«Foi dado um prazo de três semanas aos 1400 refugiados iraquianos a viver no Reino Unido para se inscreverem num programa de regresso voluntário ao Iraque. Caso não se inscrevam, correm o sério risco de ser desalojados e perder o apoio do Estado, noticiou o jornal The Guardian. Ao aderirem ao programa, terão de assinar uma cláusula que iliba o Governo britânico de responsabilidades, caso algo lhes aconteça no retorno ao Iraque. A decisão da ministra da Administração Interna, Jacqui Smith, de declarar que o Iraque é um país seguro para que os refugiados regressem, vem numa altura sangrenta em que cerca de 80 pessoas foram assassinadas desde domingo passado.» (Público de ontem)
Por Daniel Oliveira 15 Mar 08 em Iraque, Reino Unido


Azar o deles,não serem cubanos(os certos claro,pq os que investigavam as actividades terroristas estão presos…).Viva a Democracia dos Ricos,tralalalala
Há aqui uma dúvida que, espero, o dono do blog me tire.
Eles estão refugiados de quê?
O Iraque tem um governo eleito, não tem prisioneiros políticos, qual é o problema deles?
Porque gostam. Por isso é que são mais de dois milhões e meio de refugiados, quase todos nos países vizinhos. E o facto de terem morrido, vitimas de violência, entre 200 mil e 600 mil iraquianos nos últimos cinco anos é pormenor. Tem lido alguma coisa nos jornais sobre o que se passa no Iraque?
Tenho lido 4,5 milhões de Iraquianos refugiados e 1.2 milhões mortos seg. a Jane Defense mas aqui sempre se dá uma ajuda aos democratas cortando aqui e ali…para lavar mais branco os crimes do capital.Eleições livres em território ocupado?Ahahaah,é pra rir xor fado alexandrino
militante da causa do roubo à fartasana em nome da democracia mais pôdre e vil-uma vez que não têm guts pra dizer ao que veem.O ‘governo’ iraquiano é uma fantochada e gosta muito do dinheiro…só as falcatruas que se tem dado…Documentação é coisa que não falta,mesmo com os ‘libertadores’ a queixarem-se do descalabro das contas.E
mimi, tem razão. Referi por engano os refugiados intermnos. Mas porque raio tem logo de fazer uma interpretação política. A má-fé de muitos comentadores é assombrosa. Sim, porque eu não tenho feito outra coisa se não dourar a pilula em relação ao que se passa no Iraque. Há cada um…
“É mais fácil bombardear do que assumir as responsabilidades”
Não é o que fazes permanentemente?!
Nada como estar confortavelmente sentados na sala da sic a julgar tudo e todos, como se de uma divina amostra se tratasse. E a sacarem massa com isso.
É o que se chama ter a mania de que se tem um olho. Em terra de cegos, claro.
Não, meu amigo, nunca bombardeei ninguém. A não ser que ache que o democrático exercício da critica é o mesmo que rebentar umas bombas sobre inocentes.
Nada com sentar confortavelmente num estúdio da sic e julgar sumariamente tudo e todos. Ganhar algum com isso, também não é nada mau.
Esse tipo de mercenarismo, esse recalcamento plebeu com aspirações justiceiras é bem expressivo do paradoxo existencial que angustia boa parte da média intelectualidade portuguesa.
Águazêda, ou senhor é o eco do Psiquiatra ou o Psiquiatra é portador de múltiplas personalidades.
Depende da forma, do estilo. Por uma questão deontológica e de eficácia “o democrático exercício da critica”, para não se desviar do conceito, deve vir de quem se não resguarda da mesma. Ñem sempre é o que acontece.
Somos as duas faces da mesma moeda. E isso acrescenta o quê?
E são esses, britânicos e maricanos, bifes piratas, que aliciam o Daniel pà guerra do lalai lama contra a China.
A China não faz guerra a ninguém, salvo aos animais, algo como cá, que não respeita. Agora, ninguém a viu, já, a assaltar Cuba, Guantanamo, a Nicarágua, a Colômbia e Granada, a Etiópia e a Jugoslávia, o Iraque e a Palestina e a Síria e a Coreia do Norte e a Rússia e o Afganistão e, e a China…
Em véspera dos Jogos Olímpicos, o Daniel está a ser levado de carrinho… o Daniel e mais anjinhos…
Isso acrescenta que há aqui uns comentadores que se multiplicam em vários (com diferentes nomes e e-mails) para parecerem que são muitos. O senhor foi só menos cuidadoso que outros. Apenas isso. E depois vem dar lições de ética. É preciso ter lata! A prova que nãoo me resguardo da crítica é que dou o meu nome e a minha cara por tudo o que digo e penso. E é sempre o mesmo nome. E cá estou para ser criticado. Vir de um anónimo que usa vários nicks esta lição de responsabilidade mostra como algumas pessoas exigem dos outros o que nunca exigem a si próprios.
Cada tolo tem a sua mania…
A dos iraquianos, visto isso é refugiarem-se, quando podiam tão bem estar a ir pelos ares durante as compras no mercado, na escola, na mesquita, devidamente protegidos pelo governo democrático do Alexandrino.
Já a mania do Daniel é bombardear! Francamente, Daniel!…
Sim tenho lido algumas coisas.
