Ignorância a sua.
Nossa Senhora não aterrou numa azinheira. Poisou sobre uma azinheira!
O título também é estúpido. As pessoas podem ser religiosas, os voos não!
E já agora, o Daniel tem alguma coisa a opor a esta pretensão???!!!
Fátima prepara-se para receber voos religiosos –> fábricas chinesas onde são fabricados os “souvenirs” de Fátima aumentam produção, operários ganham mais, gestores também, fica toda a gente feliz de um lado ao outro do Mundo. É milagre!
A imagem é que é estupida. Não há maior símbolo da bocalidade e do atraso portugues do que essa imagem da suposta aparição.
As ovelhas são as únicas que escapam…
Levy
Talvez goste mais de sarças ardentes ou anjos vingadores sobre os primogénitos do Egipto!? Não sei é o que o ecologista radical Daniel diria sobre isso!
O símbolo da boçalidade e atraso portugueses são as elites que temos. Não a imagem de Fátima, onde muitos estrangeiros acorrem a vê-la. Nenhum estrangeiro mostra qualquer consideração ou interesse pelos símbolos ou edifícios ligados à nossa administração. Como sucede noutros países!
O Daniel faz graçolas com a religião católica e acha-se muito engraçado e atrevido.
Se calhar já não tem coragem é de fazer graçolas com uma outra religião, cujos elementos “mágicos” são tão ou mais ridículos.
PS Não sou religioso, e também acho infantis estes elementos mágicos das Igrejas monoteístas.
Mas chocam-me estes padrões duplos da Esquerda, uma mistura de alinhamento ideológico com o Islamismo pela partilha de inimigos comuns, e de medo puro de levar na cabeça.
Ser corajoso com os tolerantes não é assim uma grande coragem…
JEM, sabe que só tem graça mandar piadas sobre a religião que domina a nossa cultura. Até para ver como é, como não podia deixar de se, sempre tão bem aceite pelos crentes. Tenho de fazer isto mais vezes. Ultimamente tenho-me descuidado e já me tinha esquecido como resulta sempre.
Pois é, Daniel.
O Daniel acorda todos os dias, vira os olhos ao Céu e diz: “Graças a Deus que sou ateu”.
Mas não é só isso…
É mesmo um crente, sem o saber…como se vê pelos constantes posts.
Acresce que gosta de manifestar o seu desprezo pelas crenças dos outros, procurando ridicularizar a importância que os outros dão a essas crenças, no exercício da sua liberdade religiosa.
Mais do mesmo….
Abraços
Luís
“JEM, sabe que só tem graça mandar piadas sobre a religião que domina a nossa cultura.”
O Daniel sabe que pode mandar graçolas, porque ninguém na igreja católica lhe vai mandar uma fatwa.
É muito engraçado provocar os dóceis. Fazer palhaçadas e ofender aqueles que já sabemos que não nos vão ripostar.
Agora sobre outras religiões, que, por dominarem politicamente algumas outras culturas, impõem a sua lei, enforcando homossexuais, apedrejando adúlteros, executando os apóstatas, limitando a vida aos que não seguem essa religião, forçando o vestuário, sobre essas religiões o Daniel não faz piadas.
É medo de apanhar uma fatwa, de ofender as “sensibilidades” (de enforcadores de homossexuais?), é ideologia?
Ou as religiões são todas iguais e merecem todas respeito, excepto se for a católica?
J, em Portugal quase não há muçulmanos. Se eu aqui mandasse uma piada sobre o Isão só teria aplausos a receber. E limitar-me-ia a repetir o que fazem todos esses laicos de ocasião, que só são laicos para as religiões dos outros.
As religiões merecem-me tanto respeito como outra coisa qualquer: como ideologias, modos de vida, etc. Nem mais, nem menos. Não têm direito para mim, que sou ateu, a nenhum estatuto especial.
