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	<title>Comentários em: Compreende-se a exigência neste país de letrados</title>
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	<description>Os suspeitos do costume</description>
	<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 22:12:44 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Héliocoptero</title>
		<link>http://arrastao.org/imigracao/compreende-se-a-exigencia-neste-pais-de-letrados/#comment-24218</link>
		<dc:creator>Héliocoptero</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jan 2008 16:25:26 +0000</pubDate>
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		<description>João,

Eu digo que sim, acho aceitável que se faça uma selecção. Se alguém deseja fazer parte de uma comunidade, ela tem todo o direito de avaliar os candidatos. Quando muito eu discutiria o valor individual de cada critério, mas não a existência destes. Não sou nem nunca fui um adepto de naturalização só porque se quer, não acho nem nunca achei que quem quer ser acolhido deva ignorar a língua, cultura e memória colectiva de quem acolhe. Eu estive um ano num país estrangeiro e não quis fazê-lo sem antes aprender um pouco do idioma e costumes nativos; se fosse passar lá o resto da minha vida e pedisse a nacionalidade sueca ser-me-ia impensável fazê-lo sem antes dominar minimamente o sueco.

Nem todos têm as mesmas possibilidades de acesso ao ensino ou à cultura? Nesse caso o problema está nos sistemas de educação e não neste critério particular de naturalização. O país pode não ser de letrados, mas não irá certamente sê-lo se descurar a educação de quem nele nasce e de quem nele é acolhido.

Quanto ao facto de não teres tido que provar nada para seres português, temos obviamente diferentes concepções de nacionalidade: eu acho que ela tanto pode ser herdada como adquirida (ou trocada) por vontade própria e que a aquisição deve estar sujeita a critérios de quem recebe. Tu pareces achar que só pelo facto de se impôr critérios na aquisição não faz sentido herdar-se nacionalidade. Teremos que concordar em discordar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>João,</p>
<p>Eu digo que sim, acho aceitável que se faça uma selecção. Se alguém deseja fazer parte de uma comunidade, ela tem todo o direito de avaliar os candidatos. Quando muito eu discutiria o valor individual de cada critério, mas não a existência destes. Não sou nem nunca fui um adepto de naturalização só porque se quer, não acho nem nunca achei que quem quer ser acolhido deva ignorar a língua, cultura e memória colectiva de quem acolhe. Eu estive um ano num país estrangeiro e não quis fazê-lo sem antes aprender um pouco do idioma e costumes nativos; se fosse passar lá o resto da minha vida e pedisse a nacionalidade sueca ser-me-ia impensável fazê-lo sem antes dominar minimamente o sueco.</p>
<p>Nem todos têm as mesmas possibilidades de acesso ao ensino ou à cultura? Nesse caso o problema está nos sistemas de educação e não neste critério particular de naturalização. O país pode não ser de letrados, mas não irá certamente sê-lo se descurar a educação de quem nele nasce e de quem nele é acolhido.</p>
<p>Quanto ao facto de não teres tido que provar nada para seres português, temos obviamente diferentes concepções de nacionalidade: eu acho que ela tanto pode ser herdada como adquirida (ou trocada) por vontade própria e que a aquisição deve estar sujeita a critérios de quem recebe. Tu pareces achar que só pelo facto de se impôr critérios na aquisição não faz sentido herdar-se nacionalidade. Teremos que concordar em discordar.</p>
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		<title>Por: diogo</title>
		<link>http://arrastao.org/imigracao/compreende-se-a-exigencia-neste-pais-de-letrados/#comment-24208</link>
		<dc:creator>diogo</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jan 2008 09:36:50 +0000</pubDate>
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		<description>têm toda a razão . não se podem naturalizar  analfabetos. para isso já bastam os que cá nascem .só não consigo entender como é que ainda há quem queira ser português .</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>têm toda a razão . não se podem naturalizar  analfabetos. para isso já bastam os que cá nascem .só não consigo entender como é que ainda há quem queira ser português .</p>
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		<title>Por: Uma Questão de Igualdade : [ fractura.net ]</title>
		<link>http://arrastao.org/imigracao/compreende-se-a-exigencia-neste-pais-de-letrados/#comment-24217</link>
		<dc:creator>Uma Questão de Igualdade : [ fractura.net ]</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 17:41:27 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Talvez o tal exame de português seja ridículo num país de educação de faz-de-conta e o que o título irónico que o Daniel dá ao seu post tenha a sua razão de ser. Mas o problema tem que ser analisado, também, sob o prisma da igualdade [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Talvez o tal exame de português seja ridículo num país de educação de faz-de-conta e o que o título irónico que o Daniel dá ao seu post tenha a sua razão de ser. Mas o problema tem que ser analisado, também, sob o prisma da igualdade [...]</p>
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		<title>Por: João Dias</title>
		<link>http://arrastao.org/imigracao/compreende-se-a-exigencia-neste-pais-de-letrados/#comment-24216</link>
		<dc:creator>João Dias</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 13:32:10 +0000</pubDate>
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		<description>Heliocoptero:

Estou de acordo. Mas não é na injustiça do acesso ao ensino e nas condições laborais que existe desacordo, o desacordo reside no seguinte:
é ou não aceitável este processo de selecção? É aceitável sequer fazermos uma selecção? Eu digo claramente que não. E o caro?