Cada vez menos, porque aparentemente a estúpida guerra civil está a ser controlada, ou porque os americanos reforçam a vigilância e se interpõem entre eles ou porque eles próprios começam a acreditar que podem ter um país após a queda do sanguinário ditador (pode cortar esta parte porque alguns acreditam que o homem não era assim tão mau).
Mas a verdade é que o senhor parecendo responder ao que eu escrevi não respondeu.
A propósito li a entrevista da linda Ana Drago e verifiquei horrorizado que cada vez que lhe faziam uma pergunta directa, ela respondia falando sobre modas.
A questão é muito clara.
Num país que tem um governo eleito, em que não há presos políticos, em que existem vários partidos políticos qual a razão de existirem esses tais milhões exilados ou refugiados num quentinho tão bom como a Inglaterra?
A resposta, que eu sei e o senhor também sabe, é difícil de dar.
Queima os lábios, como tantas outras.
Não vejo que tenha acrescentado nada. Considerandos de lado, o essencial mantem-se:Nada com sentar confortavelmente num estúdio da sic e julgar sumariamente tudo e todos. Ganhar algum com isso, também não é nada mau.
Esse tipo de mercenarismo, esse recalcamento plebeu com aspirações justiceiras é bem expressivo do paradoxo existencial que angustia boa parte da média intelectualidade portuguesa.
A acreditarmos no sr. Fado Alexandrino, até dá vontade de nos refugiarmos no Iraque.
É pacífico, não tem car-jaking, certamente os políticos são honestos, as escolas vivem em paz. Que estão esses parvalhões a fazer em Londres!?
Sr. Psiquiatra, o senhor não ganha nada por o que faz? E ganhando, acha que é mercenário por isso? Acha que eu devia trabalhar à borla para a SIC? O senhor trabalha de borla para alguma empresa privada com fins lucrativos?
Fado Alexandrino,
Está a brincar certo? Alguém no seu perfeito juízo quer ir para o Iraque? Deve andar a ver muita Fox News…
Senhor Guimarães e Senhor Mário Lopes
Como sabem, por limitações técnicas, o blog não permite o post de jpg’s e assim eu volto a explicar-me.
Leram mal, não escrevi que as pessoas deveriam querer ir para o Iraque, embora eu não perceba porque, as que assim o entenderem, não devam ir.
O que eu escrevi é que não há razão moral ou técnica, chamem-lhe o que quiserem, para estas iraquianos em Inglaterra se intitularem refugiados.
E a isto, os senhores lendo bugalhos responderam alhos.
Aí tamos de acordo. O que censuro (perdoe-me porque detesto a expressão) é disparar a tudo o que mexe, sem se mexer. Não sei se me faço entender. É muito fácil desancar em quem faz. O que me chateia é a critica monopolista de quem está habilitado a tudo criticar. Alguém que critica um ciclista, um político, um financeiro, um analista, mas nunca foi nem umas coisas nem outras e não se percebe bem o que o habilita a tudo criticar. E não estou a referir-me apenas a si. Refiro-me a uma atitude que a gíria futebolista chamou de “treinadores de bancada”- os generalistas a criticarem especialista (por muito bons ou maus que estes sejam).
Psiquiatra, em matéria política dificilmente pode dizer, olhando para a minha vida profissional e cívica, que sou um treinador de bancada.
Penso que esta discussão não nos leva a nada. Cada um é como é. E quem se sente bem assim deve continuar. A opinião (tanto a minha como a sua) não é um delito, mas antes direito/dever universal. Por isso e por mim ficamos assim.
Gostei da prosa. Cumprimentos.
Fado Alexandrino,
Se assumirmos que o Governo Iraquiano é de facto soberano e não um embuste político; que esse governo já conseguiu a paz entre as facções chiita e sonita; que é seguro viver em Iraque; que as existem eleições democráticas; que existe um sistema de justiça equalitário, então sim, não há qualquer razão ética ou moral para os iraquianos não serem repatriados.
Como nenhuma das condições que referi se verificam, os iraquianos são naturalmente refugiados e exilados de guerra que o que querem é estar bem longe do “Iraque democrático e livre” proclamado por GWB.
Muito obrigado.
Peguei na sua frase e substitui “governo iraquiano” por “governo americano” e aposto que concorda que a frase é igualmente válida, e por isso, o seu argumento não tem valor nenhum.
Sim.. pois.. é capaz de ser isso. Vou ter então de me render à evidência argumentativa e então reconhecer que os iraquianos querem é estar no Iraque e devem ser imediatamente repatriados.
Já pensou seguir carreira política? Com argumentos assim, não lhe faltavam assentos parlamentares.
O império americano caminha para o fim… e a Europa levanta-se…
“I believe this is the most serious financial and economic crisis since the Great Depression of the thirties. The worst, I believe, is yet to come.
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A new internacional financial and economic order will emerge from this crisis. In the new order, the relative importance of the United States in the World (in economic, financial, political, military, intellectual and scientific terms) will suffer a severe blow.
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A period of economic protectionism is on the cards. Europe, if it succeeds in keeping its unity - not an easy matter in a period of economic and financial stress - might be the great beneficiary in relative terms. ” - Pedro Arroja, in Portugal Contemporâneo