Por acaso Fátima até é considerada sagrada para muitos muçulmanos, que a interpretam como uma aparição da filha de Maomé. Aliás, a explicação mais lógica para o fenómeno de Fátima é exactamente essa, a de uma lenda de uma moura encantada que os miúdos ouviram e mais tarde, numa tarde de calor e subnutrição, julgaram ver perante os próprios olhos. Fátima é um nome de origem árabe, por certo que essas lendas existiam na zona em 1917.
Certamente que não é esse o motivo pelo qual não faz piadas sobre o Islão.
Daniel, aqui em Portugal também quase não há americanos, e no entanto passa o tempo todo a fazer graçolas e comentários sobre os americanos.
“Se eu aqui mandasse uma piada sobre o Islão só teria aplausos a receber.”
Aplausos de quem? A Esquerda bem pensante e politicamente correcta cair-lhe-ia em cima, acharia de mau gosto, eventualmente racista. Arriscava a que algum islâmico fanático lhe quisesse fazer a vida negra (pouco provável, a comunidade islâmica em Portugal, para além de pequena, é bastante pacífica, mas ainda assim não seria impossível).
Já uma piada sobre a religião católica é um tiro fácil. A Esquerda anti-clerical aplaude, dá um ar de rebeldia, irrita alguma direita católica conservadora.
Mas choca-me que alguém que se diz preocupar tanto com direitos humanos, direitos de homossexuais, direitos das minorias, direitos de mulheres, seja tão preguiçoso e ideologicamente enviesado para apenas se limitar a “bater no ceguinho”, convencido que está a fazer uma grande façanha. E se envergonhe de chamar a atenção das pessoas para os veradeiros atropelos que algumas religiões efectivamente fazem.
Que a Nossa Sra “aterre” em Fátima, isso dá-lhe vontade de rir.
Que Hindus mantenham o sistema de castas, e condenem 100milhões de indianos a um ostracismo revoltante… nem nunca o vi comentar.
Que nas últimas semanas os fanáticos iranianos tenham enforcado mais uns quantos homossexuais… nem um post…
“Levy
Talvez goste mais de sarças ardentes ou anjos vingadores sobre os primogénitos do Egipto!?”
Não diga disparates. Já me deve ter lido outros comentários noutros sitios, e já deve saber que sou ateu.
Fátima diz muito sobre portugal e o povo português. SE reparar, fenómenos destes, vulgo aparições, não acontecem na suecia, ou na noruega. Aconteceram em portugal, em 1917, num país rural e atrasado.
Lamento, mas n posso deixar de ter pouco respeito intelectual por que acredita numa coisa destas e que o sol andou as voltas e outros disparates que tais.
Os estrangieros que acorrem para ver Fátima, são iguais de espirito aos portugueses que acorrem para ver fátima.
Para mim fátima é um embuste, e a irmã lúcia a maior mentirosa da história.
Levy
“Para mim fátima é um embuste, e a irmã lúcia a maior mentirosa da história.”
O seu comentário levava-nos muito longe na discussão, e este não é certamente o lugar próprio.
O que eu não aceito é o preconceito sobre os que crêm nisto ou naquilo, de que são embusteiros, mentirosos ou atrasados. Se o seu modelo civilizacional é a Suécia ou a Noruega, é problema seu. Como não lhes conheço grande contributo para o progresso da humanidade, para além de terem atribuído o Nobel a um luso-castelhano, não me sinto beliscado.
Mentiroso é aquele que não diz a verdade. Acredito que não seja o caso de Lúcia. A verdade daquilo que ela viu e a interpretação sobre o que viu é que pode ser diferente.
Como dizia Camus, se na China tocam o tambor para afugentar o monstro da peste, quem somos nós para dizermos que o monstro da peste não existe?
Quanto ao post, julgo que a piada do Daniel teve graça, o que não tem graça é a presunção de inteligência de quem se diz ateu.
-Pai, tenho um assunto chato para falar contigo…
-Diz lá, filho, desembucha!
-É que eu sou gay…
-És quê??