Eu pessoalmente não tive de provar grande coisa para ser português, aliás na altura só sabia defecar e pouco mais. Quando nós (autóctones) nos tornamos portugueses éramos um cheque em branco para sociedade, não demos garantias nenhumas de falar bem português ou ser letrados.
Já agora, e um deficiente mental pode ser naturalizado?
Eu acho triste estarmos a discutir isto, porque em bom rigor acho imoral que se faça selecção de indivíduos "naturalizáveis" (sim, agora venham com exemplos de criminosos e tal).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Heliocoptero:</p>
<p>Estou de acordo. Mas não é na injustiça do acesso ao ensino e nas condições laborais que existe desacordo, o desacordo reside no seguinte:<br />
é ou não aceitável este processo de selecção? É aceitável sequer fazermos uma selecção? Eu digo claramente que não. E o caro?</p>
<p>Eu pessoalmente não tive de provar grande coisa para ser português, aliás na altura só sabia defecar e pouco mais. Quando nós (autóctones) nos tornamos portugueses éramos um cheque em branco para sociedade, não demos garantias nenhumas de falar bem português ou ser letrados.<br />
Já agora, e um deficiente mental pode ser naturalizado?<br />
Eu acho triste estarmos a discutir isto, porque em bom rigor acho imoral que se faça selecção de indivíduos &#8220;naturalizáveis&#8221; (sim, agora venham com exemplos de criminosos e tal).</p>
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		<title>Por: Bada Bing! &#187; Blog Archive &#187; Mais Correia de Campos é menos Sócrates</title>
		<link>http://arrastao.org/imigracao/compreende-se-a-exigencia-neste-pais-de-letrados/#comment-24215</link>
		<dc:creator>Bada Bing! &#187; Blog Archive &#187; Mais Correia de Campos é menos Sócrates</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 12:08:30 +0000</pubDate>
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		<description>[...] para ganhar alguma comiseração popular. Hoje, numa ronda pelos blogues, nota-se que nem sequer os habituais próceres da exaltação localista, fazem a mais breve referência ao programa. Ficou ainda [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] para ganhar alguma comiseração popular. Hoje, numa ronda pelos blogues, nota-se que nem sequer os habituais próceres da exaltação localista, fazem a mais breve referência ao programa. Ficou ainda [...]</p>
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	<item>
		<title>Por: Pedro Sá</title>
		<link>http://arrastao.org/imigracao/compreende-se-a-exigencia-neste-pais-de-letrados/#comment-24214</link>
		<dc:creator>Pedro Sá</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 11:43:41 +0000</pubDate>
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		<description>Convenhamos que se ela falar português correctamente e for demonstrado que é efectivamente analfabeta não há nada como o mais elementar bom senso...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Convenhamos que se ela falar português correctamente e for demonstrado que é efectivamente analfabeta não há nada como o mais elementar bom senso&#8230;</p>
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		<title>Por: Héliocoptero</title>
		<link>http://arrastao.org/imigracao/compreende-se-a-exigencia-neste-pais-de-letrados/#comment-24213</link>
		<dc:creator>Héliocoptero</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 09:16:16 +0000</pubDate>
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		<description>"A “situação laboral da senhora” é sair de casa às 5 da matina para regressar às 10 da noite, pois tem dois “tachos” em serviços de limpezas."

Isso sim merece ser questionado e criticado! Até porque, à semelhança deste caso, há muitas outras pessoas - portugueses ou não - que se vêem impossibilitadas de ter aulas do que quer que seja por força da mesma condição laboral. E isto independentemente de ser formação básica ou profissional.

Se é para ir ao essencial, então ataque-se o problema pela raíz e não pelo sintoma. E se o acesso ao ensino é facilitado apenas e só pela naturalização, a questão é exactamente a mesma: questione-se o sistema de ensino para se resolver o mal nas causas e não nas consequências. Combatam as dificuldades da Tomásia, sem dúvida! Mas na origem dos problemas, a bem dela e de muitos outros, cidadãos ou não.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;A “situação laboral da senhora” é sair de casa às 5 da matina para regressar às 10 da noite, pois tem dois “tachos” em serviços de limpezas.&#8221;</p>
<p>Isso sim merece ser questionado e criticado! Até porque, à semelhança deste caso, há muitas outras pessoas - portugueses ou não - que se vêem impossibilitadas de ter aulas do que quer que seja por força da mesma condição laboral. E isto independentemente de ser formação básica ou profissional.</p>
<p>Se é para ir ao essencial, então ataque-se o problema pela raíz e não pelo sintoma. E se o acesso ao ensino é facilitado apenas e só pela naturalização, a questão é exactamente a mesma: questione-se o sistema de ensino para se resolver o mal nas causas e não nas consequências. Combatam as dificuldades da Tomásia, sem dúvida! Mas na origem dos problemas, a bem dela e de muitos outros, cidadãos ou não.</p>
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	<item>
		<title>Por: João Dias</title>
		<link>http://arrastao.org/imigracao/compreende-se-a-exigencia-neste-pais-de-letrados/#comment-24212</link>
		<dc:creator>João Dias</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 03:30:32 +0000</pubDate>
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		<description>São mesmo as regras de naturalização que são inaceitáveis, são a prova provada que a exacerbação da identidade peca por excluir os demais. Desejo com vigor que a Sr. Tomasia aprenda português, não aceito nunca que depois de esta estar residente em Portugal 8 anos não seja naturalizada porque não domina o português. Sim Hélicoptero, podemos e devemos questionar o sistema de ensino e precaridade laboral desta mulher, e, por isso mesmo, não podemos aceitar a recusa da sua naturalização que é precisamente o que facilita o acesso a essas coisas.

