O governo fecha urgências e maternidades. A população protesta. Mas o governo é firme e não cede. O governo decide que não entra nem mais um novo capelão nos quadros da função pública. A Igreja pestaneja e o governo treme e já dá sinais de ceder.
Por Daniel Oliveira 6 Out 07 em ICAR


A Igreja já não tem o poder que tinha, e o que ainda tem, tende a desaparecer.
De qualquer forma, acho que os governos devem dar um apoio pontual a qualquer instituição religiosa, dado o trabalho social que desenvolvem. Se dão subsídios a qualquer instituição desportiva, centro recriativo, ou rancho folclórico, porque a Igreja deve ficar excluída?
Discordo. A Igreja, apesar de mais distante, mantem todo o seu poder e influência sobre a sociedade, principalmente a portuguesa. O seu silêncio só significa que ainda não sentiu os seus pés pisadinhos. Basta uma pequena calcadela para os tirar da toca. E nem é bom pensar nisso. Ela que continue com o seu trabalho social e com subsidios.
Se a Igreja tem o poder e o prestígio que tem não é porque manipule cordelinhos ou conspire para dominar o mundo. A Igreja tem a relevância social que tem porque as pessoas lhe dão valor, e não o dão em vão. Se isso faz “comichão” a algumas pessoas, paciência. Uma coisa é um Estado/Sociedade que não promove nenhuma religião, outra um Estado/Sociedade que promove o ateísmo. Também isto é violação da liberdade religiosa, sabem?
Mas não é só com a igreja que o governo treme, com os sindicatos costuma acontecer algo semelhante…
Não se trata de Estado que promove o ateísmo, caro Manuel. Há que haver equilibrio na actuação do governo. Nós sabemos que o catolicismo é a religião da maioria e aquela com mais tradição histórica no país, mas existem um sem número de religiões e se todas elas decidirem fazer exigências ao governo está tudo feito. Só não se pode(deve) dar primazia ao catolicismo, senão estamos perante uma situação de relação Estado/Igreja que não existe na constituição portuguesa (o tempo da concordata já era). Gera contestação. É simples. É-se firme para com a Igreja como se é para com todos aqueles que compõe o Estado Português. Mas é aí que se centra o problema. Não se verifica o que mencionei anteriormente e há privilégios que suscitam indignação. Não tem nada a ver com a promoção dum Estado ateísta, mas dum Estado Laico, como deve ser. Acho eu….
A Igreja terá sempre um poder relativo. Não terá menos nem mais por desaparecer a figura do capalão de hospital.
Esta é uma questão meramente económica (financeira) e muito proveitosa para alguns.
O Título “e se te metesses com alguém do teu tamanho” lembra-me o que um feto em vias de ser abortado diria.
Sobretudo a quem defende o aborto e condena a pena de morte (faz muito bem em condenar a pena de morte, mas devia condená-la para todos).
Agora a propósito dos capelães hospitalares, até nos países mais laicos, até nos regimes comunistas há capelães em hospitais. Quem apenas está preocupado em razões economicistas deveria contratar ainda mais capelães, pois o seu serviço prestado aos milhares de doentes além de lhes amparar o espírito, melhora a sua recuperação física e poupa muito dinheiro ao sistema de saúde.