-Gay…
-Olha lá: tens, por acaso, um descapotável todo jeitoso?
-Não.
-Tens casa própria, com vista sobre a Lisboa antiga?
-Não.
-Costumas ir de férias para sítios exóticos, como por exemplo, as ilhas gregas?
-Também não.
-E os teus amigos? São do Bloco de Esquerda?
-Não sei.
-Olha lá, filho, tu não és nada gay, és sim um paneleiro de merda!…
Como o Daniel tem um sentido de humor apuradíssimo visando temas sempre tão diversificados, eu não resisti a partilhar consigo e com os demais leitores esta anedota tão bem observada.
Sabe mais anedotas de homossexuais? Não que eu tenha alguma coisa contra eles, merecem-me tanto respeito como outros. Posso contar mais, já que estamos em maré de humor.
Eu, no meu post, não usei de qualquer insulto para me referir a ninguém. Fazer humor sobre um tema, mesmo que o incomode, e usar insultos (paneleiro de merda) para se referir a um grupo de pessoas não é exactamente a mesma coisa. Para bem da sua capacidade de socialização achei que era importante dividir esta informação consigo. Se eu acabasse este a post a dizer que os católicos são uns “atrasados mentais de merda” o seu comentário faria todo sentido. Assim, é só, se me permite, infantil.
É dificílimo fazer-se humor políticamente correcto e, pela quantidade de posts, parece-me que o Daniel também não será exemplo do humorista exímio que só diz piadas «pasteurizadas».
Acha que a minha anedota (que não passa disso mesmo) é mais ofensiva do que a sua
as suas constantes tentativas de meter as crenças dos outros?
Não acredita que outras pessoas se possam sentir legitimamente ofendidas quando o Daniel ridiculariza os seus deuses e, muitas vezes, a base de sustentação das suas vidas?
Para que não me acuse de falta de pesquisa das suas pérolas de sapiência, fui ao seu arquivo rebuscar um post seu, de refinado recorte poético-literário, de Julho último, inesquecível:
«Eles não gostam é de bichas. Não gostam de paneleiros. De rotos. Dos que pegam de empurrão. De rabetas. De panilas. De veados. De larilas. De rabos. De picolhos. De panascas. De florzinhas. De fufas. De sapatonas. Não. Eles não têm preconceitos. Mas eles só gostam mesmo de homossexuais.»
Cá está. Eu não sou preconceituoso. Não sou intolerante. É esta postura que me permite fazer humor sem ligar muito aos Diáconos Remédiozzz zzzz zzzzz deste mundo que só sabem fazer humor acerca das coisas que elegeram para o seu desprezo.
Só para deixar claro que não sou um religious warrior, tb acho que essa coisa de uma senhora andar empoleirada em cima de uma azinheira a mandar mensagens para o mundo através de uns putos analfabetos, cheira um bocado a esturro.
Sem ir mais longe, porque é que a senhora não contactou directamente com o Estaline, ou o governo e preferiu ir empoleirar-se no cucuruto de uma árvore, no então Portugal profundo?
Ok, a coisa presta-se à anedota.
Mas o que a mim me faz impressão, é a valentia do Daniel na troça à senhora da azinheira, em comparação com o silencioso respeito pelas coisas do Maomé e do Alá.
A esses o Daniel não goza….e se não estou em erro, chegou até a censurar o abuso da liberdade de expressão por parte de uns jornalistas dinamarqueses da “extrema direita” , a propósito de uns desenhos patuscos e muito bem esgalhados sobre o homem dos camelos.
POis é, o respeitinho é muito bonito…e os peregrinos de Fátima até nem costumam degolar cabeças ou largar umas bombas em infiéis.
Claro que não acredito que o DO tenha medo.É por isso que o desafio desde já a fazer aqui um post cheio de humor, sobre a subida de Maomé aos céus, montado num cavalo alado, ali para os lados de Jerusalém.
Bora lá Daniel…a comunidade islâmica em Portugal não parece ser muito agressiva.