Que gente é esta que defende o português através da exclusão dos demais, o que interessa defender o bom português se nem se sabe distinguir o acessório do essencial. O essencial é mesmo integrar esta mulher.
Estes procedimentos em termos pedagógicos são aquilo que eu gosto de chamar a pedagogia da merda (espero que o DO deixe passar esta), você é o elo mais fraco...vai para os crocodilos. É fantástico, mas vendo de um ponto de vista "darwiniano" nós pomos os mais capazes num berço de ouro a mamar e atiramos os menos capazes para a selva...(já cheira a reality show)

Combatam as dificuldades da Tomasia, não combatam a Tomasia...é bastante diferente.

P.S. Por amor de Zeus, a mulher chama-se SILVA DA COSTA...porra, podia lá ser mais portuguesa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>São mesmo as regras de naturalização que são inaceitáveis, são a prova provada que a exacerbação da identidade peca por excluir os demais. Desejo com vigor que a Sr. Tomasia aprenda português, não aceito nunca que depois de esta estar residente em Portugal 8 anos não seja naturalizada porque não domina o português. Sim Hélicoptero, podemos e devemos questionar o sistema de ensino e precaridade laboral desta mulher, e, por isso mesmo, não podemos aceitar a recusa da sua naturalização que é precisamente o que facilita o acesso a essas coisas.</p>
<p>Que gente é esta que defende o português através da exclusão dos demais, o que interessa defender o bom português se nem se sabe distinguir o acessório do essencial. O essencial é mesmo integrar esta mulher.<br />
Estes procedimentos em termos pedagógicos são aquilo que eu gosto de chamar a pedagogia da merda (espero que o DO deixe passar esta), você é o elo mais fraco&#8230;vai para os crocodilos. É fantástico, mas vendo de um ponto de vista &#8220;darwiniano&#8221; nós pomos os mais capazes num berço de ouro a mamar e atiramos os menos capazes para a selva&#8230;(já cheira a reality show)</p>
<p>Combatam as dificuldades da Tomasia, não combatam a Tomasia&#8230;é bastante diferente.</p>
<p>P.S. Por amor de Zeus, a mulher chama-se SILVA DA COSTA&#8230;porra, podia lá ser mais portuguesa.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: João Machado</title>
		<link>http://arrastao.org/imigracao/compreende-se-a-exigencia-neste-pais-de-letrados/#comment-24211</link>
		<dc:creator>João Machado</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 02:10:59 +0000</pubDate>
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		<description>É claro que devem dar à Tomásia a nacionalidade portuguesa. Ela dá um contributo válido para o nosso país.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É claro que devem dar à Tomásia a nacionalidade portuguesa. Ela dá um contributo válido para o nosso país.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: samuel</title>
		<link>http://arrastao.org/imigracao/compreende-se-a-exigencia-neste-pais-de-letrados/#comment-24210</link>
		<dc:creator>samuel</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 00:54:53 +0000</pubDate>
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		<description>Se está tudo no artigo linkado, porque perguntam?
A "situação laboral da senhora" é sair de casa às 5 da matina para regressar às 10 da noite, pois tem dois "tachos" em serviços de limpezas.
Portanto, esse "bendito" sistema de ensino que se pergunta onde está, está aí: algures entre as 10 da noite e as 5 da madrugada, as 7 horas que a analfabeta tem para jantar, ver o marido e os filhos e dormir e... e... claro, ir estudar!!!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Se está tudo no artigo linkado, porque perguntam?<br />
A &#8220;situação laboral da senhora&#8221; é sair de casa às 5 da matina para regressar às 10 da noite, pois tem dois &#8220;tachos&#8221; em serviços de limpezas.<br />
Portanto, esse &#8220;bendito&#8221; sistema de ensino que se pergunta onde está, está aí: algures entre as 10 da noite e as 5 da madrugada, as 7 horas que a analfabeta tem para jantar, ver o marido e os filhos e dormir e&#8230; e&#8230; claro, ir estudar!!!</p>
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