Seis dos 23 marroquinos que entraram ilegalmente em Portugal foram repatriados sem conhecimento dos seus advogados. Apesar da lei prever mecanismos de protecção para imigrantes que colaboram na denúncia das pessoas a quem pagaram para vir para a Europa, o SEF preferiu esta repatriação semi-clandestina.
Por Daniel Oliveira 23 Jan 08 em Imigração


Pá, ainda se arriscam a ser repatriados para Portugal.
Estes são mesmo aqueles que não têm nada a perder a não ser as suas misérias. E a vida, para eles, é secundária se não for com esperança.
Pois a vida é muito “madrasta” para estas pessoas, uns com tanto e outros sem nada, espero ansiosamente pela próxima revolução.
Há aqui uma certa equidade semiótica (este palavrão vai aqui apenas para relembrar EPC).
Vieram clandestinos foram-se clandestinamente.
Já foram tarde, nunca cá deviam ter entrado, eles e os milhares de clandestinos invasores que por cá andam. Reapatrimaneto já! O sangue fala mais alto.
Cumprimentos
É esta a vergonha deste país. Onde os valores humanistas são espezinhados.
Só resta a denúncia e a resistência.
Só resta a LUTA!
E…
você, apesar de ‘a lei’, sublinha o direito do clandestino delator porquê?
Denunciar aqueles que sacam todo o dinheiro aos imigrantes fazendo da sua desgraça um negócio bem lucrativo? Vivo bem com isso.
O que distingue o BE dos outros partidos é o seu humanismos e a sua solidariedade para com os seus semelhantes. Fez muito bem o deputado do BE em defender o direito destes imigrantes a permancecer em Portugal. Há apenas umas questões de pormenor que eu gostaria de colocar ao BE e que espero que o Daniel responda.
1: Onde iriam ficar alojados estes ilegais? Não é a questão de quem iria pagar o seu alojamento, pois isso seria obviamente o contribuinte Português, mesmo aqueles que não têm dinheiro para pagar o seu próprio alojamento. É o local onde os iriam colocar. Iriam parar a algum bairro social desterrado sabe-se lá onde, com os riscos inerentes? Ou qual a solução do BE?
2: Quais seriam os meios de subsistência destes imigrantes? Subsídio de desemprego e rendimento mínimo? Ou será que iriam conseguir emprego?
Será que o BE tem consciência do problema do desemprego em Portugal? Fazem alguma ideia da dificuldade em encontrar emprego, excepto se for para se ser explorado?
3: Será justo que estes candidatos a imigrantes, que violaram a lei e entraram ilegalmente em Portugal, tenham prioridade sobre os candidatos a imigrantes que tenham procedido de acordo com a lei, que tenham feito os respectivos pedidos de residência e que provavelmente foram recusados?
4. São 23 imigrantes. E se fossem 23 mil, que diria o BE?
Studio,
1) Porque não perguntas ao governo porque criaram um mecanismo de acolhimento destes imigrantes, o artigo 109.º da Lei de Imigração.
2) Pergunta também porque não o aplicam.
3) Podes perguntar onde os iríamos acolher aos portugueses que vivem em outras partes do globo. Podes perguntar aos emigrados em França onde eles viviam quando estavam na clandestinidade.
4) Com certeza que estes imigrantes não iriam ficar no RSI. Os imigrantes vêm para Portugal para trabalhar. É só veres. Olha em volta.
5) Os imigrantes JAMAIS criam desequilíbrios na Segurança Social. Aliás, são um dos factores de estabilidade e uma saída para a crise. Há estudos. Estuda.
6) O desemprego não tem qualquer relação com a imigração. Há montes de estudos. Estuda.
7) Finalmente, quanto a emprego, acho que é bom saberes que os portugueses procuram em outros pontos do globo, tal como os imigrantes. Não sei se sabes, sinceramente acho que não sabes, a população imigrante está a diminuir em Portugal. Estão a procurar outras paragens, juntamente com os mais de 150 mil jovens portugueses que abandonaram o país nos últimos dois anos.
Pergunta-lhes como eles querem ser tratados nos outros países.
Quanto aos 23 mil, certamente não chegariam numa barca, mas se calhar rapidamente iriam procurar outras paragens como fizeram cerca de 30 mil ucranianos, que já foram embora e que estavam cá a cerca de um ano.