Força!
Lidador, não censurei ninguém, pelo contrário defendi o direito à publicação dos catoons. Apenas não deixei passar o objectivo político daquela publicação. E o direito dos muçulmanos a se indignarem (como aqui têm todo o direito a indignarem-se com a minha piada - isso, aliás, é que tem mesmo piada) desde que de uma forma pacifica.
Porque não gozo com Maomé? Quer mesmo saber? Porque há demasiados candidatos para o fazer e esse espírito de carneirada irrita-me. É passear pela blogosfera e ver. Segundo: porque você e muitos me pedem para faze-lo. E isso chega-me para eu perder a vontade.
Eu não sou anti-religioso, ao contrário do que possa pensar. Vivo apenas numa sociedade profundamente católica e faço a minha parte: habituar os católicos a tolerar o humor sobre a sua fé. Espero que outros, nos países islâmicos, façam o mesmo, sabendo que correm muito mais riscos do que eu, por razões que valem uma discussão interessante. Se eu gozar aqui com Maomé o máximo de risco a que me habilito é a ter o aplauso geral. E, não sei se já deu por isso (e não tem nada que ter dado), eu não sou grande fã de aplausos. Muito menos gerais.
Parece-me que estão todos a fazer uma enorme tempestade num copo de água, ou a transportar para este tema as discussões de outros temas que não têm nada a ver com isto.
Eu sou crente, não sou ateia como a maioria dos comentadores que ficaram tão chocados, e achei graça ao post do Daniel. Simplesmente porque teve graça, e não foi ofensivo. É importante sabermos brincar com as nossas coisas sérias, desde que não se ultrapassem os limites do respeito. E não vejo onde é que eles foram ultrapassados aqui.
Meus caros, por favor, um pouco menos de fogo do inferno por tudo e por nada! E guardem as granadas para guerras mais úteis, que é o que não falta por aí.
Eu também sou crente e também achei piada ao post do Daniel. Até brinquei com o facto de a Senhora não ter aterrado,mas sim poisado.
O que eu não gosto é do epíteto que quem é crente é forçosamente inferior intelectualmente.
Direi ainda que uma das formas de distinguir uma azinheira de uma oliveira é abanando-as. Se cair uma Nossa Senhora, é azinheira!!!! ):
Essa das árvores também tem graça, Xico. E a propósito, o autor da ilustração não faz a menor ideia do que é uma azinheira: transformou-a numa laranjeira carregada de frutos, ainda por cima anã (em proporção com as figuras, é uma laranjeira bonsai).
Nunca me considerei inferior intelectualmente pelo facto de ser crente, por isso também não aceito o epíteto. São coisas distintas, de diferentes níveis. Além disso a minha fé não é cega, para mim nada é inquestionável. Mas há coisas que são do reino do intangível, e o sagrado é uma delas.
O mais engraçado ao ler estes comentários é ver como parece totalmente natural a alguns comentadores comparar piadas sobre um mito, uma lenda, uma crença, o que se lhe queira chamar, com piadas sobre pessoas reais. Faz sentido se se é crente, mas como não crente faz-me sempre imensa confusão. Até porque se a sra. que aterra nas árvores existisse mesmo e tivesse mesmo esse poder, não era uma simples piada que a afectaria negativamente… Já pessoas alvos diários de piadas e insultos, sofrem a sério, na pele. Mas pronto, estas coisas da crença religiosa não é suposto fazerem sentido, são por definição perfeitamente irracionais.
O Arrastão é um blogue de Daniel Oliveira, Pedro Sales e Pedro Vieira.
Para contactar cada um deles faça o favor clicar nos seus nomes e dizer de sua justiça: Daniel Oliveira Pedro Sales Pedro Vieira
Ignorância a sua.
Nossa Senhora não aterrou numa azinheira. Poisou sobre uma azinheira!
O título também é estúpido. As pessoas podem ser religiosas, os voos não!
