do pároco não diz nada…
Que mal contado!
O superior diz que a culpa não é dele nem da igreja, mas sim dum subalterno (é o costume) mas lá que a coisa aconteceu, aconteceu!…
Não é o que vem na carta de pedido de “desculpas”?
Depois desta situação apraz-me dizer que é tão fácil recorrer ao sensacionalismo para justificar as nossas opções…
Lá voltamos nós à conversa de sempre. A Igreja isto, o Padre aquilo, e sei lá que mais. Apraz-me registar a rectidão do DO na publicação do desmentido, mas continuo sinceramente sem perceber qual o sentido do post inicial.
Neste caso, pelos vistos, foi um excesso de zelo de um outro padre que não o responsável pela paróquia, mas eu acho que a igreja tem todo o direito de decidir a quem presta ou não presta os seus serviços. Nessa matéria rege-se apenas pelas suas regras internas, que, obviamente não podem ir contra a lei geral.
Sei de um caso em que um padre foi ameaçado de morte por um ateu que até fazia gala no seu anticlericalismo, porque o dito padre recusou que ele fosse padrinho de baptismo de uma criança. Acho que o padre fez bem.
O sr. Paulo Ribeiro deve ser de uma rectidão e de um profissionalismo invejáveis. Os jornalistas do 24 Horas não são mentirosos, são profissionais. Mas vindo de quem se apresenta como alguém que «pretende escarnecer de “toda-a-coisa-pública” [e cujo] objectivo não é atingir as pessoas, grupos ou instituições nele referidos. Por estranho que pareça, tenta apenas ser o campeão do disparate entre os que opinam sobre “toda-a-coisa-pública”» - a coisa até deve ser um elogio…
boa desculpa de hipocrita,
sem acento no ó, pà brincadeira,
que o padre nem se importava de fazer a
cerimónia pa um caixão ca bandeira dos ladrões
do Iraque, contra o João Paulo Sigundo, e manha boa
pa beatos, pòs pobres de espírito e outras tretas…
vale!
Admito a fantasia, desde que seja devidamente assumida. Daí o texto de entrada. Agora, não pretendo ser um jornal, muito menos um jornal que opta um estilo meio quase nada a fugir para o… Quando se trata de jornalismo, há que ter coerência, fundamentação, validade, validação de fontes, perguntas e respostas que primem pela verdade e não suposições de algo que foi supostamente suposto. Thats it.
«Quando se trata de jornalismo, há que ter coerência, fundamentação, validade, validação de fontes, perguntas e respostas que primem pela verdade e não suposições de algo que foi supostamente suposto.» Pois é, caro Paulo. Tudo isto se tenta fazer em qualquer jornal, no 24 Horas ou no Público, no Expresso ou no DN. Mas como em qualquer profissão, há os maus e bons profissionais, os que erram e os que não erram. E errar é humano. Seja o jornal que for. Inclusive no 24…