Porque o problema também é este Studio. Estás a confundir pessoas com árvores que se plantam e não saem. E só vês a realidade parcialmente. Esqueces que Portugal, país com 10 milhões de habitantes, tem 5 milhões de portugueses e luso descendentes no mundo. Não sabias também.
Portanto, se calhar também devias perguntar ao Daniel e eu pergunto por ti:
Daniel, são 23, mas se fossem 5 milhões, os nossos irmãos que estão pelo mundo?
Gustavo,
1 e 2) Quem defende a permanência em Portugal dos 23 imigrantes que deram à costa é o BE, e portanto é o BE que deve explicar onde tencionam que fiquem alojados, com que subsídios irão subsistir e quem irá pagar esse alojamento e esses subsídios.
3) Não tem qualquer relação com o que está em discussão.
4) Talvez não te tenhas dado conta mas em Portugal existe uma coisa chamada “desemprego”.
Existem duas possibilidades de emprego: a) empregos dignos, b) exploração. Desejas que os imigrantes sejam explorados ou estás à espera que encontrem empregos dignos? Se esses empregos existem, diz onde estão pois temos milhares de desempregados à procura deles. É evidente que estes imigrantes que nem Português falam, não têm hipóteses ao concorrer aos “empregos dignos”. Resta-lhes ser explorados, e há por aí muitos imigrantes a ser explorados. Se é isso que desejas, tudo bem.
5) Tu próprio acreditas no que dizes? Então os imigrantes que vivem de subsídios e em casas pagas pelo estado não são um peso para a segurança social?
Os imigrantes a que te referes são outro extrato de imigrantes, com rendimentos não necessitando de subsídios, com capacidade para pagar a sua própria habitação, com capacidade para pagar as suas despesas de saúde em vez de sobrecarregar o SNS, etç. Ainda assim, estes imigrantes não aliviam em nada o problema da Segurança Social, porque esse é um problema estrutural como já aqui expliquei.
7) Acreditar nesses “estudos” é como acreditar que os pastorinhos de Fátima viram a virgem ou que têm 40 virgens à espera no céu. É uma questão de fé.
Nº de desempregados = Nº de trabalhadores disponíveis - Nº de postos de trabalho
Com que então se aumentares os números de trabalhadores disponíveis não aumentas o número de desempregados?
Em Portugal existem dezenas de milhares de imigrantes desempregados. Esses não são contabilizados para os números do desemprego nos teus “estudos”?
Bem, nem todos os tipos são obrigados a serem espertos.
1. Os imigrantes, tal como como os nossos emigrantes, devem ser tratados como seres humanos, tal como nós gastaríamos de ver tratados os muitos ilegais portugueses que estão no Canadá, nos EUA…
2. Os imigrantes devem ser tratados com a mesma humanidade que os portugueses e as mesmas leis. Ou seja, claro que podem ter acesso ao rendimento mínimo, à segurança social, ao trabalho nas mesmas condições que os portugueses. Se assim for haverá condições iguais para todos. E seremos todos explorados por igual.
3. Qualquer pessoa que pense um bocadinho percebe que centenas de milhares de imigrantes entraram em Portugal com vistos de turista. E Portugal não gasta milhões para atrair turistas? Depois ficam por cá a trabalhar. Portanto essa treta das fronteiras fechadas e abertas faliu. Este sistema que obriga as pessoas à imigração ilegal condenou à morte dezenas e dezenas de milhares de pessoas. A solução é implementar um sistema de imigração legal a partir da origem das pessoas.
4. Por fim, enquanto a chularia das multinacionais, com o apoio dos governos ditos ocidentais, continuar a sugar os povos africanos, sul-americanos ou mais pobres, e enquanto sustentar os caciques, os senhores da guerra locais e os neo-burgueses lá do sítio, as pessoas continuarão a tentar fugir de lá.
É simples.
Caro Studio,
obrigado.
Só tu para dizeres coisas engraçadas e divertidas num dossier tão sério.
Gostei do simplismo que tratas do assunto. A tua equação dos desempregados então! É o máximo.
Se calhar deverias apresentar a tua candidatura para substituir o Vieira da Silva…
Esperemos que os jovens portugueses não sofram com pessoas como tu no país de acolhimento que escolham.
E já agora, esperemos que os portugueses não tenham de emigrar, nem fiquem tão pobres como os marroquinos.
Estaríamos tramados.