E já agora, o Daniel tem alguma coisa a opor a esta pretensão???!!!
De aterrar em azinheiras? sim, claro. Então ainda não sabe que eu sou um ecologista radical?
E ? Pior que os fanatismo religioso, so mesmo o jacobinismo!!!
Fátima prepara-se para receber voos religiosos –> fábricas chinesas onde são fabricados os “souvenirs” de Fátima aumentam produção, operários ganham mais, gestores também, fica toda a gente feliz de um lado ao outro do Mundo. É milagre!
Agora teve graça, Daniel.
A imagem é que é estupida. Não há maior símbolo da bocalidade e do atraso portugues do que essa imagem da suposta aparição.
As ovelhas são as únicas que escapam…
Levy
Talvez goste mais de sarças ardentes ou anjos vingadores sobre os primogénitos do Egipto!? Não sei é o que o ecologista radical Daniel diria sobre isso!
O símbolo da boçalidade e atraso portugueses são as elites que temos. Não a imagem de Fátima, onde muitos estrangeiros acorrem a vê-la. Nenhum estrangeiro mostra qualquer consideração ou interesse pelos símbolos ou edifícios ligados à nossa administração. Como sucede noutros países!
O Daniel faz graçolas com a religião católica e acha-se muito engraçado e atrevido.
Se calhar já não tem coragem é de fazer graçolas com uma outra religião, cujos elementos “mágicos” são tão ou mais ridículos.
PS Não sou religioso, e também acho infantis estes elementos mágicos das Igrejas monoteístas.
Mas chocam-me estes padrões duplos da Esquerda, uma mistura de alinhamento ideológico com o Islamismo pela partilha de inimigos comuns, e de medo puro de levar na cabeça.
Ser corajoso com os tolerantes não é assim uma grande coragem…
JEM, sabe que só tem graça mandar piadas sobre a religião que domina a nossa cultura. Até para ver como é, como não podia deixar de se, sempre tão bem aceite pelos crentes. Tenho de fazer isto mais vezes. Ultimamente tenho-me descuidado e já me tinha esquecido como resulta sempre.
Pois é, Daniel.
O Daniel acorda todos os dias, vira os olhos ao Céu e diz: “Graças a Deus que sou ateu”.
Mas não é só isso…
É mesmo um crente, sem o saber…como se vê pelos constantes posts.
Acresce que gosta de manifestar o seu desprezo pelas crenças dos outros, procurando ridicularizar a importância que os outros dão a essas crenças, no exercício da sua liberdade religiosa.
Mais do mesmo….
Abraços
Luís
“JEM, sabe que só tem graça mandar piadas sobre a religião que domina a nossa cultura.”
O Daniel sabe que pode mandar graçolas, porque ninguém na igreja católica lhe vai mandar uma fatwa.
É muito engraçado provocar os dóceis. Fazer palhaçadas e ofender aqueles que já sabemos que não nos vão ripostar.
Agora sobre outras religiões, que, por dominarem politicamente algumas outras culturas, impõem a sua lei, enforcando homossexuais, apedrejando adúlteros, executando os apóstatas, limitando a vida aos que não seguem essa religião, forçando o vestuário, sobre essas religiões o Daniel não faz piadas.
É medo de apanhar uma fatwa, de ofender as “sensibilidades” (de enforcadores de homossexuais?), é ideologia?
Ou as religiões são todas iguais e merecem todas respeito, excepto se for a católica?
J, em Portugal quase não há muçulmanos. Se eu aqui mandasse uma piada sobre o Isão só teria aplausos a receber. E limitar-me-ia a repetir o que fazem todos esses laicos de ocasião, que só são laicos para as religiões dos outros.
As religiões merecem-me tanto respeito como outra coisa qualquer: como ideologias, modos de vida, etc. Nem mais, nem menos. Não têm direito para mim, que sou ateu, a nenhum estatuto especial.
Por acaso Fátima até é considerada sagrada para muitos muçulmanos, que a interpretam como uma aparição da filha de Maomé. Aliás, a explicação mais lógica para o fenómeno de Fátima é exactamente essa, a de uma lenda de uma moura encantada que os miúdos ouviram e mais tarde, numa tarde de calor e subnutrição, julgaram ver perante os próprios olhos. Fátima é um nome de origem árabe, por certo que essas lendas existiam na zona em 1917.
Este tipo de post é tão básico.
Incomodou-se tanto com o Mário Crespo para depois vir fazer piadas com a fé dos outros.
Posso brincar com a fé dos outros, mas ai do primeiro que brincar com a minha?
FLR, e estas reacções são tão previsíveis. Oh homem, pode brincar com o que quiser. Não percebo é o que é que Mário Crespo tem a ver com a fruta.
“J, em Portugal quase não há muçulmanos”
Certamente que não é esse o motivo pelo qual não faz piadas sobre o Islão.
Daniel, aqui em Portugal também quase não há americanos, e no entanto passa o tempo todo a fazer graçolas e comentários sobre os americanos.
“Se eu aqui mandasse uma piada sobre o Islão só teria aplausos a receber.”
Aplausos de quem? A Esquerda bem pensante e politicamente correcta cair-lhe-ia em cima, acharia de mau gosto, eventualmente racista. Arriscava a que algum islâmico fanático lhe quisesse fazer a vida negra (pouco provável, a comunidade islâmica em Portugal, para além de pequena, é bastante pacífica, mas ainda assim não seria impossível).
Já uma piada sobre a religião católica é um tiro fácil. A Esquerda anti-clerical aplaude, dá um ar de rebeldia, irrita alguma direita católica conservadora.
Mas choca-me que alguém que se diz preocupar tanto com direitos humanos, direitos de homossexuais, direitos das minorias, direitos de mulheres, seja tão preguiçoso e ideologicamente enviesado para apenas se limitar a “bater no ceguinho”, convencido que está a fazer uma grande façanha. E se envergonhe de chamar a atenção das pessoas para os veradeiros atropelos que algumas religiões efectivamente fazem.
Que a Nossa Sra “aterre” em Fátima, isso dá-lhe vontade de rir.
Que Hindus mantenham o sistema de castas, e condenem 100milhões de indianos a um ostracismo revoltante… nem nunca o vi comentar.
Que nas últimas semanas os fanáticos iranianos tenham enforcado mais uns quantos homossexuais… nem um post…
PS Tal como o Daniel, também sou ateu.
“Levy
Talvez goste mais de sarças ardentes ou anjos vingadores sobre os primogénitos do Egipto!?”
Não diga disparates. Já me deve ter lido outros comentários noutros sitios, e já deve saber que sou ateu.
Fátima diz muito sobre portugal e o povo português. SE reparar, fenómenos destes, vulgo aparições, não acontecem na suecia, ou na noruega. Aconteceram em portugal, em 1917, num país rural e atrasado.
Lamento, mas n posso deixar de ter pouco respeito intelectual por que acredita numa coisa destas e que o sol andou as voltas e outros disparates que tais.
Os estrangieros que acorrem para ver Fátima, são iguais de espirito aos portugueses que acorrem para ver fátima.
Para mim fátima é um embuste, e a irmã lúcia a maior mentirosa da história.
Levy
“Para mim fátima é um embuste, e a irmã lúcia a maior mentirosa da história.”
O seu comentário levava-nos muito longe na discussão, e este não é certamente o lugar próprio.
O que eu não aceito é o preconceito sobre os que crêm nisto ou naquilo, de que são embusteiros, mentirosos ou atrasados. Se o seu modelo civilizacional é a Suécia ou a Noruega, é problema seu. Como não lhes conheço grande contributo para o progresso da humanidade, para além de terem atribuído o Nobel a um luso-castelhano, não me sinto beliscado.
Mentiroso é aquele que não diz a verdade. Acredito que não seja o caso de Lúcia. A verdade daquilo que ela viu e a interpretação sobre o que viu é que pode ser diferente.
Como dizia Camus, se na China tocam o tambor para afugentar o monstro da peste, quem somos nós para dizermos que o monstro da peste não existe?
Quanto ao post, julgo que a piada do Daniel teve graça, o que não tem graça é a presunção de inteligência de quem se diz ateu.
-Pai, tenho um assunto chato para falar contigo…
-Diz lá, filho, desembucha!
-É que eu sou gay…
-És quê??
-Gay…
-Olha lá: tens, por acaso, um descapotável todo jeitoso?
-Não.
-Tens casa própria, com vista sobre a Lisboa antiga?
-Não.
-Costumas ir de férias para sítios exóticos, como por exemplo, as ilhas gregas?
-Também não.
-E os teus amigos? São do Bloco de Esquerda?
-Não sei.
-Olha lá, filho, tu não és nada gay, és sim um paneleiro de merda!…
Como o Daniel tem um sentido de humor apuradíssimo visando temas sempre tão diversificados, eu não resisti a partilhar consigo e com os demais leitores esta anedota tão bem observada.
Sabe mais anedotas de homossexuais? Não que eu tenha alguma coisa contra eles, merecem-me tanto respeito como outros. Posso contar mais, já que estamos em maré de humor.
Eu, no meu post, não usei de qualquer insulto para me referir a ninguém. Fazer humor sobre um tema, mesmo que o incomode, e usar insultos (paneleiro de merda) para se referir a um grupo de pessoas não é exactamente a mesma coisa. Para bem da sua capacidade de socialização achei que era importante dividir esta informação consigo. Se eu acabasse este a post a dizer que os católicos são uns “atrasados mentais de merda” o seu comentário faria todo sentido. Assim, é só, se me permite, infantil.
É dificílimo fazer-se humor políticamente correcto e, pela quantidade de posts, parece-me que o Daniel também não será exemplo do humorista exímio que só diz piadas «pasteurizadas».
Acha que a minha anedota (que não passa disso mesmo) é mais ofensiva do que a sua
as suas constantes tentativas de meter as crenças dos outros?
Não acredita que outras pessoas se possam sentir legitimamente ofendidas quando o Daniel ridiculariza os seus deuses e, muitas vezes, a base de sustentação das suas vidas?
Para que não me acuse de falta de pesquisa das suas pérolas de sapiência, fui ao seu arquivo rebuscar um post seu, de refinado recorte poético-literário, de Julho último, inesquecível:
«Eles não gostam é de bichas. Não gostam de paneleiros. De rotos. Dos que pegam de empurrão. De rabetas. De panilas. De veados. De larilas. De rabos. De picolhos. De panascas. De florzinhas. De fufas. De sapatonas. Não. Eles não têm preconceitos. Mas eles só gostam mesmo de homossexuais.»
Cá está. Eu não sou preconceituoso. Não sou intolerante. É esta postura que me permite fazer humor sem ligar muito aos Diáconos Remédiozzz zzzz zzzzz deste mundo que só sabem fazer humor acerca das coisas que elegeram para o seu desprezo.
Só para deixar claro que não sou um religious warrior, tb acho que essa coisa de uma senhora andar empoleirada em cima de uma azinheira a mandar mensagens para o mundo através de uns putos analfabetos, cheira um bocado a esturro.
Sem ir mais longe, porque é que a senhora não contactou directamente com o Estaline, ou o governo e preferiu ir empoleirar-se no cucuruto de uma árvore, no então Portugal profundo?
Ok, a coisa presta-se à anedota.
Mas o que a mim me faz impressão, é a valentia do Daniel na troça à senhora da azinheira, em comparação com o silencioso respeito pelas coisas do Maomé e do Alá.
A esses o Daniel não goza….e se não estou em erro, chegou até a censurar o abuso da liberdade de expressão por parte de uns jornalistas dinamarqueses da “extrema direita” , a propósito de uns desenhos patuscos e muito bem esgalhados sobre o homem dos camelos.
POis é, o respeitinho é muito bonito…e os peregrinos de Fátima até nem costumam degolar cabeças ou largar umas bombas em infiéis.
Claro que não acredito que o DO tenha medo.É por isso que o desafio desde já a fazer aqui um post cheio de humor, sobre a subida de Maomé aos céus, montado num cavalo alado, ali para os lados de Jerusalém.
Bora lá Daniel…a comunidade islâmica em Portugal não parece ser muito agressiva.
Força!
Lidador, não censurei ninguém, pelo contrário defendi o direito à publicação dos catoons. Apenas não deixei passar o objectivo político daquela publicação. E o direito dos muçulmanos a se indignarem (como aqui têm todo o direito a indignarem-se com a minha piada - isso, aliás, é que tem mesmo piada) desde que de uma forma pacifica.
Porque não gozo com Maomé? Quer mesmo saber? Porque há demasiados candidatos para o fazer e esse espírito de carneirada irrita-me. É passear pela blogosfera e ver. Segundo: porque você e muitos me pedem para faze-lo. E isso chega-me para eu perder a vontade.
Eu não sou anti-religioso, ao contrário do que possa pensar. Vivo apenas numa sociedade profundamente católica e faço a minha parte: habituar os católicos a tolerar o humor sobre a sua fé. Espero que outros, nos países islâmicos, façam o mesmo, sabendo que correm muito mais riscos do que eu, por razões que valem uma discussão interessante. Se eu gozar aqui com Maomé o máximo de risco a que me habilito é a ter o aplauso geral. E, não sei se já deu por isso (e não tem nada que ter dado), eu não sou grande fã de aplausos. Muito menos gerais.
Parece-me que estão todos a fazer uma enorme tempestade num copo de água, ou a transportar para este tema as discussões de outros temas que não têm nada a ver com isto.
Eu sou crente, não sou ateia como a maioria dos comentadores que ficaram tão chocados, e achei graça ao post do Daniel. Simplesmente porque teve graça, e não foi ofensivo. É importante sabermos brincar com as nossas coisas sérias, desde que não se ultrapassem os limites do respeito. E não vejo onde é que eles foram ultrapassados aqui.
Meus caros, por favor, um pouco menos de fogo do inferno por tudo e por nada! E guardem as granadas para guerras mais úteis, que é o que não falta por aí.
Eu também sou crente e também achei piada ao post do Daniel. Até brinquei com o facto de a Senhora não ter aterrado,mas sim poisado.
O que eu não gosto é do epíteto que quem é crente é forçosamente inferior intelectualmente.
Direi ainda que uma das formas de distinguir uma azinheira de uma oliveira é abanando-as. Se cair uma Nossa Senhora, é azinheira!!!! ):
Essa das árvores também tem graça, Xico. E a propósito, o autor da ilustração não faz a menor ideia do que é uma azinheira: transformou-a numa laranjeira carregada de frutos, ainda por cima anã (em proporção com as figuras, é uma laranjeira bonsai).
Nunca me considerei inferior intelectualmente pelo facto de ser crente, por isso também não aceito o epíteto. São coisas distintas, de diferentes níveis. Além disso a minha fé não é cega, para mim nada é inquestionável. Mas há coisas que são do reino do intangível, e o sagrado é uma delas.
O mais engraçado ao ler estes comentários é ver como parece totalmente natural a alguns comentadores comparar piadas sobre um mito, uma lenda, uma crença, o que se lhe queira chamar, com piadas sobre pessoas reais. Faz sentido se se é crente, mas como não crente faz-me sempre imensa confusão. Até porque se a sra. que aterra nas árvores existisse mesmo e tivesse mesmo esse poder, não era uma simples piada que a afectaria negativamente… Já pessoas alvos diários de piadas e insultos, sofrem a sério, na pele. Mas pronto, estas coisas da crença religiosa não é suposto fazerem sentido, são por definição perfeitamente irracionais.